10 de julho de 2025

Valeu a pena

Sei que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive (Ec 3.12).

Leitura Bíblica: Gênesis 25.1-8 

Nas últimas décadas, a expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado. Hoje, ao saber que alguém faleceu perto dos 70 anos, normalmente se diz: “Puxa, morreu cedo!” Porém, há 50 anos, era alguém que havia vivido muito. Você imagina que chegará a qual idade? 

Pensando em nossa existência, o salmista afirma, em vários momentos, que nossa vida é comparada a um sopro breve e passageiro (Sl 39.5; 89.47; 144.4). Nossa passagem nesta terra tem começo e fim, e considero que a grande questão não é quantos aniversários faremos, mas como vivemos, afinal, são muitas as pessoas que dizem: “Se eu pudesse voltar atrás, faria tudo diferente”. 

O texto bíblico destaca a morte de Abraão, que foi chamado por Deus para começar uma grande nação (Gn 12). Ele se casou, teve filhos, errou, confiou, teve uma história de altos e baixos, e, mesmo assim, foi considerado “o pai da fé” (Rm 4.11; Tg 2.21). Aliás, este é um padrão nos personagens bíblicos – foram usados por Deus, apesar de imperfeitos. 

Nossa caminhada diária também tem erros e acertos, mas o Senhor continua nos chamando para uma vida de obediência e dependência dele. Abraão terminou sua existência de uma maneira que eu gostaria que falassem em minha morte: “Morreu em boa velhice” (v.8). Ou como Paulo afirmou: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia” (2Tm 4.7-8a). 

Nossa vida é muito breve para ser desperdiçada com prazeres, conquistas e outras coisas passageiras e terrenas. A grande questão não é vivermos até os 100 anos, mas como levaremos a vida que Deus nos deu aqui. 

É tempo de rever nossas prioridades e como investiremos em nossa vida. Que um dia olhemos para trás e possamos dizer: “Que boa velhice! Corri a jornada que me foi proposta e valeu a pena”. 

A vida de obediência e dependência de Deus é a melhor escolha que podemos fazer. 

Aislan Henrique Greuel, Rio Negro/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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9 de julho de 2025

Engrenagem

O maior entre vocês deverá ser servo (Mt 23.11).

Leitura Bíblica: Filipenses 2.5-8 

Havia um relógio de parede antigo na casa dos meus avós. Eu ficava observando seus detalhes externos e o funcionamento. Mas há pouco tempo atentei para algo que não tinha visto: suas engrenagens. Era o que fazia tudo funcionar: transmitir o movimento adiante, inverter o sentido e reduzir a velocidade desse movimento. Aquele relógio não seria incrível se não fosse pelo trabalho “escondido” daquele mecanismo. Isso me lembra o serviço das formigas operárias, que garantem o funcionamento da colônia. Elas são responsáveis pela limpeza, alimentação, cuidado da rainha, das larvas, dos filhotes e da segurança de todo o formigueiro. A Bíblia até nos ensina a observar como elas trabalham e tomá-las como modelo (Pv 6.6-11). 

Esses exemplos me fazem lembrar de um casal de amigos: eles inspiram pessoas por sempre se colocar à disposição e trabalhar nas demandas do reino. Na maioria das vezes, os outros nem ficam sabendo do quanto atuam nos bastidores, sem alarde ou autopromoção. E sempre com muito amor e carinho. Costumo chamá-los de “engrenagens”, pois, como as formigas, fazem os serviços internos para que o externo funcione bem e todos sejam servidos. Isso me faz recordar do espírito servil de Jesus “que, apesar de ser Deus, não considerou que a sua igualdade com Deus era algo que deveria ser usado como vantagem; antes, esvaziou a si mesmo, assumindo a forma de servo, tornandose semelhante aos homens. Sendo encontrado em figura humana, humilhouse e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fp 2.5-8). Jesus nos convida a imitá-lo. É fato que a comunidade precisa daqueles que cumprem o papel da engrenagem porque, sem eles, o restante do trabalho fica comprometido. O que seria do relógio sem todo o seu mecanismo? O que seria do formigueiro sem as operárias? O que seria de nós se o Senhor não tivesse nos servido? Sejamos inspirados a ser como engrenagens no reino de Deus! 

Como uma boa engrenagem: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor” (Cl 3.23). 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de julho de 2025

Quer sofrer?

