10 de setembro de 2025

Bom tempero

Come-se sem sal uma comida insípida? Ou há algum sabor na clara do ovo? (Jó 6.6)

Leitura Bíblica: Provérbios 17.14-28 

Minha neta veio passar alguns dias comigo e fui feliz para a cozinha fazer as comidas que ela tanto gosta. Raramente erro no tempero. Mas, nessa vez, descuidei e salguei demais a comida. Não teve como consertar e fiquei desconsolada. Tempos depois, fui visitar a família do meu filho. Minha nora é uma cozinheira incrível. O tempo esfriou e ela resolveu fazer uma sopa que, para minha tristeza, era de um legume que não gosto. Tentei ser discreta, mas não teve jeito. Meu filho percebeu, minha nora ficou desolada e essa história rendeu muita diversão na família. Ninguém gosta de errar, e sempre tentamos fazer o nosso melhor para agradar a quem amamos. Levo esse dano colateral para a vida. 

Algumas vezes, rotulamos e nos afastamos de pessoas que consideramos desagradáveis e difíceis de “digerir”. E quando o erro está em nós? Não é sempre que estamos dispostos a temperar uma conversa, equilibrar um relacionamento ou adoçar um coração amargurado. Não é sempre que queremos perdoar alguém que nos atingiu e nos feriu com palavras amargas. Gostamos de sempre ter razão e não enxergamos que, algumas vezes, o destempero está em nós. E é assim que estragamos o sabor de nossos relacionamentos. Precisamos aprender a melhorar a convivência com aqueles que nos cercam. A base de um bom alimento é o equilíbrio dos temperos, assim como a base das amizades é, muitas vezes, apontar ou reconhecer o próprio erro e, em outras, perdoar ou aceitar o perdão. Com boa vontade, podemos tentar dar mais sabor aos dias, ver o lado doce daqueles que nos fazem bem e, ocasionalmente, nos “puxam a orelha” e nos levam a olhar com mais doçura as pessoas amargas, que têm seus próprios dissabores para administrar. 

Que sejamos o bom tempero de vidas sem sabor, sem esperança e sem a convivência com o Senhor. É ele quem dá sentido aos nossos dias, sejam doces ou amargos. 

Que possamos encontrar o ponto de equilíbrio e temperar nossa vida com amor. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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9 de setembro de 2025

Arrependimento

Deem fruto que mostre o arrependimento! (Mt 3.8)

Leitura Bíblica: Lucas 5.31-32 

É extensa a lista dos versículos bíblicos mais procurados e lidos na internet que falam do grande amor, da bondade, da graça e do cuidado de Deus. Porém, cada vez é mais difícil ler e ouvir sobre uma palavra central dentro da fé cristã: arrependimento. Arrepender-se é mudar por completo e não sentir saudade do que se viveu. É alterar a direção do percurso. Um professor do seminário ilustrou isso de forma interessante: “Arrepender-se é fazer o retorno em uma via movimentada no local certo, sem pegar aquele acesso em conversão proibida que sempre aparece pelo nosso caminho e que, muitas vezes, nos parece tentador.” Em resumo, não adianta dar meia-volta se fizer isso de forma errada. 

O arrependimento não é um ato único. É todo um processo. Deus é capaz de mudar histórias, perdoar erros, sarar feridas e curar traumas. Ao cometer as mesmas falhas e cair sempre nas mesmas situações, parece que jogamos na lata de lixo o sacrifício de Cristo na cruz. Ele se entregou para nos libertar de vícios, medos, inseguranças, tristezas e morte. Ao voltar para o que nos faz cair, não entendemos o que é se arrepender. Jesus disse: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento” (Lc 5.31-32). Às vezes, temos um “pecado de estimação”, aquele constante, que nos é agradável e difícil de abandonar. Nesses casos, só Cristo é capaz de nos libertar. Devemos orar ao Senhor e pedir que ele dirija nossa vida, nos dê a percepção dos nossos erros e tire a dureza de nosso coração para gerar o arrependimento. 

Quando criança, aprendi uma oração: “Deus Pai, me perdoe pelos pecados que sei que cometi e pelos que não sei que fiz. Me ajude a não mais cometê-los por amor a ti”. Sempre reflito sobre esse trecho da oração. É pelo amor ao Senhor que não quero pecar. Não por medo. 

