8 de julho de 2024

Emprestado

Os ímpios tomam emprestado e não devolvem, mas os justos dão com generosidade (Sl 37.21).

Leitura Bíblica: Salmo 37.21-24 

Você já pegou alguma coisa emprestada de alguém? Já fez a devolução? Trabalho numa livraria e, vez por outra, ouço alguém dizer que emprestou um livro ou um CD e nunca o recebeu de volta. Esses são itens pequenos e podem ter um valor razoavelmente baixo, todavia, a devolução não deve estar baseada no valor, mas sim na honestidade. 

Jesus disse: “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito. Assim, se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas? E se vocês não forem dignos de confiança em relação ao que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?” (Lc 16.10-12). Não devolver o que foi emprestado é comportamento de uma pessoa ímpia, ou seja, de alguém que não teme a Deus. E nas palavras de Jesus, se não somos dignos de confiança em relação ao que é do outros, o que seria nosso pode não nos ser entregue pelo próprio Deus, ou seja, Deus pode reter as bênçãos sobre a nossa vida. 

No texto de hoje, isso fica muito claro: “aqueles que o Senhor abençoa receberão a terra por herança, mas os que ele amaldiçoa serão eliminados” (v.22). Ser honesto e fiel mesmo nas menores coisas, como na devolução de um livro, honra e glorifica a Deus. Ele se alegra quando agimos do mesmo modo que ele agiria se estivesse em nosso lugar. Faça-se a pergunta com frequência: o que Jesus faria neste exato momento? Analise sua vida. Você está agindo com fidelidade ou precisa devolver algumas coisas e mudar hábitos que Deus reprova? Releia o versículo em destaque. Os justos, além de não ficarem com aquilo que é dos outros, ainda têm a alegria de serem generosos. Faça você uma análise das pequenas coisas da sua vida que podem estar fazendo uma grande diferença, como abrindo ou fechando as portas das bênçãos de Deus. 

"O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada" (Sl 37.23). 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de julho de 2024

Honestidade

Quem pratica a fraude não habitará no meu santuário; o mentiroso não permanecerá na minha presença (Sl 101.7).

Leitura Bíblica: Provérbios 12.22 

Honestidade é uma qualidade integral do ser humano: somos honestos ou desonestos. Não podemos ser honestos apenas de vez em quando. Nem podemos ser honestos numa área especifica: não roubo ninguém, mas sonego impostos. Conto muitas verdades, mas nem sempre. O Brasil e muitos outros países infelizmente não são referências de honestidade. 

Em casa, aprendemos com nossos pais, que são os construtores de nosso caráter. Numa nação, os líderes muitas vezes dão o exemplo de como boa parte dos cidadãos vai se comportar. Se o exemplo deles é mau, muitos se sentem no direito de agir da mesma forma que eles. Os mais antigos devem se lembrar de um comercial em que o jogador de futebol dizia que queria levar vantagem em tudo. 

Na vida escolar, a cultura do povo sai prejudicada, pois as disciplinas chamadas “humanas”, como História, Geografia, Filosofia etc., que se propõem a estudar o ser humano e a sociedade, são mutáveis e são ensinadas conforme os valores da sociedade na época. Já as matérias exatas, como Matemática, Física, Química etc., que são imutáveis, utilizam cálculos exatos para resolver problemas. Já pensou nisso? 

Quando uma ponte cai, pode ter sido erro de cálculo ou uso de material diferente do recomendado no projeto. Na primeira hipótese, houve incompetência, e na segunda, desonestidade. Honestidade não faz parte dos currículos escolares, ainda que sua falta possa custar vidas. 

Os textos bíblicos acima e outros deixam claro que o Senhor abomina a desonestidade nos negócios e a mentira (Pv 11.1; 16.13; 20.23). Você é honesto ou mais ou menos? Quer mudar e viver de modo íntegro? Sugiro a leitura do Livro de Provérbios, que aborda o caráter, a integridade e os relacionamentos. Busque conhecer o Senhor por meio das Escrituras e ande conforme os seus ensinamentos. 

“Pois tu, SENHOR, abençoas o justo; o teu favor o protege como um escudo” (Sl 5.12). 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de julho de 2024

Contrastes

Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros (Fp 2.4).

