17 de fevereiro de 2025

Na Palavra

Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e permaneço no amor dele (Jo 15.10).

Leitura Bíblica: 1 João 2.1-5 

Existem canções que, além de bonitas, têm ótimas letras. E, se ouvirmos na ocasião certa, tocam profundamente o nosso coração. Ouvi uma canção interpretada pelos irmãos Arrais, que diz: “Não fale que o conhece se o esquece em cada esquina. Não fale que o encontra nas suas ondas de fé e não na palavra. Que mais há hoje é graça sem juízo, que traga amor e paz sem compromisso.” 

Quem tem Cristo tem a verdade. Como alguém pode dizer que ama a Deus se não guarda seus mandamentos? Jesus afirmou: “Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele” (Jo 14.21). Aquele que quer ser discípulo de Cristo deve andar como ele andou. Em Mateus 16.24, Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. João também fala duramente sobre isso: “Aquele que diz: ‘Eu o conheço’, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele” (1Jo 2.4). 

Temos o privilégio de ter uma vida com Deus. Não devemos pegar atalhos, por mais que seja difícil buscar o caminho certo. Mesmo sabendo que a nós pertence a vergonha, ao Senhor pertence a misericórdia e o perdão. Podemos, de forma sincera, confessar nossos pecados e, pela graça de Deus, alcançar misericórdia. Com a ajuda do Senhor, nosso caminhar vai na direção da obediência à sua Palavra. Só assim poderemos ter certeza de que estamos vivendo na presença de Deus. Nosso amor pelo Senhor é aperfeiçoado e ampliado. Estamos de fato e de verdade com ele. “Aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele” (1Jo 3.24a, ARA). 

Que a nossa vida seja como uma boa música aos ouvidos do Senhor. Não barulhenta, mas uma canção de louvor que alegre Deus. 

Quem diz que vive unido com Deus deve viver como Jesus Cristo viveu. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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14 de fevereiro de 2025

Pausa

Mudaste o meu pranto em dança, tiraste a minha veste de lamento e me vestiste de alegria (Sl 30.11).

Leitura Bíblica: Salmo 137.1-9 

Minha filha mais velha foi pianista na adolescência, mas depois seguiu outro rumo na vida profissional. No entanto, ela sempre estudou e escreveu seus artigos e teses ouvindo música. Estava terminando o doutorado, no ano do início da pandemia, quando seu pai se foi. O luto silenciou a música em seu ser por um longo tempo. Com muito incentivo e apoio, conseguiu concluir seus estudos. Mas a música que a embalava e que tornava mais leve as horas intermináveis de pesquisa e escrita sumiu dos seus ouvidos e ela, em silêncio, concluiu uma fase importante da sua vida com um imenso vazio. 

Em 586 a.C., Jerusalém foi destruída pelos babilônios, e muitos judeus foram levados para a Babilônia como escravos. O Salmo 137 reflete a dor e o sofrimento que eles sentiram durante esse tempo. Eles se assentavam às margens dos rios e choravam com saudade da sua terra e, especificamente, do local de adoração nacional, o templo em Jerusalém. Os seus opressores pediam canções, mas as harpas estavam penduradas nos salgueiros. Não havia alegria nem louvor. Somente choro e um olhar no que ficara para trás. Vemos, nas palavras do salmista, o desânimo dos cativos durante esse período. 

Muitas vezes, o sofrimento cala nossa voz de adoração e louvor. Depois de um tempo, minha filha se mudou para outra cidade, e a música foi restaurada em sua vida na nova igreja, por meio do louvor, cantando no coral e em outros grupos. Um dia, o povo judeu também retornou a Jerusalém, o templo foi reconstruído, e as vozes de louvor voltaram a subir aos céus. Se, neste momento, você está num período de “pausa”, pense que ele vai passar, a alegria vai retornar e a adoração e o louvor serão restaurados. Não é fácil cantar no sofrimento, mas façamos como Cristo: após a ceia, ciente de tudo que iria enfrentar nas horas seguintes, saiu com seus discípulos cantando um hino (Mt 26.30). 

