20 de novembro de 2025

Gratidão

Aquele que me oferece gratidão como sacrifício é o que me honra; ao que anda nos meus caminhos, eu mostrarei a salvação de Deus (Sl 50.23).

Leitura Bíblica: Salmo 136.1-9 

Quando uma criança recebe algum presente, os pais geralmente se apressam a motivá-la para que expresse gratidão. Mas será que conseguimos ser gratos por tudo o que recebemos de presente? 

Confesso que, mesmo reconhecendo as muitas dádivas que já recebi e continuo recebendo de Deus todos os dias, me pego muitas vezes pensando naquilo que considero ainda me faltar. E fico lamuriando sobre coisas, situações, palavras e pessoas. Percebo que não sou diferente do povo de Israel, que se queixava contra Deus: falta água; falta comida; Moisés não sabe de nada; vamos voltar para o Egito... 

Dificilmente coloco em palavras o meu lamento. Quando alguém me pergunta como estou, a resposta é automática: “Tudo bem”, mas isso nem sempre é verdade. Diante disso, comecei a fazer uma lista de coisas que gosto e pelas quais posso agradecer. E, adivinhe! Já tenho mais do que preciso para viver bem. Percebi como tenho pecado contra Deus, o quanto não tenho oferecido minha gratidão como sacrifício. Quantas vezes não tenho honrado o Senhor por tantas coisas que ele me concede – boas ou “ruins”, pois é nos momentos difíceis que somos aperfeiçoados. 

O apóstolo Paulo afirmou: “Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu” (Rm 5.3-5). 

Preciso, intencionalmente, com a ajuda do próprio Deus, substituir o descontentamento de meu coração por gratidão. Um hábito deve ser vencido por outro. Quero viver a alegria da salvação que Deus me concedeu em Jesus Cristo mesmo quando houver momentos difíceis, que também fazem parte da nossa vida. 

Sempre há motivos para agradecer. Portanto, sejamos gratos hoje por tantas coisas que Deus já nos tem dado. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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19 de novembro de 2025

Bandeira

Moisés construiu um altar e chamou-o “o SENHOR é minha bandeira” (Êx 17.15).

Leitura Bíblica: Êxodo 17.8-16 

Em dezembro de 2022, o brasileiro sofreu uma grande decepção ao ver a seleção ser eliminada da Copa do Mundo de futebol masculino. Vi muita gente em lágrimas e embrulhada na bandeira do Brasil. Fiz uma rápida pesquisa e descobri que bandeiras “simbolizam a soberania de uma nação, representando história, valores, lutas e sentimentos de um povo em relação ao seu país”. 

Na leitura de hoje, vemos que Israel foi atacado em sua caminhada rumo à terra prometida; empunhando uma vara, que simbolizava o relacionamento do povo com o Deus Vivo,  Moisés subiu ao monte. Enquanto ele mantinha suas mãos erguidas, Israel vencia o inimigo; quando eram abaixadas, a situação se invertia. Então, mesmo com dificuldade e dependendo da ajuda de outros, ele permaneceu com o símbolo da presença divina levantado até a vitória completa. “O SENHOR é minha bandeira”. A vara era meramente um objeto que representava a presença do Altíssimo. O estandarte de Israel era o próprio Deus. E, se ele é a minha bandeira e minha razão de viver, por ele luto; por sua causa me disponho a morrer. Tudo é para a glória dele. Tudo é sobre ele, não sobre mim. 

Creio que esse assunto deve trazer à questão nossa dupla cidadania. Somos, ao mesmo tempo, brasileiros e cidadãos do Reino de Deus. Minha nacionalidade se refere ao tempo de vida neste mundo, enquanto minha condição de cidadão do Reino de Deus pertence tanto ao meu período aqui quanto em toda eternidade. Nasci no Brasil e o Senhor me colocou para viver, dar fruto e ser testemunha de Cristo nesta nação. Devo amar meu país, cumprir fielmente meus deveres, orar por nossos governantes e nosso povo. Minha condição de cidadão do Reino deve obrigatoriamente me levar a ser o melhor cidadão brasileiro que puder ser. Mas o que precisa mover minha vida é a glória do meu Deus, minha prioridade e maior interesse. 

Ore pela nação, pelos governantes, cumpra seus deveres de cidadão e sempre fale do amor de Deus para outros. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP, Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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18 de novembro de 2025

Autoestima

Diga ao povo que assim diz o SENHOR dos Exércitos: “Voltem para mim, e eu me voltarei para vocês” (Zc 1.3a).

