11 de setembro de 2023

Tenha paz

Jesus disse: “Paz seja com vocês!” (Jo 20.21a).

Leitura Bíblica: João 14.27. 

A busca pela paz tem sido o objetivo da humanidade desde o começo dos tempos, pois não é possível viver constantemente em guerra, em conflito ou em meio a tribulações sem obter refrigério. Assim, a promessa de Jesus na leitura bíblica parece um bálsamo. No entanto, o que ele propõe não é ausência de guerras e aflições. Antes, é a garantia de que é possível encontrar serenidade e calma mesmo na guerra, no conflito e na tribulação. Isso, no entanto, é algo que nunca será compreendido pelos governos e pela sociedade. A paz de Deus transcende a lógica ou o entendimento humanos, pois só aqueles que amam e se submetem a Cristo Jesus têm como conhecê-la. Ela aquieta o íntimo do filho de Deus que tem a certeza de que Jesus continua no controle de todas as coisas em sua vida. Mesmo em meio a uma pandemia, ela dá a garantia de que, ainda que sejamos contaminados, o Senhor tranquilizará o nosso coração, pois não depende de atendimento médico, vacina ou ciência. 

Uma paz assim só existe no Senhor Deus. Só compreendem essa paz e suas nuances aqueles que buscam ao Senhor diariamente. Pergunto a você, caro leitor: você já conhece essa paz? Hoje, a proposta deste devocional é estimular você a ir em busca dela. Você a encontrará em Jesus, que nos reconcilia com Deus e assim nos liberta do medo e da morte eterna. Com ela, vem também o alento em meio às muitas adversidades que enfrentamos no dia a dia. 

Meu desejo é que você encontre essa paz e deixe que ela faça morada em seu coração. Assim, poderá ser também um agente da paz, um homem ou uma mulher que a promovem em sua família, na sociedade e diante de Deus. Essa paz está à sua disposição hoje. Peça ao Senhor, pois ele certamente lhe dará essa paz com graça e salvação. Creia nisso, caro leitor, e viva a paz de Deus hoje em sua vida. 

Só a paz de Cristo acalma nosso interior ainda que haja guerras e aflições à nossa volta. 

Edmilson Gonçalves de Oliveira, Campinas/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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8 de setembro de 2023

Excluído

Muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo (Jo 6.66b).

Leitura Bíblica: João 1.10-12;15.18-27; 

Você já foi excluído por alguém de uma rede social? Ficamos nos questionando por que aquela pessoa não quer mais ser nossa amiga – nem mesmo virtualmente – e se demos motivo para esta atitude. Isso me fez pensar em Jesus, que é excluído da vida de tantas pessoas. Não lembram dele nem nas duas principais comemorações que o envolvem – Natal e Páscoa! No seu lugar, coelhos e chocolates; presentes e Papai Noel... E se ele tivesse redes sociais, quantos estariam de fato na sua lista de amigos? Quantos o seguiriam? Se ele fizesse uma postagem sobre o compromisso que espera, será que muitos deixariam de segui-lo, como na situação descrita no versículo em destaque? 

Vivemos numa época muito diferente de quando Jesus andou por esta terra. Mesmo assim, o comportamento das pessoas não mudou muito. Ainda hoje, muitos não querem se identificar com o humilde nazareno (prefeririam um líder político ou um artista da moda, talvez). Naquela época, também não compreendiam a missão de Cristo por ter expectativas erradas a respeito do Messias (veja At 1.6). Muitos não “curtiam” seu ensino porque não combinava com o que achavam certo e o criticavam por curar no sábado, por exemplo. Imagine um post de Jesus hoje, quantos comentários teria! 

Mesmo não possuindo o avanço tecnológico de que dispomos, ele usou os meios ao seu alcance: discursos, ensino em particular, parábolas... Uma parte disto está registrada na Bíblia – aquilo que Deus quis que soubéssemos sobre seu Filho. É por meio destas informações que podemos imaginar como seriam suas atitudes se vivesse em nosso contexto atual. Creio que, como antes, seria odiado, excluído e evitado por muitos, e seguido por poucos! 

Você faz parte da “rede social” de Jesus – ou seja, é seu amigo? Ou odeia o Salvador e o excluiu da sua vida? 

Jesus é para curtir e compartilhar – mesmo quando suas palavras são duras! 

