23 de junho de 2025

Foco

Por isso enviei [a Sambalate e Gesém] mensageiros com esta resposta: “Estou executando um grande projeto e não posso descer. Por que parar a obra para ir encontrar-me com vocês?” (Ne 6.3)

Leitura Bíblica: Neemias 6.1-4 

Perguntei a um fotógrafo o que é foco. Ele respondeu que, tecnicamente, é manter a câmera posicionada, apontando para o objetivo principal ou assunto principal de seu trabalho. Baseado nisso, o resultado é uma fotografia nítida, clara e bem visível. 

Neemias, o copeiro do rei Artaxerxes, havia recebido notícias sobre Jerusalém, depois de seu povo ter sido levado para o cativeiro na Babilônia. Isso o entristeceu, pois os muros da cidade estavam derrubados e aqueles que escaparam de serem levados para o cativeiro estavam vivendo em grande miséria. Então, o copeiro chorou, jejuou e orou. 

Cerca de quatro meses depois, Neemias recebeu permissão do rei para ir a Jerusalém com um grupo de pessoas, a fim de reconstruir as muralhas daquela cidade. Ele foi para cumprir esse propósito. Porém, havia inimigos que não queriam que essa obra fosse concretizada. Eles tentaram atrapalhar de todas as maneiras, até procuraram assustar e matar Neemias. Queriam desviar o foco dele para que não conseguisse realizar a restauração dos muros. Tentaram marcar um encontro com ele, fora de Jerusalém e, no versículo em destaque, lemos sua resposta. Neemias estava focado no projeto da reconstrução dos muros e não poderia perder tempo com os inimigos. E foi isso que lhe salvou a vida. 

Refletindo sobre o que é manter o foco, podemos afirmar o seguinte: 1) ficar concentrado naquilo que está fazendo; 2) não desviar sua atenção para coisas paralelas; e 3) não permitir que outras coisas tirem a sua atenção da obra principal em que você está envolvido. Aja assim em tudo o que realizar. 

A vida espiritual começa quando a pessoa se compromete com Jesus Cristo, e busca ser mais parecida com seu mestre. Portanto, para alcançar esse resultado, não desvie o seu foco do Senhor e de sua Palavra. 

Não deixe o inimigo tirar o seu foco de Jesus Cristo, Salvador e Senhor de sua vida! 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de junho de 2025

Retidão

Quem anda direito teme ao SENHOR, mas quem segue caminhos enganosos o despreza (Pv 14.2).

Leitura Bíblica: Provérbios 11.4-5 

Às vezes, ouvimos as pessoas falando que o mundo de hoje está perdido. Concordo, mas não é somente o mundo de nossos dias que está assim. Desde que Adão e Eva desobedeceram a Deus, o mundo se tornou perdido, porque as pessoas começaram a praticar o que é mal aos olhos do Senhor. Muitos não perguntam mais qual é a vontade de Deus. Simplesmente vão vivendo de acordo com os desejos do próprio coração. Não há mais uma direção, um alvo ou uma verdade. Viver nessa realidade é difícil para aqueles que procuram ser retos aos olhos de Deus. Cito como exemplo o contexto da vida de Noé. A Bíblia diz que, já naquela época, toda inclinação dos pensamentos do coração do ser humano era sempre e somente para o mal (Gn 6.5). Era nesse cenário que Noé vivia como um homem justo, íntegro, de acordo com os valores de Deus, e que não se deixava amoldar diante das pressões ao seu redor. E essa retidão de vida nascia do seu temor ao Eterno, enquanto os demais desprezavam o Senhor. 

Nossa época não é muito diferente. Pautar nossa vida na Palavra de Deus é visto com desprezo por muitos, para os quais tal comportamento é ultrapassado. Estes defendem que é preciso ter uma mente mais aberta e evoluída e não se prender a verdades questionáveis e tão antigas. A Palavra de Deus não muda. Sempre será a mesma. Muitas pessoas viveram e morreram por defender seus princípios e não se importaram com as pressões sofridas por aqueles que lhes foram contrários. 

Hoje somos convidados a viver em retidão, de acordo com a Palavra de Deus, que ensina a não nos desviarmos para a esquerda nem para a direita. Mesmo assim, não seremos entendidos nem benquistos por muitos, mas teremos a convicção de que seremos aprovados pelo Senhor e recompensados no dia em que Cristo voltar para buscar seus fiéis. Nesse dia, a opinião do mundo não terá importância. Apenas o que o Senhor disse valerá. 

