24 de setembro de 2024

Censurados

Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos (2Co 8.9).

Leitura Bíblica: Mateus 23.1-12 

No texto de hoje, Jesus proferiu palavras duras sobre dois grupos religiosos. Ele orientou seus seguidores que ouvissem o que os escribas (ou mestres da lei) e fariseus ensinavam sobre o Antigo Testamento (Lei), mas que não agissem como eles. Assim, Jesus censurou esses homens que se assentavam na cadeira de Moisés. Eles sabiam tudo o que Moisés havia escrito nos primeiros cinco livros da Bíblia (Pentateuco). Eram estudiosos da lei, eruditos, e amavam estar à frente de tudo, ser vistos nas sinagogas e nas ruas fazendo suas orações. Nos banquetes da época, buscavam os melhores lugares. Eram admirados pela sociedade. 

Mas por que Jesus os censurou? Há duas questões aqui. A frase “Faça o que digo, mas não faça o que faço” explica a primeira (vs.3-4). Toda sua religiosidade exterior não condizia com o caráter deles. A segunda, muitos daqueles homens acreditavam e ensinavam que a salvação era alcançada por cumprirem rigorosamente a lei, ou seja, por seus próprios méritos. Mas Jesus deixa claro que esse modo é falho, pois todos somos pecadores e podemos a qualquer momento errar. O Senhor mostra que o esforço para realizar boas obras a fim de ser salvo é como um fardo pesado (v.5), e isso nos tornaria pessoas arrogantes, julgando que o mérito da salvação é nosso. 

O apóstolo Paulo escreveu: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). Sim, jamais conseguiríamos cumprir toda a lei, e foi por isso que Jesus veio nos salvar, pois nos seria impossível alcançar a salvação por nós mesmos. O cristão não faz boas obras para ser salvo, mas porque foi salvo. Assim, que nossas obras sejam fruto de nossa conversão a Cristo Jesus, pela fé e pelo arrependimento. 

O cristão não faz boas obras para ser salvo, mas porque foi salvo. 

Fernando Henrique de Bairros, Estrela/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de setembro de 2024

Pedras no caminho

[Deus,] consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos! (Sl 90.17b)

Leitura Bíblica: Salmo 37.18-20 

Conta-se que um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Então ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém iria tirar a imensa rocha do caminho. Mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente contornaram a pedra. Alguns até esbravejaram contra o rei, reclamando que ele não mantinha as estradas em ordem, mas nenhum tentou mover a pedra dali. 

Então passou um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao aproximar-se da imensa rocha, pôs de lado sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita força e suor, conseguiu empurrar a pedra para a beira da estrada. Ao voltar para sua carga de vegetais, notou que havia uma bolsa no local onde antes estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei, que dizia que o ouro estava destinado quem removesse a pedra do caminho. 

Aquele camponês experimentou na prática algo que muitos não enxergam: um obstáculo pode esconder uma oportunidade de melhorar sua condição. Sempre iremos encontrar obstáculos, dificuldades, pedras em nosso caminho. Podemos apenas desviar dos problemas indo por um caminho mais longo. Podemos reclamar das pedras do caminho, mas isso não vai tirá-las do caminho. Como muitos, também podemos simplesmente desistir, mostrando que somos fracos e acomodados. Mas, o que fazer? 

Como cristãos e filhos de Deus que buscam fazer a vontade dele e agradá-lo, sabemos que podemos contar com sua ajuda a todo momento. Ele é quem pode fazer prosperar a obra de nossas mãos, como mostra o versículo-chave. Quando nos depararmos com obstáculos, devemos lembrar que é o Senhor quem controla nossa vida, e com ele as dificuldades podem ser superadas e ainda se tornar uma oportunidade para o nosso crescimento. 

Seguindo com Deus não seremos prejudicados. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de setembro de 2024

Arrependimento

Deem fruto que mostre o arrependimento! (Mt 3.8)

Leitura Bíblica: Efésios 4.22-24 

A palavra “arrependimento” no Novo Testamento vem do grego metaneo, que lemos como “metanoia”. Seu significado é “mudança de mente”. Segundo o ensinamento bíblico, o arrependimento é um estado de profunda tristeza pelo pecado e implica uma mudança de comportamento. Na teologia, o arrependimento é a mudança de mente que leva o indivíduo a abandonar o pecado e voltar-se a Deus com o coração contrito. 