Leitura Bíblica: Zacarias 1.13-17 

Após 70 anos no cativeiro babilônico, um pequeno grupo de remanescentes do povo de Deus retornou, mas encontrou adversários - inimigos externos e internos. Isso os desanimou a ponto de interromperem a reconstrução do templo por 18 anos. Era normal que o povo se sentisse desanimado, com autoestima abalada, precisando ser levantada com palavras de ânimo e encorajamento. 

A história de homens e mulheres com biografias sobrenaturais, como Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Josué, Débora, Davi e tantos outros heróis da fé, não parecia ser suficiente para encorajá-los. Mas Deus conhece seus filhos e sabia que eles estavam precisando reencontrar sua história, sua missão e seus propósitos deixados por ele. Esse foi o papel do profeta Zacarias: confortar e consolar! 

Assim como carros são movidos a etanol, gasolina, diesel ou energia elétrica, as pessoas são movidas a encorajamento. Deus vem para dizer ao povo que não são as potências mundiais que, nos dois últimos séculos, transformaram suas vidas e, pelo visto, conduziam a história com a palavra final; antes, era o Senhor. Ele cuidaria do seu povo e dessas nações pagãs. Eles precisavam saber disso! 

Neste momento, quem sabe, por causa de problemas, dificuldades, derrotas e aparente vitória dos maus, também não estamos com nossa autoimagem e nossa autoestima lá embaixo. Quem sabe, também, não perdemos o foco quanto aos propósitos de Deus para nossa vida – aquela missão e foco que dele recebemos para viver para sua honra e glória. 

Por tudo isso, talvez não estejamos mais nos vendo como alguém especial aos olhos de Deus. Nesse caso, sua mensagem é a mesma que foi dirigida aos seus filhos no passado: “Eu tenho sido muito zeloso com Jerusalém e Sião” (v.14b). Com isso, ele está dizendo: “Eu os amo, tenho propósitos maravilhosos para vocês, e nada irá me impedir de realizá-los!” 

Como você está hoje? Creia que o Senhor se voltará para você com misericórdia, assim como fez com Jerusalém. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de novembro de 2025

Rotas

Há caminho que parece reto ao homem, mas no final conduz à morte (Pv 14.12).

Leitura Bíblica: Salmo 25.8-13 

Certa vez, viajei com meu filho para São Paulo e, na entrada da cidade, ele seguiu um aplicativo de trânsito para ganhar tempo com rotas mais curtas. Já escurecia quando nos vimos no centro da cidade, cheio de moradores de rua e usuários de drogas. Tentamos disfarçar o medo para que as crianças não percebessem o perigo, principalmente quando ficávamos parados nos sinais fechados, com pedintes batendo nas janelas do carro. Era um caminho mais curto, mas muito mais perigoso. 

Esse episódio me fez lembrar, entre tantas histórias bíblicas, de algumas rotas que teriam sido mais rápidas e seguras se houvesse obediência e confiança no Senhor. Quando Moisés tirou os israelitas do Egito, havia um caminho rápido e seguro a seguir para chegar à terra prometida. Mas, pelo desrespeito do povo a Deus e ao seu líder, eles ficaram 40 anos vagando pelo deserto (Dt 8). Jonas, o profeta, também recebeu do Senhor uma rota a ser seguida. Mas não obedeceu e resolveu seguir seu próprio GPS, o que o levou a abismos profundos (Jn 1). Quando o apóstolo Paulo viajava de navio para Roma, como prisioneiro, ele advertiu o centurião sobre a tempestade que viria, porém, este preferiu confiar no marinheiro e continuar navegando. E, então, lemos sobre o desastre que se seguiu (At 27). 

Nem sempre sabemos a direção a tomar e, por isso, resolvemos mudar ou encurtar o caminho. Outras vezes, ficamos confusos e, sem enxergar alternativas, optamos em permanecer parados, sem vontade de avançar. Conhecer a Deus é ter com ele comunhão, segurança em nossas escolhas e a certeza de encontrar o melhor caminho a seguir. Ele nos dá a paz e uma sensação indescritível de tranquilidade quando fazemos a nossa parte e descansamos em seu cuidado. E, apesar de muitas vezes sermos desleixados e ignorarmos os sinais de alerta, o Senhor continua sendo paciente e misericordioso, nos trazendo de volta às rotas seguras. 

