12 de dezembro de 2023

O final

Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios (Ef 5.15).

Leitura Bíblica: Mateus 24.1-11,36-44. 

Não é de hoje que surgem “profetas” anunciando o final dos tempos. Alguns casos chegaram a ganhar as manchetes nos jornais, como o fim do mundo esperado para dezembro de 2012, segundo previsão do calendário maia. O mais triste são interpretações distorcidas das Escrituras, feitas por falsos profetas que se arriscam até a estipular datas para muitos eventos citados na Bíblia. 

Conforme a leitura de hoje, enquanto Jesus caminhava com os discípulos depois de deixarem o templo, ele lhes disse que o templo seria totalmente destruído, e eles quiseram saber quando isso ocorreria, quais seriam os sinais e quando ele voltaria. O Senhor começou alertando-os de que muitos viriam em seu nome, afirmando serem o Cristo. E citou outros sinais: guerras e rumores de guerras, nações se levantando contra nações, reinos contra reinos, fomes, pestes, terremotos (não parece que estamos assistindo ao telejornal de hoje?). Mas isso seria apenas o princípio do fim. Haveria também perseguição aos fiéis, aumento da maldade e o consequente esfriamento do amor de muitos. Em meio a esse cenário escuro, seria necessário perseverar até o fim. Além disso, Jesus avisou que ninguém saberia dia ou hora, somente o Pai. Antes, como no tempo anterior do Dilúvio, a vida continuaria normalmente e ninguém daria crédito aos anúncios sobre o juízo. 

Precisamos estar preparados porque o Senhor voltará quando ninguém estiver esperando. Só o Pai sabe de tudo. Enquanto aguardamos, devemos anunciar a primeira vinda de Jesus como Salvador. É preciso contar que ele deixou sua glória divina, se fez homem, habitou entre nós e morreu na cruz para pagar o preço por nossos pecados, além de alertar que ele virá novamente, dessa vez como Juiz. Viver dessa forma é aproveitar bem o pouco tempo que ainda resta aqui na terra para mostrar o único caminho para o céu. 

A certeza da volta de Jesus deve impelir o cristão a anunciar todos os dias as boas novas da salvação! 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de dezembro de 2023

Em nome da paz

Esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e a edificação mútua (Rm 14.19).

Leitura Bíblica: Números 16.8-14. 

Infelizmente, a rebelião contra uma liderança instituída é comum até hoje e acontece pelos motivos mais diversos, p.ex. vaidade ou ambição. Certo cristão assumiu uma posição de chefia em um novo local de trabalho, e em pouco tempo passou a enfrentar oposição de determinada pessoa que desejava um tratamento especial indevido. Numa reunião com todo o grupo envolvido, o líder não se defendeu, mas apenas ouviu o opositor e seus partidários. Preferiu deixar que Deus agisse, em vez de tomar suas próprias providências. A maioria do grupo apoiou o líder, e ele pôde continuar seu trabalho. Meses depois, para surpresa de todos, o tal opositor foi preso por falcatruas. Vários colegas acabaram ressaltando o impacto que a postura pacificadora de seu líder teve sobre eles: “Com seu silêncio, ele pregou o melhor sermão que já ouvimos”. 

Moisés era o líder instituído por Deus sobre o povo de Israel. Na leitura bíblica, é desafiado por um grupo descontente com as tarefas aparentemente “pouco importantes” que tinha recebido. Em vez de se defender, Moisés mostra a Corá e seus aliados que todos tinham sido escolhidos por Deus, o que era uma grande honra. A rebeldia deles nada mais era que revolta contra o próprio Senhor. 

Prezado leitor, longe de lhe inspirar expectativa pela vingança divina contra as injustiças sofridas, quero ressaltar a postura mansa de Moisés, que não se preocupou em defender seus “direitos” como líder. Isso é exemplo a ser imitado pelo cristão. Na vida familiar, no trabalho, no relacionamento com vizinhos, mais importante do que afirmar nossa posição é ter como alvo levar paz, alegria e conforto às pessoas (versículo em destaque). Isso muitas vezes exige que o próprio pacificador pague o preço pela manutenção da paz. Isso é difícil – mas também foi exatamente isso que Jesus fez por nós! 

“Felizes os que promovem a paz, pois serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9, NVT). 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de dezembro de 2023

O grande dia

Quando começarem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabeça, porque estará próxima a redenção de vocês (Lc 21.28).

