14 de outubro de 2025

Perto está

E eis que o SENHOR estava perto [de Jacó] (Gn 28.13a, NAA).

Leitura Bíblica: Gênesis 28.10-17 

Jacó é um personagem fascinante das Escrituras. Sua história é contada no livro de Gênesis e ainda podemos ler pela Bíblia toda seu nome na tríade dos patriarcas: “Abraão, Isaque e Jacó”. Ele foi filho de Isaque e Rebeca, e neto de Abraão. Teve um irmão gêmeo, Esaú, que nasceu minutos antes dele, ficando com o direito da primogenitura. Foi o filho preferido de sua mãe e, com ela, conspirou uma forma de tirar esse direito do irmão. Na cultura oriental, ao filho mais velho era delegado o poder, a herança e o cuidado social e religioso da família. Isaque, idoso e quase cego, abençoou Jacó em lugar de Esaú, gerando ódio e confusão. Jacó fugiu do furor do irmão e deixou a proteção da casa paterna. Sozinho, ele teve por travesseiro uma pedra; por teto, o céu; e, por companhia, o silêncio. Então, Jacó sonhou: uma escada estava posta na terra e seu topo chegava ao céu. Anjos de Deus subiam e desciam por ela. Mas onde estava Deus? “O SENHOR estava perto dele” (v.13a). E, com a presença divina, veio a promessa, a mesma dada ao seu avô, Abraão, e ao seu pai, Isaque. Agora, Jacó, o enganador, estava dentro da vontade, da proteção e da bênção do Senhor. E esse encontro gerou mudança, compromisso e entrega. 

Assim como Jacó, em nossas noites insones, muitas vezes, temos pedras por travesseiro, e escuridão e silêncio por companhia. Mas precisamos saber que Deus esteve, está e estará ao nosso lado ontem, hoje e para sempre. A caminhada é longa e incerta, mas o sustento o Senhor proverá! As vestes, já estou revestido com o amor de Cristo! A proteção, Deus me cobrirá com suas asas! O meu futuro está em suas mãos. Que nossa caminhada aqui na Terra seja um andar firme de esperança e entrega ao único que pode, ao fim da jornada, nos levar ao porto seguro, ao nosso eterno e maravilhoso lar. Então, que darei ao Senhor por tantos benefícios e por tanto amor imerecido? 

Como Jacó, devemos ter gratidão, compromisso, entrega e o desejo de estar cada dia mais perto do nosso Salvador! 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de outubro de 2025

Educação

Instrua a criança no caminho em que deve andar, e, mesmo com o passar dos anos, não se desviará dele (Pv 22.6).

Leitura Bíblica: Deuteronômio 6.1-7 

Entre os temas preocupantes no cenário político brasileiro, o ensino se destaca por seu baixo nível. Muitas crianças saem da escola mal sabendo ler e escrever, e isso exige reformas urgentes. Mas queremos aqui falar da responsabilidade da educação, e não de como promover o aprendizado. A escola é responsável pela instrução formal, porém, a criação dos pequenos é atribuição dos pais. 

Deus estabeleceu mandamentos para o seu povo e ordenou que eles fossem cumpridos rigorosamente para que prosperassem na terra que estavam por possuir. Israel deveria colocar o Senhor em primeiro lugar, e amá-lo de todo o coração, de toda a alma e de todas as forças. E isso deveria ser ensinado aos filhos a toda hora e em qualquer lugar, ou seja, eram os pais que precisavam mostrar às crianças como amar a Deus. 

Não é necessário ser especialista ou pedagogo para cumprir essa tarefa, mas precisamos atentar para o que o Senhor ordenou desde o princípio. Amá-lo acima de tudo e obedecer-lhe incondicionalmente farão com que nossos filhos vejam nosso exemplo, ao invés de apenas ouvir o que falamos. Muitos poderão se desviar no futuro, porém, se formos fiéis ao que nos foi ordenado, teremos melhores chances de criar meninos e meninas que se tornem adultos de valor e tementes a Deus. 

O que vemos acontecer em nosso país não está ligado apenas à fragilidade do ensino escolar, mas também à falha dos pais em mostrar às crianças desde cedo os padrões do Senhor. É interessante observar que, se nossos filhos aprenderem os princípios espirituais, isso, ao mesmo tempo, já forjará neles valores morais. Se você conseguiu criar seus filhos conforme o Senhor ordenou, confie! Ainda que tenham se desviado, certamente não se esquecerão dos ensinamentos recebidos, e a graça de Deus não deixará de chamá-los de volta ao caminho certo. 

