8 de janeiro de 2026

Controle

Confie no SENHOR de todo o coração e não se apoie no seu próprio entendimento (Pv 3.5).

Leitura Bíblica: Gênesis 16.1-5 

Conta-se a história de um garotinho que estava com seu drone filmando o quintal de sua casa. Ele estava bem cauteloso, pois sabia o quanto o equipamento era caro e delicado. Assim, por meio do controle remoto, operava o dispositivo, fazendo-o sobrevoar o terreno, e era bem preciso em cada movimento. Dessa forma, manobrava bem lentamente cada posição. Sua irmã mais velha chegou perto dele e disse: “Você está muito devagar com isso. Dá isto aqui, que eu vou ensinar como se faz”. Resultado: a garota, manuseando o controle remoto com rapidez, fez o drone subir muito alto, perder o sinal, cair ao chão e quebrar. O garotinho, por sua vez, disse à irmã: “Você deveria ter deixado o controle na mão do dono, assim isso não teria acontecido!” 

Esse diálogo nos faz refletir que o controle da nossa vida deve sempre estar nas mãos do dono – Deus, nosso Senhor e Criador. Só ele sabe como nos conduzir. Quando queremos “dar um jeitinho”, ou seja, assumir o comando, fatidicamente ocorre o erro, muitas vezes irreparável. 

O texto em referência demonstra bem essa situação. Abraão havia recebido uma promessa do Senhor de que seria o pai de uma grande nação por meio de um filho que teria com sua esposa Sara. No entanto, o patriarca não quis esperar o tempo de Deus. Tomou o controle das mãos do Senhor para resolver a situação a seu modo. Aceitou a sugestão de sua esposa Sara, que era estéril, e se deitou com sua escrava Hagar a fim de conceber um filho, e nasceu Ismael. Contudo, este não era o filho da promessa de Deus para a vida de Abraão, e as consequências foram desastrosas (o relato completo pode ser lido no capítulo em referência). 

Deixe o controle nas mãos do Senhor e fique despreocupado. Ele está no comando de tudo, inclusive da nossa história. Deus tem planos de paz e bem para cada um de nós. Acredite, confie e espere! 

Há um tempo certo para todas as coisas. O que Deus prometeu, ele fará! 

Luciana Gallinari, Paulínia/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de janeiro de 2026

A criação

Desde a criação do mundo, os atributos invisíveis de Deus – o seu eterno poder e a sua natureza divina – têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas (Rm 1.20a).

Leitura Bíblica: Jó 12.7-10 

Você tem visto o agir de Deus no seu dia a dia? Talvez a resposta dependa muito do momento pelo qual esteja passando. Quando tudo vai bem, afirmamos perceber o agir e a presença do Senhor em nossa vida. Todavia, quando as circunstâncias estão mais difíceis, tendemos a achar que Deus está ausente e não está cuidando de nós. Para o personagem bíblico Jó, aconteceu mais ou menos assim. Houve uma época em que tudo ia bem: ele tinha saúde, uma bela família, prosperidade financeira e o prestígio daqueles que o conheciam. Mas, de um momento para outro, tudo mudou, e ele perdeu quase tudo. Na verdade, a única coisa que lhe restou foi o fôlego de vida. Sua esposa o aconselhou a negar a fé (Jó 2.9), e três amigos mais o acusaram do que o fortaleceram (Jó 15.4; 20.5). Que situação! 

Continuar crendo em Deus em meio a um tremendo caos não é fácil! O que fazer quando aquilo que considerávamos frutos da bênção do Senhor desaparece? Jó olhou para a criação divina: para os animais, aves, peixes, para a terra e o mar. Ele reconheceu que foi o Todo-Poderoso que fez tudo isso. Apesar de toda aflição e dúvidas que passaram pelo seu coração, Jó ainda tinha certeza de que existia um Deus supremo e soberano. Você também tem observado a presença e o agir de Deus na criação? Ele se revelou a nós pessoalmente na encarnação de seu Filho Jesus Cristo e também a partir de tudo o que criou – tudo é visível, e podemos conhecer seus atributos invisíveis, seu eterno poder e sua natureza divina. Não são apenas as circunstâncias do dia a dia que revelam o agir e a presença de Deus, mas tudo aquilo que ele já fez. Que essa certeza nos ajude a passar pelos desafios que a vida apresenta e nos leve a glorificar ao Senhor em todos os momentos – sejam bons ou maus. 

