26 de dezembro de 2025

Menino Jesus

Simeão disse a Maria: “Este menino está destinado a causar a queda e o levantamento de muitos em Israel” (Lc 2.34b).

Leitura Bíblica: Lucas 2.25-35 

Houve em Jerusalém, no início do século 1º, um homem chamado Simeão. Ele não era um poderoso governante nem líder em seu país. Mas, mesmo sendo simples e citado uma única vez, a Bíblia destaca que era um “homem justo e piedoso” (v.25a). E devido ao seu caráter e confiança nas promessas do Senhor, ele “esperava a consolação de Israel” (v.25b), ou seja, aguardava a vinda do Messias prometido. Naqueles dias, a nação estava sob o domínio de Roma e tinha a fé enfraquecida. Simeão ansiava pela restauração de sua pátria. Apesar das circunstâncias, ele esperava a consolação. Mas sua espera tinha um quê de certeza, pois o texto afirma que “o Espírito Santo estava sobre ele” (v.25c), e havia lhe revelado que “não morreria antes de ver o Cristo do Senhor” (v.26b). 

Certo dia, o Espírito o moveu ao templo. Chegando lá, Simeão identificou o menino Jesus, então com 2 meses de idade, trazido pelos seus pais para cumprirem o que a lei ordenava (v.27b). Ao se aproximar do menino, aquele homem o tomou nos braços e louvou a Deus. Por ver nele o prometido Messias, ele pôde dizer: “Agora podes despedir em paz o teu servo” (v.29a). Sentia-se preparado para morrer, pois viu a salvação com seus próprios olhos (v.30). 

Simeão ainda abençoou aquela família e contou a Maria as duas missões de Jesus quando adulto: “Este menino está destinado a causar a queda (ou seja, juízo) e o levantamento (salvação) de muitos em Israel” (v.34b). Haveria, porém, os que o rejeitariam e consentiriam com a crucificação. Em relação a isso, também alertou Maria sobre o sofrimento dela: “Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma” (v.35b). Mas sabemos que seria só por um tempo, porque, três dias depois, ele ressuscitaria dentre os mortos, garantindo a vida eterna para todo aquele que o recebe como seu Salvador. 

Que destino o “menino” Jesus já trouxe ou ainda trará à sua vida? A perdição ou a salvação eterna? 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de dezembro de 2025

Natal raiz

[Jesus] foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados (Is 53.5).

Leitura Bíblica: Lucas 2.1-9 

Há tempos, o Natal tem sido adaptado ao consumo de todos: uma mera tradição que fala de paz e amor, cheia de luzes, enfeites, presentes, no cenário de um estábulo em Belém, ao som de canções típicas. O presépio tem bichos fofinhos a rodear um bebê; mas a manjedoura é, na verdade, um cocho em que, momentos antes, comiam os animais – último lugar onde se colocaria um recém-nascido. O estábulo, sujo e com cheiro de esterco, era impróprio para um parto; mas ali Maria deu à luz, em condições tão precárias, por falta de opção. Um anjo anunciou o nascimento de Jesus a pastores no campo e, em seguida, um coro angelical explodiu em adoração a Deus. Que paradoxo! O mais lindo coral da história não foi ouvido por líderes religiosos, nobres ou reis, mas pela ralé. 

Quando Jesus nasceu, Israel era dominado por Roma. Os judeus viviam subjugados, em pobreza e pagando impostos extorsivos ao Império. 

Logo após o nascimento, José, Maria e o bebê Jesus mudaram-se para o Egito, fugindo de Herodes. Anos depois, de volta a Israel, estabeleceram-se em Nazaré, vilarejo tão pobre e infame que as pessoas perguntavam: pode vir alguma coisa boa de lá? Jesus viveu de forma modesta, como seu povo. 

Mas o fato mais notável do Natal é que, naquele berço improvisado, o Pai já via a sombra da cruz. Jesus veio para isso. Cresceu e se tornou o “Servo Sofredor”, conforme Isaías profetizou cerca de 700 anos antes. Releia o versículo em destaque, que resume a sua obra. Sim, o Natal raiz não é menos lindo – pelo contrário! A maravilha do momento em que o Deus Único, Eterno e Absoluto mostrou como se importa conosco, a ponto de fazer-se um de nós e, como homem, tomar sobre si a culpa pela nossa maldade – inclusive toda indiferença e ódio que recebeu sem merecer. 

O Natal raiz rende louvores àquele que deixou sua glória, tornou-se um de nós para pagar a pena que era nossa. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de dezembro de 2025

Feliz Natal!

