1 de maio de 2026

Trabalhador

Vocês plantarão, mas não colherão; espremerão azeitonas, mas não se ungirão com o azeite; espremerão uvas, mas não beberão o vinho (Mq 6.15).

Leitura Bíblica: Miqueias 6.10-16 

No Brasil, no dia 1º de maio, celebramos o Dia do Trabalhador, embora essa data seja celebrada em dias diferentes em muitos países. O objetivo é marcar as conquistas dos trabalhadores ao longo da História, uma vez que, antigamente, eles já chegaram a trabalhar quase cem horas semanais. Com o passar do tempo, incorporou-se a celebração da bênção do trabalho para o homem e para sua família como fonte de sustento, provisão e bem-estar; e para a sociedade, como responsável pelo progresso e desenvolvimento da nação. 

Dessa forma, essa data passou a ser sinônimo da bênção do trabalho como fonte de provisão e como algo que enriquece a vida humana como meio de desenvolvimento e realização pessoal. No entanto, no texto em referência, não há uma relação direta entre essas coisas. Nele, o trabalhador pode morrer de trabalhar e não ver os frutos e os resultados dos seus esforços. Isso pode acontecer com ele, com sua família e com uma nação. Quando isso acontece? Quando nosso trabalho não vem acompanhado da bênção de Deus por causa do nosso estilo de vida contrário à sua vontade. 

Isso estava acontecendo com Israel, uma vez que sua atitude não agradava a Deus: não obteriam resultados favoráveis, apesar de todo esforço, porque suas vidas estavam associadas a violência, injustiça, corrupção, exploração dos mais fracos e mentira. As consequências dessas atitudes estão descritas neste texto: "Se o SENHOR não for o construtor da casa, inútil será o trabalho dos construtores. Se o SENHOR não vigiar a cidade, inútil será a vigília da sentinela. Inútil será para vocês levantar cedo e dormir tarde, trabalhando arduamente por alimento. Pois ele concede o sono a quem ama" (Sl 127.1-2). 

Sejamos vigilantes e façamos aquilo que agrada a Deus para colhermos bons frutos do trabalho de nossas mãos. 

Se você deseja ver resultados em seus esforços, alinhe seu estilo de vida à vontade de Deus, que é boa e perfeita. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de abril de 2026

Está tudo bem

“Corra ao seu encontro e pergunte a ela [sunamita]: ‘Está tudo bem com você? Tudo bem com o seu marido? E com o seu filho?’ Ela respondeu a Geazi: ‘Está tudo bem’” (2Rs 4.26).

Leitura Bíblica: 2 Reis 4.8-37 

Uma mulher muito rica morava na cidade de Suném. A Bíblia não menciona seu nome, mas podemos concluir que se tratava de alguém cordial, hospitaleira, que soube reconhecer em Eliseu um santo homem de Deus quando ele passou por sua cidade. A sunamita tinha tudo de que precisava, exceto filhos. O profeta, querendo retribuir toda hospitalidade recebida, suplicou ao Senhor que ela engravidasse, o que aconteceu no ano seguinte, fruto de um milagre, pois seu marido já era idoso. 

O menino cresceu e, indo ao campo encontrar-se com o pai, sentiu uma forte dor de cabeça, que o levou à morte. A sunamita, vendo o filho morto, pediu ao servo que ajeitasse uma jumenta e foi em busca do profeta que a tinha abençoado com esse filho. No caminho, encontra o servo de Eliseu, que lhe pergunta: “Está tudo bem?” Ao que ela responde: “Está tudo bem!” Como alguém, que acabara de ver o filho morto, responde que está tudo bem? Ela devia estar angustiada, triste, mas uma fé inabalável a acompanhava, fazendo-a ir direto a quem realmente poderia resolver seu problema - Eliseu. 

Quantas vezes recorremos a pessoas erradas para tentar resolver alguma dificuldade! Em meio à sua fraqueza, quanta força a sunamita reuniu para dar aquela resposta! Ela não sabia que o profeta ressuscitaria seu filho, mas a confiança no Deus de Eliseu era palpável e real. 

As coisas podem não estar bem agora e talvez não fiquem mais tarde. Algumas situações não fazem sentido, mas precisamos lembrar que esse não é o fim da história. Jesus suportou as piores dores para nos garantir que, por intermédio dele, um dia tudo ficará bem! 

Na viva esperança de que naquele dia não haverá mais choro, morte, tristeza nem dor (Ap 21.4), posso dizer com propriedade: “Está tudo bem!” 