Mais vale viver em retidão, obedecendo à Palavra de Deus, do que ter a aprovação daqueles que vivem sem ele. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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19 de junho de 2025

Cristo vive!

Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (1Co 15.57).

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 15.20 

Muitos locais são apontados como supostos túmulos do corpo de Jesus. “Especialistas” analisam as condições da terra e as construções, além de contextualizar como seria a região naquela época. É importante saber que Jesus morreu, mas ressuscitou. Apenas Cristo, feito homem, viveu e morreu sem pecar, com toda a autoridade que lhe foi dada, por ser plenamente Deus. O local que teria servido de túmulo pouco importa, já que ele não está mais lá, pois Jesus ressuscitou ao terceiro dia. 

Muitos líderes religiosos, ao longo da história, viveram, ensinaram, tornaram-se (boas ou más) referências, mas todos carregam algo em comum: estão sepultados. Existem duas diferenças marcantes entre o cristianismo e as demais religiões: 1) Cristo ressuscitou e vive; 2) Deus nos reaproximou de si mesmo por meio do Evangelho e da graça em Cristo. Fatos sem precedentes. Não é à toa que o apóstolo Paulo declarou: “De fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias entre aqueles que dormiram” (v.20). Nele, não conheceremos a morte eterna porque se entregou em nosso lugar para que vivêssemos. Deus se fez homem para enfrentar o castigo que cabia a nós. É singular o amor de Deus, afinal, preparou um plano perfeito de resgate para nos mostrar o caminho até ele: tirar o primeiro casal do Éden para que não chegasse à árvore da vida e, dessa forma, não ficasse a eternidade longe de Deus; separar um povo para que dele viesse o Messias; e levantar profetas que anunciassem as suas palavras até que se concretizasse, em plenitude, a vinda de Cristo. 

É por isso que a busca pelo Jesus histórico não deve nos afastar da suprema verdade do Cristo ressurreto. Ele não foi apenas um rabi, um simples mestre ou um grande profeta, como alguns pregam. Jesus é Deus, reina pela eternidade e em breve o conheceremos. 

O Senhor nos chamou para si e nos mostrou o caminho seguro por meio de Cristo! 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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18 de junho de 2025

Feridos

Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! (Mt 5.46)

Leitura Bíblica: Marcos 2.15-17 

Já estive muito ferido, e como diz um pastor amigo: “Pessoas feridas ferem pessoas”. Mas não é só isso. Pessoas feridas ferem compromissos e responsabilidades; perdem o prazer de estar com os outros e o interesse em estar no ambiente em que foram feridas. Voltando a esse tempo em que estive ferido, lembro que sentia muita falta de ter alguém por perto, sem me apontar o dedo, sem a necessidade de dar diagnósticos, mas que simplesmente me emprestasse o colo e o ouvido. Precisava de alguém que me ajudasse a curar as feridas da alma, de preferência que conhecesse Jesus, que não falasse ou ensinasse teorias sobre ele, mas que vivesse o seu amor. 

Rotineiramente, recebo pessoas feridas para atendimento. Em um dos casos, um rapaz tinha sido ferido por pessoas pelas quais havia despendido grande energia. Eu também presenciei aquelas mesmas pessoas criticando duramente o jovem pelas costas. Ele estava muito ferido e arredio. Não era fácil aproximar-se dele, afinal, pessoas feridas ferem quem se aproxima. Naquele momento, pensei: “Nosso amor é teoria ou prática? Se amo só quem é bom para mim, então será que aprendi a lição?” 

Com Jesus, aprendemos algo muito importante. Basta atentar para os textos da leitura bíblica e o contexto do versículo-chave para entendermos o seguinte: Jesus veio para os sãos ou para os doentes? Sentava-se à mesa dos religiosos ou dos publicanos? Ele disse que é fácil amar quem nos ama, e nos orienta a ir além, porque amar quem nos ama é comum até para quem desconhece o amor de Deus. 

Precisamos viver o que cremos e pregamos. Os feridos são os que precisam ser remediados. Em nenhum momento, Jesus nos disse que seria fácil amar os que estão isolados pela dor. Pelo contrário, ele nos ensina a caminhar mais uma milha, a dar a outra face e a doar a vida por quem nos “crucifica”. Fácil? Não, mas foi isso que Jesus nos ensinou. 

Devemos amar e cuidar de pessoas feridas. Esse papel é de todos os que provaram o amor de Jesus. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de junho de 2025

Voltar?

Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o reino de Deus (Lc 9.62).

