30 de outubro de 2026

Oração

O Senhor lhe disse [a Salomão]: “Ouvi a oração e a súplica por misericórdia que você fez diante de mim; consagrei este templo que você construiu, para que nele eu ponha o meu nome para sempre. Os meus olhos e o meu coração sempre estarão ali” (1Rs 9.3).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 30.23-27 

No capítulo da leitura bíblica, encontramos a narração de uma grande festa - um momento muito abençoado, quando a Páscoa estava sendo celebrada. Houve grande alegria em Jerusalém, como não se via desde os dias de Salomão. Os sacerdotes e levitas abençoaram o povo, e suas orações foram ouvidas por Deus nos céus (vs.26-27). Quero destacar, aqui, como naquele momento especial a oração daqueles irmãos foi ouvida e respondida: “Pediram as bênçãos de Deus para o povo. E Deus, no seu santo lar no céu, ouviu a oração e atendeu o pedido deles” (v.27, NTLH). 

É muito bom saber que o Senhor ouve e atende às nossas orações. Spurgeon disse: “A oração é o recurso infalível do cristão, em todos os casos e em qualquer dificuldade. Quando não puder usar sua espada, você pode pegar a arma da oração. Sua pólvora pode estar úmida, a corda do seu arco pode estar frouxa, mas a arma da oração nunca está inoperante. Espada e lança precisam de polimento, mas a oração nunca enferruja; quando pensamos que está embotada, mais contundente ela corta”. 

Podem nos faltar forças, recursos, talvez não enxerguemos a solução de um problema, mas podemos orar. Mesmo quando nada mais pode ser feito, podemos nos encontrar com Deus em oração. Quando oramos, as forças se renovam, as portas se abrem e os caminhos voltam a ter luz. A verdadeira oração é uma fonte de poder infalível, sempre atendendo às necessidades genuínas. E a Palavra de Deus garante que o Soberano sempre ouve nossas orações: “Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos estão atentos à sua oração” (1Pe 3.12a). E em sua soberania, Deus responderá da melhor maneira. Nunca esqueçamos de orar, pois o Senhor sempre está pronto a responder. 

Jamais deixemos de orar, pois a oração nunca é sem valor. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de outubro de 2026

Insensatez

Tenham cuidado com a sua maneira de viver: que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus (Ef 5.15-16).

Leitura Bíblica: Mateus 7.24-27 

O dicionário define a palavra “insensatez” como ato ou comportamento resultante de imprudência, de falta de bom senso. No contexto bíblico, o termo não se restringe à falta de inteligência, mas abrange a ausência de sabedoria, prudência e discernimento em certos atos ou comportamentos. Isso pode levar a situações negativas e muito sérias em nosso quotidiano, como na família, trabalho e outros. E à pior das consequências: perda do conhecimento e da vontade de entender a vontade de Deus para a nossa vida. 

A Bíblia constantemente enfatiza a importância de buscar a sabedoria que vem do Senhor – a mesma buscada por Davi, Salomão e outros personagens bíblicos, que confiavam no Soberano para guiar seus planos, ações e decisões do dia a dia. 

Nos versículos em destaque, os insensatos (ou néscios, dependendo da versão) não são assim chamados por causa de suas limitações intelectuais, mas devido à incredulidade e aos consequentes feitos abomináveis. Paulo os definiu bem: “Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus nem lhe renderam graças. Pelo contrário, os seus pensamentos tornaram‑se fúteis, e o coração insensato deles se obscureceu” (Rm 1.21). Desses, não devemos seguir os conselhos, ser influenciados por usa conduta ou nos assentarmos com eles (Sl 1.1). 

Como Jesus alertou na parábola da leitura bíblica, o tolo age com ingenuidade, de forma infundada e displicente. Ele ouve as palavras do Senhor, mas, em vez de construir sua casa sobre a rocha, decide construí-la sobre a areia. 

É fundamental nos firmarmos na Palavra de Deus e sempre buscarmos a orientação de nosso Conselheiro, o Espírito Santo. Agir com tolice pode nos afastar do Senhor, além de resultar em sérias consequências, não apenas em nossa vida, mas na dos que vivem à nossa volta. 

“O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução” (Pv 1.7). 

Arthur Queiroz Pereira, Nova Friburgo/RJ. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de outubro de 2026

Dependência

Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do SENHOR (Jr 17.5).

