7 de abril de 2023

Pense nos outros

Ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros (1Co 10.24).

Leitura Bíblica: Filipenses 2.1-4. 

Já pensou chegar numa roda com seus amigos e soltar a frase do versículo destacado? Vão achar que estamos fazendo “graça”. Logo aparecerá alguém para dizer: “Sim, mas...”, e lá vem uma justificativa para tentar argumentar que essa instrução bíblica “não é bem assim”. 

Quando nos tornamos seguidores de Jesus, recebemos dele uma ordem difícil: pensar nos outros. Jesus ensinou que devemos amar o próximo como a nós mesmos (Mc 12.31). A tendência que temos, entretanto, por sermos humanos, é pensar somente no que é nosso, é falar sobre nós mesmos, é não nos importar com o próximo. O princípio vigente é: “Todos pensam em si mesmos; só eu penso em mim” – portanto, vou atrás do que é meu, e os outros que façam o mesmo. As consequências são o que vemos por aí: divisões na família, polarização na sociedade, conflitos nas igrejas etc. 

Em suas cartas, Paulo escreve que não devemos nos concentrar em nós mesmos, mas no próximo. A razão para isso é o exemplo do próprio Jesus, que renunciou a todos os seus direitos como Filho de Deus, a ponto de morrer numa cruz, para que você e eu também pudéssemos ser filhos de Deus. Quando cremos nisso, ele muda o nosso viver, e agora quem vive não somos mais nós mesmos, mas Cristo em nós. 

É humano querer ser admirado como alguém que realiza importantes tarefas. Contudo, o que mais agrada a Deus na vida de seus seguidores é quando eles não pensam em si mesmos, mas no que é bom para o outro. Nosso Senhor é engrandecido quando colocamos os interesses dos outros acima dos nossos. Isso requer uma mudança de mentalidade. Em vez de pensar que o que temos é produto do “nosso” trabalho e deve servir para o nosso bem, descobrimos que nada é nosso e tudo é de Deus. Assim, ficamos livres para pensar nos outros como aqueles a quem devemos servir. 

Servir ao próximo é um maravilhoso compromisso que Cristo Jesus deixou para seus seguidores. 

João Fernandes Garcia, Oakville/Ontario. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de abril de 2023

Crucifica-o!

Perguntou Pilatos [ao povo]: “Que farei então com Jesus, chamado Cristo?” Responderam eles: “Crucifica-o!” (Mt 27.22)

Leitura Bíblica: Mateus 21.1-11. 

Os judeus viviam na ardente expectativa da chegada do Messias (o Salvador enviado por Deus). E, com a vinda de Jesus, a promessa finalmente se cumpriu. Contudo, o povo estava equivocado: não esperava um Messias que falasse da necessidade de arrependimento por aquilo que desagrada a Deus, mas um líder que libertasse Israel do domínio romano e lhes satisfizesse suas necessidades imediatas, dando alimento e curando as enfermidades físicas. Jesus parecia ser a pessoa ideal: multiplicou pães e peixes, curou muitos doentes e chegou até mesmo a ressuscitar mortos. Que rei melhor poderiam esperar? O povo estava empolgado, e a euforia tomou conta – não poderia ser diferente. Aclamaram Jesus gritando: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito é o que vem em nome do Senhor!” (v.9b). 

Mas, poucos dias após tudo isso, o discurso do povo mudou. Jesus explicara a necessidade de sua morte e não ofereceu resistência aos que o prenderam e fizeram falsas acusações. Isso gerou tamanha frustração que o povo agora gritava: “Crucifica-o!” (veja o versículo em destaque). Não entenderam que Jesus não veio para reinar aqui na Terra, mas para nos dar vida nova com Deus agora e eterna, no Céu. 

Vivemos numa época diferente, mas, lamentavelmente, vejo inúmeras pessoas buscando Jesus pelos mesmos motivos equivocados. Querem ver os milagres, a multiplicação dos pães, a prosperidade, a cura de todas as doenças e o livramento de todas as dificuldades. Assim como naquela época, Jesus faz muitos milagres, mas não atende a todos os nossos desejos, muitas vezes egoístas, o que faz com que alguns o abandonem. Diante disso, quero desafiá-lo a refletir sobre suas expectativas e motivações ao buscar Jesus. Você quer um rei terreno ou aquele que pode lhe dar a vida eterna? 

