4 de outubro de 2024

Conflitos na oração

Quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará (Mt 6.6).

Leitura Bíblica: Marcos 1.35-39 

Todos sabemos que orar é importante. E também sabemos como é difícil manter esse hábito. Muitas pessoas tentam reservar um tempo maior para orar. Mas logo desistem e passam a orar de forma rápida, sem dar um tempo maior e exclusivo para a oração. Orar é um exercício e, como todo exercício, é necessário criar o hábito e se esforçar. É como um exercício físico que, no início, é bem difícil de realizar, mas com o tempo se torna um grande prazer. O exercício físico faz muito bem para a saúde do corpo, e a oração é o alimento da alma. 

Comentando sobre o verso-chave, o evangelista Osvaldo Chambers disse: “Jesus não diz: ‘Sonha com o teu Pai em secreto’, mas, sim, ‘Ora a teu Pai em secreto’. A oração é um esforço da vontade. Depois de entrarmos no nosso lugar secreto e fecharmos a porta, a coisa mais difícil de fazer é orar; não conseguimos pôr ordem em nossa mente, o nosso primeiro conflito é o pensamento que vagueia. Nossa grande luta, na oração, é vencer os devaneios da mente. Temos de disciplinar a mente e nos concentrar deliberadamente na oração”. 

Quando algo quiser nos distrair, devemos perseverar, manter a porta fechada e continuar orando. Provavelmente, o que tenta nos distrair na hora da oração não é mais importante que a própria oração. Feche a porta e pense somente em Deus. Pense que neste lugar secreto você está mais perto do Senhor. Nada é mais importante do que esse momento de conversa e comunhão com ele. Sigamos o exemplo do próprio Jesus, que tinha o hábito de orar. Muitas vezes levantava de madrugada e ia até um lugar deserto para ficar a sós com o Pai. Seja nos momentos de tribulação ou nos dias mais tranquilos e comuns – em todos devemos dedicar um tempo para a oração. 

“Bendita a hora de oração, pois liga-nos em comunhão. E traz-nos fé e mais amor, enchendo o mundo de dulçor.” 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de outubro de 2024

Recuar? Nunca!

Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que creem e são salvos (Hb 10.39).

Leitura Bíblica: Hebreus 10.32-39 

A Austrália tem como símbolos o canguru vermelho e o emu – uma ave semelhante à ema brasileira, porém maior. Esses bichos aparecem no brasão de armas do país. São seus animais-símbolo por somente existirem na Austrália e também porque não andam para trás. Eles simbolizam para seus cidadãos o almejado progresso de seu país, sem nunca retroceder. 

Precisamos também dessa disposição diante das provações. Era o que precisavam os cristãos de origem judaica do primeiro século. Eles estavam sendo fortemente tentados a abandonar a sua fé em Cristo por causa das perseguições que enfrentavam. Em 60 d.C., um novo fenômeno, o cristianismo, ocupa o cenário religioso e seus adeptos começam a sofrer perseguição do Império Romano. Além disso, os cristãos judeus (ou hebreus) já eram perseguidos pela própria religião judaica, a mesma que perseguiu Jesus. 

Nessa situação, os cristãos sentiam uma grande tentação de abandonar sua fé em Cristo e voltar ao judaísmo, de onde saíram – uma religião tolerada por Roma. Para encorajá-los a permanecer firmes na fé em Cristo, foi escrita a Epístola aos Hebreus. Eles deveriam ir em frente, seguindo Jesus e jamais voltar para trás, ou seja, para a velha religião judaica, o que seria um retrocesso, pois esta apenas apontava para o cristianismo, que viera para completá-la. Por isso, no capítulo 11 dessa epístola, há uma lista de heróis da fé, que perseveraram e venceram. 

O último exemplo apresentado é do próprio Senhor Jesus Cristo que, depois de suportar o sofrimento da cruz, venceu a morte e hoje está assentado à direita do trono de Deus Pai (Hb 12.2). Muitos crentes do passado perseveraram na fé, e enfrentaram provações mais difíceis que as nossas. Por isso, caso você seja tentado a abandonar sua fé em Cristo por causa de provações e perseguições, resista! 

Quem decidiu seguir a Cristo está no melhor caminho, pois somente este nos leva à vida eterna. Não retroceda! 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de outubro de 2024

Ser conhecido

[Em Deus] vivemos, nos movemos e existimos (At 17.28a).

