27 de fevereiro de 2026

Reino de Deus

Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno (1Jo 5.19).

Leitura Bíblica: Lucas 17.20-21 

Você já parou para pensar como deveria ser o mundo antes que Adão e Eva desobedecessem a Deus? Pelo que a Bíblia diz (Gn 3.8a), pode-se perceber que os três desfrutavam de um relacionamento bem próximo. Até então, as coisas aconteciam totalmente de acordo com a vontade do Criador. Podemos, então, afirmar que ali era o Reino de Deus. Porém, com a entrada do pecado no mundo, aqueles dois tiveram de deixar o jardim, mas lemos a promessa do Senhor de anular todo o prejuízo causado pela serpente por intermédio de um descendente da mulher (Gn 3.15). Fato é que, a partir daquele momento, a humanidade se afastou cada vez mais do Criador. E, por estar o homem sujeito aos desejos de sua própria carne e sob a influência do Diabo, o mundo tornou-se muito diferente do Reino de Deus. A Terra pertence ao seu Criador, mas, como o verso em destaque afirma, “o mundo todo está sob o poder do Maligno”. Fazendo uma analogia com a informática, o mundo é um computador (hardware), enquanto o programa (software) que está rodando no mundo é do inimigo. Mas Jesus veio para resolver esse problema. Ao orar o Pai-Nosso, ele pede: “Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade na terra como no céu” (Mt 6.10). O Mestre está pedindo que as coisas voltem a ser como antes. Primeiro, João Batista anunciou a chegada do Reino de Deus. E no texto de hoje, Jesus explica aos fariseus que o Reino não é visível, mas está “entre vocês” (v.21). Com a morte e ressurreição do Senhor - o descendente da mulher -, as coisas por aqui, com esse programa pirata (malware), estão com os dias contados. 

A Bíblia afirma que, no final dos tempos, Deus trará o julgamento, quando o destino eterno de cada um será decidido. Quem se reconheceu pecador e recebeu Jesus em sua vida viverá a eternidade com o Senhor, em seu Reino perfeito. 

O Reino de Deus já chegou para o cristão, por isso, ele deve buscar que a vontade do Senhor seja sempre feita. 

Clarice Tammerik Inácio da Silva, Santo André/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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26 de fevereiro de 2026

Decida marchar

Os meus olhos, porém, estão fixos em ti, ó Soberano SENHOR; em ti me refugio; não me entregues à morte (Sl 141.8).

Leitura Bíblica: Êxodo 14.1-15 

Considero a travessia do mar Vermelho um dos momentos mais dramáticos de toda a história bíblica. De um lado, o mar. Do outro, um exército pronto para exterminar todo um povo. Entre eles, a nação de Israel recém liberta da escravidão e, agora, à beira da morte. Os israelitas viram no Egito todos os sinais que Deus enviou para libertá-los, mas a situação agora era totalmente diferente. Mesmo no cativeiro, ainda havia uma certa segurança. O povo obedecia ao Faraó; os únicos que o desafiavam eram Moisés e Arão. Mas, agora, todos eram alvos fáceis. Em questão de minutos, o exército alcançaria uma gente desarmada, indefesa e assustada. 

Nesse episódio, vemos três reações distintas: a primeira é a do povo, que se zanga com seu líder e o culpa pela morte iminente; a segunda, de Moisés, que pede que o povo confie em Deus; e a terceira é a do próprio Senhor, que diz àquele líder: “Por que está clamando a mim? Diga aos israelitas que sigam avante” (v.15). Nesse caso, seguir avante significava ir em direção ao mar. Que loucura, não? Mas a vida nos traz situações muito parecidas. 

Você já deve ter enfrentado um problema e pensado: “E agora?” Momentos assim são preciosos, pois Deus está perguntando que tipo de servo você quer ser: o que reclama e preferiria continuar escravo no Egito? Ou, como Moisés: o que confia e continua obedecendo ao Senhor, mesmo contrariando a própria lógica? É como se Deus perguntasse: “Quer desistir ou vai continuar ao meu lado?” Moisés confiou, obedeceu e estendeu seu cajado. O mar se abriu, o povo atravessou, o exército do Faraó foi derrotado no mar, e Israel foi salvo. 

Já vivi momentos assim e conheço pessoas que também passaram por isso. Mas nunca conheci quem tenha se arrependido por decidir marchar. 

Mantenha seus olhos no Senhor! Obedeça, confie e não desista. No momento certo, o mar se abrirá e você será salvo. 

Ronaldo Mendonça de Oliveira, Praia Grande/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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25 de fevereiro de 2026

Culpa

Lava-me de toda a minha iniquidade e purifica-me do meu pecado (Sl 51.2).