Qual é a sua motivação para buscar Jesus: satisfação pessoal ou reconciliação com Deus, por meio do perdão? 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de abril de 2023

A escola de Jó

Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo (Jo 16.33b).

Leitura Bíblica: Jó 1.13-2.10. 

As tragédias nos deixam estarrecidos e perplexos, levando-nos a perguntar: “Por quê?” Lembro-me do acidente aéreo na Colômbia, em novembro de 2016, que vitimou o time da Chapecoense e ocupou o noticiário durante muito tempo. Ninguém esperava a morte daqueles atletas, técnicos, dirigentes e jornalistas, acostumados a viagens aéreas seguras. Há milênios, catástrofes acontecem todos os dias em algum lugar do mundo. 

A Bíblia menciona várias. Entre elas, o drama de Jó, o homem mais rico de sua época no Antigo Oriente. Sua história é lida, estudada, descrita e pregada por todo mundo, não apenas por curiosidade, mas para achar nela alguma luz que console e ajude quem sofre a entender e aceitar as suas próprias provações. Jó perdeu praticamente tudo. Inicialmente, foram-se, em questão de horas, seus rebanhos, os muitos empregados que cuidavam deles e seus dez filhos. Num segundo momento, talvez não muito depois, foi privado de sua saúde, atingido por feridas terríveis. 

Como reagiríamos se estivéssemos no lugar de Jó? Com blasfêmias contra Deus? Abandono da fé? Loucura? Suicídio? A mulher de Ló, também atingida por tais perdas, sugeriu-lhe que amaldiçoasse a Deus, para morrer. Jó sofreu muito, sem dúvida. Mas ele venceu o sofrimento quando aprendeu verdades valiosas (confira em Jó 42.1-6). Seu livro nos ensina lições que dificilmente aprenderíamos sem passar pelo sofrimento. Algumas delas: a) por si só, o sofrimento não pode aniquilar quem confia em Deus; b) permanecer fiel a Deus nesses momentos leva a grandes benefícios espirituais; c) a dor intensa reduz a pessoa ao seu verdadeiro tamanho (“Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei”, v. 20b), livrando-a da opinião exagerada que costumamos ter de nós mesmos. Como você tem reagido ao sofrimento? 

Nas mãos de Deus, o sofrimento se transforma em ferramenta de aperfeiçoamento espiritual. Confie! 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de abril de 2023

Amor real

Respondeu Jesus: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mt 22.37).

Leitura Bíblica: Mateus 22.34-38. 

Quando Jesus vivia nesta terra, os líderes religiosos lhe faziam perguntas, mas não para aprender. Preparavam questões ardilosas, à espera de algo que considerassem um deslize. Na leitura de hoje, vimos mais um episódio desse tipo. Referindo-se aos “Dez Mandamentos”, um mestre da lei pergunta: qual deles seria o maior, o mais importante? Jesus de pronto respondeu o versículo em destaque. Mas acrescentou: “E ame o seu próximo como a você mesmo”. Assim, colocou em pé de igualdade ambos os mandamentos – deles depende toda a lei e todo ensino profético, afirmou 

Você percebeu um detalhe? Jesus falou de amar com a totalidade do coração, da alma e do entendimento. Não parte, nem mesmo uma boa porção. Repito: tudo que diz respeito à nossa vontade e empenho deve ser dedicado ao exercício de amar a Deus. Ora, a palavra “tudo” não deixa espaço para mais nada. Ora, como sobrará então lugar para amar meu próximo? 

Esses mandamentos parecem contraditórios quando o ponto de vista se restringe ao meramente humano. Há um aspecto importante a considerar: nem eu nem você temos em nós a capacidade de amar a Deus com tudo o que somos. Nem mesmo a pessoa mais bondosa do mundo consegue amar de verdade apenas por suas próprias forças. O que costumamos chamar de amor não se compara com o que essa palavra implica quando o Senhor a usa. 

Assim, há no texto de hoje um ensino menos evidente, mas importantíssimo. Amar a Deus com tudo o que tenho e sou é a única forma de conseguir amar alguém de verdade, pois isso só é possível quando o amor do próprio Deus flui por meio de mim. Amar a Deus com tudo o que sou e amar ao meu próximo como a mim mesmo são parte do fruto do Espírito Santo. E só serei capaz de cumprir esses mandamentos e toda a lei e os profetas se minha vida for dedicada a encher-me de sua gloriosa presença. 