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 8.2-3 

Imagine alguém indo ao rio pescar com uma rede. Após lançá-la e puxá-la de volta, cheia de peixes, exclama: “Peguei todos os peixes do rio!” O que você pensaria dessa pessoa? Eu pensaria: ou ficou louca, ou não sabe muito sobre pescaria. 

Em nossos dias, encontramos muitas pessoas que pensam que sabem muito. De fato, há muito conhecimento disponível a toda pessoa. Porém, quando pensamos em nossa vida, será que conhecemos muito? O apóstolo Paulo faz uma análise que penso servir muito bem como conselho de vida. Quem julga conhecer algo, na realidade ainda não conhece como deveria conhecer. Ou seja, quem encheu a rede de peixes deve saber que no rio há muito mais do que se possa imaginar. Então, seja humilde. Não seja arrogante com uma postura de que sabe grande coisa. Penso que na sequência vem a conclusão, ainda mais valiosa: “Mas quem ama a Deus, este é conhecido por Deus” (v. 3). O que é melhor: conhecer ou ser conhecido? 

Aquele que ama a Deus e é conhecido por ele tem o privilégio de experimentar como seu coração pode estar profundamente em paz. Não fica com a sensação de ter de provar algo para alguém o tempo todo, nem de ter de entrar na onda de querer ser o detentor de todo conhecimento, de pensar que sabe tudo. Quem é conhecido por Deus tem descanso em sua vida. Isso é muito bom! 

É importante frisar ainda que o conhecimento de Deus não se resume a ter informações a respeito dele. Conhecer a Deus é relacionar-se com ele. Seu convite é ao relacionamento que acontece por causa do caminho que seu Filho, Jesus Cristo, abriu para nós ao morrer na cruz e pagar a pena pela nossa rebeldia. Nele vivemos, nos movemos e existimos. Todo ser humano só encontra propósito em sua existência quando se encontra e se relaciona com Deus. 

É maravilhoso conhecer a Deus e ser conhecido por ele. 

Alison Diogo Heinz, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de outubro de 2024

Perdão

Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais de seus pecados (Is 43.25).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 33.1-20 

Durante a 2ª Guerra Mundial, Hitler foi responsável pelo chamado “Holocausto”, que causou a morte de cerca de 6 milhões de judeus. Em 1935, Mussolini ordenou ataque contra a Etiópia, executando mais de 35 mil cidadãos. Franco, ditador na Espanha, perseguiu e matou mais de 150 mil pessoas, dentre elas protestantes, pensadores livres e intelectuais, durante o período do Terror Branco. Bin Laden comandou o ataque terrorista às torres gêmeas nos Estados Unidos em 11/09/2001, causando mais de 3200 mortes. Certamente essas ações citadas nos causam desconforto, repulsa e talvez até o desejo de executar a justiça da lei do talião: “Olho por olho, dente por dente”. 

Dá para perceber algo em comum entre essas informações tenebrosas e o rei Manassés, conforme nossa leitura bíblica, não é? Manassés queimou seus filhos em sacrifício, reconstruiu lugares pagãos de adoração, construiu altares a Baal, fez postes de idolatria para Aserá, cultuou estrelas, praticou feitiçaria, consultou médiuns, levou a nação inteira a pecar, desonrou a memória e o legado de seu pai, e deixou Deus de lado. Será que há o perdão divino para esses tipos de pessoas? Voltando à história de Manassés: ele foi duramente castigado por meio do rei da Assíria. Ali, acorrentado pelas mãos e até pelo nariz, recorreu a Deus em profundo arrependimento e, como diz o versículo 12, “humilhou-se muito”. 

A verdade, caro leitor, é que o perdão de Deus é real para todos aqueles que se arrependem e o buscam (conferir Salmo 51). Há perdão para todo tipo de pecador. O senso de justiça de Deus é infinitamente mais elevado que o nosso. Mas o perdão de Deus também é infinitamente maior que o nosso. Manassés alcançou o perdão de Deus, e nós também podemos alcançá-lo, independentemente do nosso passado. Glórias a Deus! 

“Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia” (Pv 28.13). 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de setembro de 2024

Medo

No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor (1Jo 4.18).

