3 de outubro de 2023

Grande vitória

Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (1Co 15.57).

Leitura Bíblica: Romanos 8.31-39. 

Aos 31 anos – idade considerada avançada para um nadador de alto nível em busca de chances reais de vitória –, Michael Phelps conseguiu a 28ª medalha olímpica de sua vida, nos Jogos de 2016 no Rio de Janeiro. Destas, vinte e três são de ouro. E, por mais incrível que pareça, isso não foi surpresa, pois ele não era apenas um campeão, mas um fenômeno que já iniciava aquela competição com dezenove medalhas de ouro conquistadas em Olimpíadas anteriores, além de outras de prata e de bronze – mais do que delegações inteiras de muitos países jamais conseguiram em suas trajetórias olímpicas. Sem dúvida, ele não foi um simples vencedor, mas “mais do que vencedor”. 

Phelps é exceção: nasceu com um corpo privilegiado para a natação, descobriu cedo sua vocação e teve o preparo adequado no lugar e no tempo certos. Tudo cooperou para seu sucesso nas piscinas. Como a maioria das pessoas não é assim, esses “mais do que vencedores” são raros. Contudo, vemos no texto base de nossa meditação de hoje que os cristãos também podem ostentar este título, independentemente de suas condições físicas ou aptidões pessoais. O que garante isto é o poder daquele que é por nós: Deus! Paulo, neste ponto de sua Carta aos Romanos, ainda que em outras palavras, irrompe em um cântico de vitória: “Se Deus é por nós, algo ou alguém poderá nos vencer?” E ele mesmo responde, e também nós podemos repetir: de maneira nenhuma, pois somos alvo do amor de Deus e nada nem ninguém poderá nos separar dele! 

Portanto, por mais normais ou frágeis que sejamos, direcionemos a nossa gratidão a Deus, por meio de quem também nós, no campo das lutas espirituais, das dificuldades cristãs que enfrentamos no dia a dia e da luta final contra a morte, somos mais do que vencedores, até mesmo invencíveis, por meio daquele que nos amou! 

Deus nos dará a grande vitória por meio de Jesus! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de outubro de 2023

Efeito cascata

Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne (Gl 5.16).

Leitura Bíblica: 2 Samuel 11.1-27. 

Toda Palavra de Deus é gloriosa, no sentido de que nos encoraja, consola, ensina, disciplina; mas não há como negar o aspecto triste e sombrio deste texto, por relatar uma tragédia moral e espiritual na vida e família de um de seus servos. Tudo começa com Davi se interessando por Bate-Seba, mulher de Urias, um de seus soldados. Pelo que podemos deduzir a partir do texto, este guerreiro era valoroso, mostrando um alto nível de comprometimento profissional, moral e espiritual para com o próprio rei, a nação de Israel, seu exército e seu comandante. Quando Davi consuma o desejo despertado por seus olhos, adulterando com Bate-Seba, observe a bola de neve que se forma: a transgressão do rei passa a envolver diretamente a mulher que participou do adultério e indiretamente o marido dela, além de Joabe, o comandante do exército de Israel, que não se opôs à ordem destinada a causar a morte de Urias. Por fim, atingiu a própria criança que viria a nascer como fruto do adultério e faleceu pouco após o nascimento, conforme o Senhor anunciou a Davi por meio do profeta Natã, por mais incompreensível que esse mistério da vontade e soberania divinas nos pareça. 

É essa reação em cadeia, em que um erro leva ao próximo, aumentando e acumulando a culpa do indivíduo e afetando todos à sua volta, que chamo de “efeito cascata do pecado”. Sim, este é um dos grandes problemas de ceder aos nossos maus desejos: eles sempre acarretam consequências imprevistas, nunca vindo ou acontecendo isoladamente. No final das contas, se não tratado, o pecado levará à morte (Tg 1.14-15). 

Diante disso, com certeza a melhor atitude é cortar o mal pela raiz, como instrui o versículo-chave, buscando a vontade de Deus em vez da nossa. O domínio próprio adquirido assim (Gl 5.23) preservará a nós e a outros de muita tristeza e dano. 

Até os “menores” pecados têm consequências mortais – ainda bem que Deus está pronto para ajudar a evitá-los! 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de setembro de 2023

Prioridades

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês (Mt 6.33).

