25 de abril de 2025

Alfa e Ômega

Assim diz o SENHOR, o Rei de Israel, o seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: ‘Eu sou o primeiro e eu sou o último; além de mim não há Deus (Is 44.6).

Leitura Bíblica: Apocalipse 22.13 

Alfa e Ômega são letras do alfabeto grego. Alfa é a primeira letra, e Ômega, a última. Seria o equivalente a “Eu sou o A e o Z”, em português. Essa expressão representa “o início e o fim”, e significa que o Senhor está no controle de tudo e vive eternamente. Jesus certa vez afirmou que ele é o Alfa e o Ômega, pois ele é o Deus Eterno, o princípio e o fim. Deus é eterno! Sempre existiu e sempre vai existir. Não muda e não existe outro. O Senhor criou tudo o que existe e determina o início e o fim de todas as coisas. Tudo está em suas mãos poderosas. O Altíssimo nos deu a vida e nos formou com amor e carinho! Ele determina o nosso tempo de nascer e morrer. No entanto, no fim da vida, teremos de prestar contas a Deus, e todo joelho se dobrará diante do Pai. 

Deus tem de estar no melhor lugar em nossa vida, pois ele nos ama e nos criou para glorificarmos o seu nome. É o único que é digno de nossa adoração. O Senhor tem a última palavra sobre tudo o que acontece em nossa vida. Temos liberdade em nossas escolhas, porém Deus usa tudo para cumprir o seu propósito. Os planos de Deus sempre se cumprem. A Palavra de Deus continuará soando na eternidade e nunca perderá sua finalidade. Diante disso, é prudente obedecer-lhe. Todas as grandes coisas deste mundo se acabarão, mas Jesus Cristo um dia voltará. 

Temos de nos lembrar sempre que o mesmo Deus que deu início a tudo, como Alfa, é o mesmo que estará lá no final dos tempos, como Ômega, e que este mesmo Deus está no controle total de nossa vida, nos proporcionando o conforto e a segurança nos momentos de adversidade e provações. Está escrito: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e Último, o Princípio e o Fim... Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida” (vs.13,17). 

Cristo é o alfabeto supremo e soberano, e em sua pessoa está contido todo conhecimento. 

Arthur Queiroz Pereira, Nova Friburgo/RJ. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de abril de 2025

Sem noção

O bom senso o guardará, e o discernimento o protegerá (Pv 2.11).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 25.2-42 

Você já deve ter conhecido o tipo de pessoa que classificaríamos como “sem noção” – alguém que não mede o que fala e que é desrespeitoso nas atitudes e conversas. Geralmente, parece não perceber como o bom senso lhe faz falta. Causa constrangimentos à família, ao cônjuge, aos amigos, aos filhos e até provoca dissabores em seu ambiente de trabalho. É rude, cheio de si, orgulhoso e prepotente – o tipo de pessoa que deve ser evitado. 

O texto bíblico de hoje traz alguém assim. Seu nome era Nabal. Abençoado com uma mulher extraordinária, talvez esse fosse seu único ponto positivo. Muito provavelmente, esse não era seu nome de fato, pois a palavra “Nabal” significa tolo e insensato. É possível que essa fosse a forma como ficou conhecido, haja vista sua personalidade difícil, mas não há consenso sobre isso. Fato é que ele não gozava do respeito de seus servos, os quais, no momento da dificuldade, geralmente procuravam Abigail, sua esposa (v.14). 

 Seu jeito insensato de agir quase custou a Nabal toda sua casa. Davi, num primeiro momento, pediu ajuda a ele – de forma muito humilde – para que alimentasse seu contingente militar. Em vez de ajudar, destratou Davi e seu exército. Isso gerou fúria e todo o exército partiu em direção à casa de Nabal com o intuito de eliminar os que ali estivessem. 

Nessa hora, surge alguém com sabedoria e sensatez – sua esposa, Abigail. Ela age depressa para desfazer toda confusão de seu marido. Não fosse alguém com humildade e estratégia do alto, a história da descendência de Nabal seria outra. No fim das contas, o “sem noção” perde sua esposa, seu patrimônio, que arrogantemente ostentava, e o principal: sua vida. 

É preciso temor a Deus, sabedoria, bom senso e equilíbrio para vivermos neste mundo sem perder o que o Senhor nos confiou tão generosamente. Que nosso Pai nos livre de agirmos como Nabal. 

A insensatez causa grandes problemas, mas o bom senso é a chave da sabedoria. 

Marcelo Matias, Poços de Caldas/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de abril de 2025

Coragem!