Disse o anjo a José: [Maria] dará à luz um filho e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o povo dele dos seus pecados (Mt 1.21).

Leitura Bíblica: Lucas 1.26-38 

Hoje, em muitos lares, vários preparativos estão sendo feitos para uma ceia, a fim de celebrar uma ocasião muito especial: o nascimento de Jesus Cristo! Celebramos o Natal por gratidão a Deus pela maior de todas as bênçãos que ele poderia nos dar - Jesus Cristo. Sabemos que ele não nasceu no dia 25 de dezembro, mas isso não faz diferença. O que importa é que ele nasceu, por isso, com adoração, louvor, gratidão e profunda alegria, podemos e devemos celebrar. 

Na leitura bíblica, vemos a conversa do anjo com Maria. Nessa “anunciação”, ele trouxe uma síntese do que significa o Natal para todos nós: “Alegra-te...o Senhor é contigo” (v.28, A21). Também podemos nos alegrar pela presença do Senhor, pois Jesus é o “Emanuel”, o Deus conosco! “Não tenha medo!” (v.30). Diante da manifestação do Senhor, podemos viver sem medo, pois ele é amor, porque sua graça é melhor que a vida. Ela nos sustenta e nela nos fortificamos. 

“Ficará grávida e terá um filho” (v.31). Temos de estar abertos para Jesus nascer em nossa vida, a fim de sermos coparticipantes da natureza divina e deixar Cristo ser formado e viver em nós, sabendo que ele é o Senhor. “O Espírito Santo virá sobre você” (v.35). Jesus nasce em nós pelo poder do Espírito Santo; este nos enche, nos conduz e nos dá certeza de que somos da família de Deus. “Nada é impossível para Deus” (v.37). Para o Senhor, o sobrenatural é o comum; temos nossos limites, mas para o Altíssimo, não há barreiras ou impossíveis. 

“Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra” (v.38). Como Maria, devemos nos colocar à disposição de Deus. Sua humildade e submissão mostram que ela estava preparada para suportar os comentários, vexames e para o privilégio de sofrer por Jesus. Celebre esta noite com essas verdades! 

Alegre-se pelo nascimento de Jesus Cristo, o Deus que se fez homem e habitou entre nós. E tenha um feliz Natal! 

Itamir Neves de Souza, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de dezembro de 2025

Será o fim!

Ele destruirá os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e os arcos de batalha serão quebrados. Ele proclamará paz às nações e dominará de um mar a outro, e do Eufrates até os confins da terra (Zc 9.10).

Leitura Bíblica: Zacarias 9.9-17 

A História não é cíclica, como muitos afirmam, mas possui começo, meio e fim! É comum ouvirmos que tudo se repete. Não é o que a Bíblia ensina! A Palavra de Deus mostra que a história humana é teleológica, isto é, tem um propósito e caminha para um fim. Ela teve um começo – a criação: “No princípio, Deus criou...” Ele deu o pontapé inicial na História; teve um meio – seu glorioso plano de salvação por intermédio de Cristo; e, lá no fim, o próprio Deus fechará a História com a segunda vinda do seu Filho. 

O texto da leitura bíblica fala do meio e do fim. Profetiza a primeira vinda de Jesus – o rei que virá montado num jumentinho (v.9) – e também fala da segunda vinda, quando o rei dispensará instrumentos de guerra e estabelecerá a paz (vs.10-15). Mas há outras profecias, tanto no Antigo como do Novo Testamento. Por exemplo, o Senhor trouxe um sermão profético, anunciando os sinais de sua volta (Mt 24–25) e o livro de Apocalipse apresenta Deus fechando a História. 

Em sua primeira vinda, Jesus veio no tempo certo de Deus, e o mesmo acontecerá quando ele retornar, oferecendo paz às nações com seu reinado de justiça e amor. Ele veio porque Deus prometeu destruir a obra do diabo e resolver o problema do pecado com sua morte; e, assim, preparar a humanidade para esse fim - o desfecho da História com sua segunda vinda, quando estabelecerá seu governo final, vencendo todo mal que se levantará contra os filhos de Deus. Essa será a última guerra! Não é maravilhoso saber que, em Cristo, venceremos todo mal? 

E você, está preparado para esse fim? Aceite, pela fé, os benefícios da morte de Jesus em seu lugar quando veio pela primeira vez. 

Quem entende e aceita o porquê da primeira vinda de Jesus não precisa temer quando o fim chegar. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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22 de dezembro de 2025

Deus conosco

A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamarão Emanuel, que significa “Deus conosco” (Mt 1.23).