Leitura Bíblica: Jeremias 17.5-9 

Uma das maiores prisões dos últimos tempos tem nome: dependência emocional. É o apego excessivo de uma pessoa a outra. Isso acontece quando há alguma relação de emoção ou sentimento, que pode ser com o cônjuge, um parente, um amigo... A toxicidade desse tipo de vínculo é equiparada à dependência química. A pessoa não consegue perceber como está aprisionada à outra. Uma das grandes características da submissão emocional é não ver o ser humano como gente, mas como propriedade exclusiva de seus sentimentos, razões e emoções. E frases como: “ele é meu e, se não for meu, não será de mais ninguém”; “sou mais feliz quando você faz o que quero”; “fico mais satisfeito quando você...”; “sou mais realizado quando você...”; ou “só me sinto bem quando você...” são comuns a quem está aprisionado a outro. Viver dessa forma é muito doloroso, nos puxa cada vez mais para baixo, esgota nossa energia e a vontade de viver. 

Contudo, a Palavra de Deus tem todas as orientações para se lidar com essa demanda tão presente neste século. Em todos os textos e contextos sobre dependência, os autores bíblicos nos instruíram a depender do Soberano, pois é isso que ele espera de nós, afinal, “ao homem pertencem os planos do coração, mas do SENHOR vem a resposta da língua” (Pv 16.1). 

A leitura bíblica de hoje nos instrui a colocar Deus e as pessoas em seus devidos lugares em nossa vida. É no Altíssimo que devemos confiar. Tudo aquilo que está acima do Eterno torna-se um ídolo para nós – especialmente aqueles de quem dependemos e em quem confiamos mais do que no Todo-Poderoso. Mas, quando vivemos em sujeição ao Pai e entendemos que ele tem o controle de tudo e de todos, tendemos a nos libertar das grades da dependência emocional. Portanto, confie somente no Senhor! 

Confie somente no Senhor! Não se apoie em sua própria sabedoria nem dependa de ser humano algum para ser feliz. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de outubro de 2026

Infarto espiritual

Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele origina a vida (Pv 4.23).

Leitura Bíblica: Ezequiel 14.1-6 

A palavra coração, no verso em destaque, representa o ser interior - alma, mente, vontades e emoções. Jesus falou claramente sobre esse assunto, afirmando que o problema do ser humano não está no exterior, mas em seu íntimo. Ele disse: “Pois do coração dos homens saem os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez” (Mc 7.21-22). 

Estamos diante de uma verdade difícil de aceitar: não somos bons como pensamos. A Bíblia também declara que “o coração é mais enganoso que qualquer outra coisa, e a sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jr 17. 9). 

Portanto, é necessário fazer diariamente um checkup do coração para não sofrer um infarto espiritual. Cuidado! Não acredite em frases como “confie em seus sentimentos” ou “siga o seu coração”, pois, como vimos, ele por essência é traiçoeiro. Sabe usar máscaras, e sua especialidade é enganar. Por isso, temos dificuldade em ver nossos próprios defeitos, mas facilidade em apontar os dos outros. Muitas decisões erradas e de graves consequências nascem justamente de desejos desordenados e pecaminosos. 

Além disso, o coração é um verdadeiro formador de ídolos: ele coloca pessoas, situações ou coisas no lugar que pertence exclusivamente a Deus. Foi exatamente a idolatria do coração que fez com que as autoridades de Israel falhassem, como lemos no texto de hoje. 

E nós? O que fazer diante dessa assustadora realidade? Quem pode proteger nossa mente e emoções? Não basta apenas observar o estado do coração – é preciso agir. Qual é o remédio? Somente Jesus, nosso Salvador, pode restaurar, cuidar e manter o coração em perfeita saúde espiritual. 

Sua saúde espiritual depende da consulta diária com o médico Jesus Cristo! 

Angelo de Almeida Junior, Nazaré Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de outubro de 2026

Descanso

No sétimo dia, Deus já havia concluído o trabalho que realizara; assim, nesse dia, descansou de todo o seu trabalho (Gn 2.2).

Leitura Bíblica: Levítico 25.1-7 

Ouço muitas pessoas dizendo que estão cansadas. O ritmo de vida é frenético, e parece que não sobra tempo para descansar. Talvez essa seja a sua realidade. Mas, por que será que vivemos assim? 

