31 de março de 2023

Muito pouco

... por meio de você todos os povos da terra serão abençoados (Gn 12.3b).

Leitura Bíblica: Isaías 49.6. 

Tem gente que, depois de ajudar outra pessoa, afirma: “Já fiz minha boa ação do dia!” É elogiável um estilo de vida que contemple no cotidiano o desejo de fazer o bem. Mas, para os cristãos, é possível se contentar com isso? Penso que não. Isso seria se satisfazer com muito pouco. Fazemos parte de um plano maior de Deus! 

No texto bíblico de hoje, vemos Deus dizendo que seria muito pouco para seu povo, Israel, ser restaurado e voltar para casa. Depois de um bom período no exílio babilônico, era o que as pessoas queriam. Mas voltar por voltar não faria sentido. Por isso, o Senhor lhes diz: “Farei também com que você seja uma luz para os gentios, para que você seja a minha salvação até os confins da terra”. Ou seja, ser salvo por Deus, muito além de ser um privilégio, é uma responsabilidade. Ser reconciliado com ele não é um fim em si mesmo. Somos salvos para algo maior, semelhante ao chamado que o próprio Abraão recebeu (versículo-chave), de ser bênção e luz para outros. 

No Novo Testamento, a partir da morte e ressurreição de Jesus em nosso favor, e com a promessa da vinda do Espírito Santo, somos enviados como testemunhas de Deus até os confins da terra (At 1.8). Você já refletiu sobre isto? Quando o Senhor nos dá a salvação, por que ele não nos leva diretamente para o céu? Exatamente porque nos envolve em seu plano redentor aqui. Portanto, seria muito egoísta não perceber a responsabilidade que nos é atribuída e querer apenas “curtir” a vida de salvos. Isso seria muito pouco. É como se Abraão pensasse que era o queridinho de Deus, escolhido por ser melhor do que os outros, e deixasse de fazer o que o Senhor pedia dele. E os demais povos, como ficariam? Os cristãos, como povo amado de Deus, podem muito mais! Como sal e luz, podem levar a clareza, a alegria, o sabor e a cura de Deus para toda a terra. Faça sua parte! 

Deus chamou você para uma grande obra: a dele! Não se contente com menos! 

Alison Diogo Heinz, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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Pr. Paulo Roberto Barbosa, do site - Escuro Iluminado: https://ministeriopararefletir.com.br/  

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30 de março de 2023

Coração limpo

Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória (Is 6.3).

Leitura Bíblica: Isaías 6.1-8. 

Era uma época preocupante. A morte de um rei e sua consequente substituição causavam insegurança nos súditos. É bom encontrar Isaías no melhor lugar possível: no templo, na presença de Deus. E melhor ainda é ver que nem a calamitosa situação espiritual de Judá impedia que a glória do Senhor se manifestasse. O que se segue é muito significativo: Isaías vê a Deus, e essa visão desperta nele a consciência de sua indignidade diante do Senhor. Será que nós ainda estamos sensíveis a essa diferença abismal entre a santidade e pureza de Deus e a nossa situação humana e carnal? 

O profeta teve a visão correta de si mesmo. Ele sabia que, na sua condição impura, seria incapaz de sobreviver na presença do Senhor. Quando ele confessou isso, Deus demonstrou toda a sua misericórdia, purificando-o imediatamente. Essa obra de purificação do ser humano só é possível com a intervenção e ajuda de Deus. 

Só depois disso a pessoa está apta para trabalhar para o Senhor. Só quando o coração, o centro de nossas atitudes, pensamentos e amor ao Senhor, está limpo teremos também as motivações certas para servi-lo, pois isso requer submissão à vontade divina, desprendimento e humildade, motivações puras, ausência de ambição pessoal... Nada isso é natural ao ser humano. É Deus quem precisa criar essas condições em nós, e ele o faz mediante o Espírito Santo, que transforma nossos impulsos egoístas em amor a Deus e ao próximo. 

A purificação que Deus opera na pessoa que se submete a ele às vezes pode ser dolorida. Já pensou ter uma brasa viva, que o próprio anjo tinha de pegar com uma tenaz, encostada na boca? E nem sempre a transformação necessária em nós será imediata. Mas o que podemos lembrar é: se Deus começou a trabalhar em nós, ele também terminará, pois o Senhor jamais faz serviço pela metade. 

