13 de outubro de 2023

Grande festa

Alegrem-se perante o SENHOR... junto com seus filhos e as suas filhas, os seus servos e suas servas, os levitas que vivem na sua cidade, e os estrangeiros, os órfãos e as viúvas que vivem com vocês (Dt 16.11).

Leitura Bíblica: Deuteronômio 16.9-12. 

A colheita é tempo de muito trabalho, mas também de muita alegria, pois é o momento dos resultados para quem semeou, cultivou e regou. Assim, a celebração pelo fim da colheita era algo até natural. O versículo em destaque nos mostra então como nosso Deus é inclusivo: ninguém podia ficar de fora, e a palavra alegrem-se mostra o ambiente que deveria reinar nessa festa. 

As ofertas trazidas na festa das semanas deveriam ser tão abundantes quanto as colheitas. O local, escolhido pelo Senhor, seria acessível a todos. Podemos dizer que Deus visava a uma grande comunhão. Todas as categorias sociais deveriam participar da festa. Isso ilustra a alegria quando há conversões a Cristo na igreja. Ricos, pobres, cultos ou ignorantes, estrangeiros ou necessitados são igualados quando as comunidades reunidas para adorar ao Senhor celebram essa “colheita de almas”. Jesus é o grande Senhor da colheita; o Espírito Santo, o grande regador; e os convertidos a Cristo, a grande colheita. 

A justificativa para reunir todos à festa das semanas era para que quem antes havia sido escravo não se esquecesse de que a libertação provida por Deus é o maior motivo que temos para celebrar. Nossa profunda gratidão pela dádiva da libertação da morte eterna nos motivará a apresentar ao Senhor ofertas proporcionais aos presentes dele recebidos. Não temos como retribuí-los, mas podemos expressar com elas a nossa sujeição à sua vontade e dependência de sua bondade. Isso inclui o amor fraternal que deve reinar entre o povo de Deus. É preciso muita gratidão em cada coração e renúncia aos direitos pessoais para que isso se cumpra plenamente – e talvez assim se torne o maior e mais precioso sacrifício que temos a oferecer. 

“Aos pés da cruz somos todos iguais.” (Autor desconhecido) 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de outubro de 2023

Jesus e as crianças

Jesus chamou a si as crianças e disse: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas” (Lc 18.16).

Leitura Bíblica: Lucas 18.15-17. 

Quanto vale uma criança? Depende de quem olha para ela. Pela visão de Jesus, certamente muito! A leitura bíblica de hoje mostra mais um aspecto revolucionário do ministério de Cristo: naquele tempo, mulheres, crianças e escravos não eram calculados. Os relatos da primeira multiplicação dos pães nos quatro evangelhos são taxativos em afirmar que os alimentados eram “cinco mil homens”; Mateus ainda especifica que mulheres e crianças não foram contadas! É maravilhoso então ver Jesus agindo de uma forma contrária ao pensamento da época, refletido nas atitudes dos apóstolos, que achavam que era uma perda de tempo Jesus se ocupar com crianças. 

Até hoje, as crianças continuam sendo as maiores vítimas da sociedade, sofrendo com muito mais intensidade as consequências de todas as mazelas decorrentes do caos moral, social e econômico em que vivemos. Elas nunca foram tão abandonadas, maltratadas e abusadas. No entanto, como seguidores de Jesus, somos convidados a cuidar delas em nome dele. 

Como podemos fazer isso? Apresentando-lhes Cristo, o amigo que nunca as abandona. Precisamos reconhecer que a necessidade espiritual com a qual elas vêm ao mundo é igual a de qualquer ser humano: sem Jesus, estarão perdidas para sempre. Por isso, é essencial acatar o conselho bíblico: “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles” (Pv 22.6). Esse investimento sempre vale a pena, pois mesmo uma criança pode contribuir para o Reino de Deus, como vemos no exemplo da menina escrava que contou à sua senhora a respeito do profeta Eliseu, que poderia curar seu marido leproso (2Rs 5.1-14). As crianças à sua volta já conhecem Jesus? 

Como imitadores de Jesus, precisamos fazer pelas crianças o mesmo que ele: ajudá-las a se achegar a Deus! 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de outubro de 2023

Eu Sou

Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês” (Êx 3.14).

Leitura Bíblica: Êxodo 3.7-15. 

