5 de agosto de 2026

Em casa

Em seguida, [Jesus] tomou as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou (Mc 10.16).

Leitura Bíblica: Marcos 10.13-16 

Em uma das igrejas que frequentei, houve uma época em que, todos os domingos, durante a Escola Bíblica, uma família era apresentada para que houvesse mais interação entre os irmãos. Em certa ocasião, foram apresentados um jovem casal, suas duas filhas pequenas e outra que estava a caminho. Enquanto os pais respondiam às perguntas de praxe (profissão, comidas e livros preferidos, como conheceram a igreja etc.), a menor, no auge dos seus 3 anos, rodopiava na frente de todos. Os genitores tentavam, em vão, administrar a situação, mas a menina se sentia em casa. Ela cantou, dançou, caiu e se levantou. Tudo sem perder o sorriso e a alegria. Eu a observava, encantada, e pensava como seria bom se sentíssemos esse mesmo entusiasmo ao estar na casa do Pai. 

Talvez, por isso, Jesus tenha falado que deveríamos nos espelhar nas crianças. Imagino que, naquele momento, ele estivesse se divertindo com a criançada que corria e brincava à sua volta, e seu coração tivesse se enchido de ternura e amor por elas. E, vendo a simplicidade dos pequenos, nos mostrou que é assim que precisamos nos achegar a ele - sem medo e sem reservas -, com a mesma confiança que a criança procura seu pai terreno para pedir algo, chorar por algum machucado ou se aninhar por um medo qualquer. 

Infelizmente, podemos sempre observar a festa daqueles que não têm o privilégio de conviver com Cristo e com os irmãos de fé. São os que preferem rodopiar e se alegrar na celebração nas ruas, onde a felicidade é momentânea e passageira. 

Estar na casa do Pai traz conforto ao coração, paz para os dias maus e bons, alegria para a alma e acolhimento, enquanto fora há desilusão. 

Que possamos ensinar nossas crianças, desde cedo, a terem prazer em ir à igreja, para que o barulho do mundo nunca se torne convidativo e as leve a esquecer a genuína alegria que é estarem firmes e satisfeitas na casa do Senhor. 

Jesus abençoou as crianças. E ele abençoa os adultos quando, com sinceridade, se alegram com a sua companhia. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de agosto de 2026

Misericórdia

Perdoa as nossas ofensas, como também temos perdoado aqueles que nos ofendem (Mt 6.12).

Leitura Bíblica: Romanos 5.6-8 

A origem da palavra misericórdia vem do ajuntamento do latim: miseratio + cordis, que significa coração compadecido. É alguém sair de sua posição e se lançar na mais profunda miséria do coração alheio. 

Certa vez, ouvi um pastor dizer: “Misericórdia é Deus não nos dar aquilo que merecemos receber”. Você já pensou nisso? De acordo com a Bíblia, sabe o que todo ser humano merece obter? O apóstolo Paulo é enfático ao afirmar que todos nascemos separados de Deus por causa do pecado (Rm 3.23) e que o salário do pecado é a morte eterna (Rm 6.23). Dessa forma, apresento a você o estado de miséria do coração do homem sem o Senhor. 

A leitura bíblica mostra que Deus age com misericórdia e, cheio de compaixão, sai de sua posição para mergulhar na miséria do coração humano. Por que somos miseráveis? Por causa de nossos pecados, das ofensas que praticamos contra ele desde sempre. Nascemos e vivemos em pecado, ainda que lutemos contra isso. Essa miséria me faz lembrar de uma situação em que fui duramente ofendido e injustamente prejudicado por alguém. Naquele momento, senti muita raiva e lhe desejei todo o mal. Não consegui sair da posição de ofendido para mergulhar com misericórdia na miséria do coração daquela pessoa. Todavia, Deus faz exatamente o contrário em nosso favor. Nós o ofendemos em todo o tempo! Mas suas misericórdias se renovam sobre nós todas as manhãs e são a causa de não sermos consumidos (Lm 3.23). 

E, conforme o texto-chave, Jesus nos ensina a ser misericordiosos com aqueles que erram conosco. Ele nos convida a sair da posição confortável e mergulhar com compaixão na miséria do coração das pessoas, na intenção de abençoá-las com amor, graça e misericórdia. Isso significa não retribuir conforme suas atitudes, mas poder abençoar, apesar de não merecerem, e agir como Deus faz diariamente em nosso benefício. 

"Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia" (Mt 5.7). 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de agosto de 2026

Falsos profetas

E numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos (Mt 24.11).

Leitura Bíblica: Jeremias 28.1-17 

Quando lemos a Bíblia toda, da maneira como deve ser lida, percebemos que falsos profetas sempre existiram. O Antigo e o Novo Testamento testificam a esse respeito. Eles atuam sem o menor temor e convencem muitas pessoas, em especial pela forma ousada com que anunciam a mensagem que falsamente atribuem a Deus, sem nunca terem estado verdadeiramente na presença dele. 

Na leitura bíblica de hoje, encontramos Jeremias e o falso profeta Hananias em debate. Deus havia transformado Jeremias em homem-mensagem e lhe dado a ordem de utilizar sobre o seu pescoço uma canga, simbolizando o que a liderança da nação e o povo deveriam fazer. Naquela ocasião, deveriam se submeter à Babilônia, que era um instrumento do Senhor para castigar o povo desobediente. Jeremias deve ter andado pela cidade por muito tempo carregando a canga e, com isso, anunciava a mensagem divina, até que o falso profeta Hananias, ousada e dramaticamente, retira a canga do pescoço de Jeremias, quebra-a diante de todos e anuncia que o Senhor quebraria o jugo do rei da Babilônia, dando a liberdade para Judá. Diante da agressão, Jeremias se retira humilhado (vs.10-11). Mas o relato não termina assim. Deus manda seu profeta voltar e anunciar que fará para a nação um jugo de ferro inquebrável, e como sinal de que era verdade, ainda anuncia a morte do falso profeta para aquele ano, o que ocorreu alguns meses depois (vs.16-17). 

Fica o alerta: os falsos profetas sempre existiram e continuarão a existir. Normalmente, são mais ousados do que os verdadeiros, o que contribui para o engano do povo. Eles são assim porque não têm nenhum temor em falar em nome de Deus o que ele nunca mandou falar, ao contrário do profeta verdadeiro, que procura dizer apenas a Palavra do Senhor, que não erra nem muda. Eles enganam a muitos, mas na hora certa, ficará claro quem é quem. 

Estude a Bíblia e não se se deixe enganar pela ousadia dos falsos profetas! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de julho de 2026

Pandemia

Deem graças ao SENHOR e invoquem o seu nome! Divulguem entre as nações o que ele tem feito! (Sl 105.1)

Leitura Bíblica: Deuteronômio 28.21-22 

No ano de 2020, o mundo foi devastado pela pandemia da covid-19, uma infecção respiratória grave e de rápida disseminação. A cada dia, milhares de vidas eram acometidas, e o número de mortos aumentava de forma alarmante. Era impossível ignorar a propagação do vírus e os devastadores impactos que ele causava: pessoas infectadas em uma velocidade assustadora, atingindo milhares e até milhões de indivíduos de todas as idades ao redor do globo. As notícias eram terríveis! Nesse cenário tão sombrio e devastador, peguei-me refletindo: já pensou se esta pandemia fosse a conversão em massa de pessoas aos pés do Senhor? Se, a cada dia, centenas, milhares e milhões de pessoas reconhecessem sua fragilidade espiritual e se entregassem ao senhorio de Cristo? Com certeza, teríamos um mundo infinitamente melhor. Seria a "pandemia" do bem. 

Cada cristão é responsável por compartilhar as boas-novas do Evangelho às pessoas de seu convívio, a fim de que outros conheçam e compreendam o imenso amor de Deus por nós, bem como o sacrifício de Jesus na cruz, que, por meio de sua graça (favor imerecido), nos concede a salvação eterna para nossa alma. Cristo nos deu esse mandamento, ao dizer: "Ide!" (Mc 16.15). Uma palavra de conforto, um gesto de bondade ou de gentileza, colocar-se no lugar do outro, entre tantas outras ações que promovem o bem, podem abrir um canal de comunicação e transformar a vida de alguém de forma significativa. Por meio dessas atitudes, essa pessoa pode ser tocada pelo imensurável amor de Deus e ter sua vida mudada e transformada para melhor. Se você já conhece e vive sob o poder do Senhor, compartilhe essas boas-novas com os outros, fale sobre o que ele já fez e tem feito em sua vida. O mundo precisa ouvir sobre Jesus, e isso poderá causar uma pandemia do bem! Oremos para que a “pandemia” do amor de Deus seja algo real e global. 

