7 de março de 2023

Culpa e perdão

Reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao SENHOR, e tu perdoaste a culpa do meu pecado (Sl 32.5).

Leitura Bíblica: 2 Samuel 12.15-25. 

O cap. 11 do 1º livro de Samuel é muito triste, com seu relato sombrio do adultério do rei Davi com a mulher de um de seus soldados e suas manobras para acobertar esse pecado. Já o cap. 12 é de grande beleza, profundidade e significado espiritual, por nos ensinar sobre o perdão de Deus, sua maravilhosa graça e como lidar com a culpa. É claro que o pecado de Davi foi horrível. Mas, diante da repreensão divina enviada pelo profeta Natã, ele reconhece seu erro e confessa: “De fato, pequei contra o Eterno!”. Assim, ouve também uma maravilhosa resposta da parte de Deus: “É verdade, mas o SENHOR perdoou você”! 

O que chama a atenção neste texto é como Davi reage diante da disciplina do Senhor. A criança que nasceu do adultério fica doente, e sete dias depois morre. Durante esse tempo, o rei ora, jejua, fica sem dormir, prostrado no chão em sinal de humilhação e busca pelo Senhor. Quando, no entanto, fica sabendo que o bebê morreu, Davi se levanta, lava o rosto, troca de roupa e vai ao templo adorar a Deus, aceitando seu perdão e soberania. 

Muitas vezes é difícil lidar com a culpa. Ela tem seu lugar para nos lembrar que erramos, que ofendemos a Deus. Mas, quando confessamos nosso pecado e nos arrependemos, precisamos abandoná-la; do contrário, não estamos aceitando, pela fé, o perdão que Deus nos promete e dá. A partir daí, ela se transformará em algo tremendamente prejudicial à nossa saúde mental, emocional, espiritual e até física, já que a culpa pode causar até doenças. Ter fé no perdão de Deus não é apenas aceitá-lo racionalmente, mas também permitir que essa certeza penetre no coração, que tome conta de emoções e sentimentos. A graça de Deus é muito maior que todos os nossos pecados somados! 

Todo pecado confessado a Deus é perdoado. E ponto final. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de março de 2023

Perto de Deus

Aproximemo-nos [de Deus] com coração sincero, com plena certeza da fé... (Hb 10.22a).

Leitura Bíblica: Efésios 2.11-19. 

Você já experimentou a solidão? O sentimento de se sentir isolado mesmo cercado de gente? De não se encaixar em lugar algum, de não ter amigos ou alguém que o entenda? Há muitos motivos e circunstâncias que podem levar uma pessoa se sentir sozinha, e com frequência essa percepção vem acompanhada de um profundo senso de não poder fazer nada para mudar isso. Como é bom então quando alguém estende a mão e se aproxima de nós, incluindo-nos em sua vida. 

Desde o Éden, o ser humano sabe o que é se sentir sozinho. Primeiro veio a separação de Deus, por causa da desobediência, e depois a separação do próximo, por causa de ódio, inveja, egoísmo etc. Mas Deus não deixou que isso ficasse assim. Na leitura bíblica, Paulo diz aos cristãos gregos de Éfeso que eles foram trazidos para perto dos judeus: “Vocês... foram aproximados mediante o sangue de Cristo” (v. 13). Passaram a fazer parte de uma família que vai muito além da origem étnica e de fronteiras geográficas. Mais que isso: Cristo também os achegou a Deus. Por causa dele, agora todos, indistintamente, têm acesso ao Pai. Se antes havia uma dupla separação, ela agora desapareceu – por obra de Jesus Cristo. 

Agora, os filhos de Deus estão unidos entre si e com o próprio Senhor. Eles podem aproveitar e viver este privilégio. Quero incentivar você a manter-se perto de Deus com total confiança, como diz o versículo-chave. Quem confessa seus pecados é perdoado. Cristo intercede por nós e nos dá a sua paz. Jesus deu seu sangue para que isso pudesse se tornar realidade – agarre-se a isso “com plena certeza da fé”. Só assim a vida solitária pode realmente acabar. Perto de Deus, temos um Pai onipresente, onisciente e onipotente, bondoso e justo. Nos irmãos de fé, encontramos amigos “mais chegados que um irmão” (Pv 18.24 ARA). Diante disso, só fica sozinho quem quer. 