Mesmo em meio às “pausas”, o compasso se faz música. Adoremos ao Senhor no silêncio do nosso coração. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de fevereiro de 2025

Lealdade

Rute, porém, respondeu [a Noemi]: “Não insistas comigo para que te abandone e que não mais te acompanhe. Aonde fores, irei; onde repousares, ali repousarei! O teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus!” (Rt 1.16)

Leitura Bíblica: Rute 1.1-18 

A lealdade é uma virtude. Sabemos que hoje em dia esse valor está em baixa, anda escasso e quase extinto. Infelizmente, muitas pessoas não são leais com os outros e, às vezes, nem com elas mesmas. No texto bíblico, observamos a lealdade de Rute para com sua sogra Noemi. Depois da morte do marido e dos filhos, Noemi decidiu voltar para sua terra natal. Sua nora Rute, também viúva, numa atitute corajosa e confiante, insiste em querer acompanhar a sogra, como mostra o versículo em destaque. 

A lealdade de Rute surpreende e supera os laços de sangue e parentesco, e nos ensina preciosas lições. Rute insistiu em ficar com a sogra ainda que não houvesse laço sanguíneo entre elas e mesmo sem saber o que as aguardava na nova terra. Além de laços familiares, havia entre elas diferenças culturais. Mesmo assim, Rute escolheu viver com o povo de sua sogra. Rute e Noemi tinham um vínculo fortíssimo de cumplicidade, o que quebrava barreiras e preconceitos. Isso só fortalecia a amizade entre elas. Diante de todos esses laços, o sentimento mais leal foi o amor e o cuidado que Rute nutria pela sogra, importando-se mais com Noemi do que consigo mesma, a ponto de não se preocupar com seus próprios interesses e optar por acompanhá-la. Assim, Rute foi direcionada com segurança, impulsionada com firmeza e seguiu confiantemente os planos que o Senhor traçaria para sua vida dali em diante, planos que incluíam que ela fizesse parte da genealogia de Jesus (Mt 1.5). 

Que sejamos canal de bênção e possamos influenciar positivamente as pessoas à nossa volta com atos de lealdade. Agindo assim, o sofrimento poderá ser evitado e a satisfação pessoal proporcionada pelo Senhor será inexplicável. 

Seja leal com as pessoas da mesma forma que gostaria que fossem com você. 

Luciana Gallinari, Paulínia/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de fevereiro de 2025

Faça pausas

No sétimo dia, Deus já havia concluído o trabalho que realizara; assim, nesse dia, descansou de todo o seu trabalho. Então, Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque foi nesse dia que ele descansou de todo o trabalho que realizara (Gn 2.2-3).

Leitura Bíblica: Números 20.1-13 

Quando foi a última vez que você parou e se desligou? A pausa (descanso, folga ou férias) é vista muitas vezes como sinal de quem não gosta de trabalhar. Não é verdade. Prova disso é que os primeiros capítulos da Bíblia trazem o conceito de descanso. Até o próprio Deus descansou depois de ter criado tudo. Tenho um amigo que se dividia entre o exercício do ministério pastoral e funções acadêmicas numa faculdade. Sua vida era sempre corrida e sua agenda, sempre lotada. Certo dia, tentando dar conta de seus compromissos, ao se deslocar de carro entre duas cidades, ele simplesmente “apagou”, ou seja, a exaustação física e mental diante das muitas atividades o consumiu. Isso me lembra que todos nós precisamos “desacelerar” de vez em quando. 

No texto lido, Moisés vinha do velório de sua irmã. Quando voltou em direção aos seus liderados, as cobranças, queixas e reclamações retornaram. Moisés estava enlutado, triste, aborrecido e cansado. Seu desgaste emocional o fez agir de forma “irrefletida” ao desobedecer a Deus e atacar o povo (Sl 106.32-33). O Moisés equilibrado, ou seja, o homem “mui manso”, nunca faria isso. Leia as consequências na continuação do texto. 

O ser humano precisa de pausas. Então, descanse, administre melhor seu tempo, trate as dores e crises. Procure ajuda, se for preciso. Você é vulnerável. Não tome decisões importantes quando estiver muito alegre e eufórico nem quando estiver deprimido, abatido ou fragilizado. Admitir que não tem condições de decidir nada importante naquele momento e que necessita de uma pausa não é vergonhoso. Pior é chegar ao estado em que Moisés chegou. Apenas dê uma pausa. Descansar é um princípio bíblico. 