O barco já estava a considerável distância da terra, fustigado pelas ondas, porque o vento soprava em sentido contrário (Mt 14.24).

Leitura Bíblica: Salmo 71.12-18 

Os discípulos de Jesus estavam no meio da tormenta e sabiam do grande perigo que enfrentavam. Então, o impossível aconteceu. Eles jamais imaginariam uma ajuda sobrenatural e milagrosa chegando. O escritor e pastor Max Lucado, em um de seus textos, diz: “Eles não esperavam que Jesus viesse até eles dessa maneira. Nem nós. Nunca esperaríamos vê-lo em um divórcio, morte, ação judicial ou cela de prisão, nem vê-lo em uma tempestade. Mas é nas tempestades que ele faz seu melhor trabalho, pois são nessas situações que ele recebe nossa atenção mais intensa. Jesus respondeu ao medo deles dizendo: ‘Coragem! Sou eu! Não tenham medo’ (Mt 14.27b)”. 

Deus conhece até onde vão a nossa força e o nosso ânimo. Quando estamos desesperados e pensamos que vamos sucumbir, ouvimos um sopro nos ouvidos: “Coragem!” Quando a alegria passa longe, a doença é grave e sentimos medo do futuro, no meio da tempestade, podemos ter certeza de que o Senhor caminha até nós e diz com amor: “Coragem!” Quando nossa vida está alinhada com os desígnios de Deus, vamos ouvi-lo, claramente, em um versículo memorizado, em um sermão que resgatamos das profundezas da mente ou em uma canção que lembramos na hora da provação. Pedro, corajosamente, quis ir até Jesus e, descendo do barco, andou alguns metros sobre as águas. Enquanto seu olhar estava firme no Mestre, ele foi confiante. Mas, ao perceber a força do vento, seus olhos se desviaram do Senhor, então, começou a afundar e gritou por socorro. Pedro não se envergonhou em pedir ajuda quando afundou. Sejamos valentes e humildes como esse discípulo, que descobre sua fragilidade, porém, mostra sua fé e implora que o Senhor lhe estenda a mão! Que nada nos impeça de resgatar a coragem e caminhar na tormenta com o olhar em Deus, que acalma o nosso coração e nos levanta quando clamamos por socorro. 

Se o seu barco balançar, não deixe de escutar: “Coragem! Sou eu!” 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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22 de abril de 2025

A criação aguarda

Considero... que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada (Rm 8.18).

Leitura Bíblica: Romanos 8.18-25 

O texto aborda aquilo que aguardamos com esperança: a revelação dos filhos de Deus (v.19); a gloriosa liberdade dos filhos de Deus (v.21); a adoção como filhos e a redenção do nosso corpo (v.23). A esperança consiste em aguardar todo tipo de coisas boas, pois aqui, infelizmente, não é um bom lugar para os filhos de Deus. A criação está sujeita à inutilidade (v.20), está se degenerando (v.21), geme e agoniza (v.22). O que aconteceu com a bela criação de Deus? Cada detalhe criado com tanto amor e criatividade: profusão de cores, tamanhos e formas! 

Ao contemplar a criação, está cada vez mais difícil ver a beleza da obra do Criador. Vemos pessoas vaidosas, ódio, violência, ganância, animais em extinção, águas poluídas, lixo por toda parte, plantações envenenadas, proliferação de vírus e doenças causadas, muitas vezes, pelo desequilíbrio ambiental. O que vai sobrar da criação, das espécies, do ser humano? “Esperamos o que não vemos” (v.25), ou seja, fomos salvos do pecado que fazia separação entre Deus e nós. Salvos da maldade e da corrupção. Salvos para um destino eterno: o belo céu de Deus, que o ser humano não poderá estragar, poluir ou envenenar. Você tem esperança de passar a eternidade no céu? Já pediu perdão por seus pecados e se tornou um filho de Deus? 

Tome sua decisão, arrependa-se de seus pecados e torne-se um filho de Deus, deixando de ser apenas uma criatura. Por intermédio de Jesus, somos adotados como filhos de Deus. Para estar na glória, tem de ser um filho que deixou os pecados do mundo para viver uma nova vida, na certeza de encontrar o lugar eterno, incorruptível, sem dor, sem pecado! Lá haverá novos céus, nova terra, tudo novo, tudo de bom, pois o pecado, que tudo estraga, ali não entrará. 

A esperança é o que nos mantém fortes enquanto aguardamos novos céus e nova terra! 

