7 de junho de 2024

Na prosperidade

Certamente Deus é o meu auxílio; é o SENHOR que me sustém (Sl 54.4).

Leitura Bíblica: Filipenses 4.11-13 

Paulo afirma que sabia viver tanto em abundância como em escassez. Disse já ter experimentado essas duas situações e, nelas, sua mente permaneceu firmada em Deus. O apóstolo diz: “Tudo posso naquele que me fortalece” (v.13). Tem a consciência de que os dois momentos são difíceis – tanto a fartura como a escassez. Sofremos quando passamos por dificuldades. Mas a prosperidade é um momento muito bom e, ao mesmo tempo, muito perigoso na nossa vida. Sobre isso, Charles Spurgeon declarou: “É um perigo ser próspero. Para o cristão, a provação da adversidade é uma experiência menos severa do que o cadinho da prosperidade. 

A capacidade humana é insuficiente para carregar com a mão firme o cálice transbordante de gozo mortal. O que acontece muitas vezes é que, quando estamos muito supridos das dádivas providenciais de Deus, temos pouco da sua graça; contentes com a terra, ficamos satisfeitos sem o céu. Com certeza, é mais difícil saber estar farto do que saber ter fome; porque a natureza humana tem uma inclinação desesperadora para o orgulho e o esquecimento de Deus”. 

Lembrei-me de duas passagens em que Deus alerta o seu povo da possibilidade de esquecê-lo no futuro próspero: “Tenham cuidado de não se esquecer do SENHOR, o seu Deus” (Dt 8.11). O perigo da prosperidade gera um coração altivo: “Não digam, pois, em seu coração: ‘A minha capacidade e a força das minhas mãos ajuntaram para mim toda esta riqueza’” (Dt 8.17). Deus mostra que é ele quem nos dá força para adquirir a riqueza. Afastar-se de Deus na prosperidade, além de ser uma decisão insensata, é um total desprezo a quem nos proveu os recursos. É adorar o que foi criado no lugar do Criador. Nossa oração constante deve ser: “Deus, ensine-me a viver nos momentos de sofrimento e, principalmente, não deixe que eu me afaste do Senhor na prosperidade.” 

Que possamos aprender a viver contentes em qualquer circunstância. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de junho de 2024

Urgência

Eu me apressarei e não hesitarei em obedecer aos teus mandamentos (Sl 119.60).

Leitura Bíblica: Lucas 19.1-10 

A história de Zaqueu é uma das muitas contadas para crianças nas escolas bíblicas. Trata-se de um homem curioso e de baixa estatura que sobe em uma figueira para ver Jesus. O significado do nome Zaqueu é “o justo”, mas pelo relato de sua história, ela não estava fazendo “jus” ao seu nome. Pelo contrário! Ele usava sua profissão para proveito próprio, enriquecia à custa das outras pessoas, tinha fama de ser uma pessoa corrupta e agia com maldade. Entretanto, certo dia, Zaqueu decidiu mudar. Ao ouvir falar de Jesus, decidiu em seu coração ter contato com o Mestre. No entanto, havia muitas limitações que o impediam de conhecê-lo. Tratava-se da sua limitação moral e também física – a baixa estatura. Mesmo assim, ele não deixou que esses impedimentos o paralisassem. Tomou uma iniciativa. Diante das muitas limitações que nos são impostas diariamente pelas mais diversas circunstâncias da vida, somos levados a optar entre duas atitudes: superar as limitações ou retroceder com um sentimento de fracasso ou derrota. O segredo está em olhar para Jesus com o entendimento de que não seremos julgados nem condenados, mas seremos aceitos e perdoados para, assim, gerar uma nova vida em nós mesmos. Deus tem o poder de sondar o nosso coração, ver nossas limitações e a urgência improrrogável pela mudança. Quando Jesus pede para Zaqueu descer depressa da árvore para ir à casa dele, não houve constrangimento, uma vez que a pressa do Senhor era muito maior, pois sabia que transformaria a vida do publicano. E como resultado, a salvação entrou naquela casa. Jesus mudou a vida de um homem corrupto, que se propôs a devolver até quatro vezes mais se houvesse extorquido alguém, distribuiu metade de sua riqueza aos pobres, beneficiando parte da sociedade. Que possamos ter a mesma urgência em deixar Deus direcionar nosso passos e transformar nossas limitações em novidade de vida. 

