13 de novembro de 2024

Aperto

Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação (Sl 91.9, ACF).

Leitura Bíblica: Salmo 91.1-16 

Há muitos anos, meu marido e eu fizemos um curso de mergulho. Algum tempo depois, equipados e paramentados, fomos fazer o primeiro mergulho em alto-mar. Apesar do medo de entrar em águas profundas, segui em frente, tentando ser valente. Para começar, o balanço do barco já foi desanimador, e a roupa de mergulho não era nada confortável. Já no primeiro dia, consegui mergulhar e foi lindo. Mas no segundo dia, apertaram tanto o meu colete salva-vidas que, quando caí no mar, quase sufoquei. Voltei para o barco e respirei aliviada. Mesmo com toda a beleza que me esperava metros abaixo, eu só queria pisar em terra firme. No dia seguinte, mergulhamos em águas rasas, sem precisar da longa viagem de barco. Aproveitei muito mais a experiência. 

Na vida, passamos por muitos apertos. Algumas vezes, são consequências das más escolhas que fazemos, da falta de sabedoria ou do distanciamento do Senhor. Mas, em outras, eles vêm de formas inesperadas, nos frustram e nos desestruturam. Eles podem chegar numa demissão, numa conversa assustadora com um médico, num rumo inesperado de vida, na perda de um ente querido ou na perda de bens materiais. E esses apertos nos sufocam, nos tiram do eixo e não nos deixam focar na saída, no respiro ou na solução. Então, olhamos para cima e lembramos que temos alguém que pode afrouxar os laços que nos apertam, nos tirar das águas profundas e nos levar para águas rasas, onde a luz do sol penetra e revela beleza e segurança. Mesmo com as sequelas dos apertos da vida, podemos sentir que há oxigênio suficiente para respirar e trazer clareza aos nossos pensamentos. Confiados e guiados pelo Senhor, mudamos o foco e achamos soluções onde menos esperamos. Enquanto os laços se afrouxam, ele nos dá paz. Seja em águas profundas, seja em águas rasas, Deus nunca nos abandona, pois está conosco nos dias claros e nos dias escuros. 

Obrigada, Senhor, pela tua companhia e proteção nas tormentas e na calmaria! Amém! 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de novembro de 2024

Eficácia da graça

[A graça de Deus] nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente (Tt 2.12).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 12.1-5 

É tarefa urgente e desafiadora viver no presente século sem se deixar levar por seus padrões, mas ter a mente de Cristo e conhecer os pensamentos de Deus através do Espírito Santo que habita em nós (1Co 2.12). Samuel, no final de sua vida, faz um discurso de despedida emocionante, expondo como viveu de forma íntegra diante de Deus e do povo, e prometendo restituir a qualquer um que tivesse sido oprimido ou explorado por ele (v.4). Ele foi um homem que desde a sua infância serviu a Deus com fidelidade e soube viver de maneira sensata, justa e piedosa. Isso não é muito fácil. É mais fácil adotar os padrões deste mundo do que buscar renovar nossa mente. Por outro lado, é difícil isolar-se do pensamento deste século estando presente no mundo. 

Devemos nos apegar ao ensino de Paulo a Tito de que a graça salvadora age em nossa vida a fim de nos educar. Primeiro, ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas. A graça de Deus tira o sabor da impiedade. Depois, ela nos fortalece a viver de maneira sensata, justa e piedosa, o que nos faz enxergar o mal que o pecado produz. Essa graça controla os desejos pelos prazeres que o mundo oferece, como embriaguez, adultério, vaidade das riquezas, agressividade e tantos outros. Somos transformados e passamos a buscar e praticar o bem. William Hendriksen afirma que essa mudança ocorre em três sentidos: “Para consigo mesmo: sensatez – domínio próprio, fazer uso adequado dos desejos e impulsos que em si mesmos não são pecaminosos, e vencer os que são pecaminosos. Para com o próximo: justiça – honradez, integridade no relacionamento com os demais. Para com Deus: devoção – piedade, verdadeiro fervor e reverência para com o único que é objeto de adoração”. 