Aline Coscioni Schach, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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21 de abril de 2025

O dono

Pois “do Senhor é a terra e tudo o que nela existe” (1Co 10.26).

Leitura Bíblica: Salmo 24.1-10 

Uma amiga contou-me a linda história de como havia conquistado sua casa própria, exatamente como sonhara. Ela possuía um apartamento em um centro urbano, perto de comércios, hospitais, bancos e tudo mais que a vida moderna exige para maior rapidez e conforto nas situações cotidianas. Uma senhora da igreja, onde ambas congregavam, era proprietária de uma casa grande, bem afastada do centro, com dezenas de cômodos, piscina, churrasqueira, jardim, pomar e muito mais. Tal senhora propôs a esta amiga a troca das propriedades, sem custo algum, pois queria morar perto do centro urbano para facilitar seus afazeres, como compras, pagamento de contas etc. Minha amiga indagou sobre os valores, porque a casa da senhora era bem mais valiosa do que seu apartamento. Esta justificou que seu sonho era viver em um apartamento igual ao dela e nada mais. Assim, realizaram a troca, acertaram a documentação e se mudaram. 

Com alegria e gratidão, minha amiga convidou muitas pessoas para um culto e uma festa na nova casa. Mostrou a propriedade a todos e deixou o convite para quem quisesse ficar lá alguns dias, uma vez que o imóvel era bem grande e confortável. No meio da celebração, ela disse que tudo era muito bom, porém, o dono da casa voltaria e ela teria de devolvê-la imediatamente. Pensei comigo que ela não havia feito um bom negócio, já que sempre teria de ficar alerta e preparada para entregar o imóvel a qualquer momento. Foi aí que minha amiga acrescentou que o dono da casa era Deus, e ela, apenas uma administradora dos bens que ele lhe confiara. A leitura bíblica afirma: tudo é de Deus e nada nos pertence, somos apenas administradores e, quando ele voltar em glória (Mt 25.31-33), deixaremos e devolveremos tudo. Devemos nos conscientizar de que nada temos, tudo é dele, por ele e para ele (Rm 11.36). Quanto a nós, cuidemos com muito zelo e amor daquilo que Deus nos confia. 

Só Deus é o verdadeiro dono de tudo. 

Luciana Gallinari, Paulínia/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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18 de abril de 2025

Surpresa

Certo homem de Cirene, chamado Simão, pai de Alexandre e de Rufo, que passava por ali chegando do campo, foi forçado a carregar a cruz (Mc 15.21).

Leitura Bíblica: Marcos 15.16-22 

Deus é especialista em nos surpreender com sua graça e amor. No texto de hoje, vemos parte do processo de condenação e crucificação de Cristo, ocorrido nos dias da Páscoa, quando celebravam a saída do povo do Egito. Durante essa festa, os judeus tinham o costume de sacrificar um cordeiro sem defeito para o perdão de seus pecados, ato que tinha validade de um ano. O sacerdote sacrificava um cordeiro e salpicava o sangue sobre a pessoa que o oferecia para obter o perdão. Nesse período, os judeus não podiam tocar em pessoa ou animal morto, nem se aproximar de leprosos, ou, ainda, ter qualquer contato com sangue, pois todas essas coisas os deixariam impuros, impedindo-os de participar dos sacrifícios e, assim, obter o perdão dos pecados. 

Simão Cirineu não era um seguidor de Jesus, nem sabia que ele era o Cordeiro de Deus, mas amava o Senhor e participava da Páscoa, desejando obter o perdão para si e sua família. E, quando ele estava entrando na cidade, deparou-se com Jesus flagelado e ensanguentado carregando uma cruz. Nesse instante, os soldados romanos o obrigaram a ajudar Jesus, o que o tornaria impuro para o sacrifício pascal. Mal sabia Simão que Deus tinha para ele algo muito superior do que um perdão limitado. A missão de carregar a cruz era de Jesus, mas Simão foi incluído. Dessa maneira, ele ficou encharcado, não com o sangue de um cordeiro qualquer, mas com o sangue de Cristo anunciado por João Batista – o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Simão esperava algumas gotas, porém, foi surpreendido com um banho; enquanto desejava o perdão para aquele ano, obteve o perdão para toda a vida. 

Deus continua agindo na Terra para estabelecer seu reino e nos inclui em sua missão. Por fim, ao pensar que estamos contribuindo com o Senhor, nós é que estamos sendo cuidados e abençoados. 

Quando entramos em um lugar com o desejo de agradar a Deus, ele nos surpreende com sua graça e amor. 