Deus já se aproximou de você por meio de Jesus – e você, já chegou perto dele? 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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3 de março de 2023

Dose dupla

Eliseu disse [a Elias]: “Quero receber por herança porção dobrada do seu espírito” (2Rs 2.9b, NAA).

Leitura Bíblica: 2 Reis 2.1-11. 

A história dos profetas Elias e Eliseu na Bíblia é rica em detalhes da maneira maravilhosa como Deus os conduzia. De fato, foram dois profetas incríveis, por se submeterem ao agir soberano de Deus. 

O texto de hoje relata o momento em que o “bastão passa” de um profeta para outro. A partir dali, o trabalho de Elias teria continuidade na vida de Eliseu, semelhante ao que aconteceu com Moisés e Josué. Imagine-se no lugar de quem “recebia o bastão”! Não devia ser uma situação muito confortável, pois sabiam que, por si sós, não eram capazes de substituir seus antecessores. Precisavam de alguma garantia. Por isso, Eliseu faz um pedido interessante: quer receber por herança porção dobrada do espírito de Elias. Ele não estava pedindo nenhum poder mágico, mas apenas reconhecendo Elias como “pai”. Nos tempos antigos, os filhos primogênitos tinham direito ao dobro da herança em relação aos demais. Eliseu sabia que precisava do que Elias tinha para enfrentar os desafios que teria adiante. Ao submeter-se à condição dada, Eliseu presencia Elias sendo levado ao céu extraordinariamente e tem seu pedido atendido. Assim, pode seguir com coragem e ousadia o ministério que Deus lhe confiou. 

Percebemos nessa história que a atitude de obediência submissa é o que de fato compensa. Obediência rebelde seria meramente cumprir ordens. Obedecer com humildade é estar disposto a fazer o que é revelado na Palavra, mesmo que à primeira vista pareça besteira. Mas, ao fazer a vontade de Deus, sabemos estar no caminho certo. 

Essa atitude de obediência submissa é exatamente o que Jesus teve ao entregar voluntariamente sua vida na cruz por causa da nossa rebeldia contra Deus. Isso nos dá condições de também ser bênção para outros nesse mundo. 

Quanto mais nos submetemos a Deus, mais ele age em nós e por meio de nós. 

Alison Diogo Heinz, Blumenau/SC. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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2 de março de 2023

Expectativas

A esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu (Rm 5.5).

Leitura Bíblica: 1 Samuel 26.1-25. 

Em uma reunião de estudo bíblico, certo irmão estava responsável pelo chamado “quebra-gelo” (momento de descontração). Começou descrevendo como o que ele faria seria ímpar, inigualável, supremo, marcando para sempre a história de cada um ali. Imagine a expectativa criada! Então, o rapaz abriu a mochila, tirou dois cubos de gelo e um martelo. Com um golpe, quebrou os dois cubos e finalizou: “Pronto! Quebrei o gelo. O que acharam?” Pense num povo frustrado! Com a propaganda feita, todos esperavam algo grandioso. Então ele concluiu: “Assim funciona a expectativa: podemos imaginar uma coisa, mas acontece outra. Isso pode ser tanto para pior, como foi o caso de hoje, quanto para melhor”. 

Na leitura bíblica de hoje, Davi teve oportunidade para matar o rei Saul, mas decidiu poupá-lo. Já era a segunda vez que agia assim. Posso imaginar os companheiros de Davi frustrados com isso. Já Saul reconheceu seu erro e certamente ficou aliviado com as explicações de Davi. 

Você já se decepcionou porque alguém se mostrou incapaz de atender às suas expectativas? Ou foi você que desapontou alguém porque tal pessoa esperava demais? É natural ter expectativas em relação aos outros, mas não é certo deixar que o nosso bem-estar e felicidade dependam deles. Sabendo que pessoas erram e acertam, isso as obrigaria a nos fazer constantes favores para compensar os erros que certamente cometerão, a fim de manter nossa vida em equilíbrio. E se outra pessoa agisse assim com você? 

O versículo destacado nos lembra que a esperança que colocamos em Deus é diferente. Ela não é uma expectativa irreal, mas uma certeza alicerçada no próprio Senhor, que não falha e cuja vontade é sempre boa, perfeita e agradável. No fim, Deus sempre supera nossas expectativas e consumará todas elas na eternidade. 

Que nossas expectativas sejam 100% depositadas em Deus. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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1 de março de 2023

Ira divina

Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Hb 10.31).

