10 de novembro de 2025

Abriram-se os olhos

O SENHOR respondeu [a Moisés]: “Eu mesmo o acompanharei e lhe darei descanso” (Êx 33.14).

Leitura Bíblica: Lucas 24.13-16 

Lucas narra alguns fatos sobre a ressurreição de Jesus. Entre eles, conta que dois de seus discípulos, a caminho de Emaús, conversavam sobre os acontecimentos – a crucificação e morte do Senhor, que eram o assunto do momento. Estavam decepcionados e sem esperança. O texto diz que Jesus se aproximou e passou a acompanhá-los. 

O que chama a atenção é que eles não perceberam a ilustre presença do Senhor, que já havia ressuscitado, pois “os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo” (v.16). Essa situação permaneceu assim por um longo tempo. Jesus os ouve descrevendo os acontecimentos e fala com eles expondo as Escrituras. Chegando à cidade, o Senhor foi convidado a entrar na casa deles, que só o reconheceram quando estavam à mesa, e Jesus “tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. Então, os olhos deles foram abertos e o reconheceram” (vs.30-31). Primeiro, “os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo” e, depois, “seus olhos foram abertos”. 

Às vezes, isso acontece conosco. Somos discípulos de Jesus, mas, por algum motivo, nossos olhos estão fechados. Afirmamos que o Senhor está presente em nossa vida. Falamos com ele a respeito de alguma coisa que necessita de sua ação poderosa, porém, nossos olhos não conseguem ver a solução. Podemos comentar as notícias do dia a dia, caminhar, ir para casa com Jesus, mas não notamos a sua presença. Às vezes, a solução para o problema que estamos enfrentando está bem próxima. Mas isso só ocorrerá quando nossos olhos se abrirem para Jesus. “Ele não nos deixa ver seu caminho até o último instante, antes de abri-lo. E, então, assim que o descerra, descobrimos que ele estava andando ao nosso lado em todos os passos, muito antes de ao menos desconfiarmos do significado disso” (A. B. Simpson). 

Jesus está sempre conosco, mesmo que não percebamos sua presença. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de novembro de 2025

Fuga

Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? (Sl 139.7)

Leitura Bíblica: Jonas 1.1-3 

Jonas é conhecido por muitos como o profeta “fujão”. Ele tinha a responsabilidade de ser o porta-voz de Deus em sua terra, ou seja, deveria transmitir ao povo tudo o que o Senhor lhe mandasse falar. 

Deus o enviou para Nínive a fim de pregar àquele povo o arrependimento de suas obras más. Os ninivitas eram uma nação cruel e inimiga histórica dos israelitas. Em meio a uma missão tão complicada, nossa leitura mostra que Jonas decidiu ir para a direção oposta àquela que lhe fora ordenada. E não só isso: o texto afirma que ele fugiu da presença do Altíssimo. Para os judeus, o templo em Jerusalém representava, e ainda representa, o local da presença de Deus, assim como, para muitos povos antigos e atuais, os templos religiosos representam um lugar sagrado, com a presença divina. 

O salmista afirma que Deus – o Criador de todas as coisas – vê tudo e não há como fugir de sua presença. Por vezes, também tomamos a mesma atitude de Jonas e tentamos fugir de situações que deveríamos enfrentar: um lugar, um povo ou uma circunstância que nos desagrada ou desafia. Em vez de nos aproximarmos de Deus, colocando-nos diante do trono da sua graça, e clamarmos por sua misericórdia e seu favor para cumprir o propósito dele, preferimos escapar da situação que o Senhor mandou que enfrentássemos. Alguns, inclusive, deixam de congregar porque se sentem ofendidos pela atitude de alguém ou porque acreditam que as divergências com alguns irmãos se resolverão sozinhas. Outros deixam de visitar familiares e parentes porque avaliam que o dano sofrido em suas emoções foi tão grande que fugir dos encontros é a solução. 

Deus nos capacita e nos manda perdoar para que sejamos agentes da paz que promovem a vontade do Pai, que é sempre boa, agradável e perfeita. Não é fácil enfrentar esses problemas, mas o Senhor nos capacita. 

Ainda que desejemos fugir de uma situação, Deus nos dá graça e favor para cumprir seus propósitos. 

