21 de abril de 2025

O dono

Pois “do Senhor é a terra e tudo o que nela existe” (1Co 10.26).

Leitura Bíblica: Salmo 24.1-10 

Uma amiga contou-me a linda história de como havia conquistado sua casa própria, exatamente como sonhara. Ela possuía um apartamento em um centro urbano, perto de comércios, hospitais, bancos e tudo mais que a vida moderna exige para maior rapidez e conforto nas situações cotidianas. Uma senhora da igreja, onde ambas congregavam, era proprietária de uma casa grande, bem afastada do centro, com dezenas de cômodos, piscina, churrasqueira, jardim, pomar e muito mais. Tal senhora propôs a esta amiga a troca das propriedades, sem custo algum, pois queria morar perto do centro urbano para facilitar seus afazeres, como compras, pagamento de contas etc. Minha amiga indagou sobre os valores, porque a casa da senhora era bem mais valiosa do que seu apartamento. Esta justificou que seu sonho era viver em um apartamento igual ao dela e nada mais. Assim, realizaram a troca, acertaram a documentação e se mudaram. 

Com alegria e gratidão, minha amiga convidou muitas pessoas para um culto e uma festa na nova casa. Mostrou a propriedade a todos e deixou o convite para quem quisesse ficar lá alguns dias, uma vez que o imóvel era bem grande e confortável. No meio da celebração, ela disse que tudo era muito bom, porém, o dono da casa voltaria e ela teria de devolvê-la imediatamente. Pensei comigo que ela não havia feito um bom negócio, já que sempre teria de ficar alerta e preparada para entregar o imóvel a qualquer momento. Foi aí que minha amiga acrescentou que o dono da casa era Deus, e ela, apenas uma administradora dos bens que ele lhe confiara. A leitura bíblica afirma: tudo é de Deus e nada nos pertence, somos apenas administradores e, quando ele voltar em glória (Mt 25.31-33), deixaremos e devolveremos tudo. Devemos nos conscientizar de que nada temos, tudo é dele, por ele e para ele (Rm 11.36). Quanto a nós, cuidemos com muito zelo e amor daquilo que Deus nos confia. 

Só Deus é o verdadeiro dono de tudo. 

Luciana Gallinari, Paulínia/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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18 de abril de 2025

Surpresa

Certo homem de Cirene, chamado Simão, pai de Alexandre e de Rufo, que passava por ali chegando do campo, foi forçado a carregar a cruz (Mc 15.21).

Leitura Bíblica: Marcos 15.16-22 

Deus é especialista em nos surpreender com sua graça e amor. No texto de hoje, vemos parte do processo de condenação e crucificação de Cristo, ocorrido nos dias da Páscoa, quando celebravam a saída do povo do Egito. Durante essa festa, os judeus tinham o costume de sacrificar um cordeiro sem defeito para o perdão de seus pecados, ato que tinha validade de um ano. O sacerdote sacrificava um cordeiro e salpicava o sangue sobre a pessoa que o oferecia para obter o perdão. Nesse período, os judeus não podiam tocar em pessoa ou animal morto, nem se aproximar de leprosos, ou, ainda, ter qualquer contato com sangue, pois todas essas coisas os deixariam impuros, impedindo-os de participar dos sacrifícios e, assim, obter o perdão dos pecados. 

Simão Cirineu não era um seguidor de Jesus, nem sabia que ele era o Cordeiro de Deus, mas amava o Senhor e participava da Páscoa, desejando obter o perdão para si e sua família. E, quando ele estava entrando na cidade, deparou-se com Jesus flagelado e ensanguentado carregando uma cruz. Nesse instante, os soldados romanos o obrigaram a ajudar Jesus, o que o tornaria impuro para o sacrifício pascal. Mal sabia Simão que Deus tinha para ele algo muito superior do que um perdão limitado. A missão de carregar a cruz era de Jesus, mas Simão foi incluído. Dessa maneira, ele ficou encharcado, não com o sangue de um cordeiro qualquer, mas com o sangue de Cristo anunciado por João Batista – o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Simão esperava algumas gotas, porém, foi surpreendido com um banho; enquanto desejava o perdão para aquele ano, obteve o perdão para toda a vida. 

Deus continua agindo na Terra para estabelecer seu reino e nos inclui em sua missão. Por fim, ao pensar que estamos contribuindo com o Senhor, nós é que estamos sendo cuidados e abençoados. 

Quando entramos em um lugar com o desejo de agradar a Deus, ele nos surpreende com sua graça e amor. 

