2 de novembro de 2023

Epitáfio

Fez o que o SENHOR reprova... (1Rs 22.52a).

Leitura Bíblica: 1 Reis 22.51-53. 

Um ponto que chama a atenção nos livros bíblicos de Reis e Crônicas é a avaliação póstuma que registram a respeito dos governantes. Ao fim do relato sobre cada rei, os autores acabam por apresentar um resumo de suas atividades gerais e um veredito do que fizeram. O destaque na leitura de hoje é o rei Acazias. Ele pecou ao acompanhar os mesmos caminhos que seu pai e sua mãe haviam seguido no passado, além de incorrer nos erros de Jeroboão, que não apenas pecou, mas levou Israel a fazer o mesmo. 

Chegamos assim a essa espécie de epitáfio para ele, registrado na leitura bíblica de hoje, semelhante a vários outros em Reis e Crônicas. Originalmente, epitáfio é uma palavra grega que pode ser traduzida por “sobre o túmulo”. Muitas vezes, trata-se de uma frase que remete à vida do falecido. 

Particularmente acho alguns epitáfios muito interessantes, pois, ainda que em parte, descrevem um pouco do que as pessoas foram em vida. Concordo, por exemplo, com o que foi escrito em homenagem a meu pai: “Fiquem unidos”. Essa frase está de acordo com seu desejo manifesto em relação aos filhos. Também fico emocionado ao ver o que foi escrito no epitáfio de minha mãe: “Eu amo vocês, muito, muito, muito...”, pois era assim que ela se despedia dos queridos. Seus epitáfios contam, assim, um pouco das suas histórias. 

Mas, o que dizer do possível epitáfio que parece sugerido para Acazias e outros reis de Judá e Israel, conforme informa o versículo chave? Certamente, um epitáfio assim não traz conforto para os familiares que ficam nem enobrece a memória dos que partem. Seria muito melhor e inspirador ser lembrado como Josafá e outros em Reis e Crônicas, com afirmações como “[ele] fez o que o SENHOR aprova” (1Rs 22.43b). Contudo, para ser lembrado assim e glorificar a Deus até mesmo após a morte, é necessário deixar de fazer o mal e passar a fazer o bem, de acordo com o que o Senhor nos mostra em sua Palavra. 

O bom testemunho pode ultrapassar a barreira da morte! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de novembro de 2023

Comunicação

Nestes últimos dias [Deus] falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo (Hb 1.2).

Leitura Bíblica: Hebreus 1.1-6. 

Você já tentou dizer algo a alguém, explicar tudo direitinho, e a pessoa entendeu tudo errado? As Escrituras mostram que o Criador sempre quis se comunicar conosco. No Éden, conversava regularmente com Adão; mais tarde, falava com Abraão abertamente, comunicava-se diretamente com Moisés e, ao longo da história do povo de Israel, frequentemente se manifestava por meio de profetas, alguns dos quais ouvimos nas Escrituras. 

Porém toda essa comunicação esbarra nas limitações do próprio ser humano. Então a Trindade fez o impensável: entrou em contato conosco da forma mais direta possível. O Filho se fez homem, deixou-se ver e ouvir, tocou e deixou-se tocar. Não sei você, mas eu não consigo deixar de me espantar: o Absoluto e Infinito se manifestou plenamente em um homem, tão parecido conosco que foi necessário o beijo do traidor para que seus algozes o pudessem identificar. Aquele que criou o universo e é tão superior a tudo que possamos imaginar se fez como nós. Quanta honra para a humanidade! 

Mas, se não era sua aparência, o que então mostrava explicitamente que Jesus é Deus? Bem, não contente em se tornar um de nós, foi além: suportou ódio, ofensas, injustiça, julgamento forjado, violência e morte vergonhosa – mesmo tendo poder para impedir tudo isso num instante. 

São muitos os atributos divinos; alguém já disse que ele é absoluto em todas as suas perfeições, isto é, absolutamente perfeito em tudo que se possa pensar. E, em Cristo conhecemos a essência da Trindade não apenas em palavras, mas em ação: amor tão profundo e incompreensível que o moveu a renunciar às suas prerrogativas divinas, tornando-se ser humano e, como tal, suportando toda maldade que nossa espécie é capaz de infligir. Deus não poderia ter sido mais claro ao comunicar-nos seu grande amor. 

