15 de março de 2024

Palavras vãs

Vocês, porém, me difamam com mentiras; todos vocês são médicos que de nada valem! (Jó 13.4)

Leitura Bíblica: 2 Timóteo 2.14-19. 

Vivemos em um período da história classificado por alguns como época da pós-verdade, quando o fato deixa de ser importante para muitos comunicadores, e a intenção do discurso toma o seu lugar. Obviamente, isso causa insegurança generalizada, pois, por exemplo, ao ouvir uma notícia, não se sabe de imediato se é verdade, se descreve o que realmente aconteceu ou se está apenas sendo utilizada como instrumento de propagação de determinada ideia ou ideologia. Assim, ao acessar alguma informação, fica cada vez mais clara a necessidade da seguinte pergunta: por que foi dito isso? Que intenção há por trás dessa divulgação? Estão tentando me induzir a acreditar em algo? 

O conceito pós-verdade realmente é novo, mas a estratégia é antiquíssima. Paulo, escrevendo a Timóteo em nossa leitura de hoje, já alertava sobre a divulgação de ensinos que não estavam de acordo com os fatos. No caso, alguns anunciavam que a ressurreição dos cristãos já havia ocorrido, notícia que não condizia com a realidade, mas que foi suficiente para desviar alguns da fé. Ele também mostra o antídoto contra esse veneno que corrói como câncer (v.17) em relação ao estrago que ele poderia fazer no meio cristão. Paulo alerta Timóteo a se apegar e a utilizar bem a palavra da verdade, ou seja, ficar firme nos ensinos que dele havia recebido e que estavam de acordo com a Palavra de Deus. 

Em uma época como a nossa, repleta de comunicadores que manipulam as informações a fim de destruir a nossa fé, fica cada vez mais difícil de saber o que é verdade e o que é mentira. Assim, faz-se extremamente necessário conhecer a palavra da verdade, procedente de Deus e registrada na Bíblia, e se apegar a ela. Lembremo-nos também das palavras de Jó, que bem alertavam seus conselheiros para a inutilidade das palavras em desacordo com os fatos (Jó 13.4). 

Diga não às palavras vãs apegando-se à palavra da verdade! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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14 de março de 2024

Promessa divina

Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo (2Tm 2.13).

Leitura Bíblica: Josué 21.43-45. 

O livro de Josué relata a conquista da terra de Canaã, por Israel. Cada uma das doze tribos recebeu sua parte. A promessa feita por Deus a Abraão, 400 anos antes, se cumpriu. Deus havia prometido que faria dele uma grande nação e fez isso. Prometeu a terra de Canaã aos hebreus e eles ocuparam a terra, e tantas outras promessas. Em nenhuma delas Deus falhou. Tudo que ele havia prometido se cumpriu. 

Deus é fiel para cumprir tudo o que promete. Nós, falhos e pecadores, muitas vezes temos dificuldade de nos apropriar das promessas de Deus em nossa vida e de confiar nele em meio às adversidades. O que prometeu, ele há de cumprir. Sua Palavra, a Bíblia, está cheia de promessas, e a certeza de que são verdadeiras nos encorajam a prosseguir. 

Vejamos algumas delas: 1) Salvação: “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” (Rm 10.9);

2) Perdão dos nossos pecados: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9);

3) Presença constante de Jesus: “E eu estarei com vocês até o fim dos tempos” (Mt 28.20b);

4) Podemos levar a Deus nossas angústias e preocupações e ter certeza de que ele cuida de nós: “Lancem sobre ele todas as suas ansiedades, porque ele tem cuidado de vocês” (1Pe 5.7);

5) Por mais que soframos perseguições por sermos fiéis a Jesus, temos a promessa de que ele nos recompensará: “Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida” (Ap 2.10);

6) A volta de Jesus: “Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da mesma forma como o viram subir” (At 1.11b). 

Quando faltar ânimo e sentir-se sem esperança diante das dificuldades, volte-se para as promessas de Deus e encontrará força para prosseguir. 

Confiar em Deus e em suas promessas nos sustenta nas horas da adversidade. 

Ingelid Gundt, Santo Augusto/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de março de 2024

Novos desafios

Pois [Deus] diz: “Eu o ouvi no tempo favorável e o socorri no dia da salvação”. Digo que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação! (2Co 6.2)

Leitura Bíblica: Efésios 5.14-21. 

