17 de julho de 2023

Finitude

Os dias do homem estão determinados; tu [Senhor] decretaste o número de seus meses e estabeleceste limites que ele não pode ultrapassar (Jó 14.5).

Leitura Bíblica: Eclesiastes 7.2. 

O tempo corre numa progressão absurda, e tentar controlá-lo certamente nos deixa estressados. Como dizem, o tempo voa! Alguns buscam cursos sobre gestão de tempo para melhorar sua produtividade. Essa angústia pelo controle aumenta quando precisamos fazer escolhas sem sequer termos tempo para avaliar o que é prioritário. Afinal, ações que levam alguns minutos podem comprometer anos de nossa vida, tornando-nos reféns de nossas próprias escolhas e suas consequências. 

O anseio por deixar marcas duradouras e ver que todo nosso esforço valeu a pena é algo que o próprio Deus colocou no ser humano (Ec 3.11). Por isso, nossa consciência da certeza da morte nos faz querer fugir da finitude. Aflige-nos ver como o tempo vai deixando marcas para que não possamos negar que ele está passando. Cabelos brancos, rugas, flacidez, perda muscular, às vezes perda da mobilidade, diminuição da memória... e não há tratamento estético ou médico, por mais eficaz que seja, que faça o tempo parar. Nosso organismo fatalmente parará de funcionar um dia. 

Mas ainda assim o texto da leitura bíblica de hoje afirma que é melhor a casa onde há luto, pois lá somos confrontados com a realidade da nossa finitude. Já que morreremos, nossa principal preocupação deve ser é o pós-morte, ou seja, onde passaremos a eternidade. Alguns podem achar que não temos como saber isso. Mas a Bíblia afirma que existe, sim, vida eterna após a morte. Aquele que não reconhece que é incapaz de agradar a Deus e rejeita a morte de Jesus na cruz para que esse relacionamento com o Pai seja possível passará a eternidade longe de Deus. E isso será literalmente o inferno. Mas quem reconhece essa sua condição perdida e que Jesus morreu na cruz para resolver isso terá vida eterna na presença do Senhor. 

Não há esforço humano que confira significado eterno à nossa vida. Só Jesus pode fazer isso por nós. 

Leonice Fonseca Souto de Souza, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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14 de julho de 2023

Permanecer

Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim (Jo 15.4).

Leitura Bíblica: João 15.1-11. 

Em português, o verbo permanecer diz respeito a estar continuamente em determinado lugar ou situação, mas o texto da leitura bíblica expressa uma ideia diferente: a de estar em uma pessoa. Assim, na verdade se trata de viver de forma a manter-se continuamente dependente de Jesus e sustentado por ele. É nesse sentido que permanecemos em Cristo e ele, em nós: ele nos sustenta, nutre e dirige por meio de sua presença e de sua Palavra. 

A ilustração da videira que Jesus usa é uma figura da vida cristã autêntica: os ramos (nós) ligados à videira (Jesus) produzem frutos correspondentes. O mesmo amor de Deus Pai, que nutriu Jesus, também sustenta e mantém continuamente aqueles que vivem com ele. Isso não requer mero sentimento da nossa parte, mas, antes, o compromisso diário de um relacionamento permanente com Deus. 

Segundo Jesus, três benefícios extraordinários surgem quando permanecemos nele. Em primeiro lugar, damos frutos. Isso se refere àquelas transformações reais na vida do cristão que o deixam cada vez mais parecidos com Jesus. E dar fruto é algo essencial a um ramo saudável. Em segundo, o cristão pede e recebe com mais frequência, pois aprende a pedir com confiança e com a mente alinhada à vontade de Deus. Dessa forma, o Pai é cada vez mais engrandecido! Por fim, quem permanece em Cristo experimenta alegria indizível e profunda, algo que sem ele não existe e é inviável. Saber que nossa dependência de Deus nunca se frustrará, antes será plenamente atendida, produz alegria e paz que transbordam na alma. Tudo isso porque a pessoa permanece o tempo todo ligada em Jesus. Essa alegria será plena e completa no reino dos céus, mas pode ser real e poderosa em você e por meio de você hoje mesmo – se você permanecer em Jesus! 

Quem permanece em Jesus não permanece a mesma pessoa. 

Heloísa Oliveira Machado, Brasília/DF. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de julho de 2023

Solidão

Ainda que me abandonem pai e mãe, o SENHOR me acolherá (Sl 27.10).

