18 de agosto de 2015

Cruz - Escárnio

"'O Cristo, o Rei de Israel... Desça da cruz, para que o vejamos e
creiamos!' Os que foram crucificados com ele também o insultavam."
(Marcos 15:32)

Quem de nós, no lugar de Jesus, teria suportado calado tamanho
deboche sem reagir e sem fazer "valer os seus direitos"? Imagine
ser o dono de tudo e ver seus empregados menos dignos de
confiança zombando e fazendo mau uso de tudo. Imagine estar
certo e ouvir calado acusações sem fundamento. Imagine colocar
sua missão acima de seus interesses a tal ponto de sacrificar sua
própria vida. Isso foi o escárnio da crucificação, sendo muito
simplicista e reduzindo a poucas palavras algo bem maior.

Inegavelmente isso foi necessário para que nos momentos seguintes,
quando deu Seu último suspiro, Ele fosse reconhecido como
verdadeiro Filho de Deus. Esse contraponto faz parte do cenário. Mas,
e quanto a nós, em que somos alcançados?

Além de sermos chamados a tomar cada um a sua cruz, sermos
imitadores Dele, viver como Ele viveu, além de todos estes aspectos,
temos de aprender aqui uma lição. Aquele que se deixa humilhar será
exaltado, desde que seja em justiça e dentro da missão de Deus.
Precisamos lembrar que de Deus não se esconde nada, então fingir
ou fazer vista grossa é uma ideia ruim.

Não adianta agir errado, dar mau testemunho, fazer coisas
repreensíveis, usurpar de autoridade - depois querer ser "o cara".
Mas faz muita diferença aguentar desaforo estando certo para que
no momento seguinte a verdade seja revelada e o verdadeiro justo
seja reconhecido. Eu já vivi isso algumas vezes, mais do que gostaria
para ser sincero. Dei-me por derrotado e na verdade estava como
que grávido da vitória sem perceber. Deus tinha um alvo claro, eu
tinha certeza. Outras vezes perdi a bênção por que não me foquei no
alvo e o processo me cegou.

Não adianta também bancar o "panaca" relevando situações em que
estamos simplesmente sendo explorados. É preciso sabedoria para
diferenciar as coisas. É perfeitamente correto fazer valer seus
direitos, mas cuidado - nesse rompante alguns têm perdido de ser
abençoados apenas por se afobar em provar que estão corretos.

Jesus não teve pressa, tinha clareza de seu alvo. Para ressuscitar
precisava morrer antes, para ser exaltado precisava ser humilhado
antes, para reinar precisava servir antes, para ser adorado precisava
ministrar antes, para sentar à destra do Pai teve de sofrer antes.

Se tivermos clareza de nosso alvo, bastará olhar em frente e ver tudo
que surgir como obstáculo a ser superado. Simples assim. Com esta
perspectiva é fácil entender quando se calar e quando se impor. O
alvo nos define.

Qual é seu alvo?

"Senhor, agradeço por me mostrar que mesmo sendo humilhado
posso estar no caminho certo. Ensina-me a discernir as situações
para saber como agir.

Mário Fernandez do site http://www.ichtus.com.br.

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17 de agosto de 2015

O Melhor Remédio

"O coração alegre serve de bom remédio; mas o espírito abatido
seca os ossos" (Provérbios 17:22).

Uma senhora, em um retiro para idosos, estava dando uma
festa para comemorar seus cem anos de idade. Seu pastor
compareceu para lhe dar os parabéns por data tão
significativa. Mais tarde, o pastor comentou: "Ela continua
plenamente lúcida. Quando eu cheguei ela estava vivendo toda
a empolgação de sua festa de aniversário. Um repórter
compareceu com o propósito de entrevistá-la. Vendo aquela
mulher de cem anos de idade, animada junto aos amigos,
perguntou-lhe: "A senhora tem filhos?" Esta, sem hesitar,
respondeu: "Ainda não!"