Ricardo Larsen da Silva, Teo/La Coruña. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de abril de 2025

Arriscar a vida

Davi expressou este forte desejo: “Quem dera me trouxessem água da cisterna que fica à porta de Belém!” Então, três [de seus soldados]... tiraram água da cisterna de Belém e a trouxeram a Davi (1Cr 11.17-18a).

Leitura Bíblica: Lucas 22.54-62 

Existe quase um consenso em condenar Pedro por ter negado conhecer Jesus, o que não parece ser totalmente justo. Afinal, todos os discípulos afirmaram que não o negariam (Mt 26.31-35), mas, na hora da prisão, o único que ficou próximo foi exatamente Pedro. Onde estavam os demais? Na verdade, ele declarou que iria até a morte com o Senhor (Lc 22.33). 

Durante a prisão de Jesus, Pedro foi para o confronto fatal e atacou um daqueles guardas (Jo 18.10). Na sequência, todos fugiram, só ele e mais um discípulo continuaram seguindo o Mestre (Jo 18.15-16). E na hora que negou conhecer Jesus, o que havia sido previsto (Lc 22.34), viu-se cercado de inimigos dentro do pátio da casa do sumo sacerdote. Isso nos leva a pensar que não seria sensato declarar algo como: “Sim, eu conheço Jesus e até sou um de seus discípulos. Podem me prender!” 

Afinal, o que Pedro estaria fazendo naquele lugar perigoso? O texto não declara, mas parece lógico pensar que estivesse ali na esperança de ajudar. Ele demonstrou coragem por acompanhar Jesus, porém, sucumbiu quando sua segurança pessoal foi ameaçada. 

Ao negar conhecer o Senhor pela terceira vez, seus olhares se encontraram (v.61). Então, ele se lembrou de que o Mestre havia previsto aquela situação, o que confirmava, mais uma vez, ser Jesus o Messias, o Salvador. Pedro não entendeu a razão de o Senhor deixar-se prender e maltratar, mas, o que poderia fazer? Dessa forma, retira-se e chora amargamente (v.62). 

Como se vê nos textos de hoje, pessoas leais arriscam a vida por seus líderes, como fizeram os soldados de Davi para suprir um desejo do rei. Pedro, demonstrando sua lealdade, acompanhou Jesus e ficou entre os que o prenderam. 

Até que ponto estamos dispostos a seguir Jesus? 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de abril de 2025

Às portas

Àquele que bate, a porta será aberta (Mt 7.8b).

Leitura Bíblica: Lucas 11.9-13 

“Tim Maia” era um morador de rua que ganhou esse apelido por ser bastante parecido fisicamente com o famoso cantor brasileiro, falecido há muito tempo. Ele morou por diversos anos em uma conhecida rua da cidade de São Paulo. Os filhos tentaram levá-lo para casa várias vezes e os assistentes sociais queriam acolhê-lo em um abrigo, mas ele recusava o auxílio. Sua vida se limitava a uma pequena barraca, na qual mal cabia, uma sujeira indescritível à sua volta, uma bebida para aquecer a noite fria e esmolas que nunca faltavam. Sua “cabana” ficava em frente a um hospital, a alguns passos da ajuda, porém ele acabou morrendo, miseravelmente, sem alívio para o sofrimento e comendo as migalhas que lhe eram oferecidas. 

Creio que um grande número de pessoas está vivendo assim espiritualmente. Aceitando sobras, quando podem participar da mesa farta da comunhão com o Senhor. Muitas igrejas conservam suas portas abertas e seus líderes estão aptos a conversar ou orar com os aflitos. Inúmeros abrigos estão esperando com uma cama quente, com o jantar pronto e roupas limpas. As tendas dos “sopões” se espalham pela cidade. Mas tantos carentes saciam a fome momentânea e voltam a dormir ao relento. As roupas continuam sujas, e o corpo, doente, parece não ter saído da condição miserável. 

Assim como o apetite físico, a fome da alma precisa ser saciada. Cristo nos oferece mudança de rumo e de vida todos os dias e para sempre. Mas continuamos indolentes, preocupados com a fome de hoje e sem vontade de lutar contra o vazio da falta de comunhão com Deus, que é o nosso amparo e o nosso alimento diário. Em sua companhia, não precisamos temer o futuro nem os problemas do amanhã, e a esperança nunca estará fora de alcance. “Tim Maia” morreu às portas do hospital. Bastava andar alguns passos para encontrar ajuda. Não lhe faltaram mãos estendidas, porém ele negligenciou a assistência até ser tarde demais. 