Só o Espírito Santo nos torna capazes de obedecer a todos os mandamentos, do maior ao menor. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP, Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de abril de 2023

Fraternidade

[Empenhem-se em acrescentar...] à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor (2Pe 1.7).

Leitura Bíblica: Tito 3.3-8. 

Certa igreja distribuía aos seus visitantes cartões que tinham, de um lado, uma mensagem de boas-vindas e, do outro, um espaço para que escrevessem o nome e endereço. Após o culto, os cartões eram recolhidos por auxiliares. Isto facilitava os contatos posteriores com as pessoas. O cartão também fazia um convite: “Se quiser demorar um pouco depois do culto, há alguém que gostaria de conversar com você”. 

Quero destacar aqui a maneira simples e simpática com que esta comunidade resolveu tratar seus visitantes. A fé e a bondade são parceiras inseparáveis. Nossa devoção a Deus é aliada da fraternidade, que se materializa em gestos de amor. Pedro começa o raciocínio do versículo em destaque com as palavras: “Façam todo o possível para juntar a bondade à fé que vocês têm” (2Pe 1.5a, NTLH). Ele esperava empenho dos cristãos em favor do próximo. “Fazer o possível” não exige algo impossível, não pede um esforço sobrenatural, mas provavelmente é bem mais do que muitas vezes nos dispomos a fazer. Só que com isso perdemos muitas oportunidades de fazer o bem. 

Pode ser que, por desconfiar dos outros, por achar que as pessoas são interesseiras ou más, nos tornamos mais frios e menos fraternos. Mas quando lembramos que também fomos desobedientes e insensatos e que Deus, mesmo assim, por sua misericórdia, manifestou sua bondade para conosco e nos salvou por meio de Jesus Cristo, somos motivados a fazer o bem. Na leitura bíblica, Paulo, depois de argumentar sobre este assunto, diz: “Insista em falar sobre o que Deus fez por nós, para que os que crerem se esforcem em praticar o bem” (cf. v. 8). Tito deveria sempre lembrar seus ouvintes de que eles foram alcançados pela graça e misericórdia de Jesus. Esta lembrança é o maior estímulo para que pratiquemos boas obras e sejamos bondosos com nosso próximo. 

Esforçar-se para fazer o bem ao próximo é nossa responsabilidade. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP; Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de março de 2023

Muito pouco

... por meio de você todos os povos da terra serão abençoados (Gn 12.3b).

Leitura Bíblica: Isaías 49.6. 

Tem gente que, depois de ajudar outra pessoa, afirma: “Já fiz minha boa ação do dia!” É elogiável um estilo de vida que contemple no cotidiano o desejo de fazer o bem. Mas, para os cristãos, é possível se contentar com isso? Penso que não. Isso seria se satisfazer com muito pouco. Fazemos parte de um plano maior de Deus! 

No texto bíblico de hoje, vemos Deus dizendo que seria muito pouco para seu povo, Israel, ser restaurado e voltar para casa. Depois de um bom período no exílio babilônico, era o que as pessoas queriam. Mas voltar por voltar não faria sentido. Por isso, o Senhor lhes diz: “Farei também com que você seja uma luz para os gentios, para que você seja a minha salvação até os confins da terra”. Ou seja, ser salvo por Deus, muito além de ser um privilégio, é uma responsabilidade. Ser reconciliado com ele não é um fim em si mesmo. Somos salvos para algo maior, semelhante ao chamado que o próprio Abraão recebeu (versículo-chave), de ser bênção e luz para outros. 

No Novo Testamento, a partir da morte e ressurreição de Jesus em nosso favor, e com a promessa da vinda do Espírito Santo, somos enviados como testemunhas de Deus até os confins da terra (At 1.8). Você já refletiu sobre isto? Quando o Senhor nos dá a salvação, por que ele não nos leva diretamente para o céu? Exatamente porque nos envolve em seu plano redentor aqui. Portanto, seria muito egoísta não perceber a responsabilidade que nos é atribuída e querer apenas “curtir” a vida de salvos. Isso seria muito pouco. É como se Abraão pensasse que era o queridinho de Deus, escolhido por ser melhor do que os outros, e deixasse de fazer o que o Senhor pedia dele. E os demais povos, como ficariam? Os cristãos, como povo amado de Deus, podem muito mais! Como sal e luz, podem levar a clareza, a alegria, o sabor e a cura de Deus para toda a terra. Faça sua parte! 

