11 de julho de 2023

Por dentro

O SENHOR não vê como o homem; o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração (1Sm 16.7b).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 16.1-3. 

Quando o rei Saul desobedeceu a Deus, o profeta Samuel foi designado para escolher seu sucessor. Para isso, o Senhor enviou Samuel até a vila de Belém, à casa da família de Jessé. Chegando lá, Samuel pediu a Jessé que chamasse todos os filhos, pois sabia que entre eles estaria o futuro ocupante do trono. Feita a convocação, os rapazes se apresentaram ao profeta de Deus, do mais velho para o mais moço. O primeiro que se apresentou foi o primogênito, um jovem de boa estatura e boa aparência. Vendo-o, o profeta achou que ele fosse o escolhido. Contudo, Deus lhe disse que ele não se impressionava com a aparência exterior, porque via o coração. Todos os filhos de Jessé passaram diante do profeta, mas Deus disse que nenhum deles substituiria Saul. Diante disso, Samuel perguntou a Jessé se todos os seus filhos estavam de fato presentes. Jessé então mencionou Davi, o caçula, que cuidava das ovelhas no campo; mandou chamá-lo e, quando ele veio, Deus disse a Samuel: “É este! Levante-se e unja-o” (v. 12b). Nessa escolha, o critério não foi estatura ou aparência, mas o caráter e a submissão a Deus. 

É muito fácil deixar-se enganar pela aparência de alguém. A pinta de galã de um rapaz ou a beleza de miss de uma moça não são o mais importante, pois a beleza um dia acaba. Quando você for escolher uma pessoa para ser seu cônjuge, não se deixe fascinar apenas pelas aparências, mas procure discernir, acima de tudo, a beleza interior. Quem proceder assim na escolha do seu cônjuge não se arrependerá. 

A propósito, isso vale também para outras situações, já que há, p.ex., quem escolha aliados pelas suas riquezas, funcionários pela sua bajulação e amigos pela simples cor da pele. Muita gente atraente por fora não vale nada por dentro. Que o Senhor nos ensine a usar os mesmos critérios que ele na hora de escolher nossas companhias. 

As aparências podem fascinar, mas é o caráter íntegro que permite relacionamentos duradouros. 

Mário Miki, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de julho de 2023

Entrega pela fé

[Deus respondeu a Moisés:] Você não poderá ver a minha face, porque ninguém poderá ver-me e continuar vivo (Êx 33.20).

Leitura Bíblica: Levítico 1.1-17. 

Recém-saídos do Egito, quase 3 milhões de israelitas passaram o 1º ano pós-êxodo nas montanhas desertas do Sinai. Durante esses meses, o povo aprendeu uma grande quantidade de verdades religiosas até então desconhecidas, já que tinham sido escravos em um país dominado pela idolatria. Agora, depois de terem recebido a Lei e construírem a tenda que serviria de templo, os israelitas precisavam saber como cultuar e adorar ao seu Deus tão poderoso e amoroso. Eles eram uma nação “santa”, isto é, “separada” para ser povo especial de Deus. Por isso, precisavam de orientações que definissem cada aspecto desse relacionamento. Assim, as leis registradas no Levítico mostram a necessidade da pureza e da santidade para o povo. Ao contrário do que muitos pensam, essas leis não definem o Senhor como um Deus duro e inflexível, mas demonstram sua graça e misericórdia, enfatizando o quanto ele quer conviver com seu povo. Para que isso seja possível, as pessoas, rebeldes e pecadoras por natureza, precisam ser purificadas. Do contrário, não suportariam a presença santa de Deus (veja o versículo em destaque). 

É importante notar que o propósito dessas ofertas era que o israelita reconhecesse que devia sua vida ao Senhor por essa escolha especial. Assim, pela fé, apresentava a Deus a vida inocente de um animal sem defeito como seu substituto. Esse animal seria então queimado, demonstrando que o ofertante entregava toda a sua vida ao Senhor. Hoje não precisamos mais apresentar todos esses sacrifícios, pois a morte e ressurreição de Jesus fornecem tudo o que precisamos para sermos reconciliados com Deus. Não há nada que você ou eu possamos ou precisemos fazer para completar essa obra. Você crê nisso? A sua fé é tudo o que Deus pede. 

“Justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). 