É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal (1Pe 3.17).

Leitura Bíblica: 1 Pedro 4.12-19 

Talvez uma das coisas que mais tentemos evitar na vida seja o sofrimento. Ele é consequência do pecado e, por vivermos num mundo caído, cedo ou tarde todos passam por isso de algum modo. Há sofrimentos pelos quais não somos responsáveis: perda de um ente querido, rupturas emocionais, cancelamento de um direito, danos na saúde etc. Porém, existem sofrimentos que são consequências de nossas escolhas. 

Não podemos evitar o sofrimento, mas podemos escolher pelo que sofrer. O texto bíblico mostra que há causas mais nobres do que outras. Alguns sofrimentos têm recompensas, enquanto outros apenas levam à destruição. 

Os destinatários da carta de Pedro estavam sofrendo perseguição por serem cristãos. Eles são encorajados a permanecerem firmes na fé, porque eram bem-aventurados e abençoados por Deus. Era uma causa nobre que teria recompensa. Sofrer por fazer o bem e seguir Jesus é muito melhor do que sofrer por consequência de escolhas erradas que, no fim, só levam à própria destruição. Ao confiar e entregar a vida ao Senhor, aqueles irmãos poderiam ter certeza de que ele guardaria a alma deles. Talvez todos fossem mortos, mas tinham a confiança de que estariam seguros em Cristo e que um lugar com o Senhor lhes estava reservado. 

Você tem escolhido sofrer no seu cotidiano? Talvez não seja um assassino ou ladrão, porém, no dia a dia, faz escolhas, como mentir, não ter tempo para seus filhos, viver uma vida de hipocrisia, excessos e destemperança, que lhe trarão sofrimento e nenhuma recompensa. 

Escolha sofrer por falar a verdade, ainda que lhe custe o emprego; tenha menos recursos financeiros, mas esteja presente na vida do filho; seja criticado por não compactuar com coisas erradas. Sofrer é inevitável, mas, ao fazer o que é correto aos olhos de Deus e seguir firme com ele, a paz de Cristo reinará em seu coração. 

Não tenha medo nem vergonha de sofrer por fazer o que é correto. Se assim fizer, Deus será glorificado. 

Ingelid Gundt Pinheiro, Igrejinha/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de julho de 2025

Assassino mor

Dirige os meus passos, conforme a tua palavra; não permitas que nenhum pecado me domine (Sl 119.133).

Leitura Bíblica: Romanos 6.12-14 

O passado tem guardado muitos terrores. Nos museus, a história preserva inúmeros objetos usados por homens maus como instrumentos de tortura. O calabouço escuro, o esmaga-polegar e outros dispositivos tão horríveis geram agonia pelo simples fato de pensar neles. Spurgeon, em seu sermão “Pecado Assassinado”, diz que a pior tortura não é a que foi feita por esses homens maus e suas invenções, mas sim o mal que causamos a nós tolerando o pecado. Ele afirma: “Todos os sofrimentos que já foram exercidos sobre o homem nunca foram iguais à tirania que o homem trouxe sobre si mesmo: a tirania do pecado! O pecado trouxe mais pragas sobre a terra do que todos os tiranos da terra juntos; trouxe mais dores e misérias sobre o corpo e a alma dos homens do que as invenções mais astutas dos torturadores mais frios e diabólicos! O pecado é o grande déspota do mundo.” 

O pecado é o pior mal que alguém pode carregar dentro de si. De forma silenciosa, ele destrói aos poucos a vida do homem. Dar espaço ao pecado em nossa vida é uma autotortura. O homem tem sido enganado acreditando que o pecado é um estado de liberdade, mas não percebe que esta é a pior escravidão. Um grande mal começa quando cedemos às tentações. Tiago destaca: “Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte” (Tg 1.15). A busca por prazer é uma porta aberta para o pecado e, consequentemente, para a morte. Para ser livre deste mal, é preciso haver um encontro com Cristo, e somos chamados para confessar nossos pecados. Em Cristo, somos libertos e passamos a viver plenamente – uma vida que não é dominada pelo pecado, mas sim uma vida como servos de Deus. Experimente o verdadeiro prazer e a verdadeira liberdade: “Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres” (Jo 8.36). 

Não viva a se torturar. Abandone o pecado e busque a Cristo. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de julho de 2025

Copinho

Sabemos que, se for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna no céu, não construída por mãos humanas (2Co 5.1).