Vanessa Weiler Ribas, Ijuí/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de setembro de 2023

Patriotas

E José fez que os filhos de Israel lhe prestassem um juramento, dizendo-lhes: “Quando Deus intervier em favor de vocês, levem os meus ossos daqui” (Gn 50.25).

Leitura Bíblica: Gênesis 49.16-18. 

Sempre gostei muito da disciplina História. A vida dos heróis brasileiros tornou-me um apaixonado pela matéria. Na vida de dom Pedro I, nosso primeiro imperador, seu gesto e palavras ao proclamar a independência do Brasil às margens do riacho Ipiranga é a mais conhecida de suas ações. 

Na vida de Jacó, um dos patriarcas, as profecias proferidas em seu leito de morte nos dão prova de que Deus tem um propósito na vida de cada uma de suas criaturas. Apesar de todos os defeitos que os servos de Deus demonstraram ter, Deus os levou a cumprir o propósito que tinha para a vida de cada um deles. Dã, o oitavo filho de Jacó, seria o defensor da herança prometida a Abraão. Herdeiro das fronteiras do território, seria o guardião da promessa material. Ele seria o guarda da porteira. Dotado de astúcia santa, seria vitorioso, mas, para cumprir sua missão, deveria pôr sua esperança no Senhor. 

Outra grande prova de patriotismo e fé foi dada por José. Talvez por ter vivido grande parte de sua vida separado do seu povo, tenha cultivado saudosas lembranças das terras de Canaã, e desejava para lá retornar. Quatrocentos anos depois de suas palavras no leito de morte, lemos que, quando o povo saiu do Egito, Moisés levou consigo os ossos de José. 

Cada um a seu modo, d. Pedro I, os descendentes de Dã e José demonstraram amor e apego por sua terra. O cristão pode e deve defender os interesses do seu país, mas é importante lembrar que esta não é sua pátria definitiva. Um dia, Cristo voltará para nos levar para a casa de seu Pai, a Pátria final que está sendo preparada desde antes da fundação do mundo. Que, até chegarmos lá, nos esforcemos não só por uma boa caminhada aqui, mas para conquistar o máximo possível de pessoas que nos acompanhem para o Céu! 

Herdar o Reino de Deus deve ser o maior sonho de todo cristão 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP, Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de setembro de 2023

Abraço

Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus (1Jo 4.7).

Leitura Bíblica: João 13.31-34. 

O coração nunca envelhece. Basta um abraço, e ele se ilumina e aquece. Poucas pessoas não gostam de receber um bom abraço. Em muitas culturas, um gesto de carinho ou de gratidão pode ser expresso dessa forma. No mundo de hoje, gestos dessa natureza se tornam raros. O mais comum é um convívio em que toleramos, somos indiferentes ou, pior ainda, não respeitamos e até desprezamos os que estão à nossa volta. 

Todos têm necessidade de um incentivo, principalmente diante das lutas que enfrentamos na atualidade. Podemos dizer que somos mais ou menos assim: se procuro fazer tudo certo, sou honesto, faço o meu trabalho, não perturbo ninguém, então sou uma pessoa boa e nada devo a ninguém. Não há dúvida de que é melhor ser assim do que alguém violento, maldoso ou desonesto, mas Paulo afirmou que não devemos dever nada a ninguém, a não ser o amor uns pelos outros (Rm 13.8). Se somos devedores desse amor mútuo, que tal começar a observar os amigos, familiares e outros perto de nós, para ajudar a levantar o ânimo deles com um gesto carinhoso, seja com um abraço ou com palavras de conforto, para que se sintam amados e vistos por alguém que se importa com eles? Jesus também nos ensinou muito sobre o amor incondicional com relação ao nosso próximo. 

Na leitura bíblica de hoje, ao falar sobre o cumprimento de sua missão e o fato de que logo partiria, ensinou aos discípulos que deviam amar uns aos outros assim como ele os amava, pois isso os identificaria como verdadeiros seguidores seus. Pela fé e na História, vemos que Jesus deu a melhor demonstração possível do que significa a amar as pessoas com as quais nos relacionamos com todas as forças, ao suportar a morte na cruz pela humanidade. E quem ama o Senhor fica sempre atento para demonstrar esse amor também a outra pessoa. 

Abraçar, conversar, ajudar – não faltam formas de demonstrar amor pelo próximo. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br  

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5 de setembro de 2023

Irmão

Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço (1Jo 2.10).

Leitura Bíblica: Levítico 19.17-18. 

