24 de julho de 2026

Venham e ouçam

Venham e ouçam, todos vocês que temem a Deus; vou contar-lhes o que ele fez por mim (Sl 66.16).

Leitura Bíblica: Salmo 66.1-20 

Quando li o Salmo 66 dessa vez, chamou-me a atenção o convite que o salmista fez para que todos os que temem a Deus viessem ouvir o que o Senhor tinha realizado por ele. O que Deus tem realizado em sua vida? Você tem compartilhado isso com outras pessoas? Como somos edificados quando ouvimos algum testemunho, principalmente quando fala das bênçãos que o Soberano tem concedido! É possível que você ache que sua experiência com Deus seja insignificante para outras pessoas. Será? Relembre quantas vezes você já foi edificado e fortalecido com o depoimento de alguém. Já pensou como seria se alguém não tivesse compartilhado suas experiências com o Senhor e você não tivesse a oportunidade de ouvi-las? 

Esse salmo já inicia com a convocação para que seja dado o verdadeiro louvor e adoração a Deus, lembrando que as obras dele são assombrosas ou temíveis. Logo vemos mais um convite para que todos vejam os feitos do Senhor, que levam as pessoas a temê-lo. O autor recordou a passagem do povo de Israel pelo mar a pés enxutos, o que foi uma grande alegria e livramento para os israelitas. Também escreveu sobre as provas que enfrentaram e, assim, foram refinados como a prata. Eles passaram por dificuldades, mas, enfim, chegaram a um lugar de fartura, ou de repouso, referindo-se à terra de Canaã. 

O que Deus tem feito por você? Você tem passado por provas, lutas e dificuldades, provando, assim, o agir do Todo-Poderoso em sua vida? O repouso definitivo só teremos quando estivermos na eternidade com o Senhor. Mas, para isso, precisamos nos preparar agora, deixando Jesus Cristo fazer parte de nossa vida, sendo nosso Salvador e Senhor. Além disso, precisamos perseverar firmes ao lado do Eterno, mesmo passando por provas. Nesse caminho, sempre compartilhe com outras pessoas as suas experiências com Deus. 

Compartilhe com outras pessoas suas experiências com Deus para que elas sejam abençoadas e fortalecidas. 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de julho de 2026

Conselho eficiente

O sogro de Moisés respondeu: "O que você está fazendo não é bom. Você e o seu povo ficarão completamente esgotados, pois essa tarefa é pesada demais. Você não pode executá-la sozinho” (Êx 18.17-18).

Leitura Bíblica: Êxodo 18.13-26 

Segundo estimativas feitas por estudiosos, calcula-se que o povo de Israel, ao sair do Egito e peregrinar pelo deserto do Sinai rumo à terra prometida, era composto por cerca de três milhões de pessoas, incluindo homens, mulheres, idosos e crianças. Só para se ter uma ideia, ao contar apenas os homens aptos para a guerra, excluindo a tribo de Levi – separada para o serviço sacerdotal -, registraram-se 603.550 (cf. Nm 1.45-47). Assim, toda vez que alguém tinha problemas ou questionamentos, recorria a Moisés. 

No meio de toda essa situação, aparece Jetro, seu sogro, que logo percebeu que Moisés passava o dia inteiro resolvendo questões entre o povo, enquanto multidões esperavam a sua vez de serem ouvidas. Ao perceber que aquilo era prejudicial, tanto para Moisés quanto para o povo, Jetro deu um sábio conselho: que fossem escolhidos homens íntegros, capazes e tementes a Deus para atuar como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Esses líderes cuidariam de questões mais simples, deixando para Moisés apenas os casos mais difíceis e complexos. Com isso, a carga seria repartida, e Moisés não precisaria resolver tudo sozinho. 

Esse modelo pode ser aplicado também em uma igreja local. O líder ou o pastor da comunidade deve preparar pessoas idôneas, tementes a Deus e íntegras para lidar com os assuntos mais simples, evitando sobrecarregar-se demais com os problemas menores. Muitos líderes tentam fazer tudo sozinhos, talvez para provar a sua eficiência, mas isso não é bom. 

Na verdade, todos nós devemos aprender com o conselho do velho Jetro, e dividir nossas cargas com outros para não nos desgastarmos no futuro. 

Repartir as responsabilidades – sejam do ministério ou seculares -, não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria. 

Mário Miki, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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22 de julho de 2026

Vem, filho!

Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e abandona encontra misericórdia (Pv 28.13).

Leitura Bíblica: Hebreus 4.15-16 

Eu tinha apenas seis anos quando, na cantina da escola, ao me abaixar, vi uma bala caída no chão. Olhei em volta, coloquei-a no bolso e, no mesmo instante, senti o peso do erro; mas fiquei com vergonha de devolvê-la e fui embora. Ao sair da escola, não tive coragem de chupar a bala; a vergonha me consumia, então guardei-a novamente no bolso. 

Chegando em casa, troquei de roupa e fui com meus pais a um culto na casa de amigos. Levei a bala comigo, mas tomado pelo arrependimento, procurei um jeito de me livrar dela: enterrei-a no quintal. Meu coração apertava, e a vergonha me torturava! No dia seguinte, comprei uma balinha e levei para a dona da cantina. Senti-me leve, e aquela experiência me ensinou preciosas lições. 

Por muito tempo, senti vergonha de voltar para Deus após pecar. Pensava que ele não me perdoaria, ou que não me queria mais perto dele. Em vez de correr para o Altíssimo, eu acabava me distanciando. Mas sempre que essa luta surgia, a lembrança da bala enterrada vinha à tona: fugir do problema só prolonga a dor; é preciso voltar para onde ele pode ser resolvido (Tg 4.8a). 

Certa vez, aconselhando uma jovem que enfrentava o mesmo dilema, o Consolador me trouxe uma palavra que transformou minha caminhada: “Toda vez que pecar, não fuja de mim, mas corra para os meus braços” (1Jo 1.9). Era Deus chamando: “Vem, filho!”. O verso em destaque nos ensina que esconder o pecado apenas nos afasta do Senhor, mas confessá-lo e deixá-lo nos aproxima de sua misericórdia. 

Desde o Éden, a vergonha leva o ser humano a fugir do Criador, Mas o coração do Pai nunca mudou: ele nos chama de volta para si. O Redentor não rejeita quem se arrepende; ele perdoa, acolhe e restaura. Assim como o filho pródigo foi recebido com amor e festa (Lc 15.11-24), nós também somos recebidos de braços abertos. 

Pecou? Não fuja de Deus! Confesse seu pecado e corra para o Pai, que sempre está de braços abertos lhe esperando. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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21 de julho de 2026

Cargas

Busquem o SENHOR enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto (Is 55.6).

Leitura Bíblica: Salmo 68.1-20 

Há dias tão difíceis que tudo o que desejamos é que eles cheguem ao fim. Nossa geração parece estar mais cansada. Uma pesquisa realizada no Reino Unido identificou que um em cada oito cidadãos disse que se sente cansado o tempo todo. Outros 25% disseram que se sentem cansados “na maior parte do tempo”. Devemos refletir sobre a origem de todo esse cansaço. Tal fenômeno vai além da falta de vitaminas no corpo humano. Temos condicionado nossa mente e nossa existência a uma vida de baixa tensão. Há um termo para isso: “brain rot” (“cérebro podre”). O conceito refere-se ao dano em nossa mente pelo consumo elevado de conteúdos irrelevantes, como horas de visualizações nas redes sociais. 

Na leitura bíblica, há uma grande declaração da grandeza e da confiança do salmista em Deus. Ele não vivia bombardeado por conteúdos irrelevantes, mas vivia a plenitude de uma vida com o Eterno, a ponto de declarar: “Bendito seja o SENHOR que, dia após dia, carrega os nossos fardos” (v.19). 

Os prazeres do mundo tentam nos conquistar para perdermos ritmo, força e disposição e, além disso, para não fazermos a vontade de Deus. A procrastinação é uma mancha desta geração. Muitas vezes, o cansaço vem de ações inúteis que tomam o nosso tempo de buscar a Deus. No verso em destaque, Isaías deixou um alerta sobre a urgência de se buscar o Senhor, pois ele é o nosso Salvador e nos liberta de uma vida longe de sua vontade. Quando caminhamos com Deus, estamos sujeitos a problemas extenuantes, a ações do inimigo e do mundo, para que desanimemos. A Bíblia nos diz que o Senhor cuida de nós e leva consigo o nosso fardo. Com Cristo, nossa vida é de fato transformada. Se você vive uma vida negativamente impactada por esse fenômeno destrutivo de conteúdo raso, dê um choque de realidade em sua mente: abra a Bíblia, pois ela nos confronta para uma mudança de vida para melhor! 