Mesmo em meio a grandes provações, a esperança e a confiança em Deus nos permitem afirmar: está tudo bem! 

Ariane Rigotti Martim, Caçapava/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de abril de 2026

Confiança

Eu te amo, ó SENHOR, minha força. O SENHOR é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo e o poder da minha salvação, a minha torre segura (Sl 18.1-2).

Leitura Bíblica:2 Crônicas 16.7-13 

No texto bíblico, lemos que Asa, rei de Judá, teve paz em seus dias, e que Deus o livrou de um grande exército por ter confiado e buscado ao Senhor de todo o coração. Porém, ao final de sua vida, esse monarca recebeu uma advertência por parte de um profeta, que o repreendeu por ele ter confiado em homens, e não no Altíssimo. Asa teve uma grave enfermidade e confiou nos médicos, mas não buscou o Todo-Poderoso, e tal doença causou sua morte. 

Ao ler esse trecho das Escrituras, lembrei que há quem afirme que não se deve confiar em pessoas, e por vezes não se deve buscar médicos nem tomar remédios para seus males, pois se deve buscar somente a Deus. Porém, tal afirmação é um grande equívoco de interpretação da verdade bíblica que conduz muitos a um erro grave. A Bíblia se propõe a demonstrar, algumas vezes, que esse contraste entre a esperança em Deus e nos homens tem como foco o tipo de credibilidade em que nos baseamos. A confiança em Deus é superior, pois sabemos que somente ele tem todo o poder e soberania, e é capaz de nos livrar, salvar, restaurar e justificar. Porém, o Senhor pode utilizar seres humanos nesse processo. Ele nos deu sabedoria para que possamos nos capacitar em várias áreas da sociedade e, assim, servir uns aos outros com as habilidades, dons e talentos que dele recebemos. Devemos orar por médicos, policiais, amigos e familiares para que Deus os capacite com graça e sabedoria a fim de que possam nos aconselhar, dar um diagnóstico correto e prescrever o melhor tratamento, fazer a segurança da nossa cidade etc. Por isso, nossa confiança primária precisa estar no Senhor, porque ele não falha e nunca falhará. Nós, por outro lado, somos limitados e dependemos dele. 

Nas dificuldades, nossa confiança deve estar no Senhor, que pode fazer milagres ou usar alguém para nos ajudar. 

Ricardo Larsen da Silva, Teo/La Coruña. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de abril de 2026

Fácil não é

Não peço que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno (Jo 17.15).

Leitura Bíblica: Mateus 4.1-11 

Conheço pessoas que buscam viver de maneira correta, alinhadas à fé em Jesus, mas se veem confusas diante de situações difíceis. É natural surgir a pergunta: “Por que, Senhor? Estou tentando fazer tudo certo!” Devemos lembrar que a caminhada de fé não nos isenta de lutas e sofrimentos. Este mundo, marcado pelo pecado, traz dores e consequências de escolhas – nossas e de outros. 

No texto bíblico, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado. As provações a que ele foi exposto refletem desafios comuns à nossa vida. 

O Diabo sabia que Jesus era o Filho de Deus, mas a pergunta “Se tu és...” tinha o objetivo de induzir o Senhor a usar seus poderes para facilitar as coisas. Mas ele não cedeu a tal investida e enfrentou tudo como homem. Aproveitando-se de sua fragilidade física após 40 dias de jejum, o inimigo lhe sugeriu transformar as pedras em pães. Também somos tentados em nossas necessidades básicas, mas, como filhos de Deus, devemos lembrar que ele prometeu que “de nada teremos falta”. 

Depois, ao sugerir que Jesus pulasse do pináculo, Satanás tentou convencê-lo a provar o cuidado de Deus de forma imprudente. Testamos o Senhor quando esperamos que ele conserte os frutos de nossas más escolhas. Deus cuida de nós, mas devemos ser sábios em nossas decisões. 

Ao prometer os reinos deste mundo, o tentador estava oferecendo um atalho para Jesus “pular” a fase da cruz e receber, de antemão, o reino prometido. Muitas vezes, abrimos mão de princípios e valores em troca de atalhos ou promessas de riqueza e poder que não vêm de Deus. 

Também passamos por desertos, mas precisamos lembrar: somos filhos amados de Deus, e ele nunca nos abandona. Não busque atalhos nem ceda à tentação de duvidar do amor do Pai por causa das circunstâncias. Fortaleça-se na Palavra, na oração e na comunhão para enfrentar as lutas com confiança e perseverança. 

