2 de outubro de 2025

O preço da graça

“Por isso, não tema, Jacó, meu servo! Não fique assustado, ó Israel!”, declara o SENHOR. “Eu o salvarei de um lugar distante, e os seus descendentes, da terra do seu exílio. Jacó voltará e ficará em paz e em segurança; ninguém o inquietará” (Jr 30.10).

Leitura Bíblica: Jeremias 30.10-15 

Fiquei em dúvida se, neste devocional, usaria como título “o preço da graça” ou “o preço da cura”, uma vez que, no texto e caso da leitura de hoje, Deus está enviando uma mensagem a Israel prometendo cura à sua situação espiritual, que ele compara a uma ferida, uma chaga incurável. O Senhor diz que a única solução para seu povo será a manifestação gloriosa da sua graça; pois “não há mais remédio”, “não há mais solução humana”, “todos os seus amigos esqueceram-se de você”, “ninguém mais se importa contigo”, “todos o abandonaram”. Depois de pintar esse quadro, deixando claro que Israel não merecia mais esse socorro divino, essa intervenção graciosa, esse amor leal de seu Deus, pois o seu povo o abandonou, o desprezou inúmeras vezes, o Senhor traz essa promessa de que irá salvá-lo, reuni-lo novamente em sua terra, trazendo-o de todas as nações para onde o dispersou. 

Graça é exatamente isto: favor imerecido! Não há preço algum a ser pago, porque não temos condições de merecer a bondade divina diante de nossas culpas e fraquezas. Israel não é um caso isolado. A Bíblia diz que “todos pecaram” e “todos estão separados de Deus” (Rm 3.12,23). No entanto, há condições preestabelecidas por ele para recebermos essa graça. Observe o que o Senhor diz: “Não o deixarei impune”. Sabemos que Deus disciplinou seu povo – foi levado ao cativeiro na Babilônia, permanecendo lá por 70 anos. Mais uma vez ele afirma: “Fiz essas coisas a você porque é grande a sua iniquidade e numerosos são os seus pecados”. Toda cura envolve tratamento da doença. Deus nos ama! Estamos enfermos e precisamos ser sarados. Cristo é a nossa cura! 

Cristo morreu em nosso lugar porque somos pecadores e não merecíamos cura, graça, perdão e salvação. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de outubro de 2025

Ele é o mesmo!

Pedro, chamando [Jesus] à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: “Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!” (Mt 16.22)

Leitura Bíblica: Mateus 16.21-28 

Na leitura bíblica, Jesus está explicando aos seus discípulos os fatos que se seguiriam: sua ida a Jerusalém, os sofrimentos, a morte e a ressurreição no terceiro dia. Nesse contexto, vemos a resposta de Pedro no versículo em destaque. O interessante é que, pouco antes, esse discípulo tinha desta forma identificado Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16). Por que essas reações tão contraditórias diante da identidade do mesmo Cristo? 

Na primeira situação, Jesus estava sendo ovacionado por multidões por causa das curas que vinha realizando. “O povo ficou admirado quando viu os mudos falando, os mancos sendo curados, os aleijados andando e os cegos vendo. E louvaram ao Deus de Israel” (Mt 15.31). Creio que Pedro pensava como toda aquela gente, já que ele mesmo, por ação do Espírito Santo, havia identificado Jesus como o Filho de Deus. No entanto, agora o mesmo Pedro está se opondo à verdadeira identidade de Cristo, rejeitando a proposta e plano originais do Pai. 

Será que essa diferença na aceitação da identidade de Cristo também acontece conosco? Ao observar o panorama no cristianismo de nossos dias, certamente parece que sim. Quando Jesus está curando, operando milagres e maravilhas, multiplicando pães e peixes para as multidões, fica muito mais fácil aceitar sua divindade, autoridade, soberania e poder. Por outro lado, quando ele alerta seus seguidores a respeito da perseguição, da necessidade de imitá-lo negando-se a si mesmo, de tomar a cruz, de não tentar salvar a própria vida e, ainda, de escolher a porta estreita para receber a salvação, muitos o rejeitam. 

Pedro aceitou o primeiro “Cristo”, mas rejeitou o segundo. No entanto, foi o segundo, o servo sofredor (Is 52.14-15; 53.4-12), que fez de Jesus o verdadeiro Salvador e Senhor. 

Hoje, muitos desejam apenas a parte do “venha o teu reino”, mas não querem saber do “toma a tua cruz”. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de setembro de 2025

Ser enganado?