Observar todas as coisas criadas nos leva à certeza de que existe um Deus que nos ama e se importa conosco. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de janeiro de 2026

Justo Juiz

[O SENHOR] passou diante de Moisés, proclamando: “SENHOR, SENHOR, Deus compassivo e misericordioso, tardio em irar-se e cheio de amor leal e fidelidade” (Êx 34.6).

Leitura Bíblica: 1 Crônicas 21.1-13 

A Bíblia relata que Davi era um homem segundo o coração de Deus. Isso significa que a decisão de torná-lo rei não teve por base o desejo do povo, mas, sim, o coração do Senhor, que é cheio de amor e fidelidade. O monarca pecou ao desobedecer à ordem divina. O orgulho subiu à sua cabeça, então, cedeu à tentação de demonstrar que era um grande rei com um exército notável. 

Mesmo sendo aconselhado por Joabe, um de seus oficiais, Davi não deu ouvidos e pecou por fazer um levantamento de suas tropas. Logo depois, o Eterno enviou um profeta para confrontá-lo com uma sentença de juízo. O rei deveria escolher: três anos de fome sobre seu povo, três meses de ataques de inimigos - quando muitos morreriam nas batalhas - ou três dias sob a espada de Deus. Davi preferiu cair nas mãos do Todo-Poderoso e não nas dos homens, pois sabia que estes são cruéis e perversos, enquanto o Senhor, mesmo corrigindo seu povo, é rico em misericórdia. 

Muitos se perguntam por que Deus não intervém na maldade do mundo. Na verdade, a crueldade que existe é resultado da cobiça, do orgulho, ou seja, do pecado do homem. O juízo de Deus sobre a Terra tem como objetivo didático ensinar e corrigir o ser humano, para que este se volte para o Senhor e, por intermédio do sacrifício de Cristo na cruz, tenha seu relacionamento com o Criador restaurado. Porque, de uma forma radical e imediata, para destruir a maldade que há no mundo e no coração humano, Deus deveria extinguir, acabar com tudo. Entretanto, ele enviou seu único Filho para morrer em nosso lugar, perdoar nossos pecados e nos tornar seus filhos e herdeiros da vida eterna. Davi escolheu ser corrigido por Deus porque conhecia seu caráter e sabia que o Senhor sempre age com amor e fidelidade. 

Deus, o Justo Juiz, julga com base em sua misericórdia e amor. 

Ricardo Larsen da Silva, Teo/La Coruña. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de janeiro de 2026

Exortem-se

Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro (Mt 18.15a).

Leitura Bíblica: Gálatas 2.11-18 

Você já teve a experiência de confrontar a atitude de alguma pessoa? Quando você vê alguém fazendo algo errado, prefere ignorar para evitar o conflito? Ou conversa educadamente com ele para o ajudar naquela situação? Fato é que, no dia a dia, há várias circunstâncias que nos colocam numa posição de fazer algo ou deixar para lá, afinal, não queremos confusão. Mas, “quem sabe que deve fazer o bem e não o faz comete pecado” (Tg 4.17). 

No texto bíblico, vemos um conflito entre Pedro e Paulo. O ex-pescador estava comendo com alguns gentios, mas quando vê os judeus chegando, afasta-se e une-se a estes últimos por medo. Ora, Pedro foi discípulo direto de Jesus, e era um dos principais líderes da igreja do seu tempo. Ele andou sobre as águas, tocou no Senhor, o viu ressurreto e era instrumento de Deus para muitos milagres (At 3.1-8; 5.15-20). Paulo, por sua vez, chegou depois, com um histórico de perseguidor de cristãos. Talvez fosse mais jovem do que Pedro. O novo apóstolo parece estar muito convicto de sua submissão à autoridade de Jesus e, se fosse necessário, exortaria o “grande Pedro” por agir de forma incoerente com a Palavra. Então não se acovardou e, por amor àquele irmão, o exortou para que agisse de forma adequada. 

Para o cristão, vale muito mais obedecer à Palavra do que ao politicamente correto. Jesus ensinou como devemos agir quando alguém errar contra nós. Em primeiro lugar, devemos falar a sós com o indivíduo. Se ele não reconhecer seu erro, repetir a confrontação com duas ou três testemunhas e, se necessário, levar o assunto à igreja. Se ainda assim ele não assumir sua ofensa, deve ser excluído da congregação (Mt 18.15-17). 

Que Cristo nos ajude a nos posicionarmos em amor diante dos erros que vemos neste mundo. Afinal, ver algo errado e ignorar não faz parte do nosso compromisso com Jesus e com a verdade. 