A única coisa que não podemos economizar é o tempo. Se passou, passou e não volta mais. Todo início de ano muita gente faz vários propósitos para o novo ano. No entanto, ontem passou, hoje é um novo dia, e não devemos esperar que mude o ano. O tempo passa a cada momento e não podemos ter controle sobre o futuro. O próximo minuto está nas mãos de Deus. 

O passado serve para avaliar como vivemos, e o futuro dependerá de nossas atitudes no presente, levando em conta como agimos anteriormente. Portanto, hoje é dia de refletir se é possível fazer mudanças importantes em nossa vida. 

O texto bíblico de hoje nos leva a pensar que não são coisas materiais que vão nos dar alegria no futuro. Quando observamos ao nosso redor, percebemos que a humanidade está cada dia mais afastada da vida com Deus, estabelecendo propostas de poder, sucesso, riqueza e muita diversão. Não são essas coisas que vão trazer segurança e paz à nossa vida. Não devemos ser insensatos e viver a vida como se tudo fosse o que vemos ou o que temos na vida material, ou ainda as diversões que desfrutamos e a vida vivida intensamente, sem nos importarmos com o que nos espera além da morte. 

Temos de renovar nossa mente e saber que Deus, em Cristo, se fez homem e habitou entre nós. Jesus esteve entre os homens e exerceu seu ministério anunciando que este é o tempo favorável para ele nos socorrer através de sua morte na cruz e ressurreição. 

Hoje é o dia que a salvação está disponível para todos, basta crer e aceitar o grande prêmio que o Senhor nos oferece de graça. Sim, de graça! (Ef 2.8). A melhor decisão é aceitar e entender que Deus nos quer ao seu lado por toda a eternidade, por isso enviou o seu Filho para fazer o que não podemos fazer por nós mesmos. 

Vida nova com Deus é o grande desafio! 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de março de 2024

Oração e ação

Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta (Lc 11.9b).

Leitura Bíblica: João 9.1-7. 

Você já viveu uma situação difícil, orou a Deus pedindo uma solução e parece que ele não respondeu? O cego de nascença nunca tinha visto nada, nem seus pais, nem o sol, nem a lua, nada. Isso demonstrava que estava acostumado a viver na escuridão, ouvindo julgamentos e pedindo esmolas aos outros. Até os próprios discípulos de Jesus perguntaram ao Mestre se aquela situação era resultado de algum pecado dele ou de seus pais, concluindo ser um castigo de Deus. Jesus disse que aquela situação tinha um propósito, e realizou algo inusitado: cuspiu no chão, fez lama e espalhou sobre os olhos do cego. Em seguida, ordenou: “Vá lavar-se no tanque de Siloé”. 

Pode-se pensar: mas como um cego, que não via nada, pôde fazer algo sozinho, como encontrar o tanque e se lavar? O evangelista não relata como o cego foi, mas conta que ele obedeceu e foi curado, tendo sua vida transformada, de mendigo cego para discípulo de Jesus. Deus é muito criativo em suas intervenções. 

As curas que Jesus realizou enquanto esteve aqui na terra não tiveram um padrão ou uma receita, mas cada uma aconteceu de maneira singular. Neste caso, Jesus não fez o milagre sozinho: ordenou que o cego fizesse uma parte, sem a qual o milagre não aconteceria. Desde a antiguidade, Deus espera a cooperação do ser humano. 

Quando o povo reclamou que não havia comida para comer no deserto, Deus disse que enviaria carne e pão do céu, mas o que ele realmente enviou foram codornizes e maná, que teriam de ser preparados para se tornar alimentos. Deus não dá o pão pronto e a carne já assada (Êx 16.13; Nm 11.7-8). Será que em algumas situações Deus não age assim conosco? 

Então, se você deseja ver a resposta de sua oração, observe se não há uma ordem de Deus primeiramente para ser cumprida, para depois vir a resposta e se alcançar o milagre. 

Em certas situações, a oração precisa vir acompanhada de ação para se obter a reposta. 

Carlise Tiede Käser, Santo Ângelo/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de março de 2024

Tempo perdido

Por toda parte se ouve que há imoralidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos, a ponto de um de vocês possuir a mulher de seu pai (1Co 5.1).

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 5.1-2. 