Leitura Bíblica: Joel 1.1-4;2.23-27 

Não faz muito tempo, ouvimos notícias de nuvens de gafanhotos causando destruição em plantações na fronteira entre Brasil e Argentina. Nuvens de gafanhotos podem comer o equivalente ao que duas mil vacas poderiam comer em um dia. Ou seja, por onde passam, causam devastação. 

O profeta Joel fala sobre uma situação semelhante que aconteceria em seu tempo. Naquela ocasião, seria uma forma de castigo do Senhor devido à infidelidade do povo, visto que a Antiga Aliança de Deus com o seu povo previa bênçãos para a obediência e maldições para a desobediência. A partir da Nova Aliança, iniciada a partir da morte e ressurreição de Jesus, a situação muda, pois essa nova aliança não depende da obediência do povo, mas sim da fé naquele que foi obediente até a morte de cruz: Jesus, o Filho de Deus. 

Hoje, ainda há nuvens de gafanhotos, fomes e desastres, mas não com o mesmo sentido, visto que a Antiga Aliança já passou. No entanto, muitas pessoas vivem com medo de situações, como a passagem de uma nuvem de gafanhotos ou qualquer outro desastre natural, por pensar que isso seria uma forma de punição divina. Não devemos desejar viver com Deus para garantir que não passaremos fome, que não enfrentaremos quaisquer problemas ou que não haverá o castigo eterno para nós. A Nova Aliança se baseia no amor e não no medo. 

Pare e pense por um instante: no que se baseia a sua relação com Deus? No amor a ele ou no medo de ir para o inferno? Deus não é um fim para algo. Ele é o fim em si mesmo. Viver com Deus não significa evitar dores e tristezas, mas significa estar com ele para sempre. Claro que se estivermos com ele na eternidade não sofreremos, mas desejar estar com ele deve ser mais importante do que pensar no meu próprio bem-estar eterno. Isso, sim, é amar a Deus sobre todas as coisas. 

Deseje a eternidade pela promessa da presença de Deus e não pelo medo do castigo eterno. 

Cléber Mateus de Moraes Ribas, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de setembro de 2024

A orquídea

Grandes são as obras do SENHOR; nelas meditam todos os que as apreciam (Sl 111.2).

Leitura Bíblica: Salmo 61.1-8 

Quando estamos tristes e abatidos, ficamos cabisbaixos, isto é, olhando para baixo. Até nossos ombros se curvam e mostram uma atitude de desânimo e desamparo. Ao viver dias, meses, ou até anos, olhando para o chão, acabamos perdendo a percepção do que acontece à nossa volta. O chão é o limite. Dizemos brincando que, se alguma coisa cair, do chão não passa. Talvez esteja intrínseco em nós que os problemas não vão passar, então, inertes, cansados e confusos, ficamos cabisbaixos, olhando para onde eles estão parados. 

Pensando nisso e na tristeza que vivi nos últimos dias, lembrei-me de uma conversa que tive com alguém que estava ao meu lado, passando pela mesma dor. Ela me perguntou se eu tinha visto que a orquídea do telhado tinha florescido. Como eu andava cabisbaixa, ainda não tinha visto. Saí, imediatamente, para olhar para cima. Talvez um pássaro tenha depositado a semente de uma linda orquídea, que se acomodou entre as telhas, cresceu e estava florindo. Mas, para vê-la, tive de levantar os olhos e apreciar. Fiz isso por vários dias, até que sua beleza floresceu e deixou mais um rastro de beleza no ar. 

E foi assim que, naquele momento, entendi que eu andava muito cabisbaixa e preocupada. Foram muitos dias convivendo com a doença, o cansaço e a tristeza. Mas Deus estava me convidando a olhar para cima, não apenas para uma flor no telhado, mas muito além, para as nuvens, para o céu azul e para ele mesmo, que estava presente em todos os momentos, fortalecendo, animando e trazendo momentos de risos em meio à dor, memórias infinitas que jamais se apagarão, amizades que se fortaleceram. Mãos e casas que se abriram e me trouxeram conforto em meio ao sofrimento. Obrigada, Deus, pelas orquídeas dos telhados! Obrigada porque o Senhor está acima de tudo e nos céus, ao mesmo tempo ao nosso lado e dentro de nós, guiando nossos passos. Amém! 

