12 de abril de 2023

Saudosismo

Bendito seja Deus... que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia (2Co 1.3a,4a, ARA).

Leitura Bíblica: Jó 29.1-25. 

No texto de hoje, lemos sobre um homem que olha para trás e relembra os dias felizes que viveu. É bom recapitular esses bons momentos, mas a saudade pode ser boa ou não. O perigo está em ficar preso ao passado e não encarar o presente. 

No caso de Jó, ele enfrentava uma situação bem difícil: perdeu seus bens, seus filhos e ficou muito doente. Nessas horas, ficar pensando no passado feliz talvez pareça uma solução estranha, mas pode ser uma oportunidade de ganhar forças para os dias difíceis, que nos trarão crescimento. O saudosismo é saudável quando nos leva a contemplar uma felicidade que ficou para trás e nos motiva a olhar para frente, alimentando a fé de que Deus pode restaurá-la. 

Jó não imaginava o que o Senhor estava fazendo e ainda queria fazer em sua vida. Ele via sua situação presente e comparava-a com o que tinha antes de perder tudo, inclusive a alegria e a vontade de viver. Mas também deu ouvidos a Deus, quando este lhe chamou à memória todo o seu poder e soberania. Ainda sem saber o que aconteceria, submeteu-se novamente ao Senhor, pela fé. Entender a superioridade divina foi libertador e restaurador! 

Não temos como prever o futuro, saber se teremos ou não um final feliz. Mas creio que Deus quer que olhemos para a nossa vida presente e entendamos que a felicidade não vem do dinheiro ou da saúde que temos, mas da chance que recebemos todos os dias de recomeçar a caminhada com o Senhor – não importa quantas vezes nos vejamos em uma situação que parece sem saída! Ele nos dá o privilégio de aprender a viver ao seu lado. E então ainda recebemos a oportunidade de contar aos outros as lutas que passamos, testemunhando como Jesus nos ajudou. Assim, em vez de afundar no saudosismo, aproveite as boas memórias para reforçar sua fé na bondade de Deus. 

Passado, presente e futuro têm isso em comum: sempre há motivos para cantar, louvar e adorar a Deus! 

Luciano Henrique Fonseca e Silva Lenz, Toledo/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de abril de 2023

Insistir no erro

O vidente Jeú, filho de Hanani, saiu ao [encontro do rei Josafá] e lhe disse: “Será que você devia ajudar os ímpios e amar aqueles que odeiam o SENHOR? Por causa disso, a ira do SENHOR está sobre você” (2Cr 19.2).

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 20.35-37. 

Um professor precisou chamar a atenção de um estudante por causa da agressividade deste. Alertou-o: “Comportar-se dessa maneira só vai fazer as pessoas se afastarem. Cuidado para não perder seus amigos!”. Pouquíssimo tempo depois, o garoto repetiu o erro, e novamente o professor conversou com ele. Por um tempo houve melhora, mas alguns meses depois ele voltou ao comportamento agressivo. Por fim, bem triste, teve de reconhecer: “Professor, perdi meus amigos. Eles têm medo de mim”. O fato é que aquilo que o homem semear, isso também colherá. É bíblico (Gl 6.7)! Cometer erros é totalmente humano, mas é tolice permanecer neles mesmo depois de alertados e sabendo das possíveis consequências. 

A leitura bíblica de hoje fala de um erro repetido do rei Josafá. Deus havia enviado profetas que o advertiram a não se aliar a Acazias, filho de Acabe, um dos reis mais cruéis da história de Israel. O versículo chave mostra que Josafá já fora cobrado anteriormente por se envolver com o próprio rei Acabe. Mas Josafá persistiu no erro, e consequentemente não conseguiu executar seus planos de entrar no comércio marítimo. O Senhor literalmente destruiu os navios que Josafá e Acazias usariam. 

O ser humano gosta de insistir em seus próprios sonhos (mesmo não autorizados por Deus) e em relacionamentos não aprovados por ele, apresentando todo tipo de desculpa. Mas “dar soco em ponta de faca é tolice”, como diz um antigo ditado. Insistir no erro é receita certa para entristecer pessoas ou até machucar a nós mesmos. Se você sabe onde tem errado, pratique o que Jesus instrui: “Vá e não peque mais”. Ainda dá tempo de mudar sua história. 

Errar é humano, mas insistir no erro depois de ser advertido por Deus é rebelar-se contra o Senhor. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de abril de 2023

O que Deus é?