Quando meu avô materno faleceu, coube ao meu pai cuidar dos trâmites para o sepultamento. Alguns dias depois, ele me contou como ficara chocado quando o sujeito da funerária lhe perguntou: “O que ele era do senhor?” Disse que teve vontade de gritar: “Ele não era, ele é!” Mas não podia. Afinal, o vovô tinha mudado da condição de “é” para “era”. Alguém já disse que nós não somos, apenas temporariamente estamos. 

Isto vale para tudo e todos. Menos para Deus. Veja no versículo-chave a resposta divina quando Moisés lhe perguntou como responder a quem lhe perguntasse quem era esse Deus em nome de quem falava. Vou parafrasear: Eu Sou o único que não foi nem vai ser – Eu Sou. No presente – pois nunca mudo! Não comecei a existir em um dado momento, nem jamais deixarei de ser. Eu Sou eternamente, desde sempre e para sempre. Eu Sou o autoexistente, independo de qualquer ser ou coisa. Eu Sou Absoluto; tudo mais é relativo. Em mim tudo existe e fora de mim não há nem pode haver coisa alguma. Nele existimos e nos movemos, disse o apóstolo Paulo. 

Ao me dar conta de sua grandeza e glória, percebo-me esmagado em insignificância cósmica. Como comparecer diante dele? Quem sou eu para sequer erguer o olhar em direção a ele, dirigir-lhe a palavra? Como é maravilhoso entender que, mesmo sendo ele o Absoluto, se importou a ponto de reduzir-se à condição de homem, na pessoa de Jesus, para pagar o preço da reconciliação e permitir que eu não apenas pudesse falar com ele, mas chamá-lo Pai. Então entendo o sentido da palavra “graça”, e meus joelhos se dobram em gratidão. Não mais o vejo como um “Papai Noel” a quem preciso agradar para ganhar “bênçãos”, um soberano manipulável mediante superstições e práticas religiosas. Posso agora alegremente viver a condição de filho, sabendo que a sua vontade é sempre boa, perfeita e agradável. 

Se Deus é eterno e imutável, também a nossa condição de filhos por meio de Jesus é eterna e inabalável. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de outubro de 2023

Segredo de vencedor

Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus (Mt 5.3).

Leitura Bíblica: 2 Samuel 22.31-37; 

Para quem conhece a história de Davi, com seus graves erros morais, esse capítulo soa contraditório. O rei faz afirmações surpreendentes a respeito de si, que nos dão a impressão de que ele está sendo otimista demais para consigo mesmo. 

Mas Davi tinha também um “segredo” que desfaz essa má impressão. Nossa breve leitura bíblica de hoje mostra que ele atribuía todas as suas habilidades ao Senhor, seu único Deus. A força de seus braços, sua velocidade, a habilidade nas mãos (Golias que o diga) e a firmeza nos tornozelos - tudo tem origem em Deus. Exultante, exclama: “Quem é Deus além do Senhor?”. E isso não se limita às suas palavras. Diante do gigante Golias, por exemplo, o jovem Davi afirma, para todo o exército filisteu ouvir: “Vou contra você em nome do SENHOR dos Exércitos... Hoje mesmo o SENHOR o entregará nas minhas mãos” (1Sm 17.45,46). 

Uma outra tradução do versículo-chave diz: “Felizes são os humildes...” (NBV). Séculos antes de Jesus dizer essas palavras, Davi já soube viver este princípio, pois se esvazia do seu orgulho e atribui todas as suas qualidades à obra do seu Deus. Isso me lembra o exemplo do pregador João Bunyan, preso por desrespeitar ordens do governo inglês e pregar sem licença oficial. Elogiado por suportar bem os anos de prisão, respondeu: “O único sofrimento foi a preocupação com a família, pois a alegria de ter aumentado meu galardão celestial foi maior que o sofrimento”. Sua submissão a Deus lhe trouxe mais alegria que dor. Esta é a vitória que o Senhor dá aos seus.  

O amor e a misericórdia de Deus são sempre maiores que os nossos problemas. Assim, quando tiramos os olhos das nossas dificuldades e fraquezas e nos submetemos ao Senhor e sua vontade, ele supre as forças de que precisamos para suportar o que vier. 

Em tudo, Deus age para o bem de quem o ama – e assim este se torna mais que vencedor! (cf. Rm 8.28,37) 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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9 de outubro de 2023

Orgulho arruinado

Aos que o receberam [a Jesus], aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus (Jo 1.12).

