15 de novembro de 2023

Obedecendo

Vocês serão abençoados em tudo o que fizerem (Dt 28.6).

Leitura Bíblica: Deuteronômio 28.1-14. 

O ser humano, de forma geral, deseja ser bem-sucedido em tudo o que fizer. A leitura de hoje traz a resposta para isso: obedecer a Deus. E foi ele mesmo quem deu essa orientação. 

Os israelitas haviam deixado o cativeiro no Egito e seguiam em direção à terra prometida. Eles seriam o povo de Deus, mas o Senhor deixou claro que as bênçãos que ele prometia estavam vinculadas à obediência: prosperidade nas atividades na cidade e no campo, filhos saudáveis, colheita abundante, rebanhos saudáveis, vitória sobre os inimigos etc. Essa promessa havia sido feita a Abraão séculos antes (Gn 22.17). Salomão também exalta os benefícios que vêm aos que obedecem ao Senhor e reconhecem que em tudo dependem dele (Sl 127). 

O princípio por trás da promessa de bênção continua valendo para nós, que vivemos já depois da vinda de Cristo, mas o resultado prático para quem ama a Jesus é outro. Obedecer a Deus é submeter toda a nossa vida a ele, dependendo dele para tudo. Um bom exemplo é de que Jesus estava no templo e ficou observando as pessoas trazerem suas ofertas (Mc 12.41-42). Os ricos lançavam grande quantidade de dinheiro na caixa das ofertas. Então uma viúva pobre colocou duas moedinhas de cobre, que pouco valiam. Jesus elogiou essa mulher, pois com sua oferta ela estava declarando: “Meu amanhã depende do Senhor, não de minhas poucas posses”. Que lição! Obediência e dependência do Senhor cabem em qualquer classe social! Os exibicionistas não foram lembrados, mas a fé dessa mulher foi perpetuada. 

Há muitos versículos na Bíblia em que Deus promete abençoar quem lhe obedece e é fiel. A obediência do cristão traz benefícios para ele e glória para Deus. Ainda assim, a motivação maior para nossa obediência não deve ser simplesmente buscar as bênçãos de Deus para nós, mas obedecê-lo porque nós o amamos. Se nós o amamos, a obediência será uma consequência natural. 

“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos” (Jesus, em Jo 14.15). 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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14 de novembro de 2023

Família feliz

Façam tudo para a glória de Deus (1Co 10.31b).

Leitura Bíblica: Efésios 5.22-23; 

Nunca é demais enfatizar os propósitos de Deus para tornar nossa família mais feliz – o que, aliás, é desejo de todos nós! 

Há duas palavras-chave para a felicidade familiar: renúncia e altruísmo. Às vezes fico pensando como seria diferente o relacionamento em muitos lares caso levassem a sério ou assumissem essa proposta divina. Mágoas ou feridas do passado, antes remoídas, poderiam ser esquecidas ou abandonadas aos pés da cruz. Seria possível o exercício contínuo da paciência (aliás, essencial para que se pratique as virtudes citadas). Haveria mais disposição para carregar e suportar pesos, aflições e situações conflituosas por mais tempo, em nome da fé e da esperança. Reinaria mais otimismo na espera por um amanhã melhor. Além disso, cada membro da família saberia da necessidade de ser transformado por Jesus, para se tornar mais rico em misericórdia, mais generoso, mais cheio da graça de Deus. Parafraseando o texto, buscariam “apresentar a Cristo uma família gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável” (v. 27). 

A família bíblica, formada e aprovada por Deus inicia-se e mantém-se com motivações e perspectivas corretas: amor mútuo, sim, mas também um ideal de crescimento contínuo em todas as áreas. Isso requer, acima de tudo, doação – um acordo mútuo entre marido e mulher, pais e filhos para sempre investir na vida do outro para o bem dele. 

Numa família, é normal e legítimo que haja alvos materiais, econômicos, sociais e culturais a serem perseguidos, mas todos precisam convergir para um alvo maior, o espiritual, a que chamamos de “a glória de Deus”. Se o alvo final dos projetos, anseios e desejos de uma família, não importa seu tamanho, for sempre engrandecer a Deus e seu poder, eles terão valor eterno e contarão com o favor do Senhor! 

O lar é feliz quando tem como seu principal objetivo a glória de Deus. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de novembro de 2023

Inocente?