Leitura Bíblica: 2 Reis 22.3-20. 

Para muitos, Deus é um velho bonzinho, tolerante e inofensivo, tipo Papai Noel. Alguém que não deveria atemorizar ninguém. Talvez por isso a rebelião contra sua lei é cada vez mais ousada, praticada até com orgulho, sem medo de punição. 

Mas o Deus único e verdadeiro da Bíblia não é incapaz de condenar, como se fosse só um Deus de amor. Ele é também totalmente santo e justo. Ao ouvir a leitura do então ignorado livro da Lei de Deus, o rei Josias reconheceu que a ira do Senhor deveria ser grande e merecida, devido à desobediência do povo. E a profetisa Hulda, consultada, confirmou que havia motivo para apreensão. A causa básica era uma só: “Porque me abandonaram....” (v.17). O castigo anunciado cumpriu-se quando, entre 605 e 586 a.C., Nabucodonosor e seu exército sitiaram e destruíram Jerusalém e demais cidades de Judá, deportando a maioria do povo para a Babilônia (2Rs 25). Mas também a outra parte da profecia se realizou: Josias foi poupado. Ele deu ouvidos ao alerta e reconheceu a desobediência de Israel, humilhando-se diante de Deus. O “cair em si” do rei o livrou do juízo, predito há muito tempo. 

O mesmo Deus que se enfurece contra quem não se arrepende é também misericordioso para com os que se humilham, arrependidos, diante dele. Deus não castiga o transgressor porque tem prazer nisso. O que realmente lhe agrada são mudanças de atitude como a de Josias: “Não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam” (Ez 33.11). 

Sim, é verdade: se não houver arrependimento, o Senhor condenará, pois não pode concordar nem compactuar com o mal. No entanto, até o último segundo da nossa vida é possível obter reconciliação com o Senhor, sendo assim libertados da condenação e da morte eterna. Arrependimento e fé em Jesus é tudo de que necessitamos. Aproveite essa chance antes que seja tarde! 

O Senhor “não [quer] que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3.9b). 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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28 de fevereiro de 2023

O novo de Deus

Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? (Is 43.19a)

Leitura Bíblica: Isaías 43.13-19. 

A palavra “novo” costuma soar muito atrativa: casa nova, carro novo, vida nova, ano novo... A novidade traz sabor de esperança, recomeço, chance de corrigir os erros do passado. Às vezes, porém, isso é impossível. Recomeçar a vida do zero, p.ex., é uma dessas coisas. Ainda assim, Jesus dizia que era preciso “nascer de novo” para fazer parte do reino de Deus. Como conciliar essas duas realidades? 

O povo de Israel, escolhido por Deus para ser seu representante em meio às nações que não conhecem o Senhor, fracassou terrivelmente. Os israelitas não engrandeceram a Deus como deveriam, não clamaram a ele por ajuda, acharam que suas leis eram pesadas demais, desobedeceram descaradamente às suas ordens e seguiram seus líderes maus e rebeldes. Ainda assim, na leitura bíblica de hoje, Deus mostra que é um Deus de recomeços! O fracasso humano de Israel não inviabilizou a execução fiel dos seus projetos de amor para o povo, e o Senhor os convida a deixar o passado para trás! 

E, quando chegamos no Novo Testamento, vemos que essa ideia continua: há um novo nascimento (o espiritual), um novo mandamento (amar o próximo como Jesus nos ama), uma nova aliança (a morte de Jesus basta para nos reconciliar com o Senhor), novos céus e nova terra (para a vida eterna futura junto com Deus)... O apóstolo Paulo escreveu: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2Co 5.17). Não é exatamente o que muitos de nós desejamos? Naturalmente isso não significa livrar-se de todas as consequências das nossas maldades – essas às vezes nos acompanham até o fim da vida. Mas o nosso relacionamento com Deus é totalmente novo, cheio de esperança, recomeços e chances de viver de forma diferente agora. O novo que Deus oferece é o melhor de todos! 

Uma nova vida com Deus sempre é possível a quem se arrepende de seus erros e crê em Jesus. 

Genevaldo Edino de Souza Bertune, Jundiaí/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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27 de fevereiro de 2023

Felicidade

Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou (Tg 5.11a).

Leitura Bíblica: Provérbios 3.13-18. 