Eu sou o SENHOR, o seu Deus, que o segura pela mão direita e diz a você: Não tema; eu o ajudarei (Is 41.13).

Leitura Bíblica: Salmo 46.1-3. 

O ser humano normalmente faz perguntas porque precisa de uma informação. Lança mão desse recurso para descobrir algo que não ainda saiba. Mas é um problema quando nem sabemos que nos falta determinado conhecimento. Na leitura bíblica de hoje, o salmista conseguiu transmitir para os seus leitores no passado, e para nós hoje, uma informação sobre Deus que talvez nem sabíamos que precisávamos: quem é Deus, e o que isso significa para nós? 

O salmo inicia comparando Deus a refúgio e fortaleza (v. 1). Isso significa que Deus é um abrigo confiável para o seu povo quando tudo ao redor parece desmoronar. A questão então é: onde está o seu refúgio? No Senhor? Ou na ciência, no dinheiro, no seu conhecimento? Além disso, Deus também é fortaleza. Na época, cidades cercadas por muros e bem armadas eram difíceis de conquistar. Assim, como uma cidade murada e resistente, diz o salmo, Deus é proteção invencível em qualquer época, em qualquer circunstância. Ele está sempre presente. 

Este é um salmo no qual podemos refletir e orar quando enfrentamos perseguições e tribulações. Se Deus é fortaleza e refúgio na qual encontramos socorro em todo o tempo, qual pode e deve ser a nossa atitude? A resposta está no v. 2: portanto, não é preciso temer, ficar apavorado, agoniado, em pânico, temendo pela vida, pelas nossas famílias, por amigos, pelas nossas provisões do dia a dia. 

Lembremos que em Deus vamos sempre encontrar abrigo e socorro. Ele é auxílio bem presente nas adversidades – como, por exemplo, encontrar-nos em uma situação de aperto, encurralados num canto e incapazes de nos livrar disso. A recomendação para tais ocasiões é: “Não tema”! Então, ainda que tudo mude no futuro, o nosso Deus permanece o mesmo: refúgio e fortaleza. 

“Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração” (Sl 90.1). 

Kalley Gean Costa Brito, Brasília/DF. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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7 de abril de 2023

Pense nos outros

Ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros (1Co 10.24).

Leitura Bíblica: Filipenses 2.1-4. 

Já pensou chegar numa roda com seus amigos e soltar a frase do versículo destacado? Vão achar que estamos fazendo “graça”. Logo aparecerá alguém para dizer: “Sim, mas...”, e lá vem uma justificativa para tentar argumentar que essa instrução bíblica “não é bem assim”. 

Quando nos tornamos seguidores de Jesus, recebemos dele uma ordem difícil: pensar nos outros. Jesus ensinou que devemos amar o próximo como a nós mesmos (Mc 12.31). A tendência que temos, entretanto, por sermos humanos, é pensar somente no que é nosso, é falar sobre nós mesmos, é não nos importar com o próximo. O princípio vigente é: “Todos pensam em si mesmos; só eu penso em mim” – portanto, vou atrás do que é meu, e os outros que façam o mesmo. As consequências são o que vemos por aí: divisões na família, polarização na sociedade, conflitos nas igrejas etc. 

Em suas cartas, Paulo escreve que não devemos nos concentrar em nós mesmos, mas no próximo. A razão para isso é o exemplo do próprio Jesus, que renunciou a todos os seus direitos como Filho de Deus, a ponto de morrer numa cruz, para que você e eu também pudéssemos ser filhos de Deus. Quando cremos nisso, ele muda o nosso viver, e agora quem vive não somos mais nós mesmos, mas Cristo em nós. 

É humano querer ser admirado como alguém que realiza importantes tarefas. Contudo, o que mais agrada a Deus na vida de seus seguidores é quando eles não pensam em si mesmos, mas no que é bom para o outro. Nosso Senhor é engrandecido quando colocamos os interesses dos outros acima dos nossos. Isso requer uma mudança de mentalidade. Em vez de pensar que o que temos é produto do “nosso” trabalho e deve servir para o nosso bem, descobrimos que nada é nosso e tudo é de Deus. Assim, ficamos livres para pensar nos outros como aqueles a quem devemos servir. 

Servir ao próximo é um maravilhoso compromisso que Cristo Jesus deixou para seus seguidores. 

João Fernandes Garcia, Oakville/Ontario. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de abril de 2023

Crucifica-o!

