21 de março de 2025

Planos

O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa, e a sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê lo? “Eu sou o SENHOR que sonda o coração e examina a mente, para recompensar cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com as suas obras” (Jr 17.9-10).

Leitura Bíblica: Provérbios 16.1-3,9 

A Bíblia conta que Neemias planejou e liderou a reconstrução dos muros de Jerusalém de tal forma que a obra foi concluída em 52 dias (Ne 6.15). Mas sabemos que sua base foi o Senhor, nosso Deus. 

Quem nunca planejou algo? Férias, aquisição de algum bem ou um casamento? Todos os dias, muitas pessoas planejam coisas e, na maioria das vezes, não oram a Deus a respeito desses planos. Sim, o Senhor sabe dos nossos anseios e das nossas limitações, portanto, devemos orar, demonstrar nossa dependência do Altíssimo e pedir que sua vontade seja concretizada. A grande questão é que, às vezes, murmuramos quando ele diz ‘não’. 

A oração é uma grande aliada que molda nossa vida de acordo com a vontade de Deus, para que nossos desejos não prevaleçam. Devemos ser obedientes ao Senhor, cientes de sua vontade soberana, que é boa, perfeita e agradável, mesmo que seja um ‘não’. O ser humano deve se humilhar e se submeter a essa vontade. 

 Assim, quando nossos planos não agradarem a Deus, o propósito dele prevalecerá (Pv 19.21). A soberania do Altíssimo pode parecer ruim, mas o coração do homem é enganoso (Jr 17.9) e, no tempo certo, entenderemos que nosso Pai nos ama e, por isso, nos corrige e nos mostra o caminho correto. Nossos planos não se comparam aos de Deus. Pode ser que não entendamos naquele momento, mas certamente será para nosso crescimento ou correção. 

O pregador Charles Spurgeon afirmou: “Nem minha oração mais fervorosa, nem meu pranto mais amargo, poderá mudar um só decreto de Deus”. Assim, fazemos planos, mas o que prevalece é a vontade do Senhor. Tem planos? Então ore, busque a direção do Altíssimo, e você saberá se seu plano é da vontade de Deus! 

“É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30). 

Fernando Henrique de Bairros, Estrela/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de março de 2025

Intermediário

Um dia, [a menina israelita] disse à sua senhora: “Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra” (2Rs 5.3).

Leitura Bíblica: 2 Reis 5.1-14 

Assim o dicionário define a palavra intermediário: “mediador; pessoa que interfere ou busca obter algo para alguém”. Tempos atrás, uma colega de trabalho falou sobre a situação do seu esposo. Ele estava sofrendo de uma doença grave e, se não fosse tratado com urgência, perderia a visão. Doía meu coração enquanto a ouvia falar, principalmente porque sabia que aquela família não tinha recursos para um tratamento emergencial. Lembro que na hora pensei: “Eu queria ser alguém influente para poder ajudar”. No mesmo instante, Deus colocou uma pessoa em meu coração que eu sabia que poderia auxiliar. Fiz contato com tal pessoa, essa fez com outra e, assim, conseguiram o tratamento para o marido de minha colega. Eu não tinha grande influência, mas Deus me usou como intermediário nessa situação e, até hoje, a família daquela moça é grata. Isso me deixou feliz! 

Na leitura bíblica, uma menina foi a intermediária na cura de Naamã, um comandante sírio. O texto diz que ela havia sido capturada em Israel e levada como escrava para a Síria, na casa desse oficial. Que influência essa garota, uma serviçal, poderia exercer? Aos olhos humanos, ela não era nada, mas Deus vem e nos surpreende: a menina conhecia os feitos do profeta Eliseu, em Israel, e o indicou à esposa de Naamã. O comandante falou com seu senhor, o rei da Síria, que enviou uma carta ao rei de Israel. Eliseu soube de todo esse trâmite e se dispôs a curar Naamã. Mas tudo começou com a pequena escrava. Ela foi intermediária da manifestação do poder de Deus. Você pode não ser uma pessoa de grande influência, mas pode ser intermediário para grandes realizações de Deus na vida das pessoas! Pode orar, interceder, ouvir, aconselhar, indicar quem possa ajudar. Enfim, seja um intermediário de Deus na terra. 