Deus cuida de todos os problemas que surgem em nossa vida, desde que estejamos firmados e confiantes nele. 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de julho de 2026

Comunidade da fé

Não deixemos de nos reunir como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar uns aos outros, sobretudo agora que vocês veem aproximar-se o Dia (Hb 10.25).

Leitura Bíblica: Salmo 133.1-3 

A cada dia, cresce mais o número de pessoas que diz crer em Deus, mas que não frequenta qualquer comunidade cristã. As desculpas mais comuns são os defeitos de líderes e denominações, e não ver necessidade de participar de alguma igreja, pois sua fé não precisa de templos para existir. Embora haja púlpitos que pregam heresias e líderes que exploram a fé, nem todos agem dessa forma. De fato, não existe uma igreja perfeita, afinal, somos todos imperfeitos, mas há muitas que têm se esforçado para pregar o Evangelho, que cumprem uma notável função social em sua própria comunidade e arredores, e que nos ajudam a manter acesa a chama da fé. 

É claro que é possível adorar a Deus em qualquer lugar e momento, e isso geralmente exige primeiro aprender a fazê-lo em um local e horário reservados. Mas, participar de uma comunidade cristã, além de nos fortalecer, também nos dá a oportunidade de ajudar e servir a outras pessoas. O aprendizado nesse contexto é muito maior do que se tentarmos aprender sozinhos. Na igreja, aprendemos a respeito de diversos assuntos, e somos exortados, encorajados, corrigidos, educados, fortalecidos e animados. 

Sobre esse assunto, Billy Graham afirmou: “Não vou discutir com você sobre como a natureza pode ser uma inspiração para pensarmos em Deus. Davi disse: ‘Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos’ (Sl 19.1). Só que não posso deixar de dizer que você está totalmente errado por estar afastado da casa de Deus. A Bíblia diz: ‘Cristo amou a Igreja e entregouse por ela’ (Ef 5.25). Se o nosso Senhor amou a Igreja a ponto de morrer por ela, então devemos respeitá-la o bastante para apoiá-la e fazer parte dela”. 

A comunhão entre irmãos promove unidade, amor e apoio, além de refletir o caráter de Cristo em nossa vida. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de julho de 2026

Na tempestade

E [o SENHOR] será um abrigo e sombra para o calor do dia e um refúgio e esconderijo contra a tempestade e a chuva (Is 4.6).

Leitura Bíblica: Salmo 29.1-11 

Certa vez, fui com minha família visitar parentes que residem em outro estado. Atravessamos muitas cidades, acompanhados de um clima brusco e a ameaça de temporal. A ida foi tranquila, e o dia foi lindo e festivo. Mas a volta foi angustiante. Assim que pegamos a estrada, a chuva começou a cair em forma de tempestades esparsas. Saíamos de uma para cair em outra e, então, apareceram as temidas pontes. Várias e intermináveis. Lindas durante o dia, com o sol refletido na água, mas, com o céu desabando e o nível dos rios subindo, com raios e trovões, eram assustadoras. Não enxergávamos quase nada à frente. Mas meu marido, sabendo que em uma tempestade o melhor é seguir em frente, continuou dirigindo tranquilo até chegarmos ao nosso destino. Curiosamente, foi com a mesma atitude que ele enfrentou as turbulências da vida, até que a covid o levou para a casa do Pai. 

Naquela viagem, caminhamos por uma tempestade literal, conduzidos pelas mãos firmes e experientes de quem sabia dirigir em uma chuva intensa. Não paramos no meio do perigo, mas fomos em frente, com a certeza de que Deus estava conosco. Chegamos em casa aliviados e gratos pelo cuidado do Senhor em todo o tempo. Anos depois, o Soberano levou para casa quem nos guiou no temporal. Pudemos compreender que, quando a tempestade embaça e cega nossos olhos da fé, o Senhor continua nos guiando e sentimos a sua presença enquanto atravessamos a tormenta. 

A preciosa lição que ficou daquele dia distante foi esta: não pare, mas continue devagar e sem parar! É difícil, porém necessário, pois o Senhor está ao nosso lado nas provações, às vezes tão intensas. Quando enxergarmos Jesus como Criador do universo, como aquele que acalmou o mar e sustenta todas as coisas, então nós também poderemos experimentar a paz na tempestade. 