Itamir Neves de Souza, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de julho de 2023

Morte

O nosso Deus é um Deus que salva; ele é o Soberano, ele é o SENHOR que nos livra da morte (Sl 68.20).

Leitura Bíblica: Atos 1.1-5. 

Dizem por aí que a única certeza que temos nesta vida é a morte. Há pessoas que não gostam de pensar, muito menos falar sobre isso. Certa reportagem mostrava que há pessoas (ricas, é claro!) que apostam no congelamento do corpo, na esperança de que a ciência ache alguma solução para a imortalidade. Outros preferem encarar a realidade e desde já fazem algum seguro para a família, a fim de garantir que seus queridos não passarão por dificuldades. E há os que acreditam que morreu, acabou. 

Todavia Deus, por meio da Bíblia, mostra que não é assim. Vemos que Jesus morreu, ressuscitou e esteve na terra por 40 dias antes de subir para o céu, demonstrando que há uma vida eterna. Na leitura de hoje, Lucas narra a Teófilo, para quem ele escreve os relatos de Atos, que, durante esse tempo, Jesus se apresentou vivo aos seus discípulos com muitas provas incontestáveis de sua ressurreição. 

A Bíblia afirma que Jesus é o Deus que se fez carne para habitar entre nós. Afirma, ainda, que ele estava presente na criação, que tudo foi feito por intermédio dele e nada foi feito sem ele. A vida estava nele, e ele veio para dissipar as trevas. E o mais importante: todos que creem nele podem ser chamados de filhos de Deus (Jo 1.1-12). 

O apóstolo Paulo também afirmou que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e apareceu a Pedro, depois aos doze e foi visto por mais de 500 pessoas de uma só vez. E Paulo continua defendendo essa afirmação, enfatizando que essa é a razão de nossa crença, afinal, se Cristo não tivesse ressuscitado, nossa fé seria vã, sem saber se também ressuscitaríamos (1Co15.13-14). Devemos entender que além da vida terrena que conhecemos, a Bíblia nos afirma que existe vida eterna após a morte. A questão passa a ser onde nosso espírito passará a eternidade. Você sabe a resposta para o seu caso? 

Quem crê em Jesus como seu Salvador pode ter a certeza de que passará a eternidade com Deus. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de julho de 2023

Ansiedade e cura

Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir (Mt 6.25a).

Leitura Bíblica: Filipenses 4.6-7. 

As preocupações diárias sobre o que é essencial à vida têm deixado muitas pessoas ansiosas, neuróticas e infelizes. Diariamente a mídia nos traz notícias alarmantes - muitas, reais; e, outras, nem tanto. Temos a impressão de que a sociedade e suas instituições estão perdendo ou já perderam o controle. Muitos vivem deprimidos, assustados, sempre na expectativa de que algo possa acontecer e trazer o caos completo ou a destruição de todos os alicerces que dão a sustentação mínima à nossa existência. 

Como viver feliz num mundo tão agitado e tão cheio de problemas? A solução vem daquele que já viveu nesta terra como qualquer um de nós; e, mesmo tendo experimentado todas essas questões num nível muito mais elevado e turbulento, as venceu: Jesus! Na seção de onde extraímos nosso versículo-chave (Mt 6.25-32), Jesus usa o cuidado do Pai com as aves e os lírios do campo para nos desafiar a vencer a ansiedade e construir uma confiança e fé simples na providência e poder divinos. 

O que falta às pessoas não é dinheiro, saúde e recursos, mas fé e dependência de Deus! Enquanto elas não se desligarem de todas as suas preocupações para depender somente do Senhor, estas vão aumentar mais e mais, e o temor de um fracasso sempre estará presente. Este é o século da correria. O urgente, e não o importante, determina nossa agenda. Com certeza o apóstolo Paulo teve nessas palavras de Jesus sua inspiração para encorajar os cristãos filipenses a vencerem a ansiedade. 

Para vencer a ansiedade hoje, por meio da fé em Deus, coloquemos em suas mãos todas as nossas preocupações por meio da oração, com a certeza de que ele continua no controle: “Os pagãos é que correm atrás dessas coisas, mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas” (Mt 6.32). 

A paz que brota da confiança em Deus cura a ansiedade e protege contra novas angústias. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de julho de 2023

Abrão creu no SENHOR, e isso lhe foi creditado como justiça (Gn 15.6).

Leitura Bíblica: Gênesis 15.1-21. 

