6 de janeiro de 2026

Justo Juiz

[O SENHOR] passou diante de Moisés, proclamando: “SENHOR, SENHOR, Deus compassivo e misericordioso, tardio em irar-se e cheio de amor leal e fidelidade” (Êx 34.6).

Leitura Bíblica: 1 Crônicas 21.1-13 

A Bíblia relata que Davi era um homem segundo o coração de Deus. Isso significa que a decisão de torná-lo rei não teve por base o desejo do povo, mas, sim, o coração do Senhor, que é cheio de amor e fidelidade. O monarca pecou ao desobedecer à ordem divina. O orgulho subiu à sua cabeça, então, cedeu à tentação de demonstrar que era um grande rei com um exército notável. 

Mesmo sendo aconselhado por Joabe, um de seus oficiais, Davi não deu ouvidos e pecou por fazer um levantamento de suas tropas. Logo depois, o Eterno enviou um profeta para confrontá-lo com uma sentença de juízo. O rei deveria escolher: três anos de fome sobre seu povo, três meses de ataques de inimigos - quando muitos morreriam nas batalhas - ou três dias sob a espada de Deus. Davi preferiu cair nas mãos do Todo-Poderoso e não nas dos homens, pois sabia que estes são cruéis e perversos, enquanto o Senhor, mesmo corrigindo seu povo, é rico em misericórdia. 

Muitos se perguntam por que Deus não intervém na maldade do mundo. Na verdade, a crueldade que existe é resultado da cobiça, do orgulho, ou seja, do pecado do homem. O juízo de Deus sobre a Terra tem como objetivo didático ensinar e corrigir o ser humano, para que este se volte para o Senhor e, por intermédio do sacrifício de Cristo na cruz, tenha seu relacionamento com o Criador restaurado. Porque, de uma forma radical e imediata, para destruir a maldade que há no mundo e no coração humano, Deus deveria extinguir, acabar com tudo. Entretanto, ele enviou seu único Filho para morrer em nosso lugar, perdoar nossos pecados e nos tornar seus filhos e herdeiros da vida eterna. Davi escolheu ser corrigido por Deus porque conhecia seu caráter e sabia que o Senhor sempre age com amor e fidelidade. 

Deus, o Justo Juiz, julga com base em sua misericórdia e amor. 

Ricardo Larsen da Silva, Teo/La Coruña. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de janeiro de 2026

Exortem-se

Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro (Mt 18.15a).

Leitura Bíblica: Gálatas 2.11-18 

Você já teve a experiência de confrontar a atitude de alguma pessoa? Quando você vê alguém fazendo algo errado, prefere ignorar para evitar o conflito? Ou conversa educadamente com ele para o ajudar naquela situação? Fato é que, no dia a dia, há várias circunstâncias que nos colocam numa posição de fazer algo ou deixar para lá, afinal, não queremos confusão. Mas, “quem sabe que deve fazer o bem e não o faz comete pecado” (Tg 4.17). 

No texto bíblico, vemos um conflito entre Pedro e Paulo. O ex-pescador estava comendo com alguns gentios, mas quando vê os judeus chegando, afasta-se e une-se a estes últimos por medo. Ora, Pedro foi discípulo direto de Jesus, e era um dos principais líderes da igreja do seu tempo. Ele andou sobre as águas, tocou no Senhor, o viu ressurreto e era instrumento de Deus para muitos milagres (At 3.1-8; 5.15-20). Paulo, por sua vez, chegou depois, com um histórico de perseguidor de cristãos. Talvez fosse mais jovem do que Pedro. O novo apóstolo parece estar muito convicto de sua submissão à autoridade de Jesus e, se fosse necessário, exortaria o “grande Pedro” por agir de forma incoerente com a Palavra. Então não se acovardou e, por amor àquele irmão, o exortou para que agisse de forma adequada. 

Para o cristão, vale muito mais obedecer à Palavra do que ao politicamente correto. Jesus ensinou como devemos agir quando alguém errar contra nós. Em primeiro lugar, devemos falar a sós com o indivíduo. Se ele não reconhecer seu erro, repetir a confrontação com duas ou três testemunhas e, se necessário, levar o assunto à igreja. Se ainda assim ele não assumir sua ofensa, deve ser excluído da congregação (Mt 18.15-17). 

Que Cristo nos ajude a nos posicionarmos em amor diante dos erros que vemos neste mundo. Afinal, ver algo errado e ignorar não faz parte do nosso compromisso com Jesus e com a verdade. 