Cada cristão é responsável por anunciar o amor de Deus e a salvação em Jesus às pessoas de seu convívio. 

Luciana Gallinari, Paulínia/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de julho de 2026

Imperfeitos

Porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado (1Co 13.9-10, ARA).

Leitura Bíblica: Atos 6.1-4 

Em minha juventude, enfrentei uma crise de fé ao me decepcionar com a igreja. Eu achava que as pessoas encarnavam um personagem “super santo”, enquanto muitas delas, fora do templo, levavam uma vida incoerente com esse personagem. Questionava-me quanto à necessidade de estar em um lugar que julgava ser um berço de hipocrisia. Porém, percebi que eu era como todos: imperfeito. Agia como um juiz, colocava-me como superior aos meus irmãos, mas não percebia como eu mesmo estava errado. Até que Deus me libertou disso! 

O livro de Atos relata o início da igreja primitiva em Jerusalém: os irmãos reuniam-se diariamente no templo e nas casas, orando, louvando, ensinando, compartilhando o que tinham, fazendo refeições e criando intimidade. Tudo parecia perfeito, até chegarmos ao texto citado. Perceba, pelo contexto, que as pessoas tinham boas intenções, mas ainda assim surgiu um problema dentro da igreja. Isso nos ensina que onde houver pessoas, ali existirão conflitos. Somos falhos, lutamos constantemente contra a nossa carne - somos imperfeitos. Dessa forma, concluímos que a igreja também é falha, pois eu e você fazemos parte dela. 

O apóstolo Paulo reconhecia-se como um grande pecador (1Tm 1.15). Se ele se via assim, como devemos nos ver? Nos versos em destaque, ele explica que somos imperfeitos porque somos limitados. Não vemos o todo, como Deus. E lembra que há apenas um que é perfeito: Jesus Cristo. E quando o Perfeito voltar, o que é incompleto desaparecerá. Todos nós, que somos imperfeitos e compomos a igreja imperfeita, seremos transformados em perfeição. O pecado será aniquilado, seremos glorificados, e o incompleto não mais existirá. Portanto, não deixe de congregar em alguma igreja alegando que é um lugar de pessoas imperfeitas, afinal, você também é. 

A igreja é formada por pessoas imperfeitas que estão sendo aperfeiçoadas em Cristo diariamente. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de julho de 2026

Amole o machado

Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria (Sl 90.12).

Leitura Bíblica: Salmo 18.30-35 

Um homem saiu para caçar e, ao adentrar a floresta, encontrou um forte lenhador tentando derrubar uma árvore. Depois de passar o dia todo caçando, ao retornar para casa com a caça nas mãos, passou novamente pelo lenhador, que ainda continuava tentando derrubar a mesma árvore. Ao perceber que o machado utilizado pelo lenhador não estava afiado, o caçador disse então: “Por que você não afia esse machado?” E o lenhador respondeu: “Não posso, não tenho tempo”. 

Muitas pessoas reclamam da falta de tempo, mas trabalham de forma desorganizada, não se concentram em suas tarefas, desperdiçam oportunidades por falta de planejamento ou gastam energia com trabalhos que não serão produtivos. É preciso “amolar o machado”. Ao contrário da atitude do lenhador, é essencial planejar antes de agir, analisar o que é prioridade, definir a sequência das atividades e quanto tempo vai se gastar em cada uma. Alguém disse: “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis horas afiando o machado”. A melhor estratégia pode ser mais importante do que força ou disposição. E é preciso ter sabedoria para saber que não adianta acordar cedo e com um rodo gigante tentar secar a areia da praia, porque o mar sempre vai lançar água novamente sem cessar. Lembre-se de que a vontade de Deus e o caminho que ele quer para a nossa vida são muito maiores que nossas estratégias limitadas. “Amolar o machado”, nesse contexto, é muito mais do que ser muito organizado ou sábio. Amolar o machado é ter tempo para buscar o Senhor por meio de oração, leitura e meditação nas Escrituras, a fim de encontrar o caminho, que é Jesus. Deus nos ensina a otimizar o tempo quando seguimos o caminho perfeito que ele mesmo traçou. O Autor da Vida nos ensinará a contar os nossos dias para que vivamos de forma realmente sábia. 

A sabedoria do Senhor nos capacita a lutar as batalhas de nossa vida diária. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de julho de 2026

Bom testemunho

Em tudo isso, Jó não pecou nem culpou Deus de coisa alguma (Jó 1.22).