A graça de Deus em Cristo nos salva e nos prepara para a vida. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de novembro de 2024

Arquipo

Digam a Arquipo: "Cuide em cumprir o ministério que você recebeu no Senhor" (Cl 4.17).

Leitura Bíblica: Colossenses 4.7-18 

Diversas cartas que o apóstolo Paulo escreveu foram preservadas como parte das Escrituras. Na leitura de hoje, há uma carta aos irmãos que viviam em Colossos, na qual ele envia saudações e recomendações finais, pedindo que esta carta fosse também enviada e lida aos irmãos de Laodiceia. A impressão é de que o apóstolo julgou necessário incluir um último recado (versículo em destaque). Há pouco sobre Arquipo nas Escrituras, exceto outra menção em Filipenses, na qual Paulo o chama de “nosso companheiro de lutas”. Podemos até conjecturar que ambos trabalhavam na proclamação do Evangelho, mas não temos elementos para saber sobre esse ministério. Porém, esse recado pessoal inserido em uma carta destinada à leitura pública merece atenção. 

Em outra situação, Paulo afirma que toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, repreender, corrigir e instruir em justiça (2Tm 3.16). Logo, este pequeno recado deve ser proveitoso para repreender, corrigir e instruir a você e a mim. Recentemente, ao ler este versículo fui tocado e fiz a seguinte anotação: “meu nome é Arquipo”. Sim, pois também tenho um ministério que recebi por estar no Senhor e devo cuidar de cumpri-lo bem, assim como toda pessoa que decidiu seguir Jesus. Afinal, a Palavra de Deus deixa claro que o Espírito Santo concede a cada seguidor de Jesus dons e capacitações especiais, cujo objetivo é o benefício do povo de Deus como um todo (1Co 12.7). Cada um de nós recebeu bênçãos para compartilhar. E então, você também é Arquipo. 

Qual é o seu dom? Esse é o seu ministério. O Senhor nos fez de forma exclusiva e nos concedeu dons que nos capacitam para ser uma bênção. Todos nós, cristãos, somos Arquipo, porque nos cabe cumprir fielmente o ministério que nos foi confiado. Olhe ao seu redor e veja onde você pode ser bênção. Provavelmente, assim, encontrará seu ministério. 

O Espírito Santo dá a cada cristão dons para ser bênção em todo lugar o tempo todo. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de novembro de 2024

Deixe um pouco!

Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham (At 4.32).

Leitura Bíblica: Levítico 19.9-10 

A injustiça social, com certeza, está entre aqueles pecados que durante milênios entristeceram o coração de Deus. Todas as vezes que ela esteve presente na vida do seu povo, este recebeu dura repreensão dos seus profetas. Muito embora o Senhor Jesus tenha dito que os pobres sempre teríamos conosco, nessa mesma ocasião ele também afirmou que sempre teríamos oportunidades para socorrê-los (Mc 14.7). Não posso esquecer a palavra de Tiago, irmão do Senhor, dizendo: “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (Tg 1.27). E em outro trecho, Tiago afirma: “Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: ‘Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se’, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?” (Tg 2.15-16). Não importa o que o mundo pensa. 

Se o assunto é a necessidade do nosso irmão ou do nosso próximo, o nosso padrão é a Palavra de Deus; e o versículo-chave aí está para revelar que os cristãos do início da igreja eram solidários e empáticos com seus necessitados. Talvez a realidade ao nosso redor nunca tenha revelado tanta desigualdade social, injustiça e necessidade. Mas o que chama a atenção é que essa já era uma preocupação do coração de Deus lá no princípio, quando lançou as leis que iriam reger a generosidade do seu povo para com os necessitados. Deus não queria e não quer que ninguém passe fome! Como podemos contextualizar essa palavra do coração de Deus? Creio que ele está dizendo: Quando receber seu salário no fim do mês ou quando for ao mercado e fizer aquela compra, não gaste tudo! Dê uma parte ao necessitado. 

