1 de abril de 2026

Cristão autêntico

Se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro especial entre todas as nações (Êx 19.5).

Leitura Bíblica: Êxodo 19.1-8 

Você se considera um seguidor de Cristo? Quais são os motivos que levam muitos a afirmar isso sobre si mesmos? As razões são variadas. Alguns acreditam que são discípulos de Jesus por terem crescido em um lar cristão. Outros entendem que são seguidores por participarem de práticas religiosas: foram batizados, crismados, frequentam cultos ou missas, ocupam papéis de liderança e desempenham funções na liturgia da igreja; lideram grupos de jovens, integram a mesa diaconal ou assumem responsabilidades administrativas na comunidade religiosa a que pertencem. Contudo, seguir os ensinamentos de Jesus vai além da mera observância de rituais e cerimônias. 

No tempo de Moisés, só podia fazer parte do povo de Deus quem cumprisse os requisitos contidos no versículo bíblico em destaque, que deixavam bem claro que não bastava ter nascido um israelita, mas era preciso obedecer fielmente às palavras da aliança diante do Eterno. Jesus também ressaltou a importância da obediência à Palavra de Deus. O Mestre afirmou: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21). 

É possível que você frequente alguma comunidade religiosa, obedeça fielmente a muitos ritos, pratique as boas obras. Mas a salvação eterna envolve reconhecer-se como pecador; crer, pela fé, que Jesus morreu na cruz em seu lugar; recebê-lo, portanto, como seu Salvador e Senhor, e passar a obedecer fielmente à Palavra de Deus. Somente assim você será, de fato, um cristão autêntico! Não basta parecer; é preciso obedecer aos ensinos e mandamentos de nosso Senhor Jesus Cristo! 

É cristão quem se reconhece pecador, recebe Jesus como Salvador de sua vida e obedece fielmente à sua Palavra. 

Mário Miki, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de março de 2026

Sacrifício de louvor

Aquele que me oferece gratidão como sacrifício é o que me honra; ao que anda nos meus caminhos, eu mostrarei a salvação de Deus (Sl 50.23).

Leitura Bíblica: Hebreus 13.15-16 

Tive o privilégio de crescer envolvida com a música. Minha irmã e eu tínhamos aula de flauta e tocávamos em um coral que se apresentava em diversas igrejas. Quando crianças, cantávamos no coral infantil da igreja, principalmente em datas especiais, como Páscoa e Natal. Convivi muito com minhas avós. Ambas sempre estavam cantarolando algum hino de que gostavam muito. Quando me tornei mãe, passei o amor pela música cristã aos meus filhos, que hoje também servem a Deus conosco em nosso ministério. 

Recentemente, entendi o que realmente significa sacrifício de louvor. No Antigo Testamento, o ato de sacrificar fazia parte vida do povo de Deus. O livro de Levítico apresenta instruções claras sobre os deveres dos sacerdotes, sendo o sacrifício a parte mais importante do culto a Deus. Além do cordeiro, poderiam ser oferecidos alimentos, bebidas e incenso. Com a morte de Jesus, essa prática tornou-se desnecessária, pois ele, o Cordeiro de Deus, tornou-se a oferta perfeita pelos nossos pecados. Davi, em tantos momentos difíceis, apresentou um sacrifício de louvor, exaltando a grandeza, cuidado, bondade e misericórdia de Deus. 

Como família, recebemos uma notícia muito difícil há pouco tempo: o diagnóstico de uma doença, bem quando planejávamos nossa viagem de férias, para rever familiares e amigos, depois de um ano no campo missionário. Por conta do tratamento delicado, não pudemos viajar. Mas uma preciosa amiga trouxe esta palavra: sacrifício de louvor! Louvar a Deus, mesmo tristes, em dificuldade ou desanimados. Ainda que passemos por uma série de situações – doenças, perda do emprego e até a frustração de um sonho - devemos nos alegrar no Senhor. Isso é um sacrifício de louvor! 

Louvar a Deus quando tudo está bem é fácil, mas louvá-lo nos ventos contrários é um sacrifício que agrada ao Pai! 

Miriane Heinrichs Hartmann, Juína/Mato Grosso. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de março de 2026

Juntos na dor

Depois, os três [amigos de Jó] se assentaram no chão com ele, durante sete dias e sete noites. Ninguém lhe disse uma só palavra, pois viram como era grande o seu sofrimento (Jó 2.13).