Josafá respondeu a Acabe: “Peço-te que primeiro busques o conselho do SENHOR” (2Cr 18.4).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 18.1-34 

O texto de hoje é longo, mas nos traz ensinamentos importantes. O rei Josafá, de Judá, era genro do rei de Israel, Acabe, e quando este o convidou para atacar Ramote-Gileade, comprometeu-se a acompanhá-lo. Porém, Josafá fez algo importante: pediu que antes consultassem o Senhor quanto a essa questão. Aí já vemos o primeiro problema, pois Acabe tinha os seus profetas particulares, que diziam o que lhe agradava, e não gostava de se aconselhar com o verdadeiro emissário de Deus, uma vez que este falava o que ele não queria ouvir e ia sempre contra sua vontade. 

O profeta Micaías declarou o que Deus mandou (2Cr 18.13), e é claro que Acabe não gostou. O porta-voz do Senhor anunciou o que de fato iria acontecer, contrariando a palavra dos outros 400 profetas. O rei de Israel ficou tão irritado com ele que, além de não obedecer à palavra de Deus, mandou prender Micaías até que voltasse da guerra, o que nunca aconteceu, pois o rei morreu no campo de batalha. 

O que esse texto nos ensina? 1. Nunca se associe com alguém que não teme a Deus de verdade. Josafá temia o Senhor; Acabe, não. Por esse motivo, Deus repreendeu o rei de Judá (2Cr 19.1-3). 2. É importante sempre consultar primeiro o Senhor antes de fazer qualquer coisa. 3. Quando estiver em apuros, clame a Deus e peça sua ajuda. 4. Se acabou fazendo alguma coisa errada, contrária à vontade do Senhor, aceite a repreensão e a exortação do alto, arrependa-se e volte para o caminho certo. 

Muitos falsos líderes estão enganando os cristãos porque o povo só quer ouvir o que lhe agrada e não o que de fato Deus quer dizer. Se Acabe tivesse dado ouvidos a Deus, ele não teria morrido naquela batalha. Josafá quase foi atacado, mas gritou no momento certo, e Deus o livrou. Conheça a Palavra de Deus e creia, pois é nela que encontramos o conselho do Senhor. 

“Jesus respondeu: ‘Vocês estão errados pelo fato de não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus!’” (Mt 22.29) 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de setembro de 2025

Obra inacabada

Disse Jesus [aos discípulos]: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas” (Mc 16.15).

Leitura Bíblica: 1 João 4.13-16 

Conta-se que, certo dia, Leonardo da Vinci começou um novo quadro. Escolheu o assunto, determinou a perspectiva, fez o esboço, aplicou as cores e desenvolveu o pano de fundo. Então, não se sabe por quê, ele parou, estando a pintura ainda inacabada. Chamando um dos seus alunos, da Vinci pediu-lhe que a terminasse. O aluno ficou apavorado. Como terminar um quadro de um dos maiores mestres da pintura? E declarou-se incapaz para uma tarefa tão desafiadora. O grande artista, porém, silenciou-o, dizendo: “O que eu fiz não o inspira a dar o melhor que você tem?” 

Um comentário a respeito dessa história dizia que é essa a pergunta que Jesus nos faz hoje. Ele começou a pintar o seu quadro há mais de dois mil anos. Sua vida, mensagem, morte, ressurreição e presença viva deram início à grande pintura da redenção do mundo. Ele nos deu a tarefa de terminar o quadro. Mas há uma diferença. Da Vinci deixou o aluno sozinho; Jesus jamais nos abandona. 

Fomos reconciliados com o Pai por intermédio de seu Filho. Estamos unidos a Deus pelo Espírito Santo que habita em nós. Pela graça, somos seus mensageiros, chamados a testemunhar que Jesus, o Filho de Deus, é o Salvador do mundo. Mais do que pensar se estamos capacitados para tão grande obra, devemos obedecer ao nosso chamado, seguindo os passos de Jesus, e permanecer firmes na certeza de ter a ajuda e a companhia de Deus. 

Lancemos fora toda preguiça, timidez ou vergonha e nos levantemos para completar a urgente obra de levar a salvação a tantos que estão perecendo sem Cristo. Obedeçamos ao “ide” de Jesus e anunciemos as maravilhas que Deus fez e tem feito. Devemos anunciar o Evangelho aos que estão à nossa volta, certos de que jamais estaremos sozinhos, pois ele afirmou. “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28.29). 

