17 de dezembro de 2025

Autor do amor

[Jesus disse]: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mt 5.44).

Leitura Bíblica: Lucas 6.32-36 

Como é difícil quando nos sentimos traídos, feridos ou perseguidos por alguém. Na hora de deitar, parece que os pensamentos maus se intensificam. Desejos de vingança, ira e raiva não nos deixam dormir. 

Li uma história que era o testemunho de uma senhora que passou por uma experiência assim. Ela disse: “Numa ocasião, já era meia-noite e eu não conseguia conciliar o sono, por causa de uma cruel injustiça que havia sofrido e cuja lembrança me atormentava. O amor que cobre todas as transgressões (1Pe 4.8-11) parecia ter fugido do meu coração. Então, em agonia, clamei a Deus por poder para obedecer à sua determinação de cobrir a injustiça com amor. Imediatamente, o Espírito Santo começou a operar em mim o poder que produziu o esquecimento. Mentalmente, cavei um túmulo. Tirei a terra até fazer uma cova profunda. Depositei ali dentro a mágoa que me feria. Depressa, comecei a soterrá-la. Sobre a terra coloquei grama, e, sobre esta, rosas e miosótis. Então, fui-me embora. Suave me veio o sono depois disso. A ferida quase mortal foi sarada sem uma cicatriz, e hoje não sei o que me causou a dor”. 

É bem mais fácil guardar mágoa do que esquecê-la. Não é fácil enterrar a injustiça, mas é necessário. A Bíblia nos ensina a perdoar e diz que devemos amar, seguir em amor, viver em paz e depositar diante de Deus todas as nossas aflições (Sl 55.22). Quando somos perseguidos, lembremos que a ira pertence a Deus e ele retribuirá a cada um conforme a sua vontade. E quando tivermos dificuldade em perdoar, precisamos trazer à memória o perdão imerecido que recebemos do Senhor. 

Que nossa oração seja como esta: “Deus, que por amor cobriste os meus pecados e os apagaste, os perdoaste e me purificaste, que o mesmo amor, Autor do amor, que em mim foi derramado, cubra também faltas de alguém que a mim haja magoado” (Lettie Cowman). 

Coloquemos nossas aflições diante de Deus, porque ele cuida de nós. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de dezembro de 2025

Lave só os pés

Quando vocês estavam mortos por causa das transgressões e da incircuncisão da carne de vocês, Deus lhes deu a vida com Cristo. Ele nos perdoou de todas as transgressões e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças e que era contra nós. Ele a removeu, pregando-a na cruz (Cl 2.13-14).

Leitura Bíblica: João 13.1-10 

Na leitura bíblica, Jesus lava os pés de seus discípulos. Os historiadores afirmam que essa era uma tarefa indigna, que cabia ao escravo mais simples da casa. Costumamos olhar para esse episódio do lava-pés como um momento em que o Mestre deixa uma lição de humildade e serviço, para que seus seguidores também busquem servir, e não serem servidos. Sem dúvida, é uma lição que todos devemos aprender. Mas, com a atitude de Pedro, o Senhor nos ensina algo interessante. Ele não quer permitir que Jesus lave seus pés. Porém, o Mestre insiste. Diante disso, o discípulo impulsivo pede para o Senhor lavar não apenas os seus pés, mas também as mãos e a cabeça (v.9). Então, Jesus ministra algo de grande profundidade a todos nós: “Quem já se banhou precisa apenas lavar os pés; todo o seu corpo está limpo” (v.10). Olhando para o futuro, Jesus afirmou que, com sua morte na cruz, ele perdoaria todos os nossos pecados. Todos! (Veja versículo em destaque). 

Porém, ainda estamos neste mundo e, por causa de nossa natureza pecaminosa, é inevitável que cometamos alguns pecados, que são como poeira em nossos pés, pois nosso corpo todo já foi lavado pelo sangue de Jesus derramado na cruz. 

O cristão que tem o conhecimento dessa verdade deve buscar viver uma vida de santidade e ser, a cada dia, mais parecido com Cristo. Nossa salvação foi pela graça, mas não foi de graça. Custou um alto preço: o precioso sangue de Jesus. Assim, não podemos viver na prática deliberada do pecado (cf. Hb 10.26). Porém, quando pecarmos, devemos lavar só os pés, confessando o pecado a Deus, crendo que ele certamente nos perdoará. 

“Se confessarmos os nossos pecados, [Deus] é fiel e justo para perdoar os nossos pecados” (1Jo 1.9a). 

