[Jesus]
foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das
nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas
suas feridas fomos curados (Is 53.5).
Leitura
Bíblica: Lucas 2.1-9
Há
tempos, o Natal tem sido adaptado ao consumo de todos: uma mera tradição que
fala de paz e amor, cheia de luzes, enfeites, presentes, no cenário de um
estábulo em Belém, ao som de canções típicas. O presépio tem bichos fofinhos a
rodear um bebê; mas a manjedoura é, na verdade, um cocho em que, momentos
antes, comiam os animais – último lugar onde se colocaria um recém-nascido. O
estábulo, sujo e com cheiro de esterco, era impróprio para um parto; mas ali
Maria deu à luz, em condições tão precárias, por falta de opção. Um anjo
anunciou o nascimento de Jesus a pastores no campo e, em seguida, um coro
angelical explodiu em adoração a Deus. Que paradoxo! O mais lindo coral da
história não foi ouvido por líderes religiosos, nobres ou reis, mas pela ralé.
Quando
Jesus nasceu, Israel era dominado por Roma. Os judeus viviam subjugados, em
pobreza e pagando impostos extorsivos ao Império.
Logo
após o nascimento, José, Maria e o bebê Jesus mudaram-se para o Egito, fugindo
de Herodes. Anos depois, de volta a Israel, estabeleceram-se em Nazaré,
vilarejo tão pobre e infame que as pessoas perguntavam: pode vir alguma coisa
boa de lá? Jesus viveu de forma modesta, como seu povo.
Mas
o fato mais notável do Natal é que, naquele berço improvisado, o Pai já via a
sombra da cruz. Jesus veio para isso. Cresceu e se tornou o “Servo Sofredor”,
conforme Isaías profetizou cerca de 700 anos antes. Releia o versículo em
destaque, que resume a sua obra. Sim, o Natal raiz não é menos lindo – pelo
contrário! A maravilha do momento em que o Deus Único, Eterno e Absoluto
mostrou como se importa conosco, a ponto de fazer-se um de nós e, como homem,
tomar sobre si a culpa pela nossa maldade – inclusive toda indiferença e ódio
que recebeu sem merecer.
O
Natal raiz rende louvores àquele que deixou sua glória, tornou-se um de nós
para pagar a pena que era nossa.
Miguel
Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído
do site https://presentediario.transmundial.org.br
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