A graça do Senhor é suficiente para nós e seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza (Cf. 2Co 12.9). 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de setembro de 2024

Tolerância

Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos (Rm 15.1).

Leitura Bíblica: Romanos 15.1-7 

Na leitura bíblica, Paulo ensina o quanto a simpatia e altruísmo entre os cristãos são fundamentais para alcançarmos a unidade de espírito e, assim, glorificar a Deus. No verso em destaque, o apóstolo usa a expressão “suportar as fraquezas dos fracos”. Longe de sugerir que devemos “aturar” os irmãos mais fracos, a palavra “suportar”, no original, significa “levantar e carregar um peso”. Ou seja, os cristãos fortes devem ajudar a “carregar as cargas” dos fracos, demonstrando amor e consideração prática por eles, e colaborando com o crescimento desses irmãos. E Paulo passa a citar o exemplo do próprio Jesus que, para agradar ao Pai e cumprir sua vontade, não agradou a si próprio (v.3), e nos aceitou (v.7). 

Cristo teve de suportar insultos para não agradar a si mesmo (v.3). Quando Paulo escreveu essas palavras, não estava se referindo à divergência de temas fundamentais da fé e doutrina cristã, mas de opiniões pessoais sobre alguns assuntos, como comer ou não certos alimentos (Rm 14.1-12). Quando queremos fazer valer nossa vontade ou opinião, fica muito difícil abrir mão para agradar ao outro. 

Na verdade, o que nos falta muito é amor, vontade e humildade para abrir mão de nossa opinião e orgulho. Mas, de que adianta ter a satisfação de ganhar uma discussão e perder uma amizade? E pior: deixar de agradar e glorificar a Deus? Terminar sem esperança e sozinho por ser orgulhoso? Há pessoas tristes, sem amigos, sem um sorriso no olhar, sem esperança, sem ninguém. Por que a pessoa estaria assim? Talvez tenha sido abandonada por alguém ou não quis aceitar a opinião do outro e se afastou. Precisamos ser mais tolerantes, principalmente com nossos irmãos em Cristo. Dessa forma, estaremos cooperando com o crescimento deles, testemunhando diante do mundo o amor de Jesus e, o mais importante: glorificando a Deus! 

“Todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13.35). 

Aline Coscioni Schach, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de setembro de 2024

Fidelidade

Não tenham medo do que vocês vão sofrer. Escutem! O Diabo vai pôr na prisão alguns de vocês para que sejam provados e sofram durante dez dias. Sejam fiéis, mesmo que tenham de morrer; e, como prêmio da vitória, eu lhes darei a vida (Ap 2.10, NTLH).

Leitura Bíblica: Jó 1.19-22 

Jó é um personagem bíblico que se aproxima de um homem de bem, que os mais velhos chamariam de “boa praça”. Querido e respeitado por sua comunidade, bom pai e esposo, devoto do Senhor, patrão justo – o tipo de pessoa que ninguém imaginava que passaria o que passou. Isso porque, na visão humana, ele não fazia nada para “merecer castigo”. Na leitura do senso comum, quem passa pelas desgraças é porque possivelmente fez por merecer. 

Mas não é isso que consta nesse livro. Jó era um homem íntegro e temente a Deus, que evitava fazer o mal (Jó 1.1). Ocorre que, de um dia para o outro, Jó tem sua vida virada ao avesso. Perdeu rebanhos, patrimônio e o pior, seus filhos. Não bastasse tudo isso, perdeu também sua saúde. Que dores terríveis! Mas, segundo o livro, toda essa virada se deve ao fato de que era preciso derrubar a tese de Satanás, que afirmava categoricamente que Jó só era fiel porque tudo lhe favorecia. O custo foi alto, mas Jó prova seu amor e fidelidade ao Senhor. A história de Jó nos mostra que coisas ruins acontecem com pessoas boas, e que um servo de Deus está exposto a sofrimentos excruciantes dessa vida. Mas mostra também que são nesses momentos que o amor ao Senhor e a dependência dele são provados. 