As nossas mãos não derramaram este sangue, nem os nossos olhos viram quem fez isso (Dt 21.7).

Leitura Bíblica: Mateus 27.11-26. 

A leitura bíblica de hoje mostra uma das cenas mais “absurdas” que há na Bíblia. O culpado lava as mãos para dizer que era inocente da opção do povo por um bandido. Não sei se esse costume era difundido naquela época, mas sei que Deuteronômio 21.1-9 descreve um ritual semelhante, mas que se referia ao real sentido de inocência dos envolvidos. Os líderes do povo, não conhecendo o culpado por um homicídio, utilizavam esse gesto para dizer: “Somos inocentes, não sabemos quem fez isso”. Mas era esse o caso de Pilatos? Como podia considerar-se inocente? Ele, que condenou Jesus sabendo que o acusavam por inveja (v. 18)? Ele, que foi avisado pela esposa que Jesus era justo (v.19)? Que mandou açoitar Jesus sabendo que este só fazia o bem (v. 26)? Que soltou um assassino e entregou um justo à morte (vs. 15-21)? Que preferiu a amizade de Cesar à amizade do Filho de Deus (Jo 19.12)? Era inocente se condenava o justo mesmo tendo poder para livrá-lo (Jo 19.10)? Não! 

Isso tem a ver conosco? Tem, pois mostra a insensatez de tentar se passar por inocente sendo culpado. Nem um banho com o melhor dos sabões poderia lavar Pilatos. Nós, da mesma forma, quando deixamos de fazer o que é correto e consideramos que está tudo bem, também nos tornamos como ele. Estamos lavando as mãos, mas isso não faz diferença em relação à realidade de nossos atos. Pilatos não foi inocente, e podemos dizer: “Ai de Pilatos”! Mas também se pode dizer: ai de quem sabe o que deve fazer, não faz, e procura se passar por inocente; ai de quem negligencia a Palavra de Deus para se dar bem com todos; ai de quem aceita o que a sociedade impõe, dizendo que é assim mesmo; ai de quem comete ou aceita injustiças, tendo poder para fazer a justiça; ai de quem lava as mãos, mas desconsidera que necessita ser lavado e purificado pelo sangue do Filho de Deus. 

Em vez de lavar a mãos, é necessário praticar a justiça! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de novembro de 2023

Limpeza diária

[Jesus] viu à beira do lago dois barcos, deixados ali pelos pescadores, que estavam lavando as suas redes (Lc 5.2).

Leitura Bíblica: Lucas 5.1-10. 

Quando são lançadas ao mar, as redes de pesca afundam para capturar os peixes, porém também muitos detritos podem ficar presos a elas: algas, pedras, lama, resíduos etc. Por isso, a rede precisa ser lavada ao fim de cada dia para ser mantida em boas condições de uso. Guardar uma rede suja resulta em apodrecimento e rompimento das tramas. Embora não tivessem pescado nada naquela noite, os discípulos não desistiram, prepararam-se para a próxima pescaria, e, graças a Jesus, o resultado foi extraordinário (confira ao longo da leitura bíblica). 

Podemos tirar algo desse episódio para a vida espiritual de nós cristãos? Sim! Mesmo andando com Jesus, infelizmente continuamos sujeito a pecar, perturbando nosso relacionamento com o Senhor. Para que este volte a render os resultados esperados, é preciso confessar esses erros continuamente a Deus, para ele nos limpe. Assim, comparo o lavar as redes com o arrependimento, deixando para trás a sujeira da desobediência e rebelião a Deus. Do contrário, o pecado infesta a nossa vida e nos rouba a esperança de um novo dia e a disposição para recomeçar e tentar outra vez. 

Jesus limpa a nossa bagagem de sujeiras: frustrações, enganos, vícios, adultério, maledicências; e deve ser desejo nosso continuarmos limpos: “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia” (Pv 28.13). Assim como guardar as redes sujas é ruim, o pecado adoece (Sl 38.3) e estraga nossa vida. Quando deixamos Jesus nos lavar, ficamos limpos e prontos para sermos usados novamente por ele. Exponha sua rede todos os dias à limpeza feita por Cristo e disponha-se para uma nova jornada. Creia! Ele traz renovo e abundância de vida. Lembre-se: o erro do passado não é motivo para parar, pois Jesus perdoa! 

