19 de fevereiro de 2024

Mau começo

Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens (Mt 5.13).

Leitura Bíblica: Juízes 1.27-36. 

Cristão é todo aquele que aceita Cristo como seu Salvador e Senhor. A partir daí, acontece um recomeço. A Bíblia afirma: “as coisas antigas já passaram” (2Co 5.17), pois faziam parte de uma vida que não existe mais. Sob a liderança de Moisés e depois de Josué, Deus tirou os israelitas da escravidão no Egito, conduziu-os pelo deserto, rumo à Terra Prometida. 

Ao serem introduzidos na terra de Canaã, tendo presenciado tantos sinais poderosos, tudo isso se tornou um recomeço. Uma nova vida em uma nova terra. Todavia, não houve recomeço, mas um mau começo. Em nosso texto bíblico, percebemos uma repetição contínua: “Não expulsou... nem tampouco... também não expulsou”. 

A vida cristã é um começo em direção à santidade, ou seja, começamos a imitar Cristo para alcançar o seu caráter em nós. Somos as novas casas nas quais o Espírito Santo habitará. Antes, nossa vida era dominada pelo pecado. Fomos tirados da escravidão para servir ao Senhor, já que por ele fomos criados. Os israelitas foram tentados a imitar os egípcios. Assim como foram escravizados, começaram a escravizar. Nosso texto termina dizendo que os cananeus conquistados “também foram submetidos a trabalhos forçados” (v.35). 

Fizeram com os cananeus o que os egípcios fizeram com eles. Se o mundo agradasse a Deus, Jesus, o Filho de Deus, não precisaria ter vindo aqui para restaurá-lo. O mundo, com seus maus costumes e rebeldia contra Deus, deve ser abandonado pelo cristão. Sempre que o cristão traz para a nova vida os valores do mundo, como os israelitas desobedientes fizeram, as coisas não terminam bem. O livro de Juízes é um relato das consequências provenientes do mau começo. O mundo segue quem vem para roubar, matar e destruir, mas Jesus veio para nos dar vida abundante (Jo 10.10). 

Quem começa obedecendo escolhe um bom começo. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de fevereiro de 2024

Perdão

Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou (Cl 3.13).

Leitura Bíblica: Efésios 4.31-32. 

Essa palavra deve ser usada por cada um de nós todos os dias. Todavia, não deve ser somente usada da boca para fora. Devemos usá-la todos os dias com o coração perdoador. Quando perdoamos alguém, estamos fazendo um bem para nós mesmos. Carregar um fardo de acusação, coração triste, aborrecimentos, marcas, traumas, entre outros sentimentos que nos deixam para baixo, não é benéfico. 

Até a psicologia reconhece os benefícios do perdão! Quando perdoamos, livramo-nos de todo esse peso que nos incomodou durante anos. No versículo-chave, Paulo orienta os cristãos de Colossos a “suportar uns aos outros”. Suportar é dar suporte, condições, possibilidades e até ter elasticidade ao máximo para aguentar o outro. 

Como gostaríamos de ser suportados! É conseguir ir até as últimas consequências, sem reclamar, a fim de ser bênção na vida do outro. Isso não é fácil de se cumprir, todavia, creio que seja plausível, uma vez que assim está escrito na Palavra de Deus. Portanto, também somos capazes de fazer como está escrito. Outro fator importante desse versículo é o termo “perdoem as queixas”. 

A maioria de nós tem de aprender a conviver com os queixosos, com os que reclamam, com os que só sabem reivindicar direitos e não exercem seus deveres, com os que se contradizem, com os que se opõem por meio de palavras e ações. Por mais que pareça um absurdo para nós, temos de perdoar. 

Esse é o nosso papel como seguidores de Jesus, afinal, fomos tão perdoados por Deus, por isso devemos perdoar as ofensas de outros contra nós (Cf. Mt 18.21-35). Sozinho você não conseguirá pôr isso em prática. Peça ajuda ao Senhor e exerça isso agora mesmo. Simplesmente, perdoe e permita a ação de Deus em seu coração. Depois disso, com certeza, você terá um grande alívio de carga e de acusação. Que o nosso Senhor Deus lhe ajude com essa tarefa neste dia. 

Devemos perdoar assim como fomos perdoados. 

Edmilson Gonçalves de Oliveira, Campinas/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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15 de fevereiro de 2024

Acesso a Cristo

Para isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim (Cl 1.29).

