30 de junho de 2025

A arca

Então, disse [Davi]: “Somente os levitas poderão carregar a arca de Deus, pois para isso o SENHOR os escolheu e também para ficarem sempre ao seu serviço (1Cr 15.2).

Leitura Bíblica: 1 Crônicas 13.1-14 

Era boa a intenção de Davi ao mandar trazer a arca de Deus para Jerusalém. Aquele objeto era o símbolo da presença do Senhor no meio de seu povo. Como um bom estrategista, o rei planejou tudo certinho: conversou com toda a sua liderança, com as autoridades religiosas, com o povo e, juntos, resolveram buscar a arca de Deus em Quiriate-Jearim. Davi e os israelitas foram para lá. Prepararam uma carroça nova para transportar o objeto, e duas pessoas, Uzá e Aiô, a conduziram. 

Humanamente falando, estava tudo certo: começaram a viagem de volta para Jerusalém, todos alegres e animados, com músicas e danças. Porém, os bois tropeçaram, e Uzá, na boa intenção de não deixar a arca cair, estendeu a mão para evitar o pior, mas isso causou a ira de Deus, e Uzá morreu, o que causou revolta em Davi. 

O que houve de errado? O rei teve a boa intenção e planejou tudo, porém, em sua empolgação, esqueceu de perguntar ao Senhor como deveria ser feito o transporte da arca para Jerusalém. Parece que nos três meses em que o objeto permaneceu na casa de Obede-Edom, em Gate, Davi repensou, refletiu e entendeu o que deveria fazer para transportar a arca. No versículo em destaque, vemos que ele se lembrou de que eram os levitas que deveriam ser encarregados do transporte e fazerem conforme foram instruídos no passado (Nm 3.31). Dessa forma, o objeto chegou em Jerusalém sem maiores problemas. 

Quantas vezes nos empolgamos com alguma coisa que queremos fazer – seja uma obra para Deus, seja algo do nosso dia a dia. Planejamos tudo, porém, não perguntamos a Deus o que ele realmente quer que façamos e como devemos proceder. É claro que, quando não perguntamos ao Senhor o que e como fazer algo, a tendência é que tal coisa dê errado. Para evitar contratempos, busquemos sempre a orientação de Deus. 

Pergunte primeiro para Deus o que você deve fazer e, mediante a resposta dele, vá em frente. 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de junho de 2025

Identidade

Quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus (1Co 10.31).

Leitura Bíblica: Gênesis 1.27 

Identidade é qualificação do indivíduo. É a comprovação de que a pessoa é quem diz ser e o que a diferencia de outra. Hoje, muitos jovens vivem confusos sobre sua própria existência, sem achar respostas para todas estas questões que a filosofia levanta: Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Qual o sentido da minha vida? Na verdade, essa é uma característica forte da era Pós-Moderna. 

Lembro-me que fui procurado por um jovem em desespero: “Eu não sei quem sou. Não conheço minha identidade. Como posso continuar vivendo assim?” Essas perguntas sacodem todos aqueles que gostam de pensar e de encontrar motivos para cada ação. Lemos no texto bíblico de hoje que todo ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Esse foi o plano original para todos nós: sermos conforme o Senhor, perfeitos, retos e plenos. Porém, a humanidade foi corrompida pelo pecado, o que causou uma grande distorção de identidade de todo ser. Assim, muitos buscam nova identidade longe daquela original em Deus. Procuram preencher a própria existência com prazeres momentâneos: sexo, drogas, compulsões, trabalho, conquistas, enfim, algo que possa trazer satisfação e felicidade. Ao olhar para a vida social das pessoas, percebe-se uma busca incessante pela plenitude e pela identidade, mas o ser humano não se satisfaz com as suas realizações. É como o faminto que se alimenta fartamente, mas nunca se sente saciado; é como um quebra-cabeça em que falta a peça-chave. 

Precisamos nos voltar para Deus para encontrar respostas sobre a nossa identidade: “Pois tudo, absolutamente tudo, nos céus e na terra, visível e invisível... todas as coisas começaram [em Cristo] e nele encontram seu propósito” (Cl 1.16, MSG). Dessa forma, o ser humano achará satisfação, plenitude, identidade e sentido para sua vida, e conseguirá viver conforme foi criado para ser. – GAA 

O homem foi criado para glorificar a Deus, por isso, sua identidade consiste em ações voltadas para Deus. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de junho de 2025

A ruína

O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda (Pv 16.18).