O Senhor é bondoso e perdoador, rico em graça para aqueles que o invocam (cf. Sl 86.5). 

Luciana Gallinari, Paulínia/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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9 de novembro de 2023

Coração saudável

Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende a sua vida (Pv 4.23).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 10.1-9. 

Existe uma busca constante, tanto científica como empírica, por uma melhor saúde para o ser humano e para a terra. É comum ver matérias sobre dietas e informações sobre o bem-estar físico, aprimorando nosso conhecimento a respeito da higiene pessoal e também do ambiente em que vivemos. E essa é uma conscientização muito importante! 

Em uma reportagem sobre a vacina da gripe (influenza), li que cardiologistas reportam ter identificado em pacientes vacinados, além do benefício de minorar a incidência de gripes comuns, um efeito colateral muito positivo: parte deles teve menos problemas cardiovasculares após receber a vacina. Isso é uma ótima notícia, pois os males do coração costumam ser silenciosos! 

Mas existe ainda outro mal silencioso que leva o homem à morte eterna: o pecado. Ele afeta não só o coração, mas o ser humano inteiro, afastando-o de Deus e de suas instruções para obter a vida eterna e manter sadia a vida espiritual. 

Na Bíblia, o coração representa o íntimo do ser humano – sua vontade, seu intelecto, seu caráter. Assim, o versículo-chave nos ensina que nossa vida depende do que se passa em nosso interior. Por ordem de Deus, Samuel ungiu Saul como rei de Israel, e avisou-o de que o Espírito do Senhor tomaria conta dele e o transformaria – e isso de fato aconteceu! Por algum tempo, Saul manteve-se fiel a Deus, mas quando se mostrou rebelde e desobediente, o Senhor o rejeitou como rei de Israel (1Sm 15.26). Por não ter guardado seu íntimo, Saul perdeu o relacionamento com Deus e isso lhe custou não só o reino, mas também a própria vida. Acabou morrendo no campo de batalha, junto com três de seus filhos (1Sm 31). 

Hoje você está ouvindo a voz do Senhor: “Amo você, venha se relacionar, venha andar comigo. Não endureça seu coração”. Qual será sua resposta? 

Seu coração fica melhor protegido quando estiver absolutamente sensível e submisso a Deus. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de novembro de 2023

Não prevalecerá

Ó SENHOR, tu és o nosso Deus; não deixes o homem prevalecer contra ti (2Cr 14.11c).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 14.8-15. 

A história do povo de Israel sempre foi marcada pelos conflitos contra nações vizinhas e até mais remotas. No tempo do rei Asa, do reino de Judá, não foi diferente. Dessa vez, foram os etíopes que vieram atacá-lo, com um exército de um milhão de soldados e trezentos carros. Ora, esse contingente era desproporcional em relação ao pequeno exército do reino de Judá. Em face a essa situação, percebendo sua incapacidade diante de tão grande problema, não havia alternativa senão recorrer à intervenção divina. Asa então clamou a Deus, pedindo socorro e ajuda, reconhecendo que somente o Senhor podia ajudá-lo (v. 11). Como resposta a essa oração, o próprio Deus agiu em defesa do seu povo, derrotando os inimigos, de forma que estes debandaram a fugir. Aproveitando a situação, o rei e seu pequeno exército perseguiram os etíopes, dando cabo àquele grande exército. Por fim, os israelitas ainda puderam levar para casa grande quantidade de despojos. 

Você já passou por alguma situação em que achava que não havia qualquer saída, tamanha a grandeza do problema: uma dívida monstruosa, uma perda inesperada, uma demanda nos tribunais, algo fora da sua capacidade de superação? Nessas horas, resta ainda uma saída! Faça como o rei Asa diante do seu grande problema. Saiba que Deus é maior do que todos os seus problemas, como também é mais poderoso do que todos os problemas do mundo inteiro. A Bíblia, a palavra de Deus diz: “Entregue o seu caminho ao SENHOR; confie nele, e ele agirá” (Sl 37.5). Diz também: “Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade” (Sl 46.1). Diga ao Senhor, portanto, com plena confiança: “Senhor, entrego este problema (especifique aqui), confiando no seu poder para trazer a solução. Em nome de Jesus. Amém”. 

Deus tem solução para qualquer problema humano que é entregue a ele. 

Mário Miki, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de novembro de 2023

Defeito algum

Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo (Ef 2.13).

