14 de maio de 2026

Reconciliação

Tudo isso [nossa salvação e transformação] provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação (2Co 5.18).

Leitura Bíblica: Filemom 1.1-20 

Não é fácil a reconciliação – além de difícil, é trabalhosa. Se ela vem de um desentendimento havido em certo momento quando fomos prejudicados, achamos que devemos ter alguma vantagem no acordo. Nunca, porém, existe um momento fácil para depor as armas, sejam elas quais forem: físicas, financeiras, emocionais e até espirituais. 

No texto bíblico, quando Paulo escreve essa carta, ele sabia que teria de haver uma reconciliação sem precedentes entre Filemom e seu escravo Onésimo, que provavelmente havia fugido. Então o apóstolo, no papel de reconciliador, vai expondo os motivos, abrandando a possível ira do lado prejudicado, inundando o papel com palavras doces que lembravam a graça divina com a qual ambos haviam sido tratados. 

Você já tentou ser reconciliador? Eu já. Algumas vezes tive pleno êxito naquilo que creio ser o papel para o qual fomos chamados: o ministério da reconciliação. Outras vezes, não obtive êxito algum; por mais tentativas de mensagens, encontros e até cartas, tal como Paulo fez a Filemom, um dos lados se recusou e a vida prosseguiu. Desisti? Não. Apenas mudei o foco, colocando a oração como prioridade para algo que estava além do meu alcance e da minha ação. Não é fácil ser um reconciliador, mas é um ministério que devemos exercer como imperativo, afinal, somos imitadores de Deus, que enviou seu próprio Filho para morrer em uma cruz e nos reconciliar com ele por meio desse sacrifício. 

Está ao seu alcance ser um reconciliador. Faça isso! Aja! Tente todas as estratégias para que as pessoas voltem a se falar, se encontrar, se relacionar, a comungar e a orar. E assuma a responsabilidade de anunciar a reconciliação de Deus com os homens, por intermédio de Jesus, e a promover a harmonia entre os seres humanos. 

A primeira pessoa a buscar reconciliação foi o próprio Deus, quando perguntou: “Adão, onde você está?” 

Andréa Pavel, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de maio de 2026

Ser santo

O SENHOR disse a Moisés: “Diga o seguinte a toda a comunidade de Israel: ‘Sejam santos porque eu, o SENHOR, o Deus de vocês, sou santo’” (Lv 19.1-2).

Leitura Bíblica: Levítico 20.22-26 

Na Palavra de Deus, “ser santo” é um convite para que os seres humanos se tornem parecidos com o Senhor em sua perfeição. Significa buscar intencionalmente viver em santidade, livre das amarras do pecado, tendo como referência Cristo, nosso Senhor e Salvador! Para isso, é necessário sempre observar os preceitos do Senhor; ou seja, não é simplesmente um estado, mas um viver diário dedicado a servir a Deus em nossos atos e comportamentos. É imitar o Senhor em seu caráter, que é perfeito, imaculado, ou seja, santo! 

A santidade não é obtida da noite para o dia, mas um processo contínuo de renovação e transformação, no qual o indivíduo busca alcançar um estilo de vida baseado nos princípios e valores do Senhor. Isso requer de todos nós renunciar ao pecado, livrando-nos das práticas que desagradam ao Eterno; sempre confessar os pecados, porque estes nos separam de Deus; buscar a face do Senhor pela oração e leitura da Bíblia, pois é dessa forma que podemos conhecer a vontade do Soberano para nossa vida e caminhar de acordo com ela. 

A leitura bíblica e o verso em destaque deixam bem claro que a ordem divina para viver em santidade não é uma escolha, pois a pureza, além de honrar e agradar a Deus, define a nova natureza e conduta do cristão em contraste com seu estilo de vida anterior à salvação. Essa ordem é relembrada no Novo Testamento: “Assim como é santo aquele que os chamou, sejam também santos em toda a sua conduta, pois está escrito: ‘Sejam santos, porque eu sou santo’” (1Pe 1.15-16). 

Tal busca não é um alvo distante, mas uma estrada que podemos percorrer com o auxílio de nosso Conselheiro, o Espírito Santo, que sempre nos conduzirá à verdade, nos alertará quando estivermos “flertando” com o pecado e, se pecarmos, nos convencerá da transgressão e nos levará ao arrependimento. 

O chamado à santidade não é uma ordem apenas para pastores, padres ou missionários, mas para todos os cristãos. 