Leitura Bíblica: Jó 2.11-13 

Há alguns anos, fui com algumas senhoras da igreja visitar uma mãe que tinha perdido seu filho mais velho, aos 32 anos de idade, num trágico acidente de carro. Saindo daquela visita, seguimos para ver uma jovem mãe, que tinha acabado de dar à luz um lindo menininho. O contraste entre as visitas foi gritante. Numa casa o luto era palpável, o choro era derramado e as visitas chegavam pesarosas tentando animar e consolar aquela mãe sofrida e dolorida; na outra, o ar se enchia de alegria e festa. O choro, só mesmo de um bebezinho faminto, e sorríamos com a mãe orgulhosa, com o filho aconchegado em seus braços. 

Mas a presença do Senhor era o conforto na tristeza e a gratidão na alegria. Nosso bondoso e amoroso Deus estava presente, tanto na casa do luto (uma imensa mansão), como no pequeno, simples, aconchegante e alegre apartamento. Em ambas, a Palavra de Deus foi lida e proclamada, orações foram erguidas aos céus e ações de graça foram testemunhadas pela fidelidade do Senhor. Na tristeza e na alegria, na bondade e no consolo, no dar e no tirar, na vida e na morte, Deus é presente e consolador em todas as circunstâncias. Que assim seja a nossa vida. Um testemunho em tempos de paz ou de guerra, de saúde ou de doença, de fartura ou de necessidade. 

Enquanto muitas famílias choram a perda dos seus queridos, crianças continuam nascendo, trazendo alegria e renovação. Enquanto terríveis doenças nos rondam por todos os lados, curas estão sendo celebradas e vitórias têm sido alcançadas em diversas situações. Por isso, em todo tempo, somos gratos e louvamos ao nosso Deus onipresente, onisciente, onipotente, grande defensor e consolador. Que os contrastes nos façam entender que a vida e a morte estão nas mãos de Deus. A nós compete, com sinceridade, chorarmos com os que estão tristes e nos alegrarmos com os que estão felizes. 

Basta, em cada situação, nossa presença, nossa empatia, nossas lágrimas ou nosso sorriso. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de julho de 2024

Revelação

Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos (Sl 19.1).

Leitura Bíblica: Hebreus 1.1-4 

A Bíblia é muito clara ao mostrar que Deus, em sua bondade e misericórdia, se revelou e se revela a nós, pobres mortais. Ele revela sua vontade e sua própria pessoa; mostra quem ele mesmo é. Uma das formas pelas quais ele faz isso certamente é a natureza (Sl 19.1). Uma pessoa que contempla o céu, a terra, o mar, as florestas e a criação em geral, e conclui que tudo surgiu por acaso, por algum processo espontâneo, sem a intervenção de uma mente muito superior à nossa, precisa ter uma fé extraordinária no elemento acaso. Precisa ter uma fé muito maior do que os cristãos em geral têm ao reconhecer Deus como o Criador de todas as coisas. 

Mas, de acordo com o texto da leitura de hoje, até o momento em que o escritor o anotou, Deus já havia se revelado de muitas maneiras, também por meio dos profetas. Para comprovar isso, é só fazer uma leitura atenta do Antigo Testamento, onde encontramos vários registros sobre Deus se revelando aos profetas e ao povo por visões, sonhos, pregações, interpretações de fatos históricos e outras formas. Porém, em especial, na época próxima à vida do autor de Hebreus, Deus nos deu a grande revelação sobre ele mesmo, seu Filho Jesus! 

Como bem mostra o texto, Jesus é a expressão exata de quem e do que é Deus (Hb 1.3). Em outras palavras, quem vê Jesus vê Deus, como o próprio Jesus afirmou a Felipe quando este pediu que ele lhes revelasse o Pai. Diante da pergunta, Jesus respondeu: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14.9b). 

Sim, Deus não é um ser que vive distante, escondido na imensidão do universo que ele mesmo criou e sustenta. Ele se revelou de muitas maneiras e, em especial, por meio de seu Filho Jesus. Assim, quem deseja conhecer Deus profundamente precisa olhar para os Evangelhos, que nos dão uma boa amostra dos atos, ensinos e pensamentos de Jesus, a grande revelação de Deus aos homens. 

Jesus é a grande revelação de Deus! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de julho de 2024

É por nós

Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31b)

Leitura Bíblica: 2 Reis 6.8-17 

Meu primeiro contato com a frase do versículo destacado foi na infância. Minha mãe me fez essa pergunta, e eu respondi que o diabo era contra nós. Ela então me explicou que o versículo não se referia aos opositores de Deus em si, mas que era uma forma de expressar que nenhum adversário sairia vencedor, e por isso a resposta para a pergunta seria: ninguém. Assim, ainda criança, eu ficava maravilhado imaginando Deus como um super-herói imbatível, e saber que ele estava do meu lado me dava uma sensação incrível! 