Deus chamou você para uma grande obra: a dele! Não se contente com menos! 

Alison Diogo Heinz, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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Pr. Paulo Roberto Barbosa, do site - Escuro Iluminado: https://ministeriopararefletir.com.br/  

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30 de março de 2023

Coração limpo

Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória (Is 6.3).

Leitura Bíblica: Isaías 6.1-8. 

Era uma época preocupante. A morte de um rei e sua consequente substituição causavam insegurança nos súditos. É bom encontrar Isaías no melhor lugar possível: no templo, na presença de Deus. E melhor ainda é ver que nem a calamitosa situação espiritual de Judá impedia que a glória do Senhor se manifestasse. O que se segue é muito significativo: Isaías vê a Deus, e essa visão desperta nele a consciência de sua indignidade diante do Senhor. Será que nós ainda estamos sensíveis a essa diferença abismal entre a santidade e pureza de Deus e a nossa situação humana e carnal? 

O profeta teve a visão correta de si mesmo. Ele sabia que, na sua condição impura, seria incapaz de sobreviver na presença do Senhor. Quando ele confessou isso, Deus demonstrou toda a sua misericórdia, purificando-o imediatamente. Essa obra de purificação do ser humano só é possível com a intervenção e ajuda de Deus. 

Só depois disso a pessoa está apta para trabalhar para o Senhor. Só quando o coração, o centro de nossas atitudes, pensamentos e amor ao Senhor, está limpo teremos também as motivações certas para servi-lo, pois isso requer submissão à vontade divina, desprendimento e humildade, motivações puras, ausência de ambição pessoal... Nada isso é natural ao ser humano. É Deus quem precisa criar essas condições em nós, e ele o faz mediante o Espírito Santo, que transforma nossos impulsos egoístas em amor a Deus e ao próximo. 

A purificação que Deus opera na pessoa que se submete a ele às vezes pode ser dolorida. Já pensou ter uma brasa viva, que o próprio anjo tinha de pegar com uma tenaz, encostada na boca? E nem sempre a transformação necessária em nós será imediata. Mas o que podemos lembrar é: se Deus começou a trabalhar em nós, ele também terminará, pois o Senhor jamais faz serviço pela metade. 

Ver a Deus nos leva a ver quem nós somos e nos inspira a querer servi-lo. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de março de 2023

Escolha vital

A maldição do SENHOR está sobre a casa dos ímpios, mas ele abençoa o lar dos justos (Pv 3.33).

Leitura Bíblica: Deuteronômio 30.15-20; 

A leitura de hoje encerra o último discurso de Moisés no Deuteronômio, fechando a aliança de Deus com Israel. O povo estava prestes a entrar na Terra Prometida. Moisés sabia que não entraria com eles e, preocupado com todos, mais uma vez os exorta à obediência ao Senhor. Em resumo, nesse final de discurso, ele lhes propõe uma escolha entre a bênção e a maldição, ou seja, entre a vida e a morte. Moisés mostra que o povo desfrutaria do favor de Deus se fosse obediente ao Senhor, amando-o, procurando andar nos seus caminhos e obedecendo a tudo o que ele lhes ordenara. Assim fazendo, viveriam e se multiplicariam na nova terra. 

Por outro lado, se o povo deixasse de adorar ao Deus verdadeiro, desprezasse seus mandamentos e, em desobediência, se voltasse para os ídolos, eles não sobreviveriam por muito tempo naquela boa terra. A escolha a ser feita parecia óbvia, pois, diante do resultado de antemão anunciado, deveria estar claro que escolher a bênção seria muito melhor que a maldição. Contudo, Moisés, reconhecendo a inclinação humana para o erro, para ajudá-los na escolha, depois de ter enfatizado que era questão de vida ou morte, lhes dirige um apelo direto, dizendo: escolham a vida! 

Nossa situação é bem diferente da de Israel. Vivemos em outra época e não estamos para entrar em uma nova terra, como Israel. Contudo, a aplicação dos princípios eternos, que se encontram no texto, aponta de forma clara para as escolhas que devemos fazer e suas consequências. Amar e obedecer a Deus, ser justo, na linguagem bíblica, resulta em vida e paz; mas negligenciar seus mandamentos, desviar-se dos seus caminhos, ser ímpio, acaba em destruição. Então, a proposta continua valendo: bênção ou maldição? A escolha é nossa. O conselho da Palavra de Deus também continua em vigor: escolha a bênção! 