Leitura Bíblica: Levítico 7.1-10 

A Bíblia afirma que todos os seres humanos são pecadores (Rm 3.23). Talvez isso não seja nenhuma novidade, mas o fato é que isso inclui você – alguém também sujeito a pecar. Por mais que o cristão tente fugir, ele carrega uma natureza pecaminosa. Adão e Eva iniciaram todo esse tormento quando desobedeceram a Deus. Mas o Criador sempre desejou que seu povo, desde a criação e o primeiro casal, vivesse longe do pecado. 

No livro de Levítico, as leis foram dadas para que os israelitas que deixaram o Egito pudessem seguir como o povo escolhido e, assim, ter uma vida correta, totalmente diferente de outras nações, que tinham práticas abomináveis. Infelizmente, muitos desobedeciam e não se preocupavam em se arrepender. Assim, eram condenados a sofrer as consequências, ou seja, a morte. Mas o Senhor não desamparou seu povo! Conforme o texto bíblico, ele trouxe as leis e cerimônias para a purificação dos pecados. 

Quando pecamos, é comum nos sentirmos culpados diante do Todo-Poderoso, pois o pecado é muito bom no início, no entanto, sempre causa um grande estrago. A bênção é que o Senhor está sempre disposto a perdoar um coração arrependido. Não precisamos mais fazer rituais ou ofertas de animais, porém, devemos entregar nosso coração a Jesus, pois ele, uma única vez, entregou sua vida para perdoar nossas transgressões e nos livrar da condenação. Esta já não existe, porque todo nosso pecado e toda nossa culpa foram lançados sobre ele (Rm 8.1). 

Além de não nos condenar ou julgar, Jesus diz: “Abandone sua vida de pecado” (Jo 8.11). Ou seja, depois de salvos, Deus deseja que lhe sejamos obedientes. A graça não é motivo para continuar pecando. Se você pecou, arrependa-se e confesse, pois em Jesus há perdão (1Jo 1.9). Mas ele quer que você abandone o pecado. E essa é uma guerra que enfrentaremos até o final de nossa vida, mas o Senhor sempre estará ao nosso lado para nos ajudar. 

Para nós, a salvação é de graça. Mas custou um alto preço para Deus: o sangue de seu Filho. 

Fernando Henrique de Barrios, Estrela/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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24 de fevereiro de 2026

Cancelamento

Sejam misericordiosos como é misericordioso o Pai de vocês (Lc 6.36).

Leitura Bíblica: João 8.1-11 

O tribunal virtual está pronto; o júri é formado por milhões de pessoas. É a cultura do cancelamento - as falas e as atitudes de anônimos e famosos na mira dos usuários das redes sociais. Aquilo que foi escrito ou dito entra em análise. Polemizou? Falou demais? Não se pronunciou? O sujeito é logo excluído. Bloqueado! Nesse contexto, o outro não pode seguir sua vida sem punição. Às vezes, a pena é temporária. Em outras ocasiões, o indivíduo cancelado precisa mudar, pelo menos exteriormente, para ser aceito, reinserido naquela comunidade. Uma novidade dos dias de hoje? Nem tanto. 

O texto da leitura bíblica é sobre a famosa história da mulher pega em adultério. Imediatamente, ela foi levada pelos fariseus e mestres da lei para ser julgada por Jesus, que ensinava a multidão. Os religiosos avaliaram que seria o cenário perfeito para apanhar o nazareno em contradição. Afinal, em casos assim, a lei de Moisés previa o apedrejamento do infrator. Questionado sobre o que deveria ser feito, o Filho de Deus, que escrevia na terra, levantou-se e emitiu seu veredito: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela” (v.7). Um a um, os desapontados acusadores da mulher se desarmaram e a deixaram. 

O fato é que Jesus não cancela o pecador, mas anula o pecado. Não exclui quem faz algo errado. Pelo contrário, o Mestre vai atrás dessa pessoa para lembrar que, apesar da falha, quer tê-la como seguidora. O Messias não atua como justiceiro. Ele é a nossa justiça. Fomos chamados a proclamar o Evangelho sem exercer julgamento. Isso não significa que devemos nos calar diante das coisas erradas, porém, precisamos tomar o devido cuidado com o nosso implacável senso de justiça. Pois implacável mesmo é o amor do nosso Deus que diz: “Vá e, de agora em diante, abandone a sua vida de pecado” (v.11). 

“Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima a baixo para ajudá-lo a levantar-se.” (J. Welch) 

Walter Felipe Rodriguez Fernandes. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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23 de fevereiro de 2026

Noé

Então o SENHOR disse a Noé: “Entre na arca, você e toda a sua família, porque tenho visto que você é justo aos meus olhos entre as pessoas desta geração” (Gn 7.1).

Leitura Bíblica: Gênesis 6.1-22 

Noé foi uma pessoa especial, que, num tempo em que ainda não existia a Bíblia escrita e impressa, como temos hoje, recebeu o conhecimento do Senhor por intermédio de seus antepassados, que lhe contaram suas experiências. 

O texto da leitura bíblica diz que esse patriarca era um homem justo, íntegro e que andava com Deus. Provavelmente ouviu que um de seus ancestrais, Enoque, também era uma pessoa que andava com o Criador (Gn 5.21-24). Noé foi reconhecido pelo Senhor como o único justo em meio a uma geração pervertida. Isso lhe garantiu a benevolência do Todo-Poderoso (Gn 6.8) e a salvação de toda a sua família, conforme verso em destaque. 

Noé foi chamado por Deus para construir a arca, que salvaria sua família e muitas espécies de animais (Gn 7.2-3). Outra qualidade notável em Noé foi a sua pronta obediência ao chamado divino. Acredita-se que nunca havia chovido até então, mas ele assumiu o projeto aparentemente “absurdo” de construção da arca, que durou em torno de 100 anos. Por viver em meio a uma geração pervertida, é provável que tenha sofrido muita zombaria. Mas ele perseverou na missão que o Senhor lhe havia passado. 

E você? Tem sido uma pessoa íntegra, justa e que anda com Deus? Tem levado a sério a vontade e os princípios do Senhor? Ou tem “tomado a forma” do mundo, fazendo o que todo mundo faz (Rm 12.2)? Bem, como algumas mães dizem, você não é todo mundo. É filho de Deus! 

Se deseja que o Soberano derrame suas bênçãos sobre sua vida e sua descendência, então obedeça à Palavra do Senhor e ande diariamente no caminho reto. Seja uma pessoa justa e íntegra – um exemplo para aqueles à sua volta. 

Não importa o que os outros façam ou falem de você. Faça diferença onde quer que esteja! Com certeza, isso chamará a atenção das pessoas e, o mais importante, agradará ao Senhor. 

Não faça o errado só porque todo mundo faz! Ande na contramão e, como Noé, seja justo, íntegro e caminhe com Deus. 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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20 de fevereiro de 2026

Firme sua fé

Amados, embora eu tivesse me empenhado muito para escrever a vocês acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário escrever para encorajá-los a batalhar pela fé que foi confiada aos santos de uma vez por todas (Jd 1.3).

Leitura Bíblica: Judas 1.1-7 

O livro Até aos confins da terra, de Ruth A. Tucker, conta a história das missões cristãs pelo mundo, dos séculos 1 ao 20, e dos cristãos perseguidos por anticristãos ora em certa região, ora em outra, ora numa época, ora em outra. Os cristãos foram contestados, expulsos, presos e mortos. Foram também perseguidos pelo comunismo, regime político iniciado em 1917 na Rússia, que influenciou e dominou inúmeros países em todos os continentes. Onde dominavam, os comunistas não aceitavam os cristãos. 

Judas, irmão de Jesus (cf. Mt 13.55; Mc 6.3), sabia que os cristãos do século 1º já eram ameaçados. Em seu texto, além de lembrá-los da salvação (v.3a), encoraja-os a batalharem pela fé (v.3b). Era necessário que aqueles irmãos defendessem as doutrinas da fé, pois falsos mestres haviam se infiltrado nas igrejas (v.4a), tentando acabar com a fé cristã. Eles “...transformam a graça do nosso Deus em devassidão e negam Jesus Cristo, o nosso único Soberano e Senhor” (v.4b). 

Judas sabia que os cristãos já eram desrespeitados e desprezados. Ficariam eles firmes, se fossem perseguidos? Abandonariam sua fé, se ameaçados? Teriam sabedoria para discernir se um falso evangelho lhes fosse pregado? Então o autor cita a saída do Egito, recordando que Deus guardou o povo, mas destruiu os incrédulos (v.5). Ele fala do juízo que aguarda os anjos que se rebelaram (v.6), e lembra de Sodoma e Gomorra, cidades destruídas por causa da imoralidade (v.7). 

E quanto a nós? Permaneceremos fiéis a Jesus se a perseguição violenta nos alcançar? E aceitaremos sem questionar se, em nome da graça, pregarem que podemos fazer o que quisermos, até mesmo o que a Bíblia sempre chamou de pecado? 