Que sigamos atentos aos sinais que nos dão tranquilidade para continuar em frente e em segurança. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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14 de novembro de 2025

Começou bem

[Amazias] fez o que é justo aos olhos do SENHOR, mas não de todo o coração (2Cr 25.2).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 25.1-28 

O versículo em destaque diz que o rei de Judá começou bem o seu reinado, obedecendo a Deus, porém complementa: “mas não de todo o coração”. Vamos entender isso melhor e ver as lições que podemos aprender. 

Amazias contava com um exército de 300 mil homens. Mesmo assim, contratou 100 mil soldados de Israel. Mas Deus mandou dispensá-los e não os levar à guerra, porque “o SENHOR não está com Israel” (v.7). Ele, então, obedeceu a Deus. Mas podemos observar algumas falhas aqui, pois o rei não consultou o Senhor antes de contratar ajuda extra e se deveria ou não fazer isso. Perdeu dinheiro, causou a ira dos soldados dispensados, que atacaram e mataram pessoas das cidades de Judá e ainda levaram os seus despojos. 

Amazias venceu a guerra contra os edomitas. Cheio de orgulho, trouxe os deuses deles para Judá, passou a adorá-los e se voltou contra Deus, que tinha lhe dado a vitória. O Senhor mandou um profeta para alertá-lo, mas o monarca não lhe deu ouvidos. 

Por causa do orgulho de ter derrotado os edomitas, desafiou o rei de Israel para uma guerra. Este o alertou que seria uma desgraça para Judá, mas o orgulho de Amazias falou mais alto. Houve a guerra, Judá foi derrotada e humilhada, Amazias foi preso, 200 metros do muro de Jerusalém foram destruídos, deixando a cidade vulnerável aos inimigos. Além disso, o rei Jeoás, de Israel, tirou todos os bens valiosos de Judá. Humilhação total. Por fim, Amazias foi assassinado. Tudo porque desobedeceu a Deus e se voltou contra ele. Começou bem e acabou mal. 

E você, como tem levado a sua vida? Com dedicação e em obediência a Deus e à sua Palavra? Ou, como Amazias, também se orgulha dos feitos e vitórias que o Senhor lhe deu e se voltou contra ele? Se você quer viver uma sua vida consagrada a Deus, praticando o bem, lembre-se de que os seus atos de hoje trarão resultados amanhã. 

Quer começar e terminar bem? Então seja obediente e sempre deixe Deus dirigir a sua vida! 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de novembro de 2025

Faça o bem

Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele, e o SENHOR recompensará você (Pv 25.21-22).

Leitura Bíblica: 2 Reis 6.8-23 

Certa vez, escutei de um amigo uma frase que levo para a vida: “Deus nos ama, apesar de nós. Por isso, continua nos fazendo o bem”. Somos alvo de sua graça e misericórdia. Fazer o bem não se limita à relação de Deus com o homem, mas também do homem com o seu próximo. A leitura bíblica é muito marcante, principalmente nos versículos 19 e 22. O rei sírio ordenou o ataque a Israel e lá estava o profeta Eliseu. O Senhor promoveu um grande milagre e uma reviravolta na história, de tal modo que o servo de Deus dominou todo o exército adversário e o conduziu cerca de 22 quilômetros até Samaria, onde estavam os combatentes de Israel. Todavia, o profeta pediu que não atacassem os sírios, embora merecessem isso. Além de não permitir a matança, solicitou que o rei de Israel servisse um grande banquete àqueles inimigos para que depois retornassem ao seu líder. Essa atitude de Eliseu rendeu a Israel anos de paz com a Síria. 

Em certa ocasião, um grande amigo precisou de meu auxílio e me comprometi a ajudá-lo. No dia marcado, não compareci nem me expliquei. Ele ficou chateado! Uma semana depois eu iria encontrá-lo na igreja. Chegando lá, ele veio em minha direção. Eu me senti profundamente envergonhado. Naquele instante, pensei que ele fosse esbravejar. Para a minha surpresa, me abraçou e, antes que eu pudesse falar algo, disse baixinho no meu ouvido: “Irmão, fiquei muito triste com você, mas eu o perdoo”. Eu não fiz o bem para meu amigo, porém ele fez por mim. A atitude de Eliseu e deste meu irmão gerou nos sírios e em mim o sentimento descrito no versículo em destaque. Agir dessa maneira deixa o ofensor desconcertado, sem graça e sem reação. Leva as pessoas a refletir. Faça o bem, apesar de tudo, como Deus faz por nós. 