Ricardo Larsen da Silva, Teo/La Coruña. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de novembro de 2025

Tua vontade

Venha o teu reino; seja feita a tua vontade na terra como no céu (Mt 6.10).

Leitura Bíblica: Salmo 143.8-10 

Milhões de pessoas repetem essas palavras sem conhecer qual é a vontade de Deus. Muitos sabem, mas não têm interesse que essa vontade seja feita! É provável que nós mesmos não consideremos seriamente essas palavras quando oramos, porém, a prática da vontade do Senhor é a mais importante atividade do ser humano em todo tempo. E, para realizá-la, precisamos conhecê-la. 

A vontade de Deus se manifesta na precisão matemática dos sistemas estelares, no espaço sideral, e nas forças incalculáveis do núcleo de um átomo. Ela foi também realizada na criação do homem e da mulher, mas o bom relacionamento destes com seu Criador foi quebrado pelo desejo do ser humano. Então, pela “vontade de Deus”, o Senhor enviou seu Filho Unigênito, como homem, para nos reconciliar com o Pai. É a vontade graciosa do Pai nosso que está no céu que, então, se manifesta miraculosamente! 

Muitos pensam que o querer de Deus se expressa simplesmente nos dez mandamentos. Porém, existem muitas outras orientações, como: usar a inteligência e vigiar os pensamentos, escolher os alimentos, trabalhar, ganhar e gastar dinheiro e tratar bem a família e o próximo. Somos instruídos a respeitar as leis do país, a pagar impostos e empréstimos. Ainda somos orientados quanto aos relacionamentos humanos, a vida sexual e tantos outros assuntos. 

Agora, se queremos saber a vontade de Deus, precisamos ler a Bíblia, o livro no qual o Senhor trata de todos esses temas. Se não tivermos esse propósito, sofreremos, pois esse livro expõe “a vontade de Deus” para que sejamos felizes, realizando sua vontade, que é boa, agradável e perfeita. Observe que não é suficiente estudar a Palavra ou mesmo conhecer racionalmente a vontade de Deus. Mais do que tudo isso, é preciso praticá-la! Para que a vontade de Deus seja feita na terra, ela precisa, antes de tudo, ser feita em minha vida! 

Pai nosso, que estás nos céus, permita que eu entenda tua vontade e dá-me alegria em praticá-la. 

Edilaney Duarte Gonçalves, Americana/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de novembro de 2025

Certo e errado

O objetivo dessa ordem é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera (1Tm 1.5).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 12.13-14 

Você já parou para filosofar sobre o certo e o errado? Afinal de contas, o que é certo e o que é errado? De onde vieram os valores que definem uma coisa e outra? O texto de nossa leitura bíblica afirma que Roboão, o rei de Judá, reinou de forma que Deus reprovava, sem procurar, de todo o coração, qual era a vontade do Senhor. Vejamos: como a escuridão é definida pela ausência de luz, o errado, ao qual chamamos de pecado, é definido pela ausência de bondade (Tg 4.17). Sabendo que Deus é a encarnação do próprio bem (Sl 86.5 e 119.68), qualquer coisa contrária à sua natureza é má (Rm 3.23). O que isso quer dizer? Ao conhecê-lo, aprendemos a distinguir o certo do errado. Assim, pelo fato de Roboão não ter buscado a vontade de Deus, reinou de forma errada e, consequentemente, foi reprovado pelo Senhor. 

Recordo-me de uma atividade que promovi com jovens entre 12 e 17 anos. Eu queria ouvir deles a concepção do que seria certo e errado. No entanto, a maioria não soube dizer muita coisa além de: “O certo e o errado são definidos pela lei, pela cultura e pela sociedade”. A minha resposta a essas questões foi: “A lei, a cultura e a sociedade se modificam constantemente. Então, o certo e o errado também mudam?” Em suma, a definição daqueles jovens era um conceito em aberto, porém, é aí que está o grande perigo. Cremos que a Palavra de Deus é imutável e eterna, por isso, também cremos que, no Senhor, o conceito de certo e errado são bem definidos e imutáveis. 

Com esse texto, desejo provocar uma reflexão: se você quer buscar a Deus e honrá-lo, então entenderá o que é certo e errado, suas escolhas terão um alvo e certamente sua vida terá sentido. Dessa forma, nunca lhe faltará orientação, desde que seu desejo seja sempre honrar ao Senhor com aquilo que é certo. 