O recado mais importante de Deus está dado em Jesus. Você já conseguiu entender? 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP, Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de outubro de 2023

Reforma

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente... (Rm 12.2a).

Leitura Bíblica: 2 Reis 23.1-3. 

Hoje comemora-se do dia da Reforma Protestante. Neste dia em 1517, Martinho Lutero afixou na porta da igreja do castelo de Wittenberg (Alemanha) 95 teses (ou argumentos) contra abusos cometidos pela Igreja de sua época. As declarações que resumem a essência do ensino bíblico no qual ele se apoiou são conhecidas como “5 solas”: sola fide (somos salvos somente pela fé em Jesus), sola Scriptura (somente a Bíblia é a palavra de Deus), soli Deo gloria (toda a glória somente a Deus), solus Christus (somente Cristo reconcilia Deus e ser humano) e sola gratia (a salvação é somente pela graça, favor imerecido de Deus – jamais por nossos méritos). As verdades bíblicas estavam sendo distorcidas e precisavam ser redirecionadas segundo esses princípios fundamentais. 

Na leitura bíblica, o rei Josias dá início ao que seria a maior reforma religiosa feita em Judá. Seu pai e seu avô haviam sido reis terríveis, abandonando o Senhor e seguindo outros deuses, trazendo grande condenação ao povo. Ao descobrir o quanto aquilo ofendia a Deus, Josias esforçou-se para reinstituir os princípios perdidos. O cap. 25 continua detalhando essa reforma: o rei deu fim a objetos sagrados, altares idólatras, postes sagrados em homenagem a diversos deuses e cultos aos astros celestes. Leu a Lei de Moisés ao povo, que só então percebeu o quanto vivia longe de Deus e precisava reformar sua vida e fé. O relato termina (v. 25) dizendo que nunca houve nenhum rei que servisse e obedecesse a Deus de todo coração, alma e forças como fez Josias. 

Também o versículo-chave apresenta uma verdade atemporal: esse tipo de reforma é algo que continua necessário. É preciso renovar a mente diariamente pela leitura da palavra de Deus, ou seja, corrigir nossos pensamentos a partir do que vem de Deus. Só assim poderemos experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. 

A reforma da nossa fé, mente e condutas de acordo com Cristo é tarefa para todos os dias. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de outubro de 2023

Família

Como suportarei ver a desgraça que cairá sobre o meu povo? Como suportarei a destruição da minha própria família? (Et 8.6)

Leitura Bíblica: Ester 8.3-11. 

Quando criança, Ester ficou órfã e passou a ser criada por seu primo Mardoqueu. Assim, para ela, a família se estendia além dos laços de sangue mais diretos. Ao longo de sua história, percebe-se que ela temia a Deus e obedecia ao seu primo. Na realidade, fica claro que ela considerava todo o seu povo como família, levando-a a honrá-lo e dispor-se a sacrificar-se por ele, mesmo em condições muito adversas. 

Hamã era um alto oficial do rei Assuero, diante de quem todos deveriam se curvar. Em certa ocasião, Mardoqueu recusou-se a fazê-lo. Uma rixa antiga entre judeus e agagitas, que se arrastava havia séculos, reforçou o orgulho ferido de Hamã, que buscou uma oportunidade para se vingar dos judeus. Disse ao rei que estes desprezavam as ordens reais e convenceu Assuero a assinar um decreto permitindo o extermínio deste povo em todas as províncias. Mesmo na posição privilegiada de rainha, Ester precisou de coragem para interceder por seu povo, e assim conseguiu salvá-lo. Assim foi instituída a festa do Purim, a ser celebrada para sempre pelos judeus para que aquele momento da história do povo, em que foram salvos da morte, não fosse esquecido (9.28). 

Ester teve muito amor para com sua família. Já Hamã e seus filhos tiveram um fim trágico (9.25), resultado do mal que ele semeou. Atualmente, nossas famílias precisam de gente que as defenda. Para o cristão, a família é uma criação divina que precisa ser protegida! Infelizmente, há muitas que sofrem com os resultados do mal semeado em algum momento. Talvez a sua família esteja longe do ideal, e possivelmente seja impossível corrigir o passado. Mas daqui para a frente, com a ajuda de Jesus, sua família pode ser curada e restaurada. E aqui entra o seu papel como defensor dela: se ainda lhe falta amor para isso, Deus tem de sobra para compartilhá-lo com você. 