A Bíblia narra que Deus trabalhou, mas também descansou. Quando o Senhor entregou a sua lei ao povo de Israel, demonstrou cuidado ao incluir orientações claras sobre a importância do descanso. Inclusive, entre os Dez Mandamentos, há uma ordem clara quanto a não se executar trabalho algum após seis dias de trabalho. 

A leitura bíblica fala sobre o ano sabático. Os israelitas deveriam trabalhar por seis anos e descansar no sétimo. E não precisariam se preocupar com o sustento, pois, mesmo sem cultivar a terra no sétimo ano, teriam alimento. Deus cuidaria do seu povo. Esse ensino nos remete às palavras de Jesus, quando disse que não devemos nos preocupar com o que comer ou beber. Ele nos orientou a olhar para as aves do céu, que não semeiam, não colhem nem armazenam em celeiros - e, ainda assim, são alimentadas pelo Pai celestial. 

Talvez trabalhemos sem parar, não por necessidade, mas pelo desejo de ter sempre mais - e quando essas coisas se tornam o centro de nossa vida, estamos desobedecendo a Deus. 

Ao abrir mão do descanso para acumular bens materiais, nos sobrecarregamos e nos distanciamos do plano de divino, esquecendo que pouco é suficiente para viver. 

O mundo nos oferece muito, assim como o diabo fez ao tentar Jesus. A diferença é que, muitas vezes, caímos na tentação. No entanto, sempre é tempo de reavaliar e reencontrar o caminho que Deus deseja para nossa vida. Salomão escreveu: “Sei também que poder comer, beber e desfrutar o que se conseguiu com todo o trabalho é dom de Deus” (Ec 3.13, NAA). O Senhor quer que trabalhemos, sim, mas também que saibamos descansar a fim de podermos apreciar o fruto de nosso trabalho. 

Parar para descansar é um ato de fé daquele que reconhece que quem de fato nos sustenta é Deus. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de outubro de 2026

Restauração

Quanto ao que foi confiado a você, guarde-o por meio do Espírito Santo que habita em nós (2Tm 1.14).

Leitura Bíblica: João 21.15-17 

Jesus havia ressuscitado e apareceu em uma praia aos seus discípulos e, entre eles, estava Pedro. Depois de comer, o Senhor lhe perguntou: “Você me ama mais do que estes?” 

Para compreender melhor essa passagem, precisamos voltar na história. Próximo de sua morte, depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus revelou que havia um traidor entre eles e que todos iriam abandoná-lo. Simão, aparentemente indignado, afirmou: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei!” O Senhor respondeu: “Em verdade lhe digo que ainda esta noite, antes que o galo cante, três vezes você me negará” (Mt 26.33-34). 

Jesus foi preso, e Pedro o negou nas três vezes em que foi perguntado se era um dos discípulos. E quando o galo cantou, lembrou-se das palavras do Senhor, e ficou muito triste. Cristo morreu e, após sua ressurreição, apareceu a Maria Madalena e aos discípulos. Uma dessas aparições está descrita no texto da leitura bíblica. O Mestre e Pedro se veem face a face - um momento marcante. Depois de negá-lo por três vezes, agora Simão declara três vezes que o ama. 

Jesus não desistiu de Pedro – e não desiste de nós. Mesmo depois de negá-lo, o Mestre promoveu um encontro, o recebeu com uma refeição e o perdoou. Na praia, Simão estava desanimado e decidiu ir pescar. Ele pode ter achado que, por negar o Senhor, havia perdido a chance de ser uma testemunha da ressurreição. Mas Jesus apareceu e abençoou sua vida. Aquele Pedro que havia dito de forma precipitada “jamais te abandonarei”, aquele que se colocou em uma posição acima dos outros, agora, humildemente responde que ama o Mestre. 

Esse grande amor que Jesus demonstrou por Pedro é o mesmo que ele tem por nós. O Senhor restaurou a vida e o ministério de Pedro. Ele também quer restaurar a nossa vida e ministério. Para isso, precisamos atender ao seu chamado: siga-me! 

Mesmo quando erramos, Jesus não desiste de nós e nos oferece a restauração. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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22 de outubro de 2026

Ouça mais, fale menos!

Não julguem, e não serão julgados. Pois, da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; a medida com que medirem será usada como medida para vocês (Mt 7.1-2).