Deixemo-nos ser conduzidos para o abrigo que saciará a nossa alma, eternamente, enquanto é tempo. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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15 de abril de 2025

Fuja!

Tenham o cuidado de não praticar as suas obras de justiça diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, não terão nenhuma recompensa do seu Pai, que está nos céus (Mt 6.1).

Leitura Bíblica: Mateus 6.1-4 

Fuja das aparências! Essa é a exortação de Cristo em toda essa seção (Mt 6.1-18). Ele estabelece princípios para a espiritualidade na vida religiosa. São três temas intimamente ligados ao nosso relacionamento com Deus: o socorro ao próximo, ao dar esmolas a quem necessita; a oração, que deve ser uma evidência do nosso amor e intimidade com Deus; e o jejum, que expressa nossa dependência e revela um anseio ainda maior por ele. São ótimas práticas, mas que podem ser realizadas de uma forma hipócrita. 

Será que hoje os filhos de Deus têm alimentado suas redes sociais mostrando debilidade, vazio e falta de conteúdo em suas ações, diante dos ensinos de Jesus? Como Deus vê nossa espiritualidade, santidade, temor, as verdadeiras intenções e motivações, a partir de fotos e vídeos que postamos? 

O que Jesus está ensinando é que seus seguidores não devem “fazer uma representação teatral” ao ajudar o próximo, fazer suas orações a Deus ou jejuar. Isso está totalmente em harmonia com seus ensinos de que devemos valorizar mais o conteúdo, e não a forma; o interior, e não o exterior. Segundo Cristo, quem faz esse “jogo de cena” ao praticar essas virtudes cristãs está buscando a glória dos homens, seus aplausos e sua aprovação. Em outras palavras, está trocando o galardão que receberia de Deus na eternidade por aquilo que já está recebendo dos homens agora. Será que vale a pena tal troca? 

Para o Senhor, com essas atitudes, estamos pecando, pois deixamos de fazer algo para a glória de Deus. De acordo com a Palavra de Deus, essa é a definição mais completa sobre o que é o pecado. 

Portanto, pratique essas virtudes cristãs apenas para ser visto por Deus. Tenha certeza de que haverá um galardão recebido das próprias mãos do Pai que está nos céus. 

É possível pecar praticando as virtudes cristãs mais elevadas quando estas não são para a glória de Deus. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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14 de abril de 2025

Não troque

Não haja [entre os filhos de Deus] nenhum imoral ou profano, como Esaú, que por uma única refeição vendeu os seus direitos de herança como filho primogênito (Hb 12.16).

Leitura Bíblica: Gênesis 25.29-34 

Recentemente, eu estava participando de uma roda de debate em que me foi perguntado: “Você deixaria seus valores por algum preço?” A maioria das pessoas ali disse que trocaria seus princípios por uma boa quantia de dinheiro. A questão é: se nossa paz interior e a fidelidade a Deus têm preço, então estamos afirmando que a bênção espiritual não é mais importante do que qualquer outra coisa. 

Se você ainda não conhece a história de Esaú, filho de Isaque e Rebeca, e irmão gêmeo de Jacó, a leitura bíblica de hoje traz uma parte essencial de sua trajetória, que foi o dia em que ele trocou a bênção da primogenitura por um prato de lentilhas. Naquela época, a bênção dada ao filho mais velho incluía a porção dobrada na herança do pai, a liderança espiritual e a missão de presidir a família, como é no patriarcado. Não era apenas um compromisso civil, mas uma consagração espiritual. Conforme a leitura, Esaú chegou em casa faminto após uma caçada e viu seu irmão cozinhando. Ele, então, desprezou o direito recebido como presente de Deus em troca da refeição de Jacó (v.32). O autor de Hebreus, mais tarde, classificou essa ação de Esaú como imoral e profana. Por quê? A disposição dele em abrir mão das bênçãos do Senhor para conseguir satisfação imediata ilustra aquilo que é o oposto da fé. 

É tolice sacrificar bênçãos espirituais para satisfazer vontades físicas. Quem se deixa guiar pelo apetite não concede espaço aos valores mais importantes. Por isso, o apóstolo Paulo e o médico e evangelista Lucas nos aconselham a alimentar o nosso espírito através do relacionamento vivo e íntimo com Deus por meio da oração, do estudo da Bíblia, da comunhão com os irmãos nas casas e no templo. Esse é o caminho para não substituirmos a bênção do Senhor por qualquer outra coisa. 