Leitura Bíblica: Mateus 6.25-34. 

Um professor chegou à sala de aula com um grande vidro de conservas. Encheu-o com bolas de golfe e perguntou aos alunos: “O vidro está cheio?” Os alunos disseram que sim. Então acrescentou uma porção de pedrinhas de brita e sacudiu o vidro, de forma que elas ocuparam os espaços vagos. Perguntou novamente: “O vidro está bem cheio agora?” “Sim”, responderam os alunos. Então tomou um punhado de areia fina e cuidadosamente a despejou sobre as bolas e a brita. A areia desceu até o fundo do vidro e lentamente preencheu todos os vãos. “Está bem cheio agora?”, perguntou. Os alunos não tiveram dúvida - agora, sim, estava bem cheio. Mas o professor ainda não terminara: tomou um jarro e cuidadosamente despejou água sobre o vidro, e também ela encontrou espaço. Os alunos aplaudiram, admirados. O professor concluiu: “Vejam, se colocássemos primeiro a brita, a areia e a água, ainda haveria espaço para as bolas? Era necessário que as coisas grandes fossem colocadas primeiro. Depois as menores ainda encontraram espaço”. 

É isso o que Jesus ensina na leitura de hoje. É comum nos preocuparmos com as coisas da vida: saúde, velhice, possíveis perdas. Todos temos as nossas preocupações, não é mesmo? Mas Jesus mostra que tudo isso é brita, areia e água, que quer tomar todo o espaço de nossa vida. Se dermos prioridade a elas, não sobrará mais espaço para o principal: Jesus. Esse é o ensino do versículo em destaque. Dar o primeiro lugar a Jesus significa, antes de tudo, entregar a vida a ele e buscar sua vontade. Priorizar o desejo de servir ao Senhor, envolvendo-se na causa do reino de Deus. Se fizermos isso, nos surpreenderemos com tudo quanto Jesus acrescentará à nossa vida. Esse é o desafio do Senhor. Confie sua vida a ele. 

Dar prioridade a Jesus em todos os sentidos é a maneira mais sábia de edificar a vida. 

Lodemar Schlemper, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de setembro de 2023

Perdeu?

Quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará (Mt 16.25).

Leitura Bíblica: Mateus 16.21-28. 

Você saber o que é viver com base no “achômetro”? É dirigir todas as decisões e ações a partir daquilo que achamos ser certo. Na maioria das vezes, porém, isso é só fruto do nosso orgulho, dos nossos esforços pessoais, dos desejos egoístas que imaginamos ser a única solução certa para os nossos problemas e desafios. 

A leitura bíblica de hoje mostra com muita clareza que isso traz uma enorme perda para o ser humano: lutar apenas por uma boa vida aqui na terra nos leva a renunciar ao que é necessário para uma vida eterna de paz e alegria junto de Deus. Jesus diz que é muito melhor sofrer a “perda menor” da vida aqui na terra para assim garantir a eternidade junto de Deus. Com isso, ele quer dizer que vale a pena abrir mão das ambições humanas e dos esforços pessoais na busca por estabilidade, fortuna e sucesso materiais e entregar-se a Deus. O filósofo Francisco de Quevedo disse a mesma coisa com outras palavras: “Não há perda maior do que apartarmo-nos de Deus, nem maior ganho do que nos voltarmos para ele”. 

Você acha realmente que está vivendo bem por conta própria? Quando o homem e a mulher desobedeceram a Deus, perderam o contato direto com ele. Até hoje, a humanidade tenta, de muitas maneiras, restabelecer esse relacionamento com Deus, o que vemos na multiplicação das religiões. Mas, por mais que o ser humano busque as mais diversas formas de preencher este vazio dentro de si com rituais e boas obras, ele continua perdido e distante do Senhor. 

Jesus mostrou que o caminho para a reconciliação com Deus exigiu perda de vida: Jesus aceitou morrer na cruz para nos religar ao seu Pai. Não há esforço nosso capaz de fazer isso. Por isso, hoje resta apenas uma coisa a fazer: deixe sua busca infrutífera para chegar a Deus por si mesmo e creia que a reconciliação já está disponível em Cristo! 

A chave para a vida eterna não está no esforço pessoal, mas na fé em Jesus. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de setembro de 2023

Coração pesado

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça (1Jo 1.9).