Confie em sua identidade como filho de Deus e nunca duvide que ele está com você mesmo nas piores adversidades. 

Aislan Henrique Greuel, Rio Negro/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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22 de abril de 2026

Generosidade

Lembra-te de mim com favor, ó meu Deus, levando em conta tudo o que fiz por esse povo (Ne 5.19).

Leitura Bíblica: Neemias 5.1-19 

Minha esposa e eu chegamos à Itália em novembro de 2019. Pouco tempo depois, veio a covid. Desde então, como todos sabem, a pandemia deixou um rastro de morte, tristeza e saudade. Também trouxe muita incerteza: economia em colapso, dificuldades financeiras para milhões de pessoas ao redor do mundo. 

Enquanto isso, de maneira surpreendente, o nosso dinheiro rendia. Íamos ao supermercado e encontrávamos boas promoções. Certa vez, compramos massa de pão de queijo, algo raríssimo em solo italiano - pela metade do preço! O curioso é que, no dia seguinte, o valor já havia voltado ao normal. Um pequeno sinal do cuidado do Eterno em nossa vida. 

O texto bíblico de hoje também relata um período de grave crise econômica. Durante a reconstrução dos muros de Jerusalém, muitos do povo vieram reclamar dos judeus ricos que exploravam a vulnerabilidade de seus irmãos mais pobres. O governador Neemias, homem íntegro e temente a Deus, precisou intervir. Repreendeu os exploradores e exigiu que a justiça fosse feita. Mais do que palavras, deu exemplo: ele, pessoalmente, forneceu alimentos e recursos financeiros aos trabalhadores necessitados (vs.10,18). Tirou dinheiro do “próprio bolso” e abriu mão do benefício a que tinha direito como chefe de Estado (v.14b). Sem dúvida, foi um servo desprendido e generoso. Não tirou proveito da crise. No fim das contas, admitiu que, mesmo renunciando a tudo, nunca lhe faltou nada. 

Jesus nos orienta a usar nossos recursos com fins celestiais e eternos; portanto, não nos deixemos seduzir pelo que é temporário (Mt 6.19-20). Lembre-se: nossa verdadeira riqueza – a vida eterna - está bem guardada com o Pai. Quando aprendemos a apreciar a alegria da generosidade no cuidado com o próximo (At 20.35b), acumulamos tesouros no céu e experimentamos a fiel provisão de Deus em todas as circunstâncias. 

Seja generoso em todo tempo, inclusive em períodos de escassez. 

Walter Felipe Rodriguez Fernandes. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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21 de abril de 2026

Poder do Espírito

O Espírito do Soberano SENHOR está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para levar boas-novas aos pobres (Is 61.1a).

Leitura Bíblica: Atos 1.6-11 

A leitura de hoje descreve, em poucas palavras, a ida de Jesus ao céu, após sua morte e ressurreição. Ele esteve algumas semanas com os discípulos, que testemunharam seu ministério e esses acontecimentos, até que se foi, prometendo que voltaria. Ao partir, o Senhor lhes deixou a promessa do Espírito Santo, que viria para capacitá-los a testemunhar ao mundo tudo o que viram e ouviram. As promessas do Mestre, naquele momento de partida, foram dirigidas aos discípulos que lá estavam. Mas, a verdade é que elas se aplicam a todos os cristãos, assim como sempre foi feito durante a história da Igreja. 

Recebemos o Espírito Santo quando reconhecemos que somos pecadores e recebemos Jesus como nosso Salvador (Ef 1.13-14). Ao receber o poder do Espírito Santo, todos somos chamados a testemunhar de Cristo. Mas muitos cristãos não se consideram capacitados para essa tarefa. Afirmam que precisam de muito treinamento para isso, pois se acham incapazes e acabam deixando para mais tarde. 

Mas, o que é uma testemunha? É alguém que presenciou algum fato e pode contar o que viu. Jesus prometeu aos discípulos que a vinda do Espírito Santo lhes daria o poder para testemunhar (v.8). A palavra “poder” vem do grego dynamis, que significa “capacitação”. 

Como professor de teologia há mais de 30 anos, ensino pessoas a compartilhar o Evangelho, mas entendo que o básico e o indispensável para que alguém possa fazer um discípulo de Jesus é ser seu discípulo e testemunhar o que o Senhor tem feito em sua vida. 

Essa ordem é para todos os cristãos. Devemos testemunhar de Jesus por onde passarmos, pois capacidade para isso já nos foi dada pelo Espírito Santo de Deus. Não se cale, testemunhe de Jesus em todos os lugares e em todas as oportunidades. 