Não troque aquilo que é eterno por satisfações passageiras. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de abril de 2025

Adversidades

Parem de lutar e saibam que eu sou Deus! (Sl 46.10a)

Leitura Bíblica: Tiago 1.2-8 

As notícias que chegam a todos nos dias atuais são, no mínimo, assustadoras. Além dos acidentes naturais e das catástrofes, há também a violência nas ruas e nos lares, onde crianças, mulheres e idosos se tornaram os alvos preferidos de pais, esposos e parentes. Tudo isso pode nos levar à angústia e ao estresse, culminando com a falta de expectativa de ver dias melhores à nossa volta. Como se não bastasse, ainda somos alvejados pelo conteúdo violento da mídia. Também somos afetados e impactados por problemas de saúde ou desemprego de amigos, familiares próximos ou distantes. Todas essas situações passam a nos pressionar, nos dando a impressão de que não temos para onde fugir e que não alcançaremos paz, tranquilidade e alegria. O que podemos fazer? Buscar refúgio em Deus, que nos auxilia além da cura física ou mental. Podemos recorrer à ajuda médica ou psicológica, tomar remédios ou fazer terapias, que até trazem alguma melhora, muitas vezes passageira. 

Passar por duras experiências e ficar como um barco à deriva é desolador. Todos estão sujeitos a vários tipos de situação. Todos passam por severas adversidades na vida. Em certos momentos, parece que vamos sucumbir. Muitas vezes temos a impressão de que não possuímos mais forças para seguir em frente. Tudo parece perdido. Mas o salmista descreveu o poder imenso de Deus, no Salmo 46: o Senhor é poderoso para nos ajudar nas situações mais difíceis de nossas vidas. Ele é o refúgio, a fortaleza e o socorro em nossas tribulações. Se não houver o reconhecimento desse amor e do poder grandioso de Deus, a nossa vida se tornará um martírio sem fim. Devemos parar de lutar e saber que o Senhor é o Deus poderoso que nos livra do mal, porque essa é a promessa para os que entregaram a vida a Jesus. Podemos passar por maus momentos, mas confiemos! Deus estará conosco até o final (Dt 31.6). 

"Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8.31b) 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de abril de 2025

Filhos de Deus

Se vocês sabem que ele é justo, saibam também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele (1Jo 2.29).

Leitura Bíblica: 1 João 3.1-10 

O apóstolo João foi muito feliz em sua percepção sobre o caráter paternal de Deus. Para os judeus – sobretudo os da época de Jesus –, chamar o Deus Eterno de Pai representava, de alguma forma, “diminuí-lo” por dar a ele uma representação terrena. No entanto, o Deus Pai, para os cristãos, é o centro da nova identidade em Cristo. 

No texto da leitura bíblica, há o resumo do que é ser cristão: somos filhos de Deus, amados com um grande e singular amor. A nossa filiação é pelo sacrifício de Cristo, conforme está implícito nos escritos de João. É Jesus quem nos aproxima e nos integra à família de Deus, que é gigante e universal. Mas ela existe a partir do conceito de separação e santificação. Fomos separados por Deus para vivermos na eternidade ao seu lado. Enquanto isso não acontece, passamos nossos dias neste mundo, que é dominado pelas trevas. Nós, porém, não somos das trevas, mas refletimos a luz do Deus Pai, que não se corrompe e é imutável. O mundo nunca vai nos compreender, porque os que verdadeiramente pertencem à família de Deus são moldados à medida do caráter de Cristo. A ética de Cristo não é para lobos em pele de cordeiro. 

A jornada com Deus, por meio de Cristo, reserva coisas ainda ocultas a nós. Devemos confiar, contudo, que os planos do Senhor são os melhores e, estando em Jesus, seremos semelhantes a ele, quando ele se manifestar. Enquanto não chega o tão esperado momento, que costumo chamar de o tempo perfeito (a eternidade com Deus), devemos nos manter alinhados com a ética do reino. Ela é baseada na pureza e na justiça. Não é possível viver com um pé no mundo e outro no reino. Busquemos, então, ser puros tendo Cristo como modelo. Pratiquemos a justiça, de modo que todos vejam em nós atitudes que estejam de acordo com os filhos de Deus. 

A família de Deus é coisa séria, apenas para quem tem ética. A ética de Cristo. 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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9 de abril de 2025

Domingo

E esta é a promessa que [Deus] nos fez: a vida eterna (1Jo 2.25).