Perguntou Pilatos [ao povo]: “Que farei então com Jesus, chamado Cristo?” Responderam eles: “Crucifica-o!” (Mt 27.22)

Leitura Bíblica: Mateus 21.1-11. 

Os judeus viviam na ardente expectativa da chegada do Messias (o Salvador enviado por Deus). E, com a vinda de Jesus, a promessa finalmente se cumpriu. Contudo, o povo estava equivocado: não esperava um Messias que falasse da necessidade de arrependimento por aquilo que desagrada a Deus, mas um líder que libertasse Israel do domínio romano e lhes satisfizesse suas necessidades imediatas, dando alimento e curando as enfermidades físicas. Jesus parecia ser a pessoa ideal: multiplicou pães e peixes, curou muitos doentes e chegou até mesmo a ressuscitar mortos. Que rei melhor poderiam esperar? O povo estava empolgado, e a euforia tomou conta – não poderia ser diferente. Aclamaram Jesus gritando: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito é o que vem em nome do Senhor!” (v.9b). 

Mas, poucos dias após tudo isso, o discurso do povo mudou. Jesus explicara a necessidade de sua morte e não ofereceu resistência aos que o prenderam e fizeram falsas acusações. Isso gerou tamanha frustração que o povo agora gritava: “Crucifica-o!” (veja o versículo em destaque). Não entenderam que Jesus não veio para reinar aqui na Terra, mas para nos dar vida nova com Deus agora e eterna, no Céu. 

Vivemos numa época diferente, mas, lamentavelmente, vejo inúmeras pessoas buscando Jesus pelos mesmos motivos equivocados. Querem ver os milagres, a multiplicação dos pães, a prosperidade, a cura de todas as doenças e o livramento de todas as dificuldades. Assim como naquela época, Jesus faz muitos milagres, mas não atende a todos os nossos desejos, muitas vezes egoístas, o que faz com que alguns o abandonem. Diante disso, quero desafiá-lo a refletir sobre suas expectativas e motivações ao buscar Jesus. Você quer um rei terreno ou aquele que pode lhe dar a vida eterna? 

Qual é a sua motivação para buscar Jesus: satisfação pessoal ou reconciliação com Deus, por meio do perdão? 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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5 de abril de 2023

A escola de Jó

Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo (Jo 16.33b).

Leitura Bíblica: Jó 1.13-2.10. 

As tragédias nos deixam estarrecidos e perplexos, levando-nos a perguntar: “Por quê?” Lembro-me do acidente aéreo na Colômbia, em novembro de 2016, que vitimou o time da Chapecoense e ocupou o noticiário durante muito tempo. Ninguém esperava a morte daqueles atletas, técnicos, dirigentes e jornalistas, acostumados a viagens aéreas seguras. Há milênios, catástrofes acontecem todos os dias em algum lugar do mundo. 

A Bíblia menciona várias. Entre elas, o drama de Jó, o homem mais rico de sua época no Antigo Oriente. Sua história é lida, estudada, descrita e pregada por todo mundo, não apenas por curiosidade, mas para achar nela alguma luz que console e ajude quem sofre a entender e aceitar as suas próprias provações. Jó perdeu praticamente tudo. Inicialmente, foram-se, em questão de horas, seus rebanhos, os muitos empregados que cuidavam deles e seus dez filhos. Num segundo momento, talvez não muito depois, foi privado de sua saúde, atingido por feridas terríveis. 

Como reagiríamos se estivéssemos no lugar de Jó? Com blasfêmias contra Deus? Abandono da fé? Loucura? Suicídio? A mulher de Ló, também atingida por tais perdas, sugeriu-lhe que amaldiçoasse a Deus, para morrer. Jó sofreu muito, sem dúvida. Mas ele venceu o sofrimento quando aprendeu verdades valiosas (confira em Jó 42.1-6). Seu livro nos ensina lições que dificilmente aprenderíamos sem passar pelo sofrimento. Algumas delas: a) por si só, o sofrimento não pode aniquilar quem confia em Deus; b) permanecer fiel a Deus nesses momentos leva a grandes benefícios espirituais; c) a dor intensa reduz a pessoa ao seu verdadeiro tamanho (“Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei”, v. 20b), livrando-a da opinião exagerada que costumamos ter de nós mesmos. Como você tem reagido ao sofrimento? 