Leitura Bíblica: Salmo 38.1-22. 

Em vez de acompanhar a esposa à igreja, certo homem, conhecido meu, preferia assistir aos jogos de seu time predileto e ficar bebendo cerveja. Um dia, um pneu de sua Kombi estourou enquanto ele fazia suas entregas semanais. A consequente colisão resultou em perda total do veículo, mas ele mesmo saiu sem um arranhão. Muitos diriam que o acidente foi castigo divino. Será? Ali, sentado e chorando à beira da estrada, este homem se entregou a Cristo, e até hoje está firme em Deus. 

É muito fácil pensar que as dificuldades sérias que enfrentamos são castigo de Deus. Nossa consciência nos acusa dos nossos erros, e não temos mais paz. Ficamos frustrados e desanimados com nossa incapacidade de nos mantermos obedientes ao Senhor, e acabamos duvidando da nossa própria sinceridade para com Deus. 

Na leitura bíblica de hoje, o salmista passa por uma dolorosa crise de consciência. Ele fala de inimigos e de perseguição, mas o que parece pesar mais nele é sua própria culpa e a convicção de ter desagradado ao seu Deus. Cada ato contrário à vontade do Senhor contribui para tirar nossa paz e resultar em estresse. No longo prazo, o peso desse pecado é insuportável para o ser humano, pois ele é incapaz de restaurar por conta própria o seu relacionamento com o Senhor. 

No entanto, Deus tem todo interesse em nos levar para perto de si. Nossas crises, inclusive as que nós mesmos causamos, são sempre oportunidades que ele usa para nos atrair para os pés da cruz. Não há pecado nosso que resista ao poder do sangue de Cristo – para todos há perdão em Jesus. Seu coração está pesado com os erros do passado e do presente? Só há um lugar onde é possível encontrar descanso: o perdão divino, como declara o versículo-chave. Faça como o salmista e suplique a ajuda de Deus! 

Quando a culpa estiver pesando em seu coração, corra para Jesus. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de setembro de 2023

Assinatura

Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa (Jo 16.24).

Leitura Bíblica: João 14.11-14. 

Quando fazemos um requerimento qualquer, esse documento só será atendido se estiver assinado. Ao fazer uma solicitação a alguma entidade ou organização, é necessário apresentar uma assinatura autorizada ou deixar o pagamento de algum valor como sinal, certo? Bastante simples, não é mesmo? 

Quando fazemos um pedido a Deus não é diferente. Os textos acima nos ajudam a entender isso. A assinatura válida é a de Jesus, e o pagamento do sinal foi efetuado na cruz. No capítulo 17 do evangelho de João, Jesus faz diversos pedidos ao Pai. Essa passagem é conhecida como a oração intercessória ou sacerdotal de Jesus. Não tenho dúvida de que o Pai atendeu a estes pedidos de seu Filho amado, que este assinou de próprio punho pouco depois, com seu sangue derramado na cruz. Em sua oração, Jesus rogou especificamente por seus seguidores e pediu que o Pai os protegesse e os mantivesse unidos. E Jesus estendeu sua oração aos que viriam a crer nele. Ele orou por mim! E se você crê nele como o Filho de Deus e seu Salvador, ele orou por você também! 

Na leitura bíblica de hoje, Jesus dá então uma espécie de procuração aos seus seguidores: “O que vocês pedirem em meu nome, eu farei” (v. 14). Mas procuração não é cheque em branco: há condições a serem observadas. Aqui, especificamente, a autorização para pedir em nome de Jesus é para continuar a realizar as obras que ele faria. Poder pedir algo em nome de Jesus, na certeza de ser atendido, é um enorme privilégio para os cristãos, mas que precisa ser usado com sabedoria. Sempre é bom refletir: isso é algo que Jesus pediria ao seu Pai? A promessa de Cristo não é para que possamos pedir e receber tudo o que queremos, mas para que a sua obra avance em todo mundo e para que o nome de Deus seja glorificado. 

Faça seu pedido a Deus com uma assinatura válida. 

Wilfried Körber, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de setembro de 2023

Seja leal

Itai, contudo, respondeu ao rei: “Juro pelo nome do SENHOR e por tua vida que, onde quer que o rei, meu senhor, esteja, ali estará o teu servo, para viver ou para morrer!” (2Sm 15.21)

Leitura Bíblica: 2 Samuel 15.13-23. 