Leitura Bíblica: Salmo 68.5-6. 

Muitas pessoas são afligidas pela solidão, essa percepção de estar completamente isolado, sem alguém que nos compreenda, mesmo em meio a muita gente. Uma matéria da BBC News Brasil sobre este assunto afirma que “o brasileiro sofreu demais na pandemia. Os números assustadores de contágio e de mortes, um dos piores índices do mundo, e o longo período de quarentena, ajudam a explicar esse sentimento”. 

A solidão é um grande mal quando nos impede de contemplar o que o Senhor tem para nós – mas tem como acabar com esse problema? A notícia é boa nesse sentido: a Palavra de Deus tem o remédio, e é possível combater a solidão! Para quem crê em Cristo como seu Salvador e entregou sua vida a ele, a solidão não existe realmente, pois o Senhor sempre está por perto. Jesus conhece esse sentimento e nunca desampara os seus, como mostram a leitura bíblica e o versículo destacado. Um de seus recursos para isso são as amizades que ele providencia. Se não nos isolarmos e fizermos um esforço para investir em pessoas, descobriremos que amigos genuínos existem e que vale a pena buscá-los (Ec 4.9). 

Por outro lado, não é preciso ficar com medo do silêncio. Muitas vezes, ficar sozinho não é tão ruim e pode ser até desejável. O próprio Jesus fazia questão de buscar esses momentos de isolamento para se dedicar à oração (Mt 14.23). Tempo para refletir sobre sua vida, orar e ler a Bíblia são fatores importantíssimos, pois assim nos aprofundamos no conhecimento e relacionamento com o Senhor. 

Você também se sente afligido por sentimentos de solidão, como tantos brasileiros nos últimos tempos? Agradecer e louvar ao Senhor por todas as dádivas maravilhosas que ele já nos proporcionou é um bom começo para não se sentir abandonado. Afinal, quando o adoramos, o Senhor restaura e expande nossa visão, dando-nos uma perspectiva correta de seu poder, de sua bondade e de sua presença em nossa vida. 

Confiando na presença de Deus, é possível usar o tempo de solidão de forma positiva para nossa vida. 

Arthur Queiroz Pereira, Nova Friburgo/RJ. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de julho de 2023

Mão única

Bom e justo é o SENHOR, por isso mostra o caminho aos pecadores. Conduz os humildes na justiça e lhes ensina o seu caminho. Todos os caminhos do SENHOR são amor e fidelidade para com os que cumprem os preceitos da sua aliança (Sl 25.8-10).

Leitura Bíblica: João 14.6. 

Aproximava-se o momento de sua morte, e Jesus confortava os seus discípulos. Disse-lhes que na casa de seu Pai havia muitas moradas, que iria preparar-lhes lugar e que eles sabiam o caminho para onde ele iria. Um dos discípulos respondeu-lhe que não sabiam para onde ele iria; como poderiam saber o caminho? Foi então que Jesus lhes deu a resposta que consta na leitura bíblica de hoje. 

Dizem por aí que todos os caminhos levam a Deus. Ao contrário dessa afirmação, porém, o caminho para Deus, através de Cristo, tem uma porta estreita e é apertado, mas conduz à vida e são poucos os que a encontram (Mt 7.14). 

O caminho de Cristo é um caminho de mão única, com sentido obrigatório; não há vias alternativas ou atalhos. Uma vez trilhando-o, Jesus terá preferência em sua vida; sua prioridade não mais poderá estar nas coisas que o mundo lhe oferece, mas naquilo que ele nos ensina. Muitas serão as tentações para dar meia-volta, mas Jesus nos alerta: “Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus” (Lc 9.62). 

A viagem por esse caminho com Cristo requer que joguemos fora toda nossa bagagem de pecados; não podemos andar por esse caminho com o peso de frustrações, rancores, mágoas, inveja, revolta etc. Ele promete nos aliviar dessa sobrecarga (Mt 11.28). Mesmo quando as ventanias de adversidades como falsidade, inveja, rejeição, discriminação, perseguição etc. ameaçarem nos derrubar em nossa caminhada com Cristo, nada temos a temer, pois com nossos pés firmado sobre a rocha, que é Jesus, estamos seguros. 

Ah! Nesse caminho não precisamos pagar pedágio, pois Jesus já pagou esse preço com seu sangue derramado na cruz. 