Confrontar o erro do irmão a fim de ajudá-lo a se corrigir e crescer é prova de amor a ele, à igreja e a Cristo. 

Aislan Henrique Greuel, Rio Negro/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de janeiro de 2026

Cada um por si

Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram (Jr 31.29b).

Leitura Bíblica: Ezequiel 18.1-32 

Uma crença estranha tem surgido: há quem acredite que ninguém mais é culpado. Por mais que um indivíduo erre e cometa crimes, sempre alguém vai achar que a culpa não é dele, mas dos pais, professores, patrões, amigos e até mesmo da sociedade. Sim, para os que seguem essa linha, ninguém mais é culpado de nada. E ninguém é pecador, pois todos são fruto do meio em que vivem. Mas isso não é novidade. 

Vemos no texto da leitura de hoje algo parecido. Os israelitas, ao serem castigados por Deus por causa dos seus pecados, julgavam-se injustiçados. Inclusive, para confirmar que estavam sofrendo por culpa dos seus antepassados, diziam que os pais comeram uvas verdes, ou seja, erraram, pecaram, mas os dentes dos filhos é que se embotavam e sofriam as consequências. 

Na leitura bíblica, Ezequiel mostra que essa queixa é falsa. Na verdade, o Senhor, justo como é, trata cada um individualmente. Os filhos não pagam pelos pecados dos pais nem recebem afagos divinos pelo que seus genitores fizeram de bom. 

Em sua soberania e bondade, Deus poupou Salomão por amor a Davi (1Rs 11.13). Mas, de modo geral, os pais não pagam pelos filhos nem são beneficiados pelo que eles fazem de bom. E vice-versa. Assim, podemos afirmar que é cada um por si e Deus por todos. 

No tribunal divino, cada um será julgado pelos próprios atos. Mas o Senhor, como revelado a Ezequiel, não deseja castigar ninguém, pelo contrário, chama todos ao arrependimento e dá o seu perdão aos arrependidos (Ez 18.32), ou seja, ele é a favor de todos, e não contra. 

Já que Deus é a favor e chama os pecadores ao arrependimento, o melhor é parar de se queixar como se fôssemos vítimas e deixar de aguardar recompensas pelo que os outros fizeram. Antes, reconheçamos nossos próprios erros, confessando e mudando nosso caminho, antes que venha o julgamento. 

A responsabilidade diante de Deus é individual! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de dezembro de 2025

Balanço final

Esqueçam o que se foi; não vivam no passado (Is 43.18).

Leitura Bíblica: Salmo 18.1-50 

Hoje é o último dia de mais um ano. Em minha infância, a data era festejada no centro das grandes cidades com a famosa chuva de papel picado. Muitos dos documentos produzidos nos escritórios durante o ano, considerados obsoletos, eram picotados e despejados, por volta do meio-dia, das janelas dos prédios, inundando as ruas. Também acontecia a limpeza nas gavetas dos locais de trabalho. Tudo novo; vida nova. Se no mundo secular essa prática era tradição, por que não fazemos o mesmo? Além de jogar fora as lembranças das más experiências, podemos propor sermos diferentes do que temos sido. Que tal acrescentar bons propósitos à nossa vida, dentro dos padrões de Deus e do Senhor Jesus? Ao olhar para trás, contemplemos todas as bênçãos que ele nos concedeu no ano que se passou: saúde, vida, liberdade, forças e sabedoria; a lista pode ser ampliada de acordo com as lembranças de cada um. 

Algo importante de se lembrar e agradecer são os cinco sentidos que Deus nos concedeu para podermos interagir com o mundo que ele criou. O olfato, que nos permite identificar o perfume da pessoa amada, de um buquê de flores, o aroma dos alimentos, o cheiro do ar após uma chuva; o paladar, que nos possibilita sentir o gosto da comida e das bebidas, conforme a preferência; a audição, que nos permite reconhecer os sons de uma linda música, ouvir a voz de todos à nossa volta; a visão, que nos mostra toda a criação do Senhor, além de nossos queridos, a quem podemos contemplar; e o tato, que aproxima pais e filhos na troca de afagos, torna especial um abraço nos amigos e o recebimento de um beijo caloroso de quem se ama. A lista de presentes é longa. 

Neste dia, não se esqueça de louvar e agradecer ao Senhor do céu e da terra por todas as bênçãos, em especial, o perdão e a misericórdia por ele concedidos que nos tornam filhos do Pai Celestial. 

O novo ano é uma página em branco que Deus nos concede para escrevermos uma nova história. 