De acordo com uma pesquisa, os brasileiros gastam, em média, 5 horas diárias nas redes sociais. Entre as mais usadas está o TikTok, um aplicativo chinês criado em 2016, mas que explodiu globalmente na pandemia da Covid-19. 

É impossível passar pelas redes sociais sem ser bombardeado por pessoas em danças provocantes, brincadeiras de cunho sexual e incentivo a apostas e vícios. A situação piora quando há cristãos que compactuam com coisas do tipo, com visualizações e até curtidas a determinado conteúdo. 

O papel da igreja de Cristo é fazer a diferença e estar alerta para que os prazeres do mundo e o “canto da sereia” não destruam vidas. Paulo alertou a igreja de Corinto sobre imoralidades que haviam surgido no meio da comunidade (1Co 5.1-2). Naquele contexto, um rapaz havia se deitado com a mulher do pai e aquilo era um escândalo que ultrapassava as portas do templo. Nem os pagãos, diz Paulo, praticariam algo do gênero. 

Nossas práticas, infelizmente, não parecem ser tão diferentes das daquela igreja. O que temos feito nas redes sociais que até as pessoas que não conhecem a Cristo não se arriscam a fazer? A igreja precisa estar preparada para lidar com um grande volume de pessoas presas em vícios de qualquer natureza. Isso quer dizer que se há problema em nosso meio, este deve ser resolvido. 

Gastar horas em um aplicativo sem conteúdo que agregue conhecimento é tempo perdido. Isso traz implicações profundas na vida de uma pessoa, afetando suas relações sociais, sua espiritualidade e até a sua vontade de viver. Como filhos de Deus, observemos as redes sociais como um campo missionário com pessoas que precisam ouvir, assistir e ler sobre Jesus. Cada um tem a responsabilidade de anunciar a vida, e isso é irrevogável. 

Nosso papel é anunciar a vida. Para isso, devemos ser mensageiros dignos e capacitados para essa missão. 

Lucas Meloni, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de março de 2024

Mulher

Tendo o menino crescido, [sua irmã] o levou à filha do faraó, que o adotou e lhe deu o nome de Moisés, dizendo: “Porque eu o tirei das águas” (Êx 2.10).

Leitura Bíblica: Êxodo 2.1-10. 

Nestes dias que a mulher luta para conseguir “seu lugar ao sol” na sociedade, lembremos que Deus está acima dos preconceitos e não participa de movimentos machista ou feminista. 

O capítulo 1 de Êxodo narra o temor do faraó de que os israelitas crescessem em número e se aliassem aos inimigos do Egito. Por isso aumentou a carga dos escravos israelitas e ordenou que as parteiras matassem os bebês do sexo masculino que nascessem entre as hebreias. Ele confiou em sua autoridade, mas subestimou o sentimento materno feminino e o temor a Deus daquelas parteiras. A ordem era lançar os meninos nascidos no rio Nilo. 

Inspirada por Deus e pelo amor maternal, a mãe de Moisés providenciou um cesto protetor. Confiou em Deus e na reação positiva que a beleza de seu filhinho causaria. A irmã de Moisés, provavelmente Miriã, observando a atitude favorável da princesa, sugeriu a solução para o problema. A mãe de Moisés, além de cuidar do próprio filho, ainda recebeu salário para fazê-lo. 

Agora podemos perguntar: Qual foi o poder que providenciou tudo isso? Sem dúvida, foi o poder soberano de Deus. E é fato que Deus usou mulheres - as parteiras, a genitora do bebê, a irmã de Moisés e a filha do Faraó - para gerar e preservar Moisés, instrumento usado para libertar o povo da escravidão no Egito e conduzi-lo à Terra Prometida. Desde o início, quando o pecado entrou no mundo, Deus anunciou que a semente da mulher (Eva) pisaria na cabeça da serpente (Gn 3.15). Na Bíblia, quantas mulheres foram tremendamente usadas por Deus? Podemos lembrar da juíza Débora, de Rute, da rainha Ester, de Ana, e de Maria, a escolhida por Deus para acolher o Unigênito de Deus, em seu corpo físico e em seu lar. E na manhã da ressurreição, a primeira pessoa a ver Jesus vivo foi Maria Madalena. Deus sempre valorizou as mulheres. 