Clarice Tammerik Inácio da Silva, Santo André/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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15 de dezembro de 2025

Socorro

Quanto a mim, sou pobre e necessitado; vem depressa em minha direção, ó Deus. Tu és o meu socorro e o meu libertador; não te demores, ó SENHOR! (Sl 70.5)

Leitura Bíblica: Salmo 70.1-5 

Você já esteve em situações de desespero? Davi já, e a primeira coisa que ele fazia, como vemos no Salmo 70, era recorrer a Deus. Ameaçado por seus inimigos, sabia que em sua própria força não venceria as adversidades. Ele fez esse pedido como se estivesse dizendo isso ao Senhor a plenos pulmões e, talvez, com lágrimas no rosto. Não confiar na própria “justiça” é um requisito básico para aqueles que se dizem cristãos. Somos manchados pelo pecado, logo, nosso conceito de justiça foi prejudicado após a queda de Adão e Eva. É por isso que Davi busca a justiça divina, para que o Senhor entre com providência contra aqueles que têm colocado a vida dele em perigo. 

Por vezes, nos sentimos injustiçados e perguntamos: por que as coisas são assim? A resposta está no pecado. Ele nos afastou daquilo que Deus, em sua perfeita vontade, nos havia preparado. Aqueles que reconhecem que dependem do Senhor podem se alegrar em sua grandeza e em sua ajuda sempre presente. Andar com Deus é lembrar que estávamos fadados à condenação, mas fomos resgatados. Merecíamos o inferno, porém, o Altíssimo olhou para nós, pobres e necessitados, e viu que nossos inimigos tentavam triunfar sobre aqueles a quem ele amou desde o princípio. Ele nos deu o céu. 

Talvez você esteja em uma situação de desespero semelhante à de Davi, porém, a resposta não está no dinheiro, em armas, influência ou poder. No seu desespero, feche os olhos e conte a Deus sobre a sua angústia ou tristeza. Talvez, as lágrimas rolem. Algumas de minhas orações mais desesperadas foram em madrugadas, regadas por muito choro. Quando me lembro das palavras do salmista ao pedir: “não te demores, SENHOR,” a alegria da esperança enche o meu ser porque vejo que o Deus de justiça e bondade está pronto a socorrer aqueles que abrem o coração em sua presença. 

Orações sinceras são portas abertas para o socorro de Deus. 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de dezembro de 2025

Oposição

Orando por seus discípulos, Jesus disse: “Eles não são do mundo, como eu também não sou” (Jo 17.16).

Leitura Bíblica: João 17.11-14 

Certa vez, um membro de nossa igreja me perguntou: “Pastor, será que ainda é possível alcançar o maior número de pessoas interessadas em viver como os primeiros cristãos viveram?” Acredito que essa preocupação é legítima, ainda mais em nossos dias, pois vivemos numa sociedade onde o valor da verdade e os princípios bíblicos parecem se dissolver. Além disso, cresce o número de pessoas que têm perdido a urgência na prática da santidade e na vida no Espírito. 

O apóstolo João registrou a oração de Jesus como um quadro de referências práticas para a vida que agrada ao Senhor e que distingue o povo de Deus deste mundo. Aqui vemos que Jesus ora por seus discípulos, para que sejam um, assim como ele e o Pai são um (v.11). Essa alusão indica que a unidade entre os cristãos é um reflexo da unidade entre o Pai e o Filho. Em seguida, ele pede a Deus que os proteja em seu nome diante dos desafios da época em que vivem (v.11). E, se olharmos com atenção para as palavras de Jesus, veremos que os discípulos sempre encontrarão refúgio no Senhor (v.12). Ou seja, Cristo está em nós, e nós, nele. Essa é a verdadeira comunhão. No entanto, ele reconhece que aqueles que o Pai lhe deu sofrem oposição por não pertencerem ao mundo. Com base nisso, compreendemos que seguir os ensinamentos do Mestre implica enfrentar oposição e conflito com os valores e expectativas da sociedade. No entanto, Jesus enfatiza que, mesmo sendo odiados por guardarem suas palavras (v.14), estão protegidos. 

Diante de tudo isso, é necessário lembrar que crer em Cristo traz consigo certos desafios que, na verdade, não devem ser vistos como um fardo pesado. Pelo contrário, representam um caminho que leva à liberdade e à paz com Deus. É através dessa jornada de obediência que descobrimos a verdadeira alegria. Que a nossa tarefa cristã corresponda à vida e à devoção de Cristo. 

Toda oposição à nossa fé deve ser enfrentada com unidade entre os cristãos e total obediência à Palavra de Deus. 