A Bíblia é o manual de Deus para os que o seguem. Consulte-a sempre. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de outubro de 2025

Sem ansiedade

Não permita que nada o deixe ansioso ou faça sofrer, pois a mocidade e o vigor são passageiros (Ec 11.10, NBV-P).

Leitura Bíblica: Eclesiastes 11.7-10 

Parado na calçada, aguardando para atravessar a faixa de pedestres, pude ouvir uma mulher jovem, com seus 20 anos, dizer para outra que não estava conseguindo dormir, pois sofria de ansiedade. Infelizmente, ela não é a única. A cada ano, cresce o número de pessoas que fazem uso de ansiolíticos. Qual o motivo de tanta ansiedade? Pode haver muitas respostas, mas me arrisco a dizer que o ritmo frenético no qual vivemos contribuiu muito para isso. Vejo as pessoas, e a mim mesmo, com tantos compromissos na agenda que sobra pouco tempo para se acalmar, respirar e organizar a vida. Parece que há necessidade de participar de tudo e também de ter todas as coisas, caso contrário, você fica de fora do convívio com as outras pessoas. 

O autor de Eclesiastes nos motiva a afastar a ansiedade, mas como podemos fazer isso? Ninguém melhor para nos ensinar do que Jesus Cristo. Em momentos de muitas atividades, ele convidava os discípulos para se retirar um pouco e descansar. Também disse que deveríamos carregar menos preocupações e confiar mais no Senhor, pois ele cuida de nós. E, quando estamos cansados e sobrecarregados, podemos nos achegar a ele para que nos ajude a carregar nosso fardo. O melhor remédio para a ansiedade é buscar um relacionamento próximo com Jesus. Quando estamos com ele, recebemos as orientações para viver melhor nosso dia a dia. 

Diminua o ritmo, não queira estar em todos os lugares, não tente se igualar às pessoas com condições financeiras melhores do que a sua – tudo isso só vai aumentar sua ansiedade. Não se isole, mas procure ter mais tempo a sós para meditar na Palavra de Deus. Peça orientação do Espírito Santo para que seu foco esteja naquilo que realmente é importante e fundamental, e desvie os seus olhos das coisas inúteis desse mundo. 

Cuidemos do que é preciso fazer hoje, pois o amanhã pertence a Deus; e “basta a cada dia o seu mal” (Mt 6.34). 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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9 de outubro de 2025

Sacerdote, eu?

Vocês, porém, são geração eleita, reino de sacerdotes, nação santa, povo que pertence a Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1Pe 2.9).

Leitura Bíblica: 1 Pedro 2.9-10 

Quando lemos esse texto, logo nos deparamos com a seguinte frase: “vocês são reino de sacerdotes” ou, como trazem outras versões, “sacerdócio real”. Vamos fazer aqui uma breve reflexão sobre essa expressão e extrair um ensino valioso disso tudo. O sacerdote, para a nação de Israel, era o responsável por conectar o povo com Deus. Por isso, quando o Senhor nos chama de reino de sacerdotes, está dizendo que somos responsáveis por conectar uma pessoa com ele. Agora vem a pergunta: temos sido fiéis nesse chamado ou negligentes em conectar outros com Deus? 

Nossa relação com o Altíssimo não pode ser egocêntrica nem individualista, mas deve sempre estar focada no outro. Somos responsáveis por direcionar a Jesus todos aqueles que convivem conosco ou estão apenas de passagem. A sociedade, de forma geral, tem sido individualista, e esse comportamento também tem permeado a vida de muitos cristãos. Pode até ser que não percebamos, mas acabamos negligenciando nosso próximo. Não é isso que a Bíblia nos ensina. Temos responsabilidades! Uma delas é importar-se com o outro. Aliás, esse é o segundo mandamento (Mt 22.36-39). 

Precisamos nos importar com aqueles que estão mais perto de nós, como um familiar, colega de estudo ou trabalho. Como fazer isso? Devemos começar orando pela pessoa, pedindo que o Senhor prepare uma oportunidade para falarmos de Jesus para ela. E quanto aos que apenas “passam” por nós, como um motorista de aplicativo ou um caixa de supermercado, podemos entregar um folheto evangelístico ou proferir uma palavra de bênção, ou seja, lançar uma semente. 

Que possamos, de fato, viver como sacerdotes, afinal, foi para isso que fomos chamados. Glorifiquemos ao Senhor com todo o nosso ser. 