Leitura Bíblica: Juízes 16.4-22 

Sansão é conhecido por duas coisas: sua força incrível, que Deus lhe deu para livrar o povo de Israel, e sua união com Dalila, que o levou à ruína. O interessante nessa história é que o Senhor deu instruções claras a Sansão sobre como ele deveria viver. Por ser israelita, não poderia se casar com uma estrangeira; e, como nazireu, havia um voto especial diante do Altíssimo: não poderia cortar os cabelos, não deveria tomar bebidas alcoólicas, tocar animais ou pessoas mortas, entre outras coisas. Mas ele não valorizou essa aliança e negligenciou o voto. 

É comum ouvir que a queda de Sansão foi causada por sua mulher, mas, na verdade, foram suas próprias decisões que o derrubaram. Dalila foi um instrumento para despertar a altivez, a negligência e o orgulho desse juiz, pois ele acreditava de verdade que era indestrutível. Ambos brincaram com algo muito sério: a aliança com Deus. Por se achar inabalável, Sansão negociou até ceder. Primeiro, mentiu e disse que sua fraqueza era ser amarrado com tendões frescos; depois, ser amarrado com uma corda nova; então, na terceira vez, expôs algo relacionado ao seu voto. Dessa forma, rompeu sua aliança de fidelidade a Deus, e quebrou o voto ao ter seu cabelo cortado. Assim, seu orgulho o levou à ruína total quando trocou seu relacionamento com Deus pelos prazeres. Aquele que nasceu com o propósito de salvar seu povo e engrandecer ao Senhor virou motivo de zombaria aos inimigos de Israel. 

Em Cristo, temos uma aliança com Deus de filiação e obediência, porém nosso orgulho pode nos conduzir à queda se negociarmos e brincarmos com as tentações que se apresentam diante de nós. Devemos tomar cuidado para não negligenciar nossa aliança com Deus em Jesus. O valor que dermos a ela por meio do seu amor e do sacrifício de Jesus determinará o nosso compromisso com ele. Se o entendimento é raso, a altivez é grande, e a ruína é certa. 

Diante da tentação, devemos sempre lembrar que nossa aliança com Deus custou um alto preço: o sangue de Jesus. 

Ricardo Larsen da Silva, Teo/La Coruña. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de junho de 2025

Deus conosco

Então Ageu, o mensageiro do SENHOR, trouxe esta mensagem... para o povo: “Eu estou com vocês”, declara o SENHOR (Ag 1.13).

Leitura Bíblica: 1 Crônicas 9.20 

Você já deve ter lido, na Bíblia, a expressão “o Senhor estava com ele(s)” referindo-se a pessoas que serviam a Deus. Isso só é possível quando estamos conectados com o Senhor. Na época atual, é possível conectar-se e ter uma íntima comunhão com Deus. Há diversas versões da Bíblia em papel, áudio, braile, no celular... As facilidades são muitas para lê-la ou ouvi-la. 

Estudando o Antigo Testamento, encontramos grande fé nas pessoas daquela época, mesmo sem terem tido acesso a todo conhecimento que hoje podemos ter de Deus. Elas ouviram de seus ancestrais sobre o poder e grandes feitos do Senhor, confiaram nele, foram abençoadas e alcançaram êxito. 

Um bom exemplo é o de José do Egito: mesmo tendo sido rejeitado pelos irmãos e vendido como escravo, serviu na casa do Potifar, porém, Deus estava com ele e o fez prosperar. O dono da casa reconheceu que o Senhor acompanhava José. O mesmo aconteceu quando este foi lançado na prisão: o carcereiro confiou outros presos aos seus cuidados (Gn 39.2-3,23). Mais um exemplo foi Josué: o Senhor lhe dava direção para alcançar vitórias sobre os inimigos, e esse líder obteve fama na região onde estava (Js 7.27). Davi teve êxito em todos os seus empreendimentos, pois o Senhor estava com ele. Até o próprio rei Saul reconheceu o favor de Deus sobre aquele jovem (1Sm 18.14-28; 1Cr 11.9). O Senhor animou o governador Zorobabel, o sacerdote Josué e o povo de Judá, que havia voltado do cativeiro na Babilônia, para reconstruírem o templo em Jerusalém, porque o Senhor também estava com eles (Ag 2.4-5). 

Se esses homens mencionados na Bíblia confiaram que Deus estava com eles, venceram e prosperaram naquilo fizeram, quanto mais nós, que conhecemos todos esses fatos, podemos confiar no agir do Senhor em nossa vida! Deus é conosco! 