Seria maravilhoso se todos nós vivêssemos cada instante de
nossas vidas com o bom-humor e a animação dos vitoriosos.
Para estes não existe mau tempo nem nebulosidade. Todos os
dias são claros e agradáveis.

Quando aprendemos a caminhar na força de Deus e confiamos
nossos dias e problemas nas mãos de Jesus Cristo, mesmo que
venhamos a atravessar vales de aflição e tenhamos que
transpor montanhas de dissabores, o ânimo caminhará ao nosso
lado e a paz verdadeira nos abraçará e sustentará. Mesmo que
por vezes a tristeza insista em se fazer presente, a alegria
do Senhor a substituirá.

Quando nos mostramos indiferentes ao Senhor, recusando sua
ajuda, abrimos as portas para a tristeza e, fragilizados,
permitimos que não apenas os nossos ossos sequem, mas também
a nossa fé e a nossa esperança.

Você está triste? As adversidades têm abatido a sua alma?
Abra o coração para o Senhor, anime-se, não há melhor
remédio que esse!

Pr. Paulo Roberto Barbosa, do site - Escuro Iluminado:
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14 de agosto de 2015

Felicidade Que Alcança os Céus

"Alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus"
(Lucas 10:20).

A verdadeira felicidade não será completa até que se
compreenda o seu verdadeiro sentido, como no caso dos irmãos
Ricardo e Marcos, cujas personalidades são completamente
opostas. Marcos é um homem de negócios bem sucedido.
Ricardo, por outro lado, faz serviços sazonais em fazendas e
parques. Marcos está sempre preocupado com o bem-estar de
Ricardo e procura atrair sua atenção para uma "vida melhor".
Ele envia fotos com mensagens do tipo: "meu novo sistema de
som" ou "meu novo carro." Porém, a campanha de Marcos
terminou no dia em que recebeu um postal de seu irmão
mostrando um cenário deslumbrante de um parque com a
seguinte mensagem no verso: "Meu quintal dos fundos."
A felicidade adquirida por meio de bens materiais é enganosa
e passageira. Iludem-se aqueles que julgam ser felizes
simplesmente porque possuem grande patrimônio. A alegria do
"ter" só perdura enquanto este não se transforma em "tinha".
Quando perdemos o objeto material de nossa alegria, perdemos
também a falsa felicidade que este trazia.

Quando descobrimos que podemos ser felizes mesmo sem a
companhia do "ter", não ficaremos dependentes do sucesso
material. Podemos vir a obter muitos bens, mas neles a nossa
felicidade não estará alicerçada. Poderemos até dizer como o
apóstolo Paulo: "posso viver com abundância e também com
escassez... posso todas as coisas em Cristo que me fortalece."

Cristo é o grande segredo da verdadeira felicidade. Com Ele
em nossos corações, valorizamos a nossa vida porque sabemos
que Ele a si mesmo se ofereceu para que, através de seu
sacrifício na cruz, vivêssemos uma vida abundante e plenamente
feliz. Somos importantes para Deus, somos filhos muito amados
e temos nossos nomes escritos no Livro dos Céus.

Existe motivo maior de felicidade do que este?

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13 de agosto de 2015

O Amigo Inseparável

"Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos
séculos" (Mateus 28:20).

Um certo homem, refinado e culto, foi condenado a passar
vinte e quatro horas em uma cela subterrânea de velha prisão
inglesa. Os guardas o trancaram ali e se retiraram. Quando
estes se afastaram e seus passos, ao longe, quase não eram
ouvidos, o homem foi apanhado de grande terror e pensou que
enlouqueceria. Logo após ele ouviu novos passos, acima de
sua cabeça, e uma voz mansa o chamou pelo nome. Era um
capelão, amigo, que lhe disse: "Você está aí? Que Deus lhe
abençoe. Quero que saiba que não sairei daqui até que sua
sentença seja cumprida." "Agora eu não me preocuparei mais,
porque sei que você está aí." Todo o terror desapareceu
enquanto seu amigo estava próximo, bem acima, mesmo sem ser
visto. Da mesma forma o nosso amoroso Salvador não se afasta
um só momento de nós.