Leitura Bíblica: Salmo 119.73-77 

Pequenos e grandes gestos de solidariedade refletem o amor de Deus por nós. Jamais esquecerei a minha volta, de Teresina para São Paulo, depois de ficar viúva na pandemia. Quando o caminhão de mudança deixou o apartamento, fui para um hotel em frente ao aeroporto esperar o dia da partida. Mas eu não esperava a emoção que viria pela frente. Pouco antes do horário de embarque, saí na calçada e vi uma faixa feita por algumas irmãs em Cristo, com palavras amorosas de despedida. Também vi uma carreata passando por mim. Irmãos, irmãs, jovens e crianças, com cartazes, presentes e lágrimas, vieram dar seu adeus. Como não sentir o amor de Deus? A dor era grande e a ferida estava aberta. Os últimos dias foram difíceis de enfrentar. Mas, diante dos meus olhos, havia uma demonstração ímpar de solidariedade, o amor de Deus escancarou as portas na forma de rostos amigos, queridos e sofridos. 

Assim, despedi-me daquele local onde cheguei com tantas esperanças. Voltei para meu lugar de origem, com o coração dolorido pela perda, mas, ao mesmo tempo, consolada. Entendi que Deus me falava: “Você não veio só e não vai voltar só!” 

Quando a dúvida quer alcançar os meus dias solitários, me volto para o dia de intensa emoção e me lembro que nunca estarei desamparada. Por isso, posso dizer com propriedade que, todos os dias, o Senhor está mostrando a sua companhia, tanto em tempos de aflição, como nos dias bons. Lembre-se de que o mesmo Deus que nos prova é o que nos sustenta, nos alegra e nunca nos desampara. Algumas vezes, seremos consolados com muitos irmãos ao nosso lado. Outras, com uma oração que chega na hora mais propícia. Portanto, abra os olhos e o coração. Aqueça a alma com a presença do Senhor, no choro ou na alegria. 

O consolo e o conforto na dor são a certeza da presença do Senhor. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de março de 2026

Cuidado, olho!

Não olharei com aprovação para nada que seja perverso (Sl 101.3a).

Leitura Bíblica: Salmo 101.1-8 

Quando eu era criança e frequentava as aulas de educação cristã na escola, a professora cantava para a turma: “Cuidado, olhinho, com o que vê; cuidado, olhinho, com o que vê; o Salvador do céu está olhando para você, cuidado, olhinho, com o que vê”. Essa música marcou meu coração e, quase sempre quando me descuido com meu olhar, lembro dessa canção. 

O Salmo 101 é uma declaração de compromisso e de integridade do rei Davi. Ele expressa seu desejo de governar com retidão e manter sua vida pessoal e sua corte longe da maldade. É uma oração de compromisso para viver uma vida santa, fiel e justa diante de Deus. Não se sabe ao certo se esse salmo foi escrito antes ou depois de seu pecado com Bate-Seba, quando, com seus olhos, se deixou levar pela beleza de uma mulher casada, o que culminou em vários pecados, desde adultério até homicídio. Todavia, seja antes ou depois, ele sabia que alimentar a mente com o que os olhos veem podia ser bem complicado! Então, no versículo-chave, o rei usa a expressão hebraica beliya’al, que significa perverso, que não vale nada. Isso mostra que o pecado pode ser concebido na mente e no coração, mas podemos combatê-lo quando não o alimentamos com o que nossos olhos veem. 

Por isso, no sermão do monte, Jesus disse: “Se o seu olho direito o induz a pecar, arranqueo e lanceo fora” (Mt 5.29). O Senhor não estava sendo literal, mas usando uma hipérbole para ensinar que não se deve alimentar o mal, mas devemos cortá-lo pela raiz. 

O Salmo 101 se propõe a enfatizar a seriedade com que devemos tratar o pecado e a maldade, seja em nossos olhos, coração ou no ambiente em que estamos. Davi tinha propriedade para ensinar sobre isso. Ele nos lembra que buscar a justiça e a pureza agrada a Deus. Por isso, vale a pena lembrar daquela música de minha infância: “Cuidado, olho, com o que vê”. 

“Sejamos vigilantes em proteger nossos sentidos, especialmente os olhos, por onde as tentações entram.” (M. Henry) 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de março de 2026

Equívocos

Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido (Lc 19.10).