Leitura Bíblica: Cantares 4.7. 

É raro ouvir reflexões baseadas no livro de Cantares (ou Cântico dos Cânticos, dependendo da versão bíblica usada). Na leitura de hoje, vemos a declaração do homem apaixonado que diz não ver defeito algum na amada. Quando apaixonados, ficamos quase cegos para os defeitos de quem amamos. Mas, com o tempo, passamos a notar aquilo que nos incomoda. Muitas vezes, começamos a projetar no outro aquilo que gostaríamos que ele fosse ou fizesse. Isso vale também para outros tipos de relação, até mesmo para o relacionamento humano com Deus. O povo de Israel agiu assim nas muitas vezes em que reclamou do Senhor após sair do Egito. 

Apesar de todos os erros e falhas dos seus filhos, Deus os vê como alguém sem defeitos. Isso não quer dizer que ele não considera os seus tropeços. É que aqueles que foram aceitos porque creem em Cristo são vistos sob outra ótica: a da redenção. Viver com Deus não quer dizer que nunca mais pecaremos (isto é, agiremos contra a sua vontade), mas que o pecado não nos controla mais. Em Cristo, não vivemos mais para nossa satisfação. É preciso entender a graça que levou Deus a entregar seu Filho por nós para compreender a beleza do seu amor. Jesus nos aproxima do Pai, como vemos no versículo-chave. Quem estava longe se achega ao Pai graças a Jesus. É o sangue de Cristo que nos torna sem defeito porque nele próprio não havia defeito algum. 

Quando essa verdade cria raízes em nosso coração, isso impacta todos os nossos demais relacionamentos. Restaura a forma como vemos cônjuge, amigos, pais e irmãos. Sabemos que essas pessoas continuarão errando, mas, tendo nós mesmos sido limpos, tratados e aproximados de Deus, tornamo-nos capazes de estender esse tratamento aos outros. Afinal, o sacrifício de Jesus foi por elas também. 

Experimentar o perdão de Deus nos inspira e capacita a também perdoar o próximo. 

Lucas Meloni, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de novembro de 2023

Deus me vê

Deus olhou para os israelitas e viu a situação deles (Êx 2.25).

Leitura Bíblica: Gênesis 16.1-16. 

Certamente você já ouviu a advertência zombeteira: “Cuidado, Deus está vendo!” Ainda que se diga isso muitas vezes como brincadeira, ironia, demonstrando incredulidade, a verdade não muda: Deus realmente vê e sabe o que se passa na vida de cada um, quer creiamos nisso ou não. Contudo, esse fato não deve assustar o povo de Deus, pelo contrário. É algo que consola, pois ele sabe que pode contar com o Senhor nas aflições. 

A leitura de hoje mostra uma pessoa ignorada por todos. Trata-se de Hagar, escrava de Sarai. Ela não tinha poder sobre seu próprio corpo. Sua dona, por não conseguir engravidar, o que era considerado problema gravíssimo naquela época, resolveu ter um filho por meio dela. Para conseguir isso, seguindo as leis da época, deu Hagar para ser concubina de seu esposo. Além disso, parece que o temperamento de Sarai era muito difícil, pois, ao ver a escrava grávida, se mostrou contrariada e, com a autorização do marido, passou a maltratá-la de tal maneira que esta não viu alternativa a não ser fugir, colocando sua vida em risco. 

Mas foi em meio a esse desespero e fuga que Hagar, por meio de um encontro com Deus em visão, descobriu que aos olhos dele ela não era invisível. Ninguém a tratava bem, ninguém via sua aflição, mas Deus estava vendo. Isso fica claro nas palavras do anjo mensageiro, que, depois de entregar instruções e promessas, deu também um nome ao filho que ela teria: Ismael (“Deus ouve”), pois ele ouviu a aflição de Hagar. 

Diante de tão grande descoberta, Hagar não teve dúvidas: chamou Deus de El-Roi, o Deus que me vê. E o poço onde ela teve esse encontro passou a ser chamado Beer-Laai-Roi: o poço daquele que vive e me vê. Juntando estes títulos com o nome do filho que teria, entendemos que Deus se revelou àquela escrava desprezada – e se revela também a nós – como o Deus que vive, ouve e nos vê. 

Deus está vendo e nos socorre nas aflições. 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de novembro de 2023

Razão de sobra

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo (Ef 1.3).