Abraão é um dos exemplos que a Bíblia cita quando fala sobre fé. Quando o chamou, Deus apresentou-lhe um desafio inimaginável: abandonar sua terra natal e seus parentes sem saber para onde iria e o que aconteceria com ele. Havia apenas uma promessa: “Eu lhe mostrarei uma terra que será sua”. Abraão partiu sem saber de outros detalhes, apenas crendo que o Senhor cumpriria sua palavra. E é bom lembrar que naquele tempo esse tipo de empreendimento era algo sem volta – não dava para ir “ver como são as coisas” e, caso não atendessem às expectativas, retornar para casa. 

Já estabelecido em Canaã, Abraão questiona Deus sobre a utilidade dessa promessa, visto que não tinha herdeiro legítimo a quem deixar essa terra. Será que Deus tinha deixado escapar um detalhe essencial? É muito interessante o diálogo da leitura bíblica de hoje, em que a fé de Abraão balança porque ele contempla as circunstâncias (a falta do herdeiro). 

Pacientemente, Deus renova sua promessa a Abraão, mostrando que não havia perdido o controle da situação, e ainda lhe mostra, por meio de um ritual usado na celebração de alianças, que sua palavra continuava válida. Então, com a fé de Abraão fortalecida, Deus não afirma que dará a terra aos descendentes de Abraão, mas declara que já a deu. A promessa de Deus é tão segura que já é possível considerá-la como cumprida! 

Neste mundo, as circunstâncias sempre nos desafiam. Atraem nosso olhar para o presente, para a aparente falta de solução. Mas alguém já disse que não se precisa de fé quando é possível ver. Então, nossa fé é provada e aprovada quando não há nada visível ou palpável para se basear. Seus fundamentos são o que Deus já fez no passado e no presente, suas promessas para o futuro e sua imutabilidade. Também não se trata de crer em qualquer coisa. O que realmente faz diferença na fé que salva e sustenta é a pessoa em quem a depositamos: Jesus! 

Nossa fé é um desafio para nós e uma certeza para Deus, que tudo pode. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de julho de 2023

Ajuda ao pobre

Pai para os órfãos e defensor das viúvas é Deus em sua santa habitação (Sl 68.5).

Leitura Bíblica: Deuteronômio 24.19-22. 

O cuidado de Deus em relação aos necessitados é notório. A leitura bíblica de hoje mostra isso. Entre várias leis que Deus entrega ao povo por meio de Moisés, aparece esta mostrando que ele tem um carinho especial pelos estrangeiros que viveriam no meio do povo de Israel, bem como pelos órfãos e viúvas, figuras que representavam os mais carentes daquela sociedade. Para garantir a subsistência desses pobres, Deus ordena que os demais, ao realizarem suas colheitas, fizessem algo muito prático: se deixassem um feixe para trás, não deveriam voltar para pegá-lo; ao colher azeitonas, sacudindo os galhos das árvores, não deveriam colher o que sobrasse nos ramos; quando colhessem as uvas, não deveriam voltar para colher o que ficou para trás. O que ficava (e também outras leis mostram que sempre deveria ficar algo, Lv 19.9-10) pertencia aos necessitados. 

Em nossos dias, os estrangeiros, os órfãos e as viúvas nem sempre são os mais carentes, ainda que muitas vezes mereçam uma atenção especial. Creio que os necessitados atuais são todos os que precisam de nossa ajuda, como os que têm fome, frio, estão enfermos, enlutados, abatidos, desorientados etc. Com certeza, o princípio que Deus nos deixou nesta passagem bíblica se aplica a todos eles, e devemos ajudá-los. Aliás, como Jesus deixou muito claro (Mt 25.31-46), é sempre bom lembrar que ajudar um necessitado é como ajudar o próprio Senhor, que nos abençoará (v.19). Em resumo, vejo que esta porção bíblica mostra, entre outras coisas, que Deus se preocupa muito com os necessitados, que devemos lembrar que Deus já nos ajudou em situações de necessidade (v.22), que providenciar ajuda aos carentes é um mandamento que recebemos do Senhor, e que seremos recompensados por Deus ao ajudar o nosso próximo. Ou seja: ajude e seja abençoado! 

Deus abençoa aquele que cumpre o dever de ajudar ao pobre! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de julho de 2023

Ídolo x Deus

Não terás outros deuses além de mim (Êx 20.3).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 5.1-4. 