Deus tem urgência em transformar nossa vida. Permita que ele direcione seus passos. 

Luciano Henrique Fonseca e Silva Lenz, Toledo/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de junho de 2024

Presente diário

Bendito seja o Deus... que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações (2Co 1.3-4).

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 1.1-4 

Perguntaram ao cantor cristão Bart Millard quanto tempo ele levou para escrever a letra da canção I can only imagine (“Eu só posso imaginar”). Com sua letra tão inspiradora, é uma das canções mais tocadas nas plataformas digitais de todo o mundo! Bart disse que não gastou mais do que uns 10 minutos, mas que o assunto que o inspirou a escrevê-la já estava em seu coração há muito tempo. Quase 20 anos depois do lançamento da canção, foi produzido o filme homônimo, que mostra a história por trás dela. 

Este livro devocional em suas mãos é produzido de forma parecida. Posso levar horas ou minutos para escrever um texto, e isso vale para todos os autores desta obra. Todavia, cada palavra contida nestas meditações não foi apenas uma ideia passada para o papel, mas fruto de estudo, oração, dedicação, fatos e tantos desdobramentos da nossa vida. Vários fatores ocorrem para que um texto abençoado seja produzido. Logo, posso afirmar que tais produções levaram anos para serem formuladas e colocadas à sua disposição. Na leitura bíblica de hoje, o apóstolo Paulo afirma que ele só pôde ser usado por Deus para consolar alguém porque antes foi consolado. Ou seja, as experiências que ele viveu servem para orientar quem vier a passar pelo mesmo. Por exemplo, se você já passou por um momento de luto, com certeza poderá consolar alguém que está na mesma situação. Assim, tudo que já vivemos e aprendemos nesta vida nos inspira reflexões que podem abençoar outros, para que estes, por sua vez, possam aprender e também abençoar o próximo, Assim formamos um ciclo de abençoados e abençoadores. Afinal, abençoado é quem abençoa, e este é o nosso presente diário: receber de Deus e poder abençoar pessoas. 

Ser consolado e encorajado é um presente, mas também carrega a responsabilidade de levá-lo a outros. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de junho de 2024

Incertezas

A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros (1Sm 15.22b).

Leitura Bíblica: 1 Reis 17.7-16 

Quem decide viver com Deus passa por momentos de incerteza, assim como qualquer pessoa neste mundo. Estas, porém, vão se dissipando à medida que ousamos obedecer, mesmo que todos os sinais sejam contrários. 

Elias anunciou dias sem chuva em Israel. Foi conduzido por Deus ao ribeiro de Querite, onde haveria água, e o alimento lhe seria trazido duas vezes ao dia por corvos. Com o sustento garantido, tudo estava certo. Mas o incerto surge quando o ribeiro seca: e agora? Então vem a palavra do Senhor e o conduz para Sarepta, em Sidom. Tí­pica situação em que ironicamente perguntarí­amos: não poderia ser um pouco pior? Sidom era a terra de Jezabel, esposa do rei Acabe, responsável pelo culto a Baal em Israel. O profeta Elias estava sendo procurado por denunciar abertamente a idolatria como pecado. Agora Deus envia Elias para Sidom, o centro da idolatria. Daria para piorar? Sim. Deus anuncia que uma viúva vai sustentá-lo nesse perí­odo (alguém totalmente desprovida de pessoas e recursos que a protegessem). Quanta incerteza! Mas Elias levantou-se e foi. 

A atitude de obediência submissa à vontade de Deus é o melhor caminho a ser trilhado. Deus cuidou de tudo. Em meio às incertezas, providenciou o cuidado a Elias, à viúva e seu filho. Com isso, ambos foram bênção um para o outro. Experimentaram juntos o agir certo e cuidador de Deus. E, num panorama mais amplo, foi anunciado que Deus é Deus em todos os lugares, mesmo num local de onde ele tinha sido “expulso”. Afinal, Sidom também foi atingida pela falta de chuva, sinal de que quem governa também lá é Deus, não Baal. A obediência serve assim como testemunho, marcando a presença de Deus nos lugares e situações mais incertas. 

Em meio às incertezas, ouse obedecer! 