Assim, a pessoa que ama e teme a Deus é fiel, mesmo que a vida tenha momentos completamente desfavoráveis. E essa fidelidade não está ligada ao que Deus faz, mas à pessoa dele. Isso é uma relação de amor. Como ficaria seu amor e temor ao Senhor se sofresse um revés desse tipo? Seu amor a Deus está ligado à pessoa dele ou aquilo que ele lhe dá? Como Jó, que sejamos firmes, amando e servindo ao Senhor, apesar das adversidades da vida. No final, a recompensa virá! 

O amor a Deus é demonstrado na prática quando permanecemos firmes, fiéis e obedientes, ainda que tudo dê errado. 

Marcelo Matias, Poços de Caldas/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de setembro de 2024

Censurados

Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos (2Co 8.9).

Leitura Bíblica: Mateus 23.1-12 

No texto de hoje, Jesus proferiu palavras duras sobre dois grupos religiosos. Ele orientou seus seguidores que ouvissem o que os escribas (ou mestres da lei) e fariseus ensinavam sobre o Antigo Testamento (Lei), mas que não agissem como eles. Assim, Jesus censurou esses homens que se assentavam na cadeira de Moisés. Eles sabiam tudo o que Moisés havia escrito nos primeiros cinco livros da Bíblia (Pentateuco). Eram estudiosos da lei, eruditos, e amavam estar à frente de tudo, ser vistos nas sinagogas e nas ruas fazendo suas orações. Nos banquetes da época, buscavam os melhores lugares. Eram admirados pela sociedade. 

Mas por que Jesus os censurou? Há duas questões aqui. A frase “Faça o que digo, mas não faça o que faço” explica a primeira (vs.3-4). Toda sua religiosidade exterior não condizia com o caráter deles. A segunda, muitos daqueles homens acreditavam e ensinavam que a salvação era alcançada por cumprirem rigorosamente a lei, ou seja, por seus próprios méritos. Mas Jesus deixa claro que esse modo é falho, pois todos somos pecadores e podemos a qualquer momento errar. O Senhor mostra que o esforço para realizar boas obras a fim de ser salvo é como um fardo pesado (v.5), e isso nos tornaria pessoas arrogantes, julgando que o mérito da salvação é nosso. 

O apóstolo Paulo escreveu: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). Sim, jamais conseguiríamos cumprir toda a lei, e foi por isso que Jesus veio nos salvar, pois nos seria impossível alcançar a salvação por nós mesmos. O cristão não faz boas obras para ser salvo, mas porque foi salvo. Assim, que nossas obras sejam fruto de nossa conversão a Cristo Jesus, pela fé e pelo arrependimento. 

O cristão não faz boas obras para ser salvo, mas porque foi salvo. 

Fernando Henrique de Bairros, Estrela/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de setembro de 2024

Pedras no caminho

[Deus,] consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos! (Sl 90.17b)

Leitura Bíblica: Salmo 37.18-20 

Conta-se que um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Então ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém iria tirar a imensa rocha do caminho. Mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente contornaram a pedra. Alguns até esbravejaram contra o rei, reclamando que ele não mantinha as estradas em ordem, mas nenhum tentou mover a pedra dali. 

Então passou um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao aproximar-se da imensa rocha, pôs de lado sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita força e suor, conseguiu empurrar a pedra para a beira da estrada. Ao voltar para sua carga de vegetais, notou que havia uma bolsa no local onde antes estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei, que dizia que o ouro estava destinado quem removesse a pedra do caminho. 

Aquele camponês experimentou na prática algo que muitos não enxergam: um obstáculo pode esconder uma oportunidade de melhorar sua condição. Sempre iremos encontrar obstáculos, dificuldades, pedras em nosso caminho. Podemos apenas desviar dos problemas indo por um caminho mais longo. Podemos reclamar das pedras do caminho, mas isso não vai tirá-las do caminho. Como muitos, também podemos simplesmente desistir, mostrando que somos fracos e acomodados. Mas, o que fazer? 

Como cristãos e filhos de Deus que buscam fazer a vontade dele e agradá-lo, sabemos que podemos contar com sua ajuda a todo momento. Ele é quem pode fazer prosperar a obra de nossas mãos, como mostra o versículo-chave. Quando nos depararmos com obstáculos, devemos lembrar que é o Senhor quem controla nossa vida, e com ele as dificuldades podem ser superadas e ainda se tornar uma oportunidade para o nosso crescimento. 

Seguindo com Deus não seremos prejudicados. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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