“Seja fiel até a morte, e eu darei a você a coroa da vida” (Ap 2.10b). 

Sérgio Vilmar Markus, Panambi/RS. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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19 de fevereiro de 2026

Após a tempestade

Saia da arca, você e sua mulher, seus filhos e as mulheres deles (Gn 8.16).

Leitura Bíblica: Gênesis 7.1-4,6-24 

A Bíblia é repleta de histórias reais que mostram as infinitas misericórdias de Deus. A família de Noé, por exemplo, é uma ótima lembrança para aqueles que, por inúmeras situações, têm sido tentados a se esquecer da bondade e fidelidade do Senhor. A beleza disso é que não apenas os adultos são enriquecidos por esses relatos transformadores. Até mesmo as crianças se alegram e se encantam com a riqueza dos relatos bíblicos. Já que nos lembramos de Noé, vale a pena visitar a sua história. 

As Escrituras contam que sua família passou por uma experiência incomum. Ao todo, oito pessoas ficaram confinadas durante 40 dias em uma arca, flutuando sobre as águas oriundas de uma grande chuva. Além disso, aquela gente permaneceu na companhia de um considerável número de animais das mais variadas espécies, até que a tempestade finalmente passasse. Segundo o relato, as águas cobriram a terra por um período de 150 dias (v.24). Na arca, os desafios eram inevitáveis, como a alimentação, o cuidado dos animais, a higiene e a gestão do espaço. A saúde e a segurança de todos eram primordiais, assim como a convivência pacífica em um ambiente de confinamento. Cada desafio demandava trabalho e cooperação. 

Com a história de Noé podemos aprender que, mesmo nas tempestades da vida, Deus se lembra de nós (vs.1-3). Assim como a arca flutuou até chegar ao seu descanso no monte Ararate (vs.4-5), também encontramos repouso no Senhor. A confiança renasce (vs.6-12); a pomba retornando com uma folha de oliveira é um símbolo de esperança e de um recomeço. Deus transforma nossas tempestades em bênçãos e traz vida nova onde antes havia destruição. Portanto, apesar das tormentas que passamos, lembre-se da fidelidade do Senhor. Ele trará descanso e renovação. Confie nele e encontre esperança em suas promessas. 

Deus traz vida nova onde antes havia destruição! 

David Bango, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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18 de fevereiro de 2026

Identidade

Vocês, porém, são geração eleita, reino de sacerdotes, nação santa, povo que pertence a Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1Pe 2.9).

Leitura Bíblica: Mateus 16.13-16 

O evangelho de João apresenta de forma profunda a identidade de Jesus. Por sete vezes, registrou o Mestre afirmando ser “Eu sou”, a mesma resposta dada por Deus a Moisés (Êx 3.14). O Senhor apresentou-se como o pão da vida (6.35) - o único que pode nos saciar por completo; a luz do mundo (8.12) - que traz luz à nossa vida nas trevas do pecado; a porta (10.7,9) – a solução para os problemas; a ressurreição e a vida (11.25) - que oferece a esperança da vida eterna; o bom pastor (10.14-18) que nos guia, ampara e cuida; o caminho, a verdade e a vida (14.6-7); e a videira verdadeira (15.1-5), que nos sustenta e nos fornece condições para dar frutos para a eternidade. Para Jesus, sua identidade não era um problema, pois ele sabia quem era (4.26). 

Hoje há um número crescente de jovens e até adultos fugindo da identidade com a qual Deus os criou. Em 2020, no Canadá, uma pesquisa mostrou que 5% dos entrevistados se identificavam como “therians” - pessoas que se percebem total ou parcialmente como animais. Destes, 55% relataram problemas psicológicos, como ansiedade, depressão e rejeição social, além de baixa autoestima, dificuldade em lidar com mudanças na adolescência, incerteza, confusão e dúvidas sobre sua identidade. 

Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Mas desde que nossos antepassados o desobedeceram no jardim, todos nascemos longe daquilo que o Criador havia planejado. Mas ele tanto nos amou que entregou seu próprio Filho para morrer por nós, e assim nos deu a oportunidade de sermos seus filhos. 

Se você tem caminhado longe de Deus, talvez até confuso sobre quem é e por que está neste mundo, abrace a oportunidade de deixar para trás as coisas velhas e se tornar uma nova criatura, com identidade e propósito. 

Apenas seremos verdadeiramente realizados, felizes e completos quando vivermos a identidade que Deus nos deu. 