Leitura Bíblica: Malaquias 3.16-18. 

Havia um dia que meus irmãos e eu aguardávamos com a maior expectativa na infância: o Natal. Ficávamos pensando nele meses antes, falando sobre os presentes que sonhávamos receber. Quando nossa mãe começava a preparar as bolachas especiais para aquele dia, iniciava-se nossa contagem regressiva. Então, na semana do Natal, éramos tomados de entusiasmo. Fazíamos com disposição qualquer trabalho que em outra época fazíamos por medo da vara, como limpar o pátio. Até que, finalmente, chegava o grande dia. Cheios de alegria, recebíamos os presentes tão aguardados. À mesa farta, saboreávamos delícias que víamos só em ocasiões especiais. Depois íamos ao programa de Natal na igreja, onde recitávamos poesias natalinas e recebíamos mais presentes. 

A Bíblia também fala de um grande dia, único na História. Para nós que cremos em Jesus, será “o dia da redenção” (Ef 4.30). Cristo virá buscar seu povo, que comprou com seu próprio sangue. O profeta Isaías anteviu a glória futura dos salvos: “Os que o SENHOR resgatou voltarão... duradoura alegria coroará sua cabeça. Júbilo e alegria se apoderarão deles” (Is 35.10). A carta de Judas diz que Cristo apresentará seus seguidores “diante da sua glória sem mácula e com grande alegria” (Jd 24b). Pedro, escrevendo para cristãos sob severas provações, lhes diz para permanecerem firmes, porque assim, quando a glória de Cristo for revelada, poderão exultar com grande alegria (cf. 1Pe 4.13b). E ainda que agora enfrentemos perseguições e provações, podemos ficar firmes pela garantia do futuro feliz que está à nossa frente (1Pe 1.6). 

Você anseia por esse grande dia, que tornará plena e eterna a felicidade do filho de Deus? Jesus prometeu a seus discípulos: “Voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (Jo 14.3b). 

A expectativa da felicidade eterna no céu nos motiva a permanecer firmes na fé e agradar a Deus em tudo. 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de dezembro de 2023

Companhia

O SENHOR está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido (Sl 34.18).

Leitura Bíblica: Zacarias 1.12-13. 

Há momentos em nossa vida em que quase temos certeza de que Deus nos abandonou, pois enfrentamos lutas que parecem ser muito maiores do que nós. Em momentos assim, geralmente recorremos a ele em oração porque esperamos encontrar uma resposta que nos ajude a compreender nosso sofrimento. O povo de Deus passou diversas vezes por situações assim. Ao sofrer opressão de povos vizinhos e inimigos, perseguições e até exílio, sentiram-se esquecidos e abandonados. Porém, este sentimento não correspondia à realidade, pois Deus sempre levantava seus profetas para corrigir, orientar e resgatar o povo dos seus maus caminhos. 

Embora estes mensageiros levassem muitas palavras de juízo, havia também muitos recados que reforçavam o caráter misericordioso de Deus. Sim, o Senhor nunca deixa de ter compaixão daqueles a quem ama. Seu movimento na História sempre demonstrou um interesse particular em cuidar dos seus filhos e filhas. O ápice da expressão da sua misericórdia foi a encarnação de seu Filho, Jesus. Nele, o Pai demonstrou de forma mais contundente que a sua compaixão para conosco não tem limites. 

Assim, mesmo quando a vida se revela densa demais, mesmo quando nos sentimos sozinhos nas trevas das nossas angústias, podemos confiar que Deus está ao nosso lado, demonstrando e oferecendo a sua misericórdia e a sua palavra confortadora. Às vezes, como aconteceu com o povo de Israel, o nos angustia nos leva a perder a sensibilidade para a presença de Deus, e então nos permitimos afundar em sentimentos de abandono e solidão. Contudo, diante disso, temos duas opções: a) confiar em nossas emoções; ou, b) acreditar na Palavra de Deus, que testemunha sobre a companhia misericordiosa de Deus junto aos seus filhos, seja qual for a situação. 

Nem sempre o que sentimos expressa a realidade, por isso optemos por confiar na Palavra e na companhia de Deus. 

André Luís Pereira, Limeira/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de dezembro de 2023

Purificado

O que sai do homem é que o torna impuro (Mc 7.20).