Nelson Ellert, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de dezembro de 2025

Atitude

O rei [Nabucodonosor] fez perguntas [a Daniel e seus amigos] sobre todos os assuntos que exigiam sabedoria e discernimento e descobriu que eram dez vezes mais sábios do que todos os magos e encantadores de todo o seu reino (Dn 1.20).

Leitura Bíblica: Daniel 1.1,8-21 

Quem conhece a história e o livro de Daniel sabe que Nabucodonosor, rei da Babilônia, depois de sitiar Jerusalém, levou Jeoaquim, rei de Judá, os utensílios do templo de Jerusalém e jovens cultos, sábios, nobres e sem defeito para sua nação. Lá, esses jovens foram preparados e educados para depois servir no império babilônico. Entre eles estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias. 

Os quatro jovens tomaram uma atitude surpreendente, pois resolveram não se contaminar com a comida e bebida servidas a eles, que eram as mesmas oferecidas ao rei. Eles não se rebelaram contra a situação, apenas não se contaminaram com o ambiente em que estavam vivendo. Assim, puderam fazer diferença na Babilônia e diante de reis aos quais serviram, inclusive governantes de outros povos que depois dominaram a nação. A atitude de não se contaminar com os alimentos e se manter fiéis a Deus fez com que se tornassem notáveis, conforme o versículo em destaque. 

Qual tem sido a sua atitude diante das circunstâncias da vida e de pessoas que ainda não têm um relacionamento com Deus? Você tem se contaminado com aquilo que acontece ao seu redor e desagrada a Deus, conforme a sua Palavra, ou você tem mantido uma postura firme verdadeiramente cristã, influenciando de forma positiva o ambiente onde vive? É possível nos encontrarmos em um ambiente onde a prática de coisas erradas e ilegais seja normal. Nesse caso, é fácil passar a adotar esses procedimentos que desagradam a Deus e, quando nos damos conta, muitas vezes é tarde, e o mau testemunho já foi dado. 

Sejamos vigilantes! Jesus disse que devemos vigiar e orar para não cair em tentação. Daniel e seus amigos permaneceram vigilantes. Sigamos o exemplo deles também. 

Seja sóbrio e vigilante. Ore e pratique a Palavra de Deus para não desagradar ao Senhor com as suas ações! 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de dezembro de 2025

Dores

Pois [o SENHOR] não menosprezou nem repudiou o sofrimento do aflito (Sl 22.24a).

Leitura Bíblica: Salmo 56.1-13 

Tempos atrás, conheci uma senhora bem idosa na fisioterapia. Ela foi diagnosticada com Alzheimer e era levada às sessões por um neto amoroso, que cuidava de suas carências físicas, materiais e afetivas. Depois de fazer alguns exercícios, ela sempre reclamava que estava sentindo dores, no entanto, o neto nos contou que ela teve um problema de saúde anos antes e ficou com a memória da dor. Na realidade, não existia mais qualquer vestígio da doença. Mas aquela senhora nos olhava firmemente e falava com convicção: “Tenho sim, muita dor! Eu é que sinto! Ninguém sente por mim!” 

Assim é a nossa vida. Só nós sentimos a dor que nos aflige. Ninguém pode senti-la por nós. Podemos imaginar o sofrimento do outro, mas só isso. Às vezes, as pessoas pensam que estamos curados de traumas, ainda assim, não podem imaginar o quanto a memória da dor, da saudade e da aflição continua ativa. Ninguém tem como determinar o tempo para a cura das dores emocionais, que podem ser aliviadas com terapias e remédios. Porém, muitas vezes, deixam cicatrizes que nunca mais se apagam. É nesse momento que a comunhão com Deus faz toda a diferença. Quando chegamos ao limite, é hora de entregar o fardo pesado, impossível de carregar sozinho, nas mãos do Senhor. Por isso, quero trazer à memória esperanças adormecidas – aquelas que nos conduzem ao Pai, apesar de nossas perguntas retóricas, de nossas dúvidas e do sentimento egoísta: “Por que comigo?” E, à luz dessas esperanças, sinto plena convicção de que jamais caminhamos sós. Dessa forma, continuamos vivendo, lutando, sentido dores e alegrias, mesmo sem as respostas que gostaríamos de obter. Então, peço a Deus que permaneça ao lado de todos os que sofrem, muitas vezes, dores e tristezas ainda maiores do que as minhas. 

Confiemos na companhia constante do Senhor, pois nenhuma aflição que nos é imposta é maior do que o amor que nos consola. 