Leitura Bíblica: Mateus 20.20-23 

Na leitura bíblica, vemos a mãe de Tiago e João fazendo um pedido a Jesus: que ele colocasse os filhos dela em lugares de destaque em seu reino. E o Mestre responde que isso seria algo que o Pai haveria de decidir. Os discípulos acreditavam que o reino que Jesus pregava seria terreno. Eles presenciaram seus milagres, o sofrimento, a morte e sua ressurreição. Mas quando o Mestre lhes apareceu ressurreto, eles lhe perguntaram: "Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?” (At 1.6). As pessoas que no Domingo de Ramos saudaram Jesus entrando em Jerusalém, montado num jumento, são as mesmas que pediram a soltura de Barrabás e a sua crucificação. Agiram assim porque também esperavam que o Messias os livrasse do domínio dos romanos e restaurasse a autonomia de Israel. 

Hoje em dia, os equívocos não acabaram. Há quem acredite que Jesus veio para torná-los ricos, livres de doenças e problemas. E creem dessa forma porque ouvem pregações dizendo que Deus tem a obrigação de fazê-los prosperar! É claro que, para isso, devem dar grandes ofertas em dinheiro, joias e terrenos... Tais pregadores são lobos em pele de cordeiro. Pregam algo que está longe da verdade - que Jesus veio morrer pelos nossos pecados. Ele mesmo afirmou: "Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido" (Lc 19.10). 

Seria estranho se o objetivo da vinda de Jesus fosse nos tornar ricos, uma vez que ele falou que era tolice acumular tesouros nesta terra, já que os ladrões roubam e a traça e a ferrugem destroem (Mt 6.19-21). E por que teria vindo para nos tornar imunes a problemas, se ele mesmo afirmou que neste mundo teríamos aflições? (Jo 16.33). Veja que a riqueza, em si, não é errada. Devemos, sim, estudar, trabalhar, buscar uma boa remuneração. Mas se Deus nos abençoar com riqueza, ele o fará para que invistamos na expansão de seu Reino e ajudemos os necessitados. 

Jesus não sofreu a morte na cruz para nos tornar ricos, mas para pagar nossos pecados e nos dar a vida eterna. 

Clarice Tammerik Inácio da Silva, Santo André/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de março de 2026

Exaltem!

Exaltem o SENHOR, o nosso Deus! Prostrem-se diante do estrado dos seus pés! Ele é santo! (Sl 99.5)

Leitura Bíblica: Salmo 145.1-3 

A palavra “exaltar” não é muito usada em nossos diálogos do dia a dia. Geralmente, costumamos ouvi-la mais em momentos de culto na igreja. Mas você sabe o que ela significa? Quando exalto alguém, estou colocando-o num lugar elevado, erguendo-o, tornando-o grande. 

No livro de Salmos, com frequência encontramos os autores exaltando ao Senhor, reconhecendo que ele é grande, que está acima de todas as coisas e que sua grandeza não tem limites. Por mais que eu considere Deus grandioso, minha mente jamais entenderá completamente o que isso, de fato, significa. Assim, a melhor atitude nessa situação é prostrar-se diante do Altíssimo, como nos convida o salmista no versículo em destaque. Ao nos prostrarmos, nossa postura nos torna ainda mais insignificantes do que já somos. É um reconhecimento de que, entre Deus e nós, não existe comparativo de grandeza. Somos inferiores, e o Soberano é muito maior do que conseguimos imaginar. 

Infelizmente, por causa do nosso coração, que é enganoso, podemos inverter completamente essa questão. Julgamos que somos grandes e tornamos Deus pequeno. Essa postura inversa é extremamente perigosa, pois nos faz achar que podemos dar conta da vida e da salvação por nós mesmos, o que jamais será verdade. Somos amados por Deus, mas somos pequenos. 

Lembro-me da história do rei Nabucodonosor, contada no livro de Daniel. Por ter um reinado bem-sucedido, julgou ser muito grande, ao ponto de fazer uma estátua sua para que seu povo lhe prestasse culto e adoração. Todavia, tal postura fez com que ele sofresse a ação de juízo da parte de Deus, que lhe mostrou que não passava de um simples ser humano, já que foi o próprio Senhor que havia lhe dado o poder. Mais tarde, Nabucodonosor reconheceu isso e chegou afirmar que Deus tem poder para humilhar os arrogantes que se julgam grandes quando, na verdade, são pequenos. 