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 5.1-5 

Ontem, numa rede social, assisti a um filme interessante, que mostrava um caranguejo-eremita, animal que tem a curiosa característica de, para se proteger, viver em uma concha abandonada de algum molusco. À medida que ele cresce, a proteção precisa ser trocada, quando então escolhe o que de melhor tiver à disposição. O tal crustáceo do filme desfilava em um precário copinho plástico, daqueles de festa de aniversário (ah, a poluição dos oceanos!). Alguém o apanhou e o colocou em um ambiente com belas conchas; o bichinho rapidamente mudou-se para a “recém-adquirida” casa e lá se foi todo pimpão em sua linda concha novinha em folha. 

O que conhecemos neste mundo é apenas a experiência neste corpo mortal, sujeito a doenças, degeneração e envelhecimento. Precário, degrada-se de forma mais ou menos rápida, até não haver mais condições de continuar a ser usado – o que chamamos de morte. Sujeitos ao espaço-tempo, aos nossos olhos, a morte parece ser o fim; a consciência de finitude tem levado muitos ao espírito existencialista de “comamos e bebamos, pois amanhã morreremos” (1Co 15.32), isto é, enquanto o corpo durar, busque o máximo de satisfação no que está ao alcance dos sentidos. 

A Palavra de Deus, porém, mostra que a realidade é bem outra, muito maior e melhor do que poderíamos imaginar. Na leitura de hoje, Paulo usa uma imagem que me remete ao copinho do caranguejo (verso em destaque): ele fala da nossa habitação temporária como uma barraca de acampamento. Enquanto nela vivemos, gememos e nos angustiamos (v.4). Mas sei que serei transferido para uma habitação novinha em folha, garantida pela fé no Senhor Jesus Cristo, na qual viverei eternamente sem nunca mais gemer nem me angustiar. E você? Como vai a sua experiência de habitante em uma casa provisória? 

Pela fé, o cristão sabe que tem uma morada garantida no céu, junto com Jesus. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de julho de 2025

Somos pó

O pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu (Ec 12.7).

Leitura Bíblica: Tiago 4.13-17 

Fazemos muitos planos e procuramos executá-los o mais rápido e da melhor maneira possível. Vivemos cada dia como se fosse o último, mas o passado não pode ser mudado e o futuro é desconhecido, então, a nossa existência se resume ao presente. Se teremos tudo e viveremos o suficiente para usufruir dessas coisas, só Deus sabe. A vida é boa, mas por pior que possa parecer em algumas situações, não queremos deixá-la e lutamos com todas as forças para alcançar nossos alvos. Gostamos de pensar que sempre conseguiremos o que desejamos. 

O autor de Eclesiastes desnudou os nossos altos e baixos. Diante das grandes lutas enfrentadas e da dura realidade da vaidade que nos move, esquecemo-nos da brevidade da vida. O homem foi feito do pó e a ele retornará, mas tem algo maior do que isso: nosso espírito, que a Deus voltará, pois ele foi dado pelo Senhor (Ec 12.7). Os faraós julgavam que poderiam levar seus bens para uma provável vida após a morte, porém tais coisas nada valem. Nenhuma riqueza é maior do que entender que Deus é o Alfa e o Ômega. Tudo tem seu início e fim nele. 

Correr atrás do vento significa perder o real sentido da vida, que é muito mais simples do que imaginamos (Ec 2.26b). Devemos viver com a certeza de que nada escapa do controle do Criador e Sustentador de tudo o que existe. O amanhã a ele pertence, e é bom lembrar que não devemos nos preocupar com o que comer ou beber nem com o que vestir, pois assim vivem os pagãos, que buscam riquezas. Devemos buscar primeiro o reino de Deus e todas essas coisas nos serão acrescentadas (Mt 6.33). Não podemos acrescentar nem uma hora à nossa vida. A fé deve prevalecer, pois o Senhor nos proverá de tudo o que necessitamos, assim como nos dará o livramento contra os males que nos cercam diariamente. Viver é bom, mas ter a certeza de que nem a vida, nem a morte vai nos separar do amor de Deus é muito melhor. 

O pó ao pó, e o espírito a Deus! 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de julho de 2025

Prosperidade

Busquem, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês (Mt 6.33).