Leitura Bíblica: Romanos 8.38-39 

Todas as vezes que leio o primeiro capítulo do evangelho de Mateus, meu coração se enche de alegria. No versículo em destaque, há a repetição de uma profecia (Is 7.14). Jesus viria ao mundo e seria “Deus conosco”. Esse é o significado do nome Emanuel. Aqui me emociono porque não é um “Deus conosco” apenas para os tempos bíblicos, mas para os dias de hoje e também para a eternidade; é Deus conosco em meio às tribulações e provações, assim como nas horas de gozo e alegria, quando tudo está indo bem, assim como quando perdemos o controle aparente das situações. Conforme o próprio Jesus diz: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28.20). 

Em certa ocasião, escutei um preletor falando sobre os tempos sombrios e a presença do Senhor. Ele disse que, às vezes, não sentiremos absolutamente nada: vamos orar e achar que não tem ninguém do outro lado; abrir a Bíblia e ler, mas parecer que o texto não penetra; obedecer aos preceitos bíblicos e, ainda sim, vir luta após luta. No entanto, a presença do Eterno é garantida porque ele nos prometeu. Ainda que não o sintamos e não o percebamos, isso não o impede de estar ao nosso lado, ou melhor, dentro de nós por meio do Espírito Santo, o selo de Deus em nós. Quantas vezes em toda a Bíblia lemos o Senhor registrando aos seus servos: “Não te deixarei nem te abandonarei?” Eu ainda não contei, mas sei que são inúmeras, e sei que essa promessa vale para todos nós, crentes em Jesus Cristo, o enviado de Deus para perdão dos nossos pecados e salvação da nossa alma. 

A síntese bíblica que podemos concluir é: nos tempos de bonança, nosso Pai sussurra em nossos ouvidos: “Estou com você!”, e nos tempos de tribulação grita: “Estou com você!”. Nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, o Emanuel, Deus conosco. 

Saber que Deus está conosco em todo o tempo enche nosso coração de paz. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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19 de dezembro de 2025

Ele nos prova

Pois tu, ó Deus, nos provaste (Sl 66.10a, A21).

Leitura Bíblica: Êxodo 15.22-27 

Os israelitas estavam muito felizes pelo que lhes havia acontecido naquele dia: o mar Vermelho se abriu. Eles temiam não escapar dos egípcios, que os haviam escravizado e os perseguiam para matá-los. Mas Deus exterminou os inimigos, afogando-os no mar (Êx 14.26-28). Os israelitas ficaram tão surpresos e felizes com o socorro do Senhor que o louvaram em pleno deserto, como mostra o cântico de Moisés (Êx 15.1-21). 

Maravilhados com a estupenda vitória alcançada pelo poder de Deus, os israelitas partiram para o deserto de Sur, convictos de que sempre teriam a ajuda divina. No entanto, depois de caminharem três dias pelo deserto, encontraram uma fonte, mas sua água não era potável. Isso foi um teste para os israelitas. Diante dessa situação, o povo murmurou contra Moisés: “Que beberemos?” (v.24b). No fundo, estavam reclamando contra Deus que os havia socorrido ao abrir o mar. Agora, o Senhor queria prová-los. O quanto criam nele? “Moisés clamou ao SENHOR, e este lhe indicou um pedaço de madeira. Ele o lançou na água, e esta se tornou boa” (v.25). 

Deus se preocupa em atender às nossas necessidades básicas, mas ele não quer apenas suprir nossas carências físicas, como a da água. Quer também nos dar a instrução e a disciplina, como fez ao povo: “O SENHOR lhes deu estatutos e ordenanças e os pôs à prova” (v.25b). As ordens foram as seguintes: 1) ouvir atentamente à sua voz; 2) fazer o que é justo diante dele; 3) dar ouvidos aos seus mandamentos; e 4) obedecer a todos os seus estatutos. E ele prometeu que, agindo assim, nenhum mal viria sobre eles (v.26c). Dessa forma, o povo foi abençoado. Depois, chegaram a Elim, que era um verdadeiro oásis (v.27b). 

O Senhor está pronto a cuidar de cada uma de nossas necessidades: física, emocional e espiritual. Mas também seremos abençoados se obedecermos aos seus princípios expostos em sua Palavra. 

Por nos amar, Deus quer nos salvar do mal. Uma vez salvos, ele nos educa, prova e abençoa. Não o abandonemos! 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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18 de dezembro de 2025

Esperar

A nossa esperança está no SENHOR; ele é o nosso auxílio e o nosso escudo (Sl 33.20).