David Bango, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de dezembro de 2025

Alento

Espere pelo SENHOR. Seja forte e corajoso! Espere pelo SENHOR (Sl 27.14).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 30.1-6 

Você está passando por dias de paz ou de angústia? Todos passamos por dias mais calmos, mesmo que de curta duração. Mas também enfrentamos, às vezes, uma angústia prolongada durante a nossa jornada. Se estivermos angustiados, procuraremos uma saída, conscientes disso ou não. 

O texto bíblico de hoje nos oferece uma solução infalível para vencer uma angústia que pode nos dominar se formos surpreendidos por uma tragédia inesperada. Foi o que aconteceu com o jovem Davi, antes de assumir o trono de Israel, com mais 600 israelitas que o acompanhavam em lutas, fora de sua pátria, enquanto perseguidos pelo rei Saul. Ao serem dispensados pelos filisteus, naquela época seus aliados, de certa guerra, Davi e seus guerreiros pretendiam voltar para Ziclague, cidade onde se encontravam suas esposas e seus filhos, de quem tinham saudade. 

Estavam a 80 km dessa cidade, então Davi e seus companheiros levaram três dias para retornar. Mas, ao chegarem ao local, que terrível surpresa: a cidade estava toda queimada. No início, pensaram que suas esposas e filhos tivessem sido mortos. Depois souberam que os inimigos amalequitas tinham atacado e queimado a cidade, mas não mataram ninguém. Apenas os levaram cativos, porém, ainda poderiam matá-los. 

Diante dessa tragédia, Davi e os seus soldados choraram muito (v.4). E aquele líder ficou profundamente angustiado, pois seus homens queriam apedrejá-lo pelo que havia acontecido aos seus filhos e filhas (v.6b). Davi poderia reagir, fugindo ou lutando contra eles. Ou ainda ter se afastado de Deus, por ter permitido isso. Mas por crer no Senhor, apesar da angústia, ele buscou forças no Senhor (v.6c). 

Enquanto estivermos neste mundo dominado pelo pecado, não estaremos isentos de dores e aflições. Mas podemos nos fortalecer no Senhor, que derramará sobre nós sua misericórdia e graça para nos ajudar no momento da necessidade (Cf. Hb 4.16). 

Quem conhece Deus pela leitura de sua Palavra, e já experimentou seu cuidado, não terá dificuldade de confiar nele. 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de dezembro de 2025

O excelente

“O filho honra seu pai, e o servo, o seu senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se eu sou senhor, onde está o temor que me devem?”, pergunta o SENHOR dos Exércitos a vocês, sacerdotes. “São vocês que desprezam o meu nome! Mas vocês perguntam: ‘De que maneira temos desprezado o teu nome?’” (Ml 1.6)

Leitura Bíblica: Malaquias 1.1-10 

Nesse texto, Deus está apresentando uma queixa aos sacerdotes: “Vocês dizem que me amam, que eu sou o seu Deus, mas suas atitudes dizem o contrário. O que estão me oferecendo como culto, adoração, demonstração de seu amor, temor e respeito, não seria oferecido nem para um ser humano com algum destaque entre vocês; depois, querem que eu os abençoe, que responda às suas orações favoravelmente. Como pode ser isso?” 

Qual a mensagem desse texto para nossa vida? Para você e para mim? O Senhor Jesus disse: “Pois, onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração” (Lc 12.34). Ele também disse sobre o maior mandamento: “Ame ao Senhor, o seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todo o seu entendimento” (Mt 22.37). Então, nessa perspectiva de Cristo, será Deus verdadeiramente nosso maior tesouro nesta vida? Nós o amamos da forma que ele pede em seu primeiro e maior mandamento? A resposta é simples: olhemos para o que estamos oferecendo ao Senhor diariamente por meio de nossas escolhas, valores, atitudes, e então nos perguntemos: são todos para sua honra e glória? 

E quanto ao culto que apresentamos a ele: é em espírito e em verdade? Ou só estamos ali “de corpo presente”? Nossas atitudes refletem nossas intenções, ou, também, poderíamos ouvi-lo dizer: “Ora, se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se eu sou Senhor, onde está o temor que me devem?” 

Um atleta que quer ganhar a medalha de ouro dedica-se de corpo e alma aos treinos a fim de alcançar seu objetivo. Devemos igualmente nos empenhar para oferecer a Deus toda honra e louvor que lhe são devidos. 