Mesmo que a memória da dor nunca se apague, ela se torna suportável quando é tratada pelo Senhor. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de dezembro de 2025

Menino Jesus

Simeão disse a Maria: “Este menino está destinado a causar a queda e o levantamento de muitos em Israel” (Lc 2.34b).

Leitura Bíblica: Lucas 2.25-35 

Houve em Jerusalém, no início do século 1º, um homem chamado Simeão. Ele não era um poderoso governante nem líder em seu país. Mas, mesmo sendo simples e citado uma única vez, a Bíblia destaca que era um “homem justo e piedoso” (v.25a). E devido ao seu caráter e confiança nas promessas do Senhor, ele “esperava a consolação de Israel” (v.25b), ou seja, aguardava a vinda do Messias prometido. Naqueles dias, a nação estava sob o domínio de Roma e tinha a fé enfraquecida. Simeão ansiava pela restauração de sua pátria. Apesar das circunstâncias, ele esperava a consolação. Mas sua espera tinha um quê de certeza, pois o texto afirma que “o Espírito Santo estava sobre ele” (v.25c), e havia lhe revelado que “não morreria antes de ver o Cristo do Senhor” (v.26b). 

Certo dia, o Espírito o moveu ao templo. Chegando lá, Simeão identificou o menino Jesus, então com 2 meses de idade, trazido pelos seus pais para cumprirem o que a lei ordenava (v.27b). Ao se aproximar do menino, aquele homem o tomou nos braços e louvou a Deus. Por ver nele o prometido Messias, ele pôde dizer: “Agora podes despedir em paz o teu servo” (v.29a). Sentia-se preparado para morrer, pois viu a salvação com seus próprios olhos (v.30). 

Simeão ainda abençoou aquela família e contou a Maria as duas missões de Jesus quando adulto: “Este menino está destinado a causar a queda (ou seja, juízo) e o levantamento (salvação) de muitos em Israel” (v.34b). Haveria, porém, os que o rejeitariam e consentiriam com a crucificação. Em relação a isso, também alertou Maria sobre o sofrimento dela: “Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma” (v.35b). Mas sabemos que seria só por um tempo, porque, três dias depois, ele ressuscitaria dentre os mortos, garantindo a vida eterna para todo aquele que o recebe como seu Salvador. 

Que destino o “menino” Jesus já trouxe ou ainda trará à sua vida? A perdição ou a salvação eterna? 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de dezembro de 2025

Natal raiz

[Jesus] foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados (Is 53.5).

Leitura Bíblica: Lucas 2.1-9 

Há tempos, o Natal tem sido adaptado ao consumo de todos: uma mera tradição que fala de paz e amor, cheia de luzes, enfeites, presentes, no cenário de um estábulo em Belém, ao som de canções típicas. O presépio tem bichos fofinhos a rodear um bebê; mas a manjedoura é, na verdade, um cocho em que, momentos antes, comiam os animais – último lugar onde se colocaria um recém-nascido. O estábulo, sujo e com cheiro de esterco, era impróprio para um parto; mas ali Maria deu à luz, em condições tão precárias, por falta de opção. Um anjo anunciou o nascimento de Jesus a pastores no campo e, em seguida, um coro angelical explodiu em adoração a Deus. Que paradoxo! O mais lindo coral da história não foi ouvido por líderes religiosos, nobres ou reis, mas pela ralé. 

Quando Jesus nasceu, Israel era dominado por Roma. Os judeus viviam subjugados, em pobreza e pagando impostos extorsivos ao Império. 

Logo após o nascimento, José, Maria e o bebê Jesus mudaram-se para o Egito, fugindo de Herodes. Anos depois, de volta a Israel, estabeleceram-se em Nazaré, vilarejo tão pobre e infame que as pessoas perguntavam: pode vir alguma coisa boa de lá? Jesus viveu de forma modesta, como seu povo. 

Mas o fato mais notável do Natal é que, naquele berço improvisado, o Pai já via a sombra da cruz. Jesus veio para isso. Cresceu e se tornou o “Servo Sofredor”, conforme Isaías profetizou cerca de 700 anos antes. Releia o versículo em destaque, que resume a sua obra. Sim, o Natal raiz não é menos lindo – pelo contrário! A maravilha do momento em que o Deus Único, Eterno e Absoluto mostrou como se importa conosco, a ponto de fazer-se um de nós e, como homem, tomar sobre si a culpa pela nossa maldade – inclusive toda indiferença e ódio que recebeu sem merecer. 