Ver a Deus nos leva a ver quem nós somos e nos inspira a querer servi-lo. 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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29 de março de 2023

Escolha vital

A maldição do SENHOR está sobre a casa dos ímpios, mas ele abençoa o lar dos justos (Pv 3.33).

Leitura Bíblica: Deuteronômio 30.15-20; 

A leitura de hoje encerra o último discurso de Moisés no Deuteronômio, fechando a aliança de Deus com Israel. O povo estava prestes a entrar na Terra Prometida. Moisés sabia que não entraria com eles e, preocupado com todos, mais uma vez os exorta à obediência ao Senhor. Em resumo, nesse final de discurso, ele lhes propõe uma escolha entre a bênção e a maldição, ou seja, entre a vida e a morte. Moisés mostra que o povo desfrutaria do favor de Deus se fosse obediente ao Senhor, amando-o, procurando andar nos seus caminhos e obedecendo a tudo o que ele lhes ordenara. Assim fazendo, viveriam e se multiplicariam na nova terra. 

Por outro lado, se o povo deixasse de adorar ao Deus verdadeiro, desprezasse seus mandamentos e, em desobediência, se voltasse para os ídolos, eles não sobreviveriam por muito tempo naquela boa terra. A escolha a ser feita parecia óbvia, pois, diante do resultado de antemão anunciado, deveria estar claro que escolher a bênção seria muito melhor que a maldição. Contudo, Moisés, reconhecendo a inclinação humana para o erro, para ajudá-los na escolha, depois de ter enfatizado que era questão de vida ou morte, lhes dirige um apelo direto, dizendo: escolham a vida! 

Nossa situação é bem diferente da de Israel. Vivemos em outra época e não estamos para entrar em uma nova terra, como Israel. Contudo, a aplicação dos princípios eternos, que se encontram no texto, aponta de forma clara para as escolhas que devemos fazer e suas consequências. Amar e obedecer a Deus, ser justo, na linguagem bíblica, resulta em vida e paz; mas negligenciar seus mandamentos, desviar-se dos seus caminhos, ser ímpio, acaba em destruição. Então, a proposta continua valendo: bênção ou maldição? A escolha é nossa. O conselho da Palavra de Deus também continua em vigor: escolha a bênção! 

Amar e obedecer ao Senhor é sempre a melhor escolha, pois é favor garantido. 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de março de 2023

Alegria

Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa (Jo 15.11).

Leitura Bíblica: 1 Tessalonicenses 5.16-18. 

Será que existe diferença entre alegria e felicidade? Para alguns, a alegria está mais ligada a momentos, e a felicidade é um estado de espírito mais constante. Se pensarmos em um gráfico, os momentos alegres gerariam picos, e os felizes se manteriam em uma linha mais plana. Nesse caso, vemos que a alegria alimenta a felicidade. Mas qual será o combustível para a alegria? Parece-me que já não sabemos mais o que pode nos trazê-la. Quando vejo que no Brasil se consomem dezenas de milhões de caixas de ansiolíticos por ano, com um crescimento anual de cerca de 20%, penso que perdemos a direção daquilo que pode nos dar alegria e, consequentemente, gerar um espírito de felicidade. 

O versículo bíblico que coloquei para reforçar o texto principal encontra-se no contexto da parábola da videira e dos ramos. Ali, Jesus enfatiza a necessidade de nos relacionarmos com ele se quisermos ter uma vida frutífera, ou seja, ser bem-sucedidos naquilo que fazemos. Assim podemos entender que o combustível para a alegria é o relacionamento pessoal com Jesus. Ele nos leva a voltar nossos olhos para as coisas certas, que realmente possuem valor. Um dos grandes motivos de viver ansioso e com falta de alegria é o fato de sempre corrermos atrás do que não nos sacia. 

Gosto muito das palavras do salmista nas quais ele pede para que seus olhos sejam desviados das coisas inúteis e que seja levado a viver nos caminhos que Deus traçou para ele (cf. Sl 119.37). Veja, quando andamos pelo caminho que Deus traçou para nós e nos relacionamos com ele, podemos encontrar a verdadeira alegria, que é completa. E assim, mesmo quando enfrentamos lutas e aflições, que existem na vida de qualquer pessoa, podemos viver num espírito de felicidade, pois sabemos que nossa alegria é gerada por alguém que está acima de todas as coisas. 