Tudo o que oferecemos ao Senhor deve vir acompanhado de um coração sincero e ser realizado com excelência! 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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9 de dezembro de 2025

Estupidez

Tenham o cuidado de não se esquecer do SENHOR, o seu Deus, deixando de obedecer aos seus mandamentos, às suas ordenanças e aos seus estatutos que hoje ordeno a vocês (Dt 8.11).

Leitura Bíblica: Deuteronômio 8.1-20 

Conta-se a história de uma aranha que vivia no forro de uma casa velha. Certo dia, decidiu descer e viver um pouco mais para baixo. Então, teceu um fio, deslizou por dele e construiu uma nova teia. Depois de ter capturado e comido insetos demais, perdeu seu bom senso. Um dia, toda contente consigo mesma, andando ao redor de sua teia, olhou para cima e viu um fio que pendia do alto. Para que serve isso? – perguntou-se. Então, cortou aquele fio e, imediatamente, caiu com sua teia, espatifando-se no chão e morrendo no mesmo instante. 

No texto bíblico de hoje, vemos Moisés exortando o povo a não cair no pecado do esquecimento quando estivesse gozando da boa vida na nova terra. Chegar ao futuro e se esquecer do passado é uma grande estupidez, ou seja, é agir exatamente como a aranha. Quando lá chegarmos, não devemos nos esquecer das experiências que tivemos com Deus ao logo do caminho, dos benefícios que ele nos concedeu, da grande libertação, da vestimenta que nos cobriu, da comida e da água que consumimos. No futuro, não devemos nos esquecer dos momentos difíceis que o Senhor nos permitiu passar, dos períodos de sofrimento, perigos no caminho e situações de escassez. Da mesma forma, não nos esqueçamos da disciplina do Altíssimo. Deus ama seus filhos, por isso, ele se recusa a nos deixar como estamos. Como um Pai amoroso, quer que nos tornemos melhores. 

No texto de Deuteronômio, é possível observar que Deus corrigiu seu povo para provar o que estava em seu coração: que a disciplina sempre visa ao nosso bem, uma vez que a correção do Senhor preserva o amanhã de seu povo. No futuro, não devemos nos esquecer de Deus para não cairmos no pecado da presunção em tempos de prosperidade. A melhor maneira de se preparar para o futuro é não se esquecer do passado. 

Gozar de uma boa vida sem se lembrar de Deus é uma grande estupidez. 

Cristhian Marcell Wondracek, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de dezembro de 2025

Desafio

Pois no dia da adversidade ele me guardará protegido na sua habitação; no abrigo da sua tenda me esconderá e me porá em segurança sobre um rochedo (Sl 27.5).

Leitura Bíblica: Salmo 138.1-8 

Em março de 1962, aos 21 anos de idade, João Carlos Martins apresentou-se como pianista, no Carnegie Hall, em Nova Iorque, Estados Unidos. A vida lhe sorria e o sucesso era estrondoso. Porém, sofreu uma queda em que fraturou o braço direito e, mais tarde, foi acometido por uma doença rara que afetou os movimentos de suas mãos, situações que o impediram de continuar tocando piano. Corajoso, decidiu prosseguir fazendo o que amava, agora como maestro. Mais tarde, um inventor criou uma luva biônica que o trouxe de volta ao instrumento. Em 2022, 60 anos depois da primeira apresentação no Carnegie Hall, retornou àquele palco para mostrar ao público como a paixão pela música o fez se reinventar e driblar os sintomas da doença. 

Todos estamos sujeitos a ver nossos planos sendo interrompidos e, por isso, desanimamos, sem coragem para lutar. Talvez não seja algo tão grave, como foi o caso do maestro, mas nos vitimizamos e nos desesperamos. A existência humana é cheia de desafios e não é sempre que a nossa melodia vai fluir sem acidentes. Existem bemóis e sustenidos, pausas e contratempos que nos dão sinais de alerta. Viver é um constante acertar e errar, cair e se levantar. João Carlos Martins fez de sua provação um projeto de vida, descobrindo e investindo em jovens talentos, que hoje são destaques no cenário musical. Em 2022, ele disse: “Então, estou tentando cumprir a minha parte. Como tenho só 82 anos, ainda tenho 20 anos para os meus projetos”. 

O que seria de nós se Deus desistisse de nossa sinfonia? Confiemos no Maestro da Vida e continuemos nos reinventando e encarando os desafios. Podemos nos inspirar em homens e mulheres que superaram suas dificuldades, mas, definitivamente, devemos entregar nosso caminho ao Senhor, confiar nele e fazer de nossa vida um instrumento em suas mãos. 