Arthur Queiroz Pereira, Nova Friburgo/RJ. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de maio de 2026

Onde eu estava?

Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir (Sl 139.16).

Leitura Bíblica: Jó 38.1-11 

Jó era um homem íntegro e temente a Deus, mas, em determinado momento, o Senhor permitiu que ele fosse tentado e testado pelo inimigo. O patriarca sofreu, questionou, reclamou, indignou-se e precisou ser repreendido pelo Senhor por meio de um discurso lindo e poético, com perguntas sem respostas. Foi aí que os olhos de Jó se abriram para a majestade de Deus. Assim, ele reconheceu sua pequenez e recitou um dos mais belos versículos da Bíblia: “Eu te conhecia de ouvir falar, mas agora os meus olhos te veem!” (Jó 42.5) 

Há alguns anos, ainda criança, meu neto nos questionou: “Onde eu estava antes de nascer?” E não houve argumento que o convencesse de que ele não existia neste mundo, mas que já estava previsto no conselho de Deus. Até brinquei e disse que ele aguardava, em uma longa fila de espera, a hora de vir ao mundo. Relendo o livro de Jó (caps.37--41), constatei que foi exatamente a mesma pergunta que Deus fez àquele homem : “Onde você estava quando lancei os alicerces da terra?” (v.4). Uma pergunta retórica. E o patriarca, assombrado, calou-se! 

Assim como Jó, quando os sofrimentos chegam e nos fazem refletir sobre as nossas dores e provações, o ideal é meditar na grandeza do Senhor, abrir os olhos da fé e agradecer por nossa vida ter sido escolhida e pensada no coração de Deus. Ele nos viu antes da fundação do mundo e sabia que, em alguns momentos, ficaríamos fracos e perderíamos o rumo, mas nos deu entendimento, pelo Espírito Santo, a fim de que pudéssemos contar com a sua presença e ajuda. 

O Senhor nos tem permitido alegrias e vitórias, assim como dores e dissabores. Por isso, precisamos compartilhar esse amor que nos traz conforto quando olhamos para o passado, nos sustenta no presente e nos dá paz quanto ao futuro. 

Eu conhecia Deus de ouvir falar, mas, quando desmoronei, meus olhos se abriram e pude reconhecer seu grande amor. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de maio de 2026

Habilidades

Há diferentes tipos de dons, mas um mesmo Espírito (1Co 12.4).

Leitura Bíblica: Êxodo 35.30-36.1 

Conta-se que, durante a execução da famosa obra no teto da Capela Sistina, o escultor Michelangelo teria sido questionado por que gastar tanto tempo e esforço em detalhes que não seriam vistos facilmente do chão. “Deus vê”, teria ele respondido, revelando que o que fazia era com excelência, dedicação e uma forma de adoração ao Senhor. 

No texto bíblico, lemos sobre Bezalel e Aoliabe, que receberam um dom especial de Deus tanto para fazer, quanto para ensinar desenhos e trabalhos em madeira, ouro, pedras – não importava o material necessário – para a confecção dos utensílios da Tenda do Senhor. Tudo deveria ser feito da melhor forma e com os melhores materiais. Deus lhes deu inteligência para realizar a obra no tabernáculo, como ele mesmo ordenara. Até aquele momento, essa habilidade talvez não tivesse sido tão necessária, mas naquele momento era crucial. 

Deus sempre levanta pessoas capacitadas para que sua obra seja feita e executada com excelência. Ele pode levantar você também. Muitas vezes, nos comparamos com outros que possuem suas habilidades e achamos que somos desqualificados porque não temos “aquele” talento. Porém a igreja, como um corpo, precisa de pessoas que atuem em diversas áreas, inclusive a sua. Talvez você se interesse por um campo que ainda não tenha ninguém em sua igreja para atuar. Que tal orar ao Senhor e perguntar: como posso servir-lhe e aos outros com a habilidade que recebi? 

Nesse processo, é importante estar conectado ao Corpo de Cristo em uma igreja local, pois é ali que você poderá servir com suas habilidades. Deus não lhe capacitaria para algo se você não tivesse condição de servi-lo e aos outros. Cada habilidade encontra seu espaço: louvor, mídias, artes, liderança, ensino, intercessão, administração, cuidador de crianças ou idosos... Tudo o que você fizer, faça com o coração, servindo a Deus, e ele o recompensará. 