Você ama sua família o suficiente para defendê-la? Se não, é por aí que Deus quer começar a transformação. 

Aline Coscioni Schach, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de outubro de 2023

Novo ou velho?

Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem (Mt 5.44).

Leitura Bíblica: 1 João 2.7-11. 

Esse é um daqueles textos bíblicos que obrigam a pensar, a refletir sobre o verdadeiro sentido ou conteúdo da sua mensagem. Observe que o escritor bíblico diz que não irá ensinar “um mandamento novo”. Pelo contrário, diz que ele é “antigo”, um que seus leitores já têm desde o princípio. Mas já no versículo seguinte volta a dizer que, “no entanto, o que escrevo é um mandamento novo”. Afinal, é novo ou não? 

Felizmente ele logo explica: diz que, em Cristo, este mandamento antigo se tornou novo e verdadeiro. A Lei de Moisés já ordenava que se amasse o próximo, mas antes de Jesus vir ao mundo, havia grande confusão e falta de entendimento em relação a quem seria esse próximo – basta ver a discussão dos mestres da Lei com Jesus a respeito disso, o que motivou nosso Senhor a contar a famosa parábola do bom samaritano (Lc 10). Para quem agora vive “em Cristo”, o mais antigo dos mandamentos não é mais obscuro; a luz de Jesus faz brilhar um novo entendimento, interpretação e prática desse mandamento. Como assim? 

Na antiga interpretação, era comum as pessoas afirmarem que “estavam na luz” e que “amavam a Deus”, mas muitas vezes odiavam seu irmão. Agora, diz João, quem afirma estar em Jesus também deve andar como ele andou. A mensagem é clara: nosso padrão de relacionamento para com o próximo passou a ser Cristo! 

E o que Jesus viveu e ensinou? Cultivar ira contra o próximo equivale a matá-lo. Uma ofensa verbal contra outra pessoa nos torna dignos de julgamento. Nosso culto a Deus será medido pela nossa paz e comunhão com nosso irmão (Mt 5.21-26). Na verdade, o novo mandamento de Jesus vai muito além dos amigos e irmãos: agora inclui inimigos e perseguidores (veja o versículo-chave). Mas também vale: “Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo 2.17b). 

Você está praticando o velho ou o novo mandamento? Estar em Cristo significa praticar o novo! 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de outubro de 2023

Propósito de Deus

Pois dele [do Senhor], por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém (Rm 11.36).

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 1.28-31. 

Você já parou para pensar no propósito de Deus para a sua vida? É fácil ficar tão ocupado com as atividades diárias que esquecemos de pensar se o que fazemos é realmente o que Deus quer de nós. O que ocorre a partir daí é que, muitas vezes, sentimos a nossa vida sem graça, sem sabor. Isso acontece porque, se não andamos conforme os propósitos de Deus, estamos, na verdade, caminhando sem propósito algum. Por outro lado, se mantivermos os olhos no principal objetivo da existência do ser humano, mesmo em meio a todas as demais atividades, todo o resto adquire novo sentido. 

Encontramos na Bíblia várias passagens que falam sobre o propósito de Deus, sobre quem nós somos e para que existimos. “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9). Em Mateus 5, Jesus diz que seus seguidores são a luz do mundo (v. 14), e a tarefa deles é brilhar diante das pessoas, para que elas vejam suas boas obras e glorifiquem ao Pai que está nos céus (v. 16). Também o versículo-chave demonstra que a glória de Deus é o que existe de mais importante, de forma que todo o universo serve para promovê-la. 

Pensando bem, não há motivo para tristeza permanente. Não precisamos viver como se a vida não tivesse razão de ser. A partir do momento em que vemos a obra de Deus em nossa vida, passamos a ter prazer até mesmo nas coisas mais corriqueiras. Como diz o hino O Céu com Cristo: “Depois que Cristo me salvou, em céu o mundo se tornou; até no meio do sofrer eu tenho paz no meu viver”. Quem está em Cristo e com Cristo tem paz no coração e alegria na caminhada, mesmo quando ela é difícil. 

Viver como filho de Deus, por ele e para ele é o que dá sentido definitivo à nossa vida. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de outubro de 2023

Recorde

... (que) cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo (Ef 4.13b).

Leitura Bíblica: Gênesis 11.1-9. 