Que Deus nos conduza ao arrependimento constante e nos ajude a não cair nos mesmos erros por amor a ele. 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de setembro de 2025

Força ao cansado

Eu, porém, orei pedindo: “Agora, pois, fortalece as minhas mãos!” (Ne 6.9b)

Leitura Bíblica: Isaías 40.25-31 

Inicialmente, a mensagem da leitura de hoje foi direcionada ao povo de Judá, que passava por momentos difíceis e até mesmo pensava que Deus estivesse alheio ao seu sofrimento. 

Mas, se você está cansado, como muitos em nossos dias estão, essa palavra de Deus também é para você. Porque, por meio dela, percebemos que Deus dá forças ao cansado. Essa verdade não se encontra apenas nesse texto de Isaías, mas se espalha pela Bíblia. Veja alguns exemplos: a) Deus fez isso com Moisés, que chegou à exaustão, mas, mesmo assim, conduziu o povo de Israel à terra prometida (Nm 11.10-15); b) Deus fez isso com Elias, que desejou morrer, porém continuou profetizando até deixar Eliseu em seu lugar para, então, ser levado por Deus, vivo, para o céu (1Rs 19.1-4); c) Deus fez isso com Jesus quando, ao se aproximar da cruz, abatido, pediu: “Pai, se possível, passe de mim este cálice” (Mt 26.39), sabendo que estava prestes a receber sobre si o pecado de toda humanidade (1Pe 2.24). Contudo, fortalecido por Deus, seguiu firme para a cruz, onde se entregou como sacrifício em nosso favor. 

Sim, sabemos pela Bíblia e pela experiência que Deus age conforme o que está escrito nessa passagem de Isaías. Ele realmente dá força ao cansado, cria forças naquele que não tem vigor algum (Is 40.29,31). Por isso, se você está cansado, espere no Senhor! Nele está a força de que necessitamos para as nossas batalhas. Nosso Deus nos convida a esperarmos nele. O povo de Judá, cansado, abatido e desesperado, esperou e foi revigorado. Jesus, no Novo Testamento, convida os cansados e oprimidos a irem até ele e promete que os aliviará (Mt 11.28). Muitos têm esperado no Senhor e não têm se decepcionado. Por mais difícil que seja a sua situação, é nele que você deve também esperar. 

Confie e espere no Senhor, e as suas forças serão renovadas. Espere no Senhor, e você não se decepcionará! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de setembro de 2025

Cumprir o papel

Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que for ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’ (Lc 17.10).

Leitura Bíblica: Números 27.12-22 

Conversando com um jovem, fiz a clássica pergunta: “E então, já escolheu o que vai cursar na faculdade?” Meio sem graça, ele respondeu: “Mais ou menos. Eu queria muito ser professor, mas isso não dá dinheiro e você não se torna conhecido, então, vou escolher outro curso”. Infelizmente, essa é a realidade de tantos garotos e garotas que são ensinados pelos valores de nosso tempo, que são ter fama, riqueza e sucesso, caso contrário, melhor escolher outra profissão. 

Moisés foi um grande instrumento para libertação de sua gente da escravidão no Egito. Homem de Deus, conduzido pelo Senhor. Porém, por ter desobedecido (v.14), não entraria na terra prometida. Ele chegou a ver o território tão esperado, no entanto, Deus disse que ele só o contemplaria, porque morreria antes e o povo seria guiado por outro líder. Moisés poderia ter ficado revoltado e indignado com o Senhor, mas teve muita clareza de que havia cumprido seu papel na história e, se Deus o havia usado na liderança até aquele momento, Josué continuaria para concluir a obra. Os “louros” finais não foram para ele. 

Essa é a realidade de muitas pessoas, porém nem sempre isso é ruim. Vivamos plenamente a história que Deus tem para nós. Há propósito em ser professor, advogado, funcionário de uma empresa, vendedor e tantas outras profissões dignas para seguir a jornada. O seguinte pensamento é atribuído a Confúcio: “Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia em sua vida”. Nossa existência é muito breve para investir só pensando em dinheiro, compras e sucesso. Que Cristo nos dê alegria na simplicidade de nossa vida. Então, quando chegar a hora final, poderemos dizer: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4.7). 

Não existe privilégio maior do que ser participante da obra de Deus, não importa em que fase for. 

Aislan Henrique Greuel, Rio Negro/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de setembro de 2025

Bondade

Escolhi o caminho da fidelidade; decidi seguir as tuas ordenanças (Sl 119.30).