O intermediário é instrumento de Deus e canal de bênçãos na vida de outras pessoas. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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19 de março de 2025

Sobrou oferta

O sumo sacerdote Azarias respondeu [a Ezequias]: “Desde que o povo começou a trazer contribuições ao templo... o SENHOR tem abençoado o seu povo, e esta é a grande quantidade que sobra” (2Cr 31.10).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 31.1-14 

Tudo aconteceu durante o reinado de Ezequias: a prática religiosa entre os israelitas tinha decaído a ponto de se fecharem as portas do templo em Jerusalém. O rei, já no primeiro ano do seu mandato, mandou reabrir as portas do templo e promoveu uma grande limpeza e a restauração do culto ao Deus vivo e verdadeiro. Convocou os sacerdotes e os levitas para ministrar na casa de Deus. Estabeleceu um sistema de contribuições para os sacrifícios, como também os mantimentos e outras provisões para os ministrantes do templo. Diante disso, o povo se animou e, seguindo o exemplo de Ezequias, começou a levar as suas contribuições para a habitação do Senhor. E Deus abençoou ricamente esse ato de generosidade. Foram tantas ofertas que houve uma grande sobra. 

Quando lemos relatos dessa natureza, é de se admirar tamanha prontidão que houve ao ofertar ao Senhor, coisa não comum hoje em dia. Durante todo o nosso ministério, observei uma pessoa com especial prontidão em ofertar; e Deus abençoou ricamente este prezado e mui querido irmão. 

Falando em contribuições pela causa do Senhor, como vão as finanças na sua comunidade? As contribuições são suficientes para cobrir todos os projetos? Tem sobrado algum recurso? A verdade é que, na maioria das vezes, é necessário fazer reiterados apelos para que haja mais contribuições e contribuintes dispostos a ofertar, caso contrário, fica muito difícil alcançar a meta. 

Em todo caso, é bom salientar que quem contribui é abençoado por Deus, e com essa bênção pode contribuir mais, e contribuindo, recebe mais bênçãos; e assim, forma-se um círculo de contribuição + bênçãos + contribuição + bênçãos... Faça parte você também desse círculo e seja uma bênção para sua comunidade. 

“Deem, e será dado a vocês: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês” (Lc 6.38). 

Mário Miki, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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18 de março de 2025

Quem é louco?

Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que creem por meio da loucura da pregação (1Co 1.21).

Leitura Bíblica: Atos 26.24-32 

Para aqueles que não tiveram suas vidas transformadas pela experiência do encontro com Deus, os convertidos lhes parecem loucos. Na leitura de hoje, Paulo cometeu a “loucura” de não se defender diante de um tribunal formado por um governador romano – Festo; o rei da Judeia e sua irmã – Agripa II e Berenice; e oficiais e altos funcionários do governo. A prisão do apóstolo foi totalmente injusta, mas, ao receber a oportunidade de reagir, ele não o fez. Aproveitou para testemunhar a respeito de seu encontro com Cristo, para falar da mudança que isso acarretou em sua vida e o transformou de perseguidor da igreja em divulgador da mensagem cristã. 

Podemos dizer que Paulo jogou fora a oportunidade de se defender de acusações que poderiam levá-lo, mesmo sem culpa, à pena de morte. Fez isso por amor a seus ouvintes, aproveitando a oportunidade de compartilhar o Evangelho. A atitude dele foi tão marcante e inesperada que o governador Festo, incomodado, gritou: “Você está louco, Paulo! Ficou louco de tanto estudar!” (v.24). Mas Paulo explicou que estava em sã consciência e continuou a pregar a mensagem cristã para todos os presentes, inclusive dirigindo um apelo direto ao rei para que este se convertesse. 

Paulo foi considerado insano naquela ocasião. Outros cristãos também têm sido assim classificados no decorrer da História. Mas quem são os verdadeiros loucos? Aqueles que, ao ouvir a mensagem de Deus, a aceitam, se arrependem e passam a praticar obras que agradam o Senhor, como Paulo e tantos outros fizeram e fazem? Ou seriam loucos os que, mesmo ouvindo a mensagem, permanecem em seus próprios caminhos, agindo como se Deus não existisse, não fosse julgar o mundo e não tivesse enviado Jesus para nos salvar? Pense nisso! 

Loucos são os que ouvem o Evangelho e, mesmo assim, ignoram o plano de salvação oferecido por Deus! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de março de 2025

Desigrejados

Por causa do aumento da iniquidade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo (Mt 24.12-13).