Confrontar o erro do irmão a fim de ajudá-lo a se corrigir e crescer é prova de amor a ele, à igreja e a Cristo. 

Aislan Henrique Greuel, Rio Negro/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de janeiro de 2026

Cada um por si

Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram (Jr 31.29b).

Leitura Bíblica: Ezequiel 18.1-32 

Uma crença estranha tem surgido: há quem acredite que ninguém mais é culpado. Por mais que um indivíduo erre e cometa crimes, sempre alguém vai achar que a culpa não é dele, mas dos pais, professores, patrões, amigos e até mesmo da sociedade. Sim, para os que seguem essa linha, ninguém mais é culpado de nada. E ninguém é pecador, pois todos são fruto do meio em que vivem. Mas isso não é novidade. 

Vemos no texto da leitura de hoje algo parecido. Os israelitas, ao serem castigados por Deus por causa dos seus pecados, julgavam-se injustiçados. Inclusive, para confirmar que estavam sofrendo por culpa dos seus antepassados, diziam que os pais comeram uvas verdes, ou seja, erraram, pecaram, mas os dentes dos filhos é que se embotavam e sofriam as consequências. 

Na leitura bíblica, Ezequiel mostra que essa queixa é falsa. Na verdade, o Senhor, justo como é, trata cada um individualmente. Os filhos não pagam pelos pecados dos pais nem recebem afagos divinos pelo que seus genitores fizeram de bom. 

Em sua soberania e bondade, Deus poupou Salomão por amor a Davi (1Rs 11.13). Mas, de modo geral, os pais não pagam pelos filhos nem são beneficiados pelo que eles fazem de bom. E vice-versa. Assim, podemos afirmar que é cada um por si e Deus por todos. 

No tribunal divino, cada um será julgado pelos próprios atos. Mas o Senhor, como revelado a Ezequiel, não deseja castigar ninguém, pelo contrário, chama todos ao arrependimento e dá o seu perdão aos arrependidos (Ez 18.32), ou seja, ele é a favor de todos, e não contra. 

Já que Deus é a favor e chama os pecadores ao arrependimento, o melhor é parar de se queixar como se fôssemos vítimas e deixar de aguardar recompensas pelo que os outros fizeram. Antes, reconheçamos nossos próprios erros, confessando e mudando nosso caminho, antes que venha o julgamento. 

A responsabilidade diante de Deus é individual! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de dezembro de 2025

Balanço final

Esqueçam o que se foi; não vivam no passado (Is 43.18).

Leitura Bíblica: Salmo 18.1-50 

Hoje é o último dia de mais um ano. Em minha infância, a data era festejada no centro das grandes cidades com a famosa chuva de papel picado. Muitos dos documentos produzidos nos escritórios durante o ano, considerados obsoletos, eram picotados e despejados, por volta do meio-dia, das janelas dos prédios, inundando as ruas. Também acontecia a limpeza nas gavetas dos locais de trabalho. Tudo novo; vida nova. Se no mundo secular essa prática era tradição, por que não fazemos o mesmo? Além de jogar fora as lembranças das más experiências, podemos propor sermos diferentes do que temos sido. Que tal acrescentar bons propósitos à nossa vida, dentro dos padrões de Deus e do Senhor Jesus? Ao olhar para trás, contemplemos todas as bênçãos que ele nos concedeu no ano que se passou: saúde, vida, liberdade, forças e sabedoria; a lista pode ser ampliada de acordo com as lembranças de cada um. 

Algo importante de se lembrar e agradecer são os cinco sentidos que Deus nos concedeu para podermos interagir com o mundo que ele criou. O olfato, que nos permite identificar o perfume da pessoa amada, de um buquê de flores, o aroma dos alimentos, o cheiro do ar após uma chuva; o paladar, que nos possibilita sentir o gosto da comida e das bebidas, conforme a preferência; a audição, que nos permite reconhecer os sons de uma linda música, ouvir a voz de todos à nossa volta; a visão, que nos mostra toda a criação do Senhor, além de nossos queridos, a quem podemos contemplar; e o tato, que aproxima pais e filhos na troca de afagos, torna especial um abraço nos amigos e o recebimento de um beijo caloroso de quem se ama. A lista de presentes é longa. 

Neste dia, não se esqueça de louvar e agradecer ao Senhor do céu e da terra por todas as bênçãos, em especial, o perdão e a misericórdia por ele concedidos que nos tornam filhos do Pai Celestial. 

O novo ano é uma página em branco que Deus nos concede para escrevermos uma nova história. 