Quando tempestade chegar, devemos lembrar quem está nos guiando durante a tormenta até o sol aparecer. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de julho de 2026

Humanos

[Paulo e Barnabé] tiveram um desentendimento tão sério que se separaram. Barnabé, levando consigo Marcos, navegou a Chipre (At 15.39).

Leitura Bíblica: Atos 15.36-41 

É bastante comum criticarmos a Igreja de Cristo por causa de problemas que abalam os relacionamentos humanos. Por isso, muitos cristãos têm deixado de congregar, fazendo surgir uma nova expressão: os “desigrejados” – aqueles que, desiludidos com suas denominações, lideranças, liturgias, por desentendimentos ou escândalos, acabaram por abandonar suas igrejas, embora afirmem que continuam crendo e seguindo Cristo – mesmo fora de sua comunidade local. 

O texto bíblico apresenta uma situação entre Paulo e Barnabé – dois notáveis servos de Deus, missionários por excelência e plantadores de igrejas. Até então, ambos já haviam enfrentado juntos muitas dificuldades e perseguição. Imagine o que tudo isso significava em termos de cumplicidade, amizade e comunhão em Cristo; no entanto, o histórico deles não foi suficiente para que chegassem a um acordo sobre levar ou não Marcos em sua segunda viagem missionária. Essa história acabou em um desentendimento bem grave. 

Considerando esse episódio, deveríamos ser mais misericordiosos, flexíveis e tolerantes nos julgamentos que fazemos e nas atitudes que tomamos diante dos problemas em nossas igrejas envolvendo nossos líderes e irmãos. Certamente, uma atitude mais bondosa e paciente evitaria tantos “desigrejados”, fortaleceria a unidade na Igreja de Jesus e traria muita alegria ao coração de seu cabeça, o próprio Cristo, que pediu ao Pai que mantivesse seus discípulos unidos (Jo 17.22). Mais tarde, Paulo disse a Timóteo: “Traga Marcos com você, porque ele me é útil para o ministério” (2Tm 4.11). Isso mostra que aquele jovem precisou primeiro amadurecer para poder ajudar o apóstolo. 

Da mesma forma, cada cristão passa por um processo de crescimento durante sua vida. Por isso, devemos estar prontos a relevar as falhas uns dos outros, afinal, somos a Igreja de Cristo. 

Devemos estar prontos a relevar as falhas uns dos outros, afinal, somos todos humanos e estamos “em obras”. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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15 de julho de 2026

Desabafe com Deus

Do seu santuário nas alturas o SENHOR olhou; dos céus observou a terra, para ouvir os gemidos dos prisioneiros e libertar os condenados à morte (Sl 102.19-20).

Leitura Bíblica: Salmo 102.1-28 

Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo sofram de depressão, segundo a Organização Mundial da Saúde. É assim que o Salmo 102 apresenta a petição de alguém acometido por essa doença: “Oração de um aflito que, quase desfalecido, derrama o seu lamento diante do SENHOR”. Na passagem bíblica, o autor expressa o estado de sua alma: “Responde-me depressa; meu coração está esgotado; perdi o apetite; estou desolado; solitário; lágrimas”. Todos esses desabafos refletem o momento depressivo do salmista. 

Hoje em dia, sabemos que existem muitos meios para combater a depressão, mas dou destaque ao recurso utilizado pelo autor: desabafar com Deus e persistir em oração. Ele despeja sobre o Senhor tudo aquilo que pesava em seu ser, além de não deixar de orar sobre sua situação. Algo que me prende a esse texto é como Deus reage ao clamor do salmista depressivo. O autor até foi ousado ao falar tão abertamente com o Todo-Poderoso: “responde-me depressa”, como se estivesse dando uma ordem ao Senhor. Mas, quando o desespero bate, a melhor parte é que Deus nos entende. As respostas do Pai aos clamores desesperados estão nos versos-chave: mesmo estando no mais alto céu, ele enxerga a dor do aflito e o grito do desesperado. Ele pode nos libertar de tudo aquilo que nos aprisiona e nos favorecer quando começarmos a desabafar, a clamar por socorro. Com esse salmo, aprendi que o Eterno entende as orações desesperadas e que posso “jogar aberto” com o Senhor porque, antes de eu falar, ele já sabe cada palavra e conhece meu coração. 