Leitura Bíblica: João 21.1-14 

Às vezes, dá vontade de desistir, não é? Nossa vida tem momentos incríveis, mas apresenta, também, dificuldades, sofrimentos e lutas, que nos fazem querer jogar tudo para o alto e voltar atrás. Namoro, casamento, amizades, igreja, trabalho, propósitos assumidos... E quando dá vontade de largar tudo? O que fazer? 

Pedro e seu irmão André ouviram o chamado de Jesus: “Sigam-me e eu os farei pescadores de homens” (Mt 4.19b). Pedro é chamado a mudar totalmente sua vida: deixar os peixes e se envolver em outra pescaria – a pesca de pessoas! Sem pensar, ele e o irmão deixaram as redes e seguiram o Mestre para esse propósito. 

A jornada com Jesus teve momentos incríveis para Pedro: andar sobre as águas, ver curas e milagres, subir ao monte da transfiguração e tantas outras experiências. Mas também houve momentos dolorosos: ver Cristo ser preso e ir para cruz, negá-lo três vezes e vê-lo morrer. 

Na leitura bíblica, depois da morte de Jesus, Pedro e outros voltaram a pescar. Lançaram as redes, mas não pegaram nada. Jesus novamente “interferiu” na pescaria. Resultado? Encheram as redes de peixes. Comeram juntos, porém, não tinham coragem de perguntar quem era Jesus, mesmo sabendo que era ele. 

Pedro havia sido chamado para se tornar pescador de homens. A decepção pela morte do Mestre levou-o de volta à sua antiga profissão – pescador. Na continuidade do texto bíblico, Jesus restaura Pedro, afinal, o chamado não havia sido anulado, mesmo com os erros que o discípulo tinha cometido. Talvez Jesus tenha dito: “Pedro, meu amigo, largue as redes de novo. Aquele chamado de três anos atrás ainda é válido para você”. 

 Em nossa vida, há momentos de festa e de sofrimento, lutas e alegrias, dificuldades e conquistas, erros e acertos. Não desista em meio aos erros. O chamado de Jesus para você está valendo. Firme-se no que ele lhe disse para fazer e não olhe para trás. 

Mesmo em meio a lutas, mantenha-se no propósito de Deus para sua vida e não olhe para trás! 

Aislan Henrique Greuel, Rio Negro/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de junho de 2025

Discípulo

“Deixa-me dar um beijo de despedida em meu pai e minha mãe”, disse [Eliseu], “e então irei contigo.” “Vá e volte”, respondeu Elias; “lembre-se do que fiz a você” (1Rs 19.20b).

Leitura Bíblica: Lucas 14.25-35 

Atualmente, tem sido pregado um cristianismo fácil, que vai contra os ensinos de Jesus. Diferentemente de muitos que enganavam seus ouvintes, Jesus mostrava que há um alto preço para segui-lo. Na verdade, ser cristão é para todos, mas não é para qualquer um! Na leitura bíblica de hoje, Jesus repete três vezes este “refrão”: “não pode ser meu discípulo” (Lc 14.26-27,33), apontando para o tema central. Assim, Jesus identifica quem não pode ser seu discípulo. São os que amam mais às próprias famílias; amam mais a própria vida; não estão dispostos a tomar a cruz e segui-lo; e amam demais tudo o que têm. Enfim, são os que põem todas essas coisas acima dele. 

A palavra amar não aparece literalmente no texto. Na língua original, há uma palavra que tem o significado primário de odiar e, por isso, tem sido traduzida em algumas versões bíblicas dessa maneira, ou, por aborrecer. Contudo, existem textos do Antigo Testamento grego mostrando que tal palavra aponta para amar menos, e não odiar ou rejeitar (Dt 21.15-17). Na verdade, a Bíblia toda incentiva o amor a pais, filhos e irmãos. O amor a estes é um símbolo do amor verdadeiro. Família, dentro dos propósitos de Deus, é algo maravilhoso. Particularmente, posso dizer que amo os membros de minha família e sei que também sou amado por eles. Contudo, meu amor por eles não pode ser maior do que o meu amor a Jesus. 

Ao ver aquela multidão que o seguia, Jesus não aproveitou para festejar o bom momento do seu ministério. Mas usou a ocasião para mostrar que eles deveriam fazer bem os cálculos antes de segui-lo (Lc 14.28-32,34-35). 

Eliseu, como se vê no versículo em destaque, despediu-se dos pais e deixou tudo para trás para ser discípulo de Elias. Jesus não exige menos do que isso de seus discípulos. 