A leitura de hoje é uma clara ilustração de que nada nem ninguém pode se opor a Deus. O rei sírio frequentemente invadia o norte de Israel, levando de volta consigo escravos e bens. A batalha em questão seria facilmente vencida pelos sírios: possuíam um exército humano mais poderoso, mais carros de guerra e mais cavalos. Mas ignoravam que não há quem prevaleça contra Deus. Em Israel havia um profeta de Deus, Eliseu, que recebia do Senhor todas as informações táticas e estratégicas do rei sírio. Ele imediatamente passava isso ao rei, que então tomava precauções para não cair nas armadilhas. Quando, por fim, Eliseu e seus servos ficaram cercados pelas tropas sírias e o perigo era mais que iminente, um de seus servos sentiu medo. Já Eliseu estava totalmente em paz, pois sabia que Deus era com ele. Para dar ao servo a mesma tranquilidade, Eliseu pediu que o Senhor permitisse que também o rapaz visse o cuidado de Deus: um enorme exército de anjos com cavalos e carros de fogo em torno deles. 

Quantas batalhas temos enfrentado em nossa vida? O contexto de Romanos 8 mostra que “Deus é por” todo aquele que o ouve e faz sua vontade. Então, se você anda com ele todos os dias, veja bem: Deus é por você! Não há adversidade capaz de arrancar você da mão dele. Se Deus é por nós, somos mais que vencedores. Assim como Deus foi por Eliseu e Israel, assim também é por nós. 

A vitória que vem de ter Deus ao nosso lado é ver como absolutamente tudo contribui para o nosso bem. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de julho de 2024

Adoração

Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto (Mt 4.10b).

Leitura Bíblica: Apocalipse 22.8-9 

As coisas tremendas que o apóstolo João viu e ouviu, como a cidade eterna (Ap 21 e 22), devem tê-lo deslumbrado, ainda mais por estar preso na ilha-presídio de Patmos por causa do evangelho. Viver ali devia ser difícil para um homem já idoso, possivelmente sujeito a trabalhos forçados. Mas foi lá que o Cristo glorificado lhe apareceu e o consolou (Ap 1.9-20). E foi lá que ele recebeu as revelações estupendas do Apocalipse. 

Apesar de sua já longa caminhada com Jesus, João se sentiu pequeno diante do anjo, a ponto o impacto das revelações recebidas o levar a ajoelhar-se para tentar adorar o mensageiro (v.8b). Não é essa a tentação que enfrentamos ao estar diante de alguém poderoso e extraordinário? O velho e experiente João cedeu a ela por duas vezes (Ap 19.10 e 22.9). 

Mas o anjo reagiu, prontamente repreendendo João: “Não faça isso!” Como porta-voz de tão grandes revelações, o anjo poderia ter aceitado a adoração de João e assim sentir-se um deus. Mas ele foi humilde o suficiente para lhe dizer: “Sou servo como você e seus irmãos, os profetas, e como os que guardam as palavras deste livro”. Ele exigiu de João uma só atitude: “Adore a Deus!” Só Jesus Cristo, o Filho de Deus que se fez homem para receber em nosso lugar nossa justa condenação à morte, aceitou adoração e dela é digno (Ap 5.12-14). 

Qualquer representante legítimo de Deus sempre exortará as pessoas a adorarem somente ao Senhor, o Deus único e verdadeiro. Jamais aceitará ou exigirá culto a si mesmo, a um deus, a um anjo ou a um homem. Paulo e Barnabé rejeitaram a adoração que os habitantes de Listra lhes dirigiram (At 14.8-18). O anjo Lúcifer quis ser adorado como Deus e foi expulso do céu. Nabucodonosor, em seu delírio, se achava um deus e acabou comendo grama com os bois. Herodes aceitou ser adorado e foi comido pelos vermes. Por que imitá-los? Ou por que se prostrar a alguém menor do que Deus? 

Deus, Criador, Sustentador e Consumador de todas as coisas, é o único digno de toda a adoração. 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de junho de 2024

Fé firme

Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio (2Tm 1.7).