Na leitura de hoje, Paulo escreve aos cristãos em Éfeso, orientando-os a abandonar sua antiga vida pecaminosa, pois agora eram cristãos. O fato é que abandonar 100% o pecado é algo que conseguiremos apenas no céu, mas a palavra de Paulo referia-se ao modo de viver daqueles que se diziam arrependidos de seus erros, mas que não lutavam para resistir a eles e vencê-los. Arrependimento sem mudança de mente, sem resistência ao pecado, definitivamente não é arrependimento. Em nosso versículo-chave, João Batista chama os mestres da lei a darem frutos de arrependimento. Ele os estava chamando para algo maior do que ouvir suas palavras ou praticar rituais religiosos. Disse-lhes que mudassem de comportamento. Ao pedir o “fruto do arrependimento”, estava lhes dizendo: “Façam algo que demonstre que vocês se arrependeram de seus pecados”. 

Isso nos lembra que Deus vê além de nossas atividades religiosas e palavras. Ele examina se a nossa conduta é coerente com o que dizemos. Logo, o que fazer após sentirmos profundo arrependimento por algum pecado? Confessamos a Deus, pois sabemos que ele não rejeita um coração contrito e quebrantado (Sl 51.17). Nosso Deus diz que a obediência é mais importante que os sacrifícios (1Sm 15.22). Sendo assim, derrame-se diante de Deus, confesse seus pecados, lute contra as tentações, molde sua mente pela mente de Cristo e busque obedecer a Deus em tudo. Esse é o verdadeiro arrependimento. 

O fruto do verdadeiro arrependimento é a mudança de comportamento. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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19 de setembro de 2024

(Des)conforto

[Servos de Deus foram] apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas (Hb 11.37-38).

Leitura Bíblica: Hebreus 11.35-38 

Em tempos nos quais se confunde vida com Cristo com sucesso neste mundo, a leitura do texto bíblico acima não deixa de ser chocante. Aliás, senti-me pequeno ao ler sobre gente dessa estatura. Tenho uma vida confortável, enquanto aqueles irmãos sofreram (e outros ainda sofrem) dor física e moral por se recusarem a trocar seu amor a Jesus pelo alívio das circunstâncias. 

Então ter conforto é ruim e devo ficar preocupado por não vagar pelas cavernas e grutas da terra? Não. O conforto não é necessariamente um mal, pois tudo vem do Pai. Mas quando o bem-estar se torna o objetivo principal da vida e toma o lugar da prioridade de qualquer cristão, que é andar com Jesus e aprender a ser como ele, o problema se torna grande. Ou o crescimento como discípulo de Cristo é a prioridade número um da minha vida, ou vivo em autoengano. 

Dar prioridade à vida de discípulo é frequentemente desconfortável, pois implica tomar a própria cruz, cortar a própria carne e resistir até as últimas consequências a qualquer coisa que tente me afastar dele. Para uns, pode significar perseguição aberta, como em certos países onde ainda hoje nossos irmãos são deportados, presos e até mortos. Mas a busca exagerada do bem-estar pode ser um inimigo sutil, muitas vezes despercebido e aparentemente justificável – uma ameaça mortal para uma vida cristã autêntica. 

Como cristãos ocidentais, vivemos imersos em um caldo de cultura que mescla a busca do prazer e a valorização do conforto. Se o bem-estar se torna um deus em nossa vida, a coisa pode ser muito séria, porque é o mesmo que abandonar Jesus perante a tentação ou dificuldade. 

Quer saber qual a prioridade da sua vida? Verifique por qual motivo você mais ora. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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18 de setembro de 2024

Às cegas!

Tu, SENHOR, manténs acesa a minha lâmpada; o meu Deus transforma em luz as minhas trevas (Sl 18.28).

Leitura Bíblica: Salmo 18.28-32 

Existe um evento chamado “Jantar Cego”, no qual o cliente tem a oportunidade de comer em um local totalmente escuro, servido por garçons com deficiência visual que, além do serviço, oferecem um show de talentos. Minha neta e o namorado foram convidados para viver essa experiência, pois eles possuem um perfil gastronômico nas redes sociais e sempre trazem novidades aos seus seguidores. No início, eles ficaram intimidados, mas logo se adaptaram e aproveitaram o momento para aguçar os outros sentidos, principalmente, o tato e o paladar. 

