29 de maio de 2024

Por que orar?

Deleite-se no SENHOR, e ele atenderá aos desejos do seu coração (Sl 37.4).

Leitura Bíblica: Mateus 6.6-13 

No auge da pandemia de covid-19, muitas vezes me entristeci com a perda de pessoas queridas, e por vezes me alegrei por ver milagres de cura da parte de Deus. Naquele período, alguém me confessou não entender por que deveria orar a Deus pedindo cura se o Senhor já sabe de todas as coisas. Ainda me disse: “Se Deus não quiser curar, por que devo orar?” Bem, há vários motivos muito bons para isso. 

A primeira coisa que precisamos saber é que oração é relacionamento, e não barganha. Precisamos entender que poder falar com Deus é um privilégio imensurável que não merecíamos. Devemos aceitar que a vontade de Deus é sempre boa, perfeita e agradável, mesmo que não a compreendamos. Tem mais: Deus não nos deve absolutamente nada! A maior cura que existe é a salvação, que ele nos concedeu por meio de Jesus. Não oramos para mudar a mente de Deus, mas para recebê-la. Devemos ter sempre lembrar que Deus detém o controle: “O Senhor o deu, o Senhor o levou” (Jó 1.21). Não conhecemos a vontade de Deus, e por isso colocamos diante dele a nossa, e pedimos, clamamos, imploramos. Entender que a morte de um salvo em Cristo, ainda que tenhamos orado, é a cura em definitivo e em todos os sentidos, nos dá mais paz e consolo (Ap 21.4). E Deus tem a faculdade e a possibilidade de fazer qualquer coisa. Ele pode usar o período de oração para alcançar o doente, a família de luto, para aperfeiçoar o relacionamento entre ele e aquele que ora. Deus pode fazer milagres, pode curar ou também pode ensinar muitas outras coisas nesse processo. Precisamos entender que Deus quer se relacionar conosco, e mesmo já sabendo de antemão o que vamos pedir, ele deseja nos ouvir. Isso é um privilégio! Quando oramos, demonstramos dependência, amor por quem padece, reconhecemos Deus como nosso Pai, amigo, socorro, fortaleza, nossa base, fonte de todo o poder. 

Orar é muito mais que apenas pedir e ser atendido. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de maio de 2024

Outra vez

Por essa razão [os israelitas no deserto] queixaram-se a Moisés e exigiram: “Dê-nos água para beber” (Êx 17.2).

Leitura Bíblica: Marcos 8.1-10 

Na leitura de hoje, vemos que outra vez ajuntou-se grande multidão diante de Jesus para ouvi-lo, e ficaram três dias aprendendo com ele. O Senhor não queria despedir a multidão sem que as pessoas se alimentassem primeiro. E novamente os discípulos não sabiam como fazer para alimentar aquela grande multidão, ainda que já tivessem visto e ajudado na primeira multiplicação dos pães (Mc 6.30-44). 

No verso em destaque, vemos o povo exigindo de Moisés água para beber. Acontece que já tinham visto o agir miraculoso de Deus em outras situações (Êx 15.24; 16.2). Poderíamos criticar e julgar o povo e os discípulos por essa falta de fé e por não se lembrarem daquilo que já haviam presenciado. Mas não devemos fazê-lo, pois, será que somos muito diferentes deles? Será que também já não experimentamos o agir de Deus em nossa vida, e quando enfrentamos uma situação semelhante, não agimos como o povo ou os discípulos? Muitas vezes passamos por um aperto financeiro, por exemplo, e quando oramos e confiamos em Deus, de alguma maneira, ele nos dá alívio e nos socorre. Mas na próxima situação com as mesmas dificuldades, ficamos novamente apreensivos, nervosos e ansiosos com a nossa condição. Uma vez que Deus nos ajudou, também não podemos sair por aí, gastando irresponsavelmente, pois, agindo assim, o problema somos nós, e não Deus. 

Quantas vezes passamos por um momento de enfermidade, clamamos a Deus e ele nos dá o alívio ou as forças para enfrentarmos a doença. E num outro momento de enfermidade, logo nos desesperamos outra vez. Será que só pensamos em recorrer a Deus quando se esgotaram as nossas forças? O importante é que, sempre que tivermos algum problema, em qualquer área de nossa vida, nossa primeira ação seja buscar a Deus, confiando que ele resolverá o problema ou nos dará sua graça para que enfrentemos a situação. 