Ricardo Larsen da Silva, Teo/La Coruña. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de abril de 2025

Arriscar a vida

Davi expressou este forte desejo: “Quem dera me trouxessem água da cisterna que fica à porta de Belém!” Então, três [de seus soldados]... tiraram água da cisterna de Belém e a trouxeram a Davi (1Cr 11.17-18a).

Leitura Bíblica: Lucas 22.54-62 

Existe quase um consenso em condenar Pedro por ter negado conhecer Jesus, o que não parece ser totalmente justo. Afinal, todos os discípulos afirmaram que não o negariam (Mt 26.31-35), mas, na hora da prisão, o único que ficou próximo foi exatamente Pedro. Onde estavam os demais? Na verdade, ele declarou que iria até a morte com o Senhor (Lc 22.33). 

Durante a prisão de Jesus, Pedro foi para o confronto fatal e atacou um daqueles guardas (Jo 18.10). Na sequência, todos fugiram, só ele e mais um discípulo continuaram seguindo o Mestre (Jo 18.15-16). E na hora que negou conhecer Jesus, o que havia sido previsto (Lc 22.34), viu-se cercado de inimigos dentro do pátio da casa do sumo sacerdote. Isso nos leva a pensar que não seria sensato declarar algo como: “Sim, eu conheço Jesus e até sou um de seus discípulos. Podem me prender!” 

Afinal, o que Pedro estaria fazendo naquele lugar perigoso? O texto não declara, mas parece lógico pensar que estivesse ali na esperança de ajudar. Ele demonstrou coragem por acompanhar Jesus, porém, sucumbiu quando sua segurança pessoal foi ameaçada. 

Ao negar conhecer o Senhor pela terceira vez, seus olhares se encontraram (v.61). Então, ele se lembrou de que o Mestre havia previsto aquela situação, o que confirmava, mais uma vez, ser Jesus o Messias, o Salvador. Pedro não entendeu a razão de o Senhor deixar-se prender e maltratar, mas, o que poderia fazer? Dessa forma, retira-se e chora amargamente (v.62). 

Como se vê nos textos de hoje, pessoas leais arriscam a vida por seus líderes, como fizeram os soldados de Davi para suprir um desejo do rei. Pedro, demonstrando sua lealdade, acompanhou Jesus e ficou entre os que o prenderam. 

Até que ponto estamos dispostos a seguir Jesus? 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de abril de 2025

Às portas

Àquele que bate, a porta será aberta (Mt 7.8b).

Leitura Bíblica: Lucas 11.9-13 

“Tim Maia” era um morador de rua que ganhou esse apelido por ser bastante parecido fisicamente com o famoso cantor brasileiro, falecido há muito tempo. Ele morou por diversos anos em uma conhecida rua da cidade de São Paulo. Os filhos tentaram levá-lo para casa várias vezes e os assistentes sociais queriam acolhê-lo em um abrigo, mas ele recusava o auxílio. Sua vida se limitava a uma pequena barraca, na qual mal cabia, uma sujeira indescritível à sua volta, uma bebida para aquecer a noite fria e esmolas que nunca faltavam. Sua “cabana” ficava em frente a um hospital, a alguns passos da ajuda, porém ele acabou morrendo, miseravelmente, sem alívio para o sofrimento e comendo as migalhas que lhe eram oferecidas. 

Creio que um grande número de pessoas está vivendo assim espiritualmente. Aceitando sobras, quando podem participar da mesa farta da comunhão com o Senhor. Muitas igrejas conservam suas portas abertas e seus líderes estão aptos a conversar ou orar com os aflitos. Inúmeros abrigos estão esperando com uma cama quente, com o jantar pronto e roupas limpas. As tendas dos “sopões” se espalham pela cidade. Mas tantos carentes saciam a fome momentânea e voltam a dormir ao relento. As roupas continuam sujas, e o corpo, doente, parece não ter saído da condição miserável. 

Assim como o apetite físico, a fome da alma precisa ser saciada. Cristo nos oferece mudança de rumo e de vida todos os dias e para sempre. Mas continuamos indolentes, preocupados com a fome de hoje e sem vontade de lutar contra o vazio da falta de comunhão com Deus, que é o nosso amparo e o nosso alimento diário. Em sua companhia, não precisamos temer o futuro nem os problemas do amanhã, e a esperança nunca estará fora de alcance. “Tim Maia” morreu às portas do hospital. Bastava andar alguns passos para encontrar ajuda. Não lhe faltaram mãos estendidas, porém ele negligenciou a assistência até ser tarde demais. 