No dia 5 de setembro comemora-se o “dia do irmão”. Como é valioso ter uma boa relação com nosso(s) irmão(s)! Para os mais jovens, os mais velhos talvez representem coragem, força e inspiração - às vezes, são vistos até como heróis! Já para os mais velhos, os mais novos trazem a alegria da companhia em muitas brincadeiras e aventuras. A convivência com eles é nosso primeiro treino no desenvolvimento do amor incondicional por outra pessoa, quando seguimos juntos pelo caminho da vida sem permitir que as diferenças ou divergências de pensamento rompam esse laço fraterno. 

Ter irmãos de sangue é ótimo, só que nem todas as pessoas recebem esse presente. Mas há um tipo de irmão que qualquer um de nós pode ter: o “irmão na fé”. Quando entregamos nossa vida a Jesus, ele se considera nosso irmão (Hb 2.11), o que faz com que todas as outras pessoas que seguem o mesmo caminho também se tornem nossos irmãos. 

Buscar um bom relacionamento com nossos irmãos – consanguíneos ou não – permite estabelecer uma relação de harmonia, respeito e entendimento que dure toda a vida. Seja de que tipo for, um irmão é uma dádiva do Senhor. Ele nos acompanha na dor ou na alegria, com um abraço ou uma simples ligação. 

Mas a leitura bíblica usa uma definição ainda mais ampla de irmão: trata-se de qualquer pessoa à nossa volta. Em outros textos, a Bíblia chama-o de “próximo”. A instrução de tratar com carinho e cuidado os nossos irmãos de sangue ou de fé ainda é compreensível (ainda que nem sempre fácil). Mas dedicar o mesmo amor a desconhecidos ou até inimigos é, para muitos, um desafio aparentemente intransponível. 

Hoje, no dia do irmão, que tal orar ao Senhor pelo(s) seu(s)? Diga-lhe(s) o quanto significa(m) para você. Ou, se este “irmão” ainda não conhece a Jesus, que tal compartilhar a palavra de Deus com ele? Só não deixe passar em branco a oportunidade de fazer bem a ele! 

Tem bons irmãos quem aprendeu a ser um bom irmão. 

Arthur Queiroz Pereira, Nova Friburgo/RJ. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de setembro de 2023

Máscaras

Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada (1Tm 4.2).

Leitura Bíblica: 1 Timóteo 4.1-13. 

Interessante como certas palavras do dia a dia mudam de conotação com o passar do tempo. Anos atrás, quando se falava em “máscara”, o que vinha à mente talvez fossem aquelas máscaras de festas infantis, com rosto de super-herói. Hoje em dia, penso logo nas que precisamos usar quando saímos de casa a fim de nos proteger de doenças contagiosas. Não sei quanto a você, mas nesses momentos não vejo a hora de voltar para casa e arrancá-la do rosto. 

No v. 2 da leitura bíblica, Paulo fala de homens hipócritas. No original, esse termo “hipócritas” tem um significado associado com essas máscaras. No livro Palavras Chaves do Novo Testamento, William Barclay explica que este termo também sofreu mudança e, com o passar do tempo, passou a ter conotação negativa. Seu significado básico seria “a pessoa que responde”, mas passou a representar uma atitude maligna, do homem que se dedica a representar publicamente a bondade, mas pratica uma “bondade teatral”, escondendo seus motivos verdadeiros atrás de uma máscara de fingimento. Ressalta que uma pessoa que esconde um coração mau sob uma máscara de piedade acaba ficando cega, pois, ao tentar enganar os outros, engana a si mesma, afastando os demais da verdade e ficando sujeita à condenação de Deus. “De todos os pecados, a hipocrisia é aquele no qual é mais fácil cair; e entre todos os pecados, é o mais rigorosamente condenado”, conclui Barclay. 

Muitas vezes é mais fácil “representar”, mostrar o que as pessoas gostam de ver ou o que nós gostaríamos que elas vissem. As redes sociais estão cheias de postagens bonitas, de atos de bondade praticados e devidamente fotografados, recebendo muitas “curtidas”. Minha pergunta é: será que isso reflete o original ou a máscara? Deus sonda o nosso íntimo, ele vê através do fingimento. Que possamos, dia após dia, submeter nossa vida ao seu crivo divino. 

Arrancar a máscara, que livramento! (Victor Hugo) 

Greyce Karoline Hepfner Scholz, Nova Santa Rosa/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de setembro de 2023

Arrependimento

[João Batista] dizia: “Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo” (Mt 3.2).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 29.1-11. 

