22 de julho de 2026

Vem, filho!

Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e abandona encontra misericórdia (Pv 28.13).

Leitura Bíblica: Hebreus 4.15-16 

Eu tinha apenas seis anos quando, na cantina da escola, ao me abaixar, vi uma bala caída no chão. Olhei em volta, coloquei-a no bolso e, no mesmo instante, senti o peso do erro; mas fiquei com vergonha de devolvê-la e fui embora. Ao sair da escola, não tive coragem de chupar a bala; a vergonha me consumia, então guardei-a novamente no bolso. 

Chegando em casa, troquei de roupa e fui com meus pais a um culto na casa de amigos. Levei a bala comigo, mas tomado pelo arrependimento, procurei um jeito de me livrar dela: enterrei-a no quintal. Meu coração apertava, e a vergonha me torturava! No dia seguinte, comprei uma balinha e levei para a dona da cantina. Senti-me leve, e aquela experiência me ensinou preciosas lições. 

Por muito tempo, senti vergonha de voltar para Deus após pecar. Pensava que ele não me perdoaria, ou que não me queria mais perto dele. Em vez de correr para o Altíssimo, eu acabava me distanciando. Mas sempre que essa luta surgia, a lembrança da bala enterrada vinha à tona: fugir do problema só prolonga a dor; é preciso voltar para onde ele pode ser resolvido (Tg 4.8a). 

Certa vez, aconselhando uma jovem que enfrentava o mesmo dilema, o Consolador me trouxe uma palavra que transformou minha caminhada: “Toda vez que pecar, não fuja de mim, mas corra para os meus braços” (1Jo 1.9). Era Deus chamando: “Vem, filho!”. O verso em destaque nos ensina que esconder o pecado apenas nos afasta do Senhor, mas confessá-lo e deixá-lo nos aproxima de sua misericórdia. 

Desde o Éden, a vergonha leva o ser humano a fugir do Criador, Mas o coração do Pai nunca mudou: ele nos chama de volta para si. O Redentor não rejeita quem se arrepende; ele perdoa, acolhe e restaura. Assim como o filho pródigo foi recebido com amor e festa (Lc 15.11-24), nós também somos recebidos de braços abertos. 

Pecou? Não fuja de Deus! Confesse seu pecado e corra para o Pai, que sempre está de braços abertos lhe esperando. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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