Em Deus e em sua Palavra, aprendemos o que é certo e o que é errado. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de novembro de 2025

Deus é grande

Pois o SENHOR é grande e digno de todo louvor, mais temível do que todos os deuses! (1Cr 16.25)

Leitura Bíblica: Lucas 1.46-55 

A leitura bíblica de hoje contém a narrativa a respeito da visita que Maria, virgem, porém grávida, fez à sua prima Isabel, idosa e estéril, mas que também gerava um filho, pela graça de Deus. Lucas fecha seu escrito sobre esse assunto apresentando o chamado “Cântico de Maria”, também conhecido como Magnificat, palavra latina que aparece em Lucas 1.46 na versão bíblica conhecida como Vulgata, na qual, em português, temos o termo “engrandece”. De fato, nesse cântico, Maria exalta ao Senhor. Demonstra que reconhece sua grandeza, exulta e se alegra ao extremo nele. 

Aplicando esse cântico aos dias atuais, podemos dizer que o texto mostra que nosso Deus é grande pelos seguintes motivos: 1) salva-nos nas dificuldades e da condenação; 2) faz coisas extraordinárias para nós; 3) é completamente santo; 4) demonstra misericórdia eterna para os que o temem; 5) rebaixa os soberbos; 6) exalta os humildes; e 7) cumpre as promessas que faz. 

Maria aprendeu muito sobre o esplendor de Deus quando ele se revelou a ela, dando-lhe a promessa de ser a mãe do Salvador. Por este e por muitos outros textos da Bíblia, e também pela experiência, sabemos que nosso Senhor é grande. Poderíamos escrever páginas e páginas demonstrando isso, pois ele ama pecadores como nós, criou e sustenta o universo, e ainda conhece tudo e todos! Deus é grande e apenas ele pode nos dar a vida eterna... Realmente, ele é notável e digno de toda honra, glória e louvor. Contudo, o que foi dito já é suficiente para mostrar um pouco de sua grandeza. Somos fracos e pequenos, mas o Eterno, que veio à Terra na pessoa de Jesus, é extremamente grande e magnífico. Diante disso, resta-nos declarar como Maria: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46-47). 

Deus é tão grande e poderoso, mas ama pecadores como nós. 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de novembro de 2025

Esquecido

Depois de três dias, [os pais de Jesus] o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas (Lc 2.46).

Leitura Bíblica: Lucas 2.41-52 

Certo domingo, depois do culto, deixei meu neto brincando com os amigos, aos cuidados do vovô, que depois o levaria para casa. Mas ele, distraído, foi embora e esqueceu o pequeno na igreja. Eu e minha filha estávamos comprando um lanche para o jantar quando o vovô ligou apavorado, avisando que tinha esquecido o garoto. Voltamos correndo para buscá-lo e lá estava ele, com alguns pais que tentavam nos avisar. 

Sempre fico pensando na aflição de Maria, mãe de Jesus, quando voltava para casa depois das festas em Jerusalém, e descobriu que o menino não estava na caravana. Pensou que ele estivesse com familiares, mas, como não o encontrou, voltou para Jerusalém e só o localizou três dias depois, no templo, discutindo com os mestres da lei, como está escrito no texto da leitura de hoje. Já perdi uma de minhas filhas, quando criança, na praia, e não gosto nem de lembrar do desespero que senti. Maria sabia que era mãe do Filho de Deus e, mesmo assim, ficou preocupada. Jesus teve uma infância como qualquer outra criança e recebeu o amor de Maria que, anos depois, viu o sofrimento do filho na cruz. Impotente, só pôde chorar e sofrer com ele. 

Não existe dor pior do que perder alguém que amamos. Temos convivido com essa tristeza. Logo no início da pandemia de Covid-19, Deus levou o querido e distraído vovô para o céu. E o nosso consolo é que ele hoje está feliz com o seu Salvador. Sabemos que foi só uma mudança de endereço prematura e inesperada, que nos deixou com uma dor imensa. Maria, em sua viagem, procurou pelo filho pré-adolescente durante três dias. Jesus, um jovem adulto, três dias depois de sua morte, ressurgiu e, com isso, resgatou, não só Maria, mas todos os que estavam irremediavelmente perdidos. Assim, garantiu nossa vida eterna ao seu lado. Que bom saber que Deus jamais nos esquece! 