Deixemo-nos ser conduzidos para o abrigo que saciará a nossa alma, eternamente, enquanto é tempo. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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15 de abril de 2025

Fuja!

Tenham o cuidado de não praticar as suas obras de justiça diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, não terão nenhuma recompensa do seu Pai, que está nos céus (Mt 6.1).

Leitura Bíblica: Mateus 6.1-4 

Fuja das aparências! Essa é a exortação de Cristo em toda essa seção (Mt 6.1-18). Ele estabelece princípios para a espiritualidade na vida religiosa. São três temas intimamente ligados ao nosso relacionamento com Deus: o socorro ao próximo, ao dar esmolas a quem necessita; a oração, que deve ser uma evidência do nosso amor e intimidade com Deus; e o jejum, que expressa nossa dependência e revela um anseio ainda maior por ele. São ótimas práticas, mas que podem ser realizadas de uma forma hipócrita. 

Será que hoje os filhos de Deus têm alimentado suas redes sociais mostrando debilidade, vazio e falta de conteúdo em suas ações, diante dos ensinos de Jesus? Como Deus vê nossa espiritualidade, santidade, temor, as verdadeiras intenções e motivações, a partir de fotos e vídeos que postamos? 

O que Jesus está ensinando é que seus seguidores não devem “fazer uma representação teatral” ao ajudar o próximo, fazer suas orações a Deus ou jejuar. Isso está totalmente em harmonia com seus ensinos de que devemos valorizar mais o conteúdo, e não a forma; o interior, e não o exterior. Segundo Cristo, quem faz esse “jogo de cena” ao praticar essas virtudes cristãs está buscando a glória dos homens, seus aplausos e sua aprovação. Em outras palavras, está trocando o galardão que receberia de Deus na eternidade por aquilo que já está recebendo dos homens agora. Será que vale a pena tal troca? 

Para o Senhor, com essas atitudes, estamos pecando, pois deixamos de fazer algo para a glória de Deus. De acordo com a Palavra de Deus, essa é a definição mais completa sobre o que é o pecado. 

Portanto, pratique essas virtudes cristãs apenas para ser visto por Deus. Tenha certeza de que haverá um galardão recebido das próprias mãos do Pai que está nos céus. 

É possível pecar praticando as virtudes cristãs mais elevadas quando estas não são para a glória de Deus. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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14 de abril de 2025

Não troque

Não haja [entre os filhos de Deus] nenhum imoral ou profano, como Esaú, que por uma única refeição vendeu os seus direitos de herança como filho primogênito (Hb 12.16).

Leitura Bíblica: Gênesis 25.29-34 

Recentemente, eu estava participando de uma roda de debate em que me foi perguntado: “Você deixaria seus valores por algum preço?” A maioria das pessoas ali disse que trocaria seus princípios por uma boa quantia de dinheiro. A questão é: se nossa paz interior e a fidelidade a Deus têm preço, então estamos afirmando que a bênção espiritual não é mais importante do que qualquer outra coisa. 

Se você ainda não conhece a história de Esaú, filho de Isaque e Rebeca, e irmão gêmeo de Jacó, a leitura bíblica de hoje traz uma parte essencial de sua trajetória, que foi o dia em que ele trocou a bênção da primogenitura por um prato de lentilhas. Naquela época, a bênção dada ao filho mais velho incluía a porção dobrada na herança do pai, a liderança espiritual e a missão de presidir a família, como é no patriarcado. Não era apenas um compromisso civil, mas uma consagração espiritual. Conforme a leitura, Esaú chegou em casa faminto após uma caçada e viu seu irmão cozinhando. Ele, então, desprezou o direito recebido como presente de Deus em troca da refeição de Jacó (v.32). O autor de Hebreus, mais tarde, classificou essa ação de Esaú como imoral e profana. Por quê? A disposição dele em abrir mão das bênçãos do Senhor para conseguir satisfação imediata ilustra aquilo que é o oposto da fé. 

É tolice sacrificar bênçãos espirituais para satisfazer vontades físicas. Quem se deixa guiar pelo apetite não concede espaço aos valores mais importantes. Por isso, o apóstolo Paulo e o médico e evangelista Lucas nos aconselham a alimentar o nosso espírito através do relacionamento vivo e íntimo com Deus por meio da oração, do estudo da Bíblia, da comunhão com os irmãos nas casas e no templo. Esse é o caminho para não substituirmos a bênção do Senhor por qualquer outra coisa. 

Não troque aquilo que é eterno por satisfações passageiras. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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