Ao assumir o trono do reino de Judá, o rei Ezequias se viu num grande dilema. Continuaria com a política religiosa de seu pai, o rei Acazias, de devoção aos ídolos, muito popular entre as nações da época? Um reino precisava, assim se pensava, da proteção de um ou mais deuses “fortes”. Desprezar a suposta defesa sobrenatural exporia o reino a sérios riscos, como uma invasão militar ou más colheitas. Num ambiente político-religioso assim, somente um rei com uma fé genuína no Deus único e verdadeiro ousaria ser diferente. 

Fico imaginando o que se passou no íntimo de Ezequias: antes de assumir, percebeu que havia algo errado com seu reino. Mas não aceitava ver o templo de Jerusalém, coração espiritual da nação, fechado às atividades consagradas a Deus, como os sacrifícios – muito menos usado para o culto aos ídolos. Não queria ver sua nação, tão vitoriosa e devotada a Deus no passado, naquela situação deplorável. Diante disso, decide pôr um fim à idolatria oficial. Não se curvaria às pressões da nobreza real. Não seguiria a política religiosa do seu próprio pai. Decide seguir o caminho dos ancestrais da nação, os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó e José, que creram no Deus eterno. Seguiria também líderes nacionais do passado como Moisés, Josué e Davi, que creram no mesmo Deus em que ele, Ezequias, confiava. Assim, já no primeiro mês do seu reinado, reabriu o templo, iniciou sua reforma, tirou dele tudo que era consagrado aos ídolos e fez com que voltassem a ser oferecidos nele sacrifícios ao Senhor. 

O fato de Ezequias decidir mudar o rumo da sua nação nos encoraja a mudar nossos próprios rumos errados. Mesmo sem poder mudar o mundo, temos a responsabilidade de submeter a nossa vida ao Senhor. Ele então nos dará coragem para resistir à pressão da maioria e firmeza para ficar no caminho certo. 

Isso é arrependimento: reconhecer o caminho errado e voltar ao correto. 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de agosto de 2023

Propósito

Temos o propósito de lhe agradar [ao Senhor], quer estejamos no corpo, quer o deixemos (2Co 5.9).

Leitura Bíblica: Provérbios 19.21. 

Você já ouviu falar em coaching? Trata-se de um tipo de treinamento e desenvolvimento pessoal que prega que cada um pode e deve buscar a realização de seus sonhos e planos e a superação de seus desafios. Isso vai bem ao encontro da cultura geral, que defende, cada vez mais, o individualismo como a norma comum. O resultado disso? Uma sociedade egoísta que busca recordes. Superação. Medalhas. Títulos. Certificados. Já a Bíblia, que é a palavra de Deus, traz uma ideia bem diferente na leitura bíblica de hoje: os propósitos do Senhor são superiores e prevalecem sobre todo e qualquer planejamento humano. 

Como criaturas, devemos ter a noção de nossa limitação e não tentar impor a Deus as nossas decisões. Já vi muitos cristãos colocarem o Senhor “contra a parede” em busca de uma solução para suas vidas. Podemos ter mil planos e sonhos, mas a vontade de Deus sempre prevalecerá. Se esta verdade não for dita e repetida muitas vezes, alimentaremos uma geração frustrada. 

Talvez paire em sua mente a pergunta: mas qual é o objetivo do Senhor para seus filhos? O apóstolo Paulo resume de forma eficaz no versículo-chave: agradar a Deus. E isso requer nossa submissão a ele quando, como e onde ele quiser. 

Diante disso, o que pode ser feito (e esta tem sido a minha oração) é pedir a Deus que mude o nosso coração. Que ele nos dê a compreensão e coloque em nós o desejo de fazer sua vontade. É um processo muitas vezes complexo e até doloroso, porque exige que renunciemos àquilo que nos satisfaria. Situações como essas, contudo, são uma forma e tanto de amadurecimento espiritual. Não quero romantizar o sofrimento, mas a adversidade pode ser instrumento de Deus para nos fortalecer. 

Que sejamos cada vez mais maduros nesta jornada de fé e que possamos, em Cristo, compreender aquilo que o Senhor nos revela de sua vontade. 

Os planos de Deus são sempre melhores que os nossos, e por isso vale a pena renunciar aos nossos. 

Lucas Meloni, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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30 de agosto de 2023

Solidário

O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram (Mt 25.40b).

Leitura Bíblica: Lucas 10.25-37. 