Há momentos em que enfrentamos tribulações e nos sentimos
sós, abandonados, sem ninguém para nos estender a mão ou nos
confortar. Sentimos falta de uma pessoa amiga mas os passos
que ouvimos parecem vir de muito longe. O desespero nos
invade, queremos chorar e não conseguimos, queremos gritar
mas concluímos que será inútil.

É em ocasiões como esta que percebemos que temos tudo e, ao
mesmo tempo, não temos coisa alguma. Temos uma boa casa para
morar, um carro novo, um emprego excelente, e todas as
coisas materiais que julgávamos serem capazes de garantir
nossa felicidade. Mas esta não veio, nem mesmo chegou perto,
passou por outra estrada distante.

Os bens materiais não podem acabar com a solidão gerada por
um instante de crise. O que precisamos, nessa hora, é de um
amigo. Alguém que nos ofereça o ombro, alguém que esteja
disposto a nos escutar sem críticas ou julgamentos, alguém
que esteja diante de nós e nos diga: "Ficarei aqui e não
irei embora, estarei com você seja qual for a situação. De
maneira alguma lhe abandonarei."

Este amigo verdadeiro e inseparável é Jesus Cristo. Ele nos
ama e promete estar ao nosso lado todos os dias, por toda a
eternidade. Com Ele, o temor se dissipa, a aflição bate em
retirada, a solidão jamais se consuma.

Você se sente só e acha que todos lhe viraram as costas?
Não, Jesus está bem junto a você. E jamais irá embora!

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12 de agosto de 2015

A Tempo e Fora de Tempo

"prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta,
repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino" (2
Timóteo 4:2).

Um dia uma senhora criticou D. L. Moody quanto aos métodos
que ele utilizava para evangelização no propósito de ganhar
almas para o Senhor. A resposta de Moody foi: "Eu concordo
com a senhora. Eu também não gosto da maneira que eu faço
isso. Diga-me, por favor, o que a senhora faz para
evangelizar?" Ela respondeu: "Eu não o faço." Então, Moody
replicou: "Sendo assim, eu gosto mais do meu modo de
evangelizar do que o seu modo de não fazê-lo."

Somos um povo feliz e abençoado porque alguém, em um
determinado momento, falou-nos de Cristo e da alegria que
existe no coração daqueles que o tem como Senhor e Salvador.
Tudo mudou em nós e o Sol da Justiça passou a brilhar
constantemente sobre nós, mesmo nas noites mais escuras e
tempestuosas.

E qual tem sido nossa atitude de gratidão pelo regozijo que
passamos a experimentar? Temos guardado esse tesouro que
tanto valorizou nossos dias, como se fosse propriedade
particular ou temos tido a compreensão de que essa bênção é
para todos?

Assim como Jesus nos ama e por nós sacrificou-se no
Calvário, também ama a todos nesse mundo e tem confiado a
nós, seu povo, a tarefa de comunicar isso a toda criatura.

Não existe um momento especial para se falar de Cristo. Todo
dia, toda hora, com palavras ou com nosso testemunho. O
importante é que a noite se dissipe e o sol brilhe para
todos neste mundo.

Fale de Jesus. Seus amigos se alegrarão e você... muito
mais!

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11 de agosto de 2015

Abrigo Nas Calamidades

"O Senhor é o meu rochedo, a minha fortaleza e o meu
libertador. É meu Deus, a minha rocha, nele confiarei; é o
meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro,
e o meu refúgio. O meu Salvador; da violência tu me livras"
(2 Samuel 22:2, 3).