Alison Diogo Heinz, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de junho de 2024

Nossas decisões

Muitos perguntam: “Quem nos fará desfrutar o bem?” Faze, ó SENHOR, resplandecer sobre nós a luz do teu rosto! (Sl 4.6)

Leitura Bíblica: Provérbios 4.18-22 

O olho enxergou uma montanha e disse: “Vejam que bela montanha temos no horizonte!” O ouvido tentou escutá-la, mas não conseguiu. A mão falou: “Estou tentando tocá-la, mas não a encontro.” O nariz foi conclusivo: “Não existe montanha alguma, pois não sinto seu cheiro.” Então todos chegaram à conclusão de que o olho estava enganado. 

Em que se baseiam as nossas decisões? É preciso tomar muito cuidado, pois sempre haverá alguém para dar conselhos errados e maus. A razão disso é muito simples: nossos sentidos são todos limitados. Às vezes, nem mesmo trabalhando juntos eles conseguem nos dar um quadro correto da situação. Assim, nossas decisões precisam de uma base diferente, mais consistente e confiável. O único lugar onde é possível encontrar um fundamento assim é na inerrante e imutável palavra de Deus, a Bíblia. Baseando-nos dela, teremos Deus presente em tempos de decisão, indicando o caminho que devemos seguir. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais temos condição de discernir todas as coisas. É como andar numa estrada e ver a luz da aurora, que brilha cada vez mais até ser dia claro (v. 18). Quem não vai por este caminho de Deus vai na direção inversa e, a cada dia que passa, as trevas vão se intensificando. 

Decisões sábias são possíveis quando não perdemos de vista os ensinamentos de Deus. Eles iluminam nosso caminho, passo a passo. Somente o Senhor pode transformar a nossa vida, abrir os nossos olhos, nos fazer discernir o que é correto e nos levar a ver o caminho que devemos seguir. É ele quem dirige e aprova nossas decisões. Seus ensinamentos nos protegem em nosso caminho. Ele abre as portas para aqueles que observam as suas exigências e tomam decisões segundo a sua vontade perfeita. 

Não perca de vista a direção de Deus para as suas decisões. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de maio de 2024

Desafio espiritual

Sonda-me, Senhor, e prova-me; examina o meu coração e a minha mente (Sl 26.2).

Leitura Bíblica: Salmo 26.1-12 

Fiquei imaginando se, em uma comunidade genuinamente cristã, todos pedissem a Deus o que o autor pede no verso-chave. Sabemos que mente e coração devem andar juntos. Todos conhecemos o texto: “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida” (Pv 4.23). Logicamente, podemos esperar que essa comunidade será uma comunidade pacífica, se esse for o objetivo de todos aqueles que a ela pertencem. 

Depois de ter andado em integridade, o salmista pede a opinião do Senhor sobre seu andar, e o verso seguinte permanece também no mesmo objetivo. Ter a fidelidade ao Senhor diante dos olhos é o alvo perfeito que agrada muitíssimo a Deus. Além disso, o salmista descreve seus relacionamentos pessoais e vai adorar ao Senhor em inocência de espírito, entoando o louvor em voz alta. Isso é agradável a Deus: poder louvar o seu nome, com os mais queridos hinos, a qualquer hora, pois a presença do Senhor é contínua. 

Lembremos que a glória do Senhor independe de tempo e lugar, como Jesus prometeu à mulher samaritana (Jo 4.21-24). O salmista afirma algo que é a forma como muitos vivem hoje: “suas mãos executam planos perversos, praticam suborno abertamente” (v.10), mas diante de Deus, devemos ser exceção. Devemos agir como Jó, um homem temente ao Senhor, que suportou todo o seu sofrimento por causa da sua integridade e fidelidade ao Senhor. 

O salmo termina mostrando como deverá ser o ambiente de nossos cultos ao Senhor: “na grande assembleia bendirei o Senhor”. Nossa celebração dominical deve ser um reflexo da nossa semana – com gratidão e adoração, ou quem sabe, até com súplicas diante do Senhor, caso contrário, será mera formalidade. Vale a pena viver durante toda a semana o que esse salmo proclama, e cada domingo será inesquecível. 

Peça a Deus que sonde o seu coração. Sua vida e seu culto ao Senhor nunca mais serão os mesmos. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de maio de 2024

Viagens

Hão de vê-lo [a Cristo] aqueles que não tinham ouvido falar dele, e o entenderão aqueles que não o haviam escutado (Rm 15.21).