Quem não ama Jesus acima de tudo não pode ser seu discípulo! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de junho de 2025

Flores vivas

Os justos florescerão como a palmeira, crescerão como o cedro do Líbano (Sl 92.12).

Leitura Bíblica: Jó 14.1-9 

Durante muitos anos, morei em uma das cidades mais quentes do Brasil. Mas, mesmo com o sol escaldante, a beleza das flores que lá desabrocham é incomparável. Na minha igreja, havia um casal que cultivava essas flores e, aos domingos, adornava o templo com elas. Eu chegava mais cedo para apreciar os vasos criando vida nas mãos de nossa querida florista. Após o culto da noite, eles deixavam as flores à disposição para quem quisesse levar para casa e, assim, além do espírito abastecido, levávamos beleza para nosso lar. Elas permaneciam vivas por dias, enfeitando nossas residências. 

Em um sábado, fui à igreja para uma reunião e observei, com tristeza, que algumas flores do domingo anterior haviam sido esquecidas. Alguém as separou, mas não as levou para casa e, pela falta de cuidado, estavam mortas e retorcidas pelo calor. Uma visão triste, sem dúvida. 

Então, meditei sobre como somos parecidos com aquelas flores: no domingo, enchemos o peito e cantamos felizes louvando ao Senhor. Ouvimos a mensagem e entendemos que Deus falou ao nosso coração. Oramos cheios de fé e gratidão e vamos para casa alegres, abastecidos e edificados pela Palavra do Senhor. Mas, com o passar da semana, vamos nos distanciando, nos desidratando espiritualmente e acabamos murchos, abatidos pelas lutas do dia a dia. 

O abastecimento do domingo secou por falta de cuidado na manutenção e no fornecimento diário. A Bíblia ficou esquecida, as orações se tornaram apressadas ou inexistentes, o louvor se calou e a adoração evaporou. As flores do arranjo foram cortadas e separadas de suas raízes, por isso, morreram. Porém, nós estamos ligados à Videira, que é Cristo. Somos os ramos e podemos ser sustentados e alimentados o tempo todo. Podemos manter a seiva da vida correndo em nós até chegar o outro domingo, e o próximo, e o próximo, até o dia final! 

Que o Senhor nos mantenha vivos, nutridos e hidratados espiritualmente até que ele venha. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de junho de 2025

Aparências

Não julguem de acordo com as aparências, mas julguem de maneira justa (Jo 7.24, NVT).

Leitura Bíblica: Cantares 1.5-7 

Lembro-me do meu casamento. Houve um bom período de relacionamento, entre namoro e noivado. E, como creio que acontece com todo jovem casal, parecia que todas as surpresas já haviam sido expostas. Mas, é claro, isso não era verdade. Com o tempo, as diferenças se tornaram latentes e, por vezes, geraram conflitos. Não foram poucos atritos, especialmente nos primeiros anos. Isso porque, obviamente, somos de realidades originárias totalmente distintas. Da mesma forma que há muito em comum, ainda existem diferenças. Não que isso seja um problema, mas o ajuste torna-se um desafio. Por isso, não há dúvidas de que amar é mais do que um sentimento. É também uma escolha, que leva em conta as convergências e divergências. 

Na leitura de hoje, há um apelo da Sulamita para que Salomão não a olhe apenas por causa da sua beleza. Aquela jovem desejava que ele a enxergasse em todo o seu contexto, e não atentasse apenas para sua aparência, por mais formosa que fosse. Aquela mulher era sofrida e tinha sido explorada. O trabalho que realizava, à sua época, era uma função estritamente masculina. Ela estava alertando Salomão para o perigo de se prestar atenção apenas em seu aspecto exterior. 

Deus deseja que você enxergue seu cônjuge de forma mais profunda. Ele não é apenas um “rostinho bonito”. Existe uma história de vida, além de muitas marcas. Esse é o desafio de amar do jeito que o outro é e o ajudar a melhorar naquilo que for necessário. Esse era o apelo daquela jovem a seu amado. Esse é o nosso grande desafio entre casais. Somos mais que aparência. Ame seu cônjuge integralmente. Ajude o outro a superar traumas e dores. Seja amável e paciente. O amor de Deus se reflete em nossos relacionamentos conforme aprendemos a amar o nosso cônjuge. É assim que o Senhor nos ama. É assim que Jesus ama a Igreja. Assim deve ser o amor de um casal que serve a Cristo. 

O amor de Deus se reflete no relacionamento à medida que se aprende a amar o cônjuge em toda sua complexidade. 