Senhor, quantos anos terei pela frente? Se for apenas um dia, que seja para fazer diferença para a sua glória! 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de dezembro de 2025

O relógio de Deus

Então, os [discípulos] que estavam reunidos lhe perguntaram: “Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?” Ele lhes respondeu: “Não compete a vocês saber os tempos ou as épocas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade” (At 1.6-7).

Leitura Bíblica: Atos 2.22-28;4.28 

Viver no compasso de Deus é uma experiência extraordinária. O ordinário conta com o previsível, a agenda estabelecida. Mas, por vezes, percebemos a mão de Deus escrevendo para nós uma nova agenda, dentro de seu cronograma. Talvez exista em seu calendário alguns sonhos atrasados, quem sabe, algumas datas que foram atropeladas pelas surpresas da vida e que levaram você a um tempo não planejado. 

É preciso entender que o Pai eterno já determinou o tempo e a ocasião para todas as coisas, e não cabe o nosso questionamento ou a nossa compreensão exata desse decurso. Observamos que, no diálogo dos discípulos com Jesus, ele os alerta a não tentarem “calcular” o tempo, mas a receber o poder de seu Espírito para testemunhar a todos sobre tudo o que viram e aprenderam dele. A nós compete dar acesso ao Espírito Santo em nossa vida e convidá-lo a fazer parte de nosso dia a dia. A Palavra de Deus afirma que o Consolador enviado tem a função de nos aconselhar, guiar e interpretar nossas orações diante do Pai. Quando permitimos que o Senhor ocupe o primeiro lugar em nossa agenda, ele age de forma que todas as coisas contribuam para o nosso bem. Destacamos que Jesus não foi para a cruz por causa do poderio romano, pela traição de Judas, por omissão de Pilatos ou ainda pelo desejo da multidão. Todos eram apenas “figurantes” no calendário de Deus. Jesus foi para a cruz pelo soberano propósito traçado pelo Pai para salvar a humanidade. Saiba que estamos sujeitos ao relógio de Deus. Que haja em nós o desejo de ajustar o nosso relógio ao dele, para que os seus propósitos se cumpram também em nossa vida. 

A hora certa ocorre quando Deus ajusta os ponteiros, 

Lilian Brito Pereira Beltrame, São Mateus/ES. 

Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de dezembro de 2025

Amplie a visão

Você diz: “Sou rico, enriqueci-me e não preciso de nada”. No entanto, não percebe que é infeliz, miserável, pobre, cego e nu (Ap 3.17).

Leitura Bíblica: Salmo 119.17-24 

O conhecimento não é companheiro dos cegos. Veja esta ilustração: na Índia, havia uma cidade onde todos eram cegos. Um rei e seu cortejo chegaram àquele povoado e acamparam no deserto. Ele tinha um poderoso elefante que usava para atacar e amedrontar as pessoas. A população estava ansiosa para conhecer o elefante, e três dos cegos dessa comunidade se apressaram para encontrá-lo. O primeiro agarrou-se a uma das patas do animal e disse: “Mas um elefante é como um tronco de árvore!” O segundo cego, encontrando a tromba, concluiu: “ Que nada, um elefante é como uma mangueira!” O terceiro cego, que havia segurado no rabo do elefante, afirmou: “Árvore? Mangueira? Vocês estão loucos! Um elefante é como um espanador!” 

Tal ilustração é um ótimo exemplo de como julgamos mal sem ter uma visão ampla de um fato. Também não devemos descrever uma pessoa por uma única atitude ou julgá-la pela aparência. Conhecer realmente alguém é mais difícil do que parece. Sempre haverá dificuldade para se julgar os acontecimentos. Isso ocorre porque nossa visão é parcial e não temos todos os fatos. Por isso, não devemos ter pressa em julgar nosso próximo, nem emitir uma opinião sobre coisas que não conhecemos. Muitas discussões seriam evitadas se ouvíssemos mais e tentássemos enxergar todos os lados da situação antes de chegar a uma conclusão. 

Observamos a realidade ao buscar no Altíssimo e em sua Palavra a sabedoria. Antes de qualquer decisão, é preciso orar. Não resolvemos os problemas fazendo o que julgamos melhor, mas acertamos ao tomar atitudes de acordo com as Escrituras. Sem Deus, estamos cegos. A pouca visão que temos é limitada e distorcida. Busque o Senhor. Em seus conselhos, encontraremos sabedoria e paz para as decisões mais difíceis. 

Julgar sem conhecer todos os fatos é caminho certo para o erro. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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