Leitura Bíblica: Romanos 5.1-2. 

Esta foi uma das manchetes de uma revista sobre a cidade do Rio de Janeiro alguns anos atrás: “Um dos pontos turísticos mais famosos do país, o Cristo Redentor, ganha escadas rolantes e elevadores panorâmicos para facilitar a vida dos turistas.” 

Mas não quero comentar as mudanças no ponto turístico do Rio. Ao ler essa manchete, imaginei como muitos querem ter o acesso a Cristo facilitado, e as igrejas estão se adaptando às exigências dos seus membros, que exigem cada vez mais, dando cada vez menos de si mesmos. Queremos e exigimos nossos direitos e não cumprimos nossas responsabilidades. Vimos no texto de hoje que nos aproximamos de Deus pela fé, por meio de Jesus, “por intermédio de quem temos livre acesso a Deus em confiança, pela fé nele” (Ef. 3.12). 

E o acesso a Cristo é pela graça, não pelas obras. Não é subindo de joelhos as escadas até o Cristo Redentor. Devemos saber que, a partir de nossa conversão, somos chamados ao trabalho, ao testemunho e à luta pela fé evangélica. Não é uma subida confortável como em um elevador, nem uma escada rolante que nos leva até Deus. Viver na hipocrisia é fazer de conta que estamos subindo degraus, mas os degraus é que estão subindo, e nós estamos parados aproveitando o trabalho alheio. 

A manchete da revista dizia que agora muito mais pessoas poderiam subir até o ponto mais alto para aproveitar a bela vista sem tanto esforço. Mas Paulo, falando sobre como levar pessoas a Cristo, afirma que se esforçava o máximo possível, anunciando e advertindo todo homem e ensinando em toda a sabedoria (Cl 1.28-29). Portanto, para que mais pessoas conheçam a Cristo, não adianta colocar escada rolante ou qualquer outro atrativo interessante na igreja. Precisamos, sim, batalhar, evangelizar e discipular com muito amor pessoas que têm sede de Deus. 

A dedicação e o amor pela obra de Deus são fundamentais. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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14 de fevereiro de 2024

Refúgio seguro

Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade (Sl 46.1).

Leitura Bíblica: Deuteronômio 1.30-33. 

Nos últimos tempos, temos vivido grandes sobressaltos de abrangência mundial. Atos terroristas, tiroteios em escolas, terremotos, furacões, pandemia, guerra, instabilidades diplomáticas e crise econômica mundial. 

Moisés também enfrentou uma crise com judeus desgostosos, que se queixavam das dificuldades, mesmo depois de serem vitoriosos sobre os egípcios, sem mexer um único dedo. Moisés, então, tentou encorajá-los. Essas palavras servem de fortalecimento para os cristãos de hoje. Uma vez que, para além de Moisés, Deus nos providenciou um Mediador, que é Cristo Jesus. Colocou-nos no refúgio chamado Evangelho de seu amor, que permanece e permanecerá por toda a eternidade. 

Nosso Deus é para nós uma fortaleza. É ele que nos fortalece pelo poder da sua forte mão e pela ação do seu Santo Espírito, com promessas de encorajamento vindas pela sua Palavra e pela sua graça gloriosa. A raiz da palavra graça é amor. Deus nos ama mesmo sem merecermos, pois há maior alegria em amar, ainda que sejamos pecadores. Tudo isso se dá por meio da graça de Deus, que nos basta. Deus é provedor. Dá-nos ajuda sempre. Ele nos provê o caminho que conduz à vida verdadeira. Ele é Pai, e nele está a própria origem de todas as bênçãos. É ele quem abre os caminhos e fecha as portas do perigo. Prepara o caminho certo, providencia o necessário e supre as necessidades do futuro. 

Se fez tantas obras com o povo de Israel, por que não fará conosco, homens de pouca fé? Moisés menciona com muita ternura que o que Deus fez no passado é a base para crermos no amanhã, e nenhum “apesar disso” deve constar em nossa fé, para o dia a dia da jornada, nem para o amanhã, que não sabemos como será. Jesus nos alertou que passaríamos aflições neste mundo (Jo 16.33). Mas ele garantiu que sempre estaria conosco (Mt 28.20). 

Refúgio e fortaleza protetora são provas do amor de Deus. Então, do que mais precisamos? 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de fevereiro de 2024

O oleiro

O vaso de barro que [o oleiro] estava formando estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldando outro vaso de acordo com a sua vontade (Jr 18.4).