Anunciar o Evangelho não é responsabilidade apenas de ministros e missionários, mas de todo cristão. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de setembro de 2025

Dúvidas

Tu me fizeste conhecer os caminhos da vida e me encherás de alegria na tua presença (At 2.28).

Leitura Bíblica: Mateus 28.16-17 

Os discípulos mais próximos de Jesus tiveram uma super graduação presencial com o melhor de todos os mestres por três anos – período que durou o ministério terreno de Cristo. Apesar disso, nem tudo foram flores. Seus discípulos o abandonaram. Um deles o traiu, entregando-o aos judeus e, por extensão, aos romanos. O outro o negou três vezes numa mesma noite. Eles viram tantas coisas e foram edificados de muitas formas, mas, ainda assim, o coração deles duvidou. Nessa ocasião, o Filho de Deus já havia ressuscitado e tinha orientado as Marias que os discípulos o encontrassem na Galileia. O texto bíblico afirma que, quando o viram, o adoraram, mas alguns ainda duvidaram. 

Somos, por vezes, como aqueles discípulos. Temos Cristo em nossa vida, já experimentamos o novo e até o sobrenatural de Deus, mas, em determinadas circunstâncias, duvidamos dele. “Será que Jesus pode restaurar a minha família?” ou “pode ele me curar dos traumas?” A verdade é que nada é impossível para Deus. 

Jesus, em uma de suas aparições depois da ressurreição, trata com seus discípulos o desafio que eles teriam pela frente: o “ide”, a grande missão do Evangelho que seria cumprida pela vida deles. Impressionante saber que Pedro, aquele que o negou, tornou-se um grande pastor. Foi lindo o que Deus fez na vida desse apóstolo. Tornou-se, de fato, um pescador de homens e um pastor que amou as ovelhas que Cristo lhe confiou. 

Talvez você ainda se pergunte se tem alguma chance. Sim! Jesus quer escrever uma nova história em sua vida e apagar o seu passado de dor e tristeza. Se houve algo terrível no seu passado, o Senhor o chama para, com um passo de fé, não duvidar que ele é capaz de lhe restaurar a alegria e devolver a esperança. Os dias não precisam ser sempre nebulosos. O sol está pronto a brilhar. Portanto, adoremos ao Senhor Jesus, aquele que nos liberta de todas as dores. 

Confie que Cristo é suficiente para libertar você das dores e lhe dar uma nova vida. 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de setembro de 2025

Valorizem

Eles trouxeram alívio ao meu espírito e ao de vocês também. Homens como estes merecem reconhecimento (1Co 16.18).

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 16.17-18 

Há algum tempo, presto aconselhamento pastoral e percebo algo muito característico na vida das pessoas: a necessidade de serem valorizadas e reconhecidas. Muitas se deixam levar e guiar pela aprovação alheia, e isso é extremamente perigoso, afinal, morar na expectativa do outro é certeza de decepção. Procurei na Bíblia versículos em que Deus nos orienta a esperar a valorização das pessoas. O que achei foram muitos textos que convidam a valorizar, mas não a buscar esse valor para si mesmo. 

Jesus afirmou que “em sua própria casa, um profeta não tem honra” (Mc 6.4). Isso abre nossos olhos e diz muita coisa. Paulo citou vários mandamentos que nos ordenam a servir uns aos outros conforme nossos dons (Rm 12). Não foi dito para esperarmos alguém nos servir, mas o interessante é que entendamos e coloquemos isso em prática para que, automaticamente, todos sejam devidamente valorizados, encorajados e servidos, inclusive você e eu! 

Em várias cartas, o apóstolo é usado por Deus para nos lembrar de que os valores deste mundo estão muito aquém do que Deus tem para nós. Paulo nos ensina que precisamos viver para que Deus seja valorizado e, sobretudo, não buscar honras próprias. Deus é digno de toda honra, toda glória e todo poder. Se todos cumprirem sua parte, automaticamente seremos abençoados com palavras e ações animadoras e motivadoras para a glória de Deus. 

Na leitura de hoje, Paulo valorizou e pediu aos coríntios que valorizassem Estéfanas, Fortunato e Acaico. Quando ele mais precisou, esses três estiveram lá para supri-lo, e agora seriam devidamente reconhecidos porque antes valorizaram alguém. 

Valorize quem caminha ao seu lado, ajude em tempos difíceis e faça do outro um ser humano melhor. No final das contas, trocando as palavras do ditado: “Valorizar é melhor do que ser valorizado”. 