Leitura Bíblica: Jeremias 13.1-11. 

Muitas vezes o Senhor usa ilustrações para que a sua mensagem fique mais clara e enfática. Na leitura bíblica de hoje, observamos que ele orientou Jeremias a comprar um cinto. Depois de usá-lo durante algum tempo, deveria escondê-lo em certo lugar. Jeremias obedeceu à risca às determinações do Senhor. Passados muitos dias, de novo sob orientação de Deus, Jeremias foi buscar o cinto e verificou que este havia apodrecido - estava imprestável, arruinado! Então o Senhor concluiu sua mensagem: “Do mesmo modo arruinarei o orgulho de Judá e o orgulho desmedido de Jerusalém” (v. 9). Qual é a moral da história? A nação de Israel se orgulhava de ser considerada o povo escolhido de Deus, mas na prática infelizmente não se comportava de forma apropriada a essa posição. Muitos andavam atrás de outros deuses, deixando de obedecer aos princípios básicos estabelecidos pelo único Deus Todo-Poderoso. 

Você se orgulha de ser cristão? Aliás, por que você se considera assim? Seria por ter nascido numa família com tradição cristã? Porque foi batizado quando era recém-nascido? Ou por ter recebido um certificado de batismo ou da profissão de fé? Tudo isso tem o seu devido valor, mas não transforma alguém em filho de Deus nem em cristão verdadeiro. O caminho para isso está descrito no versículo destacado: é filho de Deus quem crê em Jesus e aceita que é só por causa da sua morte na cruz que nós temos o direito e a oportunidade de nos achegar ao Senhor. Portanto, entregue-se a Jesus Cristo, o Filho de Deus, recebendo-o na sua vida como seu Senhor e Salvador. Assim você será de fato um cristão autêntico, que sabe que não tem motivo nenhum para se orgulhar, mas precisa antes louvar e agradecer ao Senhor todos os dias pela salvação recebida. 

O cristão de fato é quem tem em Jesus Cristo o Senhor e Salvador de sua vida. 

Mário Miki, Curitiba/PR; Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de outubro de 2023

Sou eu

[Jesus] se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: “Aquiete-se! Acalme-se!” O vento se aquietou, e fez-se completa bonança (Mc 4.39).

Leitura Bíblica: Apocalipse 1.4-5,8. 

No final do séc. 1º, a igreja vivia um momento muito difícil. Os cristãos passaram a ser perseguidos de uma maneira muito cruel. Além disso, imperadores romanos exigiam ser adorados, por se considerarem divindades. Nesse contexto foi escrito o livro Apocalipse. O apóstolo João, já muito idoso, foi chamado por Deus a anotar uma revelação a respeito do que a igreja poderia esperar em meio a tudo o que se passava. Ele usou ampla linguagem simbólica para que, se os escritos caíssem em mãos erradas, ninguém entendesse, pensando que seriam apenas delírios de um idoso. Mas seus irmãos na fé compreenderiam muito bem. 

No texto da leitura bíblica, João saúda a igreja. Na Bíblia, o número “sete” representa plenitude, algo completo. Portanto, quando escreve às sete igrejas da Ásia, ele se dirige não somente às igrejas mencionadas no v.11 (ver os capítulos 2 e 3), mas também a todas as igrejas por onde esse escrito passasse, o que nos alcança também hoje. João é quem escreve, mas ele o faz desejando graça e paz da parte do próprio Deus que se revela como Pai, Filho e Espírito Santo. As palavras “graça e paz” não são apenas formalidades, mas na verdade vêm em um momento essencial. Em meio às pressões, tristezas e grandes dificuldades, é muito bom ser saudado por Deus. No momento em que o Senhor parecia ter esquecido e abandonado seus filhos, foi maravilhoso ouvir sua voz. Essa talvez tenha sido uma experiência semelhante à que os discípulos de Jesus tiveram quando estavam no barco em meio à tempestade. Quando acordaram Jesus, ele disse para a tempestade: “Acalme-se” - e tudo ficou calmo (Mc 4.35-41). 

Querido leitor, Deus continua o mesmo. Assim, quando você se sentir oprimido pelas circunstâncias, lembre-se que até hoje ele diz as mesmas palavras aos seus filhos: “Calma, sou eu!” 