Leitura Bíblica: Jó 29.1-25 

Sabemos que Jó sofreu muito. Perdeu tudo o que tinha: seus bens, seus filhos e os amigos, que não foram tão camaradas. Mediante um quadro desses, provavelmente muitos se desviariam do caminho do Senhor e abandonariam o relacionamento com ele. Esse patriarca, porém, não pecou nem culpou a Deus por tudo isso. Até nisso vemos seu bom testemunho. E foi isso o que mais se destacou na vida dele – a atitude correta. Primeiro, o próprio Senhor falou bem a respeito de seu servo: homem íntegro, justo, temente a Deus, que evitava fazer o mal, irrepreensível (Jó 1.1,8; 2.3). E no texto da leitura de hoje, nas lembranças e nas saudades de Jó, percebemos que ele era uma pessoa respeitada por causa de sua maneira de viver e de fazer as coisas. Lemos que as pessoas que o ouviam falavam bem dele e afirmavam que ele era um homem elogiado (v.11). Como é bom ler isso! 

Agora, eu lhe pergunto: o que Deus diz a seu respeito? Lembre-se que dele não se pode esconder nada, pois ele sabe como você é, o que fala e faz. E o que as pessoas de seu convívio dizem a seu respeito? Como tem sido a sua conduta diante delas? 

O grande desafio para cada um de nós é dar bom testemunho diante das pessoas, principalmente quando somos cristãos. “Não importa o que aconteça, vivam de maneira digna do Evangelho de Cristo” (Fp 1.27a). Cristãos ou não, nossa maneira de viver deve demonstrar que temos um bom caráter, que somos justos e dignos do respeito dos que nos cercam. Jesus disse: “Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão” (Mt 7.20). Que tipo de frutos as pessoas têm visto em sua vida? Como podemos alcançar um bom testemunho? A resposta é simples: vivendo e praticando a Palavra de Deus! Ele nos chama a viver de forma íntegra, buscando cada vez mais a santificação de nossa vida, ou seja, nos tornarmos cada vez mais semelhantes a Cristo. 

Com bom testemunho, é possível alcançar o respeito das pessoas, as portas se abrem e o mundo se torna melhor. 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de julho de 2026

O manto

 Aquele que considera estar de pé, cuide-se para que não caia! (1Co 10.12)

Leitura Bíblica: Êxodo 22.25-27 

Entre leis civis e religiosas, em Êxodo 22, os versos da leitura bíblica falam sobre empréstimos. Naquela época, tal prática tinha o objetivo de ajudar os necessitados e não tinha caráter comercial – era um ato de caridade. Ao emprestar dinheiro a alguém, não se devia cobrar juros, e caso se tomasse o manto como garantia, este deveria ser devolvido até o pôr do sol, pois podia ser a única proteção da pessoa contra o frio da noite. Agora veja: em caso de não devolução, se o necessitado clamasse a Deus, o Senhor afirma que ouviria seu clamor, pois é misericordioso e se importa com quem precisa do manto. 

Hoje as pessoas só pensam em ganhar dinheiro e, assim, tornam-se presas perfeitas para cair em golpes. Como cristãos, não podemos nos aproveitar da necessidade ou ingenuidade dos outros, mas devemos ter um coração humilde e compassivo. Alguém está passando por uma situação difícil? Não podemos tentar obter qualquer vantagem com a situação dele, mas ser rápidos em ajudar e perdoar. Na parábola do servo impiedoso, Jesus mostra a importância do perdão aos nossos devedores (Mt 18.21-35). Temos sido misericordiosos com os erros e falhas dos que nos cercam? 

Deus valoriza cada pessoa e nos chama a tratar todos com dignidade, em especial os mais vulneráveis. A situação de necessidade pode afetar qualquer um e, amanhã, poderemos ser nós a precisar de apoio. Atualmente, muitos à nossa volta já enfrentam dificuldades, e devemos considerar como estamos respondendo a eles. Pensei nas vezes em que posso ter agido de forma imprudente, tendo sido um cobrador impiedoso para alguém que, na verdade, precisava de minha ajuda, não de minha bronca. 

Na sociedade atual, as pessoas são intolerantes - querem condenação, exclusão e cancelamento. Já nosso papel é dizer: tome o seu manto, pois a noite se aproxima. Devemos vigiar e cultivar misericórdia para não cairmos na falta de compaixão. 