Verdadeira alegria é relacionar-se com Jesus e abastecer-se diariamente da sua palavra. 

Marcos Passig, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de março de 2023

Levante âncora

Tu, SENHOR, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia (Is 26.3).

Leitura Bíblica: Gênesis 12.1-4. 

Um homem embriagado saiu cambaleando de um bar, à noite, e entrou no seu barco a fim de atravessar o rio. Remou durante horas seguidas. “Engraçado”, pensou a certa altura, “parece que nem saí do lugar”. Só quando amanheceu descobriu o problema: o barco continuava ancorado. 

A âncora é muito importante, pois pode fixar barcos ou navios temporariamente na posição desejada, evitando que fiquem à deriva e se percam. Ela tem sua função até o momento que o navio deseja prosseguir viagem. Então ela precisa ser recolhida. Da mesma forma, buscamos âncoras em nossa vida. Gostamos de sentir estabilidade e segurança numa tempestade, p.ex. Mas ela também pode atrapalhar se for fixada no lugar errado ou se nos acomodarmos e desistirmos da viagem. Em termos práticos, há pessoas que colocam sua segurança em empregos, numa bela casa ou em um grupo de amigos. Mas nada disso é firme suficiente para resistir numa tormenta, ao mesmo tempo em que pode impedir que nos aproximemos de Deus. Escolher o lugar certo para fixar a âncora é essencial, e só Deus pode nos oferecer segurança suficiente. 

É preciso coragem para levantar âncoras mal afixadas, pois um pouco de “segurança” pode parecer melhor que nada. Abraão é um exemplo disto: vivia tranquilo com parentes quando Deus o chamou para “levantar âncora”, deixando toda a segurança e conforto que ele conhecia para partir sem saber para onde. Uma coisa, no entanto, ele sabia: estava cumprindo a vontade de Deus. Podia levantar âncora na certeza de que Deus iria guiá-lo em sua viagem. 

Não precisamos temer. Podemos responder ao chamado de Deus na confiança de que ele sabe o que quer de nós, como demonstra o versículo-chave. Aquele que nos chama para uma missão é o mesmo que nos sustentará o tempo todo. 

Quem coloca toda sua confiança em Deus não precisa de nenhuma outra “âncora” para viver em paz. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de março de 2023

Purificação

Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus (2Co 7.1).

Leitura Bíblica: Levítico 4.27-35. 

Purificação me lembra limpeza. Mais precisamente, a ação necessária para eliminar impurezas de algo ou alguém. P.ex., a água que bebemos geralmente é tratada para que seja própria para consumo. Outra comparação possível é com o refino do ouro, submetido a temperaturas altíssimas para que assim seja possível eliminar dele outros compostos. Dessa forma, a purificação – seja de água, ouro ou qualquer outra coisa – sempre requer uma intervenção externa, ou seja, alguém que faça esse trabalho. 

Levítico 4 traz instruções de Deus que o povo de Israel deveria seguir em relação às ofensas acidentais. O fato de não serem propositais não eliminava a culpa, que precisava ser tratada. Assim, ao trazerem os sacrifícios ordenados, as pessoas recebiam o perdão de Deus. Do contrário, o transgressor e até mesmo o povo inteiro acabariam sofrendo a ira do Senhor. Em sua graça, Deus dava ao povo um modo de purificar-se de seus erros, para não serem condenados à morte. No trecho lido hoje, o sacrifício era uma cabra sem defeito, levada ao sacerdote para que este a oferecesse a Deus, obtendo assim o perdão para o pecador. Assim como na purificação da água e do ouro, também aqui o processo exigia ação de outra pessoa, no caso, o sacerdote. 

Deus desejava ver seu povo vivendo de forma santa, isto é, diferente das outras nações. Ele ainda quer que seus filhos – os cristãos – tenham uma vida pura. E continua sendo impossível que façamos isso por nós mesmos. E agora? Não precisamos mais sacrificar animais: Jesus Cristo, o Filho de Deus, foi morto na cruz, sacrificando-se para que nossos pecados pudessem se perdoados de uma vez por todas. Quem crê nisso é perdoado e purificado. Sem Jesus, essa reconciliação com Deus é impossível! 

Para quem crê, o perdão dos pecados já é realidade – não é preciso fazer mais nada. 