Podemos contar com um Deus que vem a nós e diz: Calma! Sou Eu! 

Alison Diogo Heinz, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de outubro de 2023

Tempo certo

Mulheres de Jerusalém, eu as faço jurar: Não despertem nem incomodem o amor enquanto ele não o quiser (Ct 8.4).

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 6.18-20. 

Em nosso versículo chave há um importante alerta: a importância de o amor não ser estimulado ou excitado antes do momento adequado. A Bíblia não faz essa observação à toa. O amor e o sexo, quando provocados fora de tempo, deixam marcas profundas, feridas difíceis de cicatrizar. Uma pesquisa realizada por um grande aplicativo de relacionamentos mostrou que 52% dos brasileiros ali cadastrados não procuravam por relacionamentos sérios em 2022. Apenas encontros casuais, porque muitos têm medo de novas frustrações. 

Ao ensinar – e tentar corrigir – a igreja de Corinto, o apóstolo Paulo é direto ao instruir aquelas pessoas a fugir da imoralidade sexual. Se a realidade daquela época já era difícil, imagine os dilemas com os quais muitos precisam lidar na atualidade, quando a internet facilita o acesso a grande conteúdo sensual sem qualquer filtro. Se o namoro ou noivado, que deveria ser puro, acaba dando brecha para o relacionamento físico, é hora de pisar no freio. 

Não se trata de demonizar a prática sexual, porque, como vemos em Gênesis 2.24, ela faz parte do plano de Deus. O que devemos fazer é lutar contra esta cultura que banaliza corpos e normaliza relacionamentos descartáveis. Não somos de nós mesmos, e nosso corpo é habitação do Espírito Santo. Por meio dele podemos glorificar a Deus. Quando cedemos ao pecado, acabamos demonstrando que a companhia de Jesus em nossa jornada cristã não tem valor. 

Os relacionamentos devem estar sempre sob a condução do Espírito. No tempo certo, pela soberania de Deus, o amor será despertado de modo santificado. Se você se sente tentado a pular etapas, ore. Converse a respeito com alguém de sua confiança. Se você já caiu, ore, peça perdão e mudança de atitude. Deus é especialista em consertos. 

Relacionamentos fora do padrão bíblico produzem feridas que só podem ser saradas pelo amor e bondade de Deus. 

Lucas Meloni, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de outubro de 2023

Quatro degraus

[Pedro] começou a se amaldiçoar e a jurar: “Não conheço esse homem!” Imediatamente um galo cantou (Mt 26.74).

Leitura Bíblica: Mateus 26.31-35. 

Tudo na vida tem uma história prévia, que gera as devidas consequências. Um adultério, por exemplo, é resultado de não levar a sério o compromisso da fidelidade. Um roubo começa com a desonestidade nas pequenas coisas. E assim vai. O versículo em destaque nos remete ao momento em que Pedro nega a Jesus, o que terminou em choro amargo. Se olharmos bem para os relatos bíblicos, podemos constatar os “degraus” que culminaram nesta triste experiência. Pedro evidentemente era um homem bem-intencionado. Tinha convicção do seu potencial e mostrava-se extremamente zeloso. Mesmo assim, acabou negando ter qualquer relação com seu Mestre. Como chegou a isso? Primeiro, não levou Jesus a sério (vs. 34-35). Cristo o alertou, mas, na sua autossuficiência, o discípulo ignorou a advertência. Achou que era forte o suficiente. Em segundo lugar, não levou a oração a sério (vs. 36-46). Jesus o chamara para ir com ele ao Getsêmani, onde Pedro poderia ter aprendido que as grandes vitórias são alcançadas por meio da oração. Em vez disso, dormiu, deixando de ser vigilante. Mais tarde, Pedro vai atrás de Jesus, mas se mantém longe (v. 58). Permite que o distanciamento entre ele e o Mestre aumente. Por fim, não percebeu em que companhia arriscada havia se colocado (vs. 69-73). E justamente ali, esquentando-se junto ao fogo dos adversários de Jesus, ele cai. 

Esses quatro degraus servem de grande alerta para a nossa vida de fé. Pedro não queria abandonar Jesus. Inclusive estava pronto a lutar por ele, mas foi derrotado por sua própria imprudência. Mais tarde, Pedro escreveu em uma carta a outros cristãos: “Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1Pe 5.8). Ele parece ter aprendido a lição. E nós? 