Leitura Bíblica: Isaías 29.13-16. 

O oleiro apanhou uma porção de barro e colocou no centro de uma plataforma giratória. Quando começou a trabalhar, tinha olhos brilhantes, imaginando a obra de arte que faria com aquele pouco de argila. A roda começou a girar e, molhando as mãos com água, o oleiro dava forma ao barro. Seu toque era suave, mas seguro, e assim o barro ia respondendo à pressão daquelas mãos úmidas. Mas então a roda parou. O oleiro tinha percebido uma resistência ao seu toque e tirou uma pedrinha da lateral do vaso. Alisou a superfície do barro e girou a roda novamente. Agora surgia um grão de areia; nova parada, e mais uma marca no vaso. Um ar preocupado surgiu na face do artesão: haveria mais impurezas resistentes ali? Seu trabalho estaria perdido? De repente, a roda parou de novo, e um pequeno sulco marcava um lado do vaso. Triste, o oleiro esmagou-o. Perguntei-lhe então o que faria com aquele barro. Ele respondeu: “Vou fazer um cinzeiro desta porção”. Como diz Jeremias no versículo-chave, o oleiro tornou a fazer daquele material um outro vaso, de acordo com a sua vontade. 

Precisamos lembrar que viemos do pó da terra e necessitamos da intervenção do Criador! A ilustração do oleiro, dando forma ao barro, demonstra a soberania e o controle de Deus sobre a sua criatura. Ele nos molda e nós reagimos, mas, para que o resultado esteja de acordo com a vontade dele, é necessário que nós sejamos maleáveis às suas mãos. Infelizmente, sei que nem sempre me disponho a isso; obedecer significa sujeitar-me a alguém, e nem sempre quero que seja assim. Por outro lado, quanto menos eu resistir ao que Deus quer fazer em mim, melhor será o resultado, para mim e para os outros. Proponho então uma reflexão íntima e pessoal: quero ser um vaso precioso nas mãos de Deus, ou um produto de menor valor? 

“SENHOR... nós somos o barro; tu és o oleiro. Todos nós somos obra das tuas mãos” (Is 64.8). 

Edilaney Duarte Gonçalves, Americana/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de fevereiro de 2024

Deus X ídolos

Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.24).

Leitura Bíblica: Isaías 44.9-24. 

A Bíblia diz que Deus “pôs no coração do homem o anseio pela eternidade (Ec 3.11). Criou o ser humano para desejar mais do que apenas a vida aqui na terra. O ser humano foi criado para adorar a Deus. Porém, nem sempre isso acontece. 

O apóstolo Paulo escreve que Deus se revela de modo que os seres humanos entendam quem ele é. Muitos não têm uma compreensão completa e, assim, optam a não dar a glória a Deus, preferindo adorar a criatura em vez de o Criador (Rm 1.25). Isaías chama atenção do povo e alerta aqueles que preferem adorar imagens ou ídolos. Esses são considerados tolos e cegos e serão humilhados por causa disso (v. 9). 

O comentarista bíblico Ridderbos escreve que provavelmente muitos não pretendiam adorar as imagens como deuses, mas apenas fazer delas uma representação simbólica; porém na maioria da mente dos devotos, a imagem acabou sendo mais do que um símbolo. Tornaram-se deuses presentes em suas imagens, e os adoradores clamavam a elas como se fossem deuses. Hoje também existem pessoas que acreditam em Deus, mas não abrem mão de imagens diante delas para se “conectar” a Deus na hora de adorar, alegando ser apenas um simbolismo. 

Devemos avaliar se a nossa adoração é feita da forma correta, em espírito e em verdade. Caso contrário, o ídolo não é só a imagem ou escultura que representa outros deuses, mas a tentativa de criar outro meio para “ajudar” na adoração a Deus. O versículo-chave mostra a forma como Deus espera que o adoremos: em espírito e em verdade. Deus não é apenas um espírito, mas ele é Espírito puro, e a adoração na qual ele tem prazer é a adoração espiritual, na qual o coração se volta a ele com humildade, gratidão, em adoração, em devoção sincera, de coração, em qualquer hora e em qualquer lugar. O único meio de se conseguir isso é por intermédio de Jesus. 

Nenhuma imagem pode representar Deus nem nos levar até ele. 

Ingelid Gundt, Santo Augusto/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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9 de fevereiro de 2024

Oração modelo

Aos que receberam [Jesus], aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus (Jo 1.12).