Amar e obedecer ao Senhor é sempre a melhor escolha, pois é favor garantido. 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de março de 2023

Alegria

Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa (Jo 15.11).

Leitura Bíblica: 1 Tessalonicenses 5.16-18. 

Será que existe diferença entre alegria e felicidade? Para alguns, a alegria está mais ligada a momentos, e a felicidade é um estado de espírito mais constante. Se pensarmos em um gráfico, os momentos alegres gerariam picos, e os felizes se manteriam em uma linha mais plana. Nesse caso, vemos que a alegria alimenta a felicidade. Mas qual será o combustível para a alegria? Parece-me que já não sabemos mais o que pode nos trazê-la. Quando vejo que no Brasil se consomem dezenas de milhões de caixas de ansiolíticos por ano, com um crescimento anual de cerca de 20%, penso que perdemos a direção daquilo que pode nos dar alegria e, consequentemente, gerar um espírito de felicidade. 

O versículo bíblico que coloquei para reforçar o texto principal encontra-se no contexto da parábola da videira e dos ramos. Ali, Jesus enfatiza a necessidade de nos relacionarmos com ele se quisermos ter uma vida frutífera, ou seja, ser bem-sucedidos naquilo que fazemos. Assim podemos entender que o combustível para a alegria é o relacionamento pessoal com Jesus. Ele nos leva a voltar nossos olhos para as coisas certas, que realmente possuem valor. Um dos grandes motivos de viver ansioso e com falta de alegria é o fato de sempre corrermos atrás do que não nos sacia. 

Gosto muito das palavras do salmista nas quais ele pede para que seus olhos sejam desviados das coisas inúteis e que seja levado a viver nos caminhos que Deus traçou para ele (cf. Sl 119.37). Veja, quando andamos pelo caminho que Deus traçou para nós e nos relacionamos com ele, podemos encontrar a verdadeira alegria, que é completa. E assim, mesmo quando enfrentamos lutas e aflições, que existem na vida de qualquer pessoa, podemos viver num espírito de felicidade, pois sabemos que nossa alegria é gerada por alguém que está acima de todas as coisas. 

Verdadeira alegria é relacionar-se com Jesus e abastecer-se diariamente da sua palavra. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de março de 2023

Levante âncora

Tu, SENHOR, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia (Is 26.3).

Leitura Bíblica: Gênesis 12.1-4. 

Um homem embriagado saiu cambaleando de um bar, à noite, e entrou no seu barco a fim de atravessar o rio. Remou durante horas seguidas. “Engraçado”, pensou a certa altura, “parece que nem saí do lugar”. Só quando amanheceu descobriu o problema: o barco continuava ancorado. 

A âncora é muito importante, pois pode fixar barcos ou navios temporariamente na posição desejada, evitando que fiquem à deriva e se percam. Ela tem sua função até o momento que o navio deseja prosseguir viagem. Então ela precisa ser recolhida. Da mesma forma, buscamos âncoras em nossa vida. Gostamos de sentir estabilidade e segurança numa tempestade, p.ex. Mas ela também pode atrapalhar se for fixada no lugar errado ou se nos acomodarmos e desistirmos da viagem. Em termos práticos, há pessoas que colocam sua segurança em empregos, numa bela casa ou em um grupo de amigos. Mas nada disso é firme suficiente para resistir numa tormenta, ao mesmo tempo em que pode impedir que nos aproximemos de Deus. Escolher o lugar certo para fixar a âncora é essencial, e só Deus pode nos oferecer segurança suficiente. 

É preciso coragem para levantar âncoras mal afixadas, pois um pouco de “segurança” pode parecer melhor que nada. Abraão é um exemplo disto: vivia tranquilo com parentes quando Deus o chamou para “levantar âncora”, deixando toda a segurança e conforto que ele conhecia para partir sem saber para onde. Uma coisa, no entanto, ele sabia: estava cumprindo a vontade de Deus. Podia levantar âncora na certeza de que Deus iria guiá-lo em sua viagem. 

Não precisamos temer. Podemos responder ao chamado de Deus na confiança de que ele sabe o que quer de nós, como demonstra o versículo-chave. Aquele que nos chama para uma missão é o mesmo que nos sustentará o tempo todo. 

Quem coloca toda sua confiança em Deus não precisa de nenhuma outra “âncora” para viver em paz. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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