Localizada na orla do Rio Tâmisa, Inglaterra, encontra-se uma
fortaleza composta de quase 20 torres, conhecida como Torre
de Londres. Ao longo dos séculos, a torre serviu para muitos
propósitos, sendo um deles o de local para refúgio. No verão
de 1381, quando os camponeses da terra se revoltaram contra
o governo, o rei Ricardo II e sua corte encontrou segurança
e abrigo dentro de seus muros enquanto as iradas forças
desafiantes permaneciam do lado de fora. da mesma maneira
que a Torre de Londres serviu como um lugar de refúgio no
tempo de calamidade do Rei Ricardo, o Senhor Jesus Cristo
também será um refúgio seguro para nós no tempo de nossa
calamidade.

Quem neste mundo está livre de momentos de apreensão e
dificuldades? Quantos podem assegurar que jamais terão de
enfrentar as calamidades que vez por outra se abatem sobre
as pessoas? Mesmo quando tudo está bem e a paz reina em
todas as áreas de nossa vida, não podemos afirmar que
estamos definitivamente livres das lutas deste mundo.

E o que fazer então? Devemos, por isso, viver sobressaltados
como a esperar que o mal nos alcance? Claro que não. Devemos
viver o melhor de nossos dias, gozar da paz e alegria tão
almejados em nossos sonhos de vida e estarmos preparados
para os dias de lutas. E como estar preparados? Construindo
uma fortaleza que nos abrigue e nos assegure nestas horas.

E esta fortaleza não é erguida com pedras ou qualquer outro
material de construção. Ela é edificada com muita fé e
confiança no Senhor Jesus Cristo, dentro de nossos corações.

Abrigue-se na fortaleza chamada Jesus e nenhuma calamidade
será capaz de tirar sua paz ou a alegria da vitória!

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10 de agosto de 2015

Sem Motivos Para Envergonhar-se

"Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus
para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também
do grego" (Romanos 1:16).

Certa ocasião, Frederico, o Grande, convidou alguns notáveis
para participarem, com ele, de um banquete em seu palácio.
Todos os generais comandantes deveriam estar ali. Um deles,
chamado Hans von Zieten recusou o convite porque pretendia
participar de uma reunião em sua igreja. Algum tempo mais
tarde, em outro banquete, Frederico e seus convidados
zombaram do general por seus escrúpulos religiosos e fizeram
piadas sobre a Ceia do Senhor. Correndo sério perigo de
vida, o oficial levantou-se e, respeitosamente, dirigiu-se
ao rei com as palavras: "Meu senhor, há um Rei que lhe
excede em poder, um Rei a quem jurei submissão até à morte.
Eu sou um cristão e não posso me sentar calmamente onde o
nome de meu Senhor é desonrado e Seu caráter depreciado." Os
convidados, em silêncio tremiam, sabendo que von Zieten
poderia ser morto. Mas para sua surpresa, Frederico pegou a
mão deste homem corajoso e lhe pediu perdão, solicitando que
permanecesse ali, prometendo que não permitiria mais que
tais caricaturas fossem feitas com o nome de Deus.

Todo cristão deveria ter a coragem de demonstrar a sua fé no
Senhor Jesus sem se envergonhar de sua atitude. É
decepcionante ver uma pessoa redimida pelo sangue de Cristo,
com experiência da salvação, escondendo sua luz e
curvando-se aos encantos de um mundo incrédulo e enganador.

Às vezes deixamo-nos levar por costumes que contradizem
nossa fé, julgando que assim as coisas se tornarão mais
fáceis e menos arriscadas. Estamos completamente
equivocados, porque em nenhum lugar ou situação há tanta
segurança e certeza de conquista do que diante da presença
santa e gloriosa do Senhor Jesus Cristo. Ele é o nosso
verdadeiro passaporte para o sucesso e a vitória.

Não se esconda e nem se envergonhe de Cristo. Levante-se e
deixe que sua luz resplandeça!