Seja uma bênção na obra de Deus, mas permita a si mesmo descansar, assim como o próprio Deus descansou. 

Marcelo Matias, Poços de Caldas/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de fevereiro de 2025

Deus existe?

Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14.6).

Leitura Bíblica: Êxodo 3.13-14 

Uma pergunta que muitos fazem é esta: “Deus existe?” Creio que essa questão não é facilmente respondida porque quem pergunta geralmente quer uma resposta baseada em comprovações científicas e racionais. O autor da carta aos Hebreus afirma: “Sem fé é impossível agradar a Deus”, e eu ouso acrescentar: “Sem fé é impossível conhecê-lo”. 

Conversando sobre esse assunto, alguém me questionou: “Você pode me provar que Deus existe?” Respondi: “Só se você me provar que ele não existe.” Seguiu-se um tempo de silêncio. Então, eu apontei o dedo para a parede e disse: “Você sabe o que tem atrás daquela parede?” A pessoa respondeu: “Não. E você sabe?” Respondi que não sabia, mas, se seguisse o caminho até lá, saberia. Concluí a conversa: “Jesus é o único caminho até Deus, e sigo esse caminho pela fé, e pela fé afirmo que ele existe. Você vai continuar sem saber, pois não conhece o caminho”. 

Quando foi escolhido pelo Senhor para libertar os israelitas do Egito, Moisés mandou um recado ao próprio povo: “o Deus de seus antepassados” o tinha enviado. Mas o líder estava preocupado que lhe perguntassem o nome desse Deus. E o Senhor respondeu: “Eu sou o que sou”. Isso descreve sua existência, seu poder eterno e seu caráter imutável. A Bíblia afirma que ele é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13.8); é o primeiro e o último (Is 44.6); o Alfa e o Ômega, que era, que é e que há de vir (Ap 1.8). Tudo começa nele e termina nele, e tudo o que existe subsiste nele. No versículo em destaque, Jesus garante: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. Isso nos leva ao entendimento de que Deus existe e, pela fé em Cristo, comprovamos sua existência. Aquele que percorrer o caminho, que é Jesus, chegará a Deus. Logo, para esses, Deus existe. 

Jesus é o caminho que comprova a existência de Deus. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de fevereiro de 2025

Certeza incerta

Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa (Tg 4.14, ARA).

Leitura Bíblica: Eclesiastes 3.9-17 

“A única certeza que temos na vida é a morte!” Há outras certezas que precisamos ter, como o fato de que estamos sujeitos a morrer, mas não sabemos “quando”. Eu mesmo tive essa convicção quando me afoguei. Também passei por cirurgias e não morri. Estou aqui! A morte é uma certeza incerta: para morrer, estar vivo já é suficiente, porque não precisa estar doente para “partir desta para a melhor”. Melhor? Para a eternidade ser melhor é necessário ter certeza quanto ao local de destino. 

Salomão descreve a eternidade várias vezes e deixa claro que se esqueceu dela em alguns momentos ao correr atrás do vento (de suas vaidades e preferências pessoais). Até que um dia “acordou para a vida” com Deus e registrou acertos e consertos que precisavam ser realizados enquanto havia tempo, pois “estamos e na mesma hora não estamos mais”, assim como a neblina (veja versículo em destaque). 

Muitos negam a eternidade. Preferem pensar que “morreu, acabou”; outros não pensam nela porque acham que ainda vai demorar. Porém, é fato que há um “vazio” eterno dentro de todo ser humano que só pode ser preenchido pelo Senhor. Ele “pôs no coração do homem o anseio pela eternidade” (v.11b). Só haverá sentido em sua vida quando você tiver convicção de onde passará a eternidade. Pare um pouco, converse com Deus e diga: “Senhor, eu sei que sou um pecador, creio que Cristo veio em carne e osso aqui na Terra e reconheço que ele morreu na cruz do calvário para me salvar e me limpar de meus pecados. Abro a porta do meu coração e convido: Jesus, entrego a ti todo o meu ser. Escreve o meu nome no Livro da Vida porque hoje te recebo como meu único Senhor, Salvador e Mediador. Obrigado, Pai, por me aceitar como filho. Amém!” 

Quem tem certeza de que passará a eternidade com Cristo não tem medo da morte. 