Retribuir o mal com o bem é “amontoar brasas vivas” na cabeça do ofensor. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de novembro de 2025

Senso de urgência

Para que, no tempo que resta a vocês, não vivam mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus (1Pe 4.2).

Leitura Bíblica: 1 Pedro 4.1-4 

Os cristãos do primeiro século tinham um senso de urgência, muito por conta da perseguição que enfrentavam e também pela iminência da volta de Jesus. Por isso, levavam uma vida de santidade, sabendo que, a qualquer momento, poderiam se reencontrar com o Senhor. 

Com o decréscimo da perseguição e a indiferença da sociedade, perdemos esse sentido de urgência. E, uma vez que abandonamos tal senso, ser cristão ficou bem mais fácil, deixando-nos até displicentes. Hoje, muitos vivem como se Jesus nem fosse retornar. Parece que perdemos essa consciência e a noção de que podemos voltar a ser perseguidos e mártires por conta do Evangelho a qualquer instante. Simplesmente, vamos tocando a nossa vida. Quando possível, vivemos como um cristão bom e fiel, mas não é incomum encontrar cristãos seguindo os padrões deste mundo. Precisamos recuperar o mesmo senso de urgência daqueles primeiros irmãos e buscar uma vida de santidade com o Senhor. 

Quando lemos a parábola dos talentos (Mt 25.14-30) ou notamos a postura dos discípulos, percebemos esse senso de urgência. Os cristãos do passado viviam dessa forma e é por isso que faziam tanta diferença onde quer que estivessem. Hoje, pensamos em tantas coisas, mas colocamos a nossa fé cristã como último item em nossa lista de prioridades. Em vez de fazer diferença neste mundo, estamos mais parecidos com os daqui. Pouco a pouco, vamos fazendo concessões, como se nossa vida de testemunho não tivesse importância e como se Jesus não fosse retornar tão cedo, ou seja, sem qualquer senso de urgência. Precisamos viver de forma que nossa existência glorifique ao Senhor e exalte o seu santo e glorioso nome. Para isso, devemos fazer diferença enquanto estivermos nesta terra até que ele venha! 

O senso de urgência nos faz despertar para que vivamos seguindo a verdadeira identidade em Cristo Jesus. 

Heitor Pessoa Magno, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de novembro de 2025

M e t a

O SENHOR firma os passos de um homem quando a conduta deste lhe agrada (Sl 37.23).

Leitura Bíblica: Salmo 98.1-9 

Ganhei dos meus filhos um relógio que tem muitas funcionalidades. Além de marcar as horas, conta quantos passos dou por dia, mede meus batimentos cardíacos e, ainda, dá conta da qualidade e da duração do meu sono. Amei o presente e, como gosto muito de caminhar, impus a mim mesma uma meta de passos que, todos os dias, faço o possível para cumprir. Espero, em breve, aumentar essa marca e, juntamente com uma rotina de exercícios e uma alimentação balanceada, melhorar minha saúde e disposição. Na verdade, o presente foi um incentivo para uma mudança de comportamento. 

Foi durante a caminhada, esforçando-me para bater o objetivo do dia, que comecei a refletir sobre os passos de minha vida espiritual. Se eles fossem medidos por um relógio imaginário, qual seria a minha meta de leitura bíblica, oração e gratidão pelas bênçãos recebidas? E quando fossem contabilizados meus passos mensais, quantas vezes teria ido à escola dominical, ao culto ou contribuído para assistência, projetos sociais e missões? Ou, para minha tristeza, quantas vezes teria resolvido economizar minha caminhada espiritual ficando em casa, enquanto precisavam de meu apoio e serviço em algum evento da igreja? 

E, assim, caminhando e meditando, cheguei à conclusão de que minhas passadas espirituais são poucas e curtas demais. Preciso apressar e fortalecer minha marcha, lendo a Palavra, orando, servindo e agradecendo mais. Necessito ter fé e confiança nos momentos difíceis e testemunhar sobre quem é o Deus que dirige meus passos. Também necessito, nesta caminhada, reclamar menos, ser mais grata, estar em comunhão com o Senhor e com a igreja, olhar com amor para os que sofrem e ser mais paciente com os que estão à minha volta. E, mesmo que seja difícil cumprir a meta proposta, que eu possa finalizar o dia com o coração alegre e estar disposta a melhorar constantemente. 