A empatia com as dificuldades do outro trouxe lições, gratidão e sabedoria para superar limites. O medo do escuro traz sensação de desamparo, desconforto e se intensifica quando não dominamos o espaço à nossa volta. Tememos o desconhecido, especialmente, quando não conseguimos ver o que está diante de nós. A escuridão à nossa volta pode ser física, emocional ou até mesmo espiritual. É difícil dar o próximo passo quando a fé está abalada. Mas, a vida cristã não é um passo no escuro. Embora o futuro seja desconhecido, temos um Pai que promete sempre estar conosco e nos oferece a sua mão nas horas mais escuras da vida, nos carrega e nos guia para onde precisarmos ir. 

Durante o “Jantar Cego”, há alguém monitorando o evento com uma câmera infravermelha, cuidando de todos. Qualquer incidente pode ser rapidamente contornado, pois ele está zelando para que tudo se torne um momento de prazer. O que podemos extrair dessa experiência? Que Deus nos vê em todas as circunstâncias. No claro ou no escuro, na luz ou nas trevas. Ele tem o domínio da nossa vida em toda situação. Assim, podemos viver confiantes, porque: “Mesmo que eu diga que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor, verei que nem as trevas são escuras para ti... pois para ti as trevas são luz” (Sl 139.11-12b). 

Deus pode usar ocasiões de trevas para nos ensinar lições preciosas que, provavelmente, não aprenderíamos na luz. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de setembro de 2024

Desistir e investir

Meus amados, como vocês sempre obedeceram, ...desenvolvam a sua salvação com temor e tremor (Fp 2.12, NAA).

Leitura Bíblica: Eclesiastes 1.12-18 

Nos dias de Salomão, não havia os recursos que a tecnologia hoje nos oferece. Ao que parece, ele está aplicando o que observou na natureza ao caráter das pessoas. Ele afirma que aplicou seus conhecimentos em compreender a sabedoria e a loucura, mas o resultado foi como correr atrás do vento (v.17), ou seja, perdeu seu tempo. 

A ciência tem mostrado que algumas de nossas características, como humor, aptidões, virtudes e também defeitos, vêm também de nossos antepassados. Então surgem os mecanismos de defesa: “Quem quiser que me aceite como eu sou”. Há também os que desistem de investir na mudança de seu caráter. Salomão desabafou ao afirmar que “o torto não pode ser endireitado e o que está faltando não pode ser contado” (v.15). 

Virtudes, dons, piedade e tantos outros aspectos positivos que nos faltam não podem ser contados. Poucos mencionam as virtudes que observam nos outros, mas não deixam de mencionar e comentar os defeitos. Uma prova disso é que o necessitado jamais busca auxílio numa pessoa de coração duro. O que falta não é contado jamais. O que mais nos impressiona é que Cristo investiu nos apóstolos a fim de buscar melhorar o caráter de cada um deles. Jesus, a graça encarnada, vinda de Deus, pode “endireitar o pau que nasce torto”, como diz um antigo ditado. 

Deus usa sua Palavra, seus ensinos, as circunstâncias, principalmente as mais dolorosas, mas usa também os outros para nos endireitar, ou seja, para que fiquemos cada vez mais parecidos com Jesus (Ef 4.13). Essa é a razão pela qual nunca devemos desistir de melhorar nosso caráter. Quando recebemos a salvação, somos no mesmo instante justificados. Então começamos o crescente e constante processo de santificação, que só terminará quando chegarmos ao céu. 

Louvemos a Deus pela certeza de que sua graça nos aperfeiçoará. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de setembro de 2024

Deixe a luz brilhar

Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12).

Leitura Bíblica: Mateus 5.14-16 

Todas as vezes que nos referimos à luz, pensamos em claridade, brilho, ser visível a todos. Não é diferente na leitura bíblica indicada para hoje, que nos impulsiona a manter a nossa luz acesa como um farol que aponta na direção de Deus. 