A felicidade é como uma pedra preciosa que todos procuram obter. Alguns a buscam na realização profissional, lutando anos para adquirir as habilidade necessárias para alcançar seu objetivo. Quando chegam lá, no primeiro momento ficam muito felizes, mas passado algum tempo, verificam que o trabalho trouxe alguma satisfação, mas não a felicidade esperada. 

Há muitas outras maneiras de buscar felicidade: fazer compras, passear, ajudar os necessitados, estar com os mais idosos etc. Tudo isso pode até trazer alguma medida de felicidade, de acordo com a nossa definição pessoal, porém sempre traz também frustrações. Assim, logo vemos que a satisfação obtida assim não era duradoura. 

Na leitura bíblica de hoje, o Senhor mostra que é feliz quem busca a sua sabedoria, que é muito mais valiosa que prata, ouro ou outra preciosidade que possamos almejar. Os caminhos em que o Senhor nos conduz são agradáveis e alimentam nossa vida. Assim, obter a verdadeira felicidade dessa maneira depende do nosso relacionamento com Deus, pois só assim ele poderá nos ensinar sua sabedoria. Esse percurso é longo e requer perseverança, como vemos no versículo em destaque. Jó perdeu tudo o que tinha: riquezas, filhos, servos e rebanhos; seu corpo ficou coberto de feridas terríveis, dos pés à cabeça, tão incômodas que ele as raspava com cacos de telha. Tinha ele motivo para ser feliz? Exteriormente não. Todavia, deu atenção às palavras do Senhor e se submeteu à sabedoria e soberania dele. Assim, experimentou a felicidade de viver de forma agradável a Deus. 

Deus tem felicidade para nos dar, mas ela provavelmente é muito diferente do que imaginamos. Por isso, temos de aprender a depender do Senhor, e isso exige que confiemos e descansemos nele. 

Confiar no amor e cuidado de Deus por nós traz felicidade mesmo quando as circunstâncias são adversas. 

José Donato Cavalheiro, Sorocaba/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de fevereiro de 2023

Gloriar-se?

Eu [Paulo] me glorio em Cristo Jesus, em meu serviço a Deus (Rm 15.17).

Leitura Bíblica: Jeremias 9.23-24. 

Às vezes ouvimos pessoas se vangloriando por bens que possuem, por determinada qualidade pessoal ou, ainda, por algum membro de sua família que se destaque por suas características ou façanhas. Como exemplo, podemos citar um dono de uma fazenda ou de uma grande empresa, dizendo: “Está vendo isto tudo aqui?  Tudo isto é meu, adquirido com muito esforço e trabalho!” Outro exemplo: “A minha filha é muito inteligente, ela sempre tira as melhores notas na faculdade”. Ainda há os que procuram se aproveitar das deficiências de outros para exaltar as suas próprias qualidades, e assim rebaixar o próximo. Muitas pessoas, quando ouvem esse tipo de conversa, dizem: “Detesto ouvir gente papuda!” E você, gosta? Eu não! 

Entretanto, a Bíblia, a Palavra de Deus, depois de advertir o sábio para que ele não se glorie em sua sabedoria, nem o forte em sua força, nem o rico em sua riqueza, diz de que se pode orgulhar: “Mas quem se gloria, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o SENHOR e ajo com lealdade, com justiça e retidão sobre a terra, pois é dessas coisas me agrado” (v. 24). O profeta Oseias também insiste que isso é o que importa: “Conheçamos o SENHOR; esforcemo-nos por conhecê-lo” (Os 6.3a). Conhecer a Deus significa conhecer seu caráter, seus atributos, seus desejos já expressos na Bíblia. Não se trata de um conhecimento apenas intelectual, mas de relacionamento, de caminhar junto diariamente. De experimentar suas bênçãos na alegria e seu consolo nas adversidades. E o apóstolo Paulo nos dá a dica do que podemos fazer para a glória de Deus: “Assim, quer vocês comam, bebam, ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31). Ou seja, o que realmente importa é: em qualquer coisa que fizermos, que o propósito seja exaltar e glorificar a Deus e não a nós mesmos. – MM 

O maior tesouro do ser humano é conhecer o Senhor, e entender que existe unicamente para glorificá-lo. 

Mário Miki, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de fevereiro de 2023

Arrogância

Estejam alertas e vigilantes porque o inimigo de vocês, o diabo, ronda em volta, como um leão faminto, que ruge à procura de alguma vítima para devorar (1Pe 5.8, NBV).