Você se curvaria diante de uma estátua de pedra e lhe ofereceria sacrifícios de animais? Hoje em dia, a maioria das pessoas é (ao menos nominalmente) cristã. Por isto, é, em teoria, contra ídolos. Muitos outros dizem orientar-se pela ciência. Para todos eles, curvar-se e levar ofertas a um ídolo não faz sentido. Mas muitas nações da antiguidade faziam isto com devoção, entre elas os filisteus. Para eles, Dagom era seu protetor e provedor. Adoravam-no porque era um deus associado à fertilidade. Crendo que lhes garantia abundância, sentiam-se atraídos por ele. Sujeitavam-se às suas exigências de sacrifícios em troca da prometida prosperidade. 

Podemos não nos ajoelhar fisicamente diante de uma estátua, seja de Dagom ou de quem for, mas espiritualmente talvez estejamos dedicando o mesmo fervor à aquisição de bens materiais, dinheiro, status, fama, poder, família etc. Tudo isso pode até não ser errado em si mesmo, mas quando fazemos dessas coisas o foco da nossa vida, sacrificando-lhes nosso tempo, recursos, saúde, princípios e a fidelidade que deveríamos dedicar apenas ao Deus verdadeiro, elas se tornam ídolos, deuses falsos. 

A cena de Dagom caído e quebrado diante da Arca da Aliança nos ensina pelo menos duas lições. Primeiro, o Deus único, cuja presença entre os homens era simbolizada pela Arca, é muito mais poderoso que Dagom ou qualquer ídolo criado pelo homem. Porque só o Senhor é todo-poderoso, santo, justo, misericordioso, infinitamente sábio, eterno. Só ele é digno de nossa completa entrega. Em segundo lugar, dedicar a vida a um falso deus, esteja ele em nosso coração ou materializado numa estátua, resultará em uma existência que acabará como Dagom: prostrada e quebrada diante do Deus verdadeiro. Não se esqueça: os ídolos jamais podem nos dar o perdão, a paz e a vida eterna que só Deus pode conceder. 

A quem ou a que você devota sua vida? 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de junho de 2023

Loucura

A sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus (1Co 3.19a).

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 1.18-21. 

Todos nós ansiamos por reconhecimento. Almejamos honra, fama, dinheiro. Queremos que os outros nos sirvam, isto é, que façam coisas por nós. Esperamos castigo para quem nos fez mal. Talvez você queira até negar isso, mas, se parar para pensar, verá que, em maior ou menor grau, estes desejos estão presentes em sua vida. Isso tudo é muito natural no ser humano. Por isso, os ensinos de Deus parecem são contrários aos nossos conceitos. Onde já se viu: ter de servir ao próximo para ser importante (Mt 20.26)? Os importantes é que são servidos! E como assim fazer o bem a quem declaradamente nos odeia (Lc 6.27)? Ser indiferente ainda vai, mas beneficiar quem nos prejudica intencionalmente é demais! E o que dizer de “é melhor dar do que receber” (At 20.35)? Nós queremos ter - e ter muito! 

O apóstolo Paulo tinha razão ao dizer que a mensagem da cruz é loucura para o mundo. O Filho de Deus morrer para salvar seus inimigos - haverá ideia mais “doida” do que essa? Servir aos outros, abençoar a quem nos persegue, dar com generosidade de si e de seus recursos... Nada disso parece normal. Nossos desejos são opostos à vontade de Deus. Precisamos, diariamente, de uma mudança de mente (Rm 12.2), pois lutamos contra nossa natureza egoísta e rebelde. Quando agirmos conforme o que Deus quer, o mundo vai nos achar loucos, mas precisamos lembrar que o Senhor é o Padrão, e aquilo que o mundo considera sábio (esperteza, levar vantagem) é loucura aos olhos de Deus. 

No dicionário, conversão é uma mudança de direção. Não é à toa que esse termo designa também a mudança que acontece em quem entrega sua vida a Deus e passa a fazer aquilo que agrada ao Senhor. Com isso, vamos na contramão do mundo, nadamos contra a correnteza. Isso é sempre muito difícil, mas temos o Espírito Santo, que nos capacita e ajuda a viver a verdadeira vida. 

Certo e justo é o que Deus quer, não o que o mundo defende. 

Bruna Brasil Pereira Garcia Lima, Goiânia/GO, Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de junho de 2023

Falhas

[Jesus] disse: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas (Mt 20.25).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 15.24-34. 