Leitura Bíblica: Mateus 7.1-5 

Minha filha de 12 anos me ensinou uma brincadeira que se chama: “Nós ouvimos e não julgamos”. Na atividade, cada participante deve falar algo que já fez, e os outros apenas ouvem e, assim, sucessivamente. Imagina, descobri alguns fatos sobre ela que não saberia em uma conversa comum! E o mais interessante é que ela me falava: “Mãe, não pode julgar - só ouvir!” 

Fiquei pensando como às vezes tudo o que precisamos é apenas que nos ouçam, sem julgamentos, comentários, opiniões - somente ser ouvidos. Quando alguém nos procura para conversar ou se abrir, sempre achamos que devemos emitir nossa opinião, algum parecer. Mas por que não podemos somente ouvir? Com o tempo, aprendi a emitir minha opinião em alguns casos quando me é solicitada, do contrário, apenas ouço. Como somos rápidos para julgar! O mundo está cheio de juízes e juízas, rotulando as pessoas pela aparência, principalmente nesta era digital, quando vemos apenas uma fração da vida das pessoas, e rapidamente tiramos conclusões precipitadas. 

O próprio Jesus disse: "Pois não vim para julgar o mundo, mas para salvá‑lo (Jo 12.47b). O Mestre deixa claro que, com a mesma medida que julgarmos – julgamento hipócrita, de censura, de justiça própria –, seremos julgados. Portanto, saber disso deveria ser como um freio posto em nossa boca quando somos tão rápidos no julgamento precipitado. Por isso, o famoso ditado popular “temos dois ouvidos e uma boca, portanto, ouça mais e fale menos” faz tanto sentido. E a Bíblia nos alerta: “Na multidão de palavras não faltará transgressão, mas quem controla a língua é sensato” (Pv 10.19). Sejamos mais sábios e consideremos esses conselhos preciosos. 

Precisamos aprender a ouvir mais e falar menos. 

Ariane Rigotti Martim, Caçapava/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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21 de outubro de 2026

Fé ativa

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam (Hb 11.6).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 17.32-36 

Muito se fala e muito se pensa sobre a fé. Para alguns, significa ter pensamento positivo; para outros, trata-se de uma crença hipotética que não está apoiada em uma compreensão lógica ou racional. A Bíblia nos ensina e nos apresenta muitas histórias que demonstram que precisamos ter fé, desde que seja real, crescente e ativa, pois esse é o tipo de fé que agrada a Deus. É real porque está alicerçada na veracidade da Palavra de Deus e confirmada pelo Espírito Santo em nosso interior. É crescente porque é fruto de um relacionamento íntimo com o Senhor, que gera em nós o desejo de conhecê-lo cada vez mais. E é ativa porque precisamos ter ações práticas que correspondam à informação que recebemos. A fé como um mero pensamento positivo nos engessa, pois a única coisa ativa é o desejo, e não a prática. 

Davi, quando soube que Golias estava afrontando o exército de Israel, dispôs-se a lutar contra aquele inimigo e afirmou que o enfrentaria em nome do SENHOR dos Exércitos (v.45). O jovem pastor conhecia muito bem quem era o Deus a quem servia, já que o Todo-Poderoso o havia livrado de um urso e um leão (v.36). Esse livramento divino estava acompanhado de uma ação de Davi. Ele não se escondeu de nenhum dos animais, mas os enfrentou e, com o favor de Deus, os venceu. 

Essa é a fé que agrada ao Senhor. Quando somos expostos a gigantes, como acontece em tantas adversidades da vida, nosso foco deve estar no conhecimento que temos do caráter do Altíssimo e, dessa forma, enfrentamos as situações sabendo que o Senhor é fiel para nos dar a graça para suportar e vencer as lutas. Além disso, a fé também precisa vir acompanhada de uma ação prática, porque nossa conduta precisa ser a expressão do amor de Cristo em nós, como atos que demonstram nossa convicção. De outra forma, nossa fé será apenas teórica. 

Ter fé ativa é agir de forma prática que demonstre nossa confiança no Senhor. 

Ricardo Larsen da Silva, Teo/La Coruña. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de outubro de 2026

Procrastinar

Tudo o que vier às suas mãos para fazer, faça-o com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria (Ec 9.10).