Use as habilidades que recebeu com toda excelência para servir ao Senhor e ao próximo. 

Ingelid Gundt Pinheiro, Igrejinha/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de maio de 2026

Gerando frutos

Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o agricultor. Ele corta todo ramo que, estando em mim, não der fruto. E poda todo aquele que der fruto, para que dê mais fruto ainda (Jo 15.1-2).

Leitura Bíblica: Gálatas 5.22-23 

Há alguns anos, fui presenteada com um pequeno vaso que tinha um cacto. Para minha surpresa, na mesma vasilha nasceu um pé de limão. Fiquei muito feliz e já providenciei um lugar para que aquele pequeno limoeiro pudesse crescer melhor. Nesse mesmo período, nasceu uma jabuticabeira em nosso quintal. Fui cuidando, regando e protegendo as pequenas plantas, e logo o pezinho de jabuticaba estava dando as suas primeiras frutas, por sinal, muito saborosas e bonitas. Por outro lado, o limoeiro continuava apenas crescendo e nada de produzir limões, somente espinhos. A terra e o cuidado eram os mesmos, porém, um deu fruto e o outro, não. 

Isso me fez refletir sobre nossas ações uns com os outros. Muitas vezes, crescemos na mesma família, temos o mesmo círculo de amigos e podemos até frequentar a mesma igreja; entretanto, nem todos agem da mesma forma. Podemos fazer a seguinte reflexão: Deus nos chama para dar bons frutos, principalmente aquele gerado pelo Espírito Santo em nossa vida, que é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5.22-23). Além disso, o Senhor nos traz um alerta, conforme lemos no versículo em destaque: aqueles que não produzirem bons frutos serão lançados fora. Nesse sentido, dar frutos está relacionado a ações e pensamentos que não prejudiquem o próximo, mas que glorifiquem ao Soberano. 

Que Deus nos ajude a realmente produzir bons frutos, principalmente no relacionamento com os que estão à nossa volta, perdoando o outro com sinceridade, exercendo mais paciência, demonstrando mais alegria e bondade e lembrando sempre que, assim como Deus nos amou, também devemos amar uns aos outros (1Jo 4.11). 

Em nosso relacionamento com o próximo, temos o privilégio de mostrar Deus agindo em nosso coração. 

Miriane Heinrichs Hartmann, Juína/Mato Grosso. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de maio de 2026

Deus fiel

[O SENHOR] se lembra para sempre da sua aliança, a palavra que ordenou por mil gerações (Sl 105.8).

Leitura Bíblica: Salmo 105.1-45 

Não sei você, mas muitas vezes “piso na bola” com Deus. Tem dias que sinto vergonha de mim mesmo por repetir certos erros, não controlar a língua, perder a paciência, não fazer tudo como se estivesse fazendo para o Senhor... Depois das falhas, vem o peso na consciência e a tristeza da alma, e a primeira coisa a fazer é correr para o Pai e, mesmo com vergonha, confessar os pecados e crer que ele é fiel apesar de mim. Ainda bem que por causa de sua fidelidade há perdão para o arrependido. 

O Salmo 105 celebra a forma fiel de Deus tratar seu povo e reflete sobre situações que os hebreus enfrentaram que poderiam tê-los exterminado. É um hino que se concentra na sabedoria, poder e fidelidade do Eterno; tinha o propósito de lembrar o povo dos grandes feitos do Senhor em seu favor ao longo da História e servia para instruir as futuras gerações a confiar em Deus e obedecer a seus mandamentos. 

A promessa da fidelidade de Deus ao seu povo tem muito a ver conosco hoje. O que Paulo escreveu aos gálatas também se aplica a nós: “Todos vocês são filhos de Deus por meio da fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados vestiramse de Cristo. Não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus. Se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3.26-29). Isso mostra que a promessa da fidelidade de Deus vale também para nós, que cremos em Cristo; e que somos como o povo da antiga aliança: crê, tropeça, cai, levanta, mas é recebido pelo Deus fiel. Paulo também afirmou: “Esta palavra é digna de confiança: se morremos com ele, com ele também viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos. Se o negamos, ele também nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar a si mesmo” (2Tm 2.11-13). Deus é fiel apesar de nós. Aleluia! 

“Deus é fiel; ele não pode nos abandonar, pois não pode abandonar a si mesmo.” (Agostinho de Hipona) 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de maio de 2026

Nostalgia

Penso nos dias que se foram, nos anos que há muito se passaram (Sl 77.5).