Nas mãos de Deus, o sofrimento se transforma em ferramenta de aperfeiçoamento espiritual. Confie! 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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4 de abril de 2023

Amor real

Respondeu Jesus: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mt 22.37).

Leitura Bíblica: Mateus 22.34-38. 

Quando Jesus vivia nesta terra, os líderes religiosos lhe faziam perguntas, mas não para aprender. Preparavam questões ardilosas, à espera de algo que considerassem um deslize. Na leitura de hoje, vimos mais um episódio desse tipo. Referindo-se aos “Dez Mandamentos”, um mestre da lei pergunta: qual deles seria o maior, o mais importante? Jesus de pronto respondeu o versículo em destaque. Mas acrescentou: “E ame o seu próximo como a você mesmo”. Assim, colocou em pé de igualdade ambos os mandamentos – deles depende toda a lei e todo ensino profético, afirmou 

Você percebeu um detalhe? Jesus falou de amar com a totalidade do coração, da alma e do entendimento. Não parte, nem mesmo uma boa porção. Repito: tudo que diz respeito à nossa vontade e empenho deve ser dedicado ao exercício de amar a Deus. Ora, a palavra “tudo” não deixa espaço para mais nada. Ora, como sobrará então lugar para amar meu próximo? 

Esses mandamentos parecem contraditórios quando o ponto de vista se restringe ao meramente humano. Há um aspecto importante a considerar: nem eu nem você temos em nós a capacidade de amar a Deus com tudo o que somos. Nem mesmo a pessoa mais bondosa do mundo consegue amar de verdade apenas por suas próprias forças. O que costumamos chamar de amor não se compara com o que essa palavra implica quando o Senhor a usa. 

Assim, há no texto de hoje um ensino menos evidente, mas importantíssimo. Amar a Deus com tudo o que tenho e sou é a única forma de conseguir amar alguém de verdade, pois isso só é possível quando o amor do próprio Deus flui por meio de mim. Amar a Deus com tudo o que sou e amar ao meu próximo como a mim mesmo são parte do fruto do Espírito Santo. E só serei capaz de cumprir esses mandamentos e toda a lei e os profetas se minha vida for dedicada a encher-me de sua gloriosa presença. 

Só o Espírito Santo nos torna capazes de obedecer a todos os mandamentos, do maior ao menor. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP, Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de abril de 2023

Fraternidade

[Empenhem-se em acrescentar...] à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor (2Pe 1.7).

Leitura Bíblica: Tito 3.3-8. 

Certa igreja distribuía aos seus visitantes cartões que tinham, de um lado, uma mensagem de boas-vindas e, do outro, um espaço para que escrevessem o nome e endereço. Após o culto, os cartões eram recolhidos por auxiliares. Isto facilitava os contatos posteriores com as pessoas. O cartão também fazia um convite: “Se quiser demorar um pouco depois do culto, há alguém que gostaria de conversar com você”. 

Quero destacar aqui a maneira simples e simpática com que esta comunidade resolveu tratar seus visitantes. A fé e a bondade são parceiras inseparáveis. Nossa devoção a Deus é aliada da fraternidade, que se materializa em gestos de amor. Pedro começa o raciocínio do versículo em destaque com as palavras: “Façam todo o possível para juntar a bondade à fé que vocês têm” (2Pe 1.5a, NTLH). Ele esperava empenho dos cristãos em favor do próximo. “Fazer o possível” não exige algo impossível, não pede um esforço sobrenatural, mas provavelmente é bem mais do que muitas vezes nos dispomos a fazer. Só que com isso perdemos muitas oportunidades de fazer o bem. 

Pode ser que, por desconfiar dos outros, por achar que as pessoas são interesseiras ou más, nos tornamos mais frios e menos fraternos. Mas quando lembramos que também fomos desobedientes e insensatos e que Deus, mesmo assim, por sua misericórdia, manifestou sua bondade para conosco e nos salvou por meio de Jesus Cristo, somos motivados a fazer o bem. Na leitura bíblica, Paulo, depois de argumentar sobre este assunto, diz: “Insista em falar sobre o que Deus fez por nós, para que os que crerem se esforcem em praticar o bem” (cf. v. 8). Tito deveria sempre lembrar seus ouvintes de que eles foram alcançados pela graça e misericórdia de Jesus. Esta lembrança é o maior estímulo para que pratiquemos boas obras e sejamos bondosos com nosso próximo. 