Fernando Henrique de Bairros, Estrela/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de março de 2023

Deserto

Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração (Jr 29.13).

Leitura Bíblica: Salmo 104.1-24. 

Numa matéria de turismo sobre o deserto de Gobi, entre a Mongólia e a China, a repórter fez uma intrigante revelação sobre aquela imensidão árida, a quarta maior do planeta: “O implacável Gobi não entrega as suas belezas a quem não estiver disposto a fazer sacrifícios”, referindo-se aos locais escondidos, restritos àqueles que não se contentam com o óbvio. Segundo ela, esforço físico e ter de submeter-se à infraestrutura precária são o preço a pagar para que o deserto de Gobi revele os seus tesouros: “Tantas e tão variadas paisagens (...), entre cadeias de montanhas, vales, estepes áridas, lagos e uma ou outra cidadezinha”, menciona a repórter. São recompensas que, certamente, garantem a alegria de quem se arrisca a conhecer o deserto a fundo. Depois, ao assistir a um documentário na TV, ainda descobri que ventos úmidos vindos do oceano formam um grande nevoeiro que recai sobre esse deserto no inverno, levando refrigério para aquele ambiente tão seco. 

Transferindo isso para o mundo espiritual, creio que podemos traçar um paralelo. O que estamos dispostos a sacrificar para buscar os tesouros celestiais? Tive uma clara percepção de que Deus também não entrega as suas virtudes a quem não está disposto a fazer "sacrifícios". Não confunda esses sacrifícios com algum tipo de penitência ou flagelo físico. Refiro-me a um maior empenho em conhecer mais ao Senhor, não apenas “saber” dele. Como? Investindo tempo na oração e na leitura da Bíblia, só para citar alguns recursos espirituais. Se até o deserto é capaz de nos surpreender com paisagens incríveis, o que esperar de um relacionamento diário com o Senhor?  Descobrir as ricas bênçãos celestiais no convívio diário com o Criador requer de nós um tipo de “sacrifício” que também trará as suas recompensas. E elas vão muito além de um visual lindo e majestoso, pois adentram a eternidade. 

O Senhor está pronto para ser achado por quem o busca de coração (cf. Is 65.1). 

Maria Regina Almeida, Caçapava/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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22 de março de 2023

Determinação

Prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus (Fp 3.14).

Leitura Bíblica: Mateus 14.22-33. 

Imagine que estamos numa corrida em que a vitória importa menos que cruzar a linha de chegada. Nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, a maratonista suíça Gabriela Andersen-Schiess fez história ao percorrer os últimos quatrocentos metros. Exaurida pela desidratação e pelo calor do dia, cambaleou até atingir sua meta – cruzar a linha de chegada. Foi muito emocionante e uma grande lição para o mundo! Até hoje sua determinação é lembrada. 

Todos nós podemos enfrentar contratempos, que com frequência nos levam a desviar o olhar do alvo. Isso poderá ser fatal para nós. Considere, por exemplo, a leitura bíblica de hoje, em que os discípulos entraram num barco para cruzar o mar da Galileia e acabam no meio de uma tempestade. De madrugada, Jesus alcança os discípulos andando sobre as águas, e Pedro, ousado como sempre, quer ir ao encontro dele sobre as águas. Um belo objetivo. Mas, quando começou a prestar mais atenção ao vento do que a Jesus, o discípulo afundou. Só com a ajuda do Mestre foi possível escapar da morte. 

Assim como aconteceu com a atleta e com Pedro, muitas vezes estamos na nossa caminhada da vida e as nossas forças se esgotam ou chegam imprevistos que nos assustam e podem nos tentar a desistir de ir até o fim. A atleta lutou acima de suas forças para passar pela linha de chegada, mas para o cristão muitas vezes o esforço pessoal não basta. Além da determinação, é preciso fazer como Pedro: não tendo como ficar sobre as ondas por sua própria força, recorreu a Jesus para conseguir retornar ao barco. 

Podemos nos esforçar para ir adiante, mas quando é difícil ou impossível, Deus está presente e pronto a nos ajudar a cumprir o que falta fazer. O alvo que ele promete aos seus é maravilhoso e merece toda a nossa perseverança (veja o versículo em destaque). 

Determinação é bom, mas só com Jesus atingimos o alvo. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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21 de março de 2023

Bullying

Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus (Tg 3.9).