Confie sempre em Deus. Ele é Senhor sobre toda e qualquer situação. 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de maio de 2024

Meus planos

Os planos bem elaborados levam à fartura; mas o apressado sempre acaba na miséria (Pv 21.5).

Leitura Bíblica: Isaías 10.5-7 

Planos próprios! É maravilhoso ter planos; aliás, isso é uma recomendação bíblica (leia o versículo em destaque). A Bíblia recomenda, inclusive, ter uma vida proativa. No livro de Provérbios, temos a famosa metáfora da formiga, exortando cada um de nós a uma vida proativa. Esse inseto, no verão, trabalha arduamente para armazenar o que comer e para ter como sobreviver no inverno (Pv 6.6-8). O problema do rei da Assíria era que Deus tinha planos para ele, mas ele trocou os planos de Deus pelos seus próprios. Se quisermos ser bem-sucedidos e ver nossos planos coroados de êxito e prosperidade, então eles precisam estar exatamente alinhados aos planos de Deus. Um agravante no caso do rei da Assíria era que Deus estava favorecendo e utilizando sua majestade para ser seu instrumento que levaria a disciplina ao povo de Israel. No entanto, o rei não pensava assim. Em seu coração, julgava que sua majestade fosse maior que a do próprio Senhor Deus e que seria com seu poderio militar que subjugaria todas aquelas nações e colecionaria grandes vitórias. Sua arrogância o levou a ultrapassar os limites determinados por Deus, dando lugar a uma terrível violência – cruel e insana – contra o povo de Deus e outras nações. Nesse momento, Deus resolve disciplinar o rei também. Dessa forma, a Assíria foi conquistada e destruída totalmente pela Babilônia. 

Todos os nossos planos precisam estar em concordância com os planos de Deus, devem estar alinhados aos propósitos de Deus para nossa vida. Então, obedeça exatamente à vontade do Senhor. Quando isso acontecer, tenha a certeza de que estará ouvindo a voz do Pai, dizendo: “‘Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o SENHOR, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’” (Jr 29.11). 

“Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos” (Pv 16.3). 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de maio de 2024

Morno, eu?

Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Rm 8.29).

Leitura Bíblica: Apocalipse 3.14-22 

Ao ler a carta de Jesus à igreja em Laodiceia, fiquei feliz por não ser o destinatário, prestes a ser vomitado. Mas, estarrecido, descobri estar na mesma situação quando entendi que, mesmo procurando servir fielmente ao Reino de Deus, ser como Cristo não era minha motivação principal. Como em Laodiceia, eu tinha obras, talvez boas, mas não era suficiente. Por quê? “Tenho prosperado e nada me falta” (v.17, A21). Você diz isso sem perceber o quanto é miserável! Muitos vivem sua caminhada cristã com foco nas “bênçãos”, na ausência de problemas. Outros negam essa ideia, mas, na verdade, estão contaminados pelo mesmo pensamento. 

Quer ver? Você vai à igreja, contribui e participa. Então uma coisa terrível acontece em sua vida. Com poucas variações, as reações que tenho observado podem ser representadas pelo que já ouvi: “Mas, eu estava firme na igreja! Como Deus foi permitir uma coisa dessas?” Deus não nos salvou para termos uma vida confortável aqui na Terra. Jesus alertou que quem o seguir fielmente sofrerá, e muito! Veja o verso em destaque: fomos predestinados para o sucesso aos olhos do mundo? Não! Foi para crescermos rumo ao caráter de Cristo! Creio que o grande erro dos irmãos em Laodiceia foi julgar que sua prosperidade material seria como uma espécie de sinal de aprovação de Deus. 

Padrão de sucesso equivocado! E por esse mesmo equívoco, sofremos demais com os problemas deste mundo. Um cristão sem fome insaciável de ser como Cristo pode ter tudo o que tiver, mas será sempre miserável, pobre, cego e nu. Deus nos chamou para uma vida plena, mas isso não significa sucesso segundo o mundo! Antes significa sermos cheios do Espírito Santo a ponto de, como Paulo, considerarmos tudo o mais como esterco quando comparado à glória de conhecer a Cristo. 

Que Deus nos desperte e nos livre de viver uma vida cristã morna, longe do seu propósito! 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de maio de 2024

Respostas

Busquem o SENHOR enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto (Is 55.6).