A mulher não depende de movimentos humanos para se sentir valorizada porque seu valor já foi determinado por Deus. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de março de 2024

Aqui

Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? (Sl 139.7)

Leitura Bíblica: 1 Reis 19.1-18. 

Existe uma percepção na vida que renova nossas esperanças, remove a nossa solidão e nos guia por um caminho de serenidade: saber que Deus está aqui. Aqui onde?, você pode pensar. Os textos bíblicos de hoje explicam. 

No texto do livro dos Reis, o rei Acabe conta para sua esposa Jezabel que o profeta Elias havia matado os profetas de Baal, e isso causou a ira da rainha. Elias já havia presenciado outras manifestações do poder de Deus, como ser sustentado no deserto por corvos e ver a multiplicação de farinha e óleo na casa da viúva de Sarepta. Mas saber que Jezabel queria sua morte abalou o profeta. Elias passa por uma gama de sensações que o levam a ações contrárias à sua fé: medo, fuga, solidão e desejo de morrer. Ele se vê como um fracassado e pede a Deus para tirar sua vida. O interessante é que, nessa situação, Elias se esquece de todas as vezes que Deus esteve com ele e já fizeram milagres por meio dele. 

O profeta então foge para uma caverna, mas, antes de falar sobre o que aconteceu ali, vale mencionar o versículo destacado: existe algum lugar em que podemos nos esconder de Deus? Há como fugir da sua presença? O próprio salmista responde que não tem como. Seguimos com a história de Elias: quando ele se encontra no fundo do poço, em estado depressivo e fugindo dos problemas, Deus chega para ele e diz: “O que você está fazendo aqui?”. Ele não diz “aí” ou “lá”, mas “aqui”, e com isso afirma que também estava naquele lugar. É como se Deus dissesse: “Elias, eu estou com você. Você está mal, desesperançoso e em pecado pela falta de fé, mas eu estou aqui com você”. 

Se posso reanimar a sua esperança e ajudá-lo a ter uma percepção de fé mais sensível e apurada, lembre-se do texto de um cântico antigo: “Deus está aqui, tão certo como o ar que eu respiro, como o amanhã que se levanta, como eu te falo e podes me ouvir”. 

Deus está “aqui” com você, independentemente da “caverna” na qual você tenha se escondido. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de março de 2024

Mera religião?

Os olhos [do homem e da mulher] se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se (Gn 3.7).

Leitura Bíblica: Gênesis 3.1-24. 

Muitas vezes, “ser religioso” não passa de uma tentativa humana de dar significado à sua existência. Segundo alguns estudiosos, religião, do latim religare, é a tentativa de reparar o sentimento de vazio, vergonha e medo em razão do afastamento de Deus. No Éden, essa frágil tentativa fica evidente quando o primeiro casal faz para si roupas com folhas de figueira. Isso não resolveu o problema e os afastou ainda mais da comunhão com o Senhor. Quando ouviram Deus chegando, se esconderam. Outro aspecto dessa postura é não se reconhecer culpado. Isso fica bem claro quando Deus pergunta a Adão e a Eva o que fizeram, e ambos transferem a responsabilidade para outro, não assumindo sua culpa (vs. 12-13). 

No decorrer da História, o ser humano formulou muitas e diferentes propostas religiosas, mas nenhuma foi capaz de reverter o quadro do afastamento humano de seu Criador. Não percebem que Jesus não tentou criar ou consertar o sistema religioso antigo. Ele disse: “Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa” (Mt 9.16). Sobre os hipócritas líderes religiosos de sua época, declarou: “Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los” (Mt 23.4). 

Jesus veio a este mundo para nos reconciliar com Deus. Para isso, Jesus, o Filho de Deus, assumiu forma humana e se sujeitou às nossas limitações. Foi perfeitamente obediente ao Pai e amou a todos, incondicionalmente. Mostrou na prática como é viver segundo o reino de Deus. Deu sua vida em favor da humanidade. Derramou o Consolador sobre os que creem, fazendo deles sua igreja, noiva eleita e imaculada. E, por fim, voltará para firmar o seu Reinado, que não terá fim. 

Seguir a Jesus não é cumprir regras e rituais religiosos: é ser transformado de pecador em filho de Deus. 

André Luís Selent, Florianópolis/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de março de 2024

Deus no caos

No princípio, criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas (Gn 1.1-2, ARC).