Quem segue o caminho de Deus encontra vida e sabedoria. 

Manoel Nerivaldo Lopes, João Pessoa/PB. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de julho de 2023

Por dentro

O SENHOR não vê como o homem; o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração (1Sm 16.7b).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 16.1-3. 

Quando o rei Saul desobedeceu a Deus, o profeta Samuel foi designado para escolher seu sucessor. Para isso, o Senhor enviou Samuel até a vila de Belém, à casa da família de Jessé. Chegando lá, Samuel pediu a Jessé que chamasse todos os filhos, pois sabia que entre eles estaria o futuro ocupante do trono. Feita a convocação, os rapazes se apresentaram ao profeta de Deus, do mais velho para o mais moço. O primeiro que se apresentou foi o primogênito, um jovem de boa estatura e boa aparência. Vendo-o, o profeta achou que ele fosse o escolhido. Contudo, Deus lhe disse que ele não se impressionava com a aparência exterior, porque via o coração. Todos os filhos de Jessé passaram diante do profeta, mas Deus disse que nenhum deles substituiria Saul. Diante disso, Samuel perguntou a Jessé se todos os seus filhos estavam de fato presentes. Jessé então mencionou Davi, o caçula, que cuidava das ovelhas no campo; mandou chamá-lo e, quando ele veio, Deus disse a Samuel: “É este! Levante-se e unja-o” (v. 12b). Nessa escolha, o critério não foi estatura ou aparência, mas o caráter e a submissão a Deus. 

É muito fácil deixar-se enganar pela aparência de alguém. A pinta de galã de um rapaz ou a beleza de miss de uma moça não são o mais importante, pois a beleza um dia acaba. Quando você for escolher uma pessoa para ser seu cônjuge, não se deixe fascinar apenas pelas aparências, mas procure discernir, acima de tudo, a beleza interior. Quem proceder assim na escolha do seu cônjuge não se arrependerá. 

A propósito, isso vale também para outras situações, já que há, p.ex., quem escolha aliados pelas suas riquezas, funcionários pela sua bajulação e amigos pela simples cor da pele. Muita gente atraente por fora não vale nada por dentro. Que o Senhor nos ensine a usar os mesmos critérios que ele na hora de escolher nossas companhias. 

As aparências podem fascinar, mas é o caráter íntegro que permite relacionamentos duradouros. 

Mário Miki, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de julho de 2023

Entrega pela fé

[Deus respondeu a Moisés:] Você não poderá ver a minha face, porque ninguém poderá ver-me e continuar vivo (Êx 33.20).

Leitura Bíblica: Levítico 1.1-17. 

Recém-saídos do Egito, quase 3 milhões de israelitas passaram o 1º ano pós-êxodo nas montanhas desertas do Sinai. Durante esses meses, o povo aprendeu uma grande quantidade de verdades religiosas até então desconhecidas, já que tinham sido escravos em um país dominado pela idolatria. Agora, depois de terem recebido a Lei e construírem a tenda que serviria de templo, os israelitas precisavam saber como cultuar e adorar ao seu Deus tão poderoso e amoroso. Eles eram uma nação “santa”, isto é, “separada” para ser povo especial de Deus. Por isso, precisavam de orientações que definissem cada aspecto desse relacionamento. Assim, as leis registradas no Levítico mostram a necessidade da pureza e da santidade para o povo. Ao contrário do que muitos pensam, essas leis não definem o Senhor como um Deus duro e inflexível, mas demonstram sua graça e misericórdia, enfatizando o quanto ele quer conviver com seu povo. Para que isso seja possível, as pessoas, rebeldes e pecadoras por natureza, precisam ser purificadas. Do contrário, não suportariam a presença santa de Deus (veja o versículo em destaque). 

É importante notar que o propósito dessas ofertas era que o israelita reconhecesse que devia sua vida ao Senhor por essa escolha especial. Assim, pela fé, apresentava a Deus a vida inocente de um animal sem defeito como seu substituto. Esse animal seria então queimado, demonstrando que o ofertante entregava toda a sua vida ao Senhor. Hoje não precisamos mais apresentar todos esses sacrifícios, pois a morte e ressurreição de Jesus fornecem tudo o que precisamos para sermos reconciliados com Deus. Não há nada que você ou eu possamos ou precisemos fazer para completar essa obra. Você crê nisso? A sua fé é tudo o que Deus pede. 

“Justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). 

Itamir Neves de Souza, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de julho de 2023

Morte

O nosso Deus é um Deus que salva; ele é o Soberano, ele é o SENHOR que nos livra da morte (Sl 68.20).

Leitura Bíblica: Atos 1.1-5. 

Dizem por aí que a única certeza que temos nesta vida é a morte. Há pessoas que não gostam de pensar, muito menos falar sobre isso. Certa reportagem mostrava que há pessoas (ricas, é claro!) que apostam no congelamento do corpo, na esperança de que a ciência ache alguma solução para a imortalidade. Outros preferem encarar a realidade e desde já fazem algum seguro para a família, a fim de garantir que seus queridos não passarão por dificuldades. E há os que acreditam que morreu, acabou. 

Todavia Deus, por meio da Bíblia, mostra que não é assim. Vemos que Jesus morreu, ressuscitou e esteve na terra por 40 dias antes de subir para o céu, demonstrando que há uma vida eterna. Na leitura de hoje, Lucas narra a Teófilo, para quem ele escreve os relatos de Atos, que, durante esse tempo, Jesus se apresentou vivo aos seus discípulos com muitas provas incontestáveis de sua ressurreição. 

A Bíblia afirma que Jesus é o Deus que se fez carne para habitar entre nós. Afirma, ainda, que ele estava presente na criação, que tudo foi feito por intermédio dele e nada foi feito sem ele. A vida estava nele, e ele veio para dissipar as trevas. E o mais importante: todos que creem nele podem ser chamados de filhos de Deus (Jo 1.1-12). 

O apóstolo Paulo também afirmou que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e apareceu a Pedro, depois aos doze e foi visto por mais de 500 pessoas de uma só vez. E Paulo continua defendendo essa afirmação, enfatizando que essa é a razão de nossa crença, afinal, se Cristo não tivesse ressuscitado, nossa fé seria vã, sem saber se também ressuscitaríamos (1Co15.13-14). Devemos entender que além da vida terrena que conhecemos, a Bíblia nos afirma que existe vida eterna após a morte. A questão passa a ser onde nosso espírito passará a eternidade. Você sabe a resposta para o seu caso? 

Quem crê em Jesus como seu Salvador pode ter a certeza de que passará a eternidade com Deus. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de julho de 2023

Ansiedade e cura

Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir (Mt 6.25a).

Leitura Bíblica: Filipenses 4.6-7. 

As preocupações diárias sobre o que é essencial à vida têm deixado muitas pessoas ansiosas, neuróticas e infelizes. Diariamente a mídia nos traz notícias alarmantes - muitas, reais; e, outras, nem tanto. Temos a impressão de que a sociedade e suas instituições estão perdendo ou já perderam o controle. Muitos vivem deprimidos, assustados, sempre na expectativa de que algo possa acontecer e trazer o caos completo ou a destruição de todos os alicerces que dão a sustentação mínima à nossa existência. 

Como viver feliz num mundo tão agitado e tão cheio de problemas? A solução vem daquele que já viveu nesta terra como qualquer um de nós; e, mesmo tendo experimentado todas essas questões num nível muito mais elevado e turbulento, as venceu: Jesus! Na seção de onde extraímos nosso versículo-chave (Mt 6.25-32), Jesus usa o cuidado do Pai com as aves e os lírios do campo para nos desafiar a vencer a ansiedade e construir uma confiança e fé simples na providência e poder divinos. 

O que falta às pessoas não é dinheiro, saúde e recursos, mas fé e dependência de Deus! Enquanto elas não se desligarem de todas as suas preocupações para depender somente do Senhor, estas vão aumentar mais e mais, e o temor de um fracasso sempre estará presente. Este é o século da correria. O urgente, e não o importante, determina nossa agenda. Com certeza o apóstolo Paulo teve nessas palavras de Jesus sua inspiração para encorajar os cristãos filipenses a vencerem a ansiedade. 

Para vencer a ansiedade hoje, por meio da fé em Deus, coloquemos em suas mãos todas as nossas preocupações por meio da oração, com a certeza de que ele continua no controle: “Os pagãos é que correm atrás dessas coisas, mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas” (Mt 6.32). 

A paz que brota da confiança em Deus cura a ansiedade e protege contra novas angústias. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de julho de 2023

Abrão creu no SENHOR, e isso lhe foi creditado como justiça (Gn 15.6).