Leitura Bíblica: Romanos 15.20-33 

Na leitura bíblica, descobrimos que várias vezes Paulo quis visitar os romanos, mas não conseguiu. Agora, parecia que os planos feitos anteriormente iriam, enfim, se realizar. Havia ainda uma tarefa a cumprir: ir a Jerusalém entregar levar a oferta destinada a ajudar os pobres daquele lugar. Mais adiante, ainda queria chegar à Espanha! Diante de tantas viagens projetadas, Paulo pede à igreja que ore por ele. 

Aprendo uma lição valiosa nas considerações de Paulo aqui: fazer turismo é bom, mas é ainda melhor ter planos para partir em jornadas que levem a mensagem de Jesus aos que precisam dele! Que privilégio é viajar para alcançar objetivos eternos, celestiais, que sejam guiados pelo amor ao próximo. 

Podemos fazer planos, mas precisamos de sensibilidade para ouvir a voz de Deus. Às vezes, pode haver uma grande variação entre o nosso momento de querer executá-los e o tempo que Deus determinou para eles. Queremos as coisas com toda rapidez possível, e não gostamos de esperar. Ficamos chateados quando um imprevisto nos obriga refazer uma rota. Queremos seguir sempre com o nosso plano! 

Quem, porém, for sensível à voz de Deus descobrirá que é na rota dele que encontraremos as pessoas necessitadas que nós podemos e devemos ajudar. Sob o comando dele, nossas jornadas serão ainda mais maravilhosas na medida em que nos deixarmos usar por ele! Afinal, por mais linda que seja a rota turística e por mais agradável que seja desfrutar das belezas de Deus, a melhor viagem de todas é aquela em que compartilhamos o amor do Senhor! Por toda parte há pessoas sedentas de Deus. Por isso, quero nos incentivar a sempre manter os olhos abertos para as oportunidades de colecionar não só fotos de lugares bonitos, mas principalmente lembranças vivas de pessoas que ouviram sobre o amor de Deus e assim foram ajudadas. 

Qualquer viagem será mais bem aproveitada se servir para mostrar amor ao próximo. 

Aline Coscioni Schach, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de maio de 2024

Por que orar?

Deleite-se no SENHOR, e ele atenderá aos desejos do seu coração (Sl 37.4).

Leitura Bíblica: Mateus 6.6-13 

No auge da pandemia de covid-19, muitas vezes me entristeci com a perda de pessoas queridas, e por vezes me alegrei por ver milagres de cura da parte de Deus. Naquele período, alguém me confessou não entender por que deveria orar a Deus pedindo cura se o Senhor já sabe de todas as coisas. Ainda me disse: “Se Deus não quiser curar, por que devo orar?” Bem, há vários motivos muito bons para isso. 

A primeira coisa que precisamos saber é que oração é relacionamento, e não barganha. Precisamos entender que poder falar com Deus é um privilégio imensurável que não merecíamos. Devemos aceitar que a vontade de Deus é sempre boa, perfeita e agradável, mesmo que não a compreendamos. Tem mais: Deus não nos deve absolutamente nada! A maior cura que existe é a salvação, que ele nos concedeu por meio de Jesus. Não oramos para mudar a mente de Deus, mas para recebê-la. Devemos ter sempre lembrar que Deus detém o controle: “O Senhor o deu, o Senhor o levou” (Jó 1.21). Não conhecemos a vontade de Deus, e por isso colocamos diante dele a nossa, e pedimos, clamamos, imploramos. Entender que a morte de um salvo em Cristo, ainda que tenhamos orado, é a cura em definitivo e em todos os sentidos, nos dá mais paz e consolo (Ap 21.4). E Deus tem a faculdade e a possibilidade de fazer qualquer coisa. Ele pode usar o período de oração para alcançar o doente, a família de luto, para aperfeiçoar o relacionamento entre ele e aquele que ora. Deus pode fazer milagres, pode curar ou também pode ensinar muitas outras coisas nesse processo. Precisamos entender que Deus quer se relacionar conosco, e mesmo já sabendo de antemão o que vamos pedir, ele deseja nos ouvir. Isso é um privilégio! Quando oramos, demonstramos dependência, amor por quem padece, reconhecemos Deus como nosso Pai, amigo, socorro, fortaleza, nossa base, fonte de todo o poder. 