Reparta o que você tem com seu irmão. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de novembro de 2024

O Deus que age

Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém! (Ef 3.20-21)

Leitura Bíblica: Êxodo 7.1-7 

Os egípcios eram politeístas. Entre seus deuses, havia animais, forças da natureza, o rio Nilo, o sol, a lua e o vento. Quando o povo de Israel vivia no Egito, Deus ordenou a Moisés que pedisse ao faraó para deixar o povo escolhido prestar culto ao Senhor no deserto. Faraó respondeu com zombaria, já que não conhecia o Senhor e, em represália, aumentou o trabalho do povo. Deus agiu no Egito de uma forma extraordinária ao revelar seu poder. O deus dos egípcios não protegeu o Egito, e muito menos o rio Nilo, já que seus peixes morreram e o país ficou infestado de rãs, que subiram até o palácio. Deus também enviou outras pragas, como piolhos que encheram aquela terra e moscas que atacaram todas as casas. Até os rebanhos foram acometidos por uma praga terrível, com feridas purulentas que surgiram nos animais e nos homens de todo o Egito. Houve uma tempestade de granizo que caiu em todo país, gafanhotos que cobriram a face da terra e trevas que não deixaram ninguém ver. E a praga final foi contra todos os primogênitos – homens e animais – do Egito, que foram mortos. Cada vez que faraó se recusava a deixar o povo sair, uma dessas calamidades acontecia. Deus age na história para socorrer seu povo nos momentos difíceis. 

Nas circunstâncias em que vivemos, somos chamados a crer que Deus continuará agindo. Os supostos líderes de nossa sociedade, que querem dominar a vida dos cristãos, não têm nenhum poder para desfazer a ação de Deus. Em nome do Senhor, realizaremos muitas maravilhas, na medida em que obedecermos ao seu chamado, como Moisés e Arão fizeram. Nenhum faraó nem qualquer outro deus poderá prevalecer na vida daqueles que creem no Senhor. 

Permita que Deus aja e transforme sua vida. 

João Fernandes Garcia, Oakville/Ontario. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de novembro de 2024

Amigos de Cristo

Como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18).

Leitura Bíblica: Filipenses 3.17-19 

Depois de ler e refletir muitas vezes em Filipenses, conversei com Deus em oração. No capítulo 3, Paulo orienta os irmãos da igreja de Filipos quanto à necessidade de seguirem unidos com base no padrão. Havia muitos que não aceitavam o modelo ensinado por Paulo e por outros irmãos que anunciavam o evangelho de Cristo. Sobre eles, Paulo afirma que “vivem como inimigos da cruz de Cristo” (v.18). Será que temos sido amigos ou inimigos da cruz de Cristo? Há ideias absurdas, outras sorrateiras, que tentam nos levar à contramão do ensino bíblico. Como podemos pregar o individualismo e o egoísmo se a Bíblia nos ensina o coletivo e o dar no lugar de receber? Assim como foi para Paulo, observar a realidade de um cristianismo impactado por ideias equivocadas nos deve causar lágrimas. 

Existem pessoas que afirmam professar a Cristo, mas são, na verdade, inimigos do sacrifício da cruz. Quem é inimigo da cruz? Todo aquele que defende que, por mérito próprio, pode alcançar algum favor junto a Deus; que diz que está no centro do coração de Deus, e por isso não precisa mudar nada, ou seja, que minimiza a graça de Deus demonstrada através de Jesus. Paulo convida os irmãos em Filipos e nos convida ainda hoje a seguirmos o evangelho e o exemplo de Cristo, o que significa entregar-se pelos outros em todas as circunstâncias. Isso nunca será fácil. Somos chamados a dar exemplo de vida. Essas pessoas, a quem Paulo se refere, veem o mundo apenas pela ótica terrena (v.19). A nós foi concedida a possibilidade, por meio de Cristo, de ampliarmos nosso conceito de vida para a eternidade (v.20). Aquilo que comunicamos às pessoas pode trazer implicações eternas a elas. É preciso refletir sobre aquilo que sai de nossos lábios e sobre aquilo que demonstramos. 

A nossa oração e a nossa prática devem evidenciar o quanto somos amigos de Cristo. 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de novembro de 2024

Dependência

Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas (cachoeiras) (Sl 42.7a, ARA).