Leitura Bíblica: Marcos 14.27-31. 

Quando vemos um trapezista lá no alto, fazendo acrobacias incríveis, podemos até achar que ele sabe voar. Até aí, sem problemas. Agora, se o próprio trapezista achar que pode voar, aí a coisa complica. Talvez uma forma de definir arrogância seria dizer que se trata de pensar mais de si do que convém – como faria o trapezista que se pensa alado. 

Na leitura de hoje, os apóstolos já andavam com Jesus há cerca de três anos; com tudo o que presenciaram, podiam aceitar como verdade absoluta tudo o que ele dizia. O arrojado Pedro era quase sempre o primeiro a se expressar. Quando o Senhor avisou que seria preso e todos o abandonariam, Pedro se irritou: “Eu? Nunca!” Jesus calmamente replicou: “Ainda hoje você me negará três vezes”. Pedro se ofendeu e subiu o tom, levando os outros à mesma negação. Bem, sabemos como foi, e o quanto se arrependeu. 

Não devo apontar um dedo para Pedro, para os demais apóstolos ou a quem quer que seja. Preciso confessar que, quando acho que sou mais forte do que de fato sou, também ajo com arrogância. Por que Pedro caiu? Ele não era covarde – há várias narrativas que mostram como era corajoso. O que aconteceu então? Dizem que se o Diabo aparecesse de chifre e tridente na mão, não enganaria ninguém. Assim, tentação não vem identificada, mas sempre bem disfarçada. Pedro, com a mente desprevenida, não soube interpretar as circunstâncias nem se deu conta até ser tarde demais. 

E não é assim também com você e comigo? Não por acaso, Pedro, em sua primeira carta, nos adverte com o verso em destaque: sabia por experiência própria que o pior fraco é aquele que se acha forte. Se tivesse ouvido Jesus, poderia ter lhe pedido ajuda para resistir à tentação que chegaria, e ficaria alerta. Mas foi arrogante, confiou em suas próprias forças e colheu um grande fracasso. 

Reconhecer que somos fracos e dependentes de Deus é um bom passo para evitar a arrogância. 

Miguel Herrera Júnior, Bragança Paulista/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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22 de fevereiro de 2023

Melhor decisão

O teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus (Rt 1.16d).

Leitura Bíblica: Rute 1.6-22. 

Talvez você já tenha lido o versículo destacado em algum convite de casamento. Realmente, é uma belíssima declaração de amor. Originalmente, no entanto, não estava na conversa de um casal, mas é algo que Rute disse à sua sogra, Noemi. Neste contexto, é uma afirmação que demonstra reconhecer que o Deus de Noemi merecia total entrega e lealdade. 

Até então, Rute era uma estrangeira; pior, uma moabita, povo desprezado pelos israelitas. Uma viúva sem recursos. Após a morte de seu marido, ela poderia ter seguido sua vida em sua terra, com sua família e seus deuses. No entanto, a leitura bíblica de hoje mostra que ela escolheu acompanhar a sogra a uma terra desconhecida, para morar com um povo que dificilmente a receberia bem. Por quê? 

A Bíblia não traz os detalhes, mas posso imaginar que os anos vividos como esposa de Malom mudaram sua mente. Seu povo cultuava um deus pagão, cuja adoração incluía sacrifícios humanos. Já o Deus de Noemi era diferente. Provavelmente Rute desejava saber mais a respeito desse Deus invisível e poderoso. Assim, colocou uma pedra no seu passado. Isso nos faz lembrar da declaração de Paulo: “As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2Co 5.17). Rute deu mais importância ao Deus de Noemi do que à sua vida anterior. A isso poderíamos chamar de verdadeira fé. 

Os acontecimentos a seguir mostram-nos os resultados dessa decisão. Em Belém, casou-se com Boaz, um parente de seu falecido marido. Dessa união nasceu Obede, que alegrou em muito a velhice de sua sogra. Mas o mais importante: Obede foi avô do rei Davi e antepassado do próprio Jesus. Assim, uma mulher que nem pertencia ao povo de Israel faz parte da lista dos ancestrais do Messias, registrada no primeiro capítulo do Evangelho de Mateus. 

E você? Dá importância suficiente a Deus para incluí-lo em decisões e escolhas? 

Decisões baseadas na vontade de Deus são sempre as melhores! 

Manoel de Jesus Thé, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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