Nelson Ellert, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de dezembro de 2025

Atitude

O rei [Nabucodonosor] fez perguntas [a Daniel e seus amigos] sobre todos os assuntos que exigiam sabedoria e discernimento e descobriu que eram dez vezes mais sábios do que todos os magos e encantadores de todo o seu reino (Dn 1.20).

Leitura Bíblica: Daniel 1.1,8-21 

Quem conhece a história e o livro de Daniel sabe que Nabucodonosor, rei da Babilônia, depois de sitiar Jerusalém, levou Jeoaquim, rei de Judá, os utensílios do templo de Jerusalém e jovens cultos, sábios, nobres e sem defeito para sua nação. Lá, esses jovens foram preparados e educados para depois servir no império babilônico. Entre eles estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias. 

Os quatro jovens tomaram uma atitude surpreendente, pois resolveram não se contaminar com a comida e bebida servidas a eles, que eram as mesmas oferecidas ao rei. Eles não se rebelaram contra a situação, apenas não se contaminaram com o ambiente em que estavam vivendo. Assim, puderam fazer diferença na Babilônia e diante de reis aos quais serviram, inclusive governantes de outros povos que depois dominaram a nação. A atitude de não se contaminar com os alimentos e se manter fiéis a Deus fez com que se tornassem notáveis, conforme o versículo em destaque. 

Qual tem sido a sua atitude diante das circunstâncias da vida e de pessoas que ainda não têm um relacionamento com Deus? Você tem se contaminado com aquilo que acontece ao seu redor e desagrada a Deus, conforme a sua Palavra, ou você tem mantido uma postura firme verdadeiramente cristã, influenciando de forma positiva o ambiente onde vive? É possível nos encontrarmos em um ambiente onde a prática de coisas erradas e ilegais seja normal. Nesse caso, é fácil passar a adotar esses procedimentos que desagradam a Deus e, quando nos damos conta, muitas vezes é tarde, e o mau testemunho já foi dado. 

Sejamos vigilantes! Jesus disse que devemos vigiar e orar para não cair em tentação. Daniel e seus amigos permaneceram vigilantes. Sigamos o exemplo deles também. 

Seja sóbrio e vigilante. Ore e pratique a Palavra de Deus para não desagradar ao Senhor com as suas ações! 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de dezembro de 2025

Dores

Pois [o SENHOR] não menosprezou nem repudiou o sofrimento do aflito (Sl 22.24a).

Leitura Bíblica: Salmo 56.1-13 

Tempos atrás, conheci uma senhora bem idosa na fisioterapia. Ela foi diagnosticada com Alzheimer e era levada às sessões por um neto amoroso, que cuidava de suas carências físicas, materiais e afetivas. Depois de fazer alguns exercícios, ela sempre reclamava que estava sentindo dores, no entanto, o neto nos contou que ela teve um problema de saúde anos antes e ficou com a memória da dor. Na realidade, não existia mais qualquer vestígio da doença. Mas aquela senhora nos olhava firmemente e falava com convicção: “Tenho sim, muita dor! Eu é que sinto! Ninguém sente por mim!” 

Assim é a nossa vida. Só nós sentimos a dor que nos aflige. Ninguém pode senti-la por nós. Podemos imaginar o sofrimento do outro, mas só isso. Às vezes, as pessoas pensam que estamos curados de traumas, ainda assim, não podem imaginar o quanto a memória da dor, da saudade e da aflição continua ativa. Ninguém tem como determinar o tempo para a cura das dores emocionais, que podem ser aliviadas com terapias e remédios. Porém, muitas vezes, deixam cicatrizes que nunca mais se apagam. É nesse momento que a comunhão com Deus faz toda a diferença. Quando chegamos ao limite, é hora de entregar o fardo pesado, impossível de carregar sozinho, nas mãos do Senhor. Por isso, quero trazer à memória esperanças adormecidas – aquelas que nos conduzem ao Pai, apesar de nossas perguntas retóricas, de nossas dúvidas e do sentimento egoísta: “Por que comigo?” E, à luz dessas esperanças, sinto plena convicção de que jamais caminhamos sós. Dessa forma, continuamos vivendo, lutando, sentido dores e alegrias, mesmo sem as respostas que gostaríamos de obter. Então, peço a Deus que permaneça ao lado de todos os que sofrem, muitas vezes, dores e tristezas ainda maiores do que as minhas. 

Confiemos na companhia constante do Senhor, pois nenhuma aflição que nos é imposta é maior do que o amor que nos consola. 