Leitura Bíblica: 2 Timóteo 1.6-14 

“E aí, firme?”, perguntou-me alguém que há muito tempo eu não via. A questão tem várias opções de resposta: “Firme em quê?”, por exemplo. 

Na leitura bíblica de hoje, o apóstolo Paulo escreve a Timóteo, um jovem pastor, enfatizando que ele deveria manter vivo o dom que recebeu de Deus, mesmo diante de problemas por conta de sua fé em Cristo. Cada pessoa deve fazer uma avaliação de sua fé. Será que sua convicção está firme o suficiente para chegar à eternidade? Devemos estar atentos, porque a fé de uma vida inteira pode estar depositada no lugar ou na pessoa errada. Paulo destaca uma fé que rompe o tempo e o espaço. É eterna, com Deus. O apóstolo foi preso por não ter vergonha de testemunhar de Jesus (v.8), sabendo que não foi escolhido por mérito pessoal (v.9). Ele diz: “Eu sei em quem tenho crido” (v.12). Essa convicção em Cristo conduziu Paulo a uma firme certeza quanto ao grande dia, o dia do encontro com o Senhor. 

Esta geração está vivendo tempos difíceis. Questões ideológicas se contrapõem a princípios bíblicos em todos os poderes, institucionalizados ou não. O que está por vir? Não sabemos com exatidão. Podemos imaginar. Diante desta realidade, temos outra informação: dias melhores estão chegando, não aqui, mas na eternidade. 

Como está sua fé em Jesus Cristo? Está firme? Você tem sido fiel a ele? A orientação bíblica é manter-se fiel ao padrão que reside na pessoa de Cristo (v.13). A Bíblia ressalta dois tipos de construções: uma edificada sobre a rocha e outra sobre a areia (Mt 7.24-27). Os problemas vieram para ambas, mas a que prevaleceu inabalada foi a que estava sobre a rocha. Jesus é a Rocha que atravessa os séculos. Ele é a Rocha Eterna. Se sua fé está firmada no que pode ruir, atenção! Isso não é firmeza, é só beleza. 

Sua fé está tão somente em Jesus Cristo? Então você está preparado para o último dia, que pode ser hoje. 

Leonel Freitas de Carvalho, Itaporanga/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de junho de 2024

Jeito certo

Porquanto há uma hora certa e também uma maneira certa de agir para cada situação (Ec 8.6a).

Leitura Bíblica: 2 Samuel 6.1-8 

O Brasil, além de suas belezas e encantos, é conhecido pelo chamado “jeitinho brasileiro”. É possível que você já tenha lançado mão dele – eu sei que eu já o fiz! Quando algo que julgamos certo e necessário deve ser feito ou resolvido, mas as circunstâncias não são favoráveis, o “jeitinho brasileiro” cria mecanismos extras para que aquilo ocorra no tempo e da forma que queremos. E volta e meia isso gera transtornos e problemas, já que normalmente o “jeitinho” envolve desvios indevidos. 

A questão é que Deus não é adepto do jeitinho brasileiro. Com o Senhor, tudo precisa ser do jeito certo e no tempo certo, porque ele não gosta de atalhos. Vimos isso no caso de Abrão e Sarai, por exemplo, quando usam Agar, sua escrava, numa tentativa de dar um “jeitinho” para que a promessa de Deus se cumprisse. O final, já sabemos: mais problemas. O Senhor se agrada quando, pela fé, aguardamos o seu tempo e fazemos tudo de acordo com suas orientações. No caso da morte de Uzá, não foi diferente. Havia orientações claras sobre quem poderia transportar a arca, quando e como isso deveria ser feito. Todas as diretrizes eram bem específicas. Contudo, Uzá e os outros, embora com boas intenções, foram fazer o serviço de forma diversa da vontade de Deus. Quando se viu então diante de um imprevisto, Uzá recorreu a mais um jeitinho, tocou na arca e caiu morto. O problema não foi apenas o toque de Uzá na arca, que era proibido. O problema é que todos (inclusive Davi), embora com boa intenção, tentaram fazer o que julgavam certo da forma errada. 

Deus quer obediência irrestrita. Ele não precisa de nossa ajuda. Quando obedecemos e andamos do jeito que Deus quer, evitamos tropeços, tragédias e desastres. Assim, a melhor forma de viver bem é fazer tudo do jeito de Deus, aguardando pelo tempo dele. 

O jeito de Deus é sempre o jeito certo. 