Leitura Bíblica: Salmo 37.7-9 

Muitos, como eu, ficam um pouco ou muito irritados quando têm de esperar. É difícil aguardar para ser atendido em uma consulta, na fila ou uma reunião começar e até mesmo acabar. Mas a espera faz parte da vida. Algumas decorrem da negligência humana, mas outras existem porque fazem parte do plano de Deus. A Bíblia nos ensina em algumas passagens que devemos esperar no Senhor. “Descanse no SENHOR e aguarde por ele com paciência” (Sl 37.7); “Espere pelo SENHOR. Seja forte!” (Sl 27.14); “Espere pelo SENHOR, e ande no caminho dele” (Sl 37.34). 

A espera em Deus nunca deve nos irritar, muito menos nos fazer questionar o seu propósito. Devemos, como Davi em nosso texto-base, aguardar com confiança e paz. Esperar naquele que sabe o que faz, que é dono do tempo e que sabe o momento apropriado para cada coisa acontecer. 

O pastor Paul David Tripp disse: “Para o filho de Deus, esperar não significa apenas o que ele vai receber ao final desse tempo. O Senhor usa esse período para fazer em mim e através de mim exatamente o que prometeu. Por meio da espera ele está me transformando, está mudando os meus pensamentos e desejos. Enquanto aguardo, ele me leva a ver e a experimentar novas coisas sobre ele e sobre seu reino. Tudo isso me molda e me capacita a ser uma peça mais útil em suas mãos redentoras”. 

A espera faz parte de nossa formação. Enquanto aguardamos, amadurecemos. Muitas vezes nosso problema nesse intervalo está relacionado à insegurança do que virá e à falta de controle de quando virá. Mas quem espera no Senhor sabe que o livramento virá e que sua alma pode descansar. Quem aguarda no Senhor segue o seu caminho tranquilamente. Essa caminhada fortalece seu coração. “Portanto estejam com a mente preparada, prontos para agir; estejam alertas e ponham toda a esperança na graça que será dada a vocês quando Jesus Cristo for revelado” (1Pe 1.13). 

Esperar no Senhor e sentir paz é uma das maiores provas de fé que podemos dar a nós mesmos. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de dezembro de 2025

Autor do amor

[Jesus disse]: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mt 5.44).

Leitura Bíblica: Lucas 6.32-36 

Como é difícil quando nos sentimos traídos, feridos ou perseguidos por alguém. Na hora de deitar, parece que os pensamentos maus se intensificam. Desejos de vingança, ira e raiva não nos deixam dormir. 

Li uma história que era o testemunho de uma senhora que passou por uma experiência assim. Ela disse: “Numa ocasião, já era meia-noite e eu não conseguia conciliar o sono, por causa de uma cruel injustiça que havia sofrido e cuja lembrança me atormentava. O amor que cobre todas as transgressões (1Pe 4.8-11) parecia ter fugido do meu coração. Então, em agonia, clamei a Deus por poder para obedecer à sua determinação de cobrir a injustiça com amor. Imediatamente, o Espírito Santo começou a operar em mim o poder que produziu o esquecimento. Mentalmente, cavei um túmulo. Tirei a terra até fazer uma cova profunda. Depositei ali dentro a mágoa que me feria. Depressa, comecei a soterrá-la. Sobre a terra coloquei grama, e, sobre esta, rosas e miosótis. Então, fui-me embora. Suave me veio o sono depois disso. A ferida quase mortal foi sarada sem uma cicatriz, e hoje não sei o que me causou a dor”. 

É bem mais fácil guardar mágoa do que esquecê-la. Não é fácil enterrar a injustiça, mas é necessário. A Bíblia nos ensina a perdoar e diz que devemos amar, seguir em amor, viver em paz e depositar diante de Deus todas as nossas aflições (Sl 55.22). Quando somos perseguidos, lembremos que a ira pertence a Deus e ele retribuirá a cada um conforme a sua vontade. E quando tivermos dificuldade em perdoar, precisamos trazer à memória o perdão imerecido que recebemos do Senhor. 

Que nossa oração seja como esta: “Deus, que por amor cobriste os meus pecados e os apagaste, os perdoaste e me purificaste, que o mesmo amor, Autor do amor, que em mim foi derramado, cubra também faltas de alguém que a mim haja magoado” (Lettie Cowman). 