O paraquedista austríaco Felix Baumgartner ganhou fama ao saltar de praticamente 39 mil metros de altura (na estratosfera) com a finalidade de oferecer subsídios para melhorar a segurança de astronautas em caso de acidentes espaciais. Também pesou, é claro, seu interesse pessoal em bater um recorde mundial na modalidade. 

A leitura bíblica de hoje fala de homens que desejaram construir uma cidade com uma torre que alcançasse os céus. O objetivo deles era obter fama e não ser espalhados pela terra. Isso ia contra o plano de Deus, que queria ver toda a terra habitada, e por isso ele interveio. Como resultado, a cidade foi chamada de Babel, que significa “confusão”. Os homens não conseguiam mais se entender, e assim foram dispersos pela terra. Séculos se passaram, e o ser humano nunca desistiu de buscar fama, bater recordes, explicar a origem do mundo, da humanidade e do universo. Busca dominar a ciência sobre a vida, e não hesita em cruzar o limite da ética com experimentos que tentam driblar a morte e alcançar a perfeição. 

No entanto, tudo o que está fora da vontade de Deus não prospera. Ainda que o ser humano seja bem-sucedido em muitos empreendimentos, ele jamais será feliz e realizado se não entender que foi criado para se relacionar com Deus, que sua autonomia em relação ao Senhor criou um abismo entre ele e seu Criador, e que Jesus é a ponte para a ligação. 

Depois da reconciliação com Deus, o alvo do ser humano deve ser tornar-se o mais parecido possível com Jesus. Esse processo se chama “santificação”, que é inviável pelo esforço humano, mas possível com a ajuda do Espírito Santo. Leva-se a vida inteira avançando lentamente em direção a esse “recorde espiritual”, e seu prêmio não será anunciado pela mídia. Provavelmente poucos saberão, mas sua recompensa será a aprovação de Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel”. 

O maior recorde do ser humano é ser levado pelo Espírito Santo em direção à plenitude de Cristo. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de outubro de 2023

Você sabe?

Quando Jacó acordou do sono, disse: "Sem dúvida o SENHOR está neste lugar, mas eu não sabia!" (Gn 28.16)

Leitura Bíblica: Gênesis 28.10-17. 

A leitura de hoje nos conta a experiência do jovem Jacó (mais tarde chamado de Israel) durante uma longa viagem. Ele havia enganado seu irmão Esaú e roubado seu direito de primogênito, que envolvia receber uma bênção especial do pai e herdar a maior parte de seus bens. Não é à toa que o nome Jacó significa “suplantador”. Esaú ficou muito irado e planejou matar o irmão (Gn 27.41). Jacó, então, foge para a distante Harã, lugar de origem de seu avô Abraão e onde encontraria parentes. Cansado, ele se deita para dormir e tem um sonho impressionante. Aparentemente, foi sua primeira experiência com o Deus de seu avô Abraão e seu pai Isaque. Ao acordar, ainda espantado, o jovem se dá conta: “O SENHOR está neste lugar e eu não sabia”. 

Muitas pessoas acham que Deus só está presente em certos lugares, como templos religiosos ou outros lugares considerados sagrados, ou então que ele está “mais presente” nesses lugares. Na igreja, logo aprendemos que Deus é onipresente, isto é, está em todo lugar. Mas, como Jacó, não estamos fisicamente equipados para perceber o mundo espiritual. Nosso corpo é incapaz de perceber certas cores, nossos ouvidos não ouvem determinadas frequências, não enxergamos micróbios, não percebemos a radiação e assim por diante. Assim como não estamos equipados para perceber essas coisas, nossos sentidos não são adequados para perceber a presença do Senhor – mas isso de forma alguma significa que ele não esteja junto de nós. Deus é espírito; só podemos discerni-lo pela ação do seu próprio Espírito – e assim adorá-lo em espírito e em verdade. 

Jacó não sabia que Deus estava ali, tão pertinho dele; e você, sabe? Por intermédio de Jesus, você pode falar com Deus agora mesmo, abrir seu coração, tornar-se seu amigo e andar em uma doce comunhão com ele. Que tal conversar com ele a respeito? 

Podemos não perceber a presença de Deus, mas ele está em todo lugar, sempre perto para ouvir a nossa súplica. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de outubro de 2023

Obra completa

Onde esses pecados foram perdoados, não há mais necessidade de sacrifício por eles (Hb 10.18).