Leonel Freitas de Carvalho, Itaporanga/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de fevereiro de 2025

Seja forte!

[O Senhor] me disse: “A minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12.9).

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 12.7-10 

A soberba é uma das tentações que mais vencem os seres humanos. Muitos, senão todos, gostariam de ser vistos como os melhores no que fazem. No futebol, todos desejam receber o prêmio de melhor jogador do mundo. Os atores esperam conquistar o Oscar. No dia a dia, o motorista de ônibus espera ser reconhecido como o melhor da companhia. No restaurante, quem assa carne gostaria de ser aplaudido como o melhor churrasqueiro. E assim por diante... Em que você se acha o melhor? 

O apóstolo Paulo também foi tentado a se ver como o melhor, e sentiu-se assim por ter recebido visões e revelações do Senhor. Citemos três dessas experiências: 1) Jesus se revelou a ele na estrada para Damasco, chamando-o a servi-lo (At 9.4-6); 2) numa visão noturna, um macedônio lhe rogava para levar o Evangelho a Trôade (At 16.9); 3) em outra visão, em Corinto, foi encorajado por Deus a continuar pregando (At 18.9-10). 

Para não se ensoberbecer, o apóstolo reconheceu que lhe foi posto um dolorido espinho na carne (v.7). Não temos detalhes sobre isso, mas Paulo considerava o tal espinho como um mensageiro de Satanás para atormentá-lo e, assim, mantê-lo humilde. Por sofrer com isso, o apóstolo clamou a Deus para que o livrasse daquele estorvo. No entanto, o Senhor não o atendeu, e lhe explicou: “Minha graça é suficiente para você”. E por que lhe seria suficiente? “Pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (v.9). Por não retirar dele o espinho na carne, Deus iria fortalecê-lo com seu poder. Mas o apóstolo não ficou revoltado por causa disso. Aceitou o fato de o Senhor ter feito repousar o poder de Cristo em sua vida para mantê-lo dependente. E afirmou: “Por isso, por Cristo, alegrome nas fraquezas, nos insultos, nas privações, nas perseguições, nas angústias; pois, quando sou fraco, então é que sou forte” (v.10). 

A soberba pode nos expor à dolorida disciplina de Deus para nos manter dependentes de sua graça. 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de fevereiro de 2025

Pão de queijo

[Ana] disse [a Eli]: “Espero que a tua serva encontre favor aos teus olhos!” Então, ela seguiu o seu caminho, comeu, e o seu rosto já não estava abatido (1Sm 1.18).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 1.1-18 

Hoje em dia, estamos mais preocupados com a alimentação. Os valores nutricionais das embalagens industrializadas, as calorias ou o peso dos alimentos devem ser avaliados quando vamos comer. Fazemos dietas por várias razões, como doenças, alergias ou obesidade, e vivemos preocupados, tentando equilibrar quantidade e qualidade. O que nos dá prazer, às vezes, não podemos consumir e acabamos enchendo o prato com alimentos vazios de sabor, mas que trazem outros benefícios à nossa saúde. Porém, em determinados momentos, principalmente os de preocupação e tristeza, o apetite some. 

No início da pandemia, ainda com os sintomas da Covid-19, cheguei em casa, depois de deixar meu amado esposo no cemitério, vítima do vírus, e me deparei com a nossa mesa de jantar repleta de alimentos, mostrando o amor e a solidariedade dos amigos. Não havia mais espaço para tanta comida, mas nada me apetecia. Foi então que uma vizinha bateu à porta e, rompendo todas as barreiras do medo do contágio, conversou conosco, nos consolou e nos entregou um prato de pão de queijo quentinho. E foi o que consegui comer naquele dia. Apenas um pão de queijo. Essa atitude de humanidade me fez lembrar do cuidado de Deus em um tempo de tanta fragilidade. Jesus conversou com leprosos, tocou os cegos, estendeu a mão aos desvalidos e continua, hoje, tocando nossa alma de maneira especial. 

Precisamos abrir os olhos da fé para enxergar as pequenas atitudes que nos sensibilizam e nos enchem de gratidão. Quando Ana chorava por um filho e foi consolada por Eli, ela orou ao Senhor, seu apetite voltou e seu semblante já não era triste. Demorei para reencontrar a alegria, mas os gestos de amor durante minha provação estão vivos na memória e guardados no coração. 