Não esperemos ser valorizados, mas valorizemos o máximo possível. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de setembro de 2025

Poder maior

[Disse o rei Ezequias]: “Conosco está um poder maior do que o que está com [o exército assírio] (2Cr 32.7b).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 32.1-8 

Esse episódio aconteceu no período em que Ezequias governava o reino de Judá. O rei Senaqueribe, da Assíria, com um grande exército, invadiu e sitiou as cidades fortificadas da Judeia para tentar guerrear contra Jerusalém, a capital. O rei Ezequias tomou todas as providências possíveis para enfrentar um inimigo tão numeroso: consertou as brechas que existiam nos muros, reforçou as partes mais vulneráveis, construiu um segundo paredão, além de fabricar muitas lanças e escudos. No entanto, a desigualdade numérica persistia. Mesmo assim, o monarca reuniu o povo e os oficiais militares para lhes dar a seguinte palavra de encorajamento e ânimo: “‘Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem desanimem por causa do rei da Assíria e do seu enorme exército, pois conosco está um poder maior do que o que está com ele. Com ele está somente o poder humano, mas conosco está o SENHOR, o nosso Deus, para nos ajudar e para travar as nossas batalhas.’ O povo ganhou confiança com o que disse Ezequias, rei de Judá” (vs.7-8). 

Para encurtar a história, Deus mandou um anjo ao acampamento do exército assírio para matar todos os homens de combate, como também todos os líderes e oficiais, de tal modo que Senaqueribe voltou envergonhado para sua terra, onde foi morto pelas mãos dos próprios filhos (v.21). 

A propósito, você já enfrentou algum problema intransponível, humanamente falando? Você já arquitetou todos os meios de escape, mas parecia não encontrar uma saída? Tem perdido o ânimo até para pensar em algum problema? Se você confia no Senhor soberano sobre toda a terra, saiba que maior é o poder que está com você do que o seu problema. Portanto, tenha coragem e bom ânimo: maior é aquele que está em você, do que o que está no mundo! (cf. 1Jo 4.4b). Assim, não há problema que possa resistir ao poder de Deus! 

Se confiarmos plenamente em Deus, viveremos sempre conscientes de que há um poder maior em nós. 

Mário Miki, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de setembro de 2025

Mente sã

Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e abandona encontra misericórdia (Pv 28.13).

Leitura Bíblica: Salmo 32.3-5 

Como médico, já atendi muita gente com queixa de dor. No começo, ficava frustrado quando, em muitos casos, não achava o que justificasse aquele mal. E mesmo ao encontrar, com frequência precisava raciocinar muito para associá-lo à queixa. Com o tempo, aprendi que muitos casos de dor têm origem psicossomática, conhecidos como dores da alma. Não é fricote ou maluquice. São dores reais, que servem como alerta de que algo está errado. 

Criados para viver num ambiente favorável e em perfeita comunhão com o Criador, tínhamos tudo para usufruir de corpo e mente sãos. Com a entrada do pecado no mundo, passamos a viver as suas consequências: doenças, envelhecimento, morte, pragas, clima adverso... Assim, além do mal produzido pelo ser humano afastado de Deus, vivemos em permanente estresse. 

O pecado já foi resolvido na cruz, mas suas consequências neste mundo só serão resolvidas quando Jesus voltar. Como cristãos, cremos que ele voltará a qualquer momento e teremos toda eternidade em absoluta harmonia e felicidade com Deus. Porém, nossos sentidos só percebem o que de imediato nos rodeia, e nosso coração se foca nas circunstâncias, que são transitórias. 

Pela medicina, já tratei muitos cristãos com graves dores na alma e pude perceber que, no fundo, a causa de seus males era, muitas vezes, algum pecado ou a forma equivocada de lidar com a vida. Há gente que sofre por se preocupar com coisas que não pode controlar ou que Deus prometeu suprir; por desobedecer a princípios deixados na Palavra: falta de perdão, ansiedade, frustrações, objetivos fúteis, sucumbir aos desejos do corpo... A lista é imensa. 

Vamos cuidar da alma? Devemos confiar na providência do Pai e alinhar nossa vida à vontade de Deus. Dessa forma, muito peso inútil ficará para trás. Então, confessemos e reconheçamos nosso pecado. E o principal: mudar é a solução. 

Reconhecer a rebeldia e tratar de obedecer a Deus faz maravilhas pela saúde emocional do cristão. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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22 de setembro de 2025

Fé em Deus

Ora, a fé é a confiança daquilo que esperamos e a certeza das coisas que não vemos (Hb 11.1).