Leitura Bíblica: Mateus 24.1-14 

Na leitura bíblica, você prestou atenção ao que o Senhor Jesus disse no que se refere aos dias que precedem sua volta? Que o amor de muitas pessoas esfriará. Devido às últimas ações de Satanás sobre o mundo, a sobrecarga espiritual será tão grande, que poucos escaparão do mal da incredulidade, mesmo no meio cristão. Mas por que Jesus predisse aos seus discípulos profecias tão desagradáveis? A resposta é simples: para que todos os que se rendem ao seu domínio, pela fé, rendam-se também aos cuidados mútuos numa comunidade de fiéis (Rm 1.12; Gl 6.2; Ef 4.1-3). Foi para isso que o Espírito de Deus desceu e inaugurou as igrejas ou as congregações dos santos (At 1.8). 

Infelizmente, aquilo que nos tempos apostólicos era tão natural - que os cristãos se reunissem para adorar a Deus - hoje se tornou um peso para muitos; e com o esfriamento do amor, as reuniões dos seguidores de Cristo são profundamente afetadas. Muitos tentam justificar sua ausência nos cultos afirmando que estão decepcionados com as falhas de outros irmãos. Mas a Bíblia diz: “Suportem uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor os perdoou” (Cl 3.13). 

Jesus sabe que somos fracos e pequenos diante do grande desafio que a difusão do Evangelho representa à sua Igreja. Justamente por isso, em uma de suas últimas orações, rogou ao Pai que todos os que viessem a crer fossem um só, assim como ele e o Pai são um só (Jo 17.20-23). 

 Apenas unidos é que os cristãos podem cumprir o seu chamado de fazer discípulos de todas as nações, batizando e ensinando tudo aquilo que  Cristo ordenou. Dessa forma, o mundo terá a oportunidade de crer que Jesus não é um mero líder de mais uma religião, mas o enviado do próprio Deus para a salvação de todo aquele que crê. 

Como igreja, adoramos a Deus, aprendemos mais sobre a Palavra, nos encorajamos mutuamente e proclamamos o Evangelho. 

André Luís Selent, Florianópolis/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de março de 2025

Amigos de Deus

Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação (2Co 5.18).

Leitura Bíblica: Gênesis 12.1-3 

Que coisa tremenda! Abraão já estava com 75 anos, talvez se achando na reta final da vida e, com certeza, sem esperar nada novo. Estava convencido de que só tinha um legado material para deixar e, mesmo assim, para estranhos. Dificilmente alguém com essa idade faria projetos a longo prazo e, muito menos, que significassem mudanças radicais e profundas em sua trajetória. Mas Deus olhou para aquele homem e decidiu surpreender a todos, inclusive o próprio Abraão: usou um idoso para mostrar sua glória, revelar seus propósitos, seus planos, abençoando-o e fazendo dele uma bênção na Terra. Tudo isso o Senhor fez chamando Abraão para andar com ele e ser seu amigo! 

Hoje, na vida do povo de Deus, essa história se repete. Somos abençoados pelo Senhor para sermos bênção onde estivermos. Ele nos chamou com um propósito. Tudo o que faz por nós, em nós e a maneira como nos reconciliou consigo é para manifestar a sua glória. É dessa forma que nos tornamos bênção neste mundo. No caso de Abraão, Deus estava colocando em ação seu plano de formar um povo para si, em carne e osso, que revelasse à humanidade quem ele é, anunciando a sua grandeza e fidelidade. E em nosso caso? Do que se trata essa promessa de nos abençoar e de nos fazer bênção na sociedade? A mesma coisa, só que por meio da nova aliança no sangue de Cristo. Jesus veio em carne para nos abençoar e nos fazer amigos de Deus, anunciando a grandeza e a fidelidade de seu amor. Essa aliança, que nos é oferecida em Cristo, não tem limite de idade como critério de aprovação nem prazo de validade. É exclusivamente por meio da fé na graça do Senhor que somos abençoados. Era isso que Jesus estava escrevendo com seu sangue naquela cruz terrível: “Eu te abençoarei! Sê tu uma bênção!” 

Nunca é muito tarde para começar uma nova vida como amigo de Deus. 