Ser um sacerdote é uma marca de nossa identidade como filhos de Deus. 

Heitor Pessoa Magno, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de outubro de 2025

Altruísmo

Jônatas levantou-se da mesa muito irado; naquele segundo dia da Festa da Lua Nova, ele não comeu, entristecido porque o seu pai havia humilhado Davi (1Sm 20.34).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 20.24-34 

Saul, rei de Israel, perseguia Davi freneticamente e queria matá-lo a qualquer custo, ainda que ele fosse um herói para a nação e tivesse conquistado muitas vitórias para seu reinado. Jônatas, o filho mais velho do rei, entendeu claramente que Davi tinha valor e que a unção de Deus estava sobre ele, a ponto de relevar o fato de que ele próprio tinha direito à sucessão do trono de seu pai. Jônatas teve a visão espiritual das coisas e também reconheceu o grande homem que era Davi, além de ver nele um amigo que valia a pena ter. Assim, uma forte amizade nasceu entre eles, e Jônatas defendeu o amigo quando foi preciso. 

No texto da leitura de hoje, Saul teve um ataque de fúria e atentou contra a vida do próprio filho por ser amigo de Davi. Mas Jônatas, em vez de se queixar porque o pai havia atentado contra sua vida, ficou irado porque seu amigo Davi, homem reto e justo diante de Deus, havia sido insultado. Como Jônatas era altruísta, a ponto de deixar seu próprio egoísmo de lado e ficar inconformado com a injustiça na vida do ungido de Deus! 

Isso nos traz uma preciosa lição: quantas vezes estamos tão focados em nós mesmos que o que fazemos é nos lamentar com as afrontas e as “injustiças” que sofremos, e acabamos despejando raiva por aí e guardando mágoa em nosso coração porque a outra pessoa nos feriu. 

Muitas vezes, participamos de rodas de conversa em que se fala mal de uma pessoa sem ao menos buscar saber qual é a versão de quem se está falando! É mais fácil julgar quando a coisa aperta para nosso lado do que defender aquilo que sabemos que é verdade em relação a outra pessoa. 

Como Jônatas, devemos ter a visão das coisas espirituais, de forma a nos indignarmos toda vez que uma pessoa desprezar algo ou alguém que nitidamente vem da direção de Deus. 

Faça ao outro o que você gostaria que fizessem a você, e estará sendo altruísta. 

Ingelid Gundt Pinheiro, Igrejinha/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de outubro de 2025

Compromisso

Consagre ao SENHOR tudo o que você faz (Pv 16.3a).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 5.12-14 

Há algum tempo, faço parte do Conjunto Instrumental da minha igreja. Toco piano junto com vários instrumentistas de sopro e percussão. Aos poucos, tenho aprendido a tocar em grupo e a me responsabilizar pela parte que me cabe fazer. Quando os instrumentos soam juntos, mesmo que eu escorregue em algumas notas, meu erro pode passar despercebido para quem não tem um grande conhecimento musical, e não fico tão constrangida. Um dia, enquanto ensaiávamos para o culto, o maestro fez um arranjo para o último compasso de uma das músicas, que ficou sob minha responsabilidade. Não era tão difícil, mas me preocupou saber que todos os outros instrumentos fariam uma pausa para eu tocar sozinha. Na última nota, todos voltariam a tocar e finalizaríamos o hino. Porém, assim que começávamos a ensaiar, eu já ficava ansiosa, preocupada com o tal compasso. Finalmente, tudo deu certo, as notas soaram boas e eu fiquei aliviada. 

Tenho comparado nossa vida àquele último compasso. Vamos vivendo os dias ao lado das pessoas que nos completam ou, às vezes, nos atrasam, nos atropelam ou nos interrompem, mas sempre vamos em frente, tocando a harmonia que o Senhor está dirigindo. Chegará um dia em que tocaremos o último compasso e teremos de prestar conta, sozinhos, dos nossos atos. O Maestro terá em mãos a melodia completa e verá os compassos que tocamos para ele. Também verá aqueles nos quais demos uma pausa e nos aventuramos sem a sua companhia e/ou supervisão. Precisamos, enquanto Deus nos conceder vida, fazer parte daqueles que lutam para que a música, com todos os contratempos, chegue bela até o fim. Assim, poderemos ficar seguros quando formos chamados a tocar o último compasso. Certamente, as derradeiras notas se tornarão sons sublimes e perfeitos ao lado do Senhor da música e da vida. “Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14.12). 