Leitura Bíblica: Lucas 11.1-4. 

Cada palavra e frase dessa oração têm um profundo significado, todavia, ela é repetida por muitos como se fosse um mantra. Comecemos com uma pergunta básica: quem pode chamar Deus de Pai? Acredita-se que todo mundo é filho de Deus. Não é o que lemos no versículo-chave. Pode chamar Deus de Pai aquele que recebeu Jesus como seu Salvador e creu em seu nome. 

Voltando à oração, ela é uma forma de viver, e Jesus foi o único que a viveu plenamente. Quando pronuncio Pai, já estou confessando um modo de viver semelhante ao de Jesus. Se confesso que Deus é meu Pai, devo a ele obediência. Ao pedir que seu nome seja santificado, estou afirmando que vou viver de modo tal que seu nome seja honrado, e não envergonhado. Pedir que seu reino venha é uma declaração de que viverei para trazer o reino a esta terra. Mas como viver o reino de Deus neste mundo com valores tão diferentes? Promover um golpe e declarar um Estado teocrático? Não! Jesus afirmou que o reino de Deus já está dentro de nós (Lc 17.20-21). 

Se o reino de Deus é baseado na verdade, justiça, amor e perdão, tais coisas devem ser vistas em minha vida. Pedir o pão de cada dia demonstra dependência absoluta de Deus e não viver ansioso pelas coisas materiais. Continuando, devo perdoar quem me ofende, ainda que o ofensor não mereça, porque Deus também me perdoou, pelo sacrifício de Jesus na cruz, sem que eu merecesse. E me perdoa toda vez que “piso na bola” e, arrependido, confesso meu pecado. Portanto, faço aos outros o que Deus faz para mim. E reconheço que não venço o pecado por minhas forças próprias, pois meu coração é enganoso e o Diabo conhece bem minhas fraquezas. Mas Deus é poderoso para nos guardar de tropeçar (Jd 1.24). E por que oramos a Deus? Porque a ele pertencem o reino, o poder e a glória para sempre (Mt 6.13b). 

Viva o Pai-Nosso e sua vida se tornará uma aventura maravilhosa. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de fevereiro de 2024

Cartas

A Timóteo, meu amado filho: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor (2Tm 1.2).

Leitura Bíblica: Tito 1.1-5. 

Antigamente, receber uma carta, ou o aguardo de sua chegada, era precedido, na maior parte das vezes, de uma enorme expectativa, dependendo de quem fosse o seu emissor. O uso do formato antigo desse tipo de correspondência se alterou com a evolução da tecnologia. 

Hoje, com o advento dos celulares, tablets, notebooks e computadores, a forma e a velocidade de troca de mensagens evoluiu de forma tal que o ser humano, entre os quais me incluo, ficou refém deste pequeno aparelho que nos escraviza. Igualmente, a forma de como a notícia ou mensagem se apresenta mudou. Antes, o papel com seu cheiro, incluindo o cheiro da tinta, exercia um quê de romantismo. Hoje isso acabou. 

Mas acabou mesmo? Há pessoas, e aí novamente me incluo, que gostam de manusear livros em papel. Temos, graças a Deus, à nossa disposição, livros, revistas, folhetos etc. Mas, melhor ainda, temos O LIVRO, que é a Bíblia, a Palavra de Deus. Entre os muitos livros que a compõem, gostaria de destacar um autor que, se vivesse aqui hoje, seguramente já teria recebido o Prêmio Nobel de Literatura: o Apóstolo Paulo. Além de escrever uma série de cartas às igrejas, também escreve a pessoas: Timóteo, Filemom e Tito. Sugiro que, ao ler a Bíblia, você imagine que esta foi escrita para você. 

Ao ler o destinatário dessas cartas de Paulo às pessoas específicas, coloque o seu nome no destinatário da carta. É um ótimo exercício. Imagine a honra de receber a carta, pessoalmente, de um autor que teve a inspiração do Espírito Santo de Deus para escrevê-la para você. Agora, durante a leitura, todas as vezes que houver referência ao destinatário, coloque-se nesse lugar. Absorva a mensagem de forma a deixá-la bem pessoal e íntima. Dê exclusividade para você mesmo. E o principal: Peça a Deus a capacidade de viver o conteúdo dessas mensagens. 

Receber cartas com boas-novas é uma alegria! Melhor ainda é ler as cartas vindas do alto! 