Leitura Bíblica: Mateus 12.33-37. 

É bem possível que você já tenha ouvido a palavra bullying. Ela foi “importada” do inglês e refere-se a algo, infelizmente, cada vez mais corriqueiro. O termo significa intimidar ou coagir alguém, descrevendo um comportamento ameaçador que se concretiza por meio de agressões verbais e até físicas. Quando isso acontece de forma repetida ou sistemática, pode até prejudicar a saúde emocional e física da vítima. Este problema é muito atual e preocupante, tendo em vista que é enorme o número de indivíduos que se impõe dessa forma contra pessoas que simplesmente não têm condição de defesa. O bullying ocorre com frequência em escolas públicas ou privadas, mas estende-se a toda sociedade em geral. 

Mas, como diria Salomão, não há nada de novo debaixo do sol. Enquanto o profeta Eliseu estava a caminho de Betel, alguns meninos começaram a caçoar dele, chamando-o de “careca”. Eliseu era careca, é verdade, mas isso não dava aos meninos o direito de humilhá-lo. A atitude deles gerou uma reação imediata por parte do profeta Eliseu, e, segundo a palavra de Deus, os zombadores sofreram consequências muito sérias (2Rs 2.23-24). 

“Como isso se aplica a mim?”, você pode estar se perguntando. A leitura bíblica mostra que ofensas, humilhações ou outras palavras negativas que dirigimos contra alguém têm sua origem em nosso íntimo. E a advertência do versículo em destaque é muito séria. A mesma língua que usamos para bendizer ao nosso Senhor e Pai não pode ser usada para amaldiçoar os homens. O que podemos considerar uma brincadeira pode ser entendido como pecado, pois nega a imagem de Deus na vida do próximo, além de não obedecer ao que Jesus disse: "Um novo mandamento dou a vocês: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros” (Jo 13.34). O que suas palavras têm revelado sobre o que há em seu coração? 

Façam aos outros o que vocês querem que eles façam a vocês” (Mt 7.12) - simples assim! 

Arthur Queiroz Pereira, Nova Friburgo/RJ. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de março de 2023

Portas trancadas

Ao cair da tarde daquele primeiro dia da semana, estando os discí¬pulos reunidos a portas trancadas, por medo dos judeus, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “Paz seja com vocês!” (Jo 20.19)

Leitura Bíblica: João 20.19-29. 

Em abril de 2007, aconteceu uma tragédia no estado da Virginia, nos Estados Unidos. Um jovem munido de pistolas e pentes de balas invadiu o campus de uma universidade e disparou contra os alunos, o que resultou em trinta e três mortos e muitos feridos. Na época, os meios de comunicação trouxeram muitas notícias acerca do ocorrido. Lembro de uma entrevista com um estudante brasileiro, que disse: “Ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo. A direção da universidade mandou que todos os alunos se refugiassem na biblioteca e que permanecessem ali até receberem a ordem de sair. Ficamos ali, atrás de portas trancadas, com muito medo. Foi terrí­vel, pois não sabí­amos o que acontecia lá fora.” 

No texto da leitura bíblica, são os discí­pulos que estão atrás de portas fechadas. A Páscoa já havia passado, Jesus já havia ressuscitado, mas eles continuavam trancados na escuridão, no medo, na angústia. Não é essa a situação em que muitos vivem hoje? Vivem como que se Jesus não existisse, trancados na escuridão dos seus próprios caminhos, onde parece que não há mais saí­da. Trancados atrás das “portas” da rebeldia contra Deus e da culpa. Trancados em suas frustrações e fracassos. Ali não há mais luz. Não se enxerga mais a vida. Parece o fim. 

Então vem Jesus e se põe no meio deles, deixando bem claro que estava vivo. Ele lhes dirige uma palavra: “Estou aqui. Não há o que temer”. Mostra as suas feridas. “Vejam, este foi o preço para libertar vocês de toda a culpa, de todos os medos. Olhem para mim, e vocês encontrarão a vida, a luz e a esperança”. Há portas trancadas em sua vida? Então não hesite. Traga tudo para Jesus. Ele liberta e concede uma nova vida. 

Se nem a morte conseguiu manter Jesus trancado, será que pode haver algo de que ele não pode livrar você? 

Lodemar Schlemper, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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