Heloísa Oliveira Machado, Brasília/DF. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de março de 2025

Falsos ensinos

Os bereanos eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se era verdade o que eles anunciavam (At 17.11).

Leitura Bíblica: Mateus 16.1-12 

Grande parte das cartas escritas pelo apóstolo Paulo tinha um propósito em comum: combater falsas doutrinas que deturpavam o Evangelho de Cristo dentro e fora das sinagogas. Na leitura bíblica de hoje, Jesus ordenou que seus discípulos não dessem ouvidos aos ensinamentos dos mestres saduceus e fariseus. O que eles ensinavam? Os saduceus não acreditavam que Jesus estivesse com Deus na criação do mundo nem na encarnação de Deus em Jesus, pois diziam que toda matéria humana era má e, por isso, Jesus era mau; e não acreditavam na ressurreição do corpo. Em suma, não criam que Jesus era Deus, assim como os fariseus. 

No livro de Atos, Lucas contou que, quando Paulo e Silas foram pregar na cidade de Bereia, os bereanos ouviam cada palavra com muito interesse e, depois, analisavam-na e comparavam-na com a Palavra de Deus como prova real. Queriam atestar se aqueles ensinamentos eram verdadeiros. Ainda hoje precisamos estar atentos aos falsos ensinos, lutar contra o sincretismo (fusão com outras crenças) e contra as heresias para que a Bíblia não seja modificada. Devemos agir como os bereanos, que não se contentavam em só ouvir pregações, mas sim em estudar as Escrituras de forma minuciosa e temorosa. 

Em Apocalipse, João ressalta o perigo da inserção de um falso ensino nas palavras do Evangelho: “Se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que estão descritas neste livro” (Ap 22.18b-19). Sabendo dos perigos dos falsos ensinos, prepare-se para reconhecê-los e combatê-los, analisando detalhadamente o verdadeiro ensino de Cristo. 

Cuidado com os falsos ensinos. Sempre analise, na Bíblia, o que ouvir. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de março de 2025

Ele conhece você

"Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu o conheço, e dou a minha vida pelas ovelhas" (Jo 10.14-15).

Leitura Bíblica: Gálatas 4.1-7 

Impressionante como o nosso nome nos atrai a atenção. Tenho um filho pequeno de um ano e meio. Em casa, quando falamos: “Tiaaaago”, ele rapidamente aparece ou começa a procurar quem o está chamando. Você pode estar em público, cercado de pessoas, mas, quando ouve seu nome, logo tenta encontrar quem o chamou. Nós temos nome, uma história e não somos apenas mais um na multidão. 

No texto bíblico de hoje, Paulo afirma, sem meias palavras, que éramos escravos, que estávamos todos debaixo do poder, domínio e uso do mal. Se não houvesse uma intervenção de Deus na História, com Jesus, não haveria esperança nem expectativa para nós. Temos um Pai amoroso! Afinal, Deus vêm ao encontro da humanidade para nos resgatar e nos libertar da realidade do mal. O Senhor poderia nos oferecer um relacionamento de “patrão x escravos”, mas ele decidiu ir muito além. Fomos adotados como filhos e isso permite uma relação profunda e pessoal com o Pai. Deus disse: “Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome; você é meu” (Is 43.1b). 

Cristo conhece você pelo nome. No versículo em destaque, o próprio Jesus ressalta que ele conhece as suas ovelhas e nós o conhecemos. Então, o relacionamento não é de escravidão nem de medo, mas de afeto e amor, que permite que clamemos “Aba, Pai”. “Aba” significa “paizinho” ou “papai”. Somos pecadores, porém reconciliados pelo amor de Jesus e, agora, vivemos numa relação de Pai e filho. Esta é nossa identidade: filhos amados. Então Cristo sabe quem você é e o chama pelo nome. Você não é só mais um no meio da multidão. Pode ser que muitos não notem você nem o valorizem, mas não esqueça sua real identidade: a de filho amado chamado para um relacionamento com o Pai. 

Mesmo em meio a tanta gente, você não passou despercebido. Você tem nome! É filho de Deus! 

Aislan Henrique Greuel, Rio Negro/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de março de 2025

Ensinar filhos

Ensine [as instruções dadas por Moisés] com persistência aos seus filhos. Fale sobre elas quando estiver sentado em casa e quando andar pelo caminho; quando se deitar e quando se levantar (Dt 6.7).