Orar é muito mais que apenas pedir e ser atendido. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de maio de 2024

Outra vez

Por essa razão [os israelitas no deserto] queixaram-se a Moisés e exigiram: “Dê-nos água para beber” (Êx 17.2).

Leitura Bíblica: Marcos 8.1-10 

Na leitura de hoje, vemos que outra vez ajuntou-se grande multidão diante de Jesus para ouvi-lo, e ficaram três dias aprendendo com ele. O Senhor não queria despedir a multidão sem que as pessoas se alimentassem primeiro. E novamente os discípulos não sabiam como fazer para alimentar aquela grande multidão, ainda que já tivessem visto e ajudado na primeira multiplicação dos pães (Mc 6.30-44). 

No verso em destaque, vemos o povo exigindo de Moisés água para beber. Acontece que já tinham visto o agir miraculoso de Deus em outras situações (Êx 15.24; 16.2). Poderíamos criticar e julgar o povo e os discípulos por essa falta de fé e por não se lembrarem daquilo que já haviam presenciado. Mas não devemos fazê-lo, pois, será que somos muito diferentes deles? Será que também já não experimentamos o agir de Deus em nossa vida, e quando enfrentamos uma situação semelhante, não agimos como o povo ou os discípulos? Muitas vezes passamos por um aperto financeiro, por exemplo, e quando oramos e confiamos em Deus, de alguma maneira, ele nos dá alívio e nos socorre. Mas na próxima situação com as mesmas dificuldades, ficamos novamente apreensivos, nervosos e ansiosos com a nossa condição. Uma vez que Deus nos ajudou, também não podemos sair por aí, gastando irresponsavelmente, pois, agindo assim, o problema somos nós, e não Deus. 

Quantas vezes passamos por um momento de enfermidade, clamamos a Deus e ele nos dá o alívio ou as forças para enfrentarmos a doença. E num outro momento de enfermidade, logo nos desesperamos outra vez. Será que só pensamos em recorrer a Deus quando se esgotaram as nossas forças? O importante é que, sempre que tivermos algum problema, em qualquer área de nossa vida, nossa primeira ação seja buscar a Deus, confiando que ele resolverá o problema ou nos dará sua graça para que enfrentemos a situação. 

Confie sempre em Deus. Ele é Senhor sobre toda e qualquer situação. 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de maio de 2024

Meus planos

Os planos bem elaborados levam à fartura; mas o apressado sempre acaba na miséria (Pv 21.5).

Leitura Bíblica: Isaías 10.5-7 

Planos próprios! É maravilhoso ter planos; aliás, isso é uma recomendação bíblica (leia o versículo em destaque). A Bíblia recomenda, inclusive, ter uma vida proativa. No livro de Provérbios, temos a famosa metáfora da formiga, exortando cada um de nós a uma vida proativa. Esse inseto, no verão, trabalha arduamente para armazenar o que comer e para ter como sobreviver no inverno (Pv 6.6-8). O problema do rei da Assíria era que Deus tinha planos para ele, mas ele trocou os planos de Deus pelos seus próprios. Se quisermos ser bem-sucedidos e ver nossos planos coroados de êxito e prosperidade, então eles precisam estar exatamente alinhados aos planos de Deus. Um agravante no caso do rei da Assíria era que Deus estava favorecendo e utilizando sua majestade para ser seu instrumento que levaria a disciplina ao povo de Israel. No entanto, o rei não pensava assim. Em seu coração, julgava que sua majestade fosse maior que a do próprio Senhor Deus e que seria com seu poderio militar que subjugaria todas aquelas nações e colecionaria grandes vitórias. Sua arrogância o levou a ultrapassar os limites determinados por Deus, dando lugar a uma terrível violência – cruel e insana – contra o povo de Deus e outras nações. Nesse momento, Deus resolve disciplinar o rei também. Dessa forma, a Assíria foi conquistada e destruída totalmente pela Babilônia. 

Todos os nossos planos precisam estar em concordância com os planos de Deus, devem estar alinhados aos propósitos de Deus para nossa vida. Então, obedeça exatamente à vontade do Senhor. Quando isso acontecer, tenha a certeza de que estará ouvindo a voz do Pai, dizendo: “‘Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o SENHOR, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’” (Jr 29.11). 

“Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos” (Pv 16.3). 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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