Nelson Ellert, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de fevereiro de 2024

Em seu tempo

Deus fez tudo apropriado a seu tempo (Ec 3.11a).

Leitura Bíblica: Eclesiastes 3.1-11. 

Há pessoas que se aposentam cedo e as que aos 70 ainda estão ativas. Muitos se formam aos 22 anos e levam 5 para conseguir um bom trabalho, outros se formam e já entram no mercado. Uns se casam novos, e outros depois dos 40. Pergunto então: e daí? Precisamos andar na velocidade dos outros e acompanhar a maioria? Será? Será que o controle do tempo se encontra em nosso poder? Será que nós determinamos o amanhã? 

Não cresci sabendo que amaria trabalhar com jovens e adolescentes. Deus me mostrou isso no caminho da vida. Com o tempo, descobri muita coisa e desgostei de tantas outras! Uma amiga costuma dizer: “Nós não somos, nós estamos”, querendo dizer que é difícil afirmar quem somos de uma maneira definitiva, uma vez que estamos em constante mudança, em processo de construção e desconstrução. Eu não poderia ter sido há dez anos o profissional que sou hoje, nem você. Sabe por quê? Porque não estávamos prontos. Para tudo há um tempo determinado, e para cada um o caminho é diferente. Com isso, o tempo de preparo e de atuação também será. Você está em processo de construção, e na hora certa Deus revelará seus planos para você, mesmo que seja em uma idade avançada. Por enquanto estamos sendo preparados no caminho, mesmo que outros pareçam estar muito à nossa frente e já tenham obtido grandes conquistas. 

Jesus começou seu ministério aos 30 anos. O preparo de Moisés no deserto levou 40 anos. Davi foi ungido rei, mas só 13 anos depois subiu ao trono. João Batista foi treinado por anos antes de começar a pregar no deserto. Paulo foi chamado por Deus no caminho para Damasco e ficou cerca de 14 anos sendo preparado pelo Espírito. O que havia de errado com eles? Nada. Tudo aconteceu no tempo devido. Levar mais tempo que outros para conquistar as mesmas coisas não é fracasso. Deus tem um tempo certo para você, e esse é sempre o melhor. 

Quem confia na direção de Deus anda no ritmo certo para sua vida. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de fevereiro de 2024

O céu é o meu lar

[Deus] enxugará dos olhos [daqueles que serão seus povos] toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou (Ap 21.4).

Leitura Bíblica: João 14.1-3. 

Gostamos de receber boas notícias, de que tudo está bem, tranquilo e sereno. Porém, ao longo da vida, recebemos muitas notícias ruins que causam sofrimentos: uma doença, perda do emprego, morte de um ente querido, não passar no vestibular, ir mal nos negócios e assim por diante. 

Sentimento de frustração invade o nosso coração, e a ansiedade toma conta. Depois de Jesus cear com seus discípulos, ele os avisou que seria traído, que Pedro o negaria e que, por um tempo, ficariam sem a presença do Mestre (Jo 13.21-38). Isso deixou os discípulos preocupados, ansiosos e perturbados. Jesus, percebendo isso, tranquilizou o coração deles fazendo algumas promessas, e a primeira delas é o título do texto de hoje: O CÉU É O MEU LAR. 

Enquanto muitos duvidam da existência de Jesus e afirmam crer que céu e inferno são aqui, mesmo, ele diz e, com convicção, afirma que o céu é real e é a casa do Pai Celestial. Jesus disse aos seus discípulos que não ficassem aflitos, nem perturbados, pois um dia também estariam no céu para estar junto dele e do Pai. 

Estamos aqui apenas de passagem. Ter isso em mente nos dá uma nova perspectiva das coisas. Pensando dessa forma, teremos ânimo para encarar as dificuldades do dia a dia. Enfrentaremos aqui sofrimento, morte, medo, angústia, porque vivemos num mundo contaminado pelo pecado. Porém, no céu será diferente: haverá gozo e alegria e toda tragédia terá fim. Viverá com Jesus para sempre quem o reconhecer como seu único e suficiente Salvador e convidá-lo para entrar em sua vida. Feito isso, alcançaremos a vida eterna e permaneceremos na presença do Senhor. Ter essa certeza ajuda-nos a atravessar qualquer sofrimento e dificuldade aqui nesta terra. 

A presença de Deus e tantas bênçãos que nos aguardam no céu devem nos encorajar diante das aflições de hoje. 

Ingelid Gundt, Santo Augusto/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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