Em nossos dias, muito se fala sobre Deus, e às vezes falamos sobre o Senhor como se todos soubessem, de fato, quem ele é. Na verdade, o mundo desconhece Deus por falta de conhecimento e de leitura bíblica. Assim, se queremos que ele seja conhecido, e não apenas citado pelo mundo, as pessoas precisam conhecer algo prático a respeito dele. Nesse contexto, você e eu, que o conhecemos um pouco mais porque já tivemos um encontro com ele, devemos mostrar as boas obras que ele já realizou nas nossas vidas. Dessa forma, muitos sentirão o desejo de conhecer a Deus vendo as transformações que ele já fez em nós. 

Manter a luz acesa significa tornar visíveis os atos poderosos de Deus em nossa vida, tornando-nos um farol que aponte para o Criador. A nossa luz precisa resplandecer para que as pessoas ao nosso redor enxerguem em nós a direção correta a seguir no meio das trevas e das situações que causam insegurança ou medo. 

Não permita que situações adversas e pecados apaguem a luz de Jesus em você. Essa luz tem que brilhar, manter-se acesa e ser acessível para que as pessoas que precisam conhecer Jesus vejam em nós o caminho que as conduzirá à salvação. 

Por isso, devemos ter cuidado para que a nossa luz nunca se apague por causa do pecado. Estejamos limpos e prontos para ser o farol cuja luz, que é Jesus, aponta o caminho para Deus. Que muitos conheçam o Senhor e desejem segui-lo depois de olhar para nossa vida. Se nossa luz estiver acesa, o caminho para Jesus ficará bem visível e convidativo. 

As trevas não têm chance onde a luz de Jesus brilha. 

Clarice Tammerik Inácio da Silva, Santo André/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de setembro de 2024

Passado

Contudo, vocês perguntam: “Por que o filho não partilha da culpa de seu pai?” Uma vez que o filho fez o que é justo e direito e teve o cuidado de obedecer a todos os meus decretos, com certeza ele viverá (Ez 18.19).

Leitura Bíblica: Zacarias 1.1-6 

Conheci pessoas com um passado familiar muito triste que, de certa forma, lhes afetava o presente. Alguns não conheceram seus pais, e outros sofreram violência por parte deles. Uma dessas pessoas foi um menino adotado por uma família muito querida quando ainda era criança. Ele conhecia sua família biológica e sabia que boa parte de seus irmãos seguiram a vida do crime. Por isso, ele acreditava que seguiria o mesmo caminho dos irmãos de sangue. Infelizmente, muitas pessoas acreditam que é inevitável abandonar uma vida de tristeza, pecados e dor devido à sua condição familiar. E uma vez que seus ascendentes viveram longe de Deus, praticando obras más, acreditam que não têm a possibilidade de escapar desse ciclo de impiedade. 

Na leitura de hoje, o Senhor fala por meio do profeta Zacarias ao povo judeu que se volte a Ele, diferentemente de seus antepassados, que se afastaram e abandonaram o Senhor. Eles pecaram e fizeram coisas que o Senhor desaprova. Por isso, o profeta os alerta para que não vivam como os seus antepassados, uma vez que estavam de volta do cativeiro babilônico – um castigo para o povo por ter se afastado de Deus. Se eles se voltassem para o Senhor, Ele se voltaria para eles, pois Deus não rejeita um coração quebrantado (Sl 51.17). 

Talvez os seus ascendentes tenham vivido longe do Senhor, alguns até tenham feito coisas terríveis e você considera que é impossível escapar do mesmo destino. Saiba que Deus é rico em misericórdia e tem poder para permitir que você escreva uma história diferente daqui para frente. Quanto ao que já foi feito, ele é fiel para nos perdoar e nos purificar se nos arrependermos, crendo que Jesus já levou sobre si o castigo pelos nossos pecados (Is 53.4-5). 

Deus oferece uma nova vida a todo aquele que crê em Jesus, independentemente do seu passado. 

Cléber Mateus de Moraes Ribas, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de setembro de 2024

Tentação e pecado

Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 6.23).