Oro para que você se sinta livre para contar a Deus suas dores, e que ele incline seu rosto sobre sua vida, suprindo as suas necessidades. 

Desabafe com Deus até que ele lhe dê soluções para combater esse cenário de dores. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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14 de julho de 2026

Fé e obediência

Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele (Jo 14.21).

Leitura Bíblica: Juízes 7.1-8 

Minha esposa e eu temos dois filhos. O mais novo, de 4 anos, está na fase das “perguntas mais variadas”. Ele questiona tudo. Quer entender o que está em volta e como tudo funciona. Mas, para algumas coisas, não há perguntas. Quando vai dormir, ele sabe que no dia seguinte o papai providenciará o alimento necessário. Eu o amo, quero o melhor para ele. É claro que vou sempre me esmerar para prover tudo o que meu filho precisar. Mas, na prática, ele não me questiona, pois sabe que pela manhã sempre poderá tomar seu leitinho. 

Uso esse exemplo para ilustrar o fato de que a fé está ligada à obediência. O texto bíblico deixa isso claro. Naquele relato, humanamente falando, era incoerência da parte de Gideão entrar numa batalha com 300 homens, já que anteriormente ele contara com um exército enorme – quase 33 mil soldados. Mas aquela era uma ordem vinda do próprio Deus, então, ainda que parecesse absurda, ele precisava obedecer. Na continuação da história, a vitória esmagadora que o Senhor lhe deu não foi por causa de seu contingente militar, mas por causa de sua fé e consequente obediência. Isso mostra que a fé está muito mais relacionada à obediência do que a milagres. Pode ser, inclusive, que confiar não produza milagres num primeiro momento. Mas a fé precisa, de forma imediata, gerar a submissão no coração do homem. Fato é que nenhum personagem bíblico recebeu algum tipo de recompensa sem antes crer e obedecer de forma irrestrita e incondicional. É preciso dar o primeiro passo mesmo que não se veja o chão. O maior sinal de que sua fé está realmente se desenvolvendo se dá quando você obedece à Palavra de Deus mesmo sem entender nem concordar. Fé é confiança e obediência. Que Deus nos ajude a crer e obedecer. 

Pode ser que a fé não produza milagres, mas precisa gerar obediência imediata no coração do homem. 

Marcelo Matias, Poços de Caldas/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de julho de 2026

Sustentável

O SENHOR Deus tomou o homem e o pôs no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo (Gn 2.15).

Leitura Bíblica: Salmo 19.1-6 

A palavra sustentabilidade tem sido amplamente divulgada e utilizada nos últimos anos em nosso meio e nas mídias em geral. Ela vai além da ecologia e se estende a diversas áreas, como educação, construção civil, economia, arquitetura, entre outras. Em sua essência, é a ação e a habilidade de sustentar, preservar e manter uma ou mais condições de maneira estável e por tanto tempo quanto possível, de forma equilibrada e duradoura. 

No entanto, o conceito que hoje conhecemos como sustentabilidade pode ser visto, desde os primórdios, como algo que Deus chama de cuidado. Na criação, ele fez todas as coisas e nos delegou a responsabilidade de cuidar delas com zelo e amor. Esse foi o primeiro trabalho confiado ao homem: cuidar de sua criação para que tudo fosse pleno, harmonioso e completo. 

Nós, humanos, fazemos parte desse meio ambiente e temos a missão e o dever de preservá-lo. Deus estabeleceu leis físicas que governam as forças da natureza, que operam continuamente segundo sua vontade soberana. O ecossistema, com suas manifestações diárias, reflete a beleza, a criatividade, a bondade e a generosidade do Criador em nossa vida. Ele criou o sol, a terra, o fogo, a água, o ar, a fauna e a flora para todos: os que creem e os que não creem. Todos esses elementos são um grande, essencial e insubstituível presente de sua infinita graça e misericórdia a todos nós. 

Quanto mais contemplamos a criação, mais nos aproximamos e nos apaixonamos por Deus. É perfeitamente possível sentir sua presença por meio da natureza: o calor do sol, o frescor da brisa... Por isso, peça sempre ao Senhor a sensibilidade para perceber sua obra em cada detalhe. Quando estiver triste ou desanimado, desafie-se a olhar para a criação e veja o quanto o Eterno se revela em sua grandiosidade e nos dá a oportunidade de cuidar de sua obra majestosa! 

Luciana Gallinari, Paulínia/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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