Em Cristo, temos a segurança de que o último compasso de nossa vida será nossa entrada no céu. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de outubro de 2025

Preocupado?

Entregue suas preocupações ao SENHOR, e ele o susterá; jamais permitirá que o justo venha a cair (Sl 55.22).

Leitura Bíblica: 1 Pedro 5.7 

A vida moderna tem sido muito estressante e desgastante. Alguns são frequentemente afetados em suas emoções e, se os problemas não forem cuidados de forma correta, podem provocar inúmeros prejuízos nas áreas profissional, pessoal e social. A ansiedade é uma preocupação geralmente exagerada com relação a algo que pode vir a acontecer. São muitas as situações e circunstâncias nos dias atuais que nos convidam a nos preocuparmos ou a tentar controlar sozinhos. Esse desassossego pode prejudicar sua saúde e seus relacionamentos. Ele tem a capacidade de roubar sua alegria e oportunidades. Além de você mesmo, ainda pode afetar outras pessoas. E toda essa inquietação atrapalha, inclusive, nossa relação com Deus. 

Não há necessidade de se preocupar! O texto bíblico nos convida a entender que a preocupação é desnecessária, que não precisamos carregar fardos pesados, pois Cristo se dispôs a levá-los para nós. Jesus nos convida a reunir toda a nossa ansiedade, todas as nossas dúvidas e nossos medos e lançá-los sobre Deus, confiando no seu cuidado amoroso. O próprio Senhor cuidará de nossas necessidades. Vamos desfrutar de uma paz interior que excede todo o entendimento. Uma paz que não conseguimos explicar, mas que protegerá nosso coração e nossa mente. 

George Mueller, evangelista do século 19, conhecido como um homem de grande fé e oração, declarou: “O início da ansiedade é o fim da fé, e o início da verdadeira fé é o fim da ansiedade”. Tudo está sob o controle do Senhor de todo o universo, que tem cuidado de nós. Como lançar as suas preocupações em Deus hoje mesmo? Ore, apresentando todos os assuntos que lhe trazem preocupação. Peça que ele o direcione e oriente. Entregue tudo, sem reservas, e deixe que realmente o Eterno cuide de você. Para ele, nada é impossível. 

Confie! O Senhor vai continuar cuidando de todas as circunstâncias da sua vida! 

Oswaldo Rodrigo Chiquitelli, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de outubro de 2025

Hediondo

O [mandamento] mais importante é este: ‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças’. O segundo é este: ‘Ame o seu próximo como a você mesmo’ (Mc 12.29-31).

Leitura Bíblica: Mateus 22.34-40 

A Bíblia relata o dia em que Adão e Eva escolheram o pior caminho (Gn 3). O que estava por trás da proposta maligna era ser como Deus - ou, tornarem-se deuses. Nossos pais cometeram um crime hediondo: tentaram se colocar no lugar do Criador. Mas, antes que alguém aponte o dedo para ambos, é preciso ter consciência de que somos herdeiros do mesmo delito, que muitas vezes cometemos. 

Recentemente, alguém me desrespeitou no trânsito e acabei agindo de forma inapropriada. O Espírito Santo me confrontou sobre o que estava acontecendo dentro de mim. E ele me mostrou: eu estava indignado porque ousaram me provocar, como se eu fosse algum “deus”. Pela misericórdia do Senhor, fui confrontado e mudei de atitude. 

Durante minha caminhada cristã, tenho aprendido que o trono do meu coração e o centro da minha vontade pertencem exclusivamente a Deus. No entanto, esse episódio vergonhoso acima serviu para abrir meus olhos: eu estava sentado no trono da minha vontade. Por que tanta ira quando sou ofendido? Simples: porque as coisas não ocorrem como quero. 

Jesus ensinou: “Aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para a alma” (Mt 11.29). Mansidão é a capacidade de abrir mão dos direitos que julgo ter; e humildade é não reivindicar prerrogativas que, de fato, nem são minhas. Vivemos sem repouso, estressados e sobrecarregados porque relutamos em aprender a sermos mansos e humildes. Entregar os pretensos direitos a Jesus significa alcançar o descanso para nossa alma! Desde o episódio que contei aqui, tenho prestado mais atenção e luto contra a tentação de me sentar no trono que não é meu. E a só agir assim: amar a Deus acima de tudo, e ao próximo como a mim mesmo. 