Leitura Bíblica: Marcos 7.1-23. 

Além do uso da máscara, a pandemia de covid nos levou a aumentar os cuidados com a higiene das mãos. O álcool em gel tornou-se item obrigatório por todo lado. Nunca se falou tanto sobre a necessidade de manter-se protegido contra contaminações. A lavagem das mãos era um ritual valorizado pelos líderes religiosos dos judeus, assim como outras tradições criadas por eles, às quais por vezes davam mais valor que às próprias Escrituras. Quando viram os discípulos comendo sem lavar as mãos, esses líderes questionaram Jesus sobre isso, e ele foi direto e objetivo ao dizer que quem negligenciava a lei eram eles, colocando suas tradições acima dos preceitos de Deus. Disse ainda que alimentos não podem afastar o homem de Deus (o real sentido de estar “impuro”), porque não penetram em nossa mente e emoções. Se formos honestos, reconheceremos que as más intenções surgem do nosso interior, fruto da nossa mente contaminada pela rebeldia contra Deus. Como ilustração, Jesus enumera uma breve lista de maus intentos comuns ao ser humano, mas com certeza há mais. 

A natureza humana é falha, fraca, cheia de temores e suscetível a erros. Só o poder de Cristo pode nos transformar. Somente ele nos livra dos maus desígnios que há em nosso íntimo. A ação do Espírito Santo pode nos transformar totalmente, ajudando-nos a dominar nossos impulsos egoístas a ponto de passarmos a dar preferência a Deus e ao próximo. 

Precisamos olhar para dentro de nós mesmos e pedir discernimento ao Eterno para ver o que precisa ser mudado em nosso coração. É necessário contar a Deus o que encontrarmos, esvaziando-nos de nós mesmos e enchendo-nos com o Espírito Santo, para que o resultado dos nossos atos e palavras sejam bons. Esse é um milagre que somente Deus pode fazer em nós. Assim poderemos honrá-lo, não apenas com os lábios, mas com uma conduta santa, fruto de um coração purificado. 

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração... Vê se em minha conduta algo te ofende” (Sl 139.23a,24a). 

Luciana de Oliveira Fernandes, Campinas/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de dezembro de 2023

Deus cuida

Lancem sobre [Deus] toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês (1Pe 5.7).

Leitura Bíblica: 1 Reis 19.1-7. 

Às vezes sinto saudades de minha infância e adolescência. Ao olhar para trás, consigo reconhecer, mesmo com os percalços da vida, o esforço de minha família para cuidar de mim em todos os aspectos e da melhor forma possível. Se já é possível enxergar isso em nossa família terrena, não podemos nos esquecer do zelo do Eterno. Deus toma conta de você e de mim, e isso se reflete em situações muito claras da vida, mas também em muitas outras que sequer enxergamos. 

Todo esse cuidado me faz lembrar do relato bíblico do profeta Elias em 1 Reis 19. Naquele episódio, o profeta está cansado. O mesmo Elias que havia acabado de enfrentar inúmeros profetas idólatras agora está fugindo de uma única pessoa. Parece estranho? Mas não é, quando se considera que ele estava se sentindo cansado. Este exemplo retrata bem a nossa humanidade. Ora estamos bem, parece que nossa fé é inabalável e que suportamos qualquer parada. Ora nos sentimos tão fracos e sem fé, que qualquer “leve e momentânea tribulação” parece que pode nos derrubar. 

No texto, após a ameaça, Elias foge pelo deserto, se joga num canto e pede a morte. Estava exaurido, no seu limite. O que chama a atenção aqui é que Deus manda um anjo, e não foi para cobrar o profeta, mas com a missão de cuidar dele. O relato diz que o anjo proveu um pão quentinho e um jarro de água fresca. Imagina a surpresa de Elias ao acordar! 

É exatamente o que acontece com a gente. Se olharmos com atenção, perceberemos que volta e meia Deus manda anjos para cuidar de nós. E nesses momentos de amparo, o Deus que faz tudo no momento certo está ali para dizer: “Eu não me esqueci de você. Sei o que você está passando. Eu me importo. Estou cuidando de você”. 

Em meio a situações em que você parece não mais suportar, ter chegado ao seu limite, lembre-se que o Senhor está vendo você e conhece sua situação. 

Deus não abandona seus filhos. Ele cuida e continuará cuidando de você. 