Que a garantia da vida eterna nos console e nos encha de esperança! 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de outubro de 2025

Riqueza eterna

Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração (Lc 12.34).

Leitura Bíblica: Mateus 6.19-21 

O empresário alemão Adolf Merckle era dono de grandes empresas, especialmente na área da indústria farmacêutica, de cimento e de automóveis. Nos anos 1970, começou com empresas de origem familiar e implantou ideias novas que aumentaram sua fortuna nos anos 1990. Mesmo formado em Direito, atuava como investidor financeiro. 

Suas empresas chegaram a valer US$ 12,8 bilhões em 2007, até que veio a crise econômica no ano seguinte. Nessa ocasião, Merckle mergulhou em dívidas enormes, próximas ao valor total de seu patrimônio. Ele tentou reverter sua situação, mas não resistiu ao fracasso e se matou em 2009, aos 74 anos. Morreu ao se jogar na frente de um trem, trazendo consigo um bilhete escrito: “Me desculpem”. Como alguém pode morrer assim? 

Jesus nos ensina a viver com sabedoria enquanto estivermos neste mundo passageiro. “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e furtam” (v.19). Tesouros terrenos tendem a ser corroídos, roubados ou perdidos. Mantê-los conosco para sempre é inseguro. Quem tiver apenas isso, ficará sem nada após a morte. O Senhor também nos orienta em como viver até o fim de nossa existência: “Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam” (v.20). Alguém disse que a única coisa que levaremos para o céu são as almas que ganhamos para Jesus. 

Dediquemo-nos a praticar, de coração, o que o Senhor nos dirige a fazer durante a nossa vida na Terra. Ele nos reserva outros tesouros eternos, já prometidos e jamais perdidos para quem segue o Rei dos reis. Até mesmo os cristãos que não têm o suficiente para viver neste mundo serão supridos e saciados. Onde está o seu coração? Que tesouros você tem buscado? Os temporários deste mundo ou os eternos dos céus? 

Ser sábio é ajuntar os tesouros eternos nos céus e não acumular os tesouros temporários na Terra. 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de outubro de 2025

Maldição em bênção

Assim, podemos dizer com confiança: “O Senhor é o meu ajudador; não temerei. O que me podem fazer os homens?” (Hb 13.6)

Leitura Bíblica: Neemias 13.1-3 

Esse episódio da história do povo de Israel aborda o período final do livro de Neemias, no qual, depois da edificação dos muros da cidade, houve um momento em que foi necessário consultar e ler as Escrituras para todo povo. Alguns estrangeiros, de acordo com o livro de Moisés, não deveriam jamais entrar na congregação de Deus. Além da possibilidade de trazerem suas práticas pagãs, não haviam socorrido os filhos de Israel com pão e água em determinada ocasião. Ao contrário do que deveriam ter feito, contrataram Balaão para amaldiçoar os israelitas. Todavia, o texto afirma: “O nosso Deus, porém, transformou a maldição em bênção” (v.2b). 

Alegro-me ao escrever esta meditação, pois sei que, por vezes, algumas pessoas podem nos amaldiçoar com palavras, gestos e ações. São pessoas que agem como os amonitas e moabitas: convivem conosco quase diariamente e querem ver o nosso fracasso. O que talvez essas pessoas não saibam – quero frisar isto – é que o nosso Deus continua imutável – é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Ele transforma maldição em bênção e continua tirando o veneno da panela (2Rs 4.38-41). Deus segue mudando a nossa trajetória de vida e surpreendendo àqueles que desejam nossa falência. Ele continua nos abençoando, mesmo que todo o universo conspire contra nós. Sabe por quê? Porque o nosso Deus é bom o tempo todo, e continua sendo bom. Ele nos ama, embora sejamos pecadores e falhos. Descanse o seu coração, pois a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10). Que a graça, a bondade, a misericórdia e a benevolência de Deus possam lhe acompanhar hoje até o dia em que ele vier buscar a sua Igreja. Nenhum mal lhe sucederá. O Senhor é com você. Ele é o seu ajudador. Creia nisso. 

O nosso Deus transformou e ainda transforma a maldição em bênção. 