Leitura Bíblica: Gênesis 15.1-21. 

Abraão é um dos exemplos que a Bíblia cita quando fala sobre fé. Quando o chamou, Deus apresentou-lhe um desafio inimaginável: abandonar sua terra natal e seus parentes sem saber para onde iria e o que aconteceria com ele. Havia apenas uma promessa: “Eu lhe mostrarei uma terra que será sua”. Abraão partiu sem saber de outros detalhes, apenas crendo que o Senhor cumpriria sua palavra. E é bom lembrar que naquele tempo esse tipo de empreendimento era algo sem volta – não dava para ir “ver como são as coisas” e, caso não atendessem às expectativas, retornar para casa. 

Já estabelecido em Canaã, Abraão questiona Deus sobre a utilidade dessa promessa, visto que não tinha herdeiro legítimo a quem deixar essa terra. Será que Deus tinha deixado escapar um detalhe essencial? É muito interessante o diálogo da leitura bíblica de hoje, em que a fé de Abraão balança porque ele contempla as circunstâncias (a falta do herdeiro). 

Pacientemente, Deus renova sua promessa a Abraão, mostrando que não havia perdido o controle da situação, e ainda lhe mostra, por meio de um ritual usado na celebração de alianças, que sua palavra continuava válida. Então, com a fé de Abraão fortalecida, Deus não afirma que dará a terra aos descendentes de Abraão, mas declara que já a deu. A promessa de Deus é tão segura que já é possível considerá-la como cumprida! 

Neste mundo, as circunstâncias sempre nos desafiam. Atraem nosso olhar para o presente, para a aparente falta de solução. Mas alguém já disse que não se precisa de fé quando é possível ver. Então, nossa fé é provada e aprovada quando não há nada visível ou palpável para se basear. Seus fundamentos são o que Deus já fez no passado e no presente, suas promessas para o futuro e sua imutabilidade. Também não se trata de crer em qualquer coisa. O que realmente faz diferença na fé que salva e sustenta é a pessoa em quem a depositamos: Jesus! 

Nossa fé é um desafio para nós e uma certeza para Deus, que tudo pode. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de julho de 2023

Ajuda ao pobre

Pai para os órfãos e defensor das viúvas é Deus em sua santa habitação (Sl 68.5).

Leitura Bíblica: Deuteronômio 24.19-22. 

O cuidado de Deus em relação aos necessitados é notório. A leitura bíblica de hoje mostra isso. Entre várias leis que Deus entrega ao povo por meio de Moisés, aparece esta mostrando que ele tem um carinho especial pelos estrangeiros que viveriam no meio do povo de Israel, bem como pelos órfãos e viúvas, figuras que representavam os mais carentes daquela sociedade. Para garantir a subsistência desses pobres, Deus ordena que os demais, ao realizarem suas colheitas, fizessem algo muito prático: se deixassem um feixe para trás, não deveriam voltar para pegá-lo; ao colher azeitonas, sacudindo os galhos das árvores, não deveriam colher o que sobrasse nos ramos; quando colhessem as uvas, não deveriam voltar para colher o que ficou para trás. O que ficava (e também outras leis mostram que sempre deveria ficar algo, Lv 19.9-10) pertencia aos necessitados. 

Em nossos dias, os estrangeiros, os órfãos e as viúvas nem sempre são os mais carentes, ainda que muitas vezes mereçam uma atenção especial. Creio que os necessitados atuais são todos os que precisam de nossa ajuda, como os que têm fome, frio, estão enfermos, enlutados, abatidos, desorientados etc. Com certeza, o princípio que Deus nos deixou nesta passagem bíblica se aplica a todos eles, e devemos ajudá-los. Aliás, como Jesus deixou muito claro (Mt 25.31-46), é sempre bom lembrar que ajudar um necessitado é como ajudar o próprio Senhor, que nos abençoará (v.19). Em resumo, vejo que esta porção bíblica mostra, entre outras coisas, que Deus se preocupa muito com os necessitados, que devemos lembrar que Deus já nos ajudou em situações de necessidade (v.22), que providenciar ajuda aos carentes é um mandamento que recebemos do Senhor, e que seremos recompensados por Deus ao ajudar o nosso próximo. Ou seja: ajude e seja abençoado! 

Deus abençoa aquele que cumpre o dever de ajudar ao pobre! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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