Leitura Bíblica: Efésios 1.3-14. 

Diante da leitura bíblica de hoje, é incompreensível que muitas vezes nós, como filhos de Deus, andemos por aí como mendigos espirituais. Diante dos problemas, sentimo-nos fracos. Quando vêm os ataques do inimigo, ficamos desamparados. Desafiados por obstáculos, desanimamos. Veja, em Cristo Jesus Deus já nos deu tudo de que necessitamos espiritualmente. É uma questão de, pela fé, usar conscientemente todos estes recursos e presentes. Depois de afirmar que, em Cristo, “fomos abençoados com todas as bênçãos espirituais”, o texto passa a enumerar estas bênçãos. Vejamos: 

Para começar, Deus diz que, em Cristo, fomos escolhidos antes mesmo da criação do mundo “para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (v. 4). Para tanto, fez de nós sua família, adotando como filhos aqueles que creem em Jesus (v. 5). Isso faz brilhar a sua maravilhosa graça, que recebemos de modo gratuito (v. 6). Isso só é possível porque seu próprio Filho, Jesus, se dispôs a arcar com a punição por nossos pecados, tudo aquilo que nos separava de Deus (v.7). E os presentes não acabam: em Cristo recebemos sabedoria, conhecimento e entendimento a respeito da vontade divina (v. 8-10), tudo com uma missão: para viver “para o louvor da sua glória” (v. 11-12). A fim de deixar tudo registrado de forma irrevogável, “carimbou-nos” com seu Espírito Santo, como garantia de que receberemos dele o futuro prometido (v. 13-14). 

Diante de tudo isso, não há motivo para desesperança na vida dos filhos de Deus. Não há por que guardar rancores, ressentimentos, feridas da infância, pecados. Antes, há razão de sobra para viver com alegria e esperança, pois somos filhos amados, escolhidos, perdoados, adotados em sua família, tornando-nos “sua herança em Cristo Jesus”. 

“Por que você está assim tão triste, ó minha alma? ... Ponha a sua esperança em Deus!” (Sl 42.11a) 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de novembro de 2023

Epitáfio

Fez o que o SENHOR reprova... (1Rs 22.52a).

Leitura Bíblica: 1 Reis 22.51-53. 

Um ponto que chama a atenção nos livros bíblicos de Reis e Crônicas é a avaliação póstuma que registram a respeito dos governantes. Ao fim do relato sobre cada rei, os autores acabam por apresentar um resumo de suas atividades gerais e um veredito do que fizeram. O destaque na leitura de hoje é o rei Acazias. Ele pecou ao acompanhar os mesmos caminhos que seu pai e sua mãe haviam seguido no passado, além de incorrer nos erros de Jeroboão, que não apenas pecou, mas levou Israel a fazer o mesmo. 

Chegamos assim a essa espécie de epitáfio para ele, registrado na leitura bíblica de hoje, semelhante a vários outros em Reis e Crônicas. Originalmente, epitáfio é uma palavra grega que pode ser traduzida por “sobre o túmulo”. Muitas vezes, trata-se de uma frase que remete à vida do falecido. 

Particularmente acho alguns epitáfios muito interessantes, pois, ainda que em parte, descrevem um pouco do que as pessoas foram em vida. Concordo, por exemplo, com o que foi escrito em homenagem a meu pai: “Fiquem unidos”. Essa frase está de acordo com seu desejo manifesto em relação aos filhos. Também fico emocionado ao ver o que foi escrito no epitáfio de minha mãe: “Eu amo vocês, muito, muito, muito...”, pois era assim que ela se despedia dos queridos. Seus epitáfios contam, assim, um pouco das suas histórias. 

Mas, o que dizer do possível epitáfio que parece sugerido para Acazias e outros reis de Judá e Israel, conforme informa o versículo chave? Certamente, um epitáfio assim não traz conforto para os familiares que ficam nem enobrece a memória dos que partem. Seria muito melhor e inspirador ser lembrado como Josafá e outros em Reis e Crônicas, com afirmações como “[ele] fez o que o SENHOR aprova” (1Rs 22.43b). Contudo, para ser lembrado assim e glorificar a Deus até mesmo após a morte, é necessário deixar de fazer o mal e passar a fazer o bem, de acordo com o que o Senhor nos mostra em sua Palavra. 

O bom testemunho pode ultrapassar a barreira da morte! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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