Durante o reinado de Davi sobre o povo de Israel, Absalão, um de seus filhos, revoltou-se contra o pai e arquitetou um plano para derrubá-lo do poder e declarar-se o novo rei de Israel. Contando mentiras e prometendo benefícios ao povo caso subisse ao trono, não demorou para conseguir apoiadores à sua conspiração. 

Como o rei Davi não queria confrontar seu próprio filho, resolveu fugir de Jerusalém e ver como seria o desenrolar dos acontecimentos. Ajuntou, então, os homens que o apoiavam, e saiu da cidade com eles. No grupo que apoiava o rei Davi havia um estrangeiro novato chamado Itai que, não fazia muito tempo, tinha se ajuntado ao grupo. Por causa disso, o rei Davi lhe deu a oportunidade de escolher se ele queria voltar aos irmãos dele, em Gate, ou continuar acompanhando o rei. Diante das opções recebidas, Itai declarou com convicção que preferiria ficar ao lado de seu rei, mesmo que isso lhe custasse a vida (veja o versículo em destaque). Que lealdade mostrou esse homem diante do rei Davi! Ficaria com ele quer fosse para viver, para morrer. 

Por falar nisso, você já teve algum amigo realmente leal a você? Mais importante ainda: você se mostra realmente leal aos seus? Na verdade, o que acontece muitas vezes é o contrário: quem parecia ser muito leal acaba decepcionando, infelizmente. Quando mais se precisa delas, essas pessoas “abandonam o barco”, deixando à deriva que dependia delas. Sobre esse tipo de pessoa, a Palavra de Deus diz assim: “Como dente quebrado e pé sem firmeza, assim é a confiança no desleal, no tempo da angústia” (Pv 25.19, ARA). Portanto, se você é uma pessoa em quem o seu amigo tem plena confiança, mostre-se digno dela: prove a sua lealdade não apenas nos bons momentos, mas também nos momentos de dificuldade. 

Ser leal é cumprir seu compromisso com o amigo mesmo que o preço seja alto. 

Mário Miki, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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22 de setembro de 2023

Está pago

Agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8.1).

Leitura Bíblica: 2 Samuel 24.14-15. 

O rei Davi ficou conhecido como um homem segundo o coração de Deus, mas não era perfeito. Ele errou quando ordenou o censo do povo de Israel. Ignorando as instruções sobre recenseamento que Deus tinha dado por Moisés (Êx 30.11-16), Davi quis se certificar de seu poderio militar com base no número de guerreiros à sua disposição. Só que Deus não depende da capacidade humana. Como Davi, que tinha derrotado Golias com fé em Deus e uma funda na mão, pôde se esquecer disso? 

Depois de feita a contagem, Davi se arrependeu. No Antigo Testamento, a lei tinha de ser rigorosamente seguida. Quem a transgredia intencionalmente era severamente castigado. O pecado não intencional podia ser perdoado pela oferta de sacrifícios. No caso de Davi, o castigo de Deus era por seu pecado intencional. O Senhor lhe deu três opções de punição, e ele se submeteu àquela que não se sentiria tentado a resolver por conta própria. Mesmo assim, o castigo foi devastador: 70.000 homens morreram na peste enviada por Deus, que grassou durante três dias. 

Até meados de 2022, o coronavírus já tinha causado a morte de mais de 6 milhões de pessoas. No século passado, 50 milhões morreram pela gripe espanhola. Será que Deus estava ou está castigando o mundo por seu pecado? A resposta é não! Essas pragas não representam o juízo de Deus. O mundo jaz no maligno, e essas pandemias são resultado da lei de causa e efeito. Desde que Cristo morreu na cruz, a forma de Deus lidar com o pecado mudou. Jesus, com o seu sacrifício na cruz, pagou o preço do pecado de quem crê nele. Chegará o dia em que Deus derramará sua ira sobre o pecado do mundo, mas, até lá, seu desejo é “que ninguém se perca, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3.9). É o que chamamos de época da graça. Quem crê no sacrifício de Jesus não precisa temer a ira de Deus; basta crer em Jesus para ser justificado no juízo final. 

O perdão para a rebeldia contra o Senhor está disponível a todo o que crê em Jesus. 