Leitura Bíblica: Mateus 6.24-33 

Essa é uma leitura bem presente nos púlpitos das igrejas e, muitas vezes, somos enganados por uma interpretação equivocada no que diz respeito à prosperidade indicada no texto. No mesmo capítulo, Jesus nos ensina que não podemos servir a dois senhores (v.24), afinal, Deus não divide a sua glória com ninguém. Nesse caso, o outro senhor aqui atende pelo nome de dinheiro. O fato é que, enquanto um for nosso deus, o outro não será. Só há espaço para um soberano em nosso coração. É importante frisar que todos precisamos de recursos financeiros para pagar boletos, manter a casa, sustentar a família etc. Todavia, o que Jesus ilustra aqui é não viver por conta do acúmulo das riquezas nem fazer disso um alvo na vida. Viver dessa forma é idolatria. 

Podemos interpretar “comida, bebida e vestimenta” (v.25) como o básico, o necessário para sobreviver. Deus afirma que provê ao homem do mesmo modo como provê aos animais (v.26). É claro que não podemos esperar sentados e com preguiça achando que, se não fizermos nossa parte, ele a fará. Não é bem assim! “Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão” (Gn 3.19). O domínio de tudo está nas mãos de Deus (v.27). Ter dinheiro não nos dá o controle de nada, apenas a falsa sensação de poder. Jesus nos orienta a priorizar Deus porque ele cuida de nós (v.30). Ter uma fé fraca é sinônimo de colocar outro deus no trono da nossa vida. E o Senhor nos ensina que quem se preocupa demais com as coisas que não são do reino de Deus se assemelha aos pagãos, ou seja, aqueles que não confiam no Senhor (vs.31-32). 

E, por fim, Jesus diz que, ao buscarmos o reino de Deus sobre todas as coisas, o básico nunca nos faltará (v.33). Dessa forma, depois de analisar esse ensino, em Mateus 6, só nos resta uma conclusão lógica: prosperidade é a ausência de necessidade. 

Confiar em Deus e buscar seu reino em primeiro lugar é ter a certeza de que ele não nos deixará faltar o necessário. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de julho de 2025

Não há outro

Eu, eu mesmo, sou o SENHOR, e além de mim não há salvador algum (Is 43.11).

Leitura Bíblica: Isaías 43.10-13 

O texto diz: “‘Vocês são minhas testemunhas’, declara o SENHOR, ‘E meu servo, a quem escolhi, para que vocês saibam e creiam em mim e entendam que eu sou Deus. Antes de mim nenhum deus se formou, nem haverá algum depois de mim. Eu, eu mesmo, sou o SENHOR’” (Is 43.10-11). A maioria das pessoas não sabe ou desconhece quem é Deus. Por isso, a Bíblia precisa até declarar o óbvio. Ele é eterno, então não existe antes nem depois. Nossa mente limitada tem dificuldade para entender isso. O fato é que a magnitude de Deus não pode ser comparada a nada. Não existe outro deus, não existe outro poder, não existe outra glória, não há outro igual a ele. Somente Deus pode dizer: “Eu sou”. Ele não disse: Eu não fui, eu não serei, em outros tempos verbais, mas simplesmente “Eu sou”! Não dá para explicar a grandeza do Eterno, que ama de verdade seu povo, apesar da falta de interesse deste. 

Nos capítulos 43 e 44 do livro do profeta Isaías, Deus lamenta tal desinteresse. Ele diz: “Mas você me sobrecarregou com seus pecados e me deixou exausto com suas ofensas” (Is 43.24b). Porém, logo a seguir, mostra a sua grandeza e plenitude ao afirmar o seguinte: “Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e não se lembra mais de seus pecados” (Is 43.25). Não se pode deixar de mencionar algumas das características do nosso Senhor que não se encontram em qualquer outro ser: amor, bondade, santidade, misericórdia e fidelidade. Sobre cada uma dessas qualidades, seria possível escrever numerosos e grandes volumes. 

Se você ainda não conhece pessoalmente a Bíblia, comece a lê-la. Também é possível chegar perto de Deus pela oração. O salmista afirmou: “O SENHOR confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança” (Sl 25.14). Tenha certeza de que ele ouvirá sua voz e lhe revelará os seus mais ricos tesouros. 

Não há riqueza maior neste mundo do que conhecer a Deus! 