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7 de agosto de 2015

Qual O Telefone De Deus?

"Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me ouviu" (Salmos 120:1).

Um professor da Escola Bíblica estava ensinando a um grupo de crianças sobre a oração e usou um telefone para ilustrar sua lição. "Vocês conversam com outras pessoas pelo telefone mas não podem vê-las do outro lado, não é verdade?" disse ele.

As crianças balançaram suas cabeças como que concordando com o que dizia. "Bem," prosseguiu o professor, "falar com Deus é como falar ao telefone. Ele está do outro lado mas você não pode vê-Lo. Ele escuta tudo que você Lhe fala." Um dos meninos que a tudo escutava, levantou sua mão e perguntou: "Qual o número dele?" Não é necessário ter um número de telefone de Deus. Apenas precisamos conhecer Jesus.

Ele caminha ao nosso lado todo o tempo. Podemos conversar com Ele a qualquer hora. Ele deseja que o busquemos sempre. Ele sempre nos escuta. Ele sempre nos entende. Como é bom saber que temos um Amigo que nunca está ocupado para nos ouvir. Ele é companheiro, amável, atencioso, e tem grande prazer em nos atender. Suas mãos estão sempre prontas para acariciar nossas cabeças quando sentimos aflição. Sua Palavra é bênção para nossas vidas e serve de lâmpada para nos mostrar o melhor caminho a seguir quando nos vemos rodeados de escuridão. Seu amor é suficiente para perdoar nossos pecados e nos reconduzir ao caminho que conduz à vida abundante e eterna. Você sente necessidade de falar com Deus? Não precisa pegar o telefone e nem buscar o Seu número. Ele está ao seu lado agora. Fale com Ele.

Conte-Lhe o seu problema ou agradeça pela sua alegria. O Seu coração se enche de gozo quando o buscamos, quando confiamos nEle, quando reconhecemos que Ele é a fonte de todas as nossas bênçãos. Ao tentar falar com um amigo você pode encontrar a linha ocupada ou com problemas técnicos. Ao falar com Deus isso jamais acontecerá.

Ele está sempre livre e pronto para ouvir a sua oração e para abençoar sua vida.

Pr. Paulo Roberto Barbosa

6 de agosto de 2015

Alguém Para Nos Perdoar

"Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são
perdoados por amor do seu nome" (1 João 2:12).

Pouco antes de falecer, em 1988, em um momento de assombrosa
sinceridade na televisão, Marghanita Laski, conhecida
humanista e romancista, falou: "O que mais invejo em vocês,
cristãos, é o perdão. Eu não tenho ninguém para me perdoar."

Como é gostoso encontrar um ombro amigo em momentos de
tribulação e sofrimento. Como ansiamos uma voz de consolo e
ânimo quando os males deste mundo nos assaltam, tirando
nossa paz e nossa alegria. Se olhamos para a frente, nada
vislumbramos; se olhamos para trás não identificamos o
momento exato em que tudo começou. Sentimos que o chão foge
de nossos pés e a sensação que temos é que estamos
mergulhando em um poço escuro e sem fim. A melhor coisa que
pode nos acontecer nessas horas é acharmos uma mão estendida
que nos levante e nos sustente em solo firme.

O homem sempre depende de outros em diversas situações em
sua caminhada nesta terra. Pode ser alguém que lhe dê um
emprego quando precisa sustentar sua família, um professor
que lhe auxilie na sua formação cultural e profissional, um
médico que o ajude em momentos de enfermidade. O certo é que
estamos sempre precisando uns dos outros.

Existe alguém muito especial que está de braços abertos para
nos receber logo que o buscarmos. Seu nome é Jesus Cristo.
Ele está sempre pronto a curar todas as nossas enfermidades,
a suprir nossas necessidades, a nos consolar e enxugar as
lágrimas de nosso pranto. E mais do que isso, a perdoar os
pecados que cometemos e que nos afastam do Pai.