Que neste breve passeio pela Terra, estejamos atentos aos passos que nos levam para mais perto do Senhor. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de novembro de 2025

Abriram-se os olhos

O SENHOR respondeu [a Moisés]: “Eu mesmo o acompanharei e lhe darei descanso” (Êx 33.14).

Leitura Bíblica: Lucas 24.13-16 

Lucas narra alguns fatos sobre a ressurreição de Jesus. Entre eles, conta que dois de seus discípulos, a caminho de Emaús, conversavam sobre os acontecimentos – a crucificação e morte do Senhor, que eram o assunto do momento. Estavam decepcionados e sem esperança. O texto diz que Jesus se aproximou e passou a acompanhá-los. 

O que chama a atenção é que eles não perceberam a ilustre presença do Senhor, que já havia ressuscitado, pois “os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo” (v.16). Essa situação permaneceu assim por um longo tempo. Jesus os ouve descrevendo os acontecimentos e fala com eles expondo as Escrituras. Chegando à cidade, o Senhor foi convidado a entrar na casa deles, que só o reconheceram quando estavam à mesa, e Jesus “tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. Então, os olhos deles foram abertos e o reconheceram” (vs.30-31). Primeiro, “os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo” e, depois, “seus olhos foram abertos”. 

Às vezes, isso acontece conosco. Somos discípulos de Jesus, mas, por algum motivo, nossos olhos estão fechados. Afirmamos que o Senhor está presente em nossa vida. Falamos com ele a respeito de alguma coisa que necessita de sua ação poderosa, porém, nossos olhos não conseguem ver a solução. Podemos comentar as notícias do dia a dia, caminhar, ir para casa com Jesus, mas não notamos a sua presença. Às vezes, a solução para o problema que estamos enfrentando está bem próxima. Mas isso só ocorrerá quando nossos olhos se abrirem para Jesus. “Ele não nos deixa ver seu caminho até o último instante, antes de abri-lo. E, então, assim que o descerra, descobrimos que ele estava andando ao nosso lado em todos os passos, muito antes de ao menos desconfiarmos do significado disso” (A. B. Simpson). 

Jesus está sempre conosco, mesmo que não percebamos sua presença. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de novembro de 2025

Fuga

Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? (Sl 139.7)

Leitura Bíblica: Jonas 1.1-3 

Jonas é conhecido por muitos como o profeta “fujão”. Ele tinha a responsabilidade de ser o porta-voz de Deus em sua terra, ou seja, deveria transmitir ao povo tudo o que o Senhor lhe mandasse falar. 

Deus o enviou para Nínive a fim de pregar àquele povo o arrependimento de suas obras más. Os ninivitas eram uma nação cruel e inimiga histórica dos israelitas. Em meio a uma missão tão complicada, nossa leitura mostra que Jonas decidiu ir para a direção oposta àquela que lhe fora ordenada. E não só isso: o texto afirma que ele fugiu da presença do Altíssimo. Para os judeus, o templo em Jerusalém representava, e ainda representa, o local da presença de Deus, assim como, para muitos povos antigos e atuais, os templos religiosos representam um lugar sagrado, com a presença divina. 

O salmista afirma que Deus – o Criador de todas as coisas – vê tudo e não há como fugir de sua presença. Por vezes, também tomamos a mesma atitude de Jonas e tentamos fugir de situações que deveríamos enfrentar: um lugar, um povo ou uma circunstância que nos desagrada ou desafia. Em vez de nos aproximarmos de Deus, colocando-nos diante do trono da sua graça, e clamarmos por sua misericórdia e seu favor para cumprir o propósito dele, preferimos escapar da situação que o Senhor mandou que enfrentássemos. Alguns, inclusive, deixam de congregar porque se sentem ofendidos pela atitude de alguém ou porque acreditam que as divergências com alguns irmãos se resolverão sozinhas. Outros deixam de visitar familiares e parentes porque avaliam que o dano sofrido em suas emoções foi tão grande que fugir dos encontros é a solução. 

Deus nos capacita e nos manda perdoar para que sejamos agentes da paz que promovem a vontade do Pai, que é sempre boa, agradável e perfeita. Não é fácil enfrentar esses problemas, mas o Senhor nos capacita. 

Ainda que desejemos fugir de uma situação, Deus nos dá graça e favor para cumprir seus propósitos. 

Ricardo Larsen da Silva, Teo/La Coruña. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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