Edmund Spieker, Cary/NC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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21 de setembro de 2023

Reverência

Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.24).

Leitura Bíblica: 2 Samuel 6.1-8. 

A presença da arca da aliança significava que Deus estava em meio ao povo. O Senhor tinha dado instruções a Moisés de como a arca deveria ser transportada e quem deveria carregá-la. Não era qualquer pessoa que podia manuseá-la, somente uma parte dos levitas tinha a autorização para fazer isso, e estes deviam transportá-la sobre seus ombros. 

Durante a guerra, os inimigos de Israel tinham roubado a arca, o que foi uma tragédia para o povo. Assim, a oportunidade de levá-la de volta para Jerusalém agradou não apenas a Davi, mas a todos. O erro cometido foi não consultar a Deus sobre o assunto e, como boas intenções não bastam para agradá-lo, o plano acabou em desgraça, com a morte de Uzá por colocar a mão na arca sem a necessária reverência. 

Por melhores que sejam nossas intenções, para realmente agradar a Deus é preciso sempre orar e buscar orientação em sua Palavra. Nem sempre o que nós achamos bom é vontade do Senhor. Por outro lado, quando nos submetemos e obedecemos às suas instruções, obtemos bons resultados e consequentemente desfrutamos de seu favor. O grande cuidado que precisamos tomar é cultivar humildade diante de Deus. É fácil enganar as pessoas ao nosso redor, pois elas veem apenas nossas ações e palavras. O Senhor, no entanto, sabe o que pensamos e conhece as nossas verdadeiras intenções e motivações. Isso também é adorá-lo “em espírito e em verdade”, como diz o versículo chave: expor todos os nossos pensamentos e emoções ao Senhor e deixar que ele controle nossa vida, conscientes de que ele nos vê sempre e onde quer que estejamos. 

Será que realmente conseguimos nos apresentar a Deus com tamanha sinceridade? Não é preciso esperar para fazer isso no culto da igreja. Essa honestidade diante dele começa em casa, no silêncio do nosso quarto. O que acontece na igreja será apenas reflexo disso. 

Verdadeira reverência vem de conhecer a grande diferente entre quem Deus é e quem eu sou. 

Lucas Pinheiro, Santo Augusto/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de setembro de 2023

Andem em amor

Ao encontrar alguns dos seus filhos, muito me alegrei, pois eles estão andando na verdade, conforme o mandamento que recebemos do Pai (2Jo 1.4).

Leitura Bíblica: 2 João 1.1-6. 

É possível deixar outra pessoa feliz com o meu modo de viver? Imagino que você acene afirmativamente, embora alguns digam que não se importam com isso. Num mundo que nos ensina constantemente que o que realmente importa é a nossa própria felicidade, encontramos muitas pessoas que não dão a mínima para a opinião ou o sentimento de outros. Todavia, deixar alguém feliz também alegra o nosso coração. 

A leitura bíblica de hoje é a parte inicial da segunda carta de João. Não sabemos quem era essa “senhora”, mas o apóstolo a trata como fiel e temente a Deus. Quando João se encontrou alguns dos seus “filhos”, alegrou-se muito com eles, como acontece conosco quando revemos alguém que nos é querido - mas houve ainda outro motivo. O que mais o deixou feliz foi perceber que eles estavam andando na verdade, conforme o mandamento recebido do Pai (Deus). 

Talvez você se pergunte: que mandamento foi esse? O que é andar em amor? Foi desse modo que Jesus resumiu a lei de Deus quando o questionaram a respeito de qual seria a mais importante. “‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’” (Mt 22.37-39). Amar a Deus e ao próximo não se resume a um mero sentimento. Amar é uma ação, assim como andar. Ou seja, podemos dizer isso da seguinte forma: enquanto você vive o seu dia a dia, aja de forma a agradar a Deus, fazendo o bem ao seu próximo. Assim, alegraremos o coração do outro e também o coração de Deus. Mais que isso: também o nosso coração ficará cheio de alegria. Por isso, quero motivá-lo: ande na verdade e em amor. Você vai perceber que é muito melhor assim, pois foi assim que Deus planejou. 

Demonstrações práticas de empatia e compaixão ao próximo suavizam fardos pesados, nos alegram e agradam a Deus. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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