Leitura Bíblica: Levítico 5.1-13. 

A leitura de hoje descreve vários pecados e as ofertas que deveriam ser apresentadas ao sacerdote para que, por meio delas, essas transgressões fossem perdoadas. Havia sacrifícios até para pecados cometidos involuntariamente. Alegar desconhecimento ou ignorância não bastava para absolver a pessoa de sua culpa. Qualquer ato que manchasse a santidade de Deus precisaria de redenção. Nem mesmo pobreza era desculpa. Quem não conseguisse adquirir dois pombinhos poderia apresentar um jarro de farinha. 

O escritor aos Hebreus explica que a morte de Jesus pôs fim a todas as exigências de sacrifícios do Antigo Testamento. Seu sangue derramado na cruz foi suficiente para satisfazer a justiça de Deus, porque o precioso sangue de Cristo é infinitamente superior ao de qualquer outro animal. E, como ele é nosso Sumo Sacerdote, podemos chegar diariamente à presença de Deus sem a necessidade de um intermediário. 

Rejeitar o que Jesus fez pelo ser humano se constitui no maior de todos os pecados, para o qual não há remissão. Fora do sacrifício de Cristo, não há riqueza, virtude, cerimônia ou obras que possamos oferecer que sejam capazes de atender a justiça e a santidade de Deus. 

A obra de Cristo é a única que abrange todos os nossos pecados, mesmo os impensados ou inconscientes, independentemente de nossos recursos materiais, e nos justifica perante Deus. Somente quem entende que é pecador e que apenas o sacrifício de Cristo pode reconciliá-lo com Deus poderá entrar pelas portas da eternidade. Sábia foi a oração do ladrão na cruz quando pediu: “Senhor! Lembra-te de mim quando entrares no teu Reino”. Que teria ele ali para dar em troca do sacrifício de Cristo? Nem mesmo um jarro de farinha! A obra de Cristo por nós no Calvário foi completa. Dispense os seus esforços e fique com o que Cristo já realizou. 

Tentar obter o perdão pelos pecados por conta própria é desperdício de tempo, dinheiro e recursos. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de outubro de 2023

Peçam orações

Irmãos, orem por nós (1Ts 5.25).

Leitura Bíblica: Ester 4.12-17. 

O livro de Ester é muito interessante. Ainda que esteja na Bíblia, seja considerado sagrado e aceito por judeus e cristãos como palavra divina, nele não aparece o nome de Deus ou qualquer referência claramente explícita sobre religiosidade e fé, o que acaba atraindo algumas críticas de incrédulos. No meu entender, porém, na época de sua escrita e dos acontecimentos nele narrados, havia uma censura aberta às manifestações religiosas que fossem contrárias às consideradas oficiais do império persa, que dominava aquela sociedade. O livro mostra, inclusive, que Ester e os judeus em geral estavam em risco de serem mortos naquela ocasião. Então, como proteção, Ester, Mordecai e os vários outros seguidores de Deus tinham de ser cuidadosos ao se referirem à sua fé. 

Parece que essa é a razão de, na leitura bíblica de hoje, não aparecer a palavra “oração” acompanhando a palavra “jejum”, pois em outros lugares do Antigo Testamento é normal que elas andem juntas: quem jejua se dedica à oração. Basta verificar como Neemias e Daniel jejuavam e oravam ao mesmo tempo para confirmarmos essa prática (Ne 1.4; Dn 9.3). Então, em outras palavras, o que Ester fez ao rogar que jejuassem em favor dela foi pedir: “Orem por mim!” Outros heróis da Bíblia também fizeram isso ao enfrentar desafios e lutas, como por exemplo Paulo no versículo destacado. 

Assim, fica claro na Bíblia que não existem duas classes de cristãos. Uma dos que poderiam ser chamados de “superespirituais”, que oram poderosamente e intercedem pelos demais que se encontram em dificuldades, e a classe dos mais fracos, que pedem orações. Na verdade, todos podemos e devemos orar uns pelos outros. Assim, mesmo que sejamos pessoas como a grande rainha Ester ou o destemido apóstolo Paulo e seus companheiros de ministério, não podemos nos dar ao luxo de não pedir aos demais irmãos que orem também por nós. 

Oremos pelos outros, e não deixemos de pedir que orem por nós. 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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