Coloquemos nossas aflições diante de Deus, porque ele cuida de nós. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de dezembro de 2025

Lave só os pés

Quando vocês estavam mortos por causa das transgressões e da incircuncisão da carne de vocês, Deus lhes deu a vida com Cristo. Ele nos perdoou de todas as transgressões e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças e que era contra nós. Ele a removeu, pregando-a na cruz (Cl 2.13-14).

Leitura Bíblica: João 13.1-10 

Na leitura bíblica, Jesus lava os pés de seus discípulos. Os historiadores afirmam que essa era uma tarefa indigna, que cabia ao escravo mais simples da casa. Costumamos olhar para esse episódio do lava-pés como um momento em que o Mestre deixa uma lição de humildade e serviço, para que seus seguidores também busquem servir, e não serem servidos. Sem dúvida, é uma lição que todos devemos aprender. Mas, com a atitude de Pedro, o Senhor nos ensina algo interessante. Ele não quer permitir que Jesus lave seus pés. Porém, o Mestre insiste. Diante disso, o discípulo impulsivo pede para o Senhor lavar não apenas os seus pés, mas também as mãos e a cabeça (v.9). Então, Jesus ministra algo de grande profundidade a todos nós: “Quem já se banhou precisa apenas lavar os pés; todo o seu corpo está limpo” (v.10). Olhando para o futuro, Jesus afirmou que, com sua morte na cruz, ele perdoaria todos os nossos pecados. Todos! (Veja versículo em destaque). 

Porém, ainda estamos neste mundo e, por causa de nossa natureza pecaminosa, é inevitável que cometamos alguns pecados, que são como poeira em nossos pés, pois nosso corpo todo já foi lavado pelo sangue de Jesus derramado na cruz. 

O cristão que tem o conhecimento dessa verdade deve buscar viver uma vida de santidade e ser, a cada dia, mais parecido com Cristo. Nossa salvação foi pela graça, mas não foi de graça. Custou um alto preço: o precioso sangue de Jesus. Assim, não podemos viver na prática deliberada do pecado (cf. Hb 10.26). Porém, quando pecarmos, devemos lavar só os pés, confessando o pecado a Deus, crendo que ele certamente nos perdoará. 

“Se confessarmos os nossos pecados, [Deus] é fiel e justo para perdoar os nossos pecados” (1Jo 1.9a). 

Clarice Tammerik Inácio da Silva, Santo André/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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15 de dezembro de 2025

Socorro

Quanto a mim, sou pobre e necessitado; vem depressa em minha direção, ó Deus. Tu és o meu socorro e o meu libertador; não te demores, ó SENHOR! (Sl 70.5)

Leitura Bíblica: Salmo 70.1-5 

Você já esteve em situações de desespero? Davi já, e a primeira coisa que ele fazia, como vemos no Salmo 70, era recorrer a Deus. Ameaçado por seus inimigos, sabia que em sua própria força não venceria as adversidades. Ele fez esse pedido como se estivesse dizendo isso ao Senhor a plenos pulmões e, talvez, com lágrimas no rosto. Não confiar na própria “justiça” é um requisito básico para aqueles que se dizem cristãos. Somos manchados pelo pecado, logo, nosso conceito de justiça foi prejudicado após a queda de Adão e Eva. É por isso que Davi busca a justiça divina, para que o Senhor entre com providência contra aqueles que têm colocado a vida dele em perigo. 

Por vezes, nos sentimos injustiçados e perguntamos: por que as coisas são assim? A resposta está no pecado. Ele nos afastou daquilo que Deus, em sua perfeita vontade, nos havia preparado. Aqueles que reconhecem que dependem do Senhor podem se alegrar em sua grandeza e em sua ajuda sempre presente. Andar com Deus é lembrar que estávamos fadados à condenação, mas fomos resgatados. Merecíamos o inferno, porém, o Altíssimo olhou para nós, pobres e necessitados, e viu que nossos inimigos tentavam triunfar sobre aqueles a quem ele amou desde o princípio. Ele nos deu o céu. 

Talvez você esteja em uma situação de desespero semelhante à de Davi, porém, a resposta não está no dinheiro, em armas, influência ou poder. No seu desespero, feche os olhos e conte a Deus sobre a sua angústia ou tristeza. Talvez, as lágrimas rolem. Algumas de minhas orações mais desesperadas foram em madrugadas, regadas por muito choro. Quando me lembro das palavras do salmista ao pedir: “não te demores, SENHOR,” a alegria da esperança enche o meu ser porque vejo que o Deus de justiça e bondade está pronto a socorrer aqueles que abrem o coração em sua presença. 

Orações sinceras são portas abertas para o socorro de Deus. 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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