Miriane Heinrichs Hartmann, Juína/Mato Grosso. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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17 de fevereiro de 2026

Ser feliz

Ó SENHOR dos Exércitos, bem-aventurado aquele que em ti confia! (Sl 84.12)

Leitura Bíblica: Provérbios 28.13-14 

“Não permita que sua felicidade dependa de algo que você possa perder” (C. S. Lewis). Essa frase nos faz pensar em como erramos em relação a isso. Todos os dias, saímos da cama em busca de alegria, e parece que nossa felicidade depende de conquistas e prazeres. Vivemos em uma sociedade materialista, que associa alegria e prazer com a aparência e o poder de compra. A mensagem que dia a dia nos bombardeia é que quanto mais bens tivermos, mais felizes seremos. 

Mas devemos lembrar que o caminho para quem quer ser feliz não se encontra em comprar ou ter, mas em ser. Feliz é aquele que, pela graça de Deus, tem um encontro com Cristo. Como disse o salmista: o caminho para a felicidade é não andar segundo o conselho dos ímpios, não se deter no caminho dos pecadores, nem se assentar com escarnecedores (Sl 1.1). 

Moisés, já no fim de sua vida, disse: “Agora, ó Israel, que é que o SENHOR, o seu Deus, pede a você, senão que tema ao SENHOR, o seu Deus, que ande em todos os seus caminhos, que o ame e que sirva ao SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração e de toda a sua alma, e que obedeça aos mandamentos e aos estatutos do SENHOR, que hoje dou a você para o seu próprio bem?” (Dt 10.12-13). 

A estrada para a felicidade é a da obediência e do temor a Deus. O caminho para a tristeza é o afastamento progressivo do Eterno e a aproximação do pecado e do pecador. Paulo nos alerta: “O que receio e quero evitar é que como Eva foi enganada pela astúcia da serpente, assim a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sincera e pura devoção que vocês têm por Cristo” (2Co 11.3). 

Aproximemo-nos de Jesus. Na simplicidade do Evangelho está a nossa paz e nossa segurança de dias melhores e mais felizes. Deus quer nos conduzir pelo caminho da felicidade - ele quer nosso bem. Sigamos o conselho de Davi: “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá” (Sl 37.5). 

Felicidade e alegria somente são encontradas em Deus e na obediência incondicional à sua Palavra. 

Hebert dos Santos Gonçalves, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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16 de fevereiro de 2026

Sem ajuda

A verdade é que ninguém dá a mão ao homem arruinado, quando este, na sua aflição, grita por socorro (Jó 30.24).

Leitura Bíblica: Jó 30.24-31 

Quantas pessoas ao nosso redor precisam de ajuda? Muitas vezes é difícil diferenciar os que estão realmente necessitados dos aproveitadores da bondade alheia. Para isso, precisamos do discernimento do Senhor. Na Bíblia, somos incentivados a mostrar a nossa fé por meio das boas obras (Tg 2.14-25; Mt 5.14-16), ou seja, ajudar aqueles que estão em necessidade. 

O apóstolo Paulo escreveu que fomos salvos pela graça, porque obra humana alguma pode perdoar nossos pecados (coisas que desagradam ao Senhor) e nos garantir a salvação. Mas também afirmou que fomos feitos por Deus, criados em Cristo Jesus, para boas obras (Ef 2.8-10). 

Quem já ajudou alguém sabe como isso faz bem a si mesmo e a quem é ajudado. E ainda melhora o mundo ao seu redor! Por isso, precisamos estar atentos às necessidades das pessoas e ter discernimento de Deus para reconhecer os verdadeiros necessitados e ajudá-los. Vemos pessoas carecendo de alimentos, vestimentas, moradia... Há, ainda, quem tenha passado por tragédias e também carece de muita ajuda. Outras precisam de apoio espiritual e emocional. 

Jó precisava de assistência e não o recebeu. Seu estado era lamentável; havia perdido tudo – filhos, bens e sua saúde. Ele precisava de amparo emocional e espiritual, mas se sentiu abandonado, principalmente por aqueles a quem havia ajudado um dia. Nem “os amigos”, que vieram para o consolar, o ajudaram. Pelo contrário, ainda o acusaram de muitas coisas que ele não fez. 

Estar atentos às necessidades físicas, materiais, emocionais e espirituais das pessoas é fazer boas obras. Há um provérbio que diz: “Faça o bem, não importa a quem”. Jesus deu um alerta sobre as boas obras: elas devem glorificar a Deus (Mt 5.16). Isso quer dizer que o crédito não deve ser nosso ou de alguma instituição, mas que toda honra e glória devem ser dadas a Deus! 