Marcelo Matias, Serafina Correa/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de dezembro de 2023

Herança

Se, porém, não agrada a vocês servir ao SENHOR, escolham hoje a quem irão servir... Mas eu e a minha família serviremos ao SENHOR (Js 24.15).

Leitura Bíblica: Josué 24.29-31. 

Desde o início da humanidade, as pessoas se preocupam com a herança material que irão deixar para seus filhos. Por causa disso, muitos se perdem numa vida dedicada ao trabalho e ao acúmulo de bens. Há, no entanto, um legado muito mais importante que os bens materiais e que podemos e devemos nos preocupar em deixar para nossa descendência - filhos, netos e bisnetos. Ele não apenas os beneficiará nesta vida, mas também por toda a eternidade, além de livrá-los de muitas tragédias e fracassos nesta vida terrena. Trata-se da nossa herança espiritual, o fruto do nosso amor, temor, zelo e fidelidade para com Deus. Ela abençoará não apenas nossa descendência, mas pode alcançar gerações inteiras. 

É exatamente isso que observamos na vida de Josué. Toda a sua família e o povo que conviveu com ele se mantiveram fiéis a Deus durante a vida dele e nos anos seguintes, como vemos no v. 31 da leitura bíblica. Infelizmente, o povo não seguiu o exemplo de Josué em deixar um bom legado espiritual para seus próprios filhos. Em vez disso, se continuarmos lendo, o próximo livro bíblico, Juízes, trará relatos muito tristes quanto à vida espiritual do povo. Veja: “Depois que toda aquela geração foi reunida a seus antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o SENHOR e o que ele havia feito por Israel” (Jz 2.10). O povo se afastou do Senhor de tal maneira que um refrão começa a se repetir em Juízes: “... cada um fazia o que lhe parecia certo” (17.6; 21.25). Foram incalculáveis os prejuízos decorrentes da falta dessa sólida herança espiritual. Para que isso não se repita hoje, é preciso seguir o exemplo e adotar o lema de Josué: “Eu e minha família serviremos ao Senhor!” E hoje é o melhor dia para começar a viver assim. 

Que herança espiritual você deixará para sua descendência e as próximas gerações? 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de dezembro de 2023

No lugar

Por isso agora te peço, por favor, deixa o teu servo ficar como escravo do meu senhor no lugar do jovem e permite que ele volte com os seus irmãos (Gn 44.33).

Leitura Bíblica: Gênesis 44.25-34. 

A fome em Canaã levou os irmãos de José ao Egito. Este era ali o governador que administrava os alimentos estocados no período de fartura e não foi reconhecido por eles. José disse que eram espiões e só poderiam voltar a comprar ali se trouxessem o caçula. Sob protestos de seu pai, Jacó, na segunda ida ao Egito os irmãos tiveram de levar consigo Benjamim. Judá se comprometeu pessoalmente pelo irmão mais novo, afirmando que o trariam de volta. Quase não conseguiu cumprir sua promessa, pois encontraram a taça de José, aparentemente “roubada”, na bagagem do caçula, o que faria dele um escravo. Mesmo continuando livres, os demais foram pedir ao governador que repensasse a punição, pois o pai não resistiria a mais uma perda. Judá foi mais longe: ofereceu-se para sofrê-la no lugar do irmão. Talvez tenha feito isso por amor ao pai, que disse que morreria de tristeza se algo acontecesse a Benjamim. Não foi preciso nada disso, pois José finalmente se revelou aos irmãos e toda a família foi morar no Egito. 

Quando li este texto, lembrei do que o mais importante descendente de Judá, Jesus Cristo, fez por nós: entregou sua própria vida em nosso lugar. Benjamim não tinha pegado a taça; já o ser humano é culpado por desobedecer a Deus, e por isso há uma separação entre eles por causa desse pecado. Só havia um meio para restaurar este relacionamento rompido: a morte de Cristo. Deus enviou seu único Filho ao mundo exatamente para cumprir esta missão: o justo no lugar dos injustos. Como reagimos diante disso? Pensamos que é só uma bonita história? Ou com fé e gratidão entregamos nossa vida a Deus? Nunca esqueçamos: Cristo morreu em nosso lugar – aquela cruz era nossa, pois estávamos condenados, mas ele a carregou por amor a nós, para que quem cresse vivesse eternamente com ele! 

Cristo morreu no lugar dos verdadeiros culpados – nós! 