O homem pode se gabar de ter tudo neste mundo e, na
realidade, não ter nada. O dinheiro compra muitas coisas,
mas não pode comprar o perdão dos pecados e a vida eterna.

Quem tem Jesus, sim, tem tudo nesta vida!

Pr. Paulo Roberto Barbosa, do site - Escuro Iluminado:
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5 de agosto de 2015

Cruz – Cura

"Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi 
esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe 
paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados" 
(Isaías 53:5)

Tem sido um tema polêmico na minha geração esse assunto de cura, 
pois temos exageros para ambos os extremos. De um lado uma turma 
que não crê mais que Deus cura, só enxerga racionalidade e medicina, 
e desconsidera os milagres. Do outro lado, uma turma que vê 
demônio em tudo, não toma remédio, não crê na medicina nem como 
instrumento de Deus. 

A mim parece que ambos estão equivocados, mas meu foco aqui é 
simples e direto: existe uma menção de sermos curados pela morte 
do Messias prometido em Isaías 53, que na unanimidade dos 
estudiosos cristãos é Jesus de Nazaré. Então, se é assim, o que é 
razoável entendermos sobre este assunto? 

Sendo muito franco, as respostas podem variar e podemos ter alguns 
aspectos divergentes no entendimento, mas não podemos negar que 
Deus cura. Cura quando quer curar, quando decide curar, quando 
permite a cura - mas cura. A mim o mais importante é o 
reconhecimento de que Deus é soberano: Ele cura o que quiser, seja 
grande ou pequeno, simples ou complexo, tratável pela medicina ou 
não. 

E o que tem isso com a cruz? 

O texto escolhido é um versículo de Isaías 53, a promessa messiânica 
mais conhecida, rica, maravilhosa, profunda, abrangente, clara. Ela 
se concretizou na cruz, se cumpriu na crucificação, se tornou 
realidade com a entrega de Jesus. Isso torna a cruz um símbolo de 
cumprimento de promessa, de materialização de conceito, de algo 
totalmente fora do nosso alcance: a nossa cura. 

Se me permitem, minha opinião é que temos na pessoa de Jesus 
Cristo a cura para tudo que o Pai decidir curar. Na minha casa 
conhecemos a enfermidade muito de perto, mas conhecemos o poder 
da cura do Senhor ainda mais de perto. Sou testemunha viva e 
ambulante de que Deus cura, sim. MAS, no meu coração, na minha 
mente, no meu espírito, em tudo que sou, eu sei e creio que se não 
fosse pela morte expiatória de Jesus na cruz eu não teria acesso ao 
Todo Poderoso para ser curado e minha história seria outra - isso 
se eu ainda tivesse uma. 

Para alguns Isaías 53 promete cura para "todas" as doenças. Para 
outros, é apenas uma referência histórica. A outros ainda é algo que 
pode ser resgatado ou não, "tomando posse". Para outros é 
indiferente. Para mim é um conceito ainda mais simples e claro do 
que esse nó apertado: o sofrimento de Jesus me permite ser curado 
de todos os tipos de enfermidades, do corpo e da alma, sempre que 
o Pai decidir que convém. O momento é Dele, o meio de cura é Dele, 
o prazo da cura é Dele. Em resumo, O que o Pai quiser curar ele 
cura. Temos direito a isso pela morte de Jesus na cruz. É tão 
promessa quando a promessa de que Jesus viria, da qual temos 
provas históricas do cumprimento. 

Uma analogia pra ajudar: o alvo é a cura, a flecha é Jesus, o arco é 
a cruz, a corda é o Pai... e os dedos do arqueiro são a minha fé.

"Senhor, obrigado por me oferecer pela cruz o cumprimento da Tua 
promessa que inclui cura. Eu creio que posso ser curado no corpo, 
na alma e no espírito. Eu te agradeço."

Mário Fernandez do site http://www.ichtus.com.br.

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