Não feche os seus olhos para quem verdadeiramente precisa de ajuda! 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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13 de fevereiro de 2026

Vida eterna

Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão? (1Co 15.55)

Leitura Bíblica: Isaías 25.1-9 

Lázaro estava gravemente enfermo. Suas irmãs, Marta e Maria, mandaram chamar Jesus para o curar. Mas o Senhor esperou alguns dias para ir e atender a família. Chegando em Betânia, Lázaro já estava morto e sepultado. Vendo a tristeza das irmãs, Jesus chorou com elas e, a seguir, trouxe o falecido de volta à vida (Jo 1.1-46). Uma viúva, na cidade de Naim, estava inconsolável, levando seu único filho para ser sepultado. No meio do caminho, encontrou o Mestre, que, movido pelo sofrimento dela, ressuscitou aquele moço (Lc 7.11-17). 

Apesar dos milagres, Lázaro e o filho da viúva um dia deixaram este mundo para viver com Deus. Talvez, muitas pessoas perguntem: “Por que o Senhor não chegou a tempo de salvar nossos amados? Por que o remédio para a cura de algumas doenças ainda não existe?” Ou ainda: “Por que aconteceu um desastre em que vidas se foram?” Creia, Jesus jamais está indiferente ao nosso sofrimento. Em vez de perguntar por que coisas ruins nos acontecem, olhemos para as bênçãos que temos recebido e, se for possível, tentemos contá-las. O Senhor não ignora nossas lágrimas. Ele as vê e se importa quando choramos diante dele. Embora pareça tarde, o dia já decline e a sombra da morte paire sobre nós, podemos ter esperança. 

Porque Cristo ressuscitou, cremos que nossos queridos que a ele se entregaram, e já se foram, estão agora ao seu lado, desfrutando da melhor companhia. Se Jesus chora conosco a dor da separação, ele também se alegra em levar filhos redimidos para o lar. Um dia estaremos todos juntos, pois a vida aqui é como um vapor. Nosso luto, embora sofrido e escuro, passará. Cristo, o Filho de Deus, veio ao mundo e sofreu o terror da morte para nos levar para a sua casa, por um caminho seguro. Ele conhece a nossa dor e nos assegura um lugar sem lágrimas, onde o veremos face a face e com ele viveremos eternamente. 

Na alegria ou na tristeza, Cristo olha por nós. Nada pode nos separar de seu amor e da vida eterna ao seu lado. 

Zelene Reis, Itapeva/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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12 de fevereiro de 2026

Milagre diário

Quantas maravilhas tens feito, ó SENHOR, meu Deus! Não se podem relatar os planos que preparaste para nós! Eu queria proclamá-los e anunciá-los, mas são mais numerosos do que se podem contar! (Sl 40.5)

Leitura Bíblica: João 20.30-31 

Outro dia, em uma roda de conversa, uma amiga exclamou: “Ah! O que eu preciso mesmo é de um milagre”. Todos rimos com aquela afirmação, porque fazia meses que ela estava tentando arranjar um emprego, sem conseguir. Passado aquele momento, em casa, pensei comigo mesma: “Quem não precisa de um milagre?” Creio que todos nós. Muitos têm problemas como depressão, pânico, angústia, obesidade, solidão... Ou desafios mais palpáveis, como entrar na faculdade, uma crise no casamento, o resultado de um exame de saúde, falta de dinheiro para pagar as contas, o relacionamento com os filhos e até um emprego, como era o desejo de minha amiga. No entanto, todos esquecemos que temos, sim, milagres diários. O nascer do sol anunciando um novo dia é um lembrete do milagre diário da vida e das misericórdias que se renovaram, segundo a promessa de Deus. Isso deve nos fazer seguir em frente, aguardando que esse novo dia traga um acontecimento maravilhoso. 

Podemos abrir a Bíblia e ler sobre maravilhas no Antigo Testamento, como os amigos de Daniel, que foram jogados numa fornalha, mas estiveram em companhia de Jesus. 

Igualmente, é maravilhoso ler sobre os inúmeros milagres que os evangelhos trazem sobre Cristo. Ele curou cegos, coxos, leprosos, febres, hemorragias... Demônios foram expulsos e mortos ressuscitaram. O Senhor desafiou as leis da física, transformando água em vinho, multiplicando pães e peixes e caminhando sobre a água. O extraordinário era normal para o Mestre, e essa é a resposta para todo e qualquer problema que surgir, pois o Salvador é um especialista em maravilhas. 

Não sei de qual milagre você precisa. O meu ainda não veio, mas, pela fé, continuo crendo. Mantenha sua fé também. 