Leitura Bíblica: Salmo 77.1-5,12-14 

Minha filha e neta, com seus respectivos maridos, foram visitar a avó que mora em um lugar muito bonito, mas que traz muitas lembranças e saudades. Como esperado, as memórias vieram à tona: o último Natal comemorado com a família completa e os registros do pôr do sol, com o pai orientando os melhores ângulos para as fotos, trouxeram muita emoção. Antes que eles voltassem para casa, visitaram ainda outra cidade, outro jardim e outros amigos. A lembrança das orquídeas floridas da casa, agora silenciosa, sem a presença da tia querida que as recebia com um enorme sorriso de boas-vindas, trouxe profunda dor ao coração. 

Somos feitos de emoção e saudade. E quando chegam datas especiais e festivas, os preparativos para os encontros carregam lembranças dolorosas. As reuniões de família trazem à memória os lugares deixados por aqueles que amamos e se foram e, por isso, acabamos sofrendo. As músicas, as conversas, as comidas – tudo traz nostalgia. Depois de uma pandemia assoladora, das datas comemorativas vazias e dos vários lugares desocupados, nos tornamos um poço de lágrimas, de memórias e de saudades dos queridos que nos deixaram. Como poderemos tornar as lembranças nostálgicas em motivos de alegria e gratidão? Temos de tomar muito cuidado para não nos tornarmos pessoas amargas ou que não superam as tragédias nem seguem em frente. Todos os dias, Deus nos dá motivos para agradecer por termos vivenciado lindos momentos de amor, amizade, música e risos com os amados que partiram. Quando trazemos à memória todo o bem que o Senhor nos faz, colocando em nosso caminho pessoas que iluminaram nossos dias e abençoaram nossa vida, podemos agradecer e crer que aqueles que nos deixaram precocemente estão vivendo no melhor lugar preparado aos filhos de Deus. Em algum momento, estaremos com eles, onde viveremos ao lado do Senhor da vida, da alegria e da eternidade. 

Nosso consolo vem daquele que é poderoso para nos confortar e alegrar neste mundo de aflições e dores. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de maio de 2026

Acusações

Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Mas, se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo (1Jo 2.1, NAA).

Leitura Bíblica: Oseias 4.1-3 

Você já assistiu a um julgamento na hora em que são feitas as acusações contra o réu? Geralmente, é um momento muito tenso, pois, a partir disso, iniciam-se as argumentações a favor e contra o acusado. Provas são apresentadas, embates acontecem. No final, é lido o veredito: culpado ou inocente. 

Na leitura bíblica, também há uma acusação sendo feita. Ainda não é o ambiente de um julgamento, mas é anunciado aos filhos de Israel que o próprio Deus tem uma contenda, uma controvérsia contra eles. A acusação é que a terra está de luto (v.3). O motivo é que, entre eles, não há verdade, amor e conhecimento do Senhor. O profeta Oseias tem a ingrata tarefa de anunciar isso ao povo. Mas a verdade, por mais difícil que seja, precisa ser dita. 

Verdade e amor são atributos de Deus em sua essência. E, por não haver conhecimento do Senhor, tais características “sumiram” da sociedade. Mas a que tipo de conhecimento o profeta se refere? Não se trata necessariamente de ter informações a respeito de Deus, nem são os aspectos intelectuais. Conhecer a Deus é como relacionar-se com uma pessoa. Isso só é possível quando se está perto, se caminha junto, se aprende com ele seguindo suas orientações. Assim é o Senhor, desde o início. Verdade e amor podem até, aparentemente, existir sem Deus, mas não passam de frutos artificiais que, no final das contas, não servem para nada porque são falsos e resultarão na acusação do Senhor. O que fazer então? O Novo Testamento nos apresenta Jesus, o único caminho até o Pai. O próprio Filho de Deus veio a este mundo como um advogado (1Jo 2.1) daqueles que admitem sua situação de pecadores e que não conhecem, de fato, a Deus como alguém pessoal. Jesus nos apresenta o Pai e possibilita que nos tornemos filhos daquele que é a verdade e o amor. 

Caminhe com Jesus e receba o veredito: absolvido! 

Alison Diogo Heinz, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de maio de 2026

Desculpas

Cada um examine os próprios atos e, então, poderá ter orgulho de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá carregar a própria carga (Gl 6.4-5).