Solidária é aquela pessoa que manifesta preocupação em ajudar o próximo em suas necessidades. Infelizmente, nem todos a expressam, embora para isso não seja necessário ser religioso, já que há gente que a demonstra sem ter religião. Nós, cristãos, temos o dever de desenvolver essa característica, auxiliando as pessoas em suas necessidades e, se necessário, até tomar a frente para buscar ajuda aos necessitados. O apóstolo Paulo nos deu esse exemplo quando levantou recursos para socorrer irmãos pobres de Jerusalém. Cristãos de outras cidades também participaram da coleta sem nem mesmo conhecer as pessoas que precisavam da ajuda (Rm 15.26-27). Isso mostra que solidariedade não se aplica somente a conhecidos e próximos. 

A leitura bíblica de hoje é muito conhecida. Por que o samaritano demonstrou misericórdia, compaixão e piedade pelo homem que estava machucado? O levita e o sacerdote conheciam e ensinavam a lei, eram religiosos, mas não ajudaram o homem ferido. Judeus e samaritanos tinham uma inimizade que vinha de gerações, mas aquele samaritano não pensou nessas diferenças, apenas em prestar auxílio ao ferido, esforçando-se para cuidar de seus machucados. Depois de tratá-lo, levou-o até uma hospedaria e pagou todos os custos. 

Essa parábola é muito significativa, porque ensina que a solidariedade deve ser estendida até a um inimigo – até quando isso exige cuidar de seus ferimentos, providenciar um lugar ou forma para que ele possa se restabelecer e, se preciso, ainda pagar por isso. O exemplo da coleta levantada por Paulo mostra que não precisamos fazer isso sozinhos. 

Sentir a dor de nosso semelhante é muito mais do que se solidarizar. É sair da teoria, colocar-se em seu lugar, conhecer suas misérias e procurar soluções para ajudá-lo, porque quem sofre tem pressa e quer o alívio. Como Jesus também disse, é amar o seu próximo como a si mesmo. 

Para amar o próximo é preciso colocar vontades e preconceitos de lado para ajudá-lo. 

Elias Torres da Silva, Diadema/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de agosto de 2023

Promessas

É melhor não fazer voto do que fazer e não cumprir (Ec 5.5).

Leitura Bíblica: Eclesiastes 5.1-7. 

Quando eu era jovem, um chefe me disse que eu fazia de tudo para agradar e ser “bonzinho”, mas que na realidade eu queria agradar mesmo que não fosse cumprir o que estava dizendo. Infelizmente, muitas vezes há um enorme vácuo entre o que falamos e o que realmente fazemos. O anseio de agradar e ganhar vantagens pessoais nos leva a prometer coisas que não conseguiremos ou - pior ainda - não temos a mínima intenção de cumprir. 

Quando alguém não se mostra confiável em sua palavra, as pessoas naturalmente têm muita dificuldade para acreditar no que ele diz. Suas ações, voltadas apenas para seu próprio bem-estar, desmentem as belas palavras e promessas que eventualmente faça. Este é um problema do ser humano, egoísta por natureza. Por isso, o profeta Jeremias chega a dizer que é “maldito” quem prefere confiar na humanidade mortal que no Senhor Deus (Jr 17.5). É uma palavra dura, mas que mostra o quanto temos a tendência de falhar. Mesmo falando com a melhor das intenções, nem sempre somos fiéis em cumprir o prometido. 

A leitura bíblica de hoje alerta para o perigo especial que há em não sermos honestos e fiéis em nossas promessas a Deus. Diante dele, prometer e não cumprir é mentir, pois ele conhece todas as nossas motivações e intenções. É impossível enganá-lo com belas palavras, e tentar fazê-lo é inútil, tolo e ofensivo a ele. 

O Senhor é totalmente diferente de nós. Ele não mente (Nm 23.19), e o que fala, certamente cumprirá: já provou isso inúmeras vezes ao longo da História. Deus deu inúmeras promessas ao seu povo e cumpriu todas elas (Js 21.45). Também nós já fomos beneficiados por sua fidelidade às suas promessas: afinal, ele mandou seu filho Jesus para morrer na cruz e nos salvar da nossa maldade. Isso nos dá segurança de que aquelas que ainda não se realizaram também se cumprirão um dia. Não há motivo nenhum para desconfiar dele. 

Deus espera que seus filhos sejam tão confiáveis em suas palavras quanto ele mesmo é. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP, Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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