Tendo empatia pela condição do outro, vigiamos a nossa própria situação para não cairmos. 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de julho de 2026

Venham e ouçam

Venham e ouçam, todos vocês que temem a Deus; vou contar-lhes o que ele fez por mim (Sl 66.16).

Leitura Bíblica: Salmo 66.1-20 

Quando li o Salmo 66 dessa vez, chamou-me a atenção o convite que o salmista fez para que todos os que temem a Deus viessem ouvir o que o Senhor tinha realizado por ele. O que Deus tem realizado em sua vida? Você tem compartilhado isso com outras pessoas? Como somos edificados quando ouvimos algum testemunho, principalmente quando fala das bênçãos que o Soberano tem concedido! É possível que você ache que sua experiência com Deus seja insignificante para outras pessoas. Será? Relembre quantas vezes você já foi edificado e fortalecido com o depoimento de alguém. Já pensou como seria se alguém não tivesse compartilhado suas experiências com o Senhor e você não tivesse a oportunidade de ouvi-las? 

Esse salmo já inicia com a convocação para que seja dado o verdadeiro louvor e adoração a Deus, lembrando que as obras dele são assombrosas ou temíveis. Logo vemos mais um convite para que todos vejam os feitos do Senhor, que levam as pessoas a temê-lo. O autor recordou a passagem do povo de Israel pelo mar a pés enxutos, o que foi uma grande alegria e livramento para os israelitas. Também escreveu sobre as provas que enfrentaram e, assim, foram refinados como a prata. Eles passaram por dificuldades, mas, enfim, chegaram a um lugar de fartura, ou de repouso, referindo-se à terra de Canaã. 

O que Deus tem feito por você? Você tem passado por provas, lutas e dificuldades, provando, assim, o agir do Todo-Poderoso em sua vida? O repouso definitivo só teremos quando estivermos na eternidade com o Senhor. Mas, para isso, precisamos nos preparar agora, deixando Jesus Cristo fazer parte de nossa vida, sendo nosso Salvador e Senhor. Além disso, precisamos perseverar firmes ao lado do Eterno, mesmo passando por provas. Nesse caminho, sempre compartilhe com outras pessoas as suas experiências com Deus. 

Compartilhe com outras pessoas suas experiências com Deus para que elas sejam abençoadas e fortalecidas. 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de julho de 2026

Conselho eficiente

O sogro de Moisés respondeu: "O que você está fazendo não é bom. Você e o seu povo ficarão completamente esgotados, pois essa tarefa é pesada demais. Você não pode executá-la sozinho” (Êx 18.17-18).

Leitura Bíblica: Êxodo 18.13-26 

Segundo estimativas feitas por estudiosos, calcula-se que o povo de Israel, ao sair do Egito e peregrinar pelo deserto do Sinai rumo à terra prometida, era composto por cerca de três milhões de pessoas, incluindo homens, mulheres, idosos e crianças. Só para se ter uma ideia, ao contar apenas os homens aptos para a guerra, excluindo a tribo de Levi – separada para o serviço sacerdotal -, registraram-se 603.550 (cf. Nm 1.45-47). Assim, toda vez que alguém tinha problemas ou questionamentos, recorria a Moisés. 

No meio de toda essa situação, aparece Jetro, seu sogro, que logo percebeu que Moisés passava o dia inteiro resolvendo questões entre o povo, enquanto multidões esperavam a sua vez de serem ouvidas. Ao perceber que aquilo era prejudicial, tanto para Moisés quanto para o povo, Jetro deu um sábio conselho: que fossem escolhidos homens íntegros, capazes e tementes a Deus para atuar como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Esses líderes cuidariam de questões mais simples, deixando para Moisés apenas os casos mais difíceis e complexos. Com isso, a carga seria repartida, e Moisés não precisaria resolver tudo sozinho. 

Esse modelo pode ser aplicado também em uma igreja local. O líder ou o pastor da comunidade deve preparar pessoas idôneas, tementes a Deus e íntegras para lidar com os assuntos mais simples, evitando sobrecarregar-se demais com os problemas menores. Muitos líderes tentam fazer tudo sozinhos, talvez para provar a sua eficiência, mas isso não é bom. 

Na verdade, todos nós devemos aprender com o conselho do velho Jetro, e dividir nossas cargas com outros para não nos desgastarmos no futuro. 

Repartir as responsabilidades – sejam do ministério ou seculares -, não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria. 

Mário Miki, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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