Exaltem a Deus e prostrem-se aos seus pés, pois ele se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes! 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de março de 2026

Ruídos

Retorne ao seu descanso, ó minha alma, porque o SENHOR tem sido bom para você! (Sl 116.7)

Leitura Bíblica: Salmo 63.1-11 

Há muitos anos, presenteei minha mãe com um órgão eletrônico que ela conserva até hoje e continua utilizando. Entretanto, depois de certo tempo, ele começou a fazer alguns ruídos e atrapalhar o som da melodia tocada. Por ser antigo, ficou difícil achar alguém que o consertasse. Continuamos tocando, apesar do incômodo que ele causava. Até que um dia minha mãe resolveu pedir para o meu irmão tentar consertá-lo, e tudo foi resolvido. O problema não estava no órgão, mas em um velho estabilizador de energia no qual estava conectado. Depois que foi ligado diretamente na tomada, o barulho cessou. 

Fico pensando nos ruídos que podem atrapalhar a nossa vida. Algumas vezes, eles abafam a comunhão, a devoção e até mesmo a melodia com que louvamos ao Senhor. Alguns dias, os ruídos da falta de fé e de esperança se sobrepõem à nossa conversa com Deus. A estática da ingratidão acaba se destacando mais do que a súplica, e acabamos perdendo a concentração e a comunhão. Ou, então, o ruído da preocupação com o amanhã nos faz encerrar, apressadamente, aquela conversa aberta com Deus que precisaria ser mais longa, mais confessional e mais pessoal para tranquilizar o coração. 

Precisamos, em todo o tempo, desligar aquilo que não nos faz bem. Não é sempre que conseguimos controlar o volume das preocupações que nos afligem. E o barulho indesejado acaba encobrindo a música e a consagração. Em alguns dias, vamos precisar que alguém nos leve até a origem do problema e desligue aquilo que julgamos que “estabiliza” a nossa vida. Pode ser essa falsa segurança que esteja nos incomodando e não nos deixe ouvir com clareza a voz do Senhor, que nos acalma. 

Que Deus nos ajude a perceber as falsas estabilidades nas quais nos agarramos e faça com que, se não formos nós mesmos, alguém mandado por ele nos livre dos tormentos que não percebemos estar impedindo a solução. 

Que os ruídos que nos incomodam sejam abafados pelo som da oração, da gratidão, da confiança e da esperança. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de março de 2026

Volte

Por isso, diga ao povo que assim diz o SENHOR dos Exércitos: “Voltem para mim, e eu me voltarei para vocês”, declara o SENHOR dos Exércitos (Zc 1.3).

Leitura Bíblica: Zacarias 1.1-3 

A palavra do Senhor é sempre poderosa. Nos livros proféticos, existe praticamente um padrão no discurso dos profetas: 1) uma palavra de exortação, que expõe os pecados dos destinatários; e 2) um convite para os ouvintes a fim de que se arrependam. 

Nessa forma de manifestação, há uma estrutura pedagógica para nossos dias, que nos ensina que o Senhor não gosta do pecado, porém, isso não significa que não goste dos pecadores, pois o amor de Deus por estes está condensado em cada livro das Escrituras. 

Para aqueles a quem ele ama, quando há ações que o desagradam, além da exortação e das duras consequências, sempre há uma palavra de esperança, uma chamada ao arrependimento, seguida de perdão e um recomeço. 

Até para os que sofrem as consequências de más decisões ou maus comportamentos de seus antepassados há um convite para o rompimento com o ciclo destrutivo do pecado e um ponto final na série de escolhas e atitudes que o Senhor desaprova. Assim, pelo arrependimento, podem recomeçar a partir de um novo proceder: o início de uma nova fase na qual o Senhor se agrada. 

Deus não tem prazer no sofrimento humano. Ele exorta seus filhos que erram o alvo, que se tornam rebeldes e desobedientes, mas o faz por meio de seu perfeito amor, que repreende, disciplina, corrige, pois não quer que nenhum dos seus se perca. Se você está distante dos caminhos do Senhor e sua vida não o tem agradado, pare, reflita, arrependa-se e volte para ele. Por meio da encarnação, ministério, morte e ressurreição de Cristo, Deus já se voltou para você e está caminhando em sua direção, tal qual o pai caminha em direção ao filho pródigo. 

O Senhor está sempre dando passos na direção dos pecadores. A estes, basta confiar em seu amor e, então, demonstrar arrependimento e caminhar em direção ao Pai. 