Leitura Bíblica: Isaías 50.10. 

Você tem andado em meio ao caos? Quantas vezes já atravessei vales escuros! Às vezes parecia que via o final do túnel, mas encontrava a noite do outro lado. Além das trevas, tantas circunstâncias adversas e ambíguas me tomavam de assalto para tornar o caos à minha volta ainda mais terrível. Uma verdade que me sustenta nesses períodos é que Deus está presente e age no meio do caos. Esta verdade preciosa está em nosso versículo-chave. Note que não havia luz, forma ou vida na terra. Ou seja, um caos! E, por sobre esse caos, o Espírito de Deus se movia. Que cenário perfeito para a intervenção sobrenatural de Deus! Naquele caos, ele determina: haja luz, vida e ordem! E assim se fez. 

Em quase todos os países por onde passamos, o nosso ministério foi marcado por um início caótico. Nos primeiros meses no Senegal, um transtorno nunca visto nos envolveu. Foi uma época em que sempre havia alguém da família com alguma doença tropical ou infecção bacteriana. Foi difícil ver os filhos doentes e sofrendo privações por conta do nosso pouco sustento. Por vezes comemos as mangas verdes do quintal. Enfrentamos as dificuldades linguísticas, o choque cultural e a batalha espiritual. Mas foi nesse contexto escuro que vimos o Deus que age no caos intervir, testemunhando os primeiros convertidos a Cristo vindo do islamismo. Provamos como nunca a presença real do Senhor. E vimos Deus nos forjando pelas provações, aflições e necessidades, preparando-nos para mais 4 décadas de ministério em outros 5 países. 

Você está passando por um “vale escuro” hoje, andando sem qualquer luz? Não se desespere! Confie tão somente no Senhor e firme-se nele. Ele está presente e agindo misteriosamente no que parece ser o “vale da sombra da morte”. 

Você não está sozinho! O Bom Pastor caminha ao seu lado e vai levá-lo com segurança para fora do vale sombrio! 

Gerson Celeti, Trento/Trentino-Alto Adige. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de março de 2024

Meu próximo

Mas [o perito na lei], querendo justificar-se, perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo?” (Lc 10.29)

Leitura Bíblica: Lucas 10.25-37. 

Assim como eu, você já deve ter lido ou ouvido sobre a história da leitura de hoje. Já ouvi diversos sermões e preguei em mais de uma igreja sobre isso. No entanto, nesta manhã, depois de ler a Bíblia, Deus falou comigo de uma maneira completamente diferente do que já havia feito até então. 

Um perito da Lei de Deus foi testar Jesus, que lhe respondeu que estava certo em suas afirmações. Mas o Mestre mostra o cerne da questão: a quem deveria amar? Quem faria parte do seleto rol dos dignos do seu amor? Fariseus e mestres da Lei, como ele, afirmavam que o próximo a ser amado era somente seu povo e seus amigos pessoais. Além disso, odiavam e desprezavam amargamente os samaritanos. Sabendo disso e desejando mostrar o erro daquele homem, Jesus conta a parábola do bom samaritano. 

Confesso que muitas vezes concluí: bem feito para o perito da Lei! Certamente não era essa a atitude que Deus esperava de mim. Em muitas ocasiões, coloquei-me na condição do sacerdote e do levita. Outras tantas, cheguei à conclusão mais clara do texto: o meu próximo é todo aquele que estiver próximo a mim. Muitas vezes, nessa história, me senti o ferido, o samaritano ou mesmo um juiz para o perito da Lei. No entanto, hoje Deus me colocou na condição desse último. 

Ao ler o texto, me perguntei: quem eu consideraria um inimigo? Infelizmente, eu me lembrei de muitos nomes, mais do que gostaria, e me pus a pedir perdão a Deus pela minha hipocrisia e falso senso de justiça própria. Além disso, pedi para amar verdadeiramente àquelas pessoas. E quanto a você? Se Jesus lhe contasse a mesma parábola, apenas mudando o nome do personagem samaritano para o de alguém que tenha lhe feito mal? Quero convidá-lo a fazer esse exercício ao reler essa parábola, modificando os personagens para a sua realidade e colocando-se na condição do perito da Lei. 

Quem é o seu próximo a quem você deve amar? 

Cléber Mateus de Moraes Ribas, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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