Leitura Bíblica: Hebreus 12.1-3 

Ao ler o título, você pensou em drogas? Pois é, esse assunto já ficou “normal”, porque não há tanto combate, mas há, sim, um incentivo (incentivo indireto) ou silêncio. Nas mídias, o assunto é tratado como algo “normal e necessário”. O início nas drogas é uma “viagem nas nuvens”, no meio há uma abreviação da vida e o fim é embaixo da terra. Quem já perdeu um ente querido para as drogas e a violência que as acompanham, com certeza não apoia qualquer mobilização para que haja sua liberação, pois sabe das sérias consequências na família e na sociedade. Acima da questão de saúde pública está a questão de segurança pública. Furtos, roubos, assaltos e assassinatos demonstram uma dependência maior (ganância, egoísmo, ostentação, mentira etc.), que desagrada a Deus e, assim, um abismo chama outro abismo, um pecado chama outro pecado, e o uso “social”, para “ficar de boa com a galera”, vira dependência. 

Na leitura bíblica de hoje, vimos que há uma recomendação para que não nos embaracemos com aquilo que é peso e nos assedia. Todo santo dia somos assediados pelo inimigo espiritual de nossas vidas com o que nos agrada e alimenta nossa dependência, não necessariamente de drogas. Qual é a orientação divina? Correr, fugir, não perder tempo com o assédio e não ceder. A vida cristã deve ser uma constante perseverança. E o texto de Hebreus apresenta a solução para não dependermos de qualquer tipo de droga, tentação ou provocação: olhar para Jesus Cristo. Sejamos sinceros. Toda vez que cedemos a algum capricho é porque não estávamos com os olhos nele! Eis a diferença: Jesus Cristo foi provado e tentado em todas as coisas. Com certeza, muito lhe foi oferecido, mas ele não aceitou, e escolheu a alegria maior: fazer a vontade do Pai. Que o desejo de agradar a Deus e fazer sua vontade seja maior do que o de saciar nossos desejos carnais. 

Mantendo nossos olhos fixos em Jesus, não cederemos às tentações que nos desviam da vontade de Deus. 

Leonel Freitas de Carvalho, Itaporanga/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de novembro de 2024

Jesus ensina a orar

Orai sem cessar (1Ts 5.17, ARA).

Leitura Bíblica: Mateus 6.5 

Quando criança, eu não entendia o que significava orar sem cessar, então pensava que era ficar em casa orando sem parar. Tempos depois, aprendi que orar sem cessar é estar em plena comunhão com o Pai. Essa comunhão é constante: ao dirigir, trabalhar, viajar, estudar. Temos de estar em comunhão com Deus. Meu pai sempre mostrou na prática a importância da oração. Era raro não ver meu pai orando. Antes de sair de casa, ele nos convidava a orar. Na oração, pedia proteção na viagem e nos negócios que tinha para resolver; e quando chegava em casa, orava novamente agradecendo o retorno. Sempre que eu passava por alguma dificuldade, ele dizia: “Você já orou hoje?” Essa frase era dita a todos que o procuravam, e ele mostrava como falar com Deus é muito importante. 

No texto bíblico de hoje, Jesus deixou claro como não devemos orar. E quando um discípulo lhe pediu que os ensinasse a orar, o Mestre por excelência, o Mestre dos mestres, ensinou a oração modelo – o Pai-Nosso (Mt 6.9-13; Lc 11.2-4). Jesus quer que exaltemos o nome do Pai em nossas orações, dizendo sempre: “Santificado seja o teu nome”. Ele deseja que reconheçamos o Pai que está nos céus. Também quer que dependamos do seu suprimento. Quando oramos “o pão nosso de cada dia nos dá hoje”, significa que dependemos dele, pois ele nos dá saúde física para trabalhar e supre nossas necessidades diárias. Ele deseja que reconheçamos nosso pecado quando dizemos “perdoa as nossas dívidas”, e que carecemos do seu perdão. É necessário também perdoar quem nos ofende. Na aula sobre a oração, com Jesus aprendemos sempre a ficar na dependência do Pai, pois nada podemos fazer sem a vontade dele. E aprendemos que ele sempre responde às nossas orações, e isso é um privilégio. Que Deus abençoe nossas vidas e que busquemos crescer nessa matéria chamada oração. 

Nunca deixe de orar. A oração remove montanhas.  

Cleverson Pereira do Valle, Mogi das Cruzes/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de novembro de 2024

Propósito

Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus (At 20.24).