Que hoje você seja a pessoa a levar o “pão de queijo” a quem está faminto de amor e consolo. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de fevereiro de 2025

Permaneça em mim

[O SENHOR] fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças (Is 40.29).

Leitura Bíblica: João 15.1-5 

A tensão havia me acompanhado também naquele dia. Carregava o medo, a rejeição e a desesperança, além de uma pasta verde enorme, cheia de documentos. A incredulidade dificultou a plena compreensão do significado das palavras do agente da Polícia Federal da Itália. A minha permissão de residência tinha sido aprovada com uma duração de cinco anos. Fiquei espantada com a notícia. Por mais que fosse um direito meu, havia passado um longo período aguardando uma resposta. Não faltaram lágrimas após tantas negativas. Mas a vitória veio e teve gosto de justiça! Principalmente nos momentos de aflição, tento trazer à memória todos os obstáculos que Deus permitiu que minha família superasse em terra estrangeira. 

Nós crescemos como seres humanos e continuamos dependentes da graça e da misericórdia do Eterno. Essas experiências amadurecem nosso caráter e melhoram nossas atitudes. Você também deve ter passado por poucas e boas. A vida da maioria das pessoas é desse jeito. Às vezes, criamos as próprias barreiras. Complicamos as coisas. Outras adversidades aparecem sem a nossa “permissão”. Porém, todas nos fortalecem. Que tal aproveitar a jornada para aprender? Tirar lições diante da injustiça e da crueldade do mundo? Quando surgir um problema, recorde das palavras de Jesus: “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto se não permanecerem em mim” (Jo 15.4). 

Independentemente dos infortúnios e adversidades, estejamos sempre ligados a Cristo, a videira verdadeira. Dele extrairemos força, aprenderemos a esperar e desenvolveremos nossa fé. Assim, estaremos prontos para dar frutos e, por meio das experiências vividas, encorajar outras pessoas que passam por desafios semelhantes. 

Supere os obstáculos da vida na força do Senhor. 

Paula Ferreira Rodriguez Fernandes, Desio. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de fevereiro de 2025

Plástico-bolha

Ele lhes enxugará dos olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem lamento, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram (Ap 21.4).

Leitura Bíblica: Isaías 9.6 

Certa vez, li um artigo que dizia que um minuto estourando plástico-bolha é equivalente a 33 minutos de massagem. Impressionante, não é? Estudos científicos apontam que os estímulos táteis repetitivos ajudam a controlar a irritação e a angústia. Durante o período de quarentena na pandemia de Covid-19, vivi momentos de muita apreensão e pude comprovar as informações mencionadas. Em um desses dias, peguei um pedaço de plástico-bolha em que veio embrulhada uma entrega do correio e me deitei no sofá. Fiquei apertando o material até que, de repente, caí no sono. Acordei maravilhado com a sensação! Chega a ser cômico tentar descrever a paz que senti! 

Em nossa leitura de hoje, Isaías retrata profeticamente o Messias. Entre os nomes citados, destaco “Príncipe da paz”. É claro que não é a mesma paz que o plástico-bolha me trouxe. Vai muito além. É uma paz que, de acordo com o apóstolo Paulo, “excede o entendimento humano e guarda nossa mente e coração em Cristo Jesus” (Fp 4.7). Assim que acordei naquele dia em que estourei o plástico-bolha, lembrei-me da paz que Jesus dá, que não é como a do mundo. É espiritual, percorre todo o corpo e revigora nossa esperança. É a certeza de saber que, em meio às nossas crises e dificuldades, não estamos sós, pois o Senhor prometeu estar sempre conosco. 

O versículo em destaque apresenta o resultado futuro da grande obra de Cristo. Pela fé em Jesus, após esta vida terrena, as angústias serão mortificadas e viveremos lado a lado com Deus num lugar onde ele enxugará toda lágrima. Não haverá choro, nem tristeza, nem dor, nem morte. A paz do plástico-bolha foi um paliativo, como outras ofertas de descanso deste mundo. A verdadeira, nesta vida e na próxima, só encontramos no Príncipe da Paz. 

A paz que o mundo dá é temporária. Aquela completa e eterna, só Cristo proporciona. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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