Marcelo Matias, Serafina Correa/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de junho de 2024

Deus provê

Então [o auxiliar de Eliseu] serviu [pães de cevada] a todos e, conforme a palavra do SENHOR, eles comeram e ainda sobrou (2Rs 4.44).

Leitura Bíblica: João 6.1-15 

Em pelo menos duas ocasiões, Jesus multiplicou pães e peixes para alimentar multidões. Esse milagre revela muito a respeito de sua pessoa, seu caráter bondoso e sua misericórdia para com os necessitados. Em especial, mostra que ele é Deus supridor, que tem domínio sobre todas as situações, podendo modificá-las no momento em que escolher e da forma que desejar. 

O texto da leitura bíblica de hoje mostra que Jesus vê a multidão com fome e resolve alimentá-la antes de despedi-la. O problema é que ele e os discípulos não tinham alimentos disponíveis nem recursos suficientes para adquiri-los. Porém, suprir essa falta não foi problema para o Senhor. Repetindo em escala muito maior um milagre que Deus realizou por meio de Eliseu (2Rs 4.42-22), da escassez extrema Jesus extraiu alimento em abundância para todos. Diz o texto em João que cada um comeu quanto desejou comer (v.11). Não houve qualquer tipo de limitação. E ao final do grande banquete, ainda foram recolhidos 12 cestos dos pedaços que sobraram. Que festa maravilhosa! 

A expressão popular “o pouco com Deus é muito” se mostra verdadeira na leitura bíblica aqui utilizada, assim como em muitas outras e em várias experiências cristãs do dia a dia. Na verdade, Jesus, como Deus que é, não precisaria de peixinhos e pães para realizar o milagre. O povo de Israel foi alimentado durante 40 anos pelo pão do céu (maná) no deserto. Assim, a multidão que seguia Jesus poderia ter sido alimentada até a partir do nada. Mas o desejo do Mestre era transformar aquele pouco em abundância. Fica a lição para nós, cristãos: Jesus se preocupa com aqueles que o seguem. Então, mesmo no meio de dificuldades, descansemos no cuidado divino, pois, sendo da vontade de Deus, mesmo o pouco ou o irrisório pode ser transformado em muito. 

Confiemos sempre naquele que transforma o pouco em muito! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de junho de 2024

Interesse

“E vocês, o que dizem?”, [Jesus] perguntou. “Quem vocês dizem que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus” (Lc 9.20).

Leitura Bíblica: João 6.25-27,60-69 

Certa vez, um professor pediu que nos apresentássemos. Ele frisou que todos deveriam dizer quem eram. Os alunos começaram a falar, um de cada vez, apontando o que realizavam profissional e ministerialmente. Alguns falaram que eram professores; outros, pastores; e assim por diante. Quando muitos já haviam se apresentado, o professor chamou a nossa atenção para o fato de que não falamos quem éramos e sim o que fazíamos. Todos realizavam diferentes tarefas e funções, mas todos eram diferentes em sua essência, ou seja, o que fazíamos não dizia realmente quem éramos. 

Que lição aprendemos naquele dia! Aquilo me fez pensar na relação que temos com outras pessoas. Muitos se relacionam conosco não por quem somos, mas pelo que podemos lhes oferecer, seja com nossa profissão, seja com nossas habilidades. Mas nem todos desejam se relacionar conosco apenas por quem somos. 

O texto da leitura de hoje se passa depois de Jesus ter multiplicado pães e peixes para alimentar uma multidão. Jesus tinha ido a outra região, e a multidão o seguiu até que o encontrou. Naquele momento, seus discípulos estavam com ele e o Senhor fala palavras duras para todos – eles precisavam crer verdadeiramente nele e não apenas segui-lo pelo que ele poderia lhes oferecer. Podemos ver nesse relato que Jesus era seguido por três grupos de pessoas: aqueles que desejavam apenas o que dele poderiam obter; aqueles que o seguiam, mas também desejavam apenas o que ele poderia oferecer; mas havia aqueles que o seguiam não apenas pelo que Jesus poderia fazer por eles, mas porque verdadeiramente o queriam antes daquilo que ele pudesse lhes dar. Estes criam nele e não tinham interesse somente em seus feitos. Hoje ainda há pessoas assim. Em qual das categorias nos encaixamos? Você busca relacionar-se com Jesus ou apenas receber o que ele pode lhe dar? 

Jesus não quer apenas lhe dar presentes - ele é o próprio presente. 

Cléber Mateus de Moraes Ribas, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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