Leitura Bíblica: Jó 38.1-3;40.1-7 

Há tempos, conheci a história do jornalista Lee Strobel, autor de vários best-sellers. Ele era ateu quando sua esposa conheceu a Jesus. Seu desejo por desacreditar da fé de sua esposa fez com que ele buscasse provar que a fé em Jesus era um equívoco. Depois de terminar sua investigação, Lee chegou à conclusão de que sua esposa estava com a razão – Jesus realmente é o Filho de Deus que veio ao mundo para morrer e ressuscitar para o perdão de todos aqueles que creem em sua obra. Ele abraçou a fé e hoje muitas pessoas têm sido confrontadas e abençoadas por meio de seus livros, muitos dos quais são fruto de seus questionamentos sinceros. 

A Bíblia nos apresenta alguns homens que questionaram Deus por não entender algumas questões específicas. Um deles foi Jó. Ele era um homem que havia sido muito próspero, mas perdera suas posses, seus filhos e sua própria saúde porque Satanás levantou dúvidas acerca de sua fidelidade diante de Deus. O livro relata diversos questionamentos de Jó, além de péssimos conselhos e afirmações julgadoras por parte de seus falsos amigos. Ao final do livro, Deus fala com Jó, e este reconhece a grandeza e a soberania divinas, ainda que não tenha recebido a resposta às suas queixas. Na leitura bíblica de hoje, vemos o Senhor desafiando Jó a argumentar contra ele. Nos textos que seguem, Deus faz inúmeras perguntas retóricas que deixariam Jó sem respostas e sem mais dúvidas, pois havia encontrado Deus, e isso lhe bastava. 

Muitas pessoas questionam a fé. Outras agem assim porque não querem abandonar a vida de pecado que as afastam de Deus. No entanto, muitos questionam com sinceridade e buscam uma real compreensão acerca de Deus. Se é o seu caso, peça a Deus que se revele a você. Talvez você não encontre as respostas, mas encontrará Deus na pessoa de Cristo, aquele que é a verdade. Certamente isso lhe bastará. 

Quem deseja encontrar respostas em Cristo certamente será satisfeito. 

Cléber Mateus de Moraes Ribas, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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22 de maio de 2024

Vai cumprir

Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel (Hb 10.23). 

Leitura Bíblica: Romanos 4.18-22 

Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que prometeu. Você pode descansar com segurança nessa certeza! Na leitura bíblica de hoje, Paulo explica à igreja de Roma que Abraão creu em Deus e em suas promessas, e isso lhe foi creditado como justiça. A situação dele não era fácil: estava com 100 anos de idade e sua esposa, Sara, já tinha 90. Deus lhe havia prometido que seria pai de uma grande multidão (conf. Gn 12.3; 17.2-4). O que era humanamente impossível não foi empecilho para a fé de Abraão. Pelo texto, parece que em nenhum momento ele duvidou, porque sabia que Deus era fiel para cumprir. E ele de fato foi! Além do mais, o autor da carta aos Hebreus também reforça a orientação para nos apegarmos à fé em Deus e à sua fidelidade, pois ele é fiel para cumprir o que prometeu. 

E o que Deus nos promete que valha a pena eu escrever para encher seu coração de esperança? Entre as variadas promessas, existe uma em torno da qual a nossa vida gira: “Esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna” (1Jo 2.25). Poderia existir algo melhor? Se sim, desconheço. Sabemos que Deus prometeu a vida eterna a todos quanto crerem em Cristo como seu Senhor e Salvador, e o que mais me traz conforto é saber que aquele que começou a boa obra em nós vai consolidá-la no dia de Cristo. Também tenho fé de que ele fará isso pois acredito no que Jesus disse: “Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus e também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos, e se não fosse assim, eu teria dito. Vou para lá para preparar lugar para vocês. Logo voltarei e os levarei para mim para que vocês estejam onde eu estiver” (Jo 14.1-3). O importante diante de todas essas informações é fortalecer nossa esperança na promessa de Deus, pois além de não ser homem para mentir, ele é fiel para cumprir o que prometeu. 

Se Deus prometeu, ele cumprirá. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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21 de maio de 2024

Circunstâncias

Em ti quero alegrar-me e exultar, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo (Sl 9.2).