Vanessa Weiler Ribas, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de novembro de 2023

Embaixadores

Somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus (2Co 5.20).

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 5.17-21. 

Quando eu era garoto, havia em nossa igreja uma organização destinada a garotos de 9 a 16 anos. Aquele tempo fez uma grande diferença em minha vida, pelo cuidado, ensino e treinamento que recebi numa fase tão importante. O versículo-chave era nosso lema, para reforçar que estávamos sendo treinados como embaixadores de Cristo. 

Há pessoas que vivem em outros países com objetivos pessoais, como estudar, trabalhar, ter uma carreira. O embaixador não! Ele está em missão oficial, como representante do governo de seu país. As recepções que oferece procuram mostrar a cultura de sua terra; o assunto de suas conversas é prioritariamente voltado para a missão que recebeu. 

O versículo de nosso lema me diz que sou um embaixador de Cristo; portanto, sou forasteiro neste mundo e não estou aqui apenas para cuidar de meus próprios interesses, mas em missão oficial, como representante do meu Rei. Minha missão é transmitir, em seu nome, um convite importantíssimo. Para entregar a mensagem com credibilidade, preciso antes ser e viver como amigo de Jesus; e ele disse expressamente que única a forma de sermos seus amigos é vivendo como ele manda. Não dá para ser apenas um simpatizante. Nenhum seguidor de Jesus está neste mundo de forma aleatória, mas em missão, como representante – embaixador – do Rei Eterno, que não quer que ninguém deixe de ter a oportunidade de se reconciliar com Deus. 

Essa não é uma tarefa destinada apenas a pessoas com cargos ou títulos, como missionário, pastor etc. A mensagem que recebemos para transmitir é uma só. Simples, direta, clara, mas fundamental: reconciliem-se com Deus! Se falharmos em entregá-la, muitos perderão a oportunidade de conhecer aquele que pode mudar tudo em suas vidas e lhes dar uma existência eterna. 

Cada cristão é um embaixador do Reino de Deus, com a missão de divulgar seu convite: “Reconciliem-se com Deus". 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de novembro de 2023

O favorito

Mas, se tratarem os outros com parcialidade, estarão cometendo pecado e serão condenados pela Lei como transgressores (Tg 2.9).

Leitura Bíblica: Tiago 2.1-13. 

O ser humano é orgulhoso, tem um forte desejo pela fama e de ser servido. Muitos não percebem isso, mas todos nascem assim, até que alguém coloque um basta nisso: o próprio Deus. Conta-se que havia um príncipe que possuía muitas riquezas e muitos servos que o tratavam bem. Certo dia, descobriu que era bem tratado não por ser um homem bom, mas por causa de suas riquezas. Então decidiu que não queria ser mais bajulado por ser príncipe, mas tratado como um homem comum. Desfez-se de suas riquezas e assim percebeu que seu dinheiro fazia toda a diferença em suas amizades, pois foram poucos os amigos que ficaram. 

A leitura de hoje mostra que não devemos agir com parcialidade em relação às pessoas. É claro que sempre há aqueles com quem temos mais afinidade. Então, qual o problema? Nessa passagem, Tiago aborda o fato de muitas vezes tratarmos bem os que demonstram ser ricos, enquanto os simples e humildes são desprezados. Em outros trechos, Tiago cita viúvas e órfãos, pessoas abandonadas pela sociedade e que passam muitas necessidades. Vale lembrar que entre os primeiros cristãos havia judeus, gentios (todos que não eram judeus), pessoas livres, escravos, ricos e pobres (Gl 3.28). Não deve ter sido fácil combater o preconceito. 

Cristo não morreu somente por um tipo de pessoas. Ele não tem favoritos, mas ama todos os seus servos. Precisamos lembrar que todos nascemos mortos espiritualmente e que a salvação em Cristo é um presente imerecido a todos nós; não vem por nossos esforços para sermos pessoas melhores, mas é pela graça divina. Por fim, Tiago fundamenta seu ensino na ordem de que devemos amar o próximo como a nós mesmos (v. 8). Coloque-se no lugar de alguém desprezado dia após dia. Será que não está na hora de demonstrar o amor de Deus e sua misericórdia na vida dessa pessoa? Pense nisso! 

No reino de Deus não há favoritismo. 

Fernando Henrique de Bairros, Estrela/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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