Só deixe de orar por um milagre se Deus enviar um anjo com a mensagem: “Minha graça te basta”. 

Andréa Pavel, São Paulo/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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11 de fevereiro de 2026

Não mereço

O SENHOR agrada-se do seu povo; ele coroa de vitória os oprimidos (Sl 149.4).

Leitura Bíblica: Salmo 149.1-5 

Em minha adolescência, para minha vergonha, cometi um erro grave. Eu me comprometi com uma pessoa que precisava de mim. Quando chegou o dia em que deveria estar presente, não fui. Meu colega ficou me esperando e teve de dar um jeito de fazer as coisas funcionarem sem mim. Naquele mesmo dia, me senti muito mal por ter falhado. Mas a vergonha maior estava por vir, pois no dia seguinte eu me encontraria com ele. Bom, vi meu amigo de longe e abaixei a cabeça. Só não fiz como um avestruz porque não tinha onde me esconder. E para minha surpresa, aquele colega chegou, me abraçou e disse em meu ouvido: “Eu te perdoo em nome de Jesus”. Naquela hora, fiquei totalmente sem reação. Hoje me recordo desse fato com leveza e com uma grande lição: eu não merecia, mas mesmo assim ele me perdoou. Essa passagem da minha vida me faz lembrar do salmo de nossa leitura. Meu foco está no v.4. 

Não sei quanto a você, mas muitas vezes me sinto mal pensando em como sou pecador e indigno, mesmo tendo conhecido a Cristo! São tantos pecados voluntários e involuntários! Dias atrás, orei ao Pai e lhe pedi para me abandonar porque me sentia indigno dele. E quando acabei de orar, deparei-me com esse texto. Foi uma resposta direta de Deus para mim e para todos que se sentem assim. O salmista diz que o Senhor tem prazer em nos ter como filhos e coroaria nossa vida com vitória! Quem sou eu ou quem somos nós para sermos coroados por aquele que é digno de todas as coroas? É um Rei misericordioso, cuja essência é o amor e a soma de todos os seus atributos. Diante da graça e da misericórdia, o salmista mostra como devemos responder a Deus: “Regozijemse os seus fiéis nessa glória e em seu leito cantem alegremente!” (v.5). 

Assim como meu amigo me perdoou sem eu merecer, exatamente como Jesus tem feito por nós, o que nos resta é copiar esse exemplo, além de nos alegrarmos no Senhor. 

O ser humano não merece a graça de Deus, mas, em sua infinita misericórdia, o Senhor a oferece livremente. 

Gabriel de Araújo Almeida, Ouro Branco/MG. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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10 de fevereiro de 2026

Mas...

Depois de açoitá-lo, eles o matarão, mas, ao terceiro dia, ressuscitará (Lc 18.33, NAA).

Leitura Bíblica: Lucas 18.31-34 

Jesus, predizendo sua morte e ressurreição, contou a seus discípulos que seria entregue aos gentios. Quem o entregaria? Os líderes religiosos, indignados porque ele se declarou o Messias, questionou a autoridade espiritual deles e expôs sua religiosidade hipócrita; e o povo, frustrado por ele não ser o libertador político que achava que era. Por fim, ele foi entregue aos gentios (aos romanos), que zombaram do Filho de Deus, o insultaram e cuspiram nele, depois o açoitaram e o mataram. Porém, essa história não acabou aqui. O importante é dar atenção ao “mas”, ao que de fato aconteceu: ao terceiro dia, Jesus ressuscitou. Ele venceu a morte, o pecado, Satanás e tudo o que havia de ruim no mundo. 

Provavelmente você já deve ter lido essa história, assistido a filmes ou peças teatrais a respeito e ouvido sermões sobre ela, mas talvez não tenha se conscientizado da importância dela para a sua vida. Cristo não sofreu e morreu numa cruz somente para seu entretenimento. Ele fez isso por amor a mim e a você, enfim, pela humanidade, para nos libertar da escravidão do pecado (tudo que não agrada a Deus) e da condenação eterna (eternidade longe do Criador). Assim, aqueles que creem em Jesus podem ter a certeza da vida eterna ao lado de Deus e da vitória sobre todo o mal. 

Você já tem essa certeza? Caso ainda esteja em dúvida, convide Jesus a fazer parte de sua vida e ser o seu Salvador e Senhor e aquele que lhe dá a segurança da vida eterna com o Pai! Fazendo isso, certamente você terá paz com Deus, em seu coração, em sua mente, consigo mesmo e com as outras pessoas à sua volta, na medida em que permitir a ação dele em seus relacionamentos. 

Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14.6). Ele ressuscitou e é o único acesso para se chegar a Deus. Se você já está firme nesse caminho, cuide para não se desviar dele. 

A vitória da ressurreição nos dá a certeza da vida eterna ao lado de Deus. Comece a desfrutar isso desde já. 

Hans Joachim Wolfgang Kellert, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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9 de fevereiro de 2026

Amor mútuo

Amemos uns aos outros, como ele nos ordenou (1Jo 3.23c).

Leitura Bíblica: João 13.31-38 

As palavras de Jesus, registradas na leitura de hoje, foram pronunciadas em sua última noite com os discípulos, pouco antes de sua prisão, julgamento, tortura e morte. O Mestre lavou os pés daqueles homens nessa ocasião e anunciou que seria traído. Prestes a ser preso, o momento era tenso e de ódio contra o Senhor, mas ele falava do amor que deveria reinar entre seus discípulos (vs.34-35). Assim, percebemos no texto algumas características do amor entre cristãos na visão do próprio Jesus. Vemos que esse amor é assunto de extrema importância. Se não fosse assim, o Senhor não teria falado a respeito disso naquele momento. Ele tinha pouco tempo para falar com os discípulos, então não perdeu um segundo sequer com assuntos supérfluos. Como um pai carinhoso, falou a seus filhinhos a respeito do amor (v.33). Também percebemos que o amor entre cristãos é um mandamento (v.34a), ou seja, não é opcional, o que mostra que amar nosso irmão vai além de um sentimento. Ultrapassa a afeição, como se pode observar quando o Senhor nos manda amar até nossos inimigos (Mt 5.44). Vemos, ainda, que o amor entre cristãos precisa ter Jesus como modelo (v.34b), pois mais do que falar, ele vivia o amor. Muitos cristãos na História têm seguido esse exemplo. Tertuliano, considerado o pai da teologia latina, registrou esse cuidado prático entre cristãos por volta de 100 d.C., escrevendo que os pagãos testemunhavam dos discípulos de Jesus, dizendo: “Vejam como eles se amam e estão prontos a morrer uns pelos outros.” 

Por fim, o Senhor destaca que o amor entre os cristãos é a marca registrada de seus seguidores, já que são conhecidos como discípulos de Cristo não por causa da roupa, do cabelo, por não fumar, não frequentar este ou aquele lugar etc., mas pelo amor recíproco que praticam. Por meio desse amor, eles mostram a todos que são seguidores de Jesus! 

O amor mútuo revela quem é verdadeiramente cristão! 

Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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6 de fevereiro de 2026

Cartas de Cristo

Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos (2Co 3.3).

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 3.1-6 

Na leitura de hoje, depois de ter sido acusado por falsos mestres de ser orgulhoso e de não ter uma carta de recomendação, Paulo escreve àqueles irmãos de Corinto, chamando-os a refletir que a maior validação de seu ministério era vista no próprio coração deles. A transformação vista em suas vidas atestava a obra do Espírito Santo, que não é produzida por mera religiosidade, mas por uma verdadeira mudança no coração, tornando cada vida transformada numa carta de Cristo, ou seja, um testemunho aberto. 

Já ouvi depoimentos de missionários que vão para países fechados ao Evangelho. Parece mentira, mas há locais onde não se pode sequer dizer que é cristão. Por isso, esses irmãos não podem simplesmente abrir uma igreja e pregar abertamente a Palavra de Deus. Qual estratégia eles utilizam? Muitos vão para trabalhar como profissionais liberais e oram para que Deus traga pessoas para um relacionamento de amizade. E Deus traz! Eles se aproximam delas, conquistam sua confiança e deixam que suas vidas “sejam lidas”. Estabelecida a amizade e a confiança, compartilham o amor de Cristo. É quase um trabalho de formiguinha. Mas dá resultado! 

Certa vez, quando eu estava no Ensino Médio, uma colega me disse que uma professora queria falar comigo. Eu não gostava dela nem um pouco, porque sentia que implicava comigo. Então xinguei a mulher com um nome bem feio. Minha colega olhou para mim e disse: “Nossa, não é você que é crente?” Ela estava lendo minha vida! Eu me senti muito mal e fiquei muito envergonhada pelo mau testemunho que havia dado. Foi uma baita lição! 

E você? O que as pessoas têm lido em sua vida? Elas leem uma carta de Cristo ou o mesmo conteúdo do mundo? 

“Nós somos as Bíblias que o mundo está lendo e os sermões a que o mundo está prestando atenção.” (Billy Graham) 

Clarice Tammerik Inácio da Silva, Santo André/SP. Extraído do site https://presentediario.transmundial.org.br 

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