Leitura Bíblica: Salmo 119.41-50 

Meus sobrinhos, adolescentes, vieram passar uns dias na casa dos avós. Como estão acostumados a praticar esportes, eles pediram ao avô que os levasse para correr em algum lugar sem movimento. Por um bom tempo, fizeram tranquilos suas atividades. Mas, quando passavam em frente a um condomínio luxuoso, uma senhora os chamou e os acusou de terem furtado a bicicleta de um morador do local. Assustados, os meninos argumentaram e pediram provas de que tinham cometido aquele crime. Ela, indignada, foi até a guarita e pegou as fotos da câmera de vigilância. Porém, vendo que tinha se enganado, ficou constrangida e, muito sem jeito, acabou pedindo desculpas. 

Enquanto eu ouvia a história, minha mente já registrava um Boletim de Ocorrência e minha sede de vingança estava pedindo indenização moral. Mas, o pai dos meninos, que tem um coração bondoso e sabe lidar com situações complicadas, acalmou os filhos e os fez enxergar que não valia a pena revidar os maus-tratos. Eles logo voltariam para casa, em outra cidade, e era melhor esquecer e perdoar. Imagino que, se aquela senhora soubesse que a sua imprudência havia atingido filhos de um pai de bom coração, ela seria muito grata, pois nem todas as pessoas estão dispostas a “levar desaforo para casa”. Na contramão das reinvindicações dos direitos, esse homem estava colocando em prática o que Jesus ensinou: “Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra” (Mt 5.38-41). 

Nem sempre será fácil ser cristão; e Jesus nunca disse que seria. Porém, é essa atitude que engrandece a Deus, enobrece e valoriza o ser humano e diminui a agressão. Se fizermos o propósito de reagir segundo os ensinamentos de Cristo, poderemos ajudar outros a refletirem sobre o poder curativo do perdão. Uma explosão, fora de hora e de contexto, pode desencadear uma corrente de violência que deixará sérias sequelas na vida do agressor e do agredido. 

Que Deus coloque pessoas de coração bondoso em nosso caminho para aprendermos a aplacar a nossa sede de vingança. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de setembro de 2025

Para o bem?!

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Rm 8.28, ARA).

Leitura Bíblica: Romanos 8.28-30 

Minha recente viagem à África não começou bem. Tive problemas no guichê, meu voo atrasou e perdi a conexão na Alemanha. Chegando em Frankfurt, soube que o próximo avião partiria em 12 horas! Recebi vouchers para uma noite no hotel e dois táxis, de ida e volta. Confesso que relutei em aceitar que “todas as coisas cooperam para o bem”. Quase meia-noite, saí apressado do aeroporto e um taxista me fez sinal. Já no carro, me disse que era iraniano e respondi que queria visitar o Irã por causa de sua história. “O país é bom, mas o problema é a religião”, ponderou o homem com tristeza. Ele comentou ainda que estudava religiões para encontrar a verdade. Aproveitei para contar minhas buscas e como achei o caminho certo. Pena que a viagem até o hotel foi rápida. Ao sair do automóvel, ele insistiu que, pela manhã, me levaria ao aeroporto. Que oportunidade! 

No dia seguinte, procurei o iraniano, e nada. Mas uma mulher turca era a primeira na fila dos táxis. Entrei no carro e, quando disse que era brasileiro, ela comentou que gostava do Brasil porque lá tem boas pessoas. Deixei meu orgulho patriótico de lado: “Há pessoas boas e ruins em todos os lugares. EU FUI UMA PESSOA MÁ!” De novo, pude testemunhar como minha vida foi transformada pelo Senhor. Até que um telefonema deixou a motorista apreensiva: sua filha estava no hospital e ia ser operada. “Posso orar a Deus por sua filha?”, perguntei. Ali mesmo, pedi ao Senhor que interviesse. Com lágrimas nos olhos, ela me agradeceu. Ao sair do táxi, eu estava exultante. Todo o mal cooperou para o bem de duas pessoas. Aproveitei as circunstâncias para lançar sementes em dois corações. Louvado seja Deus por eu ter perdido meu voo! Meu atraso contribuiu para o bem eterno. Como fui egoísta! O bem “daqueles” inclui outros além de mim. 

“A sua atitude em circunstâncias adversas vai tornar você mais amargo ou melhor.” Pr. Svein Jacobsen 

Gerson Celeti, Trento/Trentino-Alto Adige. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de setembro de 2025

Acima de todos

Mas nisto Deus demonstra o seu amor por nós: Cristo morreu em nosso lugar, apesar de sermos pecadores (Rm 5.8).