Leitura Bíblica: Hebreus 4.9-13 

Quando eu fazia hidroterapia, fiquei amiga de uma senhora alegre, simpática e muito querida por todos. Ela gostava tanto de conversar que acabava se esquecendo de realizar os exercícios na piscina. Seu assunto predileto eram as novelas. Ela contava o capítulo anterior com riqueza de detalhes, como se as cenas tivessem acontecido na sua casa e os atores fossem seus amigos. Sua maior tristeza era o domingo, pois não tinha novela e ela teria de esperar até a segunda-feira para assistir ao próximo capítulo. Que monotonia passar esse dia tão triste e vazio, na sua concepção. 

Muitos aproveitam a oportunidade para “domingar” na praia, no parque, no shopping ou nos almoços familiares. Outros só sentem o vazio de um dia sem trabalho secular e anseiam pela segunda-feira para se refugiar no expediente e escapar do cuidado com cônjuge e filhos. Às vezes, nos esquecemos de que o domingo, além do tempo de descanso físico e das diversões, também é um trailer dos melhores momentos que virão quando a vida aqui findar. O domingo é o Dia do Senhor. É quando, em comunhão com outros irmãos, louvamos, adoramos e ouvimos a sua Palavra exposta em estudos e sermões, quando temos um prenúncio do futuro que nos espera. 

Não como as novelas, o último capítulo da nossa existência não terá reprise. Por isso, não aproveitaremos mais o tempo com a família, com os amigos ou com os irmãos da igreja. Quando o “FIM” for escrito, será para sempre. O Autor da nossa vida e Diretor do nosso roteiro já preparou um cenário muito mais lindo do que qualquer filme ou novela. A trilha sonora será cantada pelos anjos. O refletor que irá nos iluminar na eternidade será o Sol da Justiça, Cristo Jesus. O elenco? Ah, que elenco... Nossos patriarcas, nossos queridos redimidos, os mártires e os anjos que já gozam do privilégio da presença do Senhor. Se esse não for o nosso anseio, alguma coisa está faltando em nós. 

Estejamos preparados para a eternidade, pois, “nossos dias na terra não passam de uma sombra” (Jó 8.9). 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de abril de 2025

Nova criação

Deus viu tudo o que havia feito e percebeu que tudo havia ficado muito bom. Passaram se a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia (Gn 1.31).

Leitura Bíblica: Gálatas 5.19-21 

Deus viu tudo o que havia feito e percebeu que tudo havia ficado muito bom. Passaramse a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia (Gn 1.31). 

Meu esposo e eu viajamos muito pelas estradas de pequenas cidades do interior e é chocante a contradição da paisagem! Andamos quilômetros na natureza diversa e exuberante. De repente, surgem montes de lixo fétido, espalhados pelo vento. Isso me leva a pensar em outras coisas horríveis que somos capazes de produzir. 

A Bíblia afirma que tudo o que Deus fez era muito bom. Porém, com a entrada do pecado no mundo, por Adão e Eva, muitas coisas foram se transformando em verdadeiro lixo. A palavra queda é perfeita para definir isso. Somos seres caídos. Da bênção com a qual fomos criados e para a qual demos as costas, todos nos tornamos produtores de muito lixo neste mundo. Não apenas lixo material, mas emocional, moral e relacional. Uns produzem mais, outros menos, é verdade, mas é lixo. Para começar, uma triste lista pode ser encontrada na leitura de hoje, que trata de obras da carne. Não era para ser assim, mas esse é o estado da alma humana após rebelar-se contra Deus. E não adianta dizer que não temos nada a ver com o erro de Adão e Eva. Sejamos sinceros e reconheçamos que há dentro de nós a mesma natureza caída e propensa ao mal que se manifesta quando somos contrariados, decepcionados ou até sem um motivo externo. 

Não somos bons. Bom é Deus. Não somos puros. Puro é Deus. Não somos justos! Justo é Deus. Ele nos criou à sua imagem e semelhança, que foi manchada pelo pecado. Agradeçamos ao Senhor misericordioso e poderoso que nos resgatou. Como? Nos oferecendo a possibilidade de sermos uma nova criação por intermédio de um “novo Adão”: Jesus, o Filho de Deus encarnado (Rm 5.12-21). Nele nunca houve pecado. Ele venceu e derrotou, para sempre, o lixo e a morte que o pecado produzia em nós e por nós. Só ele nos transforma e nos dá uma vida nova e abundante. 

“Se alguém está em Cristo, é uma nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas!” (2Co 5.17) 

Heloísa Oliveira Machado, Brasília/DF. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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