Infelizmente, aqui no Brasil observamos com enorme frequência situações como corrupção em todos os níveis; obras inacabadas; moradias populares concluídas, mas malfeitas; aumento constante da criminalidade; crescimento da participação de adolescentes em ações criminosas e outras mazelas. Fatos assim nos desanimam. Não podemos confiar em quase ninguém e perdemos a esperança de ter dias melhores em nosso país. Essa é a verdade em que vivemos, e nos sentimos incapazes de reverter esse quadro. 

Saul, o primeiro rei dos judeus, foi estabelecido por Deus, mas acabou desobedecendo ao Senhor. Então o profeta Samuel o confrontou quanto ao erro que foi cometido, avisando que por isso seria retirado da liderança do povo. Saul tentou argumentar, acabou reconhecendo seu erro, mas ainda assim perdeu seu reinado. 

Em nossa nação, os governantes são escolhidos pelo povo. Essa é uma grande responsabilidade para todos, pois, uma vez eleitos, os líderes governarão sobre a nação, sendo honestos e íntegros ou não. Quando escolhemos líderes errados, carregamos o peso da má escolha até o final de seus mandatos. 

Como cristãos, devemos colocar a nossa confiança no lugar certo: “Bendito é o homem cuja confiança está no SENHOR, cuja confiança nele está” (Jr 17.7). Somente Deus merece nossa plena confiança, uma vez que todos os seres humanos são falhos. Assim, é preciso buscar a direção do Senhor até para escolher nossos líderes terrenos. Sim, quem exercer mal a autoridade recebida haverá de prestar contas a Deus por isso. Mas nós temos a responsabilidade de escolher certo; após a eleição, teremos de nos sujeitar aos eleitos, pois não há autoridade que não venha de Deus (Rm 13.1a). E, se quisermos ter uma vida tranquila e pacífica, precisamos orar sempre por nossos governantes (1Tm 2.2). 

Dirigir a vida e as escolhas pela infalível Palavra de Deus é melhor do que qualquer falível ideologia humana. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de junho de 2023

O coração

A palavra de Deus é viva e eficaz... e julga os pensamentos e as intenções do coração (Hb 4.12).

Leitura Bíblica: Hebreus 3.12-14. 

Embora os pensamentos e sentimentos se originem na mente, o pensamento ocidental associa as emoções ao coração. Já nos tempos bíblicos, o coração era considerado a fonte dos pensamentos e sentimentos. O autor aos Hebreus, baseado no exemplo do povo de Israel, exorta os cristãos a cuidar de seu coração para que este não se torne mau e descrente. Como isso poderia acontecer? Quando duvidamos da Palavra de Deus, nosso íntimo fica calejado, tornando-nos insensíveis à obra de Deus. Esta não se resume aos milagres, mas também ao seu agir em nosso caráter. A peregrinação do povo de Israel pelo deserto, rumo a Canaã, foi um momento da história em que o Senhor fez muitos milagres, mas também foi o período em que o povo mais duvidou de Deus, colocando-o à prova e rejeitando sua disciplina. Os milagres e maravilhas não os levaram a confiar mais em Deus, muito pelo contrário. 

O que mantém a pessoa voltada para Deus é o conhecimento de sua Palavra e o relacionamento de intimidade com ele, enquanto se submete à vontade dele. O problema é que muitas vezes duvidamos dessa Palavra. Isso se mostra em andar ansioso, preocupado ao extremo; em não crer que Deus está no controle da situação; na falta de esforço para perdoar, apesar de o Senhor esperar isso de nós; em não fazer com que nossa mente obedeça a Cristo, evitando todo tipo de maus pensamentos; na busca por vingança em vez de entregar a causa para Deus; em colocar as expectativas em pessoas, e não no Senhor; em recusar-se a se afastar do que atrapalha nossa caminhada com Deus. 

Todos nós temos áreas da vida em que precisamos da ajuda divina para não nos acostumarmos à desobediência ao Senhor e, consequentemente, ao coração endurecido. Cuide do seu coração e depois anime outros a fazê-lo também. Encorajar e incentivar é mais produtivo que julgar e cobrar. 

Só podemos desfrutar da plenitude do relacionamento com Deus se confiarmos nele e em sua Palavra. 

Ingelid Gundt Pinheiro, Santo Augusto/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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