Leitura Bíblica: Josué 7.19-22 

O texto bíblico conta que a ira de Deus se acendeu contra Israel porque Acã, filho de Carmi, roubou algumas coisas. Ele tomou posse indevidamente de uma capa feita na Babilônia; de 2,400 quilos de prata; e de uma barra de ouro de 600 gramas. Um artigo de um jornal antigo – “A Mensagem” – menciona o pecado de Acã e faz a seguinte pergunta: Quando começou o pecado deste homem? A resposta foi a seguinte: “O pecado deste homem não começou no primeiro momento, quando ele viu aquelas coisas, porque é bem possível que não pudesse deixar de vê-las. O pecado começou no momento seguinte, quando ele deixou os seus olhos se fixarem nas coisas proibidas. O pecado não foi por ver, mas por olhar e continuar a olhar”. 

É verdadeira esta afirmação: A tentação em si mesma não é pecado, mas, sim, o ato de ceder à tentação. Acã cedeu à tentação: olhou, cobiçou, tomou para si e escondeu. “Se ele não cedesse à tentação da vista, não teria chegado a outro pecado, o de cobiçar. Se ele não cobiçasse, não procuraria tomar para si a coisa proibida. Se ele não a tomasse, não a esconderia” (Harold H. Cook). Essa progressão do pecado leva à morte. Foi o que aconteceu no caso de Acã. 

Devemos tomar cuidado para não dar concessão ao pecado. Se fraquejarmos a cada tentação, ficará mais difícil suportá-la. As consequências serão cada vez maiores, atingindo, inclusive, as pessoas mais próximas de nós. No caso de Acã, a ira de Deus se acendeu contra todo o povo de Israel. É importante lembrar: ser tentado não é o mesmo que pecar. O próprio Jesus foi tentado e não pecou. Muitas pessoas já se sentem condenadas só pelo fato de serem tentadas. Por isso, vão logo cedendo à tentação. Sejamos sóbrios. Tentação não é pecado, desde que nos afastemos dela. 

Resistir à tentação é a única forma de apagar o seu ardente apelo. 

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11 de setembro de 2024

Planejado

SENHOR, tu és o meu Deus; eu te exaltarei e louvarei o teu nome, pois com grande perfeição tens feito maravilhas, coisas há muito planejadas (Is 25.1).

Leitura Bíblica: Isaías 25.1-5 

Existem épocas em nossa vida, e também na história deste mundo, em que as coisas parecem estar fora do controle. Há situações bem difíceis de serem explicadas, sem contar aquelas para as quais nem sequer temos palavras. O profeta Isaías viveu numa época de muita iniquidade e apostasia (abandono da fé). Havia muita destruição ao seu redor. Cidades e povos foram completamente aniquilados. Como viver numa realidade como essa? Parece difícil até manter o ânimo. 

Todavia, percebemos em Isaías alguém que não perdeu a esperança. E como ele conseguiu fazer isso? Seus olhos não se fixaram na destruição ao seu redor e no abandono da fé do seu povo. Ele olhava para Deus e louvava o seu nome. Percebeu que, mesmo em meio ao caos, Deus tinha feito maravilhas e coisas há muito planejadas. Nada do que estava acontecendo ao seu redor estava fora do controle de Deus. Por isso Isaías aponta para o Senhor e tenta mostrar ao seu povo que Deus lhes traria salvação. O povo que vivia em trevas ainda poderia ver a salvação vinda da parte de Deus. Que exemplo Isaías é para nós! Também não precisamos sucumbir diante do caos do nosso tempo. 

Podemos olhar para Deus e assim nosso coração se enche de esperança e alegria. Porque ele é a nossa salvação em Jesus Cristo. Mesmo que este mundo nos faça sofrer, nada pode nos separar do amor de Deus (Rm 8.39). Por isso, quero convidar você a exaltar e louvar o nome de Deus. Em breve, o nosso Senhor voltará a este mundo, e toda dor e todo sofrimento deixarão de existir. Nossas lágrimas serão substituídas por cantos de alegria. Não haverá mais iniquidade, corrupção e nenhum tipo de maldade. O Senhor será nosso Deus e também será o nosso governo. Que futuro maravilhoso está preparado para aqueles que esperam no Senhor! Tudo já está planejado e preparado! Confie! 

Aqueles que confiam no Senhor sempre têm motivos para louvar e ver coisas maravilhosas mesmo em meio ao caos. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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