Leitura Bíblica: Salmo 95.1-3 

Estudos mostram que existem cerca de 40 mil religiões no mundo. São diferentes doutrinas que carregam muito da cultura local em suas práticas. Diante dessa diversidade na religião (religare, do latim, religar), muitas delas são centradas na figura humana. Certa vez, Stanley Jones, missionário metodista e um dos grandes evangelistas do século 20, declarou: “Religião é o homem buscando a Deus, por isso, há muitas religiões. O Evangelho é Deus buscando o homem, por isso, há um só Evangelho”. 

A Bíblia testemunha a plenitude de um Deus supremo e único. No Salmo 95, o salmista afirma: “Venham! Cantemos ao SENHOR com alegria! Aclamemos a Rocha da nossa salvação” (v.1). Não há outro que nos proporcione descanso, refúgio e renovo. Muitos colocam o dinheiro, o emprego, o status e os relacionamentos no lugar do Senhor, mas apenas aquele que nos conhece por inteiro, pois foi quem nos criou, pode ocupar o vazio que há em nosso coração, provocado pelo distanciamento que nossas falhas (pecados) causaram. O salmista continua: “Vamos à presença dele com ações de graças... e com cânticos de louvor” (v.2). Deus, que nos ama e deseja que nos reaproximemos dele, chegou ao ponto de entregar o seu Filho por nós, quando ainda estávamos cobertos pela sujeira do nosso passado (Rm 5.8). 

Talvez você leia ou ouça e pense: “o meu pecado não está no passado. Ainda estou longe do Senhor por causa de erros que não superei”. Saiba que ele é poderoso e bondoso para ajudá-lo a vencer qualquer desafio. É “o grande Deus, Rei acima de todos os deuses” (v.3). Todas as religiões nos direcionam para divindades poderosas. Apenas o cristianismo aponta para o Deus supremo e repleto de graça e amor. Cristo é a representação perfeita da graça de um Pai que ama transformar e marcar histórias. Ele é único e vive! 

Cristo é a demonstração da bondade e amor de um Deus soberano e supremo, sempre pronto a nos dar novas chances! 

Lucas Meloni, São Caetano do Sul/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de setembro de 2025

Diante da dor

Jesus respondeu [ao ladrão]: “Em verdade lhe digo que hoje você estará comigo no paraíso” (Lc 23.43).

Leitura Bíblica: Lucas 23.27-43 

É certo que momentos difíceis nos permitem conhecer mais de nossas forças e fraquezas, expondo quem realmente somos. As dificuldades nos puxam e nos espremem. Penso em Jesus e em suas horas de maior sofrimento: traído, abandonado, julgado injustamente, corpo já ferido e carregando uma pesada cruz. Ainda assim, consegue falar às mulheres que choravam e lamentavam por ele, e lhes dá uma palavra de ânimo, mostrando que diante da dor ainda é possível ter visão e perspectiva de futuro. 

Quantas vezes permitimos ser cegados pelas coisas que não dão certo, pelas feridas que se abriram ou por palavras que nos disseram. Jesus, pendurado na cruz, sofreu zombaria e humilhação. Apesar disso, ele pediu a Deus que perdoasse seus escarnecedores, pois não sabiam o que estavam fazendo. Que profunda graça é revelada ali! Um perdão dado no exato instante em que o estavam ferindo! Que grande lição o Mestre nos dá sobre domínio próprio: não se deixar levar pela dor ou pela perspectiva dos outros, mas, sim, pela de Deus: sua missão, seus propósitos e seu amor. 

E, como se ministrar uma verdade ou liberar perdão não fosse grande o bastante para aquele momento tão duro, Jesus vai além: ele ainda consola, em meio à própria dor, um ladrão arrependido e lhe dá a certeza do paraíso, diferentemente do “inferno” que aquele homem teria vivido nos últimos anos. Impossível não ficar perplexa diante do comportamento de Jesus e do meu. O fato é que, quando não estamos bem, torna-se fácil cair na melancolia ou explodir na ira, como se nada mais importasse. No entanto, em Jesus, somos desafiados a dar também o nosso melhor a todos os que estão ao redor, mesmo que pareça que as forças se acabaram. Como ele, diante da dor, podemos nos entregar em total rendição a Deus, assumindo o nosso lugar mais seguro: suas mãos. 

Diante da dor, o melhor lugar para se estar é no centro da vontade de Deus, que conhecemos observando sua Palavra. 

Angel de Andrade Blumer Gonçalves Larsen da Silva, Teo/A Coruña.

Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de agosto de 2025

Temores

Tudo o que fizerem, seja em palavra, seja em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus Pai por meio dele (Cl 3.17).