Não tema, o Senhor é com você! 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de junho de 2025

Ekklesia

Todos os dias, [os primeiros cristãos] continuavam a se reunir no pátio do templo. Partiam o pão em casa e juntos participavam das refeições com alegria e sinceridade de coração (At 2.46).

Leitura Bíblica: Atos 2.42-47 

Ekklesia é um termo político da Grécia antiga usado na convocação de cidadãos para uma assembleia a fim de discutir assuntos da cidade. O apóstolo Paulo usa esse termo para a igreja cristã primitiva, em que as pessoas eram chamadas por Deus para viver seu reino em comunhão neste mundo. Todos que professam sua fé em Jesus e estão em comunhão com a igreja são chamados forasteiros ou, como escreveu John Bunyan, são peregrinos nesta terra com a missão de apresentar as boas-novas do Evangelho ao mundo. 

Lendo o texto bíblico indicado para hoje, pensei: “Não podemos nos conformar em ser igreja apenas nos dias tradicionais das reuniões. Ekklesia não é só isso!” Esse texto apresenta informações às quais devemos atentar: as pessoas oravam juntas; quem estava apto para ensinar, ensinava, e quem estava apto para aprender, aprendia; partiam o pão juntas; tinham comunhão; dividiam o que tinham com os necessitados. Enquanto lia, algo me saltou aos olhos: onde as pessoas adoravam juntas? No templo! E onde partiam o pão? Nos lares! (v.46) 

Aprendo que o templo é importantíssimo para o culto coletivo a Deus e para o ensino bíblico, porém, não podemos ficar ali dentro e pensar na ekklesia apenas assim. Nossas casas também precisam ser abertas para o partir do pão, ou seja, para o café com os amigos, os encontros informais, o bate-papo, as risadas sinceras... Nessas horas, aprofundamos nossos relacionamentos, criamos intimidade e conhecemos as pessoas além do que vemos nas celebrações. É nas casas que aprendemos a orar uns pelos outros de forma específica, a amar a comunhão e criar laços acima da superficialidade. Por fim, o texto afirma que quando a igreja vivia essas coisas, tornava-se mais alegre e generosa e, com isso, mais pessoas eram alcançadas e salvas por Jesus. 

Viver a ekklesia é o “segredo” do crescimento qualitativo e quantitativo do reino de Deus. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de junho de 2025

Foco

Por isso enviei [a Sambalate e Gesém] mensageiros com esta resposta: “Estou executando um grande projeto e não posso descer. Por que parar a obra para ir encontrar-me com vocês?” (Ne 6.3)

Leitura Bíblica: Neemias 6.1-4 

Perguntei a um fotógrafo o que é foco. Ele respondeu que, tecnicamente, é manter a câmera posicionada, apontando para o objetivo principal ou assunto principal de seu trabalho. Baseado nisso, o resultado é uma fotografia nítida, clara e bem visível. 

Neemias, o copeiro do rei Artaxerxes, havia recebido notícias sobre Jerusalém, depois de seu povo ter sido levado para o cativeiro na Babilônia. Isso o entristeceu, pois os muros da cidade estavam derrubados e aqueles que escaparam de serem levados para o cativeiro estavam vivendo em grande miséria. Então, o copeiro chorou, jejuou e orou. 

Cerca de quatro meses depois, Neemias recebeu permissão do rei para ir a Jerusalém com um grupo de pessoas, a fim de reconstruir as muralhas daquela cidade. Ele foi para cumprir esse propósito. Porém, havia inimigos que não queriam que essa obra fosse concretizada. Eles tentaram atrapalhar de todas as maneiras, até procuraram assustar e matar Neemias. Queriam desviar o foco dele para que não conseguisse realizar a restauração dos muros. Tentaram marcar um encontro com ele, fora de Jerusalém e, no versículo em destaque, lemos sua resposta. Neemias estava focado no projeto da reconstrução dos muros e não poderia perder tempo com os inimigos. E foi isso que lhe salvou a vida. 

Refletindo sobre o que é manter o foco, podemos afirmar o seguinte: 1) ficar concentrado naquilo que está fazendo; 2) não desviar sua atenção para coisas paralelas; e 3) não permitir que outras coisas tirem a sua atenção da obra principal em que você está envolvido. Aja assim em tudo o que realizar. 

A vida espiritual começa quando a pessoa se compromete com Jesus Cristo, e busca ser mais parecida com seu mestre. Portanto, para alcançar esse resultado, não desvie o seu foco do Senhor e de sua Palavra. 