O Espírito Santo de Deus nos capacita a testemunhar de Jesus! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de abril de 2026

Servir

Servi ao SENHOR com alegria (Sl 100.2, ARA).

Leitura Bíblica: Tiago 1.22 

É comum escutar líderes religiosos dizerem: “Há muito serviço e poucos servos”. Essa frase me impacta porque considero o ato de servir como um privilégio que Deus nos concedeu. Certa vez, preguei um sermão intitulado “Servo ou consumidor?”, que abordava a situação do crente de banco, que se contenta apenas em consumir a mensagem de domingo e pronto. Fiz duas perguntas: “O que vocês pensam do crente consumidor?” e “O que vocês pensam do crente servo?” Interessante que muitos responderam negativamente à questão do consumo e positivamente à questão do serviço. Esquecemos que, espiritualmente, consumir é receber e se nutrir. Basta abrir a Bíblia para ver quantas vezes Jesus nos chama para consumi-lo: “Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede” (Jo 6.35). 

Pedro escreveu: “Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro” (1Pe 2.2a). Consumir é necessário para servir de forma mais eficaz. Mas Deus não quer que sejamos apenas consumidores de Bíblia e pregações, mas praticantes daquilo que aprendemos. O autor da carta aos Hebreus adverte quem vive dessa forma: “Pois, embora a esta altura já devessem ser mestres, precisam de alguém que ensine a vocês novamente os princípios elementares da Palavra de Deus” (Hb 5.12). 

Servindo, pomos em prática a nossa fé. O serviço é resultado do nosso consumo. Gosto muito dos três termos gregos da palavra “servir” registrados no Novo Testamento: diakonos, doulos e leitourgos. Respectivamente, querem dizer: realizar tarefas ou serviços em nome de outra pessoa; servidão completa e absoluta em que a vontade do sujeito está totalmente submissa a Deus; e trabalho eclesiástico que beneficia um grupo de pessoas. Jesus, sendo Rei, veio para servir pessoas como nós, aplicando e ensinando a prática desses três termos. Hoje, somos chamados a fazer o mesmo para que o nome do Senhor seja glorificado na terra! 

Mantenha-se consumindo sermões aos domingos, mas busque também servir. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de abril de 2026

Os 3 Ps

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês (Mt 6.33).

Leitura Bíblica: 1 Reis 17.8-16 

Por volta do ano 875 a.C., a terra de Israel sofria um período de grande seca profetizado por Elias. Os efeitos da falta de chuva recaíram sobre todos os povos da região, inclusive sobre a casa da viúva de Sarepta, que passava muitas necessidades: “não tenho nenhum pedaço de pão; só um punhado de farinha em um cântaro e um pouco de azeite em uma botija” (v.12). Vale lembrar que, naquele tempo, as mulheres não tinham oportunidades como os homens, e as viúvas viviam abandonadas e marginalizadas pela sociedade. 

Deus direcionou Elias à residência dessa mulher pois tinha grandes planos para ela, que abraçavam o que chamo de “3 Ps”: o pedido, a promessa e a provisão. No pedido (v.13), o Senhor manda o profeta à casa dessa mulher, pois ela o alimentaria. Era um desafio de fé. A própria viúva havia dito que faria a última refeição com o seu filho e, depois, ambos esperariam a morte. Então, surge o segundo “P”, a promessa (v.14): “A farinha no cântaro não se acabará, e o azeite na botija não se secará”. Essa promessa abraça todo aquele que é obediente a Deus. Aquela mulher deu o pouco que tinha, mesmo isso lhe gerando um certo receio. E, por fim, o terceiro “P”: a provisão (v.16). Conforme Elias garantiu, por meio do poder do Senhor, não faltou o necessário naquele lar. 

Esse texto me remete às palavras de Jesus, no verso em destaque. Para quem busca em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça jamais faltará o necessário: o que comer, beber e vestir. Em tempos de crise, como naquela época e nos dias de hoje, em que faltam emprego e oportunidade, o medo nos assombra! O que vale mesmo é buscar ao Senhor de todo o coração, viver integralmente em obediência, correr atrás e esperar que ele nos socorra, como fez com a viúva de Sarepta. Por mais difícil que seja confiar, sempre valerá a pena! Deus pede, promete e provê. 

"Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado nem a sua descendência a mendigar o pão" (Sl 37.25). 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de abril de 2026

Choro

É por isso que eu choro; as lágrimas inundam os meus olhos. Ninguém está por perto para consolar-me (Lm 1.16a).