Leitura Bíblica: Salmo 106.1-5 

Eu estava, esses dias, meditando sobre a alegria. Recebi uma boa notícia, meu coração se encheu de prazer e fiquei agradecida, mas assim que passou a euforia, voltei à rotina de preocupações. Por um momento, um vendaval colorido me tirou da mesmice, mas logo se dissipou, e a sensação de vazio e espera de outra rajada de boas-novas ficou pairando no ar. Eu me senti inconformada com minha ingratidão. 

Quando vejo um belo pôr do sol ou ouço uma linda canção, sou tomada pela melancolia, porque, às vezes, a beleza se transforma na saudade de pessoas e momentos que jamais voltarão. Recentemente, visitei meu tio que completou 90 anos. Ele tem uma alegria que não vem de momentos fugazes, mas da fé no Deus que ele serve. Então, fui conhecer o jardim da minha tia, sua esposa. Enquanto falávamos sobre flores e afazeres, ela disse que sua alegria é cuidar do jardim “enquanto estiver enxergando”. E foi assim que soube que, há muitos anos, quando ela trabalhava em uma escola, foi contaminada com produtos químicos que afetaram seus olhos. Ela enxerga muito pouco, através dos “buracos da lesão”, como ela mesma diz, com resignação, sobre uma doença progressiva, sem remédio e sem cura. 

O apóstolo Paulo, em sua carta aos Filipenses, não restringe a alegria às circunstâncias boas da vida, pois aqui tudo é passageiro. Se nos alimentamos, voltamos a ter fome. Se matamos a sede, voltamos a querer água. Se melhoramos de uma doença, outra logo se instala. Tememos o futuro, e a alegria genuína em Cristo foge de nós. Mas, naquele dia, entre orquídeas e manacás, aprendi com minha tia a lição do contentamento. Ela, sem vitimismo, falou sobre um problema real, que pode deixá-la sem ver seu jardim. No entanto, ela continua feliz porque sua alegria está no Senhor. Ah, como almejo essa fé! 

Senhor, que a minha alegria não dependa das circunstâncias, mas de Cristo, o sol que jamais declina no horizonte. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de maio de 2024

Humilhação

Pois todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado (Mt 23.12). 

Leitura Bíblica: Sofonias 2.8-11 

Talvez você já tenha sofrido escárnio de alguém que se aproveitou de uma oportunidade para humilhá-lo. Quando jovem, o rei Davi também foi desprezado pelos próprios irmãos alistados no exército israelita, na ocasião em que enfrentavam a guerra com os filisteus. Eliabe, seu irmão mais velho, o tratou com desprezo (1Sm 17.28b). Mas tudo mudou depois que Davi acabou com o gigante Golias (1Sm 17.48-50).

Isso também acontece entre grupos sociais e nações. É a humilhação sofrida, em menor ou maior grau como, por exemplo, pelas pessoas negras no Brasil, com o lamentável passado de escravidão de africanos. O povo simples da roça sofre humilhação dos que moram na cidade grande. Os de pouco estudo são rejeitados pelos instruídos. Uma humilhação tão brutal, senão maior, foi a sofrida pelos judeus, da parte dos nazistas, no século passado. 

Bem antes disso, os israelitas, na época de Sofonias (séc. 7 a.C.), também sofreram o desprezo dos moabitas e amonitas. Aliás, esses dois povos eram parentes dos israelitas, por serem descendentes de Ló, sobrinho de Abraão. A expressão “Ouvi os insultos de Moabe e as zombarias dos amonitas” (v.8a) revela que Deus sabe do escárnio que sofremos e retribui a quem assim age, pois “Moabe se tornará como Sodoma e os amonitas como Gomorra, um lugar tomado por ervas daninhas e poços de sal, uma desolação perpétua” (v.9b). 

Além disso, o Senhor exalta os injustamente escarnecidos diante dos escarnecedores. Como Deus prometeu aos israelitas da época: “O remanescente do meu povo os saqueará; os sobreviventes da minha nação herdarão a terra deles” (v.9c). Portanto, o humilhado terá a exaltação graciosa e oportuna da parte de Deus. E aquele que humilhar terá seu merecido castigo. Nada melhor do que respeitar o próximo e se humilhar perante o Senhor, que está acima de todos. 

Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá (Gl 6.7). 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de maio de 2024

Fé jubilosa

Então a minha alma exultará no SENHOR e se regozijará na sua salvação (Sl 35.9).