Edmilson Gonçalves de Oliveira, Campinas/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de outubro de 2025

Exterior

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece as minhas inquietações (Sl 139.23).

Leitura Bíblica: Mateus 23.27-28 

Depois de muitos anos sem viajar com um ônibus interestadual, revivi a experiência da época da faculdade, quando este era o meu meio de transporte. Sentado na rodoviária, vi chegar um belo veículo. Entrei, acomodei-me no assento e peguei um livro para ler. Julguei que, nas próximas horas, poderia ler muitas páginas. Mas logo que o ônibus deixou a rodoviária, percebi que não seria possível fazer leitura alguma. A tremedeira e o barulho interno eram assustadores. Como não consegui ler, aproveitei para ver as paisagens do caminho, coisas que muitas vezes não percebemos nem vemos quando somos o motorista. 

Então passei a refletir sobre a nossa vida. Quantas vezes nos parecemos com aquele ônibus: uma aparência exterior bonita, mas, por dentro, uma realidade muito desconfortável. Lembrei-me de um local onde trabalhei por alguns anos, no qual fui apelidado de “mansidão”. Todavia, mansidão muitas vezes era apenas minha aparência exterior, porque por dentro havia muito “barulho”. Esse ruído pode ser apenas de algumas inquietações ou medos, mas também pode existir coisas ali que não agradam a Deus, que chamamos de pecado. 

Jesus, quando viveu fisicamente aqui, neste mundo, teve alguns embates com religiosos da sua época. O Senhor disse que eles eram como sepulcros, por fora muito bonitos, mas por dentro cheios de ossos e todo tipo de imundície. Palavras duras, mas que devem nos levar a refletir: será que o nosso interior difere totalmente do exterior? 

Por isso, o desafio para hoje é fazer como o rei Davi e pedir: “Senhor, sonda o meu coração”. Se há barulhos ou pecados escondidos, devemos confessá-los e pedir perdão a Deus, a fim de que sejamos bonitos também no interior. Quando Deus, em Cristo Jesus, perdoa os nossos pecados e restaura nosso coração, podemos viver uma vida íntegra que não se baseia na aparência exterior. 

Viver de aparência não é o melhor caminho! Isso nos inquieta em vez de trazer paz e alegria para nossa vida. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de outubro de 2025

Peregrino

Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos (Sl 119.19).

Leitura Bíblica: 1 Crônicas 29.15 

De acordo com o dicionário, “peregrino” é aquele que participa de romaria; viaja para um lugar santo, de muita devoção; faz uma longa viagem; causa estranheza por onde passa. 

Abraão foi o típico peregrino: nasceu em Ur, ao sul da Babilônia, porém, durante boa parte de sua vida, viajou como nômade na região que hoje é Israel. Deixar sua terra natal foi uma ordem expressa do Senhor (Gn 12.1-3). Deus lhe fez uma promessa, e esta foi o começo do relacionamento do Altíssimo com os descendentes de Abraão – o povo de Israel. O desenrolar dessa promessa culminou em Jesus, a bênção suprema para todos os povos. Como o apóstolo Paulo nos diz: “Este mistério significa que, por meio do Evangelho, os gentios [não judeus] são coerdeiros com Israel, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus” (Ef 3.6). 

Mais tarde, esse patriarca é citado como um genuíno exemplo de fé para todos nós. “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiuse a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo” (Hb 11.8-10). Tempos depois, sua fé foi posta à prova. Quando seu filho Isaque nasceu, Abraão foi testado mais uma vez. O Senhor lhe disse: “Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto em um dos montes que lhe indicarei” (Gn 22.2). Com certeza, esse foi o momento mais complexo para Abraão, mas sua fé no Senhor era muito maior do que sua resistência e suas dúvidas. Isaque foi salvo, pois Deus providenciou um carneiro, ofertado no lugar do garoto. 

Como Abraão, somos também peregrinos e devemos viver aqui como se não fizéssemos parte desta terra. Tenhamos consciência plena de que estamos de passagem, pois nosso verdadeiro destino é o céu. Sabemos que há uma vida eterna com o Senhor nos esperando depois desta peregrinação. 

“Nossa cidadania... está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). 

Arthur Queiroz Pereira, Nova Friburgo/RJ. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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