Mesmo que a memória da dor nunca se apague, ela se torna suportável quando é tratada pelo Senhor. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de dezembro de 2025

Menino Jesus

Simeão disse a Maria: “Este menino está destinado a causar a queda e o levantamento de muitos em Israel” (Lc 2.34b).

Leitura Bíblica: Lucas 2.25-35 

Houve em Jerusalém, no início do século 1º, um homem chamado Simeão. Ele não era um poderoso governante nem líder em seu país. Mas, mesmo sendo simples e citado uma única vez, a Bíblia destaca que era um “homem justo e piedoso” (v.25a). E devido ao seu caráter e confiança nas promessas do Senhor, ele “esperava a consolação de Israel” (v.25b), ou seja, aguardava a vinda do Messias prometido. Naqueles dias, a nação estava sob o domínio de Roma e tinha a fé enfraquecida. Simeão ansiava pela restauração de sua pátria. Apesar das circunstâncias, ele esperava a consolação. Mas sua espera tinha um quê de certeza, pois o texto afirma que “o Espírito Santo estava sobre ele” (v.25c), e havia lhe revelado que “não morreria antes de ver o Cristo do Senhor” (v.26b). 

Certo dia, o Espírito o moveu ao templo. Chegando lá, Simeão identificou o menino Jesus, então com 2 meses de idade, trazido pelos seus pais para cumprirem o que a lei ordenava (v.27b). Ao se aproximar do menino, aquele homem o tomou nos braços e louvou a Deus. Por ver nele o prometido Messias, ele pôde dizer: “Agora podes despedir em paz o teu servo” (v.29a). Sentia-se preparado para morrer, pois viu a salvação com seus próprios olhos (v.30). 

Simeão ainda abençoou aquela família e contou a Maria as duas missões de Jesus quando adulto: “Este menino está destinado a causar a queda (ou seja, juízo) e o levantamento (salvação) de muitos em Israel” (v.34b). Haveria, porém, os que o rejeitariam e consentiriam com a crucificação. Em relação a isso, também alertou Maria sobre o sofrimento dela: “Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma” (v.35b). Mas sabemos que seria só por um tempo, porque, três dias depois, ele ressuscitaria dentre os mortos, garantindo a vida eterna para todo aquele que o recebe como seu Salvador. 

Que destino o “menino” Jesus já trouxe ou ainda trará à sua vida? A perdição ou a salvação eterna? 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de dezembro de 2025

Natal raiz

[Jesus] foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados (Is 53.5).

Leitura Bíblica: Lucas 2.1-9 

Há tempos, o Natal tem sido adaptado ao consumo de todos: uma mera tradição que fala de paz e amor, cheia de luzes, enfeites, presentes, no cenário de um estábulo em Belém, ao som de canções típicas. O presépio tem bichos fofinhos a rodear um bebê; mas a manjedoura é, na verdade, um cocho em que, momentos antes, comiam os animais – último lugar onde se colocaria um recém-nascido. O estábulo, sujo e com cheiro de esterco, era impróprio para um parto; mas ali Maria deu à luz, em condições tão precárias, por falta de opção. Um anjo anunciou o nascimento de Jesus a pastores no campo e, em seguida, um coro angelical explodiu em adoração a Deus. Que paradoxo! O mais lindo coral da história não foi ouvido por líderes religiosos, nobres ou reis, mas pela ralé. 

Quando Jesus nasceu, Israel era dominado por Roma. Os judeus viviam subjugados, em pobreza e pagando impostos extorsivos ao Império. 

Logo após o nascimento, José, Maria e o bebê Jesus mudaram-se para o Egito, fugindo de Herodes. Anos depois, de volta a Israel, estabeleceram-se em Nazaré, vilarejo tão pobre e infame que as pessoas perguntavam: pode vir alguma coisa boa de lá? Jesus viveu de forma modesta, como seu povo. 

Mas o fato mais notável do Natal é que, naquele berço improvisado, o Pai já via a sombra da cruz. Jesus veio para isso. Cresceu e se tornou o “Servo Sofredor”, conforme Isaías profetizou cerca de 700 anos antes. Releia o versículo em destaque, que resume a sua obra. Sim, o Natal raiz não é menos lindo – pelo contrário! A maravilha do momento em que o Deus Único, Eterno e Absoluto mostrou como se importa conosco, a ponto de fazer-se um de nós e, como homem, tomar sobre si a culpa pela nossa maldade – inclusive toda indiferença e ódio que recebeu sem merecer. 

O Natal raiz rende louvores àquele que deixou sua glória, tornou-se um de nós para pagar a pena que era nossa. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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