Wilfried Körber, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de junho de 2025

A arca

Então, disse [Davi]: “Somente os levitas poderão carregar a arca de Deus, pois para isso o SENHOR os escolheu e também para ficarem sempre ao seu serviço (1Cr 15.2).

Leitura Bíblica: 1 Crônicas 13.1-14 

Era boa a intenção de Davi ao mandar trazer a arca de Deus para Jerusalém. Aquele objeto era o símbolo da presença do Senhor no meio de seu povo. Como um bom estrategista, o rei planejou tudo certinho: conversou com toda a sua liderança, com as autoridades religiosas, com o povo e, juntos, resolveram buscar a arca de Deus em Quiriate-Jearim. Davi e os israelitas foram para lá. Prepararam uma carroça nova para transportar o objeto, e duas pessoas, Uzá e Aiô, a conduziram. 

Humanamente falando, estava tudo certo: começaram a viagem de volta para Jerusalém, todos alegres e animados, com músicas e danças. Porém, os bois tropeçaram, e Uzá, na boa intenção de não deixar a arca cair, estendeu a mão para evitar o pior, mas isso causou a ira de Deus, e Uzá morreu, o que causou revolta em Davi. 

O que houve de errado? O rei teve a boa intenção e planejou tudo, porém, em sua empolgação, esqueceu de perguntar ao Senhor como deveria ser feito o transporte da arca para Jerusalém. Parece que nos três meses em que o objeto permaneceu na casa de Obede-Edom, em Gate, Davi repensou, refletiu e entendeu o que deveria fazer para transportar a arca. No versículo em destaque, vemos que ele se lembrou de que eram os levitas que deveriam ser encarregados do transporte e fazerem conforme foram instruídos no passado (Nm 3.31). Dessa forma, o objeto chegou em Jerusalém sem maiores problemas. 

Quantas vezes nos empolgamos com alguma coisa que queremos fazer – seja uma obra para Deus, seja algo do nosso dia a dia. Planejamos tudo, porém, não perguntamos a Deus o que ele realmente quer que façamos e como devemos proceder. É claro que, quando não perguntamos ao Senhor o que e como fazer algo, a tendência é que tal coisa dê errado. Para evitar contratempos, busquemos sempre a orientação de Deus. 

Pergunte primeiro para Deus o que você deve fazer e, mediante a resposta dele, vá em frente. 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de junho de 2025

Identidade

Quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus (1Co 10.31).

Leitura Bíblica: Gênesis 1.27 

Identidade é qualificação do indivíduo. É a comprovação de que a pessoa é quem diz ser e o que a diferencia de outra. Hoje, muitos jovens vivem confusos sobre sua própria existência, sem achar respostas para todas estas questões que a filosofia levanta: Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Qual o sentido da minha vida? Na verdade, essa é uma característica forte da era Pós-Moderna. 

Lembro-me que fui procurado por um jovem em desespero: “Eu não sei quem sou. Não conheço minha identidade. Como posso continuar vivendo assim?” Essas perguntas sacodem todos aqueles que gostam de pensar e de encontrar motivos para cada ação. Lemos no texto bíblico de hoje que todo ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Esse foi o plano original para todos nós: sermos conforme o Senhor, perfeitos, retos e plenos. Porém, a humanidade foi corrompida pelo pecado, o que causou uma grande distorção de identidade de todo ser. Assim, muitos buscam nova identidade longe daquela original em Deus. Procuram preencher a própria existência com prazeres momentâneos: sexo, drogas, compulsões, trabalho, conquistas, enfim, algo que possa trazer satisfação e felicidade. Ao olhar para a vida social das pessoas, percebe-se uma busca incessante pela plenitude e pela identidade, mas o ser humano não se satisfaz com as suas realizações. É como o faminto que se alimenta fartamente, mas nunca se sente saciado; é como um quebra-cabeça em que falta a peça-chave. 

Precisamos nos voltar para Deus para encontrar respostas sobre a nossa identidade: “Pois tudo, absolutamente tudo, nos céus e na terra, visível e invisível... todas as coisas começaram [em Cristo] e nele encontram seu propósito” (Cl 1.16, MSG). Dessa forma, o ser humano achará satisfação, plenitude, identidade e sentido para sua vida, e conseguirá viver conforme foi criado para ser. – GAA 

O homem foi criado para glorificar a Deus, por isso, sua identidade consiste em ações voltadas para Deus. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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