Leitura Bíblica: Deuteronômio 9.1-9 

Atualmente, alguns pais têm deixado de ensinar aos filhos a respeito de Deus. Defendem que a criança, na hora certa, saberá como escolher o que é melhor para si mesma e, assim, abrem mão do privilégio e da obrigação de ensiná-las a respeito daquilo que é o mais importante na vida. Como isso está distante do ensino bíblico! 

Moisés, pouco antes de o povo entrar em Canaã, conforme o texto de hoje, apresenta um belo discurso. Reunindo todo o Israel, ele destaca, em especial, o papel dos líderes como pais, e os exorta a manterem no coração os ensinos que ele lhes havia transmitido sobre Deus (Dt 6.6). Fez isso porque seguir essas orientações seria a garantia do sucesso deles. Ao mesmo tempo, ele os incentivou a transmitir com insistência os ensinamentos a seus filhos para que estes também fossem abençoados. O termo original hebraico que aparece traduzido nas versões atuais como ensinar (Dt 6.7) é um verbo que indica repetição, insistência, dizer muitas vezes. Ou seja, as instruções que eles haviam recebido deveriam ser transmitidas exaustivamente aos filhos, imprimindo na mente deles, inculcando neles as verdades divinas, pois estas são indispensáveis para uma caminhada vitoriosa neste mundo e para a vida eterna no futuro. 

Pelo texto, fica claro que o assunto é importante e que aquele que conhece o Senhor não pode guardá-lo só para si, muito menos negá-lo para os seus descendentes. Assim, aqueles pais foram, e também os de hoje são, desafiados por Moisés a transmitir esse conhecimento aos filhos em várias ocasiões, em todo tempo e lugar: sentado em casa, caminhando juntos, ao se deitar e ao se levantar, lançando mão da criatividade para ensinar de forma enfática sobre Deus. 

Os ensinos a respeito de Deus são o maior legado que um pai pode deixar aos seus filhos! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de março de 2025

Abrir mão

Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele cuida de vocês (1Pe 5.7).

Leitura Bíblica: Êxodo 2.1-10 

Certa vez, alguém disse: “Às vezes é preciso abrir mão daquilo que não posso reter para receber aquilo que não posso perder”. Essa verdade aplica-se bem ao texto de hoje. Tratava-se de um contexto em que os hebreus eram escravos dos egípcios e o rei havia mandado matar todos os meninos israelitas recém-nascidos. Isso porque ele via aquele povo como uma ameaça, pois se multiplicava rapidamente. Nesse ambiente, nos deparamos com a história de Anrão e Joquebede, pais de Moisés. Joquebede engravidou e, diante da ordem do rei, só podemos imaginar a ansiedade que tomou conta desses pais ao saberem que o filho estava predestinado a morrer assim que nascesse. Esconder o bebê era um alto risco para eles. Se o pai fosse descoberto, certamente pagaria com a própria vida. Mas Deus conduziu a situação de uma forma extraordinária. O nascimento da criança ficou milagrosamente encoberto entre os egípcios, uma vez que, depois, Moisés foi “adotado” pela filha do faraó, que mandou trazer Joquebede – a própria mãe do bebê – para amamentá-lo. 

O tempo foi passando e chegou a hora de tomarem a decisão, já que o menino crescia e seria cada vez mais difícil mantê-lo escondido. Continuar vivendo sempre temerosos e angustiados escondendo o bebê ou entregá-lo ao agir e cuidados de Deus? Os pais de Moisés confiaram-no às mãos do Senhor, que cuidou melhor do que qualquer ser humano. 

E você? De qual situação precisa abrir mão na sua vida? Em algumas circunstâncias, a causa é legítima. Por exemplo, talvez você tenha orado pela conversão de alguém da sua família, mas essa pessoa não quer dar ouvidos. Pode ser o momento de entregar essa dificuldade nas mãos de Deus para que ele cuide de tudo. E você, simplesmente, ore, perdoe, entregue ao Senhor, abra mão. Ele sempre agirá em nosso favor, na hora exata, no momento oportuno e da melhor forma. Fará muito mais do que pedimos ou pensamos. 

Muitas vezes, para vermos Deus agir, é preciso abrir mão de coisas ou situações que nos causam ansiedade. 

Ingelid Gundt Pinheiro, Igrejinha/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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