Esforçar-se para fazer o bem ao próximo é nossa responsabilidade. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP; Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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31 de março de 2023

Muito pouco

... por meio de você todos os povos da terra serão abençoados (Gn 12.3b).

Leitura Bíblica: Isaías 49.6. 

Tem gente que, depois de ajudar outra pessoa, afirma: “Já fiz minha boa ação do dia!” É elogiável um estilo de vida que contemple no cotidiano o desejo de fazer o bem. Mas, para os cristãos, é possível se contentar com isso? Penso que não. Isso seria se satisfazer com muito pouco. Fazemos parte de um plano maior de Deus! 

No texto bíblico de hoje, vemos Deus dizendo que seria muito pouco para seu povo, Israel, ser restaurado e voltar para casa. Depois de um bom período no exílio babilônico, era o que as pessoas queriam. Mas voltar por voltar não faria sentido. Por isso, o Senhor lhes diz: “Farei também com que você seja uma luz para os gentios, para que você seja a minha salvação até os confins da terra”. Ou seja, ser salvo por Deus, muito além de ser um privilégio, é uma responsabilidade. Ser reconciliado com ele não é um fim em si mesmo. Somos salvos para algo maior, semelhante ao chamado que o próprio Abraão recebeu (versículo-chave), de ser bênção e luz para outros. 

No Novo Testamento, a partir da morte e ressurreição de Jesus em nosso favor, e com a promessa da vinda do Espírito Santo, somos enviados como testemunhas de Deus até os confins da terra (At 1.8). Você já refletiu sobre isto? Quando o Senhor nos dá a salvação, por que ele não nos leva diretamente para o céu? Exatamente porque nos envolve em seu plano redentor aqui. Portanto, seria muito egoísta não perceber a responsabilidade que nos é atribuída e querer apenas “curtir” a vida de salvos. Isso seria muito pouco. É como se Abraão pensasse que era o queridinho de Deus, escolhido por ser melhor do que os outros, e deixasse de fazer o que o Senhor pedia dele. E os demais povos, como ficariam? Os cristãos, como povo amado de Deus, podem muito mais! Como sal e luz, podem levar a clareza, a alegria, o sabor e a cura de Deus para toda a terra. Faça sua parte! 

Deus chamou você para uma grande obra: a dele! Não se contente com menos! 

Alison Diogo Heinz, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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Pr. Paulo Roberto Barbosa, do site - Escuro Iluminado: https://ministeriopararefletir.com.br/  

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30 de março de 2023

Coração limpo

Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória (Is 6.3).

Leitura Bíblica: Isaías 6.1-8. 

Era uma época preocupante. A morte de um rei e sua consequente substituição causavam insegurança nos súditos. É bom encontrar Isaías no melhor lugar possível: no templo, na presença de Deus. E melhor ainda é ver que nem a calamitosa situação espiritual de Judá impedia que a glória do Senhor se manifestasse. O que se segue é muito significativo: Isaías vê a Deus, e essa visão desperta nele a consciência de sua indignidade diante do Senhor. Será que nós ainda estamos sensíveis a essa diferença abismal entre a santidade e pureza de Deus e a nossa situação humana e carnal? 

O profeta teve a visão correta de si mesmo. Ele sabia que, na sua condição impura, seria incapaz de sobreviver na presença do Senhor. Quando ele confessou isso, Deus demonstrou toda a sua misericórdia, purificando-o imediatamente. Essa obra de purificação do ser humano só é possível com a intervenção e ajuda de Deus. 

Só depois disso a pessoa está apta para trabalhar para o Senhor. Só quando o coração, o centro de nossas atitudes, pensamentos e amor ao Senhor, está limpo teremos também as motivações certas para servi-lo, pois isso requer submissão à vontade divina, desprendimento e humildade, motivações puras, ausência de ambição pessoal... Nada isso é natural ao ser humano. É Deus quem precisa criar essas condições em nós, e ele o faz mediante o Espírito Santo, que transforma nossos impulsos egoístas em amor a Deus e ao próximo. 

A purificação que Deus opera na pessoa que se submete a ele às vezes pode ser dolorida. Já pensou ter uma brasa viva, que o próprio anjo tinha de pegar com uma tenaz, encostada na boca? E nem sempre a transformação necessária em nós será imediata. Mas o que podemos lembrar é: se Deus começou a trabalhar em nós, ele também terminará, pois o Senhor jamais faz serviço pela metade. 

Ver a Deus nos leva a ver quem nós somos e nos inspira a querer servi-lo. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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