Não deixe o inimigo tirar o seu foco de Jesus Cristo, Salvador e Senhor de sua vida! 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de junho de 2025

Retidão

Quem anda direito teme ao SENHOR, mas quem segue caminhos enganosos o despreza (Pv 14.2).

Leitura Bíblica: Provérbios 11.4-5 

Às vezes, ouvimos as pessoas falando que o mundo de hoje está perdido. Concordo, mas não é somente o mundo de nossos dias que está assim. Desde que Adão e Eva desobedeceram a Deus, o mundo se tornou perdido, porque as pessoas começaram a praticar o que é mal aos olhos do Senhor. Muitos não perguntam mais qual é a vontade de Deus. Simplesmente vão vivendo de acordo com os desejos do próprio coração. Não há mais uma direção, um alvo ou uma verdade. Viver nessa realidade é difícil para aqueles que procuram ser retos aos olhos de Deus. Cito como exemplo o contexto da vida de Noé. A Bíblia diz que, já naquela época, toda inclinação dos pensamentos do coração do ser humano era sempre e somente para o mal (Gn 6.5). Era nesse cenário que Noé vivia como um homem justo, íntegro, de acordo com os valores de Deus, e que não se deixava amoldar diante das pressões ao seu redor. E essa retidão de vida nascia do seu temor ao Eterno, enquanto os demais desprezavam o Senhor. 

Nossa época não é muito diferente. Pautar nossa vida na Palavra de Deus é visto com desprezo por muitos, para os quais tal comportamento é ultrapassado. Estes defendem que é preciso ter uma mente mais aberta e evoluída e não se prender a verdades questionáveis e tão antigas. A Palavra de Deus não muda. Sempre será a mesma. Muitas pessoas viveram e morreram por defender seus princípios e não se importaram com as pressões sofridas por aqueles que lhes foram contrários. 

Hoje somos convidados a viver em retidão, de acordo com a Palavra de Deus, que ensina a não nos desviarmos para a esquerda nem para a direita. Mesmo assim, não seremos entendidos nem benquistos por muitos, mas teremos a convicção de que seremos aprovados pelo Senhor e recompensados no dia em que Cristo voltar para buscar seus fiéis. Nesse dia, a opinião do mundo não terá importância. Apenas o que o Senhor disse valerá. 

Mais vale viver em retidão, obedecendo à Palavra de Deus, do que ter a aprovação daqueles que vivem sem ele. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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19 de junho de 2025

Cristo vive!

Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (1Co 15.57).

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 15.20 

Muitos locais são apontados como supostos túmulos do corpo de Jesus. “Especialistas” analisam as condições da terra e as construções, além de contextualizar como seria a região naquela época. É importante saber que Jesus morreu, mas ressuscitou. Apenas Cristo, feito homem, viveu e morreu sem pecar, com toda a autoridade que lhe foi dada, por ser plenamente Deus. O local que teria servido de túmulo pouco importa, já que ele não está mais lá, pois Jesus ressuscitou ao terceiro dia. 

Muitos líderes religiosos, ao longo da história, viveram, ensinaram, tornaram-se (boas ou más) referências, mas todos carregam algo em comum: estão sepultados. Existem duas diferenças marcantes entre o cristianismo e as demais religiões: 1) Cristo ressuscitou e vive; 2) Deus nos reaproximou de si mesmo por meio do Evangelho e da graça em Cristo. Fatos sem precedentes. Não é à toa que o apóstolo Paulo declarou: “De fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias entre aqueles que dormiram” (v.20). Nele, não conheceremos a morte eterna porque se entregou em nosso lugar para que vivêssemos. Deus se fez homem para enfrentar o castigo que cabia a nós. É singular o amor de Deus, afinal, preparou um plano perfeito de resgate para nos mostrar o caminho até ele: tirar o primeiro casal do Éden para que não chegasse à árvore da vida e, dessa forma, não ficasse a eternidade longe de Deus; separar um povo para que dele viesse o Messias; e levantar profetas que anunciassem as suas palavras até que se concretizasse, em plenitude, a vinda de Cristo. 

É por isso que a busca pelo Jesus histórico não deve nos afastar da suprema verdade do Cristo ressurreto. Ele não foi apenas um rabi, um simples mestre ou um grande profeta, como alguns pregam. Jesus é Deus, reina pela eternidade e em breve o conheceremos. 