Leitura Bíblica: Hebreus 11.23-29 

No Egito antigo, depois de o faraó emitir um decreto, os pais de determinado bebê sabiam que seu belo filho, nascido há três meses, podia ser morto a qualquer momento – bastava apenas que fosse encontrado, assim como ocorreu a muitos meninos inocentes naquela mesma época. 

Uma tragédia como essa poderia ocorrer a qualquer um – desde bebês a adultos – ao redor do mundo, em qualquer momento histórico. No entanto, em meio ao desespero, é imprescindível ter fé em Deus e suplicar a salvação ao Senhor. Os pais daquele bebê sabiam disso e tinham fé no Altíssimo. O menino, até então desconhecido, foi poupado, como mostra sua história, e se tornou o famoso Moisés, líder do povo de Israel. 

O livro de Hebreus, no capítulo 11, apresenta uma galeria de personagens – homens e mulheres – que, desde a fundação do mundo até os dias dos profetas, viveram pela fé em Deus. Eles são lembrados nessa seção por terem vivido e enfrentado tantos desafios graças à sua fé no Senhor. 

Mas o autor da carta aos Hebreus, ao encorajar seus leitores a viverem pela fé, não podia deixar de lembrar de Moisés. É possível observar que as suas atitudes, ao confiar em Deus nas horas difíceis, foram inabaláveis. Sua revolta ao ver um egípcio maltratando um de seus irmãos hebreus (Êx 2.11) demonstra que ele conhecia a história de seu povo e partilhava da mesma crença de seus pais. Foi pela fé que esse líder sustentou e capacitou o povo de Israel a vencer o medo e as tentações – desde a saída do Egito até que se cumprissem os justos propósitos de Deus. Firmado no Senhor, ele conduziu o povo ajudando-o a vencer o medo, dúvidas e tentações. A leitura bíblica apresenta as principais ações de Moisés, realizadas pela sua fé no Senhor. Vale a pena ler de novo. É um texto que mostra o quanto ele dependeu de Deus nas horas mais difíceis - as dele e de sua nação. 

Seus momentos atuais podem estar difíceis de suportar, mas mantenha-se firme na sua fé em Deus. 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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19 de setembro de 2025

Pedras clamando

Eis que o seu Rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta (Zc 9.9b).

Leitura Bíblica: Lucas 19.28-40 

Muitas pessoas erram na interpretação da figura utilizada por Jesus no texto de hoje, quando afirmou: “se eles se calarem, as pedras clamarão” (v.40). Já ouvi pessoas bem-intencionadas ligarem esse dito a feitos que cristãos deveriam realizar e não realizaram, e quando pessoas incrédulas, ou ligadas a religiões não cristãs, realizam. Por exemplo: ateus distribuindo alimento para necessitados. Assim, entendem aqui, de forma alegórica e errônea, que as pedras seriam não cristãos realizando obras que, naturalmente, espera-se de cristãos. Mas não é disso que o texto trata. Ele descreve que Jesus, depois de ter viajado acompanhado de uma multidão e realizado muitos milagres, fez sua entrada triunfal em Jerusalém, cumprindo a profecia que está no versículo em destaque, que previa a chegada do Messias montado em um jumentinho. O povo que o acompanhou tinha visto os milagres, ouvido os seus ensinos e, agora, ao entrar na cidade, percebe que ele é, realmente, o Messias, o Rei que vem em nome do Senhor. Sendo assim, eles não poderiam ficar calados. Motivados pelo que viram, recebiam Jesus com alegria e louvores a Deus. 

Porém, alguns fariseus não gostaram de ver Jesus sendo recebido assim. Para eles, aquilo era uma afronta, e pediram que o Mestre repreendesse seus discípulos por tal atitude. Mas o Senhor lhes disse que era impossível fazê-los calar, uma vez que aqueles que realmente percebem quem é Jesus não conseguem ficar calados diante de tão grande revelação. E, se os calasse, a própria natureza passaria a clamar (cf. Sl 96.11; Is 55.12). Daí surgiu a utilização do dito que ficou famoso: se estes se calarem, as pedras clamarão. 

Pode ser impossível às pedras clamarem, porém, é impossível àqueles que conheceram Jesus se calarem diante de sua grandeza. 

Pedras não clamam, nem discípulos se calam diante da grandeza de Jesus. 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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