Marcelo Matias, Poços de Caldas/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de junho de 2025

Sofrimento

Em sua angústia, porém, eles se voltaram para o SENHOR, o Deus de Israel, e o buscaram, e ele deixou que o encontrassem (2Cr 15.4).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 15.1-4 

O Senhor provava diariamente a sua fidelidade, presença e proteção ao povo de Judá, mas, quando tudo ia bem, muitos se esqueciam dele. Por muito tempo, Israel preferiu dar as costas ao Deus verdadeiro e à Lei. Porém, quando se viu numa situação de grande angústia e sofrimento, voltou-se e clamou ao Senhor, que igualmente se voltou para o povo. 

Dessa situação podemos extrair duas lições: 1) Não deixar para buscar Deus apenas quando tudo estiver indo mal; 2) Ter sensibilidade para perceber o Senhor em meio ao sofrimento. Sobre a primeira lição, desconheço um melhor exemplo que a relação do povo de Israel com Deus, no Antigo Testamento. Em resumo, eles geralmente buscavam ao Senhor somente quando a situação apertava: nos casos de derrotas em guerras, escravidão, doença, fome, perseguição, opressão, enfim, em situações de pleno sofrimento. Seria errado buscar a Deus em tempos de aflição ? Jamais! Mas errado é buscá-lo apenas nesses momentos, quando não se tem mais o que fazer. É uma relação de barganha e interesse, e não foi para isso que o Senhor nos criou, pelo contrário, ele nos fez para ter um relacionamento conosco. Sobre a segunda lição, aprendi a pedir a Deus sensibilidade para percebê-lo nos tempos de agonia. Se o sofrimento é o caos, a dor e o descontrole, o Senhor é a ordem, a cura e o controle. 

O versículo em destaque é precioso demais! Apesar de fraquezas, medos, incertezas e falta de fé em tempos de angústia, o fato de buscar a Deus de todo o coração já é suficiente para que ele se volte para nós. O que Jesus disse? “Venham a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês” (Mt 11.28). Lembre-se dessas duas lições quando passar por tempos de sofrimento. Deus há de abençoar sua vida, em nome de Jesus. Amém! 

“Volta-te para mim e tem misericórdia de mim, pois estou só e aflito” (Sl 25.16). 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de junho de 2025

Clame!

Por isso, volteime para o Senhor Deus a fim de buscálo com orações e súplicas, com jejum, em pano de saco e coberto de cinzas (Dn 9.3).

Leitura Bíblica: Daniel 9.18-19 

A maioria de nós já enfrentou um sofrimento profundo, causado por algum evento acima de nossa capacidade de superação. Daniel experimentou isso e soube o que fazer. Ele fora levado cativo para a Babilônia, no ano 605 a.C., junto com seu povo. Na ocasião, era um jovem com apenas 16 anos, como Hananias, Misael e Azarias, seus amigos judeus. 

Ele viveu naquela nação durante 70 anos. Judá, sua pátria, havia sido levada para o cativeiro, sob a permissão de Deus, como castigo por causa de sua idolatria e desobediência a ele. Durante esse período, Daniel serviu vários reis como estadista e profeta, com a ajuda dos seus amigos. Eles permaneceram fiéis ao Senhor, não obedecendo a ordens contrárias à sua fé, como, por exemplo, que se curvassem a algum deus local. Manter essa posição causou a eles situações de perigo que quase lhes custaram a vida (caps.3; 6). 

Já idoso, entre 70 e 80 anos, o Senhor lhe deu uma revelação perturbadora, de que puniria Israel por manter-se desobediente. Confiante de que Deus novamente o ouviria, Daniel apresentou sua súplica (Is 9.4b-19). Ao final de sua oração, o profeta pediu ao Senhor: “Inclina os ouvidos, ó meu Deus, e ouve; abre os olhos e vê a desolação da cidade que leva o teu nome. Não te fazemos pedidos por sermos justos, mas por causa da tua grande misericórdia” (v.18). E o profeta insiste: “Senhor, ouve, perdoa... vê e age... não te demores” (v.19). 

Daniel nos ensina que devemos clamar a Deus em nossas dificuldades, reconhecendo seu amor, bondade, misericórdia e, principalmente, graça, pois não há nada de bom ou justo em nós mesmos para reivindicarmos qualquer coisa. E o autor da carta aos Hebreus nos encoraja: “Aproximemonos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hb 4.16). 

Clamar a Deus sempre trará duas respostas possíveis: a solução do problema ou a graça para suportá-lo. 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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