O Senhor nos chamou para si e nos mostrou o caminho seguro por meio de Cristo! 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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18 de junho de 2025

Feridos

Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! (Mt 5.46)

Leitura Bíblica: Marcos 2.15-17 

Já estive muito ferido, e como diz um pastor amigo: “Pessoas feridas ferem pessoas”. Mas não é só isso. Pessoas feridas ferem compromissos e responsabilidades; perdem o prazer de estar com os outros e o interesse em estar no ambiente em que foram feridas. Voltando a esse tempo em que estive ferido, lembro que sentia muita falta de ter alguém por perto, sem me apontar o dedo, sem a necessidade de dar diagnósticos, mas que simplesmente me emprestasse o colo e o ouvido. Precisava de alguém que me ajudasse a curar as feridas da alma, de preferência que conhecesse Jesus, que não falasse ou ensinasse teorias sobre ele, mas que vivesse o seu amor. 

Rotineiramente, recebo pessoas feridas para atendimento. Em um dos casos, um rapaz tinha sido ferido por pessoas pelas quais havia despendido grande energia. Eu também presenciei aquelas mesmas pessoas criticando duramente o jovem pelas costas. Ele estava muito ferido e arredio. Não era fácil aproximar-se dele, afinal, pessoas feridas ferem quem se aproxima. Naquele momento, pensei: “Nosso amor é teoria ou prática? Se amo só quem é bom para mim, então será que aprendi a lição?” 

Com Jesus, aprendemos algo muito importante. Basta atentar para os textos da leitura bíblica e o contexto do versículo-chave para entendermos o seguinte: Jesus veio para os sãos ou para os doentes? Sentava-se à mesa dos religiosos ou dos publicanos? Ele disse que é fácil amar quem nos ama, e nos orienta a ir além, porque amar quem nos ama é comum até para quem desconhece o amor de Deus. 

Precisamos viver o que cremos e pregamos. Os feridos são os que precisam ser remediados. Em nenhum momento, Jesus nos disse que seria fácil amar os que estão isolados pela dor. Pelo contrário, ele nos ensina a caminhar mais uma milha, a dar a outra face e a doar a vida por quem nos “crucifica”. Fácil? Não, mas foi isso que Jesus nos ensinou. 

Devemos amar e cuidar de pessoas feridas. Esse papel é de todos os que provaram o amor de Jesus. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de junho de 2025

Voltar?

Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o reino de Deus (Lc 9.62).

Leitura Bíblica: João 21.1-14 

Às vezes, dá vontade de desistir, não é? Nossa vida tem momentos incríveis, mas apresenta, também, dificuldades, sofrimentos e lutas, que nos fazem querer jogar tudo para o alto e voltar atrás. Namoro, casamento, amizades, igreja, trabalho, propósitos assumidos... E quando dá vontade de largar tudo? O que fazer? 

Pedro e seu irmão André ouviram o chamado de Jesus: “Sigam-me e eu os farei pescadores de homens” (Mt 4.19b). Pedro é chamado a mudar totalmente sua vida: deixar os peixes e se envolver em outra pescaria – a pesca de pessoas! Sem pensar, ele e o irmão deixaram as redes e seguiram o Mestre para esse propósito. 

A jornada com Jesus teve momentos incríveis para Pedro: andar sobre as águas, ver curas e milagres, subir ao monte da transfiguração e tantas outras experiências. Mas também houve momentos dolorosos: ver Cristo ser preso e ir para cruz, negá-lo três vezes e vê-lo morrer. 

Na leitura bíblica, depois da morte de Jesus, Pedro e outros voltaram a pescar. Lançaram as redes, mas não pegaram nada. Jesus novamente “interferiu” na pescaria. Resultado? Encheram as redes de peixes. Comeram juntos, porém, não tinham coragem de perguntar quem era Jesus, mesmo sabendo que era ele. 

Pedro havia sido chamado para se tornar pescador de homens. A decepção pela morte do Mestre levou-o de volta à sua antiga profissão – pescador. Na continuidade do texto bíblico, Jesus restaura Pedro, afinal, o chamado não havia sido anulado, mesmo com os erros que o discípulo tinha cometido. Talvez Jesus tenha dito: “Pedro, meu amigo, largue as redes de novo. Aquele chamado de três anos atrás ainda é válido para você”. 

 Em nossa vida, há momentos de festa e de sofrimento, lutas e alegrias, dificuldades e conquistas, erros e acertos. Não desista em meio aos erros. O chamado de Jesus para você está valendo. Firme-se no que ele lhe disse para fazer e não olhe para trás. 

Mesmo em meio a lutas, mantenha-se no propósito de Deus para sua vida e não olhe para trás! 

Aislan Henrique Greuel, Rio Negro/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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