Leitura Bíblica: Salmo 86.1-17 

Guardo na memória bons momentos vividos em minha antiga igreja. Lá aprendi muitas lições, fiz amizades preciosas e, quando precisei me despedir, no auge da quarentena e do luto, foi tanto amor demonstrado, que jamais esquecerei. Não podíamos nos abraçar, mas cada rosto e cada lágrima ainda me trazem conforto ao coração. 

Contudo, não quero me lembrar da tristeza desse episódio agora, mas, sim, do choro de uma criança que, certa vez, chamou minha atenção na igreja. O menino chorava mais de birra do que de dor, sono ou fome. Ele (hoje, adolescente) pranteava a plenos pulmões, sem razão aparente. De longe, enquanto eu estacionava o carro, já podia ouvir os berros. Porém, notei um certo tom de pirraça naquela gritaria. Levei meu material de música para o teclado, intrigada, pois não via nenhuma criança por ali. Mas lá estava o garoto, escondido entre as fileiras de cadeiras, soluçando incontrolavelmente. Seus pais, a avó e a tia estavam sentados no fundo da igreja, assistindo àquele pequeno show, fingindo ignorar o drama. Então fui chegando, falando de mansinho com ele, peguei a sua mãozinha e o conduzi até a mãe. Ali ele se aninhou, deu algumas fungadas e se acalmou. 

O colo de Deus é como um colo materno: acolhedor e tranquilizador. Quem dera, nas situações difíceis, em lugar de chorar, corrêssemos para os seus braços, em oração. O Senhor nos compreende e sabe do que precisamos. Nem sempre vai ser o que queremos, mas o que é melhor para nós. Assim como aquele menino, em alguns momentos estaremos com os pés cravados no chão, sem força para caminhar ou com a visão turva pelas lágrimas, sem perceber a presença consoladora e acolhedora do Pai, que espera pacientemente. Em algumas situações, talvez precisemos de alguém que nos conduza, em amor e oração, até alcançarmos a tranquilidade e a paz de que tanto necessitamos. 

Que sempre encontremos um meio de graça que nos leve até o Senhor quando estivermos sem ânimo ou direção. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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15 de abril de 2026

Orem

Irmãos, peço-lhes que suportem a minha palavra de exortação; na verdade, o que eu escrevi é pouco (Hb 13.22).

Leitura Bíblica: Hebreus 13.18 

O autor de Hebreus não é conhecido, mas deve ter sido algum pastor ou bispo, pois, ao final, ele pede: “Orem por nós. Estamos certos de que temos consciência limpa, e desejamos viver de maneira honrosa em tudo” (v.18). Orar por alguém é um grande gesto de amor. 

Muitas vezes, estamos prontos para reclamar de atitudes e decisões da liderança de nossas igrejas, mas nem sempre lembramos de orar por essas pessoas, que foram colocadas por Deus nessas atividades. O pedido de oração do escritor da carta revela um desejo sincero por conexão com o rebanho e também é um convite para que andem juntos. Pastores e líderes não são crentes especiais. São filhos de Deus, também pecadores que carecem da glória de Deus (Rm 3.23). Como igreja, devemos fazer um exercício diário: orar por nossos ministros, diáconos e demais líderes. Essas pessoas enfrentam muitas dificuldades em suas jornadas ministeriais e, ainda assim, não desistem de seguir com o chamado que receberam. Por vezes, mal desfrutam de seu convívio familiar por compreenderem que a família do Senhor - a igreja local - não pode ser privada do ensino bíblico. E, por certo, a maioria deles deseja fazer isso com consciência limpa e de forma honrosa a Deus. Contudo, nem sempre a decisão certa é aceita pela maioria dos membros. Muitas divisões de igrejas surgem de opiniões fortes de pessoas persuasivas. Em vários lugares, pastores no início de sua jornada ministerial, que buscam a vontade de Deus e tentam trilhar o caminho certo, são confrontados por membros experientes que sobem o tom porque têm mais tempo de casa. Deus não tolera levantes contra autoridades que seguem sua vontade e vivem em temor a ele. 

Que aprendamos a honrar e a orar por nossos líderes, para que permaneçam na vontade do Senhor, e que reconheçamos o nosso papel em cuidar deles, uma vez que por eles somos cuidados. 

Sejamos aqueles que oram por nossos pastores e líderes e cuidam deles, uma vez que por eles somos também cuidados. 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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