Leitura Bíblica: Provérbios 6.4-11 

“Procrastinar” é deixar para depois; adiar; postergar. Uma pesquisa de 2012 apontou que 97% dos brasileiros sempre optavam por adiar algumas atividades do seu dia a dia. Outra consulta, de 2022, mostrou que 75% dos estudantes universitários são procrastinadores. Já as formigas são uma das espécies mais organizadas do reino animal - estão sempre em atividade. Cada uma possui uma atribuição na colônia. 

A procrastinação é um mal por si só, mas há quem considere aplicá-la às coisas do Reino de Deus, pensando: não vou falar de Jesus para meus pais ou avós porque eles viverão muito ainda e certamente se converterão. 

Todo cristão deve viver com a iminência do retorno de Cristo. Vivemos sob essa expectativa. O Reino de Deus já existe entre nós (Lc 17.20-21). Devemos ser ativos, dispostos e perseverantes - como as formigas, que não descansam -, e incansáveis nos assuntos do Reino. Só assim, sempre em alerta, não seremos pegos de surpresa, não estaremos dormindo e desatentos às coisas que acontecem. Braços cruzados não combinam com os filhos de Deus. É por isso que o amanhã nunca deve ser o objetivo, mas sim o hoje. Aqueles que foram alcançados por Cristo são capacitados pelo Espírito Santo para que nunca esmoreçam. 

O versículo em destaque nos ensina a colocar a mão na massa agora porque só podemos fazer qualquer coisa enquanto estivermos vivos. Apenas em vida podemos adorar ao Senhor com esta condição terrena. Apesar das dificuldades, dores e lutas, o nosso chamado é para servir e perseverar. É por isso que desistir ou "empurrar com a barriga" nunca deve ser uma escolha de quem é filho de Deus. Lembremos que, ao fazermos as nossas atividades, por mais complexas que sejam, estamos adorando ao Senhor que nos capacitou. 

O Senhor nos capacita para múltiplas atividades, e realizá-las resulta em adoração ao nosso Deus! 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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19 de outubro de 2026

Facilidades

Todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos (2Tm 3.12).

Leitura Bíblica: Apocalipse 2.8-11 

Todos gostam de facilidades. Com a evolução tecnológica, muitas atividades que antes eram complexas hoje são mais práticas e confortáveis. Anos atrás, fui à fazenda de um conhecido no sul. Enquanto estávamos lá, fomos à roça e vimos a colheita de milho. Ali conheci uma “colheitadeira” moderna, com cabine fechada e ar-condicionado. Tudo de última geração para facilitar a vida no campo. Sem tecnologia, como seriam as colheitas no passado? 

A questão é que nem tudo neste mundo é sinônimo de facilidade. A vida cristã é exemplo disso, como declarado no versículo em destaque. Isso é fato. Aliás, alguém já afirmou que se sua vida cristã se resume a tempos de calmaria, paz, sossego, sem qualquer tipo de luta ou perseguição, é porque possivelmente você a está vivendo errado. Andar com Cristo é ir na contramão e ser inimigo do mundo. Não existe meio termo (Tg 4.4). 

No texto bíblico, Jesus afirma estar ciente das perseguições, lutas e sofrimentos daqueles irmãos por não se “moldarem” aos valores do mundo. Ele os alerta de que mais dificuldades estavam por vir e que deveriam permanecer firmes (vs.9-10), e assim foi. Esmirna era um grande polo esportivo da época, e os vencedores ganhavam uma coroa feita com louros. Por isso, o Mestre garante àqueles irmãos que sua persistência e fidelidade seriam recompensadas com a “coroa da vida”. O Senhor tinha orgulho dessa igreja, que permaneceu fiel mesmo diante da perseguição que sofria e a ausência de facilidades. Seu sofrimento e dor aqui na terra, por fidelidade a Cristo, lhe rendia a certeza da recompensa do galardão eterno. Se aquela igreja se tornou materialmente pobre em sua época, aos olhos de Jesus era rica e próspera. 

Se quisermos ser cristãos fiéis, também padeceremos perseguições. Mas lembremos que Jesus de tudo está ciente, e que tem guardada para nós uma recompensa na eternidade. 

Se em sua vida cristã tudo está correndo às mil maravilhas, provavelmente você está fazendo algo errado. 

Marcelo Matias, Poços de Caldas/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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