Leitura Bíblica: Habacuque 3.17-19 

Habacuque clamava a Deus pelo fim da violência, opressão e injustiça em sua nação. Como nada mudava, ele se queixava a Deus por não intervir. Quando Deus finalmente falou, o profeta se alarmou ao ouvir que o Senhor traria os terríveis e cruéis caldeus (babilônios) como instrumento do seu juízo contra seu povo, Judá, que não se arrependia dos seus pecados. Atônito, sua queixa agora era: como um Deus santo e justo permitiria que uma nação ímpia e cruel castigasse a outra, mais fraca e mais justa do que ela? 

Mas a sentença estava tomada e se cumpriria em breve. Judá seria castigada pela Babilônia, mas sobreviveria. Depois, a própria Babilônia seria julgada. Enquanto a destruição desta e a futura salvação do seu povo não se cumpriam, Habacuque deveria viver pela fé nessa visão de Deus. Agora tudo ficava mais claro. Sendo santo e justo, Deus não aprova o mal, mas castiga, se necessário, seu próprio povo. Sendo soberano do universo, Deus é quem conduz a história, e não a arrogante Babilônia e seu império. 

Acabaram-se as queixas de Habacuque e uma “oração cantada” nasce em seu coração. Nela, alarmado, ele pede a Deus que atue novamente como fez no passado, quando libertou seu povo da escravidão do Egito e o conduziu até Canaã. A lembrança das glórias do passado o enche de fé no Todo-Poderoso avassalador, a ponto de se comover dos babilônios, ao antever sua destruição. Habacuque termina seu livro com fé e júbilo. 

Mesmo que sua terra fosse devastada, sem mais alimentos, ele se alegraria no Deus da salvação. Fortalecido, andaria seguro e firme na fé, certo da futura salvação. Você está inquieto com a situação que o cerca? Saiba que Deus é o Senhor da história e a fará convergir para a vitória final do seu reino de justiça e paz sem fim. O presente pode ser sombrio, mas o futuro será glorioso para quem vive pela fé no Senhor. 

Quem tem um “porquê” enfrenta qualquer “como” (Viktor Frankl). 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de maio de 2024

Levante-se!

Ele os tirou das trevas e da sombra mortal, e quebrou as correntes que os prendiam (Sl 107.14).

Leitura Bíblica: Marcos 2.1-12 

Eu estava a passeio em São Paulo e, enquanto esperava um Uber, um morador de rua, maltrapilho e aparentando demência, passou por mim. Com uma mão ele arrastava seu leito, um colchonete esfarrapado e, com a outra, segurava alguns sacos velhos e sujos. Fiquei meio receosa, pois ele deixou sua bagagem na calçada e veio revirar o lixo do restaurante ao lado de onde eu estava. Uma viatura parou e dois policiais gentilmente conversaram com ele e lhe ofereceram ajuda. Mas ele recusou a ajuda dos policiais e preferiu seguir adiante, arrastando seu fardo pesado e sua miséria. 

Meu coração se condoeu com essa cena e com a realidade de muitas pessoas que vagam levando seus fardos e, muitas vezes, recusam auxílio. São poucos os que aceitam a ajuda dos abrigos que cuidam das suas necessidades, os realocam e até oferecem empregos. A maioria já está tão adaptada à vida de mendicância, roubo, droga e sujeira, que prefere ignorar a mão estendida. 

O Senhor Jesus, em momentos específicos, ordenou que dois paralíticos – um no tanque de Betesda (Jo 5.1-21) e outro em Cafarnaum (Mc 2.1-12) – se levantassem, tomassem seus leitos e fossem para casa. E eles o obedeceram. Esse ato de misericórdia não só curou seus defeitos físicos, suas dores e misérias, mas também seus corações e suas almas. Jesus ofereceu a cura completa. 

O que nos impede de deixarmos nosso fardo pesado e nos apossarmos dessa ajuda? Gosto de um texto de Max Lucado que diz: “O que é essa paralisia peculiar que nos confina? Essa teimosa é falta de vontade de ser curado? Quando ele diz que estamos perdoados, vamos descarregar a culpa. Quando ele diz que somos valiosos, vamos acreditar nele. Quando ele diz que somos eternos, vamos enterrar nosso medo. Quando ele disser que estamos providos, vamos parar de nos preocupar. Quando ele disser: ‘Levante-se’, vamos fazê-lo”. 

Senhor Jesus, ajude-nos a aceitar a sua mão que nos segura e ouvir a sua voz que nos diz: “Levante-se”! 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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