Leitura Bíblica: Lucas 8.22-25 

Certa vez, um colega reclamou: “Neste emprego, temos de matar um leão por dia”. Respondi: “Então trate de matar só o de hoje; deixe o de amanhã para amanhã!”, aludindo ao que Jesus disse: “Basta a cada dia o seu próprio mal” (Mt 6.34). 

Na leitura de hoje, depois de acalmar a tempestade, Jesus perguntou aos discípulos: “Onde está a fé de vocês?” (v.25). Perder a paz diante de grandes desafios é comum, mas não deveria ser, afinal, “somos embaixadores de Cristo” (2Co 5.20). 

Memorizei esse versículo por volta dos meus 10 anos, mas só o entendi bem mais tarde: fui chamado (como outros discípulos de Jesus) para viver neste mundo em uma função diplomática, representando meu Rei. Aquele que é enviado como embaixador de sua pátria tem suas despesas pagas pelo governo que o enviou. Logo, enquanto estou neste mundo, a serviço do meu Rei, é ele que supre tudo o que preciso, mesmo que pareça, aos meus olhos, que consegui com minhas próprias forças. Se eu gastar minhas energias com preocupações, desperdiçarei forças que deveriam ser utilizadas para realização do trabalho do reino. O problema é que vivemos aqui com função de embaixadores do Rei, mas nos envolvemos de tal forma com o reino deste mundo, que nos esquecemos da razão pela qual estamos aqui. 

Quando Jesus acalmou a tempestade, os discípulos se esqueceram de que não só estavam a serviço do Rei, como estavam com ele – e deveriam saber que sua obra jamais seria interrompida por força contrária alguma. Apavoraram-se – e sofreram – por falta de fé. 

E você, no seu dia a dia, está a serviço de Jesus? Então capriche no que tem para fazer hoje e deixe por conta dele o amanhã. Sua fé lhe permite viver assim? Agora, se você se diz cristão, mas não está a serviço do Rei, há algo errado! Nesse caso, há muito com o que se preocupar. Sugiro que verifique sua caminhada. 

Ser embaixador de Cristo envolve todos os lugares onde devemos servir e testemunhar do amor de Deus. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de agosto de 2025

Proveito

Que proveito tem um homem de todo o trabalho e de todo o empenho com que se esforça debaixo do sol? (Ec 2.22)

Leitura Bíblica: Êxodo 20.9-11 

Em algum momento, você já se perguntou se o trabalho que realiza tem algum proveito? Dúvidas e inquietações passam, muitas vezes, pela nossa cabeça. Para que trabalhamos e nos esforçamos tanto? 

O criador de um site de relacionamentos afirmou que, no Vale do Silício (Califórnia, EUA), com uma fortuna de US$ 10 milhões você ainda é um “zé ninguém”, por isso trabalha de 60 a 80 horas semanais acreditando que não tem dinheiro suficiente para relaxar. Suas expectativas são elevadas e, comparando-se a pessoas próximas, parece pobre, mesmo tendo dinheiro suficiente para viver bem, sem necessidade de trabalhar mais. 

Infelizmente, não há limites para a maioria das pessoas e, por isso, tornam-se escravas do trabalho para obter coisas das quais não precisam e talvez nem usufruam. Tem gente que compra uma casa na praia ou no campo, mas fica anos sem visitar o local por causa do excesso de trabalho. Por isso, é interessante que Deus tenha instruído os israelitas no deserto a trabalhar apenas seis dias e descansar no sétimo. 

O trabalho é uma bênção de Deus e, por meio dele, temos nosso sustento e a possibilidade de ajudar a outros. Mas quando nos tornamos escravos dele, muito sofrimento pode nos sobrevir. Trabalhar com equilíbrio, usufruindo do fruto do nosso trabalho, parece o correto a ser feito, mas para isso precisamos primeiro desviar nossos olhos de tantas coisas inúteis que existem neste mundo. Pense apenas nas coisas que você já comprou e que mal usou. 

Quero desafiá-lo a buscar as coisas do alto em primeiro lugar – a sabedoria de Deus para sua vida (Mt 6.33). Trabalhe com dedicação, fazendo o seu melhor, pelo tempo necessário. Mas nunca esqueça que as aves são alimentadas mesmo não tendo plantado nada; as flores do campo são belas mesmo não tecendo sua própria roupa, pois o Senhor cuida de todas elas. E o mesmo promete a nós. 

Não use o trabalho para impressionar os outros, mas para obter o sustento e servir ao próximo. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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