Leitura Bíblica: Jeremias 43.1-7 

Tem gente que arruma desculpas para tudo. Isso é mais fácil do que ter de reconhecer falta de disciplina, falha pessoal ou necessidade de mudança de atitude. Tal postura também serve para esconder o orgulho. Fiz um propósito de dar o menor número de desculpas possível e assumir a responsabilidade pelos meus atos: tanto o que faço, como o que deixo de fazer. Isso é bem difícil e exige esforço e, muitas vezes, quando me deixo levar por uma desculpa, sei que estou errada, mas essa é uma forma de esconder meu orgulho para não admitir que errei. 

No texto bíblico, diante da invasão babilônica, alguns líderes do povo buscaram Jeremias para que ele consultasse a Deus se deveriam fugir para o Egito, mas quando o profeta deu o recado – que deviam permanecer onde estavam –, eles não deram ouvidos. Eram orgulhosos demais para abrir mão de seus planos e admitir que estavam errados. O mais conveniente foi arrumar desculpas: acusar Jeremias de mentiroso e de desejar vê-los arruinados. Poderiam argumentar o que quisessem, mas sabiam quem estava certo. O preço pago por causa disso foi caro. A palavra do Senhor se cumpriu, e os babilônios os alcançaram lá no Egito. 

Quantas vezes tentamos arrumar desculpas para algo que não queremos ouvir, admitir, fazer ou mudar? Que pretextos temos dado para Deus ou para as pessoas? Todos nós temos argumentos para não nos comprometermos com Deus, não perdoar, não mudar no relacionamento com o cônjuge ou entre pais e filhos. E tem ainda: “Como posso agir diferente se ele age assim comigo?” Essa frase é uma desculpa, mas Cristo nos capacita a agir de forma diferente. O melhor que temos a fazer é abrir o coração para o que Deus quer falar e tratar com cada um. O tratamento do Senhor pode não ser agradável naquele momento, mas a recompensa valerá a pena. 

Evite desculpas e evasivas para justificar seus atos. Prefira agir com retidão, porque Deus tudo vê. 

Ingelid Gundt Pinheiro, Igrejinha/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de maio de 2026

Trabalhador

Vocês plantarão, mas não colherão; espremerão azeitonas, mas não se ungirão com o azeite; espremerão uvas, mas não beberão o vinho (Mq 6.15).

Leitura Bíblica: Miqueias 6.10-16 

No Brasil, no dia 1º de maio, celebramos o Dia do Trabalhador, embora essa data seja celebrada em dias diferentes em muitos países. O objetivo é marcar as conquistas dos trabalhadores ao longo da História, uma vez que, antigamente, eles já chegaram a trabalhar quase cem horas semanais. Com o passar do tempo, incorporou-se a celebração da bênção do trabalho para o homem e para sua família como fonte de sustento, provisão e bem-estar; e para a sociedade, como responsável pelo progresso e desenvolvimento da nação. 

Dessa forma, essa data passou a ser sinônimo da bênção do trabalho como fonte de provisão e como algo que enriquece a vida humana como meio de desenvolvimento e realização pessoal. No entanto, no texto em referência, não há uma relação direta entre essas coisas. Nele, o trabalhador pode morrer de trabalhar e não ver os frutos e os resultados dos seus esforços. Isso pode acontecer com ele, com sua família e com uma nação. Quando isso acontece? Quando nosso trabalho não vem acompanhado da bênção de Deus por causa do nosso estilo de vida contrário à sua vontade. 

Isso estava acontecendo com Israel, uma vez que sua atitude não agradava a Deus: não obteriam resultados favoráveis, apesar de todo esforço, porque suas vidas estavam associadas a violência, injustiça, corrupção, exploração dos mais fracos e mentira. As consequências dessas atitudes estão descritas neste texto: "Se o SENHOR não for o construtor da casa, inútil será o trabalho dos construtores. Se o SENHOR não vigiar a cidade, inútil será a vigília da sentinela. Inútil será para vocês levantar cedo e dormir tarde, trabalhando arduamente por alimento. Pois ele concede o sono a quem ama" (Sl 127.1-2). 

Sejamos vigilantes e façamos aquilo que agrada a Deus para colhermos bons frutos do trabalho de nossas mãos. 

Se você deseja ver resultados em seus esforços, alinhe seu estilo de vida à vontade de Deus, que é boa e perfeita. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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