O inferno está cheio de boas intenções, e o céu, de gente atenta às suas fraquezas e dependente de Jesus! 

Lodemar Schlemper, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de outubro de 2023

Grande vitória

Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (1Co 15.57).

Leitura Bíblica: Romanos 8.31-39. 

Aos 31 anos – idade considerada avançada para um nadador de alto nível em busca de chances reais de vitória –, Michael Phelps conseguiu a 28ª medalha olímpica de sua vida, nos Jogos de 2016 no Rio de Janeiro. Destas, vinte e três são de ouro. E, por mais incrível que pareça, isso não foi surpresa, pois ele não era apenas um campeão, mas um fenômeno que já iniciava aquela competição com dezenove medalhas de ouro conquistadas em Olimpíadas anteriores, além de outras de prata e de bronze – mais do que delegações inteiras de muitos países jamais conseguiram em suas trajetórias olímpicas. Sem dúvida, ele não foi um simples vencedor, mas “mais do que vencedor”. 

Phelps é exceção: nasceu com um corpo privilegiado para a natação, descobriu cedo sua vocação e teve o preparo adequado no lugar e no tempo certos. Tudo cooperou para seu sucesso nas piscinas. Como a maioria das pessoas não é assim, esses “mais do que vencedores” são raros. Contudo, vemos no texto base de nossa meditação de hoje que os cristãos também podem ostentar este título, independentemente de suas condições físicas ou aptidões pessoais. O que garante isto é o poder daquele que é por nós: Deus! Paulo, neste ponto de sua Carta aos Romanos, ainda que em outras palavras, irrompe em um cântico de vitória: “Se Deus é por nós, algo ou alguém poderá nos vencer?” E ele mesmo responde, e também nós podemos repetir: de maneira nenhuma, pois somos alvo do amor de Deus e nada nem ninguém poderá nos separar dele! 

Portanto, por mais normais ou frágeis que sejamos, direcionemos a nossa gratidão a Deus, por meio de quem também nós, no campo das lutas espirituais, das dificuldades cristãs que enfrentamos no dia a dia e da luta final contra a morte, somos mais do que vencedores, até mesmo invencíveis, por meio daquele que nos amou! 

Deus nos dará a grande vitória por meio de Jesus! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de outubro de 2023

Efeito cascata

Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne (Gl 5.16).

Leitura Bíblica: 2 Samuel 11.1-27. 

Toda Palavra de Deus é gloriosa, no sentido de que nos encoraja, consola, ensina, disciplina; mas não há como negar o aspecto triste e sombrio deste texto, por relatar uma tragédia moral e espiritual na vida e família de um de seus servos. Tudo começa com Davi se interessando por Bate-Seba, mulher de Urias, um de seus soldados. Pelo que podemos deduzir a partir do texto, este guerreiro era valoroso, mostrando um alto nível de comprometimento profissional, moral e espiritual para com o próprio rei, a nação de Israel, seu exército e seu comandante. Quando Davi consuma o desejo despertado por seus olhos, adulterando com Bate-Seba, observe a bola de neve que se forma: a transgressão do rei passa a envolver diretamente a mulher que participou do adultério e indiretamente o marido dela, além de Joabe, o comandante do exército de Israel, que não se opôs à ordem destinada a causar a morte de Urias. Por fim, atingiu a própria criança que viria a nascer como fruto do adultério e faleceu pouco após o nascimento, conforme o Senhor anunciou a Davi por meio do profeta Natã, por mais incompreensível que esse mistério da vontade e soberania divinas nos pareça. 

É essa reação em cadeia, em que um erro leva ao próximo, aumentando e acumulando a culpa do indivíduo e afetando todos à sua volta, que chamo de “efeito cascata do pecado”. Sim, este é um dos grandes problemas de ceder aos nossos maus desejos: eles sempre acarretam consequências imprevistas, nunca vindo ou acontecendo isoladamente. No final das contas, se não tratado, o pecado levará à morte (Tg 1.14-15). 

Diante disso, com certeza a melhor atitude é cortar o mal pela raiz, como instrui o versículo-chave, buscando a vontade de Deus em vez da nossa. O domínio próprio adquirido assim (Gl 5.23) preservará a nós e a outros de muita tristeza e dano. 

Até os “menores” pecados têm consequências mortais – ainda bem que Deus está pronto para ajudar a evitá-los! 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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