O Natal raiz rende louvores àquele que deixou sua glória, tornou-se um de nós para pagar a pena que era nossa. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de dezembro de 2025

Feliz Natal!

Disse o anjo a José: [Maria] dará à luz um filho e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o povo dele dos seus pecados (Mt 1.21).

Leitura Bíblica: Lucas 1.26-38 

Hoje, em muitos lares, vários preparativos estão sendo feitos para uma ceia, a fim de celebrar uma ocasião muito especial: o nascimento de Jesus Cristo! Celebramos o Natal por gratidão a Deus pela maior de todas as bênçãos que ele poderia nos dar - Jesus Cristo. Sabemos que ele não nasceu no dia 25 de dezembro, mas isso não faz diferença. O que importa é que ele nasceu, por isso, com adoração, louvor, gratidão e profunda alegria, podemos e devemos celebrar. 

Na leitura bíblica, vemos a conversa do anjo com Maria. Nessa “anunciação”, ele trouxe uma síntese do que significa o Natal para todos nós: “Alegra-te...o Senhor é contigo” (v.28, A21). Também podemos nos alegrar pela presença do Senhor, pois Jesus é o “Emanuel”, o Deus conosco! “Não tenha medo!” (v.30). Diante da manifestação do Senhor, podemos viver sem medo, pois ele é amor, porque sua graça é melhor que a vida. Ela nos sustenta e nela nos fortificamos. 

“Ficará grávida e terá um filho” (v.31). Temos de estar abertos para Jesus nascer em nossa vida, a fim de sermos coparticipantes da natureza divina e deixar Cristo ser formado e viver em nós, sabendo que ele é o Senhor. “O Espírito Santo virá sobre você” (v.35). Jesus nasce em nós pelo poder do Espírito Santo; este nos enche, nos conduz e nos dá certeza de que somos da família de Deus. “Nada é impossível para Deus” (v.37). Para o Senhor, o sobrenatural é o comum; temos nossos limites, mas para o Altíssimo, não há barreiras ou impossíveis. 

“Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra” (v.38). Como Maria, devemos nos colocar à disposição de Deus. Sua humildade e submissão mostram que ela estava preparada para suportar os comentários, vexames e para o privilégio de sofrer por Jesus. Celebre esta noite com essas verdades! 

Alegre-se pelo nascimento de Jesus Cristo, o Deus que se fez homem e habitou entre nós. E tenha um feliz Natal! 

Itamir Neves de Souza, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de dezembro de 2025

Será o fim!

Ele destruirá os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e os arcos de batalha serão quebrados. Ele proclamará paz às nações e dominará de um mar a outro, e do Eufrates até os confins da terra (Zc 9.10).

Leitura Bíblica: Zacarias 9.9-17 

A História não é cíclica, como muitos afirmam, mas possui começo, meio e fim! É comum ouvirmos que tudo se repete. Não é o que a Bíblia ensina! A Palavra de Deus mostra que a história humana é teleológica, isto é, tem um propósito e caminha para um fim. Ela teve um começo – a criação: “No princípio, Deus criou...” Ele deu o pontapé inicial na História; teve um meio – seu glorioso plano de salvação por intermédio de Cristo; e, lá no fim, o próprio Deus fechará a História com a segunda vinda do seu Filho. 

O texto da leitura bíblica fala do meio e do fim. Profetiza a primeira vinda de Jesus – o rei que virá montado num jumentinho (v.9) – e também fala da segunda vinda, quando o rei dispensará instrumentos de guerra e estabelecerá a paz (vs.10-15). Mas há outras profecias, tanto no Antigo como do Novo Testamento. Por exemplo, o Senhor trouxe um sermão profético, anunciando os sinais de sua volta (Mt 24–25) e o livro de Apocalipse apresenta Deus fechando a História. 

Em sua primeira vinda, Jesus veio no tempo certo de Deus, e o mesmo acontecerá quando ele retornar, oferecendo paz às nações com seu reinado de justiça e amor. Ele veio porque Deus prometeu destruir a obra do diabo e resolver o problema do pecado com sua morte; e, assim, preparar a humanidade para esse fim - o desfecho da História com sua segunda vinda, quando estabelecerá seu governo final, vencendo todo mal que se levantará contra os filhos de Deus. Essa será a última guerra! Não é maravilhoso saber que, em Cristo, venceremos todo mal? 

E você, está preparado para esse fim? Aceite, pela fé, os benefícios da morte de Jesus em seu lugar quando veio pela primeira vez. 

Quem entende e aceita o porquê da primeira vinda de Jesus não precisa temer quando o fim chegar. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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