O trono do meu coração e o centro da minha vontade devem pertencer exclusivamente a Deus. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de outubro de 2025

O preço da graça

“Por isso, não tema, Jacó, meu servo! Não fique assustado, ó Israel!”, declara o SENHOR. “Eu o salvarei de um lugar distante, e os seus descendentes, da terra do seu exílio. Jacó voltará e ficará em paz e em segurança; ninguém o inquietará” (Jr 30.10).

Leitura Bíblica: Jeremias 30.10-15 

Fiquei em dúvida se, neste devocional, usaria como título “o preço da graça” ou “o preço da cura”, uma vez que, no texto e caso da leitura de hoje, Deus está enviando uma mensagem a Israel prometendo cura à sua situação espiritual, que ele compara a uma ferida, uma chaga incurável. O Senhor diz que a única solução para seu povo será a manifestação gloriosa da sua graça; pois “não há mais remédio”, “não há mais solução humana”, “todos os seus amigos esqueceram-se de você”, “ninguém mais se importa contigo”, “todos o abandonaram”. Depois de pintar esse quadro, deixando claro que Israel não merecia mais esse socorro divino, essa intervenção graciosa, esse amor leal de seu Deus, pois o seu povo o abandonou, o desprezou inúmeras vezes, o Senhor traz essa promessa de que irá salvá-lo, reuni-lo novamente em sua terra, trazendo-o de todas as nações para onde o dispersou. 

Graça é exatamente isto: favor imerecido! Não há preço algum a ser pago, porque não temos condições de merecer a bondade divina diante de nossas culpas e fraquezas. Israel não é um caso isolado. A Bíblia diz que “todos pecaram” e “todos estão separados de Deus” (Rm 3.12,23). No entanto, há condições preestabelecidas por ele para recebermos essa graça. Observe o que o Senhor diz: “Não o deixarei impune”. Sabemos que Deus disciplinou seu povo – foi levado ao cativeiro na Babilônia, permanecendo lá por 70 anos. Mais uma vez ele afirma: “Fiz essas coisas a você porque é grande a sua iniquidade e numerosos são os seus pecados”. Toda cura envolve tratamento da doença. Deus nos ama! Estamos enfermos e precisamos ser sarados. Cristo é a nossa cura! 

Cristo morreu em nosso lugar porque somos pecadores e não merecíamos cura, graça, perdão e salvação. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de outubro de 2025

Ele é o mesmo!

Pedro, chamando [Jesus] à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: “Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!” (Mt 16.22)

Leitura Bíblica: Mateus 16.21-28 

Na leitura bíblica, Jesus está explicando aos seus discípulos os fatos que se seguiriam: sua ida a Jerusalém, os sofrimentos, a morte e a ressurreição no terceiro dia. Nesse contexto, vemos a resposta de Pedro no versículo em destaque. O interessante é que, pouco antes, esse discípulo tinha desta forma identificado Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16). Por que essas reações tão contraditórias diante da identidade do mesmo Cristo? 

Na primeira situação, Jesus estava sendo ovacionado por multidões por causa das curas que vinha realizando. “O povo ficou admirado quando viu os mudos falando, os mancos sendo curados, os aleijados andando e os cegos vendo. E louvaram ao Deus de Israel” (Mt 15.31). Creio que Pedro pensava como toda aquela gente, já que ele mesmo, por ação do Espírito Santo, havia identificado Jesus como o Filho de Deus. No entanto, agora o mesmo Pedro está se opondo à verdadeira identidade de Cristo, rejeitando a proposta e plano originais do Pai. 

Será que essa diferença na aceitação da identidade de Cristo também acontece conosco? Ao observar o panorama no cristianismo de nossos dias, certamente parece que sim. Quando Jesus está curando, operando milagres e maravilhas, multiplicando pães e peixes para as multidões, fica muito mais fácil aceitar sua divindade, autoridade, soberania e poder. Por outro lado, quando ele alerta seus seguidores a respeito da perseguição, da necessidade de imitá-lo negando-se a si mesmo, de tomar a cruz, de não tentar salvar a própria vida e, ainda, de escolher a porta estreita para receber a salvação, muitos o rejeitam. 

Pedro aceitou o primeiro “Cristo”, mas rejeitou o segundo. No entanto, foi o segundo, o servo sofredor (Is 52.14-15; 53.4-12), que fez de Jesus o verdadeiro Salvador e Senhor. 

Hoje, muitos desejam apenas a parte do “venha o teu reino”, mas não querem saber do “toma a tua cruz”. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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