A cruz de Jesus tornou possível nosso regresso à casa do Pai. 

André Luís Pereira, Limeira/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de março de 2026

Conhecer para crer

Bem-aventurada é aquela que creu que se cumprirá aquilo que o Senhor lhe disse! (Lc 1.45)

Leitura Bíblica: Lucas 1.26-38 

Todos os dias, nossos ouvidos se tornam alvo das mais diferentes vozes. São convites, alertas, ofertas, aos quais nem sempre atentamos nem refletimos direito. Surge, então, a pergunta: o que devo aceitar ou em que acreditar? 

Na leitura bíblica de hoje, o anjo Gabriel traz a Maria a promessa da chegada de Jesus ao mundo por seu intermédio. Mesmo surpresa com a notícia, a jovem acaba crendo nas palavras que recebera do anjo. Mais do que acreditar em palavras, ela confiou em Deus, identificando-se como sua serva: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra” (v.38). 

Maria nos ensina que é preciso conhecer o Senhor e suas palavras para crer! Veja que, no verso em destaque, Isabel chama a prima de “bem-aventurada”, pois esta havia acreditado nas palavras de Deus - que fez a promessa a Maria e se tornou a própria garantia para ela! 

O Todo-Poderoso é soberano e controla a História; por isso, pode fazer promessas. O texto também afirma: “Pois nada é impossível para Deus” (v.37). Ele certamente dará todas as condições para que tudo se cumpra. 

Não deixe que meras palavras o desviem de seus objetivos. Confie nas palavras do Senhor, pois estas traduzem seu caráter, sua vontade e seus planos para nós, pecadores. Disse o autor aos Hebreus: “Mantenhamos firme a esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hb 10.23). 

O segredo para discernir a voz de Deus é uma vida de intimidade com ele. Somente assim você terá ouvidos, olhos e consciência para receber o que vem dele. E certamente essa estreiteza o levará a praticar uma fé que se constrói independentemente das circunstâncias. Maria era virgem, mas creu que se cumpririam as palavras do Eterno. E este é o chamado para você hoje: conhecer o Senhor para crer em suas promessas! 

As palavras do Senhor são vida para os que nele confiam! 

Bruno Brasil Mynssen, Caputira/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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19 de março de 2026

Romper

Aquele que ouve a Palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que se vê no espelho, mas, depois de olhar para si mesmo, sai e se esquece da sua aparência (Tg 1.23-24).

Leitura Bíblica: Juízes 6.24-26 

Gideão precisou romper com a tradição e a falsa religiosidade de sua família, que conhecia a lei de Deus, porém se desviou dela. Ele também precisou agir para que os de sua casa voltassem a adorar somente ao Eterno. Isso foi uma prova de fogo, mas ele cumpriu a ordem do Senhor. Despedaçou o altar do deus Baal e cortou o poste sagrado de Aserá, que estava próximo. Os israelitas tinham se deixado seduzir pela adoração a esse deus pagão dos cananeus e de vários outros povos, e a uma deusa da Síria e de Canaã, terra que os israelitas receberam do Soberano. A família de Gideão conhecia a lei divina, mas passou a adorar esses falsos deuses e deixou de praticar o que Altíssimo havia determinado para o seu povo. Por isso, Israel passou a sofrer sob a opressão dos midianitas. O primeiro passo para Gideão libertar seu povo dessa situação foi acabar com sua falsa religiosidade. 

Que tipo de vida religiosa a sua família tem? A atitude de seus familiares está de acordo com a vontade de Deus? Encaixa-se exatamente naquilo que o Senhor quer de todos os seres humanos? Talvez você e os de sua casa sejam conhecedores da Palavra de Deus, mas estejam afastados dela; conhecem a verdade, entretanto não a praticam e, assim, tornam-se exatamente aquilo que Tiago escreveu em sua carta (veja o verso em destaque). 

Como você pode mudar isso? Rompendo a falsa religiosidade, voltando para os caminhos do Senhor, obedecendo e praticando o que o Pai espera de seus filhos. Portanto, seja fiel a Deus e à sua Palavra, leve a vida cristã a sério sem brincar de ser religioso, nem finja que pratica uma vida piedosa, julgando que isso seja suficiente para agradar ao Eterno. Mas, antes de tudo, ame a Deus de todo coração e sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. 

Deus busca os que o adorem em espírito e em verdade, e rejeita os que vivem uma religiosidade só de aparência. 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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