Leitura Bíblica: Ester 4.1-17 

Deus tinha um propósito na vida de Ester. Na nossa leitura, vimos que seu tio Mardoqueu lhe disse: “Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?” (v.14b). Ester era uma menina órfã que acabou virando rainha! Parece roteiro de filme, porém foi real! E ainda como rainha teve a sua vida colocada em risco, ao tentar salvar seu povo. No final da história, Ester salva sua vida e a de todo o seu povo. Suas “armas” foram a obediência, a paciência e a oração. Uma mulher com coração temente a Deus e notável pelo amor ao seu povo! Será que ainda existem mulheres que dão sua vida para salvar vidas? 

A missionária brasileira Analzira ficou conhecida em Angola como “a missionária que ficou”. Nesse paí­s acontecia uma terrí­vel guerra. Com a intensificação do conflito, muitas pessoas fugiram, abandonando seu povo. Mas Analzira ficou. Ela decidiu ficar em meio à guerra, vivendo em perigo para ajudar a salvar os angolanos. Foi conduzida por Deus, do Brasil para o continente africano, para ser usada como instrumento de salvação do corpo (era enfermeira) e da alma (como missionária). 

Antes que algo aconteça, Deus já tomou providências para o que virá. Não importa o quanto os homens dominem ou tenham poder, Deus é maior que reis e governantes e governa todos lá do céu. Deus tem a vida das pessoas nas suas mãos. Assim como Deus usou a vida de Ester e de Analzira, será que ele pode usar sua vida para salvar pessoas ou até mesmo povos? Você está disposto a morrer para que outros vivam? Aceitar viver os propósitos de Deus é a melhor decisão que podemos tomar. Escolher servir a Deus, independentemente das circunstâncias, é a melhor vida que podemos ter! 

Que nossa vida seja lembrada por cumprir os propósitos de Deus! 

Aline Coscioni Schach, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de outubro de 2024

Quem?!

Quem o povo diz que eu sou? (Mc 8.27b).

Leitura Bíblica: Lucas 9.18-20 

Os muitos milagres que Jesus fez o tornaram alguém famoso – mas será que isso significava que o povo o conhecia de verdade? Será que as pessoas sabiam quem ele realmente era, ou apenas o reduziam ao que ele fazia? A pergunta que o Senhor Jesus fez aos discípulos parece simples, mas não é. Havia muita controvérsia entre os judeus a respeito de como e quem seria o Messias, o Ungido de Deus, que viria para libertar seu povo. Os próprios discípulos muitas vezes se mostravam incertos quanto ao que deveriam esperar de Jesus como o Messias. 

Durante os últimos dois mil anos, estudiosos de muitas áreas se inquietaram em responder a essa simples pergunta: “Quem as multidões dizem que eu sou?”. Até hoje, essa é uma questão para a qual continua havendo inúmeras respostas – na verdade, há quase tantas possibilidades quantas pessoas no mundo, dependendo do que cada um sabe (ou pensa saber) a respeito do Cristo. 

Ainda que as definições de cunho teológico ou histórico sejam importantes e fundamentais, não era esse tipo de resposta que o Senhor queria ouvir dos discípulos daquele tempo e de hoje – tanto que as palavras que o satisfizeram eram simples, lapidares, fundamentais: “O Senhor é o Cristo, o Ungido de Deus”. Linda essa resposta, não? Mas o relato paralelo de Mateus mostra que ela não brotou do próprio Pedro, mas que ele precisou da revelação de Deus Pai para entender isso (Mt 16.17). 

Assim, uma coisa é certa: para entender quem Jesus é e o que ele quer não podemos nos basear em achismos, opiniões populares, ideias humanas ou mesmo nosso próprio e enganoso coração. O Senhor não está interessado em admiradores e fãs, mas em ter seguidores dispostos a deixar tudo para segui-lo. A estes, ele se revelará por sua Palavra, a Bíblia, e mostrará quem de fato é: Senhor e Deus sobre tudo e todos e Salvador de todos os que a ele se entregam. 

Para conhecer Jesus de fato é preciso se entregar a ele. 

Edilaney Duarte Gonçalves, Americana/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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